| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33000167000101 | PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS | 1900-01-01 | R$ 199,9 mil |
| 33592510000154 | VALE S.A. | 1900-01-01 | R$ 190,0 mil |
O objetivo do projeto é realizar a mostra de cinema sobre a cultura do Samba, em Vitória (ES), com a exibição gratuita de pelo menos 8 obras audiovisuais de 30 minutos (no mínimo) sobre a história e representação do samba, durante os dois dias de realização do evento. Também serão realizadas, nesses dias, atividades culturais ligadas ao samba, como shows musicais, rodas debate e oficina sobre o tema.
"Samba que Eu Quero Ver, Mostra Cultural de Bamba" é um evento cultural com mostras de cinema e apresentações musicais que fomenta a preservação e a construção de memória do samba como patrimônio da cultura nacional na cidade de Vitória (ES), um dos principais redutos do gênero no Brasil. Por meio da música, cinema e mesas temáticas o evento irá articular os diversos atores sociais, políticos e culturais do samba para um encontro e diálogo em espaços artísticos democráticos e férteis capazes de fomentar a elaboração de pensamentos críticos e novas possibilidades de criação/ produção artística a respeito do tema para um público bastante distinto onde o samba é o grande interesse em comum e uma das raízes de sua cultura. A Mostra acontecerá durante quatro dias no mês do Carnaval de Vitória, em um espaço cultural de grande porte, teatro municipal ou estadual no centro de vitória a ser definido (podendo ser o Teatro Carlos Gomes, ou o Sesc Glória entre outros) e em palco aberto criado pelo evento na Rua Sete, reduto e pontos de encontro de rodas e escolas de samba capixaba. A programação consiste na realização de mesas redondas no período da tarde que irá investigar os aspectos político, social e artístico do tema e à noite na exibição, ao todo, de 15 filmes entre longas, médias e curtas de diferentes subgêneros de enredos que protagonizem o samba em seus enredos, seguida de apresentações musicais que retratem os diferentes expoentes e a diversidade cultural do samba capixaba. A programação será gratuita e aberta ao público. PÚBLICO ALVO Por se tratar de uma mostra cultural de música, cinema e debate com grande apelo popular, gratuito que ocupa os espaços públicos e simbólicos do centro da cidade de Vitória a mostra tem potencial para atingir um público bem diverso formado por jovens, adultos, universitários, idosos, além da participação do público infantil em uma parte da programação. Um dos aspectos mais relevantes do evento é justamente a mobilização de distintas camadas socioeconômicas de baixa, média e classe média alta, tendo neste ponto de encontro a possibilidade de diálogo entre públicos tão diversos em volta de uma mostra cultural de samba.
Objetivos gerais - o objetivo e resultado principal pretendido é a difusão do conhecimento e a manifestação cultural do samba, patrimônio imaterial brasileiro, por meio de um evento que incentiva a exibição/premiação de obras audiovisuais, promovendo sessões de cinema, além de outras atividades culturais complementares sobre o tema, de forma gratuita e aberta ao público, para pessoas do município, incluindo, prioritariamente pessoas de baixa renda. Específicos: - Realizar o Festival/Mostra Audiovisual Samba Que Eu Quero Ver em dois dias para difundir conteúdos e obras sobre o patrimônio imaterial do samba atingindo 3000 telespectadores da comunidade capixaba em três dias de evento.- Realizar contrapartidas sociais e ações de capacitação e treinamento de pessoas por meio de uma oficina de vídeo com carga horária mínima de 4h. Pretende-se atingir, 60 estudantes de 14 a 16 anos.
O projeto está alinhado com o Art. 1º da Lei Rouanet, já que pretende contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (I) e promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais (II) já que envolve moradores e cidadãos desta região. Além disso, está alinhado ao item II - fomento à produção cultural e artística, uma vez que realiza festivais de arte (Art 3º) ao realizar um festival de arte/audiovisual, que exibe/difunde obras de cineastas brasileiros. "Samba que Eu Quero Ver, Mostra Cultural de Bamba" tem na força de sua motivação o fomento a uma questão fundamental para a defesa da diversidade da cultura brasileira: a necessidade de incluir e criar espaços de representação para a cultura negra, afrodescendente, seja na música, no cinema e em muitas outras formas da arte e suas subjetividades. O samba é uma das grandes heranças da cultura negra, sua música até hoje é a grande expressão artística de comunidades oriundas de classes baixas e formadas, majoritariamente, por negros. Junto com o funk, o hip-hop e o passinho, entre outros, o samba é a ferramenta de resistência destes grupos sociais, mas ainda assim, carece de toda uma política cultural preocupada com o fomento de sua expressão artística para as novas gerações. Ao mesmo tempo no Cinema, as negras e negros tampouco têm espaço para produzir e difundir suas próprias narrativas. E é justamente neste encontro do cinema e da música promovido por uma mostra cultural de samba que o papel de destaque é dos pensadores e artistas negros - nos palcos e nas telas, (ainda que, na maioria das vezes, ainda sejam representados em filmes e ábuns dirigidos e produzidos por brancos). Os negros são os grandes protagonistas, o ator social, o capital cultural e protetor, herdeiro genuíno desse legado chamado Samba. Eleito Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2016 pelo conjunto de seus saberes, celebrações e formas de expressões. O pesquisador especializado em cinema, Robert Stam, em sua obra "Cinema e multiculturalismo" afirma que "O cinema, enquanto contador de histórias (reais e ficcionais) do mundo por excelência é um veículo ideal para transmitir e reproduzir os discursos, os ícones das nações, assumindo assim um papel importante no fomento das identidades de um grupo". Neste sentido, entendemos que a realização da Mostra, não somente em Burarama como também em outras comunidades do Espírito Santo contribuirá para a democratização da cultura, transformando a cidade e o estado num verdadeiro polo de intercâmbio audiovisual sob o prisma da sustentabilidade, do meio ambiente e, até mesmo, dos direitos humanos. Compreendendo o cinema como atividade de lazer e sua contribuição no processo de desenvolvimento social, este projeto se justifica pela Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, onde profere no artigo 6º; "são direitos sociais à educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, e assistência ao desemprego na forma desta constituição". A Constituição também contempla o direito dos cidadãos ao patrimônio em seu artigo 216, que trata do direito de todos os cidadãos a suas diferenças culturais, reconhecendo nosso direito ao patrimônio cultural brasileiro, com seus bens de natureza material e imaterial. Entretanto, apesar de serem direitos legalmente garantidos, grande parte da população de comunidades do Espírito Santo não tem acesso e não usufrui de atividades culturais de lazer por falta de condições financeiras e de políticas públicas municipais intensas e direcionadas a estes setores. Este projeto propõe repensar as estratégias de construção cultural contra hegemônicas acreditando que seja possível considerar a mostra em parte desta estratégia, oferecendo oportunidades de exercício de práticas democráticas e inclusivas, sendo um potencializador na dinamização de conteúdos audiovisuais que fogem da hegemonia hollywoodiana, colocando nas telas outros temas e formas de tratamento no cinema capixaba e nacional.
Mostra de cinema com duração de, no máximo, 2 horas. Apresentação musical com duração de, no máximo, 2 hora. Serão apresentadas obras de ficção, documentário e animação de curta e média duração (máximo de 30 minutos). Apresentações musicais serão selecionadas por curadoria e vão privilegiar artistas e bandas locais com trabalho autoral.
Os locais onde serão realizados os eventos terão adaptações necessárias para acesso de deficientes, bem como banheiros, assento, e estratégias de comunicação adaptadas para tal público.Dois sanitários destinados para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, estarão localizados nos pavimentos acessíveis com entrada independente dos demais sanitários durante os shows musicais.As apresentações musicais terão recuo do palco para abrigar pessoas com mobilidade reduzida.No auditório montado na rua, haverá reserva de 2% dos assentos para acomodação de pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida e em locais de boa recepção de mensagens sonoras. A exibição dos filmes ocorrerá respeitando as definições abaixo: - Audiodescrição (pelo menos 01 sessão ou 1 filme): narração, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obra.- Legendagem descritiva (em pelo menos 1 sessão): transcrição, em língua portuguesa, dos diálogos, efeitos sonoros, sons do ambiente e demais informações da obra audiovisual que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obra.- Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS (pelo menos 01 sessão ou 1 filme): forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
O projeto proporcionará a participação de escolas de comunidades locais, bem como proporcionará acesso gratuito a mostra de filmes de qualidade, proporcionando acesso de pessoas de todas as classes sociais e idades.Uma vez realizado por uma empresa de produção cultural através de captação de recurso também público, a produção busca manter toda a grade de programação do evento totalmente gratuita.As atividades sempre serão realizadas em espaços em localização central, de fácil acesso, sem controle de ingresso, atingindo um número aproximado e esperado de 2000 pessoas na mostra. O evento será semipresencial com publico de de até 500 pessoas no local de realização e 1500 pessoas conectadas na transmissão que será realizada pelo Youtube no site do projeto: www.mostraculturaldebamba.com.br. A ação formativa cultural (contrapartida social) para atender ao disposto no art. 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania será realizada com a produção/viabilização de uma oficina cultural voltada para a relação do audiovisual e representatividade. Trata-se de uma oficina de vídeo com carga horária mínima de 4h por dia, contemplando um total de 5 dias mínimos e resultando em um mini documentário audiovisual produzido por jovens.Estudantes de 14 a 16 anos são público alvo da proposta. É importante salientar que 50% do quantitativo de beneficiários será constituído de estudantes e professores de instituições públicas de ensino da região abarcada pelo projeto. Em relação ao Art. 21, recuperando as informações acima, cumpriremos os incisos III (disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22), em alguns casos podendo atingir o Inciso II (oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos), o inciso IV (permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias), o Inciso VI (oferecer bolsas de estudo ou estágio a estudantes da rede pública ou privada de ensino em atividades educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural.
Luana Laux - Direção luanalaux@gmail.com (21) 98259-4707 Poeta capixaba, roteirista, diretora e fotógrafa, Luana é formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (2009), em Direção Cinematográfica pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro (ECDR/ 2012) e pós-graduada pela FGV no MBA "Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão" (2017). Tem experiência na produção de conteúdo para TV (Multishow, TVE e TV Alerj), comunicação institucional para empresas como Petrobras e Sesc, midialivrismo (Coletivo Calisto e Mídia Ninja), revistas e jornais impressos e internet, além da criação e produção de eventos culturais . Atualmente, trabalha na criação e desenvolvimento de projetos de série e longa-metragem adultos e infanto-juvenis para cinema e TV. Atua como diretora, roteirista e corroteirista em produções institucionais e independentes. Sullivan Silva - Produtor executivo sullivanfecin@gmail.com (27) 99814-3649 Jornalista de formação, Sullivan é documentarista e atua na área cultural e de eventos, na comunicação e produção executiva do Festival de TV e Cinema de Muqui (Fecim), em Muqui, e o Festival de Cinema Ambiental do Espírito Santo (Cine.Ema), que acontece no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado e o MoV.Cidade - Mostra de Criatividade e Sustentabilidade Urbana de Vitória. Foi repórter da redação multimídia da Rede Gazeta, com trabalhos voltados para a rádio CBN Vitória e jornais A GAZETA e NA. Em seu currículo está a cobertura da greve da Polícia Militar do Espírito Santo, ocorrido no mês de fevereiro de 2017. Escreveu reportagens especiais sobre o Caparaó Capixaba e a Ilha de Trindade, arquipélago localizado a mais de 1.000 quilômetros da Costa do Espírito Santo. Em 2019, lançou a série de podcast Vidas Bandidas, com a história de criminosos que marcaram as páginas policiais no Estado. Karol Milk - Coordenadora de comunicação e curadoria Artista plástica, fotógrafa e produtora audiovisual, Karol Milk trabalhou na produção do Festival de TV e Cinema de Muqui - Fecim, Festival de Cinema de Santa Teresa - Fecsta e no projeto Somos Capixabas da TV Gazeta. Atuou também na produção dos curta-metragens A Hidra de Pilares, Espera e Amargo Rio Doce e de videoclipes de bandas independentes do Espírito Santo. Antonio Cezar Martins - produçãoantoniogroovepanda@gmail.com (27) 99929-0527 Antonio Cezar Martins tem 35 anos e é jornalista desde 2006. Trabalha como videomaker desde a faculdade e sempre desenvolveu trabalhos para televisão. Foi um dos primeiros repórteres multimídia da TV Gazeta, em 2007. Atualmente é editor da TV Gazeta. Já passou também pela TV Tribuna como repórter e editor. Foi um dos criadores e depois responsável pela reformulação do programa de cultura Ponto Cult, na TV Tribuna. Fundador do projeto Sonzêra, no Youtube, com apresentações ao vivo de artistas regionais pelo Espírito Santo. Também é roteirista, diretor e editor.
DILIGÊNCIA NA ANÁLISE PREDITIVA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.