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Edição e publicação do livro Canastra - Queijos e Histórias, com textos e imagens sobre o queijo reconhecido como Patrimônio Imaterial Brasileiro pelo Iphan. O livro apresentará suas relações com a cultura, a história, a sociedade e a formação da identidade mineira. Como contrapartida social, realizar palestra online para interessados no tema.
O livro apresentará suas relações do modo de fazer queijo na região da Serra da Canastra com a cultura, a história, a sociedade e a formação da identidade mineira. A relevância do tema para a área cultural brasileira foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 2008, com seu registro como um bem cultural de natureza imaterial. Segundo o Iphan, o queijo da Serra da Canastra é considerado um bem cultural imaterial por possuir relevância para a memória nacional e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira.O livro será dividido em duas partes. A primeira apresenta a formação do território mineiro, a ocupação da região sudoeste e as características que levaram aos assentamentos na região da Serra da Canastra. O trecho fazia parte do antigo "caminho para Goiás", cruzado por bandeirantes, tropeiros, aventureiros e colonizadores. Como a herança portuguesa influenciou as primeiras experiências de criação de gado leiteiro e de produção de queijos. Em paralelo, ampliamos para mostrar a importância do queijo para a formação e reconhecimento da identidade mineira. Conteúdo dos capítulos e subcapítulos previstos para a primeira parte:Capítulo 1 – História e identidade1.1 A formação do território mineiro.1.2 O caminho para Goiás e a ocupação da região sudoeste1.3 A herança portuguesa e os modos tradicionais de se fazer queijo na Serra da Canastra1.4 O queijo e a identidade mineira A segunda parte procura apresentar um panorama contemporâneo da produção do queijo artesanal, por meio de personagens, depoimentos, histórias e dados sobre os produtores da região do canastra. A importância do título de patrimônio cultural imaterial brasileiro, concedido em 2008, para a cultura, o turismo e a economia locais. As relações entre cultura, gastronomia, turismo e belezas naturais da região.Conteúdo dos capítulos e subcapítulos previstos para segunda parte da obra. Capítulo 2 – Patrimônio e Reconhecimento2.1 A conquista do título de patrimônio cultural imaterial brasileiro.2.2 Impactos na cultura, turismo e economia da Serra da Canastra.2.3 Histórias de quem faz queijo.2.4 Reconhecimento internacional. O livro contará ainda com uma introdução, créditos e referências bibliográficas. Os títulos finais dos capítulos e subcapítulos poderão ser atualizados durante o processo de edição.
Objetivo geral Contribuir para a democratização do acesso à cultura por meio da publicação de livro com textos e imagens sobre a história do queijo da Serra da Canastra, apresentando sua importância como patrimônio imaterial brasileiro e suas relações com a história, a cultura e sociedade mineira. Objetivos específicos Publicar 2.750 exemplares do livro Canastra - Queijos e Histórias. Resgatar a memória, a cultura e a identidade brasileira, por meio do registro de histórias, depoimentos e imagens da história do queijo da Serra da Canastra. Como contrapartida social, realizar palestra online para 275 professores e alunos, sendo pelo menos 50% de instituições públicas de educação.
O reconhecimento do jeito mineiro de fazer queijo teve início em 2002, quando o modo artesanal de fabricação do laticínio ganhou o título de patrimônio estadual imaterial. Em 2008, a consagração com o mesmo título, porém um degrau acima: patrimônio nacional, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com os títulos, o queijo mineiro ganhou projeção, impulsionado pela mídia, pela curiosidade e, principalmente, pela qualidade. Sua origem tem assento na tradição portuguesa da Serra da Estrela, onde o produto é elaborado com leite de ovelha e o coagulador usado é o extrato de flor de cardo. Registros documentais dão conta da produção de queijo em Minas Gerais no começo dos anos 1700, com técnicas trazidas pelos colonizadores que chegaram atraídos pela febre do ouro, descoberto em fins do século 17. No processo de ocupação de Minas por portugueses, ficou clara uma semelhança entre as características geográficas (clima, relevo e vegetação) das regiões da Serra do Espinhaço, Salitre e Canastra e aquelas da Serra da Estrela, em Portugal. O artista Jean Baptiste Debret, que passou 15 anos em terras brasileiras, entre 1816 e 1831, descreve a Província de Minas Gerais em seu livro "Viagem pitoresca e histórica do Brasil". Segundo ele, o estado da época "dedica-se à criação de aves e animais, abastece de queijo o Rio de Janeiro e possui fábricas de tecidos, chapéus e roupas brancas". O mineiro desenvolveu um saber próprio da produção de queijo, que hoje é uma das tradições mais marcantes de sua cultura. É também um elemento para o reconhecimento, vide as dezenas as piadas sobre o mineiro e o queijo, revelando que o Brasil enxerga o produto como uma expressão da 'mineiridade'. A identidade que o queijo artesanal de Minas e seu modo de fazer conferem à comunidade é um dos principais fatores para o seu reconhecimento como patrimônio cultural brasileiro. Em Minas Gerais, o queijo artesanal também é sinônimo das suas serras: Serra da Canastra, Serra do Espinhaço, Serra do Salitre. Lá nascem os rios São Francisco, Jequitinhonha e Paranaíba, respectivamente. Dentre estas serras, é a da Canastra, onde nasce o São Francisco, Rio da Integração Nacional, a mais conhecida. Localizada no Sudoeste mineiro e abrangendo diversos munícipios, como São Roque de Minas, Delfinópolis e Sacramento, a região é tão tradicional que o próprio nome passou a ser sinônimo de queijo. Nos mercados de Minas, compra-se o ''canastra'', mesmo que ele tenha sido produzido em outra região. Comprova-se, assim, que a história da fabricação do queijo artesanal em Minas é fruto de um processo de amadurecimento e adaptação do homem às montanhas, produzindo, neste processo, percepções, significados, apreciações, conhecimentos e sentidos que irão constituir referências para a construção de sua identidade. No entanto, é pouco conhecida (e reconhecida) a história da construção desta identidade, ao longo dos séculos, e suas expressões contemporaneas. Por isso a importância de iniciativas voltadas para a pesquisa e divulgação deste patrimônio cultural brasileiro. Neste sentido, entendemos que o projeto está em consonância com os incisos I, II, V e VI do artigo 1º da Lei 8.313/91, pois a publicação do livro Canastra - Queijos e Histórias irá: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Entendemos que o projeto atende ao objetivo do artigo 3º, alínea b, inciso II, da referida lei por se tratar de um livro de valor humanístico, literário e artístico: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.
Miolo Formato: 22 x 27 cm (fechado) Cores: 4x4 Páginas: 180 Papel: couche fosco Capa dura, 4 cores, laminação Guarda: 4 cores Tiragem: 2.750 exemplares
LivroAcessibilidade física - não se aplica.Deficientes auditivos - não se aplica.Deficientes visuais - Para o caso das pessoas com deficiência visual, em consonância com o inciso V do artigo 3º da Lei 13.146 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), será disponibilizada gratuitamente, em um endereço a ser divulgado, uma versão do livro em áudio-book (meios de voz digitalizados).A geração do áudio-book será feita com a utilização de ferramentas online ou softwares de uso gratuito, eliminando a necessidade de prever rubricas para o custeio dessa etapa do projeto. Palestra (contrapartida social)Acessibilidade física - A palestra será realizada online, não exigindo adaptações para o público com necessidades especiais.Deficientes auditivos: A palestra será disponibilizada online com tradução em libras. A ação consta na planilha orçamentária no item INTÉRPRETE DE LIBRAS.Deficientes visuais: A palestra será disponibilizada online com audiodescrição. A ação consta na planilha orçamentária no item SERVIÇO DE AUDIODESCRIÇÃO.
Conforme o Artigo 21 da Instrução Normativa no 2/2019 do Ministério da Cidadania, o projeto propõe: I - doar, além do previsto na alínea a, inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados.
BUSHIDO PRODUÇÕES: O proponente será remunerado pelas rubricas coordenação geral, produção de texto e fotografia. A coordenação geral deverá assegurar a implementação de todas as metas práticas de gestão de pessoas alinhadas às estratégias da execução do projeto para atingir todos os objetivos propostos. O proponente será responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto sem ônus para o projeto.CONRADO MOREIRA: Pesquisa e Produção de TextoMANOELA DOURADO: Editoração Eletrônica*os demais profissionais serão contratados em função da disponibilidade à época da execução do projeto.CURRÍCULOS RESUMIDOSBushido Produções:A Bushido Produções tem ampla experiência no segmento editorial, bem como na produção e gestão de projetos culturais de outras naturezas, contando com os códigos da CNAE relacionados à Edição de Livros (58.11-5-00) e ao Ensino de Arte e Cultura (85.92-9-99), entre outras atividades. O sócio-diretor da Bushido, Guilherme Aragão, tem em seu portfólio dois livros inscritos como pessoa física, aprovados, captados, executados e com as contas prestadas junto ao Ministério da Cultura: Futebol e Arte (Pronac 122086) e Anos Olímpicos (Pronac 1012712). Foi também o editor dos livros de fotografia Reflexos (ISBN 978-85-63325-13-6) e Terra Brasilis – Sombras e Cores (ISBN 978-85-63325-19-8). Além disso, atuou na publicação dos livros Patrimônios do Rio (ISBN 978-85-93282-00-3) e Peirópolis: o Vale dos Dinossauros brasileiro (ISBN 978-85-69628-08-8), entre outras obras recentes.Guilherme Aragão é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com especialização em História do Brasil Pós-30, pelo Centro Universitário Newton Paiva. Atuou por mais de 15 anos como jornalista, repórter e editor, com reportagens nas áreas de cultura, cidades, arquitetura e educação. Conrado Moreira:Conrado Moreira é graduado em Comunicação Social (Relações Públicas) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2013) e pós-graduado (MBA) em Projetos Editoriais Multimidiáticos pelo Centro Universitário UNA (2017). Desde 2010 atua como pesquisador, redator e editor de projetos culturais e editorais desenvolvidos por órgãos públicos, empresas privadas e entidades do terceiro setor. Foi gestor de projetos editoriais e de extensão na Agência de Comunicação Solidária da UFMG (2010 e 2011) e pesquisador e redator de três edições do Almanaque Ilustrado do Jequitinhonha (2011). O almanaque reuniu causos, contos, lendas, poesias e curiosidades de diversas cidades do Vale do Jequitinhonha. Ganhou o prêmio nacional na categoria Projeto de Comunicação para o Terceiro Setor, concedido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (2012). Entre 2012 e 2016 foi produtor executivo da ONG Orquestra Jovem das Gerais. Lá coordenava, na equipe de Comunicação, a produção de conteúdo editorial e jornalístico, por meio da pesquisa, apuração, redação e edição de textos, monitorava a avaliação das atividades do projeto junto aos parceiros e patrocinadores e auxiliava na produção de concertos e outros eventos. Foi responsável pela produção dos textos do livro Patrimônios do Rio (ISBN 978-85-93282-00-3), Vinhos e Artes (ISBN (978-65-84925-02-1) e Estradas de Minas (ISBN 978-65-99099-03-8) e atuou na produção editorial do livro Rio Paisagem Cultural (ISBN 978-85-63325-15-0), entre outras publicações. Manoela Dourado é uma designer editorial que trabalha no mercado há 15 anos com vasta experiência em projetos gráficos e diagramação. Com cursos livres em Direito Autoral pela LabPub, Design Editorial Aplicado a Projetos Gráficos e Assistente em Produção para Editoriais e Publicidade, pelo SENAC, Manoela se especializou em criar projetos gráficos e diagramações para editoras brasileiras, como Novo Século e Sanar. Ela foi fundamental na reformulação da linha editorial da Primavera Editorial, na qual coordenou a identidade visual que a editora assumiria. Participou do projeto e diagramação de obras como Uma mulher não é um homem, Manual de Sobrevivência para o Mundo Corporativo, Great Leader to Work, Serra da Capivara: A surpresa do século (Primavera Editorial) e Box Terríveis Mestres (Grupo Novo Século). Sua produção pode ser verificada aqui: https://www.behance.net/manoeladourado2 .
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.