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PRONAC 212106Apresentou prestação de contasMecenato

Que pira é essa? 2ª edição (evento virtual)

JOSÉ ÁLVARO DA SILVA CARNEIRO
Solicitado
R$ 354,7 mil
Aprovado
R$ 334,5 mil
Captado
R$ 334,4 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (8)
CNPJ/CPFNomeDataValor
77997187000174Nórdica Veículos S/A1900-01-01R$ 125,0 mil
01186305000100KUHN DO BRASIL S/A1900-01-01R$ 70,0 mil
10919908000157SIDERAL LINHAS AEREAS LTDA1900-01-01R$ 50,0 mil
14798740000120ACESSOLINE TELECOMUNICACOES LTDA1900-01-01R$ 28,4 mil
24542953000140DUAL DUARTE ALBUQUERQUE COMERCIO E INDUSTRIA LTDA1900-01-01R$ 23,0 mil
76630573000160CIA DE CIMENTO ITAMBÉ1900-01-01R$ 23,0 mil
44480747000160Andorinha Supermercado Ltda.1900-01-01R$ 10,0 mil
75069849000110Demobile - Indústria de Móveis Ltda.1900-01-01R$ 5,0 mil

Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
21

Localização e período

UF principal
PR
Município
Curitiba
Início
2022-04-30
Término

Resumo

Este projeto prevê a publicação da segunda edição do livro infantil Que Pira é Essa? e sua tradução para a língua inglesa. Os exemplares produzidos terão distribuição gratuita. Como contrapartida social será realizada uma mesa redonda, voltada para professores da rede pública de ensino, sobre a relação entre literatura, idioma e educação.

Sinopse

O nome de um lugar tem forte ligação com sua história. Rios, caminhos e montanhas ao meu redor contam sobre o passado do Estado do Paraná. Piraquara, por exemplo, significa “toca do peixe”, provavelmente porque nesse lugar tinham muitos peixes. Já Iguaçu é “água grande”, e que já viu as cataratas desse rio entende o porquê. Todas estas palavras indicam a presença de povos indígenas na região Paranaense. Povos que viveram nestas terras ou passaram por aqui, há milhares de anos. E foi essa gente que ensinou aos colonizadores (que chegaram bem depois deles!) como se chamavam as coisas e os lugares. Foi assim no Paraná e em boa parte do país. Foi desse jeito que a Língua Portuguesa falada no Brasil ganhou novos sons e ficou mais diversa. Com o passar do tempo, as pessoas aqui e acolá passaram a usar essas palavras sem saber sua origem e significado. Isso nos afasta de nós mesmos, pois reconhecer a história dos povos indígenas e sua contribuição à língua que a gente fala é, também, aprender sobre a nossa história e a nossa identidade. O livro,” Que Pira é essa é um chamamento. Remete ao distanciamento que a nossa sociedade tem, hoje, de suas raízes e da consequente ausência de empatia com as diferenças. Desconhecer a origem indígena de alguns costumes do nosso dia a dia, e de muitas palavras que usamos com frequência é uma “piração”, uma triste alienação. Assim, chamamos as famílias para conhecer as culturas indígenas presentes no nosso país. Conviver com elas é um privilégio que poucas sociedades têm. E é, sem dúvida, uma das chaves para podermos sonhar com um futuro mais diverso, acolhedor e humano.

Objetivos

Objetivo Geral: Por meio da reimpressão e tradução para o inglês do livro infantil "Que pira é essa?" possibilitar que novos leitores tenham conhecimento sobre a influência indígena na língua portuguesa, incentivando a leitura e auxiliando na preservação da memória a respeito do tema. Objetivos Específicos: . Traduzir a obra para a língua inglesa; · Publicar 3.000 exemplares de segunda edição da publicação do livro "Que Pira é essa?", sendo 2.000 exemplares em português e 1.000 exemplares em inglês; · Distribuir, gratuitamente, 1200 exemplares do livro junto a bibliotecas, escolas públicas, universidades e instituições voltadas para o ensino e pesquisa em conhecimentos indígenas;· Distribuir, gratuitamente, 200 exemplares do livro junto a instituições brasileiras localizadas no estrangeiro, como Embaixadas e consulados; · Distribuir, gratuitamente, 970 exemplares do livro junto pacientes, seus familiares e colaboradores do Hospital Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico do Brasil; · Disponibilizar de forma gratuita 500 exemplares para a população em geral. . Realizar, como contrapartida, uma mesa redonda, voltada para professores da rede pública de ensino, sobre a relação entre literatura, idioma e educação, atingindo ao menos 300 pessoas. *100 livros serão doados aos patrocinadores do projeto e 30 se destinam a divulgação do produto.

Justificativa

Publicado em 2018, o livro "Que Pira é essa?" está com sua primeira edição esgotada. De autoria de José Álvaro da Silva Carneiro e ilustrações de Carla Irusta, a obra apresenta, de forma lúdica e poética, a diversidade dos povos indígenas presentes no Brasil e sua contribuição para a formação da nossa identidade. O esquecimento a que foi relegada a importância histórica de indígenas e negros no Paraná contribui para o desconhecimento das influências culturais trazidas por estes povos à composição histórica, econômica ecultural do estado. A identidade paranaense remete, principalmente, à contribuição do imigrante europeu, cuja imagem é associada à civilização, à modernidade, ao trabalho e à urbanidade. Neste processo identitário, memórias relativas à diversidade de matrizes culturais presentes nos territórios foram invisibilizadas. Mas ainda que o europeu se faça presente na formação histórico-cultural paranaense, nos deparamos frequentemente com vestígios da influência negra e indígena. No que se refere mais especificamente aos indígenas e à língua portuguesa, é possível destacar diversos vocábulos tupis na composição da toponímia, nos nomes de bichos e nomes comuns Brasil afora e, de maneira bastante destacada, no estado do Paraná. O livro infantil ilustrado Que Pira é Essa? busca, na história contada, além de relações linguísticas divertidas, a origem de uma série de palavras da língua portuguesa que iniciam com o vocábulo pira (peixe em tupi), como forma de sensibilização para a multiplicidade de aspectos presentes na formação da cultura brasileira. Diversas palavras da língua portuguesa praticada no Brasil sinalizam a importância da contribuição indígena para a identidade brasileira e, no Paraná, é possível buscar esta referência já na denominação do estado, que de acordo com o Dicionário Ilustrado Tupi Guarani, significa semelhante ao mar (para =mar, caudal + anã = parente, semelhante). Estudo de Ricardo Tupiniquim Ramos indica que a forma mais usual de ingresso de palavras de origem tupi no vocabulário português do Brasil é o nome próprio. O mesmo estudo aponta que no Paraná pelo menos 25 municípios possuem nomes total ou parcialmente formados por vocábulos de origem tupi,como Piraquara, Curitiba, Andirá, Guarapuava e Irati. Esta mesma pista pode ser acompanhada percorrendo os nomes de pontos de referência no relevo do estado, como o morro do Anhangava e os picos de Caratuva e Ibitirati, além de denominar um dos mais importantes rios do estado, o Iguaçu, que nasce em sua capital. Saindo do Paraná, seguimos utilizando por todo o Brasil termos cuja etimologia remete à contribuição tupi: abacaxi, caatinga, bichano, piracema, gabiroba, pirarucu, lambari. Embora estas palavras tenham sido incorporadas ao nosso cotidiano, sua origem e significado passam despercebidos e se mostra fundamental restaurar seus laços históricos, contribuindo para oreconhecimento dos povos indígenas como antepassados _ como tradição e memória viva _ dos brasileiros. A importância deste movimento de resgate de significado reside na necessidade da construção de uma identidade que considere a complexidade das culturas aqui presentes antes da colonização portuguesa na valorização de seus aspectos. Somente a partir deste re-conhecimento do índio em cada um de nós será possível contar com a participação do cidadão comum na construção de políticas públicas que atendam às diferentes facetas de nossa sociedade. Realizar o projeto Que Pira é Essa? em um estado como o Paraná, riquíssimo de elementos denominativos que remetem aos povos nativos e, ao mesmo tempo, com uma construção identitária que toca apenas de forma tangencial nestes povos _ fazendo referência ao pinhão por exemplo _ é especialmente relevante para a construção da cidadania e a democratização de acesso à história, à arte e à cultura. "A conquista do direito à cidadania cultural está ligada ao processo de redemocratização da sociedade brasileira. Hoje percebe-se com mais clareza que este processo se completa pelo resgate da memória social daqueles que têm vivido à margem da história oficial" (Alexandre Fernandes Corrêa _ Vilas Parques, Bairros e Terreiros). A primeira edição (esgotada) foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura e o tema, apesar de relevante para a preservação da memória social, está à margem do interesse mercadológico das editoras e, por seu perfil histórico, merece acesso gratuito à população. O projeto não prevê rentabilidade, sendo possível viabilizá-lo apenas por meio desta lei. A segunda edição do livro prevê a reimpressão e distribuição gratuita de 3.000 exemplares, sendo 2.000 em língua portuguesa e 1.000 em língua inglesa, alcançando ainda mais pessoas interessadas na cultura indígiena e paranaense e incentivando o conhecimento do tema por parte de grupos estrangeiros. Dentre os incisos do Art 1º da Lei 8313/91, a proposta se enquadra em: *Atende ao Inciso I, contribuindo para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, uma vez que se trata de publicação com distribuição gratuita; *Atende ao Inciso III, apoiando, valorizando e difundindo o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, uma vez que se trata de obra com valor humanístico e histórico; *Atende ao Inciso VI, preservando os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; *Atende ao Inciso VIII, estimulando a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Atingindo os seguintes objetivos propostos pelo Art 3º da referida lei: *fomento à produção cultural e artística, mediante: a edição de obras relativas às ciências humanas, às letras às artes; *preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: distribuição gratuita do produto cultural (livro).

Especificação técnica

Produto: Livro Capa Cartão Descrição: Livro Capa Cartão - QUE PIRA É ESSA? Formato Fechado: 180 x 280 mm Formato Aberto: 360 x 280 mm Especificações: Miolo 60 págs. em Off Set Suzano LD FSC 120 g/m2, 4x4 cores Capa + Marcador, formato 440 x 280 mm em Cartao Triplex Supremo Suzano LD FSC 300 g/m2, 4x4 cores Sobrecapa, formato 700 x 840 mm em Off Set Suzano LD FSC 90 g/m2, 4x4 cores Acabamentos: Corte Inicial(Miolo, Sobrecapa, Capa + Marcador), Dobra PARALELA(Miolo), Dobra CRUZADA 8p(Miolo), Dobra CRUZADA 16p(Miolo), Verniz Serigáfico Reserva Frente 2 Cores - Tinta Serigrafica(Sobrecapa), Vincado(Sobrecapa, Capa + Marcador), Dobra CRUZADA 24p(Sobrecapa), Dobrado(Sobrecapa), Encartado Sobrecapa(Sobrecapa), Laminação Fosca Total Frente(Capa + Marcador), Costura de Caderno, Blocagem, Shrink Individual, Prova Digital Indigo(Sobrecapa, Capa + Marcador), Frete CIF, Tinta Serigráfica - 2 Cores

Acessibilidade

De acordo com os termos da a Lei nº 13.146, de 2015 e Decreto nº 9.404, de 2018, e com a intenção de proporcionar o pleno exercício dos direitos culturais, o projeto irá garantir condições de acessibilidade com as seguintes ações: LIVRO Acessibilidade física: por se tratar de livro impresso, não restringe a fruição de deficientes físicos Acessibilidade visual: disponibilizar, na internet, leitura em áudio da publicação para acesso da população com deficiência visual (item gravação de vozes da planilha orçamentária); Acessibilidade auditiva: por se tratar de livro impresso, não restringe a fruição de deficientes auditivos CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: por se tratar de ação remota, transmitido pela internet, não restringe a fruição de deficientes físicos Acessibilidade visual: disponibilizar audiodescrição (item narrador de audiodescrição da planilha orçamentária); Acessibilidade auditiva: disponibilizar Janela de Libras (item Intérprete de Libras da planilha orçamentária);

Democratização do acesso

A ação para ampliação e democratização de acesso prevista pelo projeto, conforme o art. 21 da IN nº02/2019 é: IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias;VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;

Ficha técnica

COORDENAÇÃO GERAL – JOSÉ ÁLVARO DA SILVA CARNEIROA coordenação geral será responsável pelo planejamento e gerenciamento do projeto como um todo, contratando, articulando e supervisionando todas as equipes envolvidas na realização de cada um dos produtos previstos (livro e contrapartida). Irá coordenar as etapas de execução do projeto de modo a garantir o cumprimento das atividades e prazos, bem como a adequação de todos os processos às especificidades exigidas pela Lei de incentivo á Cultura. O proponente irá receber a rubrica Coordenação geral. CURRÍCULO Escreveu os livros: “ Que Pira é essa?”, “Nepal‐Fascínio e Agonia”, “Um Hospital de Crianças”, "Bosques de Curitiba",“Nascentes, Corredeiras e Cachoeiras do Alto Iguaçu” e “No Reino da Araucarilândia”, fazendo também a Coordenação do Livro "Pratos do Brasil‐ Culinária Brasileira para Crianças" e a reedição do livro Histórico "Araucarilândia". Os livros foram viabilizados pela Lei Rouanet, com exceção do Livro “Nepal‐ Fascínio e Agonia”, com edição do autor. Respondeu, como voluntário, pela Diretoria Administrativa Financeira do Complexo Pequeno Príncipe entre fevereiro de 2010 e março de 2011 onde iniciou processo de modernização da nonagenária organização. Desde março de 2011, exerce a função de Diretor Geral Corporativo do Complexo Pequeno Príncipe. COORDENAÇÃO EDITORIAL – CARLA IRUSTA (portfólio anexado)Será responsável pela coordenação editorial da segunda edição do livro. Currículo Carla Irusta é jornalista, ilustradora e editora independente, tendo se especializado em livros infantis e publicações infantis nas áreas de educação, educação alimentar e música. Atua na área de planejamento editorial, desempenhando as funções de avaliação crítica e preparação de originais,projeto de edição e acompanhamento das etapas subsequentes até a impressão final dos materiais.Possui mais de 20 títulos publicados no Brasil, Alemanha, Espanha, Chile e Estados Unidos, tendo três títulos escolhidos pelo Ministério da Educação para planos de incentivo à leitura. Formação acadêmica: 2012 -2014 Máster em Edição - Universidad Autonoma de Barcelona 2008 -2009 Pos-graduação em Literatura Infantil Juvenil - EINA - Escola de Disseny y Art - Barcelona 2004\2005 Pos-graduação en Literatura Hispano Americana - UAB- Universidad Barcelona 2000\04 Jornalismo - Universidad Católica do Paraná PUC-PR – Brasil Formação complementar: 2008\11 Ilustração - Escola de la Dona - Francesca Bonnemaison - Barcelona Serigrafia, artes e ofícios - La Masana Temporal – Barcelona 2006\12 Diversas oficinas com ênfase em livro ilustrado com Rebeca Luciani, Mariona Cabassa, Gabriela Rubio e outros autores \ ilustradores – España - Italia - Francia - Brasil Técnicas de gravura - Solar do Barão - Professora Denise Roman – Curitiba - Paraná - Brasil

Providência

Prestação de Contas final apresentada, aguardando análise.

2023-04-30
Locais de realização (1)
Curitiba Paraná