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PRONAC 210900Projeto não executado por insuficiência de captação de recursosMecenato

Box de livros de Eduardo Carlos Pereira

Sérgio Gini
Solicitado
R$ 198,1 mil
Aprovado
R$ 198,1 mil
Captado
R$ 500,00
Outras fontes
R$ 1,0 mil

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
21

Localização e período

UF principal
PR
Município
Maringá
Início
2021-05-31
Término
2023-12-18
Locais de realização (3)
Caldas Minas GeraisMaringá ParanáSão Paulo São Paulo

Resumo

O projeto consiste no desenvolvimento de um livro biográfico sobre Eduardo Carlos Pereira (1855-1923), professor, ministro protestante e o mais renomado gramático brasileiro da Primeira República; e no relançamento de três de suas principais obras, ainda do século 19, esgotadas há mais de 80 anos e consideradas de alto valor histórico, literário e humanístico.

Sinopse

O box constará de quatro livros. 1. Uma biografia sobre o professor e gramático brasileiro Eduardo Carlos Pereira (1855-1923), com fotografias antigas e documentos inéditos. A biografia abordará a origem familiar, desde seus antepassados portugueses até o estabelecimento da família nas Minas Gerais; discutirá a sua formação desde as primeiras letras até a fase de exames preparatórios para ingressar na Faculdade de Direito de São Paulo; abordaremos a sua conversão ao protestantismo e sua formação teológica até ser ordenado ministro presbiteriano; abordaremos a sua atuação jornalística em São Paulo, a sua atuação eclesiástica e o seu ingresso como lente de Português do Ginásio de São Paulo, em 1894, cargo que ocupou até a sua morte. A última parte da biografia dará destaque ao seu trabalho como gramático, autor de duas das mais renomadas obras do gênero que se mantiveram em uso até os anos 1950. 2. A Religião Cristã e suas Relações com a Escravidão, um livro abolicionista de 1886, de autoria de Eduardo Carlos Pereira. Teve apenas a primeira edição. 3. O Protestantismo é uma Nulidade, um livro de polêmica religiosa lançado em 1896, também de autoria de Eduardo Carlos Pereira. Teve apenas a primeira edição. 4. A Maçonaria e a Igreja Cristã, lançado em 1898, da autoria de Eduardo Carlos Pereira. Este livro teve três edições, segundo a segunda de 1923 e a terceria de 1945. Estas três obras, há muito desconhecidas do público, nos permitem conhecer o ambiente social, político e religioso do século 19 com uma visão diferente daquela da historiografia tradicional.

Objetivos

Objetivo geral: Desenvolver uma obra de valor histórico sobre a biografia de Eduardo Carlos Pereira e trazer de volta ao público três de suas principais obras, escritas no século 19. Objetivo específico: produzir e publicar um box com quatro livros, com tiragem de 1.500 exemplares e distribuir 80% do conteúdo de forma gratuita, incluindo bibliotecas públicas escolas e universidades públicas nos Estados de São Paulo e Paraná.

Justificativa

Em 2023 ocorrerá o centenário da morte de Eduardo Carlos Pereira, considerado o primeiro intelectual protestante brasileiro. Nascido em Caldas, MG, em 1855, converteu-se ao protestantismo em 1875, já em São Paulo, tendo sido professor da Escola Americana, atual Mackenzie. Foi jornalista polêmico, abolicionista e republicano, além de ser pastor da 1ª. Igreja Presbiteriana de São Paulo de 1888 até sua morte em 1923. Lente de Português do Ginásio de São Paulo, instituído em 1894, escreveu Gramática Expositiva _ Curso Elementar e Curso Superior e a Gramática Histórica. Sua Gramática Expositiva chegou ao expressivo número de mais de 100 edições até o advento da Nomenclatura Gramatical Brasileira, em 1959. O projeto prevê o desenvolvimento de um livro biográfico com valor histórico e humanístico sobre a vida e obra de Eduardo Carlos Pereira, bem como a reedição de três de suas obras do século 19, reconhecidas de alto valor histórico e literário por tratarem de assuntos que envolvem questões sociais, religiosas e políticas da segunda metade do século 19, o que mostra a imagem de um Brasil, pelas lentes de um intelectual protestante, bem diferente da historiografia oficial. A necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se dá pelo fato de que as obras do referido personagem embora sejam de grande valor humanístico e histórico para o país, não possuem valor comercial. O desenvolvimento do projeto pela Lei Federal de Incentivo à Cultura é fundamental, dada a relevância do mecanismo para fomento da cultura no país. A aprovação do projeto neste mecanismo de incentivo, auxiliará na captação de recursos para a consecução dos objetivos junto a empresas de várias regiões do Brasil. Com isso o projeto atende ao inciso VIII do art. 1º a Lei 8.313/91 que fala em "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória". Também atende ao objetivo disposto no item b) do inciso II do art. 3º da referida lei que traz: "edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes".

Estratégia de execução

Para as massas brasileiras, a lembrança que permanece é sempre a do caos. O homem brasileiro não vê esperança no mundo, acredita que tudo foi criado para servi-lo e, como tal, é incapaz de fazê-lo. Quando acha algo de valor o soterra com sua crença estéril, amordaça com todas as suas forças. Não pode e nem deve mantê-lo. Foi em meio à caótica situação de Caldas, em Minas Gerais, com a corrida do ouro e a sede por riquezas a todo vapor, em 1855, que nasce um menino que se tornaria uma das vozes mais ecoantes do protestantismo no Brasil e um dos mais ilustres divulgadores da língua portuguesa. Filho do Capitão Francisco Joaquim Pereira e de Maria Eufrosina de Nazaré, Eduardo Carlos Pereira desde cedo mostrou apego às letras, se tornando, ainda jovem, com dezenove anos de idade, professor de latim e francês. O sonho do jovem ECP era ser um dos estudantes da Faculdade de Direito de São Paulo, aspiração que levou por toda a mocidade. Levando em conta o reduzido número de missionários protestantes em solo brasileiro no século 19, ECP entrou em contato com a doutrina protestante bem cedo, quando conheceu o Rev. George Nash Morton em Campinas. Morton foi o fundador do Colégio Internacional naquela cidade, um dos primeiros colégios mistos e com ideais republicanos no Brasil. ECP passou a ouvi-lo em seus longos sermões, mesmo relutante em seguir carreira no protestantismo. O próprio Rev. Morton, vendo os talentos e a grande inteligência do jovem Eduardo, tentava constantemente persuadi-lo da fé evangélica. Ao converter-se ao protestantismo, em 1881, passou a frequentar a Igreja Presbiteriana de São Paulo, sendo pastoreado pelo Rev. George W. Chamberlain, fundador da Escola Americana que, mais tarde, se tornaria o Mackenzie. Após muita insistência, Chamberlain conseguiu convencer ECP a largar a faculdade de Direito e seguir o ministério eclesiástico. Mas, sua atuação não se resumiu ao púlpito. Como professor que era (foi o professor da Primeira Cadeira de Português do Ginásio de São Paulo, a partir de 1896 até sua morte) deu continuidade à obra do gramático Júlio Ribeiro (igualmente protestante), escritor da primeira gramática do Brasil, escrevendo obras que perdurariam por décadas na educação brasileira, mas fugiria da memória do país. Em 1907 lançou a sua Gramática Expositiva e em 1919 a Gramática Histórica. A notabilidade de suas gramáticas evidencia-se, inclusive, nas palavras do próprio escritor Monteiro Lobato, profundo admirador de sua obra, o qual publicou mais de 150 edições de suas gramática pela Companhia Editora Nacional: “Nossa nova fase avança maravilhosamente bem, apesar de tão bebezinha: nasceu em fevereiro. Desde esse mês até hoje tivemos um líquido de 130 contos, e aquisição do estoque de livros da velha companhia vai ser tacada. (…) E breve serão duas casas, uma em S. Paulo, a matriz e outra aqui, a filial. E depois três, quatro, cinco — uma livraria em cada capital do Brasil. Só de gramaticas do Eduardo Carlos Pereira vendemos de fevereiro até hoje 27.000. A edição do Hans Staden foi um triunfo — 8.000 em três meses — e está entrando nas escolas.” Monteiro Lobato admirava tanto a obra de ECP que em um de seus livros (“Emília no País da Gramática”) narrou: “Para mim, sugeriu Emília, Quindim comeu aquela gramaticorra que Dona Benta comprou. Lembre-se que a bichona desapareceu justamente no dia em que Quindim dormiu no pomar. O visconde tinha estado ás voltas com ela, estudando ditongos debaixo da Jabuticabeira. Com certeza esqueceu-a lá e o rinoceronte papou-a. (…) Apesar do absurdo de semelhante hipótese, Narizinho ficou meio abalada. Quem sabe lá se Quindim não tinha mesmo comido a ‘Gramatica Historica’ de Eduardo Carlos Pereira?” ECP também trabalhou na política e, embora tivesse rejeitado a oportunidade de se candidatar a deputado pelo partido, manteve seu ponto de vista conservador, sendo um ferrenho opositor do marxismo, como escreveu: “O scienticismo de nossos dias abre fallencia na liquidação geral deste fim de seculo. Suas theorias dogmaticas, suas fallazes promessas, desfizeram-se ao contacto de dolorosas experiencias. A ordem e progresso em o nome exclusivo da sciencia; a abnegação, a constancia, o amor, em nome exclusivo da solidariedade humana, é uma irrisão, uma loucura, em face das paixões, da dor e da miseria! As agonias extremas destes tempos, as violentas imprecações dos proletarios, o protesto desesperado dos anarchistas, as surdas commoções que ameaçam, por toda parte, subverter a ordem social, atesttam-no tristemente.” Para Eduardo Carlos Pereira “o protestantismo religioso ortodoxo é a moderna consubstanciação do Evangelho”, isto é, o protestantismo responderia à frente o Modernismo que invadia todas as áreas do sociedade. ECP escreveu diversos livros de cunho intelectual, dos quais vários foram esquecidos: "A Religião Cristã e suas Relações com a Escravidão", “Gramática Expositiva — Curso Elementar”, “Gramática Expositiva — Curso Superior”, “Gramática Histórica”, “Questões de Filologia”, “O Protestantismo é uma Nulidade”, “O Problema Religioso na América Latina” e “A Maçonaria e a Igreja Cristã”. Eduardo Carlos Pereira é considerado o primeiro intelectual protestante do Brasil, tendo sido notável gramático, filólogo, jornalista, escritor, professor e pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de são Paulo de 1888 até sua morte em 1923.

Especificação técnica

Livro 01 - BIOGRAFIA DE EDUARDO CARLOS PEREIRA: - Livro capa dura, tamanho 336 x 236 mm, 4x1 cor, com verniz localizado mínimo, papel couchê brilho 170g, laminação fosca. - Sobrecapa: 518 x 236mm, 4x0 cor, laminação fosca, papel couchê fosco 115g. - Miolo: 250 páginas, 4x4 cores, papel couche fosco 90g, verniz a base de água na obra toda, 158 x 230mm. Livro 02 - A RELIGIÃO CRISTÃ E SUAS RELAÇÕES COM A ESCRAVIDÃO: - Livro capa dura, tamanho 336 x 236 mm, 4x1 cor, com verniz localizado mínimo, papel couchê brilho 170g, laminação fosca. - Sobrecapa: 518 x 236mm, 4x0 cor, laminação fosca, papel couchê fosco 115g. - Miolo: 64 páginas, 1x1 cores, papel couche fosco 115g, 158 x 230mm. Livro 03 - O PROTESTANTISMO É UMA NULIDADE: POLÊMICA RELIGIOSA: - Livro capa dura, tamanho 336 x 236 mm, 4x1 cor, com verniz localizado mínimo, papel couchê brilho 170g, laminação fosca. - Sobrecapa: 518 x 236mm, 4x0 cor, laminação fosca, papel couchê fosco 115g. - Miolo: 64 páginas, 1x1 cores, papel couche fosco 115g, 158 x 230mm. Livro 04 - MAÇONARIA E IGREJA CRISTÃ: - Livro capa dura, tamanho 336 x 236 mm, 4x1 cor, com verniz localizado mínimo, papel couchê brilho 170g, laminação fosca. - Sobrecapa: 518 x 236mm, 4x0 cor, laminação fosca, papel couchê fosco 115g. - Miolo: 176 páginas, 1x1 cores, papel couche fosco 115g, 158 x 230mm. BOX - especificações gráficas: Formato: 600 x 400mm, 4x1 cor, papel couchê fosco 150g, papelão mais fino, laminação fosca, verniz localizado e hotstamp ouro numa face (frontal).

Acessibilidade

LIVRO Acessibilidade física: não se aplica tecnicamente. Acessibilidade para deficientes visuais: para promover o acesso ao conteúdo do produto livro aos deficientes visuais, será disponibilizada a audiodescrição no formato de audiolivro que estará acessível nas plataformas de mídias sociais em que o gestor do projeto divulgará este conteúdo. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Gravação de vozes (produção/execução). Acessibilidade para deficientes auditivos: não se aplica tecnicamente. CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: as três palestras gratuitas serão realizadas em locais onde a acessibilidade para deficientes físicos seja garantida, com auditórios servidos de rampas de acesso e espaços reservados apra cadeiras de rodas e/ou espaços especialmente demarcados para esse público, de acordo com a capacidade de lotação da edificação, conforme o disposto no art. 44 § 1º, da Lei 13.446, de 2015. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Locação de auditório (produção/execução). Acessibilidade para deficientes visuais: os auditórios onde serão realizadas as três palestras serão servidos de acesso com guias táteis e espaço adequadamente reservado para acomodação para esse público, devidamente sinalizado conforme os requisitos estabelecidos nas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Locação de auditório (produção/execução). Acessibilidade para deficientes auditivos: as três palestras que serão realizadas contarão com a tradução/interpretação em Libras. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de Libras (produção/execução).

Democratização do acesso

Para a democratização do acesso, serão adotadas as seguintes medidas, de acordo com o Art. 21 da IN 2/2019: 1. Doação de 20% do produto livro a escolas públicas, bibliotecas e museus que serão devidamente identificados quando da prestação de contas do projeto (Inciso I, do Art. 21); 2. Promoção do uso do Vale Cultura para aquisição do produto livro resultante do projeto, nos termos da Lei. 12.761/2012 (Inciso IX, do Art. 21);

Ficha técnica

O historiador Sérgio Gini será o produtor cultural e responsável pela gestão do projeto. Gini é jornalista, mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista – Unesp. Trabalha há 30 anos com projetos sociais, culturais e sem fins lucrativos. É autor e coautor de diversos livros, destacando-se entre eles: Repensando... a construção da hegemonia empresarial nos 10 anos que mudaram Maringá (1994-2004), Eduem, 2011; Um Só Batismo: Do Catolicismo Norte-americano ao Proselitismo Brasileiro, Paco, 2011; Escrevendo o próprio destino: do zero ao bilhão, Confebrás, 2012; Terra Crua, Eduem, 2014; Sicoob Unicoob 15 anos, Sinergia, 2017; Estudos das Religiões, Unicesumar, 2018; Teologia e Pós-Modernidade, Unicesumar, 2018; Do Arenito a Selva de Pedra, Gráfica Paraná, 2020; Sociologia Econômica, Unicesumar, 2020.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.