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PRONAC 212322Apresentou prestação de contasMecenato

Circuito Liberdade Virtual

ASSOCIACAO PRO-CULTURA E PROMOCAO DAS ARTES
Solicitado
R$ 2,73 mi
Aprovado
R$ 2,78 mi
Captado
R$ 500,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
17281106000103COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS COPASA MG1900-01-01R$ 500,0 mil

Eficiência de captação

18.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Preservação de Patrimônio Material
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Museus e memória
Ano
21

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2021-07-01
Término

Resumo

O Circuito Liberdade para o espaço virtual visa promover, preservar, contribuir com a salvaguarda e proteção do patrimônio material e imaterial, bem como os acervos de valor cultural dos quinze equipamentos e centros culturais que integram o Circuito Liberdade localizado em Minas Gerais. O projeto atuará em modal híbrido (virtual/presencial) na execução de suas ações para o atendimento de seus beneficiários.

Sinopse

O Circuito Liberdade A história do Circuito Liberdade se confunde com a história da própria cidade de Belo Horizonte. A transformação da Praça da Liberdade em um complexo cultural foi feita em 2010, mas sua vocação para atividades voltadas à arte, à cultura e à preservação do patrimônio foi construída bem antes, com o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública, o Museu Mineiro e a ocupação da Praça por diversos movimentos culturais. Desde o final do século XIX, quando Belo Horizonte foi planejada para ser a nova capital do estado, a Praça da Liberdade foi projetada para abrigar o centro administrativo, com a construção das secretarias de estado e do Palácio da Liberdade, sede e o símbolo do governo. Sua inauguração aconteceu em 1898 e, tendo sido palco de importantes acontecimentos políticos que marcaram a história de Minas Gerais e do Brasil, o local se tornou naturalmente um dos principais cartões postais da cidade. Em 1938, o Arquivo Público Mineiro – até então sediado em Ouro Preto, antiga capital de Minas Gerais - foi transferido para Belo Horizonte. A instituição passou a ocupar uma edificação eclética construída pela Comissão Construtora da Nova Capital para ser a residência do secretário de Finanças do estado e localizada na Avenida João Pinheiro, no entorno da Praça da Liberdade. Alguns anos depois, em 1954, foi inaugurada a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, a partir do projeto do arquiteto Oscar Niemeyer para o então governador Juscelino Kubitscheck. O edifício foi construído na Praça da Liberdade, próximo ao Palácio, e passou a reunir um acervo significativo de obras de autores nacionais e estrangeiros. Nesta época, a Praça da Liberdade, centro do poder estadual, tornou-se palco de diversas manifestações políticas. Paralelamente a ampliação e modernização do sistema administrativo evidenciavam a inadequação dos palacetes para o exercício das funções de Estado. Tanto é que, neste período, diversas repartições foram transferidas para outros locais da cidade. Com o fim da ditadura no Brasil, a praça tornou-se um espaço de encontro da cultura e da arte - a Feira Hippie foi um marco deste início, mas os prédios ainda eram ocupados com fins administrativos, destoando da nova vocação cultural que despontava. Em 1982, foi inaugurado, ao lado do Arquivo Público, o Museu Mineiro. O equipamento foi instalado em um dos casarões do final do século XIX que faz parte do conjunto arquitetônico original da cidade de Belo Horizonte. Ainda na década de 80, a Praça recebeu uma edificação pós-moderna, que contrastava com as demais estruturas originais da construção da capital. O prédio, que abrigaria um centro de apoio turístico, ficou conhecido popularmente como o Rainha da Sucata. Com um projeto polêmico dos arquitetos Éolo Maia e Sylvio de Podestá, o edifício se destacou pela concepção ousada e pelo uso de materiais ligados à construção e à indústria mineira, como as chapas metálicas enferrujadas pelo tempo. Na década de 90, tem início um movimento de restauração e revitalização da Praça da Liberdade, sendo então as feiras de artesanato e de flores instaladas em outras áreas da cidade. Surgia, assim, um embrião do projeto do Circuito Liberdade, num exercício de reconhecimento e apropriação do patrimônio material, imaterial e ambiental presentes no local. Em 2010, após a inauguração da Cidade Administrativa e transferência oficial do governo para a região norte de Belo Horizonte, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, hoje Circuito Liberdade, se concretiza como um projeto do Governo do Estado. A proposta era reunir, em um mesmo local, espaços culturais diversos, a partir de parcerias com instituições públicas e privadas. A vocação cultural da região, que já abrigava o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública, o Museu Mineiro e o Rainha da Sucata, foi então reforçada com a criação de novos museus e espaços de cultura e formação, que passaram a ocupar os edifícios das antigas secretarias de governo. Em 2015, o Circuito passa a ser gerido pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) e, desde então, vem buscando uma maior articulação com o espaço urbano e os diversos grupos artísticos e populares, consolidando-se como um braço forte da política pública de cultura do governo estadual.O projeto passou por um processo de ampliação do seu perímetro de atuação, considerando os eixos da Avenida João Pinheiro e da Rua da Bahia, o que foi traduzido em seu novo nome: Circuito Liberdade. Dentro desta perspectiva, novos equipamentos passaram a fazer parte do complexo, com a composição de uma agenda integrada aos outros espaços já existentes. Hoje o Circuito Liberdade é composto por 15 instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico. Dentre os equipamentos culturais em funcionamento, oito são geridos diretamente pelo Governo do Estado e os outros funcionam por meio de parcerias público-privadas ou parcerias com instituições públicas federais. Equipamentos públicos sob a gestão do Estado de Minas Gerais Biblioteca Pública Estadual de Minas GeraisPalácio da LiberdadeArquivo Público MineiroMuseu MineiroCentro de Arte Popular CemigCefart LiberdadeBDMG CulturalEspaço Cultural da Escola de Design UEMG Equipamentos sob gestão de parceiros Espaço do Conhecimento UFMGMM Gerdau - Museu das Minas e do MetalMemorial Minas Gerais ValeCentro Cultural Banco do BrasilCasa Fiat de CulturaAcademia Mineira de LetrasCentro Cultural Minas Tênis Clube

Objetivos

OBJETIVO GERAL Promover, preservar, contribuir para a salvaguarda e proteção do patrimônio material e imaterial, bem como dos acervos de valor cultural, por meio da sistematização de informações, educação patrimonial, ações educativo-culturais e a promoção da visitação pública presencial e virtual. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A) Desenvolver e implementar uma plataforma virtual do Circuito Liberdade integrando a comunicação dos quinze equipamentos/centros culturais em linguagem multi-plataforma;B) Realizar atendimento educativo, de forma gratuita, em atividades da educação patrimonial de forma diversificada, presenciais e virtuais para os beneficiários de todo o Circuito Liberdade;C) Promover 1 edital para chamada pública de artistas e/ou coletivos artísticos, com a seleção de até 5 grupos/artistas para ocupação/intervenções artísticas na Praça da Liberdade (Belo Horizonte/MG);D) Criar roteiros pré-definidos para visitação virtual/presencial ao Circuito Liberdade abrangendo todos os seus equipamentos como forma de fomentar o Turismo Cultural;E) Contemplar um público estimado de 50.000 pessoas com ações híbridas elencadas por esta proposta cultural.

Justificativa

Em uma época de revoluções tecnológicas, que visam cada vez mais a atenção das pessoas, conquistar o envolvimento da sociedade se torna uma tarefa ainda mais desafiadora no Brasil, um país jovem, de dimensões continentais, assim, não se pode deixar que pese somente aos órgãos federais, estaduais e municipais a responsabilidade de preservação e proteção do nosso patrimônio. Logo, se faz necessário firmar parcerias, não só com a sociedade, mas entre agentes públicos e privados, para criação de novas formas de modelagem e sustentabilidade, criando soluções aos problemas e desafios que a contemporaneidade nos impõe. Desta forma, este recente impacto das novas tecnologias na produção, fruição e difusão cultural, vem de certa maneira, revolucionando todo o setor cultural e a indústria criativa. Pudemos observar a recente transformação cultural principalmente neste momento pandêmico em virtude da COVID-19 em que diversos projetos, propostas e ações culturais que ora exigem certa limitação técnica para a sua realização, ganharam novo fôlego, graças à acessibilidade a novos recursos e ferramentas digitais que oportunizaram a sua execução. As interfaces entre as novas tecnologias e as diversas áreas culturais são infinitas, como podemos explicitar os museus que através do uso da tecnologia possibilitou a recriação de vários desses espaços virtualmente. O chamado "tour virtual" tornou-se um convite à visitação de exposições de arte realizadas nos grandes museus e galerias do mundo. Agora essas exposições estão acessíveis a públicos que normalmente não teriam a oportunidade de vê-las. Alguns bons exemplos do que a tecnologia é capaz de fazer podem ser vistos no Museu do Louvre, em Paris, (www.louvre.fr), no Museu Van Gogh, em Amsterdam, (www.vangoghmuseum.nl) e no MAC _ Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (www.mac.usp.br). Desta forma, o projeto Circuito Liberdade Virtual, consiste em oportunizar aos seus beneficiários um ambiente virtual, permeando um sistema de visitação virtual a ser disponibilizado sob a mesma perspectiva do olhar do visitante real. A visita virtual - ao ser percorrida de forma contínua e com um programa de acesso à diversas informações e ferramentas contribui ao usuário sentir-se mergulhado na visita, incluindo a liberdade de ir e vir, liberdade de escolha de maior ou menor tempo de permanência frente aos acervos, espaços e/ou exposições dependendo de seu interesse. As ações híbridas consideram principalmente os desafios que a pandemia de COVID-19 impôs às instituições integrantes do Circuito Liberdade, buscando assim renovação e adaptações à nova realidade social, que oportunizam estas novas estratégias de acesso dos beneficiários à produtos virtuais. Cabe ressaltar que atualmente todos os equipamentos/espaços culturais integrantes buscam se reconfigurar para receber os públicos com segurança, alinhado aos protocolos sanitários indicados pelo poder público, de forma a adaptá-los à realidade e necessidades internas. Ademais, destacamos que a iniciativa é alinhada ao conceito e diretrizes da educação patrimonial preconizadas na IN nº 2/2019, que define a Educação Patrimonial como processos educativos coletivos e dialógicos e voltados à formação de sujeitos capazes de compreender, valorizar e preservar o patrimônio cultural. Agentes capazes de promover a preservação. Consideramos assim que o presente projeto articula um processo formativo participativo e dialógico que possibilita que os visitantes/usuários construam uma compreensão própria e se posicionem como sujeitos corresponsáveis pela valorização e pela preservação do patrimônio cultural. Além dos pontos já levantados, o projeto também pretende contribuir diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda construída pelas Nações Unidas em setembro de 2015 e que estabelece um plano de ação e metas para as pessoas e o planeta alcançarem a prosperidade, a paz e os direitos humanos. A proteção e promoção da cultura é uma das metas estabelecidas pela agenda e está explícita dentro do ODS 11: Tornar as cidades e os assentamentos humanos, inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Nesse sentido, o (re)conhecimento, valorização, registro e divulgação das manifestações culturais do estado de Minas Gerais estão em consonância com as ações da comunidade internacional e contribuem para o avanço na agenda e alcance das metas ODS no País. Portanto, o projeto Circuito Liberdade Virtual no que se refere ao Art. 1° da Lei nº 8.313/91, se enquadra nos incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; No que se refere às finalidades do Art. 3° da Lei 8.313/91 a serem alcançadas por este projeto consiste em: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; Diante de todo o exposto, considera-se a presente proposta em sinergia com o Art. 18 § 3° da Lei 8.313/91 no que se refere: g) preservação do patrimônio cultural material e imaterial.

Estratégia de execução

O Patrimônio Cultural A Praça da Liberdade emerge como ponto emblemático da cidade de Belo Horizonte, desde a época da sua construção que data de 1895 a 1897, época também da inauguração da capital mineira projetada pelo engenheiro Aarão Reis.Construída inicialmente sob a influência do paisagismo inglês naturalista, ela passa por sua primeira grande reforma no ano de 1920, quando adota o estilo francês, inspirado nos jardins de Versailles, por ocasião da importante visita dos reis da Bélgica à Belo Horizonte. Pela sua localização, situada na convergência das avenidas Cristóvão Colombo, João Pinheiro -antiga Avenida Liberdade-, Brasil e Bias Fortes, a Praça da Liberdade se torna o local favorito dos mineiros e dos turistas que passam pela cidade e pelo Circuito Liberdade. Disposta simbolicamente no centro de uma arquitetura marcante que reúne construções ecléticas, modernistas e pós-modernista, a Praça da Liberdade é tombada no ano de 1977 pelo IEPHA-MG, como Conjunto Monumental do Centro Cívico do Governo do Estado de Minas Gerais. A Praça abriga ainda um coreto, as fontes do Cruzeiro, da Ninfa e dos Desejos, grandes palmeiras imperiais em sua Alameda Central -conhecida como Alameda Travessia-, esculturas em mármore carrara e um fato interessante para a história da capital: a instalação do primeiro semáforo da cidade no ano de 1929 que encontra-se ainda em funcionamento em seu local original. A Educação Patrimonial e o Turismo Cultural “Turismo Cultural compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura.” (Ministério do Turismo). A interpretação do patrimônio para os visitantes/usuários é considerada como ferramenta educacional e estratégia para o desenvolvimento dos produtos/destinos turísticos, que contribui para uma melhor compreensão e apreciação da experiência turística e, ao mesmo tempo, coopera para a valorização do próprio atrativo indutor da visita. Interpretar é um ato de comunicação que acrescenta valor à experiência do visitante, que pode utilizar todas as formas de expressão e meios para apresentar, informar, realçar elementos e características não perceptíveis no contato da visita: histórias, acontecimentos recentes, fatos marcantes, elementos diferenciais, hábitos e tradições, memórias... Interpretar é mais que informar, é revelar significados, provocar emoções, estimular a curiosidade, entreter, inspirar novas atitudes, proporcionar experiências inesquecíveis e com qualidade. Sendo a arte de apresentar lugares, objetos e manifestações culturais às pessoas, a interpretação do patrimônio é um elemento essencial para sua conservação e gerenciamento. Uma trilha sinalizada para caminhadas ou um roteiro guiado, por exemplo, ao orientar o fluxo de visitantes, acaba por proteger o objeto da visita, valorizando-o como recurso econômico. Os variados meios e técnicas de interpretação do patrimônio visam sensibilizar o turista e enriquecer sua descoberta de forma criativa. É por isso que se diz que interpretar é “construir uma teia integrada de descobertas dos segredos e singularidades do atrativo”. Importante ressaltar, no entanto, que quando se pensa em atrativos culturais, na estruturação de produtos turísticos na área de cultura, existe uma preocupação pertinente com a originalidade e autenticidade, mas quase sempre se ignora as questões relacionadas à qualidade, às estratégias para encantar o público e para estabelecer uma comunicação sensível e criativa. Desta forma, os espaços culturais, os museus e os produtos de cultura podem ser excelentes atrativos do Turismo Cultural, com imensa capacidade para a motivação de públicos em diferentes mercados geográficos. Existem inúmeras referências de sucesso no Brasil e no mundo, como as experiências de Bilbao, São Paulo, Petrópolis, entre outras. A combinação de linguagens acessíveis, com propostas lúdicas e de entretenimento, bem como atividades complementares para garantir o conforto do visitante, excelência na estrutura e nos serviços, mostram que a integração de cultura e turismo pode render ótimos frutos para os dois setores. A título de exemplificação podemos destacar a Estrada Real. Em Minas Gerais os caminhos históricos que foram implantados a partir do século XVII para fazer os deslocamentos de pessoas, víveres e a riqueza das minas, foi transformado em dos mais expressivos roteiros do Turismo Cultural no Brasil. O tradicional circuito das cidades históricas mineiras foi ampliado, revitalizado, dinamizado; novos atrativos foram mapeados, produtos turísticos foram desenvolvidos com propostas de atividades de interpretação e vivência cultural. O patrimônio edificado ganhou novos usos, passou por restaurações e requalificações para abrigar restaurantes, pousadas, centros de arte e cultura, utilizados pelos visitantes e pelas comunidades, em suas atividades cotidianas, para apresentações culturais, artísticas ou para realização de projetos de inclusão social através da cultura. A Estrada Real se configura hoje uma peça fundamental no incentivo ao desenvolvimento sustentável, à diminuição das desigualdades regionais, à geração de emprego e renda e à preservação do patrimônio cultural (material e imaterial) e dos recursos naturais que seus caminhos abrigam (Ministério do Turismo – 2010). Portanto, o projeto pretende dar visibilidade nacional à riqueza cultural, turística e histórica do Circuito Liberdade promovendo seus equipamentos enaltecendo a diversidade de sua programação, de suas ações artístico-culturais e de sua preservação e valorização do patrimônio material e imaterial. No período pós-pandemia de Covid-19, um projeto desta estirpe contribuirá para a retomada do turismo histórico e cultural, auxiliando pequenos e médios produtores culturais, artistas, guias entre outros profissionais do terceiro setor e da economia criativa. Prezada Coordenação-Geral de Admissibilidade e Aprovação, Informamos que atendemos todas as questões apontadas por Vs. Sas., bem como anexamos como item "Memorial Descritivo Detalhado", no campo "Documentos Anexados", o complemento das informações pertinentes para o pleno atendimento da diligência, visto que não havia campo específico para inserção das referidas respostas. Cordialmente, Equipe APPA

Especificação técnica

O Circuito Liberdade Virtual (Plataforma e Aplicativo) Por meio da tecnologia e das novas linguagens, em especial, a realidade virtual, proporcionar a imersão do visitante, não como mero espectador, mas vivenciando a experiência e interagindo com roteiros pré-definidos, de livre acesso a todos os públicos por diferentes meios, que abrigará informações das quinze instituições que compõem o Circuito Liberdade, dentre museus, centros de cultura e de formação que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico. Diferentes meios de acesso: Aplicação digital específica para Site Web, Android, iOS (iPhone), além de ferramentas como o Robô (Chatbot) em redes sociais como Facebook e serviços de mensagens como Whatsapp,Telegram e Skype, fazendo uso de serviços de inteligência artificial para compreensão da linguagem natural e todos funcionando como uma porta de entrada ao Circuito Liberdade e seus equipamentos. Experiência de imersão: Disponibilizar o acesso aos equipamentos/centros culturais em imagens de 360º, permitindo aos visitantes utilizar a Realidade Virtual, para uma imersão completa, vivenciando uma experiência como se estivesse no local, interagindo com os roteiros pré-definidos que poderão ser acessados também sem a realidade virtual. Para cada equipamento/centro cultural, haverá a respectiva informação histórica do patrimônio e a disponibilização de um guia completo ao visitante compreendendo: programação e agenda cultural, áreas visitáveis e seus acervos permanentes, bem como, bilheteria virtual para emissão de ingresso/ticket de visita presencial. Geolocalização: Nos aplicativos (Android e iOS), os equipamentos/centros culturais que integram o Circuito Liberdade serão relacionados à geolocalização, exibindo ao visitante a distância em relação a sua posição, mapa e rotas de como chegar, para que inspirado pela visita virtual possam se deslocar com mais facilidade e mobilidade para uma experiência presencial. Interatividade/Conectividade associada à Geolocalização (Educação Patrimonial) Para além das aplicações funcionais de orientação e receptividade do visitante/usuário nos equipamentos/centros integrados, as funcionalidades do app/web consistirão na interação para promoção da “educação patrimonial” aos usuários. Desta forma, o projeto proporá através da linguagem digital do app/web uma interatividade lúdica com o usuário, compreendendo aplicações de interface de realidade aumentada nos equipamentos/centros culturais onde este usuário esteja visitando remotamente. A aplicação instigará o usuário a coletar informações específicas (eastereggs) nos equipamentos/centros integrados do Circuito Liberdade. Através de inteligência artificial e geolocalização do usuário, este, será convidado a conhecer a historia de nosso estado - Minas Gerais, compreendendo seu povo, sua identidade e suas lutas. Em cada equipamento/centro cultural integrado do Circuito Liberdade QRCodes estarão instalados de modo a integrar essa interação voltada à educação patrimonial. É importante ressaltar que as ações do projeto (sistematização de informações, educação patrimonial, ações educativo-culturais e intervenções/programação artística cultural) objetivam a preservação do patrimônio material e acervos de valor cultural (Produto principal). Destacamos também que o acesso ao acervo digital independe dos meios, ou seja, os aplicativos, site e robô funcionarão simplesmente como portas de entrada ao Circuito Liberdade não podendo ser considerados de forma isolada à sua aplicação e/ou usuabilidade.

Acessibilidade

Como forma de promover o pleno acesso do público com deficiência ou mobilidade reduzida (PCDs) em concordância com Capítulo IV - Seção I - Art. 18 da IN 2/2019 que versa sobre os dispositivos/normativas da Lei 13.146/2015, o projeto realizará/adotará: Produto: Modernização e Equipagem de Museus e Espaços Culturais (Aplicativo e Sitio de Internet) Deficiência Física: As ações propostas visam sua realização em modal híbrido, oportunizando o acesso tanto através dos meios digitais, bem como, oportunizará a visitação dos equipamentos/centros culturais integrantes do Circuito Liberdade de forma presencial. Desta forma, cabe ressaltar que cada equipamento/centro cultural traz plena acessibilidade ao portador de deficiência ou mobilidade reduzida, sendo dotados de piso tátil, rampas de acesso e/ou elevador, corrimãos e banheiros acessíveis. Deficiência Visual: Para a plataforma virtual e aplicação (app) ora propostos por este projeto será desenvolvida em conformidade com Widget de acessibilidade totalmente alimentado por AI do UserWay (conformidade total com ADA / WCAG 2.1). Destaca-se para o perfil de deficiência visual: áudiodescrição, altocontraste, fonte amigável e interface completa para leitores de tela. No que se refere as ações presenciais dos equipamentos/centros culturais integrantes do Circuito Liberdade, destacamos que, a adoção das medidas de acessibilidade aos conteúdos promovidos e/ou expostos por estes, são de responsabilidade de seus curadores e/ou mantenedores. Deficiiência Auditiva: A plataforma virtual e aplicação (app) contará com a extensão Widget de acessibilidade totalmente alimentado por AI do UserWay para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) através de tradução automática e uso de um Avatar 3D, tornando computadores, dispositivos móveis e websites acessíveis para pessoas com deficiência auditiva. No que se refere as ações presenciais dos equipamentos/centros culturais integrantes do Circuito Liberdade, destacamos que, a adoção das medidas de acessibilidade aos conteúdos promovidos e/ou expostos por estes, são de responsabilidade de seus curadores, gestores e/ou mantenedores. Produto:Apresentação Musical Deficiência Física: As ações propostas serão realizadas em espaço público, neste caso, Praça da Liberdade, localizada na capital mineira, do qual, é dotada de plena acessibilidade ao PCD físico ou com mobilidade reduzida consonante as legislações aplicadas. O espaço é dotado de piso tátil, sinalização sonora nos sinais luminosos e cruzamentos do seu entorno, bem como, toda a praça possui desnível de calçada e piso tátil, atendendo portanto às Normas ABNT vigentes. Deficiência Visual: Será disponibilizado programa da intervenção artística musical impresso em BRAILE, contendo as informações dos artistas/grupos que estarão se apresentando, bem como, informações acerca da instrumentação utilizada por estes artistas/grupos selecionados pelo edital proposto. Deficiiência Auditiva: Para atendimento aos PCDs auditivos o atendimento será realizado por intérprete de LIBRAS que será disponibilizado para o acompanhamento das intervenções propostas. Produto: Contrapartida Social Deficiência Física: As ações propostas serão realizadas em ambientes/escolas públicas do estado de Minas Gerais, na capital mineira, que são dotadas de plena acessibilidade ao PCD físico ou com mobilidade reduzida consonante as legislações aplicadas. Nos ambientes de realização das ações serão observados disponibilização de rampas de acesso e/ou elevadores, corrimãos e banheiros acessíveis. Cabe destacar que as ações poderão ser realizadas nos equipamentos/centros culturais integrantes do Circuito Liberdade, que também, dotam de plena acessíbilidade ao público PCD físico. Deficiência Visual: As ações de educação patrimonial propostas na Contrapartida Social, contará com audioguias com opção de audiodescrição. Deficiiência Auditiva: Para atendimento aos PCDs auditivos o atendimento será realizado por intérprete de LIBRAS para o acompanhamento das ações propostas.

Democratização do acesso

Em consonância ao Art. 20 da IN 2/2019 o projeto cultural propõe suas ações através da modalidade híbrida, com ações à serem implementadas para o ambiente virtual e ações de modalidade presencial. Desta forma, o Circuito Liberdade promoverá todas as suas ações de forma gratuita e com plena acessibilidade à todos os públicos e de todas as camadas sociais, estimando conforme detalhamento do plano de distribuição, 100% do acesso aos produtos resultantes de forma gratuita e acessível. Modernização e Equipagem de Museus e Espaços Culturais (Aplicativo e Sitio de Internet) I - estimativa da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: Beneficários: 50.000 pessoas a) 90% (noventa por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística; b) 10 % (dez por cento) para distribuição gratuita para divulgação/patrocinadores; Contrapartida Social I - estimativa da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: Beneficiários: 3.000 pessoas. a) 90% (noventa por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística; b) 10 % (dez por cento) para distribuição gratuita para divulgação/patrocinadores; Em atenção ao Art.21 da IN 2/2019 o projeto adotará: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22;

Ficha técnica

Gestão do Projeto e Coordenação Executiva - APPA Coordenação Geral e do Projeto: FELIPE VIEIRA XAVIER (Presidente APPA) Presidente da APPA, já ocupou de abril de 2017 a maio de 2019 o cargo de Diretor Financeiro da mesma instituição. Possui formação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), se especializando na área cultural através do curso de Captação de Recursos para Projetos P&B pela Funarbe UFV (2009) e do Programa de Desenvolvimento de Dirigentes Organizações Sociais da Fundação Dom Cabral (2017). Atualmente é aluno de MBA Gestão Estratégica de Negócios pela FUMEC. Tem sólida experiência no mercado cultural como sócio fundador de diversas empresas do ramo, como a Arteria (2012) e Pomar Cultural - Quitanda de Ideias (2012), onde realizou diversas atividades de captação, direção artística e gestão administrativa financeira de centenas de projetos culturais de segmentos variados como música popular e instrumental, dança, teatro, audiovisual, circo, literatura, revistas, radiofônicos, entre outros. Coordenação Administrativa e Financeira: GUILHERME DOMINGOS (Diretor Financeiro APPA) Diretor Financeiro na APPA Arte e Cultura, Bacharel e licenciado em Geografia pela PUC-MG, MBA em Gestão Estratégica de Negócios pelo Centro Universitário UNA, participou do PDD / POS pela Fundação Dom Cabral. Carreira desenvolvida na área administrativa e financeira, com experiência em coordenação de equipes diversas, gestão financeira de receitas e despesas, conciliações contábil e bancária, planejamento, coordenação e acompanhamento de indicadores, elaboração de relatórios gerenciais de resultados e financeiros e interlocução com dos diversos atores de um projeto (mantenedores, executores, fornecedores, clientes e beneficiários). Há 10 anos atua na área do Terceiro Setor. Coordenação Técnica: AGOSTINHO RESENDE NEVES (Superintendente de Auditoria APPA) Bacharel em Ciências Contábeis (UFMG) e em Direto (FUMEC), possui pós-graduação em Direito Civil pela PUC-MG e MBA em Gestão Estratégica de Projetos pela FUMEC. Participou ainda do Programa de Desenvolvimento de Dirigentes Organizações Sociais da Fundação Dom Cabral (2017), sendo Auditor Interno da APPA desde o ano 2000, onde realiza auditoria interna e controladoria aplicadas à gestão e ao acompanhamento de projetos Culturais nos âmbitos das leis Municipal, Estadual e Federal de Incentivo à Cultura. Possui carreira consolidada na área de consultoria jurídica e contábil para execução e prestação de contas de projetos culturais e sobre a Legislação de Incentivo à Cultura. Coordenação de Comunicação: DANIEL DE ARAÚJO MOREIRA (Coordenador de Comunicação APPA) Relações Públicas (UniBH), Especialista em Gestão Estratégica da Comunicação (PUC-MG) e Mestre em Administração (Fundação Pedro Leopoldo). Atuou em organizações privadas, com ou sem fins econômicos, gerindo o setor de marketing e/ou comunicação. Durante seis anos, lecionou, em instituições de ensino superior de Belo Horizonte e Contagem, disciplinas relacionadas a comunicação, marketing, planejamento, estratégia e gestão. Atualmente, é coordenador de comunicação da APPA. Foi gerente de marketing e inteligência de mercado de uma importadora de produtos médico-hospitalares, consultor de marketing de uma startup (gestão de condomínios) e de uma cooperativa (proteção e/ou assistência patrimonial). Antes, durante cerca de oito anos e em diversas funções, foi colaborador / consultor de uma associação cujo objetivo principal era fortalecer a gestão de outras organizações.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-03-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais