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Produção de filme documental de média-metragem, com duração de 52 minutos, finalizado em DCP, resolução Full HD 2K. Estrada de sementes é um registro audiovisual e sonoro idealizado pela cantora e compositora ISAAR como um reencontro com algumas de suas mestras. O documentário pretende acompanhar Isaar numa viagem do litoral ao sertão de Pernambuco, na busca por compreender suas ancestralidades através de uma proposta de compartilhamento dos cotidianos, fazeres e saberes dessas mulheres que representam uma espécie de alicerce tanto para ela quanto para as comunidades que as circundam.
Viajando do litoral ao sertão de Pernambuco, a cantora e compositora ISAAR reencontra as mulheres que influenciaram sua música e dão presença a sua ancestralidade. ESTRADA DE SEMENTES é o projeto de registro audiovisual – em formato de documentário musical – que promoverá esses encontros. Partindo da ciranda de LIA, na praia de Itamaracá, e da zona rural de Abreu e Lima, com AS FILHAS DE BARACHO, o musical chega a Olinda para encontrar a coquista DONA CILA, no bairro do Varadouro. Celebrando com sua música e suas mestras, Isaar vai a Condado, na Zona da Mata Norte, para rever o Cavalo Marinho de NICINHA. É de lá que o projeto adentra o Sertão, revelando a vastidão sonora e as transformações da paisagem pernambucana. Em Arcoverde, o encontro é com o samba de coco das IRMÃS LOPES, no antigo casario da cidade. O musical segue viagem pela caatinga pernambucana e a última parada é para rever DONA AMÉLIA, no Samba de Véio das prainhas fluviais da Ilha de Massangano, em Petrolina. Estrada de Sementes é sobre música e encontros. É sobre mulheres negras que, em suas trajetórias artísticas, celebram a contínua reinvenção da vida em suas comunidades. Remanescente do manguebeat e ícone da cultura regional pernambucana, Isaar é uma artista universal e cidadã urbana, da cosmopolita e caótica cidade do Recife. Sua vida artística tem origens na cultura popular, expressão com forte presença em seu trabalho até hoje. É na busca por essas origens que ela vai visitar a vida e o trabalho de mulheres que foram referências em sua formação artística. Através de sua visão doce e poética, vamos conhecer as histórias e de cada uma delas. Classificação indicativa: Livre
Objetivo geral Produzir e disponibilizar em festivais, plataformas de streaming e canais de TV, um documentário musical de 52 minutos a ser filmado em 6 municípios de Pernambuco, valorizando o patrimônio imaterial de Pernambuco e dando visibilidade à produção musical de artistas populares do estado de Pernambuco Objetivos Específicos - Produzir um documentário de com 52 minutos para circulação em festivais de cinema, plataformas de streaming e canais de TV com versões com recursos de acessibilidade: audiodescrição, Libras e legendas para surdos e ensurdecidos (LSE) do produto final. - Realizar 4 exibições em escolas públicas do ensino médio seguido de debate com as realizadoras sobre o processo cirativo e de realização.
Isaar é uma das mais importantes cantoras e compositoras de sua geração no estado de Pernambuco. Sua carreira e sua música original manifestam uma relação antiga com os brinquedos da cultura popular, sem deixar de transbordar contemporaneidade, com um trajeto que passa pelas bandas Cumadre Fulozinha, Orchestra Santa Massa (com DJ Dolores) e por parcerias com a Banda Eddie, Mundo Livre S/A, Antônio Nóbrega, Siba e a Fuloresta e Cidadão Instigado. As matrizes de sua trajetória, tanto individual como coletiva, porém, nunca foram muito claras e se transformaram na inquietação que motiva este percurso de descobertas através de suas principais mestras: as mulheres que, de certa forma, são alicerce para que seja, ela também, uma mulher e artista negra na sociedade. O que Lia de Itamaracá, Dulce e Severina Baracho, Dona Cila, Nicinha, as Irmãs Lopes e Dona Amélia tem em comum, para além de sua relação com a música e o papel que desempenham em suas comunidades, é o que representam no imaginário de Isaar, na tentativa de preencher lacunas de sua história, da qual aos poucos vai tomando consciência, na medida em que cria música e compartilha também seus saberes musicais. Estrada de Sementes se pretende registro e celebração da musicalidade de Isaar para além da própria música. Com a intenção de refazer o trajeto de sua história e de suas ancestralidades, aspectos constitutivos que decisivamente se refletem em seu trabalho, Isaar se motivou se apropriar de ferramentas para, através das trocas com suas principais mestras, desvendar os percursos de sua história de maneira mais ampla e profunda. O documentário pretende acompanhar Isaar na busca por compreender suas ancestralidades através de uma proposta de compartilhamento dos cotidianos, fazeres e saberes dessas mulheres que representam uma espécie de alicerce tanto para ela quanto para as comunidades que as circundam. Referências de mulheres negras que deixam um legado de liderança com um claro papel entre os seus, elas se colocam como o caminho para que Isaar preencha as lacunas de sua própria história, através da celebração das pequenas coisas da vida, do compartilhamento de seus cotidianos e de sua música. O presento projeto tem como objetivo o fomento à produção cultural e artística, mediante a produção de obra cinematográfica de média metragem, conforme Art 3º, inciso II _ a da Lei 8.313/91 através do qual atenderá aos fins da referida norma, em seu Art. 1º, a saber: contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (inciso I), promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais (inciso II), salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira (inciso V), preservar os bens imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro (inciso VI), estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória (inciso VIII), bem como priorizar o produto cultural originário do País (inciso IX).
Como Contrapartida Social do projeto serão realizadas 4 exibições em escolas públicas do ensino médio seguido de debate com as realizadoras sobre o processo cirativo e de realização.
Duração: 52 minutos Formato do Produto Final: Digital HighDefinition 4K Contrapartida Social: 4 exibições do filme em escolas públicas do ensino médio seguido de debate com as realizadoras. Cada evento terá 3 horas de duração e terá público de 100 pessoas, entre alunos e professores do ensino médio.
O filme prevê a produção de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos (LSE) e cópias com os recursos aplicados para disponibilidade nas diversas plataformas (cinema, TV e internet - Youtube). Serão viabilizadas exibições através de convênios com mostras voltadas para pessoas com deficiência, como o extremamente bem-sucedido Festival VerOuvindo, em Recife e encorajadas exibições em salas que permitam aplicação dos recursos de acessibilidade.
O filme será disponibilizado em plataformas de streaming e em canais de TV. Depois do período de exclusividade previsto em contrato com a Distribuidora, será disponibilizado gratuitamente na internet, através do Youtube. Serão oferecidas na equipe bolsas de estágio a estudantes de cinema da rede pública ou privada de ensino superior, conforme medidas elencadas no art. 21 da Instrução Normativa nº 02/2019. Como Contrapartida Social do projeto serão realizadas 4 exibições do filme em escolas públicas do ensino médio seguido de debate com as realizadoras sobre o processo cirativo e de realização. Cada evento terá 3 horas de duração e será voltado para a conscientização para a importância da música e da cultura popular.Cada exibição com debate será voltado para 100 pessoas, entre alunos e professores do ensino médio.
Carnaval Filmes - Empresa Produtora: A CARNAVAL FILMES é uma produtora brasileira de desenvolvimento de projetos artísticos em diversas linguagens, com foco em cinema autoral, principalmente filmes de longa-metragem e conteúdos originais para televisão e plataformas online, direcionados para os públicos adulto e infanto-juvenil. Foi criada, em 2017, pelos experientes produtores João Vieira Jr. e Nara Aragão, parceiros há 18 anos em diversos projetos de destaque do cinema brasileiro. Lançou recentemente os filmes "Casa", de Letícia Simões; "Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar", de Marcelo Gomes; "Greta", de Armando Praça; "Fim de Festa", de Hilton Lacerda ; a série de animação "Bia Desenha", de Neco Tabosa e Karol Pacheco; e a série “Chão de Estrelas” para o Canal Brasil Atualmente, a CARNAVAL FILMES se prepara para lançar os filmes “Paloma", de Marcelo Gomes; e a coprodução "Fortaleza Hotel", de Armando Praça. Isaar - Roteiro e Direção / Artista principal: Isaar é uma das mais importantes cantoras e compositoras de sua geração no estado de Pernambuco. Sua carreira e sua música original manifestam uma relação antiga com os brinquedos da cultura popular, sem deixar de transbordar contemporaneidade, com um trajeto que passa pelas bandas Cumadre Fulozinha, Orchestra Santa Massa (com DJ Dolores) e por parcerias com a Banda Eddie, Mundo Livre S/A, Antônio Nóbrega, Siba e a Fuloresta e Cidadão Instigado. Tatiana Almeida (Tita) - Roteiro e Direção: Tita é diretora, roteirista e montadora de cinema, vídeo e artes visuais. Desde 2009 trabalha junto a comunidades indígenas e tradicionais no desenvolvimento de projetos culturais e de criação artística compartilhada. Integra o corpo de colaboradores do Vídeo nas Aldeias – projeto com mais de 30 anos de produção audiovisual indígena no Brasil – atuando na coordenação de oficinas de formação, na concepção e desenvolvimento de projetos e em processos coletivos de direção, roteirização e montagem de obras cinematográficas. É co-diretora, roteirista e montadora de Martírio, Melhor Filme Longa-metragem Brasileiro de 2017 pela Abraccine | Melhor Documentário Longa-metragem Brasileiro de 2017 - APCA | Melhor Filme longa-metragem (Júri Popular) e Prêmio Especial do Júri Oficial no 49º Festival de Brasília| Melhor Longa Latino-americano no 31º Festival Internacional de Cine de Mar del Plata | Nara Aragão - Roteiro e Produção: Nara Aragão é produtora de live-action e animação. Graduada em Comunicação Social e com Mestrado em Comunicação pela UFPE. Trabalhou na REC Produtores Associados de 2001 a 2017, da qual chegou a ser sócia, quando fundou junto com João Vieira Jr. a Carnaval Filmes. Em animação, produziu a série Bia Desenha (TV Cultura, TV Brasil, Canal Futura), é produtora e roteirista das séries DÓ RÉ MI Fadas e Contos de Mungará. Com extensa carreira em produções live-action, foi produtora executiva dos longas Viajo porque preciso, volto porque te amo (Marcelo Gomes e Karim Aïnouz), Era uma vez eu, Verônica (Marcelo Gomes) e Tatuagem (Hilton Lacerda). Produziu os longas Fim de Festa (Hilton Lacerda) e Paloma (Marcelo Gomes), Estou me guardando para quando o carnaval chegar (Marcelo Gomes) e Casa (Letícia Simões) e a série Chão de Estrelas (Hilton Lacerda) para o Canal Brasil. Coproduziu o longa Greta (Armando Praça) e foi produtora executiva da série Fim do Mundo (Hilton Lacerda) também para o Canal Brasil. Mestras: Dona Cila - 84 anos, moradora do Varadouro, Olinda, cidade vizinha da capital, Recife, Cecília Maria de Oliveira, conhecida como Dona Cila, começou a carreira muito jovem com o Coco de Umbigada do Guadalupe e depois seguiu para carreira solo. Ganhadora de prêmios nacionais, foi depois que subiu no palco do Festival Rec Beat, no Marco Zero, que ganhou projeção internacional a partir da Banda Nação Zumbi com a qual participou do Cd Rádio Samba. Gravou um disco com a banda Belga Think of One, onde seguiu em turnê pela Bélgica, Espanha, Croácia e Japão. Lia de Itamaracá - 81 anos , nascida e criada na Ilha de Itamaracá, há 56 Km do Recife, Maria Madalena Correia do Nascimento, a Lia, tem é cantora desde os 12. É reconhecida como patrimônio cultural de Pernambuco, obteve o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atuou em produções cinematográficas, como a participação que fez recentemente no filme “Bacurau”, e viajou o mundo levando a cultura popular pernambucana. Filhas de Baracho - Severina, 55 anos, natural de Nazaré da Mata e Maria Dulce, 67 anos, de Carpina, Zona da Mata Norte, carregam um sobrenome de importância histórica para a cultura popular pernambucana e brasileira. Filhas de Antônio Baracho da Silva, ou simplesmente Baracho, falecido em maio de 1988, elas assumiram a responsabilidade de manter e divulgar o trabalho de seu pai: a ciranda. Considerado, entre cirandeiros e estudiosos da cultura popular, o precursor desta manifestação em Pernambuco, Baracho foi um agitador popular e um dos maiores compositores de ciranda do estado. Nicinha - 52 anos, moradora de Condado, Zona da Mata Norte. Mestra Nice Teles é uma artista popular negra criada nas tradições interioranas da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Filha de cortador de cana, desde os 10 anos acompanhava os pais nos folguedos na cidade de Condado. Desafiando a predominância masculina no Cavalo-Marinho e no Maracatu Rural, atua como cantadeira e dançarina. Iniciou sua trajetória como brincante do Cavalo Marinho Estrela Brilhante e hoje está à frente do Maracatu Estrela de Ouro. Irmãs Lopes - 86 anos, moradora de Arcoverde, Sertão do Moxotó, a mestra Severina Lopes é a grande líder do grupo, artista premiada e reconhecida nacionalmente, forte exemplo de dedicação a tradição do coco de Arcoverde. Os integrantes do grupo Samba de Coco Irmãs Lopes são os precursores do coco de Arcoverde, família de brincantes com suas raízes fincadas na cidade desde 1916. Dona Amélia - 85 anos, nascida na Ilha do Massangano, entre Petrolina e Juazeiro, Sertão do São Francisco. Menina que nunca aprendeu a nadar, mas aprendeu a cantar, dançar e liderar seu “povo”. Na festa de Reis, no canto das Alimentadeiras, nas festas de Santo Antônio e no cotidiano da comunidade, a presença dela é fundamental. De música local, o Samba de Véio passou a ser um ícone da cultura popular, símbolo de Petrolina e do Rio São Francisco. E Amélia Oliveira da Silva, a mestra, tornou-se Dona Amélia, o “Dona” se incorporou ao nome como um título de nobreza.
PROJETO ARQUIVADO.