Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Propostas
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Links úteis
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 211072Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

TRIBOBO CITY

MCM MARIA CLARA MACHADO PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 924,6 mil
Aprovado
R$ 924,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Linha do tempo

  1. 01/01/2021
    Cadastro PRONAC
    Ano 21
  2. 10/01/2022
    Início previsto
  3. 31/12/2023
    Término previsto
  4. 06/05/2026Encerrado
    Projeto encerrado por excesso de prazo sem captação

Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
21

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2022-01-10
Término
2023-12-31
Locais de realização (1)

Resumo

Projeto de montagem e temporada do espetáculo musical infantil TRIBOBÓ CITY, em comemoração aos100 anos de Maria Clara Machado e os70 anos do Teatro Tablado. Será realizado um ciclo de palestras sobre esses dois assuntos e a produção de dois vídeos. Um deles da filmagem dessas palestras e o outro do making of da montagem desta temporada ambos para disponibilização no site do Tablado.

Sinopse

Tribobó City (1971), a alegre cidade ameaçada por terríveis bandidos em busca de ouro. Não vão faltar música e emoção nesta incrivel aventura liderada por Mocinho de Souza, contra a turma do vilão Al Gazarra. Em seguida vem uma história de amor misturada com muita tramoia, porque estão todos querendo O diamante do Grão Mogol (1966). Em Aprendiz de feiticeiro (1968)o vovô cientista tem que ser esperto para escapar de um desastrado ladrão de fórmulas. Tudo no melhor estilo de Maria Clara Machado. A autora escolhe a luta entre o bem e mal como um assunto que pode ser facilmente desenvolvido com as crianças, buscando transmitir valores tais como a solidariedade, a amizade e a coragem. Outro dado importante, além da escolha do tema, está na forma da peça, construída através de diálogos rápidos, com uma perfeita distribuição de picos de atenção que evitam que o público infantil desvaneça ou perca o fio da meada.

Objetivos

OBJETIVO GERAL - Homenagear os 100 anos de Maria Clara Machado e os 70 anos do Teatro Tablado. - Montagem, ensaios e temporada do espetáculo TRIBOBÓ CITY, de Maria Clara Machado, no teatro O Tablado; - Preservar e difundir a obra de Maria Clara Machado - Manter da tradição do teatro O Tablado como formador de plateia infantil; - Proporcionar a jovens artistas e técnicos a oportunidade de atuar com profissionais consagrados; - Dar continuidade às atividades do teatro O Tablado, histórico e mais antigo teatro voltado ao público infantil em atividade na América Latina, que mantém suas bases como teatro‐escola há mais de 67 anos; - Iniciar as comemorações do centenário de Maria Clara Machado. - Fazer um ciclo de 4 palestras sobre o centanário de Maria Clara Machado e sobre os 70 anos do Teatro Tablado. - Produzir dois vídeos para disponibilização gratuita com o objetivo de ampliar o acesso e formar novas platéias. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Este projeto pretende realizar a montagem e a temporada do espetáculo musical infantil TRIBOBÓ CITY, de Maria Clara Machado, no teatro O Tablado. Serão 24 apresentações durante 3 meses, sempre aos sábados e domingos. A direção será de Cacá Mourthé, sobrinha de Maria Clara e diretora do Tablado desde 2001. A montagem contará com 17 atores, 20 cantores (alunos) e 4 músicos em cena. O teatro O Tablado em a lotação 150 lugares, no Rio de Janeiro. Além da temporada, será realizado um ciclo de 4 palestras sobre os 100 anos de Maria Clara Machado e sobre os 70 anos do Tablado. Essas palestras serão filmadas e este vídeo será disponibilizado no site do Tablado. Serão produzidos também dois vídeos. Um deles com o making-of da montagem incluindo entrevistas com os envolvidos e o outro vídeo será a filmagem das palestras para disponibilização no site do Tablado.

Justificativa

O projeto se enquadra no Art. 1o da Lei 8313/91 nos incisos abaixo: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; O projeto atende aos objetivos do Art. 3° da Lei 8313/91 abaixo: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Esta montagem será a primeira de uma série de ações em homenagem ao centenário de nascimento de Maria Clara Machado (1921-2001). TRIBOBÓ CITY foi encenado pela primeira vez em 1971, em comemoração aos 20 anos do teatro O Tablado, e sua mais recente montagem aconteceu em 1989. Nada mais natural que reencenar esse clássico "tabladiano" como abre-alas das comemorações do centenário de Maria Clara.

Acessibilidade

Espetáculos de artes cênicas: Acessibilidade física: O Teatro Tablado que está equipado para receber portadores de necessidades especiais. Deficientes auditivos: intérprete de libras. Uma das apresentações terá intérprete de libras Deficientes visuais: áudiodescrição Uma das apresentações terá áudiodescrição Contrapartidas sociais - Aulas/Palestras: Acessibilidade física: o Teatro Tablado está equipado para receber portadores de necessidades especiais com rampas, corrimões, assentos para obesos e idosos. Deficientes auditivos: As 4 palestras terão intérprete de libras Deficientes visuais: não será necessário, ouvir as palestras já é suficiente para o deficiente visual entender o conteúdo. Vídeos: Deficientes auditivos: intérprete de libras Deficientes visuais: Vídeo palestras: não será necessário, ouvir as palestras já é suficiente para o deficiente visual entender o conteúdo. Vídeo making-of: Teremos áudiodescrição CUSTOS COM ACESSIBILIDADE inseridos na planilha orçamentáriaÁUDIODESCRIÇÃO - R$5.000,00 (referente a dois trabalhos - para uma apresentação da peça e para o vídeo do making-of)INTÉRPRETE DE LIBRAS - R$2.960,00 (4 palestras)INTÉRPRETE DE LIBRAS - R$6.000,00 (2 vídeos)

Democratização do acesso

Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; Atendendo ao artigo 21 inciso II, a produção oferecerá transporte para os alunos da rede pública que se interessarem por assistir os ensaios abertos. III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2o do art. 22; O registro em vídeo das palestras/aulas será disponibilizado na internet. V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; Dois ensaios serão abertos ao público, especialmente alunos da rede pública de ensino. Estas ações não se confundem com as ações das contrapratidas socias.

Ficha técnica

Ficha técnica: Diretora geral, gestão financeira e proponente - Cacá Morthé (Maria Clara Machado Mourthé) Diretor musical - Márcio trigo Diretor de produção - Luana Manuel e Carolina Miranda Cenógrafo - Ronald Teixeira Figurinista - Patrícia Nunes e Lídia Kosovski Direção do espetáculo: Cacá Mourthé Diretora artística d’O Tablado e diretora do curso de improvisação d’O Tablado, ganhadora de vários prêmios, entre eles Mambembe e Coca-Cola, tem como seus mais recentes trabalhos em direção: “A Menina e o Vento” e “A Viagem de Clarinha” (2012), “A Bruxinha que era Boa”, “Os Saltimbancos” e “Pluft, o Fantasminha” (2014). Em 2015, escreveu o roteiro do filme “Pluft” com José Lavigne e Rosane Svartman (ainda em processo de filmagem). Em 2016, dirigiu a peça “TãoTão”, que teve 12 indicações ao 3º Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças, sendo uma delas de melhor direção. Diretor musical - Márcio trigo Em, 1989, foi chamado pelo amigo Charles Myara, para criar o programa de rádio Tá na Hora de Dormir, onde escreveu, adaptou e apresentou mais de cinquenta histórias infantis. Ainda no rádio, criou e apresentou o programa A Hora da Estrela, um programa de botafoguenses para botafoguenses. Em 1992, lançou seu primeiro livro A Verdadeira História dos Sapatinhos de Cristal, pela editora José Olympio. Em seguida, lançou os livros O Pequeno Alquimista, considerado altamente recomendável, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (mais de 30.000 exemplares vendidos), Molecagens do Vovô, também considerado Altamente recomendável, com mais de 50.000 exemplares vendidos (e que em 2017 foi adaptado para a linguagem teatral pelo Grupo de Teatro da Uespi), O Penúltimo Dragão Branco, O Pequeno Alquimista e o Elixir da Longa Vida, pela editora Ática, Dentes de Vampiro, pela editora José Olympio (mais de 50.000 exemplares vendidos), e Aninha e o Dragão, pela Thex Editora. Dirigiu e fez as músicas, na sua adaptação do livro O Pequeno Alquimista, em 1993 e Molecagens do Vovô, em 1998, tendo recebido o prêmio Coca-Cola[7] de melhor produção. Adaptou e dirigiu a peça Rê Bordosa, o ocaso de uma doida, de Angeli, com Betty Erthal. Escreveu e dirigiu Os Amigos do Trânsito, peça institucional encomendada pela Cet-Rio, que levou a educação no trânsito para mais de 50 comunidades. Em 1992, entra para TV Globo, para dirigir o programa Casseta & Planeta, Urgente!, onde ficou por 8 anos. Também em 1993, foi o diretor assistente de Os Trapalhões, com Renato Aragão, Dedé Santana e Mussum, ao lado do Paulo Aragão. Em 2000, chamado por Ricardo Waddington, foi para a programação infantil, onde, com Roberto Talma, foi diretor geral da TV Globinho, de Bambuluá, do Angel Mix e do Sítio do Picapau Amarelo (produto mais vendido pela Globo Marcas). Em 2003, adaptou, com Claudio Lobato, e dirigiu a minissérie A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. No ano de 2004, fez a direção geral do quadro do Fantástico Cartão de Visitas, onde Chico Anysio apresentou 40 dos seus mais de 100 personagens. Ainda 2004, adaptou e dirigiu seu livro, na minissérie O Pequeno Alquimista[14], também lançado em DVD. Fez o programa Linha Direta e Linha Direta Justiça, onde entre outros casos, apresentou Febrônio, o primeiro serial killer brasileiro, A Chacina da Candelária, A Bomba do Riocentro[16] e O Roubo da Taça Jules Rimet[17]. Paralelamente, no teatro, fez as músicas e a direção musical das peças Leonce e Lena[18], de Georg Buchner e Os Coveiros de Bosco Brasil, ambas com direção de Ricardo Kosovski, e O Alfaiate do Rei], última peça escrita por Maria Clara Machado, com direção de Cacá Mourthé. Dirigiu a peça Maria Minhoca, de Maria Clara Machado, que ficou mais de um ano em cartaz. Na TV Globo, ecreveu e dirigiu a minissérie Clara e o Chuveiro do Tempo, semifinalista do Emmy Awards.Em 2006, entrou no programa Domingão do Faustão[22], por onde ficou durante cinco anos, como diretor de criação. Lá, criou e adaptou diversos formatos, entre eles Dança dos Famosos[23], Dança no Gelo[24], Circo do Faustão[25], Quem Chega lá?[26], Os Imitadores, Cachorrada Vip[27], Maratoma do Faustão[28], Os Inventores[29], Os Encolhidos, SEm 2018 foi Diretor Geral e comandou o humor no Multishow na quarta temporada de Treme Treme e nos 20 episódios de Dra. Darci com Tom Cavalcante. Também dirigiu o Z4 (seriado infanto juvenil) com 26 episódios exibidos no SBT e na Disney Channel Brasil e América Latina.Dirigiu também os oito episódios da segunda temporada do Clube 27 websérie.Designer - criação da identidade visual do projeto Marcus Moraes Marcus Moraes é carioca, formado em Design pela PUC-Rio em 1993.Desde 1995, atua como designer, ilustrador, diretor de arte e animação em projetos de arte, educação e entretenimento.Criou design gráfico para exposições dos artistas Ziraldo, Marcos Flaksman e Pedro de Moraes. Como ilustrador, publicou dois livros infantis pela editora Nova Fronteira a tem ilustrações nos acervos permanentes do Museu do Amanhã e Museu Paineiras, no Rio de Janeiro. Criou diversas animações gráficas para Canal Futura, Canal Brasil, TV Globo, ESPN Brasil e TV Brasil. Desenhou dezenas de websites, entre eles o do Departamento de Pós-Graduação em Comunicação da PUC-Rio, do Instituto Confucius, do Colégio Andrews e do Teatro Tablado. É coordenador dos projetos de comunicação digital e redes sociais da empresa VM Cultural, que administra a obra de Vinicius de Moraes. É coordenador técnico do projeto de digitalização do acervo de Vinicius de Moraes da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Cenógrafo -Ronald TeixeiraRonald Teixeira (Niterói RJ 1962). Diretor de arte, cenógrafo e figurinista. Colabora constantemente com os diretores Gilberto Gawronski, Cristina Pereira, Domingos Oliveira e Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura.Em 1988, conclui o curso de graduação em artes cênicas, com habilitação em cenografia e indumentária, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, onde passa a lecionar, em 1990, sendo chefe de departamento de 1992 a 1996, e coordenador do curso de 1994 a 1998.Em 1994, com seu primeiro espetáculo como cenógrafo e figurinista, A Nova Roupa do Imperador, adaptação de Rogério Blat, com direção de Gilberto Gawronski, recebe o Prêmio Mambembe e o Prêmio Coca-Cola pela cenografia. A crítica Lúcia Cerrone, do Jornal do Brasil, analisa: "De extremo bom gosto, os cenários de Ronald Teixeira - em tecidos com pinturas e aplicações bordadas - armam no palco da Casa da Gávea um teatro para a sua companhia. Do bando com inspirações indianas às imponentes colunas feitas de pano, o artista assina sua obra em cada detalhe. A solução encontrada para o desfile do novo traje é cenicamente perfeita".1Nos anos seguintes, recebe o Prêmio Coca-Cola pelos cenários de Petruska, de Carlos Augusto Nazareth, 1995, e de Diário de um Adolescente Hipocondríaco, de Sura Berditchevski, 1996; além do Prêmio Shell pela cenografia de Dona Rosita, a Solteira, de Federico García Lorca, com direção de Cristina Pereira e Antonio Grassi, 1999. O crítico Macksen Luiz, do Jornal do Brasil, observa: "A encenação de Antonio Grassi e Cristina Pereira demarca no espaço físico da casa - num cenário de Ronald Teixeira tão habilidosamente construído para ampliar o pequeno espaço da Casa da Gávea, e envolvente como espaço emocional - os movimentos interiores de cada um dos personagens. Os diretores procuram extrair uma coreografia de gestos e pausas que costuram a seiva vital desses personagens adiados. O cenário é definitivo nessa concepção por abrigar de maneira 'doméstica' (reprodução de uma habitação de Granada) as emoções de aparência igualmente domésticas vividas por aqueles que a habitam".2Na década de 1990, trabalha também como cenógrafo e figurinista em Histórias de Cronópios e de Famas, de Julio Cortázar, e O Patinho Feio, adaptação de Rogério Blat, 1995; Escola de Mulheres, de Molière, direção de Eduardo Wotzik, 1997; A Flauta Mágica, livre adaptação teatral da ópera de Mozart por Celso Lemos e Antonio Monteiro Guimarães, com a Companhia Atores de Laura, 1999. Como cenógrafo, assina, entre outros, Cabaré Filosófico, de Domingos Oliveira, 1996, e A Alma Boa de Set-Suan, de Bertolt Brecht, 1998. Em 2000, recebe o Prêmio Shell pela cenografia de Esplêndidos, de Jean Genet, com direção de Daniel Herz; trabalha como cenógrafo em mais cinco espetáculos: Auto da Índia ou Arabutã, criação coletiva da Companhia Atores de Laura; Separações, de Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum; A Serpente, de Nelson Rodrigues; Isabel, relatório confidencial sobre o fim de uma monarquia, de Aderbal Freire-Filho, e Todo Mundo Tem Problemas Sexuais, de Domingos Oliveira e Alberto Goldin.Em 2001, estréia, em Lisboa, Querida Mamãe, de Maria Adelaide Amaral, com direção de Cristina Pereira, assinando cenários e figurinos. Em 2002, conclui o mestrado em ciência da arte, no Instituto de Cinema e Artes da Universidade Federal Fluminense - UFF. No mesmo ano, faz quatro espetáculos como cenógrafo, entre eles, As Artimanhas de Scapino, de Molière, com a Companhia Atores de Laura. A crítica Barbara Heliodora, de O Globo, descreve o cenário: "No vasto palco a seu dispor, Ronald Teixeira criou uma cenografia imaginativa e funcional. A simples evocação de uma boca de cena de desenho clássico, com panejamentos claros e muito uso de cordas, serve a um tempo para situar a época e o porto exigidos pelo texto".3O crítico Macksen Luiz, do Jornal do Brasil, afirma, sobre Entre o Céu e o Inferno, de Cristina Pereira e Teresa Montero, a partir de Gil Vicente, 2002, em que Ronald Teixeira assina o cenário e, com Flávio Graff, os figurinos: "A cenografia de Ronald Teixeira contribui, vigorosamente, na concepção do espetáculo com sua interpretação onírica do universo vicentino. Já à entrada, quando o público emerge de um 'inferno' repleto de detalhes visuais, o cenário provoca impacto. A distribuição de pequenos 'palcos' no exíguo espaço da Casa da Gávea, além do 'céu' fantasioso com inspiração na iconografia religiosa e na pintura de Hieronymus Bosch, é muito bem aproveitada pela direção, que ocupa, com as mudanças contínuas das cenas, essas áreas de representação. Os figurinos, também assinados por Ronald Teixeira, são inventivos e teatralíssimos, além de exibirem um acabamento de confecção e requinte de desenho".4No cenário de O Conto do Inverno, de William Shakespeare, pela Companhia Atores de Laura, 2004, Ronald Teixeira reproduz a Tapeçaria de Bayeux, do século XII, em um tecido de 24 metros de comprimento que forma um corredor da entrada do teatro até o piso do palco, onde as imagens bordadas com padrões e desenhos medievais contam a história da peça na visão de Hermione; no palco ele cria um sítio arqueológico formado por folhas de tecido, onde estão enterrados objetos para contar a história; na platéia, o forro das cadeiras é bordado, desenhando uma arena sob um céu de estrelas.Com direção de Daniel Herz, faz o cenário de A Glória de Nelson, textos de Nelson Rodrigues, 2005, e N.I.S.E., criação coletiva de Maria da Luz e da Companhia Atores de Laura, 2006. No mesmo ano, trabalha como cenógrafo em Largando o Escritório, de Domingos Oliveira, e Cauby! Cauby!, de Flávio Marinho. Em 2007, assina Corações Encaixotados, de Bosco Brasil, como cenógrafo, O Mundo dos Esquecidos, de Adriana Falcão, e Federico García Lorca, Pequeno Poema Infinito, de José Mauro Brant e Antonio Gilberto, como cenógrafo e figurinista. Figurinistas - Patrícia Nunes e Lídia KosovskiPatrícia NunesProfessora de teatro e figurinista. Graduada em Licenciatura em Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ- 1983), com pós graduação em Educação Infantil pela PUC eespecialização como figurinista pelo Centro Sperimentale di Cinematografia (Cine Citta – Roma /1988). Filha de fundadores d’O Tablado, já nasceu e cresceu imersa no teatro e desde muito jovem participa como atriz das aulas e espetáculos d’O Tablado. Além disso, abre o atelier “Maison Lavoisier – onde tudo se transforma”, junto com outros figurinistas, iniciando diversos trabalhos ligados a esse ofício, no cinema, em shows, em publicidade, na moda, sendo também, indicada a diversos prêmios na área teatral. Hoje, além de dar aulas n’O Tablado, também é professora de teatro do Tabladinho e da Escola Parque e paralelamente, continua atuando como figurinista junto a grupos teatrais da cidade do Rio de Janeiro, como “Nós do Morro”, “Tá na Rua”, entre outros. Lidia Kosovski (Rio de Janeiro RJ 1956). Cenógrafa e figurinista. Seu trabalho é notadamente marcado pela elegância no uso de diversos dispositivos e objetos cênicos singulares que, a partir da ação dramática, ganham significação teatral. Forma-se em arquitetura e urbanismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, em 1979. Em 1981, assina com Sergio Silveira a cenografia de Flicts, de Ziraldo, e no ano seguinte trabalha em A Loja das Maravilhas Naturais, de Benjamim Santos, direção de Buza Ferraz, recebendo o Prêmio Mambembe por dois anos consecutivos - pelo cenário do primeiro espetáculo e pelos figurinos do segundo. Ainda em 1982, faz o cenário de A Fada que Tinha Idéias, de Fernanda Lopes de Almeida, concepção de Eduardo Tolentino de Araújo, com o Grupo TAPA, e Te Amo Amazônia, de Paulo César Coutinho. Seguem-se os cenários e figurinos de Cantares em Desafino, de Eugênio Santos, 1983, Ubu Rei, de Alfred Jarry, 1984, e O Inspetor Geral, de Nikolai Gogol, 1985, ambos dirigidos por Ricardo Kosovski, e O Rei Mago, de Thiago Santiago, 1986. Em 1988, recebe novo Prêmio Mambembe pelos cenários de Um Peixe Fora d'Água, de Sura Berditchevsky, com quem volta a trabalhar em 1990, em Peter Pan, de J. M. Barrie. Nesse período, cria também os cenários de Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor (1940), A Infância, de Thornton Wilder, e A Pipa, de Paulinho Tapajós, direção de Karen Acioly, em 1988; O Inimigo da Classe, de Nigel Williams, direção de Renato Icarahy, e Dois Idiotas Sentados Cada Qual em Seu Barril, de Dudu Sandroni e Fátima Valença, em 1989; Bodas de Sangue, de Federico García Lorca, 1990. Em 1991, faz o cenário de As Alegres Mulheres de Windsor, de William Shakespeare, construindo um pequeno teatro em formato elisabetano dentro do palco do Teatro Glaucio Gill. No mesmo ano, conclui o mestrado na Escola de Comunicação da UFRJ com a dissertação Teatro e encenação: um olhar sobre o palco, sobre a evolução do espaço cênico no Ocidente, tema que retoma em sua tese de doutorado, concluído na mesma faculdade. Em 1993, concebe a cenografia de seis espetáculos: Amor de Quatro, de Douglas Carter Beane, Os Dois Cavaleiros de Verona, de William Shakespeare, ambos em parceria com Ney Madeira, Lamartine Babo II, de Antonio De Bonis, My Sweet Charity, de Bob Fosse, e Pianíssimo, de Tim Rescala, para o qual constrói um imenso piano cenográfico, onde se desenrola grande parte da ação. Por seu trabalho em Calendas de Primavera, de Marcia DuValle, recebe o Prêmio Coca-Cola de cenografia, e merece da crítica Lúcia Cerrone o comentário: "De grande impacto, os cenários de Lidia Kosovsky reproduzem uma feira medieval com todas as suas delícias. A imensa caixa teatral, para a encenação final do Auto do Carramanchão, é cheia de detalhes. Fechada a maior parte do tempo, ela acaba, quando usada, por se revelar um achado de criatividade".1Seguem-se A Tragédia de Otelo, de William Shakespeare, Pirandello Nunca Mais, de Ricardo Hofstetter, Os Amantes do Metrô, de Jean Tardieu, A Cada Vez Que Se Conta Dele, de Bruno Lara Resende, Rei Lear, de William Shakespeare, A Cor Del'Arte, de Tomas Bakk, todos em 1994; Pixinguinha, de Fátima Valença, direção de Amir Haddad, e O Samba Valente de Assis, de Zé Trindade Neto, ambos em 1995; Cabaret la Boop, de Léo Jaime e Mig, Decote, criação coletiva da Companhia Atores de Laura, Tragédias Cariocas para Rir, coletânea de contos brasileiros pelo Núcleo Carioca de Teatro, direção de Luiz Arthur Nunes, Elvis, de Flavio Marinho, Os Impagáveis, de Tereza Frota, todos em 1996; Feitiço da Vila, de Andréia Fernandes, e Orquestra dos Sonhos, ópera de Tim Rescala, 1997. No mesmo ano, recebe o Prêmio Shell pela criação do cenário de O Malfeitor, de Rosyane Trotta, construindo, para a história do pescador condenado pela justiça por roubar porcas de uma ferrovia, trilhos por sobre os quais a mesa do delegado desliza pelo palco de uma cena para outra. Em 1998, recebe o Prêmio Coca-Cola pelo cenário de Encantos, também de Rosyane Trotta, e assina ainda Chico Viola, texto e direção de Luiz Arthur Nunes, e O Julgamento, de Daniel Herz. Em 1999, trabalha em Carmem, de Augusto Boal, Celso Branco e Marcos Leite, concepção de Augusto Boal, O Momento de Mariana Martins, de Leilah Assumpção, Dolores, de Douglas Dwight e Fátima Valença, direção de Antonio De Bonis, e Um Gosto de Mel, de Shelagh Delaney. Em 2000, realiza o cenário de O Avarento, de Molière, comentado pelo crítico Macksen Luiz: "O cenário de Lídia Kosovski, de bom efeito e sólida concepção, permite que o diretor utilize, pelo abrir e fechar de cortinas, a idéia de revelações e encobrimentos, numa constante e sutil espreita cênica".2Ainda em 2000, assina a cenografia de A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, dirigida por André Heller. Em 2002 faz o cenário de Elis, a Estrela do Brasil, de Douglas Dwight e Fátima Valença, dirigido por Diogo Vilela. No ano de 2003 assina os seguintes cenários: Clip-se, da Companhia Étnica de Dança, dirigida por Carmem Luz, O Anjo Negro, ópera de Nelson Rodrigues e J. Guilherme Ripper, direção de André Heller.É responsável pelos cenários e figurinos dos espetáculos Leonce e Lena, de Georg Büchner, direção de Ricardo Kosovski e O Alfaiate do Rei, texto inédito de Maria Clara Machado, com direção de Cacá Mourthé, em 2004. No mesmo ano faz o cenário dos espetáculos Onde Canta o Sabiá, de Gastão Tojeiro, com direção de Antonio De Bonis e A Tempestade, de William Shakespeare, dirigida por Luiz Arthur Nunes.Em cinema, assina os figurinos dos longas Vai Trabalhar Vagabundo II, de Hugo Carvana, e Meus Queridos Estranhos, de Maria Adelaide Amaral, com Daniel Filho e Suely Franco no elenco.Durante o ano de 2001, é Diretora de Artes Cênicas da RioArte e, desde 1996, é professora de cenografia na Escola de Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, Uni-Rio.Lidia Kosovski desenvolve também projetos de arquitetura teatral e trabalhos de criação e montagem de exposições em museus e instituições culturais.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.

Rio de Janeiro Rio de Janeiro