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A presente proposta consiste na elaboração, produção e impressão delivrosobre opalinas, objetos de arte decorativafenômeno do período Romântico na França (séc. XIX), presente em diversos Museus do Brasil e do mundo. Com prefácio assinado por Marcelo Mattos Araújo e apresentação elaborada por Mario Chagas, o livro irá apresentar aspectos técnicos, históricos e fotografias das opalinas, subsidiando estudos e pesquisas sobre o tema, contribuindo para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultural e o pleno exercício dos direitos culturais, através da disponibilização de conteúdo técnico sobre esse tipo de objeto artístico. Está prevista a realização de palestra com os autores como contrapartida social do projeto.
Apresentamos abaixo o Sumário e a Introdução do livro: PREFÁCIO POR MARCELO ARAÚJO APRESENTAÇÃO POR MÁRIO CHAGAS INTRODUÇÃO AS OPALINAS FENÔMENO DO SÉCULO XIXSéculo do Romantismo Linha do tempo OPALINAS, SUA ORIGEM E DIFUSÃOa. Considerações Bibliográficas b. Centros de Fabricação i. Baccarat ii. Le Creusot iii. Cristais Saint Louis iv. Bercy, Choisy-Le-Roi v. Clichy-la-Garenne, la Villette-Pantin, Lyon-la-guillotière, Vallérysthal – c. Comércio Parisiense TÉCNICAS E LOCAIS DE FABRICOa. Composição da Matéria b. Diferença entre cristal, semicristal e vidro c. Histórico da Opalina d. Modelagem e. Corte f. Molde g. Novos procedimentos de fabricação aplicados à opalina h. Filigrana i. Fosqueamento e gravação por ácido fluorídrico j. Processo de Decoração k. Dourar e Pratear l. Pintura não vitrificada m. Pintura Vitrificada n. Impressão OBTENÇÃO DAS CORESCristais de Opala de transparência alaranjadaVidros de Alabastro ou pate de riz Cores de Opala OS DIVERSOS ESTILOS AO LONGO DO SÉCULO XIX Formas e decorações USO DAS OPALINAS NO BRASIL COLECIONADORESDIFUSÃO DOS DIVERSOS USOS CONCLUSÃO10. GLOSSÁRIO 11. REFERÊNCIAS INTRODUÇÃO Desde a minha tenra infância, as opalinas exerceram fascínio sobre mim. Criada na fazenda, eu jamais havia participado de uma refeição servida à francesa nem de ambiente tão refinado quanto a casa de Lourdes Tostes Mascarenhas, amiga de toda vida de minha mãe. Lá, conheci as primeiras opalinas, feitas de matérias de sonho, elas me transportaram para o belo na sua forma mais interessante. As opalinas encheram minha alma como os balões de festa de aniversário: frágeis, deliciosos... Com eles viriam os vidros venezianos coloridos, as bolas de Natal de Murano e, finalmente, as esculturas de vidro do mestre Dale Chihuly.[1. Dale Chihuly (20/09/1941) é um escultor e empresário americano do ramo da arte em vidro. Considera-se que suas obras possuem mérito artístico notável no campo do vidro soprado, "movendo-o para o domínio da escultura em larga escala". [2]. As dificuldades técnicas de se trabalhar com formas de vidro são consideráveis, mas Chihuly as usa como principal meio para instalações e obras de arte. RODAPÉ] As opalinas me atraem pela leveza das formas, pela beleza das cores e, sobretudo, pelo desafio do efêmero – tanto pela matéria como pelo uso. A escolha do tema opalinas é tão antiga quanto o desejo de colecioná-las, e um dos principais motivos para eu pensar em elaborar um livro é a falta de uma bibliografia especializada, principalmente em português. O que encontrei, depois de muita busca, foram poucos títulos, na sua maioria em francês. Sempre tive interesse em adquirir peças disponíveis em leilões nacionais, mas a qualificação das peças é muito superficial. Os museus que têm coleções de arte decorativa descrevem as opalinas de forma geral e sucinta; os colecionadores são mais superficiais ainda. Assim, nos últimos 15 anos, comecei a colecionar – quase sempre em leilões do Rio e de São Paulo –, muito mais pela oportunidade momentânea do mercado do que pela qualidade, com preços inacessíveis para mim. A segunda ação foi de catalogar as opalinas à medida que foram sendo adquiridas, juntando a elas a documentação de compra e fotografando cada uma. Este serviço foi feito pela museóloga Marcella Bacha – que compõe o trio de produção deste trabalho. Neste processo, ficou bem clara para nós a dificuldade em datá-las e, sobretudo, em estabelecer a procedência. Luís Antonelli, meu marido e companheiro de vida há 36 anos, participou desde a hora zero deste livro. Arquiteto e museógrafo de vasta experiência e qualificação, Antonelli trabalhou no Museu de Arte Moderna de Resende, no Museu da República e no Museu Histórico Nacional. Hoje realiza projetos independentes, e nas horas vagas é artista plástico de grande qualidade. Antonelli foi de suma importância pesquisando onde poderíamos comprar peças dentro de um limite de preço possível ao nosso orçamento, e agora na elaboração da pesquisa e dos desenhos, ilustrações, fotos, documentos que povoam as páginas do livro. Cientes das dificuldades do momento, lançamo-nos a esta aventura: Livro das Opalinas – lágrimas do arco-íris. Veio então a terrível pandemia do Coronavírus (Covid-19) e vimo-nos prisioneiros, afastados do convívio habitual dos nossos, e ameaçados pela nossa condição de pertencer ao grupo de risco – pela idade e pelas condições de saúde. Logo neste ano em que completo 80 anos e tinha planos de festejar com os amigos... Apoiada no amor e competência de um querido grupo, ousamos eu e meu companheiro desafiar o nosso tempo escuro e sombrio com um trabalho coletivo cheio de luz e cor. Participaram dessa empreitada: Mario de Souza Chagas; mestre e doutor em Museologia. Professor do curso de Museologia da UNIRio. Professor visitante do Departamento de Museologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias- Portugal, poeta e idealizador do Instituto Nacional de Museus. Hoje é Diretor concursado do Museu da República. Marcelo Mattos Araújo, bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo. Possui especialização em Museologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e Doutorado pela Escola de Arquitetura e Urbanismo. Foi Museólogo do Museu Lasar Segall- SP, Diretor da Pinacoteca de São Paulo, Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Presidente do IBRAM e hoje dirige o Instituto Moreira Salles. Luís, Mário e Marcelo são amigos de uma vida. Foram alunos, todos da mesma idade e que conheci no início de suas formações. Os acompanho ao longo da vida com admiração, entusiasmo e respeito. Também tiveram mulheres que compartilharam este trabalho! Marcella Bacha, museóloga especializada em catalogação e conservação de coleções de arte, com trabalho feito para coleções particulares e institucionais. Márcia Neves, arquiteta e designer com longa experiência em projetos gráficos para exposições temporárias e de grande duração, para museus e instituições culturais. Criadora de inúmeros catálogos e muitos livros relacionados a História da Arte. Nataraj Trinta, que chamamos carinhosamente de Natahaj, a nossa competente guerreira inspirada pelo nosso trabalho! Historiadora, pesquisadora, escritora, revisora e editora sócia da N30 editorial em parceria com mais dois historiadores: Amina Vergara e Filipe Monteiro. Tudo nos levou a este projeto: um exercício de sobrevivência, que nos ocupou o espírito, fez as horas se encurtarem e deu-nos um objetivo, que não só preocupações e perdas.
A) OBJETIVO GERAL: O objetivo desse projeto é produzir bibliografia de referência sobre Opalinas, com a missão de viabilizar e embasar pesquisas de museólogos, historiadores da arte, historiadores e afins sobre o tema. Considerando a inexistência de material em português sobre o tema e a escassez de títulos em francês (os que foram editados no século XX estão completamente esgotados), o livro pretende suprir essa demanda e para tanto será disponibilizado gratuitamente a Museus, Bibliotecas e Centros de Pesquisa e Educação. Encontramos peças de opalina de alta qualidade em coleções públicas e privadas, entretanto boa parte delas com documentação insipiente. A escassez de referências sobre o tema dificulta o trabalho dos profissionais de museus para registrar e estudar essas peças. O livro se propõe a fornecer dados sobre o histórico das opalinas assim como a evolução do processo de fabrico, estilos e características no decorrer do século XIX. Trata também da comercialização das peças e da sua atualidade decorrido mais de um século. O material será fartamente ilustrado com fotos de coleção particular e museus. B) OBJETIVO ESPECÍFICO: Criação, produção e impressão de livro sobre opalinas, tiragem de 1000 exemplares, os quais 400 serão distribuídos gratuitamente para Museus, Bibliotecas e Centros de Pesquisa e Educação e Escolas.
O presente projeto justifica-se por tratar de produção de bibliografia especializada da área artística, no segmento das artes decorativas, que possui escassez de referências disponíveis no Brasil e no mundo, com grande volume de objetos em museus e coleções particulares que ficam sem a adequada análise, conservação e documentação em virtude dessa falta de informação disponível. . Apresentamos abaixo os incisos do Art 1º da lei 8313/91 em que o projeto se enquadra: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; A produção dessa bibliografia irá facilitar a difusão desse tipo de arte que fez parte da história brasileira e está presente nos Museus mas carece de informações técnicas e históricas para contextualização e apresentação adequada ao público. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Se enquadra no inciso de preservação visto que a partir do conhecimento mais aprofundado das técnicas de fabrico e uso das opalinas, será possível planejar medidas de conservação mais adequadas para cada tipo de peça considerando sua composição e uso. Apresentamos abaixo os objetivos que serão alcançados com esse projeto, com base no Art 3º da lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
Apresento abaixo as especificações do livro: Capa: 45x27cm, 4x0 cores, Tinta escala em Couche Fosco 170g. Prova Oris. Miolo: 144 págs, 20x23cm, 4 cores, Tinta escala em Couche Fosco 150g. Guarda: 8 págs, 20x23cm, 4 cores, Tinta escala em Couche Fosco 210g. Papelão: 40x23cm, sem impressão em Papelão 450g. Lombada:12mm, Dobrado, Corte, Laminado (fosco)=1 lado(s) (Capa), Capa Dura(Capa), Costurado(Miolo), Verniz High Gloss=1 lado(s) (Capa).
Destacamos abaixo as ações de acessibilidade previstas no projeto: a) Produto Principal – Livro Acessibilidade física: O ebook do livro será disponibilizado na internet, facilitando o acesso ao material por portadores de deficiência física. Eles terão acesso ao livro sem precisar se deslocar. Acessibilidade para deficientes visuais: Está previsto no projeto uma versão do livro em audiobook visando atender aos deficientes visuais. Acessibilidade para deficientes auditivos: Não há impedimento para os deficientes auditivos lerem o livro nas versões online e impressa. b) Produto Secundário – Palestra | CONTRAPARTIDAS SOCIAIS Acessibilidade física: O auditório é acessível para deficientes físicos. Acessibilidade para deficientes visuais: O auditório é apropriado para recebimento de deficientes visuais. Acessibilidade para deficientes auditivos: Serviço de intérprete de Libras para acompanhamento da palestra pelos deficientes auditivos. Rubricas inseridas na planilha orçamentária com custos relacionados a ações de acessibilidade: 5 – GRAVAÇÃO DE VOZES 12 – INTÉRPRETE DE LIBRAS
Os produtos cadastrados no Plano de Distribuição são: Livro e Palestra (contrapartida social) com autores que irão debater sobre aspectos formais, técnicos e históricos das opalinas, além da presença dessas peças nos Museus Brasileiros. A palestra terá autorização para captação de imagens das atividades, com autorização de veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. A divulgação será feita nas redes sociais, principalmente em grupos de Museus, Museologia e Artes, em cumprimento à determinação do art. 22, da instrução normativa nº 2, de 23 de abril de 2019. Além das ações detalhadas acima o livro terá versão em ebook para veiculação através da internet, ampliando o acesso. Em cumprimento ao art 21 da instrução normativa nº 2, de 23 de abril de 2019, o plano de distribuição foi elaborado de modo que amplie o acesso ao conteúdo produzido pelo presente projeto, com base no inciso: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; Será distribuído gratuitamente 40% da tiragem – 400 exemplares. V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; Será realizado palestra com os autores.
Proponente: Marcella Faustino Fernandes Bacha, currículo apresentado em anexo. Bacharel em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2013), Especialista em História e Cultura no Brasil pela Universidade Cândido Mendes. Possuo experiência em gestão e produção cultural, gerenciamento de projetos e gestão de acervo (conservação preventiva, reparadora, documentação, bases de dados e exposições). Experiência nas plataformas SICONV, SALIC e similares para projetos culturais. Experiência em elaboração de projetos de: museologia, exposição, acessibilidade, catálogo e livro, incluindo inscrição em editais e plataformas de leis de incentivo/emendas parlamentares. Atualmente é Coordenadora Técnica do Museu Casa do Pontal, tendo sido a responsável pela transferência do acervo, montagem da nova reserva técnica e pela logística de ocupação do novo espaço. A proponente realizará a produção/gestão do projeto, bem como realizará a organização dos documentos e prestação de contas. Não está previsto remuneração para a proponente. Texto e Pesquisa Solange Godoy (Autora do livro) Museóloga, formada pelo Curso de Museus-Museu Histórico Nacional em 1961, Bacharel e Licenciada em História pela Pontifícia Universidade Católica e Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica. Foi professora do curso de Museus durante 15 anos, diretora de Museus dos menores como o Museu de Arte Moderna de Resende, pioneiro em sua ação comunitária, aos maiores como o Museu Histórico Nacional. No Programa Nacional de Museus participou de projetos em todo o Brasil, desde o Amazonas ao Rio Grande do Sul. Após a aposentadoria passou a ser conselheira da Fundação VITAE avaliando e acompanhando projetos valiosos para o Brasil. Elaborou projetos para museus, exposições de longa duração e temporárias. Autora de quatro livros no campo. Currículo completo apresentado nos anexos. Luís Antonelli (Co autor do livro) Arquiteto museógrafo, trabalhou no Museu de Arte Moderna de Resende, no Museu da República e no Museu Histórico Nacional, possuindo vasta experiência em projetos expográficos para Museus e Centros de Memória, no Brasil, em Portugal e em Nova York na “New York Americ Society”. Trabalha hoje como autônomo em projetos independentes para Museus e Exposições, e é artista plástico com mais de quarenta exposições individuais realizadas e participação na Itinerância Nacional promovida pelo SESC Currículo completo apresentado nos anexos. Marcelo Mattos Araújo Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, especialista em Museologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e doutor pela Escola de Arquitetura e Urbanismo. Trabalhou como museólogo do Museu Lasar Segall (São Paulo), Diretor da Pinacoteca de São Paulo, Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Presidente do IBRAM e hoje dirigindo o Instituto Moreira Salles. Responsável por assinar o prefácio do livro. Ilustração Luís Antonelli. Revisão Solange Godoy, Luís Antonelli e Nataraj Trinta. Capa, design gráfico e tratamento de imagens Marcia Neves. Fotografia Ricardo Bhering. Coleções Fundação Museu Carlos Costa Pinto, Museu de Arte da Bahia, Museu dos Humildes e Museu da Santa Casa de Misericórdia (Salvador- BA); Fundação Museu Mariano Procópio (Juiz de Fora- MG). Coleções particulares: Lourdes Tostes Mascarenhas (família) e Luís Antonelli e Solange Godoy. Edição N30 Editorial Nataraj Trinta Amina Vergara Filipe Monteiro
PROJETO ARQUIVADO.