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O projeto consiste na publicação do livro de poemas "Diário de uma mãe à beira", com autoria de Anaís Della Croce e ilustração da artista plástica Efe Godoy. O livro aborda de maneira irreverente, crítica e verdadeira, as sensações e dilemas vividos pelas mulheres gestantes. Como contrapartida, o projeto oferecerá oficinas de encadernação artesanal de zines.
Os 22 poemas contidos no livro tratam do universo feminino durante o período da gestação. Um período abarrotado de sensações e dúvidas e que, socialmente, é sempre tratado como uma fase mágica e sublime da mulher, no entanto não é bem assim, e os poemas desconstroem esse imaginário recorrente expondo detalhes desta experiência fisiológica do corpo feminino. Os poemas são diversificados, alguns carregam um tom mais irreverente e crítico, outros soam mais delicados e sutis. As palavras de Anaís são suaves e fortes, reverberam no leitor. As ilustrações seguirão o direcionamento de não idealizar esse momento e trazer a mulher mais próxima das fêmeas mamíferas. Efe já trabalha, em suas pinturas, com criaturas imaginárias e cabeças de animais em corpos humanos. Para a criação das ilustrações para o "Diário de uma mãe à beira", ela criará seres que mesclam corpos humanos grávidos e diversos mamíferos. Tudo com suavidade e delicadeza característicos do seu trabalho como artista visual.
PRODUTO: LIVRO OBJETIVOS GERAIS: - Incentivar o hábito da leitura por meio da distribuição gratuita de livros para uma parcela da população e formar público leitor. - Ampliar o acesso da população de menor renda à obras artísticas e literárias. - Incentivar o empoderamento e autoestima das mulheres. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Publicar 1500 exemplares do livro ilustrado "Diário de uma mãe à beira". - Disponibilizar 1000 exemplares para serem distribuídos gratuitamente em quatro maternidades públicas da cidade de Belo Horizonte. PRODUTO: CONTRAPARTIDA OBJETIVOS GERAIS: - Incentivar e ampliar o conhecimento acerca de publicações artezanais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Oferecer oficina de encadernação para três turmas de 9° ano de instituição pública.
As mulheres, quando se tornam mães, no momento em que ficam grávidas acabam se enquadrando num estigma de que "a mãe deve estra feliz por estar gestando uma criança". No entanto, o processo de gestação tem um impacto enorme no corpo, tanto em níveis físicos quanto emocionais e psicológicos. Muitas vezes essas mães enquanto indivíduos, se sentem invisibilizadas e culpadas. Toda essa romantização da mãe dedicada, feliz, serena, que só tem olhos para os filhos causa um sentimento muito forte de solidão e, muitas vezes, gerando um quadro de depressão nas mulheres. "Diário de uma mãe à beira" é um livro de poemas escrito pela artista Anaís Della Croce no período de gestação de sua filha. Os poemas tratam as transformações da gestação de forma realista, fisiológica e sem "papas na língua", abordando sentimentos dicotômicos, medos, sensações, angústias, alegrias e estranhezas, às vezes com uma poesia sensível e delicada, outras vezes com um tom irreverente e debochado. Durante o período de criação do poemas, a autora contou com a preparação da escritora Laura Cohen, que realizará a revisão final do livro antes de ser publicado. Muitos dos poemas trazem a reflexão do corpo grávido em toda a sua mutação. Relativiza a padronização do corpo feminino feita pela mídia e explicita o corpo da gestante como aquele que se torna tudo aquilo que os padrões de beleza midiáticos julgam como indesejado e feio. Esse processo é cruel para a mulher, um momento delicado que tantas vezes gera insegurança e medo. Ter acesso à uma obra artística/literária que aborda esse tema sem os clichês habituais e sem preconceito é uma maneira de empoderar as leitoras, e até abrir os olhos dos leitores que não são mães, para que parem de reproduzir determinadas atitudes ou comentários. Empoderar essas mulheres significa considerá-las como indivíduos, com sonhos para além de suas famílias, que mantém sua sexualidade, desejos e vontades. A gestação revela os seres humanos, como os mamíferos que somos. Animais instintivos e capazes. Nesse paralelo é que as ilustrações da artista Efe Godoy se torna imprescindível nesse trabalho. Efe Godoy é mestre em pintar criaturas mescladas com o corpo humano, uma desmistificação do corpo e dos padrões que ela mesma, a artista, encara o tempo todo em sua vida, pintura e performance. Ela ilustrará o livro com criaturas mescladas, corpos humanos grávidos fundidos com mamíferos de outras espécies, compondo mais um elemento de reflexão e observação. A parte literária e a parte plástica do livro ocuparão o mesmo peso nessa publicação. Sendo ambas igualmente importantes. A estrutura da publicação também será interativa. O interior do livro possuirá páginas/postais para destaque, todo em impressão colorida que chamará a atenção pela beleza e qualidade. Um objeto artístico que reúne literatura e arte visual e que estrapola o lugar apenas contemplativo de um livro, mas que permite e convida o leitor a transformá-lo e a interagir com as páginas da forma que lhe convier. Em geral esse tipo de publicação tem um preço alto e não é acessível à população de baixa renda. Por esse motivo, distribuir a maior parte dos produtos gerados pelo projeto entre a população mais pobre é muito relevante. As maternidades públicas têm como grande maioria dos usuários, mães e gestantes de baixa renda. Um público que, muitas vezes, tem menos acesso à informação e são muito suscetíveis às convenções sociais e são alvo de opressão e julgamento. Raramente também acessam produtos artísticos caros, tampouco costumam cultivar o hábito da leitura. Essa é uma maneira de romper uma barreira social e possibilitar que o livro ilustrado chegue nas mãos da população e principalmente das mães de periferia. O projeto se justifica também por estar alinhado com os seguintes incisos do Artigo 1° da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Além disso, o projeto tem por objetivo, entre os elencados no Artigo 3° da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; Por quê a Lei de Incentivo à Cultura? Tratando-se de um projeto independente, sem vínculos com grandes produtoras é de suma importância para o seu pleno desenvolvimento o apoio da Lei 8.313/91. O produto principal proposto consiste na publicação de uma obra ilustrada, e o preço para a produção desse livro é elevado, devido às qualidades de impressão e do material utilizado. Além disso, ainda que consseguíssemos viabilizar a edição em uma tiragem significativamente menor, esse produtos teriam que ser vendidos por um preço alto e não poderiam ter um terço de sua tiragem distribuído de forma gratuita para mulheres com baixo poder aquisitivo. Por fim, acredita-se que esse projeto possa agregar muito na produção cultural de Belo Horizonte, viabilizando um livro ilustrado de primeira qualidade, que será majoritariamente distribuído entre a população periférica da cidade, difundindo arte, literatura e ideias de respeito e igualdade para as mulheres.
Serão publicados 1500 exemplares; sendo que 1000 serão doados para 4 maternidade púbicas de Belo Horizonte (Odete Valadares; Sofia Feldman; Júlia Kubitschek e Hilda Brandão SCBH) que distribuirão para as mães de recém nascidos antes de deixarem as instituições.
Capa: - Tamanho: 30,5x21cm, - 4x4 Cor(es) - Colorida - Papel: Supremo - 250g. Tinta Escala. Miolo: - 60pág. - Tamanho: 15x21cm, - 4x4 Cor(es) - Colorido - Papel: Couche Fosco - 115g. Tinta Escala. Miolo 2-postais: 10pág. - Tamanho: 10x15cm - 4x4 Cor(es) - Colorido - Papel: Supremo - 250g. Tinta Escala. -->Cola PUR | Corte/Vinco | Picotado | Laminação BOPP Descrição: Livro de 60 páginas, todo em impressão colorida, algumas páginas picotadas para destaque e prontas para serem transformadas em postais.
LIVRO Acessibilidade física NÃO SE APLICA - Deficiência física não é impeditivo para o consumo deste produto. Acessibilidade para deficientes visuais: Audiolivro - Será diponibilizado em plataformas de música (Spotfy; Deezer e Youtube) os poemas dos livros narrados por profissional de locução para que o conteúdo da proposta fique acessível para deficientes visuais. Obs.: Todos os livros impressos virão com infomação e QRcode para acessar o audiolivro na internet. A rubrica na planilha orçamentária que contempla esse ítem é SERVIÇO DE AUDIODESCRIÇÃO. Acessibilidade para deficientes auditivos: NÃO SE APLICA - Deficiência física não é impeditivo para o consumo deste produto. CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: A oficina será realizada em locais da escola preparado para receber os alunos com dificuldades de locomoção, que oferecem rampas de acesso, corrimões e elementos facilitadores de acesso. Acessibilidade para deficientes visuais: A oficina envolve a utilização de agulhas e linhas para a encadernação dos zines, sendo tecnicamente impossível a adaptação desse produto para a participação de deficientes visuais. Acessibilidade para deficientes auditivos: A ministrante da oficina é fluente em libras e poderá utilizar esse recurso para explicação. Neste caso, a tradução em libras será relizada com recursos próprios.
Levando em consideração o inciso I do Art. 21: "I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados;" A partir do inciso citado acima, entendemos que a distribuição nas maternidades, nesse caso, se faz equivalente aos equipamentos culturais, pois o público alvo do projeto está presente nesse ambiente, que são mães de bebês, mulheres que acabaram de passar pela gestação e passarão a maior parte do tempo, depois de saírem da maternidade, em casa. Tendo isso em vista, as seguintes medidas contemplam 100% a demanda desse segmento, já que 80% do total dos produtos decorrentes do projetos serão distribuidos gratuitamente (60% a mais do que é exigido no inciso I do Art.21) PRODUTO: LIVRO - Os livros terão pontos de distribuição em bairros de periferia e em locais frequentados por população urbana periférica. - 1200 exemplares (80% do total de exemplares publicados no projeto) serão distribuídos gratuitamente pra população usuária do SUS. - Todos os livros a serem comercilizados, serão oferecidos com preço reduzido e acessível: R$ 45,00 PRODUTO: CONTRAPARTIDA - As oficinas serão gratuitas. - Esse produto será voltado para o público infanto-juvenil - O material (papeis, linha e agulha) serão disponibilizados gratuitamente.
A proponente, neste projeto, será a coordenadora geral, sendo a responsável por todo o processo decisório administrativo-financeiro. Será remunerada pela rubrica "Coordenadora geral" e "Direito Autoral", já que ocupa essas duas posições. Esse projeto consiste na publicação do livro de poesias "Diário de uma mãe à beira", escrito por Anaís Della Croce e ilustrado pelx artista plásticx Efe Godoy. Os poemas já estão prontos para publicação, aguardando apenas a revisão final, que será feita pela profissional Laura Cohen, e as ilustrações serão cridas durante o período de execução do projeto. Anaís Della Croce: Função: Autora e Coordenadora Geral Multiartista; atriz formada no Centro Técnico Teatro Universitário/UFMG e produtora cultural. Publicou poemas na primeira edição da "Ã Revista Literária" e dá contribuições dramatúrgicas em processos coletivos em que já atuou fez parte. Há dez anos participa ativamente da vida cultural da cidade de Belo Horizonte. Efe Godoy: Função: Ilustrador Aos 7 anos de idade recebeu uma leitura de mãos que lhe abriu os olhos para perceber que teria uma trajetória artística em curso, desde então soube que iria desenhar seu caminho fora de sua Natural cidade Sete Lagoas/MG, hoje vive e trabalha em Belo Horizonte. Passeou pela Escola Guignard UEMG e continua formação através de vivências em residências no Brasil e exterior. Algumas dessas vivências transformadoras se deram nos últimos anos, como Bolsa Pampulha 2015/2016, a residência artística no EAC-Montevideo_UY em 2018, residência Adelina _SP, 2018, e recentemente : HEMIENCUENTRO _ INSTITUTO HEMISPHERIC NY UNIVERSITY na Cidade do México, 2019, e mostra VERBO de performance Arte na Galeria Vermelho - SP. De uma maneira simples tenta interferir na vida do outro com a reverberação do afeto. Laura Cohen: Função: Revisora É escritora e editora. Formou-se em Letras e é mestre Estudos Literários pela FALE/UFMG. Publicou os romances História da Água (Impressões de Minas, 2012) e Ainda (Leme, 2014) e Canção sem palavras (Scriptum, 2017) e os livretos de poesia Ferro (Leme, 2016) e Escrever é uma maneira de se pensar para fora (Leme, 2018). Foi vencedora do segundo prêmio de literatura Universidade Fumec, em 2011, e em sua edição de 2009, obteve o terceiro lugar, publicando nas duas edições da coletânea Da Palavra à Literatura – Narrativas Contemporâneas. É idealizadora e coordenadora do projeto Estratégias Narrativas, onde dá oficinas de criação literária e edição desde 2013. Faz parte da coordenação do Selo Leme da editora Impressões de Minas, preparando originais de diversos autores. Em 2019, participou do ciclo Arte da Palavra do Sesc, dando oficinas de criação literária em diversas cidades brasileiras.
PROJETO ARQUIVADO.