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O projeto Mão na Massa tem o intuito de fortalecer a cadeia produtiva do artesanato através da realização de duas oficinas de artes manuais voltadas para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A proposta é que a partir de matérias primas acessíveis, essas mulheres possam aprender técnicas de criação e aperfeiçoamento de peças, que poderão futuramente serem comercializadas, gerando uma fonte de renda possível para elas. As oficinas irão desenvolver técnicas de criação de peças através de escamas de peixe e a partir de palha de milho seca, materiais que são disponíveis em abundância na realidade em que o projeto pretende atuar. Em virtude da situação atual, essas práticas serão realizadas através de plataforma virtual, garantido assim a saúde e segurança de todos os envolvidos. Como proposta de contrapartida social, este projeto prevê a realização de uma oficina de artesanato sustentável a ser realizado também em ambiente virtual para estudantes de escolas públicas.
NÃO SE APLICA
Objetivo Geral Oferecer uma formação artística na área do artesanato para mulheres em situação de vulnerabilidade social, possibilitando assim a sua expressão individual e também sua capacitação para atuarem no mercado cultural. Objetivo específico Realizar 12 oficinas de artesanato em escama de peixe, com 24 horas cada, totalizando 288 horas de atividade. Realizar 12 oficinas de artesanato em palha de milho, com 24 horas cada, totalizando 288 horas de atividade. Oferecer uma oficina de criação artesanal sustentável para alunos de escolas públicas, com uma carga horária de 4 horas.
O artesanato surgiu na história, suprindo uma demanda cotidiana, quando o homem se dá conta que precisa de artefatos para sobreviver e se relacionar. Foi por volta de 6.000 a.C. que o homem passa a produzir peças artesanais, ainda sem o conhecimento de nenhuma técnica, e ausente da preocupação com a autoria das mesmas: todos produziam e compartilhavam os objetos, e inclusive, os artefatos encontrados dessa época não possuem nenhum registro ou assinatura _ eram apenas objetos cotidianos. A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, o artesanato passa a perder espaço na vida das pessoas, já que os objetos agora podem ser produzidos em larga escala, em um formato padronizado e tempo muito mais breve. Resta apenas o trabalho artesanal de desenhar essas formas, para que fossem reproduzidas nas máquinas e pudessem moldar a matéria-prima, criando objetos para uso no cotidiano. No século XX, o artesanato vira símbolo de resistência e sua produção se concentra principalmente em pequenas comunidades rurais, com práticas e técnicas que sofreram diversas influências da diversidade cultural. Foi quando, neste mesmo século, peças artesanais fizeram parte de uma exposição artística, que o artesanato passa a ser visto como uma expressão da arte e a necessidade da impressão de uma autoria nas criações começa a ser uma preocupação do artesão. Em 2003 o artesanato passa a ser reconhecido como patrimônio imaterial pela UNESCO, onde se evidencia os processos manuais que se desenvolvem a partir de técnicas, transmissíveis de geração em geração. Desta forma, destaca-se o processo de mutação que a tradição do artesanato sofre com o passar dos anos, adaptando-se a novas realidades e sendo influenciado por olhares e práticas que mudam constantemente. O que se conserva é a produção que é totalmente ou em partes manual, e o tempo de criação de peças, que se diferencia de uma produção industrial, por exemplo. Enquanto manifestação, o artesanato ainda sofre muito preconceito, por não ser considerado arte. Importante pensarmos que assim como qualquer manifestação artística, o artesanato também parte de uma técnica objetiva que é aplicada para a realização do produto. E esse processo criativo também envolve a subjetividade do artista, sua interpretação de mundo, a criação de algo que pode gerar leituras diversas _ dependendo da peça, enfim, o artesão imprime paisagens poéticas em objetos, que geram um impacto afetivo no outro, a partir da sua imaginação e subjetividade, então por que não considerar isso uma manifestação artística? Além de arte, o artesanato é uma forma de subsistência para muitas famílias. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a atividade movimenta cerca de R$ 28 bilhões ao ano, sendo que existe em média 8,5 milhões de artesãos no país. Esses trabalhadores, ainda que em sua maioria trabalhando informalmente, movimentam o turismo em várias cidades no país e também atuam como agentes preservadores da memória de seu povo _ são técnicas, manifestações e expressões que ficam impressas nas peças, comercializadas em feiras, exposições e até mesmo nas calçadas das grandes cidades. Além disso, cabe ressaltar que boa parte dessas criações são produzidas a partir de materiais reciclados, que ganham uma ressignificação e tratamento, contribuindo para a prática de um pensamento mais sustentável. No ano de 2020, com a pandemia de coronavírus que assolou o mundo e impôs o distanciamento social como meio de prevenção de contágio, o cenário do mercado de trabalho que já era fragilizado, ficou ainda mais instável para as mulheres. O desemprego aumentou, chegando a 8,5 milhões de mulheres que deixaram a força de trabalho, ou seja, estavam desempregadas e não procuravam mais emprego. Essa baixa no quadro de mulheres participantes no mercado de trabalho se deu principalmente por demandas que surgiram, ou aumentaram, e as impediram de sair de casa. Seja porque foi preciso dedicar seu tempo aos cuidados de familiares de grupos de risco, ou porque os filhos pequenos já não podiam mais ir para as creches e escolas, sobrecarregando a rotina das mulheres e impedindo-as de trabalharem de forma remunerada. Diante dessa situação, foi preciso criatividade e resiliência para que o prato de comida pudesse chegar à mesa dessas famílias, muitas vezes formadas por mães solos, com pouca ou nenhuma estrutura para manter seus filhos e familiares. A produção de alimentos, comercialização de roupas, confecção de peças artesanais, foram algumas das muitas opções que foram criadas, como alternativa a esse cenário tão desolador. E no meio de tudo isso, o mundo da internet passou a criar possibilidades de sobrevivência e conhecimento. Cursos e tutoriais foram muitas vezes os disparadores que alavancaram pequenas empresas criadas por estas mulheres tão desassistidas. Este projeto, surge com o intuito de ampliar as possibilidades de sobrevivência de mulheres residentes em Santa Catarina, no entorno do Rio Uruguai, oferecendo oficinas de criação artesanal, como forma de instrumentalização e fomento de arte. Através de um contato direto com as Secretarias de Assistência Social de 12 municípios catarinenses, pretendemos mapear mulheres em vulnerabilidade, e oferecer cursos gratuitos de técnicas artesanais, em formato on-line. Pretende-se valorizar matérias-primas da região, trabalhando-se com escamas de peixe e palha de milho _ produtos abundantes nessas cidades, e dar um novo significado para estes resíduos, possibilitando a criação de peças artesanais que poderão servir como um meio de expressão individual, e uma forma dessas mulheres se manterem e manterem sua família. Desta forma, estaremos unindo arte à economia, possibilitando um processo de capacitação de agentes culturais, que fomentarão o mercado cultural local, atuarão na preservação de tradições e memórias de uma região e poderão inclusive transmitir essas técnicas aprendidas para outras pessoas. A arte desta forma apresenta-se como uma possibilidade acessível e democrática, que atuará de forma ativa na vida dessas mulheres, possibilitando inclusive sua subsistência. No intuito de alinhar o projeto aos preceitos que regem a Lei 8.313/91, acreditamos que o projeto enquadra-se nos incisos I, II,III, IV, V, VI, VIII, IX do Artigo 1, que versam sobre: contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória e priorizar o produto cultural originário do País. Da mesma forma, acreditamos que o projeto tem como finalidade a preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante a proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; de acordo com o Art. 3°, inciso III alínea d, da mesma Lei referida acima.
OFICINA PARA ESCOLAS – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Do lixo à arte - produção de peças artesanais de forma sustentável Objetivo: Capacitar os participantes para trabalharem na ressignificação de resíduos do seu cotidiano, criando peças exclusivas artesanais. Conteúdo: Conceito sobre reciclagem de materiais: PET e papel. Reconhecimento dos materiais e ferramentas. Preparação, seleção e descarte. Técnicas utilizadas: recorte, dobradura, montagem, costuras, trançados, originais, texturização, acabamentos e decoração. Peças confeccionadas: embalagens, porta-jóias, brinquedos, bolsas, cestas e cadeira. Preservação do meio ambiente. Higiene e segurança no trabalho. Duração: 4h/aula Vagas: 150 pessoas Público-alvo: Estudantes de escolas públicas
OFICINA DE ARTESANATO EM PALHA DE MILHO Objetivo: Aprender a técnica de captação de matéria prima, tratamento e confecção de peças artesanais, aprendendo também sobre a história do artesanato em palha de milho e as possibilidades de sustentabilidade financeira a partir dessa arte. Conteúdo: História do Artesanato em Palha de Milho Da lavoura à colheita – procedimentos de seleção e captação de matéria prima a ser utilizada Ferramentas a serem utilizadas para o trabalho Preparação da palha Tingimento: colorações primárias, secundárias e terciárias Tipos de trançado: fio e caracol e suas finalidades Confecção de peças: chapéus, cestas, brinquedos, flores, vassouras, bonecos, descanso de prato, bordados. Acabamento e limpeza do espaço Medidas de segurança na prática Responsabilidade social e ambiental Artesanato como recurso financeiro Duração: 30 dias distribuídos em 12 aulas de 2 horas, totalizando 24 horas/aula Vagas: 60 pessoas OFICINA DE ARTESANATO EM ESCAMA DE PEIXE Objetivo: Aprender a técnica de captação de matéria prima, tratamento e confecção de peças artesanais, aprendendo também sobre a história do artesanato em escama de peixe e as possibilidades de sustentabilidade financeira a partir dessa arte. Conteúdo: História do artesanato em escama de peixe Procedimento de separação, higienização e tratamento da escama Ferramentas a serem utilizadas no trabalho Tingimentos da escama Confecção de peças: brincos, colares, abajures, móbiles, flores, acessórios. Acabamento e limpeza do espaço Medidas de segurança na prática Responsabilidade social e ambiental Artesanato como recurso financeiro Duração: 30 dias distribuídos em 12 aulas de 2 horas, totalizando 24 horas/aula Vagas: 60 pessoas
PRODUTO PRINCIPAL – OFICINAS DE ARTESANATO Acessibilidade para deficientes visuais: Será criado um e-book com todo o conteúdo formativo da oficina, que ficará disponível nas páginas do projeto. Esse e-book contará com textos, vídeos e imagens que terão acessibilidade através do recurso de audiodescrição. ITEM NA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Audiodescrição – valor R$ 4.500,00 Acessibilidade para deficientes auditivos: Será criado um e-book com todo o conteúdo formativo da oficina, que ficará disponível nas páginas do projeto. Esse e-book contará com textos, vídeos e imagens, e esses vídeos terão recurso de legendagem. ITEM NA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Produção de Texto – valor R$ 3.500,00 Acessibilidade Física: Não há necessidade de prever acessibilidade física, tendo em vista que não há a previsão de ação presencial no projeto. ITEM NA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: não é necessário. CONTRAPARTIDA SOCIAL – OFICINA DE RECICLAGEM Acessibilidade para deficientes visuais: A oficina a ser realizada contará com recursos de audiodescrição para os participantes. ITEM NA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Audiodescrição – Valor R$ 1.500,00 Acessibilidade para deficientes auditivos: A oficina a ser realizada contará com recurso de libras para os participantes. ITEM NA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de Libras – Valor R$ 1.200,00 Acessibilidade Física: Não há necessidade de prever acessibilidade física, tendo em vista que não há a previsão de ação presencial no projeto. ITEM NA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Não é necessário
No intuito de alinhar o projeto ao que prevê o Art.21 da IN 02/2019 o projeto irá contemplar o inciso III que prevê disponibilizar, na Internet, registros das atividades de ensino sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22.
MÁRCIA GIOVANA DA COSTA – (PROPONENTE) COORDENAÇÃO GERAL Formada em Violão Clássico pelo Instituto Carlos Gomes da cidade de Carazinho, e graduada em habilitação em Música pela Universidade de Passo Fundo e Pós-graduada em Arte-Educação pela mesma instituição além de Musicoterapia pela Universidade Federal de Pelotas. Durante 18 anos atuou mais diretamente na área da educação, ministrando aula na rede estadual do Rio Grande do Sul com a cadeira de História da Música e Didática da Música em curso de pedagogia. Concomitante, atuou como Regente e Preparadora vocal de Corais na região noroeste do estado, em específico nas cidades de Santa Rosa, Santo Cristo e Cândido Godói sendo responsável pelas apresentações destes corais no Natal Luz de Gramado de 1998 a 2001. De 1998 a 2004 foi sócia-proprietária do CEM – Centro Musical e Cultural na cidade de Santa Rosa, onde além de coordenadora do Centro, ministrava aulas de violão clássico, violão popular, técnica vocal e Iniciação Musical. No ano de 2005 fixou residência na cidade de Porto Alegre, onde continuou por mais 1 ano trabalhando na área pedagógica. Em 2006 começou a trabalhar na área cultural com consultoria para elaboração de projetos culturais via Lei de Incentivo à Cultura, em especial consultoria para projetos pela Lei da Cultura do Rs trabalhando em muitos municípios tais como: São Borja, Trindade do Sul, Tenente Portela, Sete de Setembro, São Pedro do Butiá, Santa Rosa, Bom Retiro do Sul, Palmitinho, Arroio do Meio, Frederico Westphalen, Jaboticaba, Alpestre, Planalto, Faxinalzinho, Itatiba do Sul, Pelotas e Porto Alegre. Concomitante à consultoria para elaboração de projetos via Isenção fiscal do estado do Rio Grande do Sul, foi aos poucos abrindo horizontes e deu início à também execução de projetos próprios no estado, como Coordenadora Geral, Produtora Executiva e Produtora Administrativa, tais como: Arte Movie Festival de Curtas edição I II e III; Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação edição I e II; Almanaque do Bicentenário de Pelotas; Tournée Musical Mulher Encanto edição I e II; Festival Canto Livre edição I II e III; Festival da Canção Cristo redentor da cidade de Alpestre; Festival Jaboticaba Canta da cidade de jaboticaba; Pelotas Jazz Festival edição I e II; Musicanto vai à Escola; Musicanto 26ªedição, projeto EAI- Encontro de Artes Integradas entre outros. Em 2010 aumentou o leque de atuação inserindo a consultoria, além de produção e execução de projetos via Isenção fiscal federal, ou seja, projetos executados pela Lei Federal da Cultura. Foram muitos projetos realizados até o momento nas mais diversas áreas culturais, tais como: área audiovisual: Cine Circular edição I, II e III; área dança- Dança Para todos e Incorpore edição I e II e Alpensöhne Aos Filhos dos Alpes, Vivenciando as Tradições- CTG Querência da Amizade Bom Retiro do Sul, Passos Gaúchos em Terras Germânicas, Vivenciando as Tradições, CTG Rincão dos Guararapes- Recife; área da Música: Musicalidade do Sul edição I e III; Encontro de Bandas Marciais; Tournée Orquestra de Bom Retiro do Sul; artes Integradas: Arte Mix, Cultura Sem Idade; área da Construção: Reforma Auditório São Carlos- Santa Catarina, Reforma do Auditório de Guatambu Santa Catarina, Reforma do Auditório de Faxinalzinho Rio Grande do Sul; Escultura: Construção Monumento aos Mártires na cidade de Nonoai. LUCIANA BRITO – PRODUÇÃO EXECUTIVA Mestre em Arte Cênicas pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui graduação em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é coordenadora do Núcleo de Pesquisa Beckett-we, idealizadora do projeto Quartas Dramáticas e integrante do grupo teatral ATO Cia Cênica. Trabalha na área da docência através de oficinas e workshops na área do teatro e da produção cultural, através da elaboração, execução e prestação de contas de projetos via leis de incentivo federal e estadual, assim como editais públicos.
PROJETO ARQUIVADO.