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O objetivo deste projeto é a criação do espetáculo teatral CADÊ O MEU HERÓI?… VINTE ANOS DEPOIS, para todas as idades, explorando a técnica da luva chinesa, forma rara de manipulação de fantoches, quase malabarística, que requer grande destreza e treinamento que, no Brasil, só o Grupo Sobrevento tem, de forma tão avançada. O projeto desembocará em um raro espetáculo de aventura e ação, cômico, enternecedor, virtuosístico e, sobretudo, surpreendente. Além da criação, estreia e temporadas do novo espetáculo, o projeto prevê palestras com demonstração de trabalho acerca do Teatro de Bonecos de Luvas chinês e oficinas de Teatro de Animação com acessibilidade para deficientes físicos, auditivos e visuais.
ESPETÁCULO " CADÊ O MEU HERÓI? VINTE ANOS DEPOIS" Passados 20 anos felizes, o Barão morreu e a Baronesa tornou-se uma mulher solitária, amarga, que controla o castelo tiranicamente. A filha do casal quer partir, contrariando a mãe. Os soldados tornaram-se zumbis, brutos, tristes. Um jovem carteiro traz uma mensagem. A Baronesa, com monstros (seus paladinos) tenta deter o intruso, que escapa sempre. Tem o poder da juventude e da alegria, da paz e do amor. E o apoio da mocinha. Transforma o castelo com grafites, bandeirolas e fitas coloridas, para horror da Baronesa, e traz os soldados à vida. Por fim, entrega uma carta póstuma do Barão: uma declaração de amor à Baronesa e o anúncio de uma festa para a filha, que partirá em uma aventura, deixando o castelo e o colo da mãe. Mas a mocinha não vai com o carteiro! Livre, seguirá o próprio caminho e escolherá o que quiser. A Baronesa entende o desejo do marido. A alegria volta ao castelo em uma noite incrível que os manipuladores estiveram incumbidos, em segredo, por 20 anos, de realizar. 20 anos antes, em Cadê o meu Herói?, uma donzela, aprisionada na torre de um castelo por um barão malvado que cismou em se casar com ela, chama muitos heróis para salvá-la: de cavaleiros de capa e espada a ninjas pop, passando por ardilosos espiões ao estilo 007. O Barão, porém, vence todos porque tem o poder do amor, que o torna invencível. Inconformado com a pertinácia da donzela, descobre que ela quer se casar com ele, mas não pode fazê-lo. Tem um problema, que só pode explicar se sair do castelo. Trata-se de um defeito de nascença, que impediria os dois personagens de ser felizes. O Barão permite, por fim, que a sua amada saia do castelo: a donzela tem uma manipuladora grudada a si, como uma irmã siamesa, como uma verruga. O Barão confessa que também tem o mesmo problema. Como os dois manipuladores têm uma simpatia mútua, resolvem - os quatro - ser felizes para sempre. Quando discutimos os problemas com franqueza, desde cedo, muitos problemas podem ser evitados. Anos se passaram e, mais do que nunca, precisamos do diálogo para resolver os nossos problemas. O mundo mudou muito, sobretudo após a pandemia, que nos encerrou em nossos castelos. Mas a liberdade nos chama e um novo mundo precisa ser conquistado pela aventura, pelo desafio e pelo amor. São novos tempos e as conquistas precisam ser feitas de outra maneira. Temos novos horizontes e um novo passado por trás. Os jovens ainda precisam partir e tratar de conhecer o mundo para conhecer a si mesmos. E precisamos deixá-los partir. Os finais felizes não podem ser como os de antigamente: ninguém mais espera por um príncipe encantado, nenhum beijo libertador. Nós mesmos não sabemos como nossos filhos conquistarão as suas felicidades e poucos conselhos podemos dar, em um mundo que mal entendemos. Esta é somente uma amostra dos rumos que um trabalho conjunto com o dramaturgo - que reescreverá um novo espetáculo ao longo do processo de encenação - pode tomar, baseado em uma história que começou 20 anos atrás. OFICINA DE INTRODUÇÃO AO TEATRO DE ANIMAÇÃO O SOBREVENTO é considerado, internacionalmente, um dos maiores expoentes brasileiros do Teatro de Animação. Desenvolve, desde 1986, um trabalho contínuo que envolve a apresentação de espetáculos, realização e curadoria de Festivais e eventos, além de diferentes atividades de formação e difusão do Teatro de Bonecos. A oficina de Introdução ao Teatro de Animação pretende constituir um primeiro namoro com o Teatro de Bonecos, segundo a visão do Grupo Sobrevento, para jovens interessados em descobrir esta linguagem teatral. O objetivo é aproximar os alunos de princípios que fundamentam diferentes técnicas de animação de bonecos e objetos – que o grupo domina como poucos. PALESTRA "O TEATRO DE LUVAS CHINÊS" O TEATRO DE LUVAS CHINÊS é uma das técnicas de animação mais impressionantes. Demanda virtuosismo e criatividade na atuação e na construção. O SOBREVENTO teve contato com a técnica há cerca de 20 anos quando trouxe ao Brasil o marionetista chinês Yang Feng - quinta geração da família Yang de bonequeiros de luva. Desde então, o grupo vem se aperfeiçoando na técnica e, ainda hoje, é o único no Brasil a dominá-la, tendo recebido o Prêmio Mambembe da Funarte / Ministério da Cultura de 1998, na Categoria Especial, pela manipulação dos bonecos no espetáculo Cadê o meu Herói?.
OBJETIVO GERAL O objetivo deste projeto é comemorar os 35 anos do Grupo Sobrevento, uma das cias. mais renomadas mundialmente no Teatro de Animação, com a criação de um espetáculo de aventura e ação, cômico, enternecedor, virtuosístico e surpreendente, para todas as idades, explorando a técnica da luva chinesa, forma rara de manipulação de fantoches, quase malabarística, que requer grande destreza e treinamento. O projeto visa a: - Propor ao público, especialmente às crianças, um espetáculo teatral moderno, contemporâneo, de qualidade técnica e acabamento impecáveis, que as surpreenda pela subversão de formas tradicionais, que lhes interesse pela atualidade dos temas e a relação com as suas realidades, que as conquiste pelo virtuosismo, fruto de um saber acumulado e de um longo treinamento; - Desenvolver o Teatro de Animação brasileiro, por meio do aperfeiçoamento de uma técnica extraordinária de manipulação de bonecos, o Teatro de Luvas chinês; - Retomar um dos projetos de maior sucesso no campo do Teatro de Bonecos no Brasil, revivendo o processo de realização do espetáculo Cadê o meu Herói? para uma continuação, uma parte 2, daquela história começada vinte anos antes, com, basicamente, a mesma equipe que montou o espetáculo de 1998 e que agora vai criar um espetáculo inédito, independente do original, a partir de um texto inédito, escrito especialmente para o projeto pelo mesmo autor do primeiro episódio; - Discutir a intolerância, a desconsideração da opinião alheia, propondo o diálogo como a melhor solução, em um espetáculo cheio de humor e recursos cênicos extraordinários, com a leveza de que só o Teatro de Bonecos é capaz, falando de um mundo atual, que enfrenta uma pandemia e que passou por um confinamento: um mundo desafiador, que guarda muitas surpresas e que temos que enfrentar com firmeza, coragem e inteligência, com diálogo, informação e amor ao próximo; - Multiplicar, por meio de oficinas e palestras, uma técnica de manipulação aprendida diretamente com seu grande mestre, Yang Feng, e que, mesmo depois de vinte anos, no Brasil, apenas o Sobrevento domina de forma tão avançada, tendo sido reconhecido por marionetistas chineses especializados, por seu virtuosismo, e pelo Ministério da Cultura que lhe concedeu o PRÊMIO MAMBEMBE pela manipulação dos bonecos em 1998; - Promover um intercâmbio internacional que reunirá profissionais reconhecidos internacionalmente de três países, com vistas a enriquecer o panorama das Artes Cênicas no Brasil; OBJETIVO ESPECÍFICO A circulação promoverá, em 4 cidades, 68 apresentações do espetáculo a ser criado durante o projeto. Como atividades de formação, o Sobrevento realizará 4 palestras com demonstração de trabalho acerca do Teatro de Bonecos de Luvas chinês e 4 oficinas abertas a educadores / estudantes da rede pública. Pelo menos uma palestra será transmitida ao vivo pela Internet. Um vídeo compacto da Palestra será disponibilizado para consulta offline pela Internet. As atividades oferecerão acessibilidade a deficientes físicos, auditivos e visuais. O SOBREVENTO pretende promover um intercâmbio com as companhias de teatro locais, escolas e universidades de teatro, estabelecendo um espaço para discussão de processos de criação e de produção, tentando estimular a criação de espetáculos de Teatro de Bonecos, uma das linguagens mais representativas da nossa Cultura. SOBRE O ESPETÁCULO Para celebrar os seus 35 anos, o Sobrevento quer retomar o projeto Cadê o meu Herói?, um de seus maiores sucessos de público e crítica - revivendo o seu processo de realização, para uma continuação, uma parte 2, daquela história começada vinte anos antes. Com, basicamente, a mesma equipe que montou o espetáculo de 1998, a ideia agora é criar um espetáculo inédito, independente do original, a partir de um texto inédito, escrito especialmente para o projeto pelo mesmo autor do primeiro episódio. Para celebrar a memória e a história de uma das maiores companhias de Teatro de Animação do Brasil, ao mesmo tempo em que cria um espetáculo atual, inédito e, mais uma vez, surpreendente, virtuosístico, impressionante e divertidíssimo. SOBRE A OFICINA DE INTRODUÇÃO AO TEATRO DE ANIMAÇÃO A Oficina aproxima os alunos de princípios que fundamentam diferentes técnicas de animação de bonecos e objetos, adaptando-se a cada grupo graças à larga experiência e ao domínio de diferentes técnicas por parte do Grupo Sobrevento. A Oficina também destacará as possibilidades expressivas únicas do Teatro de Animação, buscando despertar curiosidade ou desejo de comunicação por meio das ferramentas artísticas apresentadas. A inclusão de educadores ou estudantes da rede pública entre o público da Oficina visa a difundir o Teatro e apresentar ferramentas que possam ser usadas em atividades pedagógicas, estreitando o vínculo entre a Arte e a Educação e buscando promover a difusão e multiplicação do Teatro. Objetivo: Levantar, junto ao aluno, princípios básicos do Teatro de Animação - segundo a visão do Grupo Sobrevento -, que lhe permitam desenvolver as possibilidades plásticas e dramáticas da Animação de bonecos, formas e objetos. Processo de trabalho ou metodologia: A oficina prevê um desenvolvimento dos princípios básicos do Teatro de Animação, através da explanação destes princípios e da realização de exercícios e improvisações com os alunos. Apesar de curta a Oficina é dividida em três partes: 1a. parte - Princípios básicos da ocupação do espaço cênico e de variações rítmico-dinâmicas: exercícios de ritmo, dinâmica, espaços, preenchimentos, níveis, direção, precisão, foco, desenvolvidos tanto individual quanto grupalmente; improvisações a partir de cada ponto apresentado. 2a parte - Aplicação dos princípios estudados à manipulação de objetos: trabalho com materiais diversos e formas variadas, em exercícios e improvisações submetidos à avaliação dos alunos que o assistiram; exercícios de ponto fixo; criação de bonecos improvisados. 3a. parte - Relação do ator-manipulador com o objeto animado: exercícios e improvisações a partir dos princípios de presença e ausência, dissociação e distanciamento do manipulador em relação ao objeto que anima; aspectos da confecção e manipulação. Público-alvo: Estudantes, educadores, marionetistas, Atores, Dançarinos, Artistas Plásticos, Cineastas, Video-makers e interessados em Teatro. Número de vagas: 30 vagas. Seleção: a seleção será feita pelo próprio Sobrevento, com base em cartas de interesse, preenchidas na ficha de inscrição. Serão oferecidas vagas para educadores / estudantes da rede pública de ensino. Material necessário: o Sobrevento fornecerá o material necessário ao desenvolvimento da Oficina. Custo da Oficina: A Oficina é gratuita. Duração: 12h SOBRE A PALESTRA "O TEATRO DE LUVAS CHINÊS" As palestras não serão meras conferências, mas algo como aulas-espetáculo, com demonstrações que revelam os segredos daquela que é, para o Sobrevento, uma das técnicas de animação mais impressionantes e que demandam maior virtuosismo e criatividade na atuação não somente na construção, entre as técnicas de animação de bonecos: o Teatro de Luvas chinês. Pelo menos uma das palestras será transmitida, ao vivo, pela Internet e uma versão compacta da mesma será disponibilizada na Internet, para ser assistida off-line, constituindo um registro da atividade e uma fonte para quem busque formação ou informação. O grupo teve contato com a técnica há cerca de 20 anos quando trouxe ao Brasil o marionetista chinês Yang Feng - quinta geração da família Yang de bonequeiros de luva. Desde então, o Sobrevento vem se aperfeiçoando na técnica e, ainda hoje, é o único grupo no Brasil a dominá-la, tendo recebido o Prêmio Mambembe da Funarte / Ministério da Cultura de 1998, na Categoria Especial, pela manipulação dos bonecos no espetáculo Cadê o meu Herói?.
Em 1998, o Grupo Sobrevento criou um de seus espetáculos de maior sucesso popular, em um projeto que reuniu uma seleção de alguns dos mais destacados artistas brasileiros e internacionais, especialistas em diferentes áreas. Cadê o meu Herói? foi um projeto inovador que fez do Sobrevento o maior conhecedor, no Brasil, na técnica chinesa do Teatro de Luvas, que demanda grande virtuosismo, conhecimento histórico e treinamento técnico. O projeto trouxe ao Brasil, por mais de um mês, o artista chinês Yang Feng, maior nome de sua especialidade, para uma residência artística que incluía o treinamento diário dos membros do Sobrevento, apresentações artísticas inéditas no Brasil e oficinas avançadas para profissionais brasileiros. Junto com ele, trouxe o dramaturgo argentino Horacio Tignanelli especializado em Teatro de Bonecos e o bonequeiro pernambucano Mestre Saúba escultor e mamulengueiro considerado o melhor construtor de bonecos populares do Brasil. Mais: contou com um cenário histórico no Teatro Infantil, de Telumi Hellen; com a iluminação do premiadíssimo iluminador carioca Renato Machado (Professor e Doutor), música de Sérgio e Marcelo Zurawski (da cia. teatral Furunfunfum). E ainda mais: o projeto de criação do espetáculo foi acompanhado pelo Prof. Dr. Walmor Nini Beltrame, da UDESC editor da Revista Móin-Móin, maior publicação do gênero na América Latina, e um dos acadêmicos de maior destaque internacional no meio do Teatro de Animação, que registrou todo o processo em um artigo memorável. Para celebrar os seus 35 anos, o Sobrevento quer retomar o projeto Cadê o meu Herói?, revivendo o seu processo de realização, para uma continuação, uma parte 2, daquela história começada vinte anos antes. Com, basicamente, a mesma equipe que montou o espetáculo de 1998, a ideia agora é criar um espetáculo inédito, independente do original, a partir de um texto inédito, escrito especialmente para o projeto pelo mesmo autor do primeiro episódio. Para celebrar a memória e a história de uma das maiores companhias de Teatro de Animação do Brasil, ao mesmo tempo em que cria um espetáculo atual, inédito e, mais uma vez, surpreendente, virtuosístico, impressionante e divertidíssimo. Desta vez, a ideia é discutir a intolerância, a desconsideração da opinião alheia, propondo o diálogo como a melhor solução, em um espetáculo cheio de humor e recursos cênicos extraordinários, com a leveza de que só o Teatro de Bonecos é capaz, falando de um mundo atual, que enfrenta uma pandemia e que passou por um confinamento: um mundo desafiador, que guarda muitas surpresas e que temos que enfrentar com firmeza, coragem e inteligência, com diálogo, informação e amor ao próximo. E, de tudo isso, o Teatro entende como ninguém. Em relação ao Art. 1o. da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos incisos: I - por facilitar a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - por promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, ao estimular, por meio de palestras e oficinas especializadas, a criação de novos espetáculos de Teatro de Bonecos; III - por apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, ao possibilitar a difusão da pesquisa do GRUPO SOBREVENTO, reconhecido como um dos maiores especialistas brasileiros em Teatro de Animação e o único a dominar a técnica dos fantoches chinenes no País; V - por salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira ao multiplicar o conhecimento teórico e prático de um grupo artesanal; VI - por preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, ao apoiar o trabalho de um dos principais coletivos teatrais do País, com uma carreira sólida de 34 anos; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações, ao promover um intercâmbio entre Brasil / Argentina / China dando a conhecer ao público brasileiro diferentes aspectos culturais daqueles países; VIII - por estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória ao contribuir para a formação de plateias e aproximar a atividade artística do processo educativo-cultural; IX - por priorizar o produto cultural originário do País. Em relação ao Art. 3o. serão alcançados os objetos mencionados nos incisos: II, por fomentar a produção cultural e artística, mediante (e) a realização de espetáculos de artes cênicas; IV, por estimular o conhecimento dos bens e valores culturais, mediante (a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos e (b) estudos e pesquisas na área da cultura e da arte em palestras e oficinas especializadas;
O Sobrevento reunirá uma equipe ímpar, altissimamente qualificada, a fim de criar sua nova produção, comemorativa dos 35 anos do Grupo. Para tanto, dividirá o seu processo criativo em etapas. O primeiro passo será a definição da estrutura dramatúrgica do espetáculo, a partir de reuniões com o autor Horacio Tignanelli. Definidos personagens e cenas, passa-se à confecção dos protótipos, que permitirão o início dos ensaios. A supervisão e a preparação coordenadas pelo marionetista chinês Yeung Fai e treinamentos diários de manipulação definirão a coreografia - sobretudo, das cenas de lutas -, a partir de rotinas e cenas clássicas do Teatro de Luvas Chinês. Parte do processo de treinamento será acompanhado por artistas especializados e avançados convocados publicamente, como se dá sempre nos processos de criação do Sobrevento. A partir do resultado do treinamento, o artista plástico Mandy, escultor e desenhista que tem trabalhado com o Sobrevento em seus últimos espetáculos, fará a escultura dos bonecos definitivos, considerando as especificidades de cada manipulador e as ações que cada boneco desempenhará. A confecção dos bonecos segue princípios rígidos, já que o Teatro de Luvas chinês envolve muitos conhecimentos decantados em uma história longa: medidas, materiais, ferramentas, técnicas, que são o que permite que a manipulação se desenvolva plenamente. Com a manipulação avançada, o dramaturgo Horacio Tignanelli retoma a sua criação: tendo trabalhado um esboço de dramaturgia, readapta-o aos movimentos estabelecidos e às cenas desenvolvidas. Combinam-se, então, as características da técnica chinesa, as possibilidades efetivamente desenvolvidas e as habilidades conquistadas, com o texto, em um processo de dramaturgia cruzada. A seguir, Telumi Hellen fará o desenho do cenário de característica arquitetônica e, sob sua supervisão, começa-se a confecção da estrutura do cenário, que deve guardar medidas muito precisas, adaptadas aos corpos dos manipuladores (altura, largura, envergadura, bem como comprimento e largura das mãos, entre outras medidas). O cenário também precisa ser desmontável, o que implica em adaptações cenotécnicas. Mais tarde, terá lugar o acabamento do cenário (marcenaria, adereçaria e pintura artística). A música começa a ser composta especialmente para o espetáculo, ao mesmo tempo em que se definem os efeitos sonoros. Efeitos visuais e, possivelmente, videomapping são definidos e elaborados, ao mesmo tempo em que a identidade visual do espetáculo e do material gráfico. O figurino é desenhado e confeccionado. O passo seguinte da montagem é a criação do iluminador carioca Renato Machado, que acompanha e ilumina o grupo desde os seus primórdios. A seguir, são redigidos os textos e tomadas as fotografias do espetáculo enquanto prosseguem os ensaios, iniciados desde a confecção dos bonecos, até a estreia. Formado em novembro de 1986, o GRUPO SOBREVENTO é um grupo profissional de Teatro que mantém um repertório de espetáculos e que se dedica à pesquisa, teórica e prática, da animação de bonecos, formas e objetos. Desde a sua fundação, o Grupo mantém um trabalho estável e ininterrupto e tem-se apresentado em mais de uma centena de cidades de 23 estados brasileiros. O SOBREVENTO esteve, também, no Peru (1988), Chile (1996, 2002, 2009, 2010, 2017, 2020), Espanha (1997, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010, 2011, 2014, 2018), Colômbia (1998 e 2002), Escócia (2000), Inglaterra (2013), França (2017), Eslováquia (2018), Irlanda (2000), Argentina (2001), Angola (2004), Irã (2010), México (2010), Suécia (2011), Estônia (2011), China (2017, 2019) e Índia (2020), representando o Brasil em alguns dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro e de Teatro de Bonecos. Os espetáculos do Grupo são muito diferentes entre si, quer seja na temática, quer seja na forma, na técnica de animação empregada, no espaço a que se destina ou no público a que se dirige. O Grupo tem recebido Prêmios ou indicações para Prêmios da importância do Mambembe (Funarte/Ministério da Cultura), do Coca- Cola, do Shell, do APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e do Maria Mazzetti (RioArte), sendo sempre posicionado pela crítica especializada entre os melhores de suas temporadas. Por duas vezes consecutivas, em 1994 e em 1995, o SOBREVENTO recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio Estímulo, pelo conjunto dos seus trabalhos e “pela sua contribuição ao panorama das Artes e da Cultura do país”. Além das apresentações de seus espetáculos, o SOBREVENTO desenvolve diversas atividades no campo do Teatro de Bonecos e de Animação, como a realização de cursos, oficinas, palestras e mesas-redondas, tanto no Brasil como no exterior. Realizou, também, duas Mostras Internacionais de Teatro de Animação no Rio de Janeiro - Rio Bonecos 92 e Mostra Maria Mazzetti 95 -, foi diretor artístico do 1º Festival Internacional de Teatro do Rio de Janeiro - Rio Cena Contemporânea -, em 1996, e organizador da Mostra Nacional de Teatro de Animação O Teatro de Bonecos e a Música, em 2001, da 1ª Mostra RioArte de Bonecos - Grandes Mestres do Teatro de Bonecos Mundial no Rio, dos Festivais Fantoches nas Praças e Praça dos Bonecos, foi curador dos Festivais SESI Bonecos do Brasil e do Mundo e do Festival Internacionacional de Teatro de Objetos - FITO. Também realiza os Festivais Primeiro Teatro e Primeiro Olhar, criados em parceria com a Cia. La Casa Icierta (Brasília / Madri) e dedicados ao Teatro para Bebês. Além dos Festivais que organizou e dirigiu, foi responsável pela vinda e pela circulação pelo país de diversas companhias estrangeiras de Teatro de Bonecos. Ao longo da sua carreira, o SOBREVENTO criou vários espetáculos, a maioria dos quais permanecem em repertório. Dirigido, ainda hoje, por Luiz André Cherubini e Sandra Vargas, com a presença constante de Miguel Vellinho, seus três fundadores; e tendo incorporado a seu núcleo artístico Anderson Gangla, Maurício Santana, Agnaldo Souza e Marcelo Amaral, entre outros, o GRUPO SOBREVENTO é reconhecido, nacional e internacionalmente, como um dos maiores especialistas brasileiros em Teatro de Animação e uma das principais Companhias estáveis de Teatro do Brasil.
Cada apresentação deve durar cerca de 50 minutos. Contatados os principais artistas do projeto original, todos se colocaram à disposição, confiantes, entusiasmados. O único integrante do projeto original já falecido o chinês Yang Feng deixou como seu herdeiro artístico o irmão mais jovem que aprendeu com ele e com o pai, desde os três anos de idade, a Arte do Teatro de Luvas chinês. Contactado, Yeung Fai emocionou-se e, sabendo da amizade do irmão conosco e conhecendo bem o projeto que desenvolvemos em 1998, dispôs-se a vir ao Brasil para colaborar com o projeto, inclusive pela memória de seu irmão e mentor. Yeung Fai é, hoje, o mais famoso e admirado especialista em sua Arte. Ao longo dos anos, depois da morte de seu irmão, encontramo-nos com ele em diferentes festivais e chegamos, até mesmo, a manipular bonecos com ele, auxiliando-o em seus espetáculos-solo, a exemplo do que havíamos feito com Yang Feng. Com Yeung Fai, estabelecemos uma amizade que queremos ter a oportunidade de aprofundar, junto com uma colaboração artística que, certamente, fortalecerá os laços entre nossas Culturas, ao mesmo tempo em que surpreenderá o público brasileiro com uma abordagem única do Teatro de Bonecos e de Fantoches. O dramaturgo Horacio Tignanelli, a cenógrafa Telumi Hellen, o iluminador Renato Machado e a equipe original do Grupo Sobrevento, todos confirmaram sua participação no projeto. A cenografia do espetáculo deve seguir medidas, padrões e formato de Cadê o meu Herói?. Trata-se do mesmo castelo que abrigou, um dia, o romance do Barão Amaro de Azevedo e da donzela Colherzinha de Mel e que teve o seu final feliz. O castelo, porém, já não é mais o mesmo. Tomou um aspecto triste, soturno, ameaçador: agora é um castelo gótico, com gárgulas. O castelo, dourado, tornou-se cinza mas continua grande e imponente. Onde havia uma flâmula vermelha que exibia uma árvore frondosa e dourada ao centro agora há uma flâmula cinza, com uma árvore seca e enegrecida, até que a filha do casal, com a ajuda do mensageiro recém-chegado, traga de volta a alegria e a liberdade ao castelo, plantando uma nova bandeira na alta torre. Os figurinos serão escuros e muito elegantes. João Pimenta premiado figurinista e famoso estilista, figurinista de seis espetáculos do Sobrevento, desde 2013, deve ajudar na criação e desenvolvimento dos figurinos dos bonecos do espetáculo, também. Renato Machado, Doutor pela Universidade Federal Fluminense, conceberá a iluminação em três momentos: discussões iniciais, a partir de plantas da cenografia e do projeto do espetáculo (teleconferência); visita a um ensaio inicial; e uma volta, uma semana antes da estreia. Moving lights, gobos giratórios e efeitos especiais surpreendentes devem ser utilizados. Quanto aos bonecos, soldados zumbis guardam o castelo da Baronesa, que trocou o vermelho de suas antigas roupas pelo cinza. Seus cabelos ruivos, agora estão grisalhos. Ela engordou e ganhou péssimas manias. Conta com paladinos monstruosos: uma múmia, um vampiro e algum outro monstro. A jovem filha do casal é luminosa, moderna, irreverente... e ruiva, como a mãe, mas com o temperamento apaixonado do pai. O mensageiro é como um carteiro: um jovem de bonezinho azul, vestido de amarelo, partidário da paz e do amor. Sobre a dramaturgia, Horacio Tignanelli escreveu Cadê o meu Herói? anos antes do Sobrevento decidir criar um espetáculo de aventura para crianças que já se achavam grandes demais para ver Teatro de Bonecos. Quando o grupo conheceu o texto, procurou o autor para que ele o adaptasse. Junto com o Sobrevento, Horacio teve que lançar mão de um procedimento contemporâneo e muito tradicional no Teatro de Bonecos: a dramaturgia acompanhada. O Sobrevento desenvolveu movimentos e criou uma espécie de gramática de manipulação. Com base nestes movimentos, Horacio, no Brasil, reescreveu o texto, a partir do qual as ações foram refeitas, para se chegar a um resultado final uno e coerente. É este mesmo processo que pretendemos seguir, na montagem de Vinte Anos Depois. Cada OFICINA DE INTRODUÇÃO AO TEATRO DE ANIMAÇÃO terá duração de 12 horas / aula, podendo ser dividade em 3 dias. Objetivo: Levantar, junto ao aluno, princípios básicos do Teatro de Animação - segundo a visão do Grupo Sobrevento -, que lhe permitam desenvolver as possibilidades plásticas e dramáticas da Animação de bonecos, formas e objetos. Processo de trabalho ou metodologia: A oficina prevê um desenvolvimento dos princípios básicos do Teatro de Animação, através da explanação destes princípios e da realização de exercícios e improvisações com os alunos. Apesar de curta a Oficina é dividida em três partes: 1a. parte - Princípios básicos da ocupação do espaço cênico e de variações rítmico-dinâmicas: exercícios de ritmo, dinâmica, espaços, preenchimentos, níveis, direção, precisão, foco, desenvolvidos tanto individual quanto grupalmente; improvisações a partir de cada ponto apresentado. 2a parte - Aplicação dos princípios estudados à manipulação de objetos: trabalho com materiais diversos e formas variadas, em exercícios e improvisações submetidos à avaliação dos alunos que o assistiram; exercícios de ponto fixo; criação de bonecos improvisados. 3a. parte - Relação do ator-manipulador com o objeto animado: exercícios e improvisações a partir dos princípios de presença e ausência, dissociação e distanciamento do manipulador em relação ao objeto que anima; aspectos da confecção e manipulação. Cada PALESTRA sobre "O TEATRO DE LUVAS CHINÊS" deve durar 2 horas e incluirá demonstrações que revelarão detalhes técnicos de animação. Pelo menos uma das palestras será transmitida, ao vivo, pela Internet e uma versão compacta da mesma será disponibilizada na Internet, para ser assistida off-line, constituindo um registro da atividade e uma fonte para quem busque formação ou informação.
Acessibilidade Física O espetáculo assim como a palestra e a oficina oferecidas como contrapartida social serão realizados em espaços acessíveis a portadores de necessidades especiais conforme Decreto nº 9.404, de 2018. Serão disponibilizados espaços para cadeiras de rodas. Acessibilidade de Conteúdo Serão adotadas medidas para promover o acesso do conteúdo das atividades às pessoas com deficiência visual e auditiva, adotando as recomendações da Norma Brasileira 15599:2008 da ABNT, através da disponibilização das informações sobre o conteúdo das apresentações em texto e locução. Os custos envolvidos nas ações de promoção ao acesso de conteúdo estão previstos na planilha orçamentária, através da contratação de arte-educadores especializados em acessibilidade. O projeto contempla a ajuda técnica estrutural, através da reserva de espaços para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Está prevista a contratação de um educador especializado para acompanhamento das apresentações e das atividades formativas, oferecendo audiodescrição e interpretação em libras ao público com deficiência visual e/ou auditiva. Tecnologia assistida: haverá reserva de espaço especial para acolhimento do público com deficiência visual e/ou auditiva. Salientamos que os custos envolvidos na acessibilidade ao conteúdo estão previstos na planilha orçamentaria do projeto. Para atrair este público específico em cada uma das cidades onde se realizará o projeto, a produção local entrará em contato com associações de pais, para promover a divulgação da programação e organizar a participação de grupos de crianças com deficiência visual e auditiva. ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: Serão reservados espaços livres e assentos para a pessoa com deficiência, conf. Art. 44 da LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015, e Art. 1º do DECRETO Nº 9.404, DE 11 DE JUNHO DE 2018. ITEM DA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: A ação não gera custo. Acessibilidade para deficientes visuais: as apresentações contarão com o apoio de arte-educadores que oferecerão ao público recurso de audiodescrição. ITEM DA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Audiodescrição Acessibilidade para deficientes auditivos: as apresentações contarão com o apoio de arte-educadores que oferecerão ao público recurso de tradução em libras. ITEM DA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de libras CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: Serão reservados espaços livres e assentos para a pessoa com deficiência, conf. Art. 44 da LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015, e Art. 1º do DECRETO Nº 9.404, DE 11 DE JUNHO DE 2018. ITEM DA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: A ação não gera custo. Acessibilidade para deficientes visuais: as oficinas e palestras contarão com o apoio de arte-educadores que oferecerão ao público recurso de audiodescrição. ITEM DA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Narrador de Audiodescrição Acessibilidade para deficientes auditivos: as oficinas e palestras contarão com o apoio de arte-educadores que oferecerão ao público recurso de tradução em libras. ITEM DA PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de libras
Parte da programação será gratuita, facilitando o acesso da população, reunindo públicos de diferentes classes sociais e atraindo para o ESPETÁCULO espectadores não habituados a frequentar teatros, garantindo-lhes a fruição de bens, produtos e serviços culturais. Parte da programação será direcionada a alunos e educadores da rede pública de ensino, contribuindo para a formação de plateias, ao aproximar a atividade artística do processo educativo-cultural. Em atendimento ao art. 21, inc III, os registros audiovisuais produzidos durante o projeto serão disponibilizados na Internet. Conforme inc. IV, será permitida a captação de imagens das atividades e de espetáculos e autorizada sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. Conf inc VII, serão realizadas 68 apresentações voltadas ao público infantil.
Gestão / Administração do projeto: Cooperativa Paulista de Teatro Direção: Luiz André Brasil Cherubini e Sandra Juanita Vargas Erceg Direção de bonecos (manipulação e confecção): Yeung Fai (China) Texto: Horacio Luis Tignanelli (Argentina) Cenografia: Telumi Hellen Yamanaka Iluminação: Renato Bandeira de Gouvea Machado Figurinos: João Pimenta Música: Marcelo Vieira Zurawski e Sérgio Zurawski e/ou Arrigo Barnabé Assistência de iluminação: Marcelo Santos Amaral Atores-manipuladores: Luiz André Brasil Cherubini, Sandra Juanita Vargas Erceg, Anderson da Silva e Maurício Santana Adereços: Sueli de Oliveira Andrade Cenotecnia, mecanismos e efeitos: Agnaldo dos Santos Souza Confecção de bonecos: Sobrevento Formado em Direção Teatral pela Uni-Rio e em Comunicação Social pela UFRJ, LUIZ ANDRÉ CHERUBINI é um dos fundadores do SOBREVENTO. Apresentou-se em dezenas de cidades brasileiras e em turnês pela Espanha, Irlanda, Escócia, Chile, Argentina, Colômbia, Peru, Angola, Irã, México, Suécia, Estônia, China, Eslováquia e Índia. Dirigiu Um Conto de Hoffmann, Mozart Moments, Beckett, O Theatro de Brinquedo, O Anjo e a Princesa, Cadê o meu Herói?, Brasil pra Brasileiro Ver, Submundo, O Cabaré dos Quase-Vivos, O Copo de Leite, Orlando Furioso, Meu Jardim, Bailarina, A Cortina da Babá, São Manuel Bueno Mártir, Sala de Estar, Eu Tenho uma História, Só, Escombros e Noite, trabalhando como ator e manipulador em quase todos eles. Formada pela Uni-Rio, Sandra Vargas é uma das fundadoras do Sobrevento. Foi indicada, em 1989, como Melhor Atriz e Revelação de Melhor Atriz para os Prêmios Mambembe e CocaCola. Em 2000, ganhou o Prêmio APCA de Melhor Atriz. Trabalha como diretora, atriz manipuladora e/ou dramaturga em todos os espetáculos do Sobrevento. Faz a curadoria de inúmeros festivais internacionais, como o FITO Festival Internacional de Teatro de Objetos. Promoveu palestras, mesas redondas e oficinas em diversas áreas. É responsável pela formação e aperfeiçoamento de muitos marionetistas, além de orientar cias teatrais que buscam se aproximar do Teatro de Animação e do Teatro para Bebês. Em 2014, coordenou 13 workshops de Teatro para Bebês para educadores de São Bernardo do Campo. Anderson Gangla é um dos únicos manipuladores de bonecos de luva chinesa do Brasil, aprendida com o Mestre chinês Yang Feng. Com o SOBREVENTO, criou o espetáculo Cadê o meu Herói? - vencedor do Prêmio Mambembe de 1999, na Categoria Especial, pela manipulação dos bonecos. Criou também Submundo (2003), O Cabaré dos Quase-Vivos (2006), Orlando Furioso (2008) e A Cortina da Babá (2011). Em 2004 coordenou juntamente com o Sobrevento uma oficina de 4 meses, com 30 jovens. Coordenou oficina de construção e manipulação de bonecos de diversas técnicas, a convite do SESC. Participou dos principais festivais de Teatro de Bonecos, apresentando-se em quase todos os estados brasileiros e no Chile, Espanha, Inglaterra, Irã, Estônia, Suécia, Angola e China. MAURÍCIO SANTANA iniciou seu trabalho em Teatro em oficinas culturais de Diadema (SP). Seu trabalho com Teatro de Bonecos nasceu de uma oficina ministrada pelo SOBREVENTO. Após o curso é convidado a fazer um estágio no próprio SOBREVENTO. Desde 2000, participa de praticamente todas as apresentações, viagens e turnês do SOBREVENTO pelo país e é peça-chave do Grupo em todo o trabalho de organização, idealização e produção, bem como da criação de suas montagens mais recentes Submundo, O Cabaré dos Quase-Vivos, Bonecos Aqui!, Orlando Furioso, Meu Jardim, São Manuel Bueno Mártir, Sala de Estar, Eu Tenho uma história, Só, Escombros e Noite. Esteve com o Grupo na Espanha, Irã, Suécia, Estônia, Eslováquia, Chile e Índia. TELUMI HELLEN é uma premiada cenógrafa e figurinista brasileira, formada e ligada ao diretor Antunes Filho e ao cenógrafo J. C. Serroni. Coordenou o Espaço Cenográfico e é professora da SP Escola de Teatro. Renomada criadora, tem atuado em todo o país, além de ter participado cinco vezes da Quadrienal de Cenografia de Praga. MARCELO e SÉRGIO ZURAWSKI compõem e tocam diferentes instrumentos tendo sido responsáveis por diferentes trilhas de espetáculos teatrais. Marcelo é diretor teatral e atua como ator e músico do Grupo Furunfunfum. Trabalhou com Flávio Rangel, Gabriel Vilela, Marco Antonio Rodrigues, José Celso Martinez Correa, Jorge Takla e Yacov Hilel, entre outros, e compôs a trilha sonora de dois espetáculos do Sobrevento, além de ser um especialista em psicoacústica (USP e FMU). Sérgio é um exímio violonista e guitarrista e atuou por muitos anos no Grupo Madredeus, quando morou em Portugal. Navegando entre o erudito e o popular, ARRIGO BARNABÉ é um conhecido compositor, músico e ator que emprega, com frequência, o serialismo e o atonalismo em suas criações musicais. Destacado membro do movimento Vanguarda Paulistana, editou 11 álbuns musicais e atuou em, pelo menos, sete filmes. Compôs a música de três dos espetáculos mais recentes do Sobrevento. Tendo-se formado como ator e como figurinista, JOÃO PIMENTA partiu para uma carreira de grande sucesso no mundo da moda, onde tornou-se um dos estilistas mais conhecidos no país e nome destacado da São Paulo Fashion Week. Revelado pela Casa dos Criadores e vestindo artistas tão famosos como o líder do Black Eyed Pees, voltou-se, há mais de dez anos para o Teatro e a Dança, onde tem atuado como um figurinista dos mais destacados, recebendo importantes prêmios como o Shell, o APTR e o Cesgranrio. Foi o figurinista de seis dos espetáculos mais recentes do Sobrevento. Horacio Tignanelli é bonequeiro, dramaturgo e diretor, além de professor e escritor de diversos livros de Astronomia. Começou no Teatro de Bonecos, na Argentina, acompanhando os lendários Ariel Bufano e Javier Villafañe. Atuou na Itália, na Espanha e no Brasil e é autor de dezenas de peças de Teatro de Bonecos, publicadas por diversas editoras. Foi professor da Universidade de la Plata e atuou no Ministério de Educação da Argentina, em programas de difusão artística e científica. RENATO MACHADO é iluminador desde 1992 e teve a sua formação como assistente de Aurélio de Simoni. Ganhador de Prêmios Shell, Cesgranrio, Coca-Cola, entre outros, atuou junto a dezenas de importantes diretores e companhias brasileiras e em cerca de vinte países. Ilumina todos os espetáculos do Sobrevento desde 1992. Yeung Fai é o maior nome do Teatro de Luvas chinês, irmão do falecido Yang Feng (nome lendário da técnica, amigo e orientador do Sobrevento) e quinta geração da família mais renomada em sua Arte. Formado desde os 3 anos de idade, é um virtuoso e vive hoje entre Hong Kong, a França e a Bélgica. Sueli Andrade é aderecista de muitos espetáculos teatrais brasileiros e responsável por muitos adereços do Sobrevento. Caracteriza-se por um trabalho minucioso e delicado, de fino acabamento. Multifacetada, é professora de Dança de Salão e atua como palhaça no Grupo Doutores da Alegria; atriz, cantora e dançarina em diferentes cias; além de ser atriz do Sobrevento desde 2013. AGNALDO SOUZA fundou o Grupo Artes e Arteiros, para o qual escreveu e dirigiu diversos espetáculos. Participou do Projeto FANTOCHES NAS PRAÇAS do SOBREVENTO, quando fundou o Grupo Xeque Mate. É responsável pela criação e manutenção de bonecos, cenários e adereços do SOBREVENTO. Atua nos espetáculos O Cabaré dos Quase-Vivos, A Cortina da Babá e O Amigo Fiel. Esteve com o SOBREVENTO em turnês pela Espanha, Inglaterra, Chile e China. MARCELO AMARAL acompanha o SOBREVENTO desde 2003 como diretor de palco e técnico de iluminação no Brasil e em outros seis países. É responsável técnico pelo Espaço Sobrevento desde 2009, tendo coordenado a montagem de luz de 14 companhias nacionais e 12 estrangeiras, em um total de 248 apresentações públicas. Foi responsável pela iluminação dos espetáculos apresentados em Brasília como parte da programação do Primeiro Teatro: I Ciclo Internacional de Teatro para Bebês, que reuniu companhias do Brasil, da Espanha e da Itália, em 2011.
PROJETO ARQUIVADO.