| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33592510000154 | VALE S.A. | 1900-01-01 | R$ 1,90 mi |
O projeto de itinerância da exposição "Imagens que não se conformam" percorrerá três estados, uma oportunidade inédita de apresentar aos públicos de diversas partes do país a Coleção do IHGB, divulgando suas obras mais raras e significativase criando a possibilidade diálogo entre a coleção e a criação de artistas contemporâneos locais. Como contrapartida social serão realizados vídeos educativos com a participação de alunos da rede pública de ensino que irão relatar suas experiências e sensações sobre a exposição.
DEVIDO AO LIMITE DE CARACTERES, O CONTEÚDO COMPLETO COM DEMAIS AÇÕES E INFORMAÇÕES DO PROJETO, ENCONTRAM-SE NO ANEXO "TEXTOCOMPLETOININERÂNCIAIMAGENS".Produto: Exposição de arte - ITINERÂNCIAO programa compreende um processo continuado de produção da itinerância, considerando as montagens e desmontagens nos três municípios.Documentário da itinerânciaO documentário será filmado nos locais das itinerâncias ou em outras locações que sejam relacionadas ao assunto central da exposição, assim como poderão contar com inserções de imagens de obras, documentos, depoimentos relativos à exposição, de acordo com as decisões conceituais propostas. Visitas educativasSerão promovidas visitas educativas nas exposições.Material educativoO material educativo é composto por um Caderno Educativo e um jogo. Está organizado em atividades que dialogam com cada um dos cinco núcleos da exposição e inclui atividades que foram realizadas/adaptadas pela equipe de educação dos museus e espaços culturais da itinerância, bem como, atividades desenvolvidas especialmente para o material, além da interação e as considerações do público.Conversas de galeria presenciaisO projeto reúne pensadores, artistas e curadores na sala de exposições para dialogar sobre temas relacionados com a mostra em cartaz e questões ligadas à arte e ao pensamento contemporâneo. Produto: CONTRAPARTIDA SOCIALTambém serão realizados vídeos educativos com a participação de alunos da rede pública de ensino que irão relatar suas experiências e sensações sobre a exposição. O vídeo, além das ferramentas digitais de acessibilidade, será distribuído para a rede de escolas dos municípios que receberem a exposição.
Objetivo Geral:A exposição Imagens que não se conformam propõe diálogos contemporâneos sobre a história do Brasil a partir da coleção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).A instituição acadêmica foi fundada em 1838, na cidade do Rio de Janeiro, e, desde então, reúne estudiosos da história, da geografia e das ciências sociais dedicados a pensar a sociedade brasileira. A missão institucional se consolidou em torno do objetivo de coligir documentos da história do Brasil, formando uma das mais importantes brasilianas conhecidas entre nós. Na sua origem, a coleção geral se formou com o sentido de contribuir para a afirmação do estado nacional, cuja independência havia sido declarada em 1822. O IHGB fez, assim, parte do conjunto das instituições que participaram do processo de consolidação do Império do Brasil e tinha como patrono o imperador dom Pedro II. Seu perfil se renovou em tempos republicanos e de democracia, aprofundando sua dedicação ao patrimônio cultural. I. A partir do diálogo com a criação da arte contemporânea, a exposição busca renovar os significados das peças da coleção do IHGB para interrogar, do ponto de vista artístico, as visões sobre a história do Brasil. II. Com isso, a exposição Imagens que não se conformam lida com questões prementes, como a reparação histórica associada, aqui, aos discursos identitários e ao protagonismo de artistas descendentes dos povos originários, afrodescendentes e de gêneros dissidentes, ausentes das imagens da história. III. Se o conhecimento histórico tem o compromisso de reconhecer o que é próprio de cada época, ordenando a distância entre passado, presente e futuro, o olhar de artistas contemporâneos sobre a história explora ressonâncias do passado e latências do tempo a partir da crítica do presente, promovendo abordagens transversais e insurgentes da história. IV. Identifica-se uma ênfase em acontecimentos passados que insistem no presente, processos traumáticos e tragédias que se mantêm inconclusos, assim como sonhos que nunca acabam e que alimentam as expectativas sobre o futuro do Brasil. Nesse sentido, a exposição busca destacar o que há de contemporâneo nas antiguidades e o que há de histórico no contemporâneo. V. Assim, o inventário de diferenças entre história e arte serve para valorizar o deslocamento de narrativas, instaurar novos modos de ver, recontextualizar fatos históricos e reclassificar vestígios, desafiando as fronteiras entre o antigo e o novo, a tradição e o contemporâneo, confrontando o quadro de ideias estabelecidas e de formas consagradas.Acreditando que a arte interroga a história, o Instituto Odeon e o IHGB se juntam para pensar a construção do Brasil, contribuindo para pensar historicamente o presente.Objetivos Específicos:Produto Exposição de Arte- Itinerância da exposição Imagens que não se conformam por 03 municípios: Belém (PA), São Luís (MA) e Belo Horizonte (MG);- 01 Vídeo-Documentário sobre a itinerância;- 09 intervenções artísticas executadas por artistas regionais convidados _ sendo 03 em cada um dos 03 municípios da itinerância;- 03 conversas de galerias presenciais com os artistas convidados e curadores regionais;- Material educativo sobre a itinerância da exposição.Produto Contrapartida SocialSerá realizada 01 visita educativa por cidade (total 03 visitas educativas) com a participação de alunos da rede pública de ensino que irão relatar suas experiências e sensações sobre a exposição. A visita será registrada e, a partir dela, produzido um vídeo educativo a ser distribuído para a rede de escolas dos municípios que receberem a exposição.
A exposição Imagens que não se conformam foi realizada entre maio de 2021 e março de 2022, em uma parceria que envolveu o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). O projeto propõe a itinerância por três cidades em três diferentes estados, buscando difundir o conteúdo apresentado na mostra, a qual buscou renovar os significados das peças da Coleção IHGB para interrogar, do ponto de vista artístico, as visões sobre a história do Brasil, propondo um diálogo com criações contemporâneas. Com curadoria de Marcelo Campos, curador-chefe do MAR, e Paulo Knauss, sócio do IHGB, a mostra reúne cerca de 200 itens, entre fotografias, manuscritos, pinturas, lambe-lambes, esculturas e vídeos. A coletiva lida com questões prementes, como a reparação histórica associada, aqui, aos discursos identitários e ao protagonismo de artistas descendentes dos povos originários, afrodescendentes e de gêneros dissidentes, ausentes das imagens da história. O IHGB foi fundado em 1838, na cidade do Rio de Janeiro, e, desde então, reúne estudiosos da história, da geografia e das ciências sociais dedicados a pensar a sociedade brasileira. A missão institucional se consolidou em torno do objetivo de coligir documentos da história do Brasil, formando uma das mais importantes brasilianas conhecidas entre nós. Na sua origem, a coleção geral se formou com o sentido de contribuir para a afirmação do estado nacional, cuja independência havia sido declarada em 1822. O IHGB fez, assim, parte do conjunto das instituições que participaram do processo de consolidação do Império do Brasil e tinha como patrono o imperador dom Pedro II. Seu perfil se renovou em tempos republicanos e de democracia, aprofundando sua dedicação ao patrimônio cultural. "Estão presentes raridades como o Marco de Cananeia, lápide do século XVI que é um dos vestígios mais antigos da colonização portuguesa no Brasil, além de muitas outras peças do século XIX e XX. Há peças que surpreendem, como a pá que dom Pedro II usou para inaugurar a obra da primeira estrada de ferro brasileira e há peças que emocionam, como a famosa Roda dos Expostos usada para receber crianças abandonadas por suas famílias e que evidencia, a partir da história da infância, o drama da construção da sociedade no Brasil", conta Paulo Knauss. Além de itens da Coleção IHGB, a exposição também conta com obras de artistas nacionais contemporâneos criadas por nomes como Berna Reale, Daniel Lannes, Diambe da Silva, Edgar Duviver, Gê Viana, Marcela Cantuária, Moisés Patrício, Paulo Nazareth, Rubem Valentim, Sallisa Rosa, Sofia Borges, Uýra Sodoma, entre outros. "Presentificar o passado e rever os modos e personagens historicamente inscritos é uma tarefa a qual nos dedicamos. Assim, procuramos trabalhar, pelo viés da arte contemporânea, com falas, interpretações e presenças que nos possibilitam o avesso das representações, ampliando-as, para além do exposto", explica Marcelo Campos. A itinerância ainda intenciona promover a realização de três intervenções de artistas regionais em cada um dos municípios selecionados. Os artistas serão selecionados pelos curadores da mostra em diálogo com um curador regional convidado. Sendo assim, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do art. 1º da lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; A proposta ora apresentada para a captação de recursos por meio da Lei 8.313/91 refere-se principalmente aos custos e despesas destinados à produção da itinerância e deslocamentos da exposição, para ser difundida por três municípios do Brasil, distribuídos entre as regiões Norte, Nordeste e Sudeste, previstas para serem executadas ao longo dos anos de 2022 a 2023. Através do incentivo, será possível atender ao art. 3º da lei citada proporcionando: II - fomento à produção cultural e artística, mediante c) realização de exposições e ações educativas e culturais; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) manutenção, ampliação e equipamento de museus, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Compreendendo que a arte e a cultura visual cumprem um papel fundamental na constituição de subjetividades criadoras, capazes de lidar criticamente com os desafios do momento histórico, neste princípio de século XXI, a exposição será, portanto, um espaço de exercício emancipatório do discurso simbólico. O apoio junto a este Ministério garantirá também o fomento à produção artística de artistas regionais, visto que serão produzidas obras destes artistas, selecionadas também por curadores regionais, de forma a dialogarem com a exposição. O recurso da lei favorecerá ainda, incentivar a parceria e as ações culturais junto às instituições selecionadas nesses estados, a fim de garantir que estas tenham uma programação artística e cultural menos dependente dos repasses municipais diretos, que em sua maioria encontram-se com instabilidades resultantes dos tempos de crise econômica.
Sobre Deslocamentos: Segue detalhamento dos beneficiários das despesas de deslocamento (passagens/hospedagens/diárias), suas funções no projeto, trechos e justificativa quanto à necessidade. É importante observar que os deslocamentos partem do Rio de Janeiro, cidade base da produção do projeto, onde foi realizada a primeira montagem da exposição e onde está situado o IHGB e sua coleção. Pré-produçãoCarlos Gradim - Diretor GeralPaulo Knauss - CuradorDiretor de Produção - Profissional a escolher Trechos: RJ X MA X RJ // RJ X MG X RJ // RJ X PA X RJ Justificativa: Nesta etapa são necessários deslocamentos para realização de visita técnica ao espaço que receberá a exposição; reuniões com curadores e artistas locais; reuniões com produtores locais para desenvolvimento de estrutura logística. Etapa de Produção (pré-montagem)Diretor de Produção - Profissional a escolher Trechos: RJ X MA X RJ // RJ X MG X RJ // RJ X PA X RJ Justificativa: Nesta etapa será necessário deslocamentos para acompanhamento e ajustes na produção in loco. Etapa de Produção (montagem)Carlos Gradim - Diretor GeralPaulo Knauss - CuradorDiretor de Produção - Profissional a escolherArquiteto - Profissional a escolher02 courriers Trechos: RJ X MA X RJ // RJ X MG X RJ // RJ X PA X RJ Justificativa: Montagem e abertura da exposição. ---------------------------------- Imagens que não se conformam Inventário de diferenças A exposição Imagens que não se conformam propõe diálogos contemporâneos sobre a história do Brasil a partir da coleção do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB). A partir do diálogo com a criação da arte contemporânea, a exposição busca renovar os significados das peças da coleção do IHGB para interrogar, do ponto de vista artístico, as visões sobre a história do Brasil. Com isso, a exposição Imagens que não se conformam lida com questões prementes, como a reparação histórica associada, aqui, aos discursos identitários e ao protagonismo de artistas descendentes dos povos originários, afrodescendentes e de gêneros dissidentes, ausentes das imagens da história. Se o conhecimento histórico tem o compromisso de reconhecer o que é próprio de cada época, ordenando a distância entre passado, presente e futuro, o olhar de artistas contemporâneos sobre a história explora ressonâncias do passado e latências do tempo a partir da crítica do presente, promovendo abordagens transversais e insurgentes da história. Identifica-se uma ênfase em acontecimentos passados que insistem no presente, processos traumáticos e tragédias que se mantêm inconclusos, assim como sonhos que nunca acabam e que alimentam as expectativas sobre o futuro do Brasil. Nesse sentido, a exposição busca destacar o que há de contemporâneo nas antiguidades e o que há de histórico no contemporâneo. Assim, o inventário de diferenças entre história e arte serve para valorizar o deslocamento de narrativas, instaurar novos modos de ver, recontextualizar fatos históricos e reclassificar vestígios, desafiando as fronteiras entre o antigo e o novo, a tradição e o contemporâneo, confrontando o quadro de ideias estabelecidas e de formas consagradas. Acreditando que a arte interroga a história, o MAR e o IHGB se juntam para pensar a construção do Brasil, contribuindo para pensar historicamente o presente. Presentismo Entre 1835 e 1845, o dinamarquês Peter W. Lund (1801-1890) inaugurou a pesquisa da paleontologia no Brasil e abriu o campo da prática arqueológica, explorando as muitas grutas da região mineira de Lagoa Santa. Inúmeros fósseis foram encontrados, identificando a existência de mamíferos imensos extintos, como os ossos de uma preguiça gigante, que confirmaram que a vida pelas terras do Brasil era muito mais antiga do que se supunha. Mas foram os 30 esqueletos revelados que chamaram atenção, alimentando, desde então, a interrogação sobre a antiguidade da presença humana na América do Sul. O homem da Lagoa Santa é um símbolo da história da ciência no Brasil do século XIX. Diante do crânio, não há como escapar do debate sobre a origem do Brasil e a ideia comum de que a evolução distancia o passado do presente. A universalidade do crânio, porém, sugere que o largo passado humano é mais próximo do que se supõe. O tema do crânio aparece na criação contemporânea de Paulo Nazareth e coloca o futuro em dúvida. O ponto de vista presentista embaralha a ordem do tempo. Cores da história Usualmente, as cores são vistas como próprias do domínio dos artistas. Ao longo da história, porém, as cores se afirmaram como marcas de identidades e hierarquias sociais. No Ocidente, as cores se tornaram a base da heráldica, arte e ciência dos símbolos de identificação de famílias, grupos sociais, nações, instituições e até marcas comerciais. A origem ocidental desse código de cores está associada à história da cavalaria europeia medieval e à afirmação da hereditariedade como princípio de organização social, daí sua relação com a genealogia de famílias e das nações. O código das cores acompanhou igualmente as tradições religiosas e a representação dos atributos de divindades. No Brasil, a heráldica se institucionalizou na época do Império com a criação do Cartório de Nobreza e Fidalguia. O mais destacado escrivão oficial foi o artista de origem francesa Luis Aleixo Boulanger (1789-1874), autor do armorial mais importante da época. Nos brasões de armas, a combinação de cores inscrevia a identidade aristocrática. Na criação artística contemporânea, a memória das cores serve de fonte para abordar a história da diáspora africana, afirmando identidades étnicas e denunciando o racismo que classifica a cor da pele. Na obra de Juliana dos Santos, o azul da estamparia adire, de tradição iorubá, ressurge no manto do rei e da rainha do congado. A cor ganha sentido sagrado ao se relacionar a imagens religiosas, como no caso de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos ou Iemanjá. De outro modo, as cores na pintura de Rubem Valentim se combinam a formas que criam emblemas étnicos e permitem reconhecer caminhos da imaginação heráldica. Pelo exercício do colorido, os artistas revelam genealogias apagadas e promovem uma interpretação da história pela experiência da cor. Usos do passado O que é preciso lembrar? Quem recorda quando um país tem memória? A essas perguntas, as repostas que se apresentam são, muitas vezes, institucionalizadas por narrativas dominantes. O Marco da Cananeia, peça em pedra de lioz datada de c. 1505, expressa o domínio do território por colonizadores europeus no atual litoral paulista, depois da chegada dos portugueses em Porto Seguro. No entanto, povos originários já habitavam as mesmas terras. Em iniciativas atuais, a luta pelo direito à terra continua sendo uma pauta de grupos tradicionais, indígenas e quilombolas. Yacunã Tuxa, por exemplo, cria colagens e ilustrações apresentando a discussão sobre os direitos de povos originários. Nas obras de Yacunã, as mulheres indígenas votam, protestam em passeatas, mesclam memórias ancestrais com ambientes contemporâneos. Uyrá Sodoma denuncia a destruição da floresta na série de fotografias A última floresta, na qual a artista se mimetiza a madeiras e plantas calcinadas. Uyrá denuncia desmatamentos e desaparecimentos de espécies botânicas, como as registradas por missões como a de Carl Von Martius e João Barbosa Rodrigues. Em Sallisa Rosa, temos obras que mostram a apropriação metropolitana de nomes e termos em línguas originárias, agora nomeando farmácias, joalherias, lojas de pneus e marcas de cerveja. Artistas indígenas do nosso tempo conduzem releituras da história do Brasil e provocam novos olhares sobre vestígios antigos. Reparação histórica Tanto o registro e a memória quanto a reparação histórica se aproximam dos gestos artísticos contemporâneos. Diambe Silva, em ações performáticas denominadas Devolta, se coloca diante de monumentos da cidade interrogando o protagonismo de personagens associadas à violência histórica da escravidão. O artista propõe, assim, uma espécie de “ponto de fogo”, prática de matrizes afro-brasileiras que circunda lugares e pessoas para a libertação, a cura, o descarrego por meio de uma roda de fogo. Na constituição de grupos marcados pelos traumas da escravização, mesmo deslocados por diásporas, orfandades, as famílias são refeitas a partir de laços de parentescos agora ancestrais, como explicitam as obras de Moisés Patrício, da série Álbum de família. Assim, na partilha de segredos dos cultos, como as mandingas presentes nos cadernos dos revolucionários malês, as heranças e afinidades se prolongam por séculos nas famílias de santo na religião do candomblé. Em Gê Vianna, a presença da ancestralidade deslocada em cotidianos banais, nas ruas, nas feiras, se emparelha à comparação dos registros históricos colonialistas. A imaginação da arte é necessária ao desmonumentalizar narrativas predominantes e promover a reparação histórica.
VISITAS MEDIADAS Programa integrado por visitas espontâneas e agendadas, que visam promover amplo acesso às atividades da exposição e potencializar a experiência de seus diferentes públicos. As ações do programa envolvem práticas artístico-pedagógicas experimentais que desdobram as obras, as questões e as proposições apresentadas na exposição a partir das especificidades e dos interesses de cada pessoa ou grupo. As linhas conceituais e pedagógicas que orientam as atividades deste programa passarão por revisões e atualizações nos processos de formação de forma a atender às demandas específicas de cada município, bem como as especificidades dos discursos provenientes das intervenções implementadas pelos artistas regionais. As atividades educativas farão uso de diferentes recursos e materiais, desde os mais simples, como lápis, papel, papelão, tinta, tecidos, tendo como premissa a sustentabilidade e também no uso instrumentos musicais, fotografias, tecnologias audiovisuais e objetos vindos de outros campos. Esses também podem se tornar dispositivos artístico-pedagógicos, ferramentas que atuam como facilitadores da mediação cultural com os diferentes públicos. O programa é integrado por dois tipos de atividades: Programa de Visitas Educativas Agendadas Carga horária: de 30 minutos a 1h 30m Público-alvo: Estudantes da rede pública e privada, universidades, professores, associações, familiares, grupos diversos e público atendido por ONGs. Nº de vagas: Em torno de 20 pessoas por grupo Forma de seleção: cadastro e agendamento por telefone Metodologias de ensino: vinculação dos conteúdos estudados aos da exposição segundo a realização da visita com uma programação definida e, de volta à sala de aula, a utilização da experiência vivida para a realização de uma produção cultural; Material didático: material do professor; Profissionais envolvidos: coordenador pedagógico (conceituação) e estudantes de arte, história, museologia demais áreas, que sejam moradores do entorno ou de regiões carentes dos municípios atendidos na itinerância (mediadores). Visitas realizadas mediante agendamento prévio, destinadas grupos diversos (em especial a estudantes e professores de escolas das redes públicas de Ensino, universidades, ONGs, associações, famílias e grupos diversos). As visitas são desenhadas a partir do perfil do grupo em articulação com as exposições em cartaz. A visita visa aprofundar a experiência dos visitantes com os conteúdos e obras em exposição e trabalhar especialmente determinados aspectos de interesse, com o intuito de fornecer subsídios para o desenvolvimento posterior de atividades em seus locais de trabalho, pesquisa e estudo. Visitas Educativas com Público Espontâneo Carga horária: disponíveis por duas horas nos dias a definir em cada município em ação conjunta com a instituição recebedora; Público-alvo: visitantes interessados em geral; Nº de vagas: Em torno de 15 pessoas por grupo Forma de seleção: público espontâneo presente nos horários estipulados para as ações Metodologias de ensino: vinculação dos conteúdos da exposição às referências conceituais mais conhecidas em relação à história do Brasil e da Arte; Material didático: diferentes recursos e materiais que se reconheçam como atraentes para elucidação do discurso entre a exposição e a instalação do artista regional convidado; Profissionais envolvidos: coordenador pedagógico (conceituação) e estudantes de arte, história, museologia demais áreas, que sejam moradores do entorno ou de regiões carentes dos municípios atendidos na itinerância (mediação) Acontecerão primordialmente aos sábados, domingos e feriados, com até uma hora de duração, podendo ocorrer nos demais dias da semana, mediante análise de prioridades da instituição parceira recebedora da itinerância, nos três municípios definidos. As visitas serão oferecidas ao público espontâneo individualmente, em famílias e grupos diversos, e constituem proposições práticas e poéticas a partir dos temas trazidos pela exposição, mas prioritariamente, pela instalação do artista convidado. As visitas deverão ser concluídas dentro do espaço do museu/ instituição cultural recebedor (a), de forma a possibilitar que o visitante possa retornar à exposição. O ponto de encontro poderá ocorrer em área externa ou ao lado da bilheteria. CONVERSA DE GALERIA Carga horária: aproximadamente 2 horas; Público-alvo: artistas, pesquisadores, produtores culturais, museólogos, educadores, estudantes e professores universitários e do ensino particular, assim como profissionais de arte e da cultura; Nº de vagas: Em torno de 20 pessoas por grupo; Forma de seleção: lista de interesse por ordem de inscrição; Metodologias de ensino: debates entre os agentes envolvidos na exposição e mediação com o público presente; Material didático: material para apresentações multimídia (a depender dos recursos de infra-estrutura da instituição recebedora); Profissionais envolvidos: curador regional convidado e artista convidado. Serão ao todo, três debates que ocorrerão ao longo da itinerância, sendo um (01) por município atendido. Trata-se de uma ação de mediação e experimentação, em que o artista regional e o curador regional convidado, compartilham suas relações, conhecimentos e seus lugares de fala na conversa e mediação com o público da exposição. Estas ações poderão ocorrer presenciais ou virtuais a depender dos protocolos de segurança vigentes em cada município no período da exposição.
Produto: Exposição de arte - Itinerâncias da exposição Imagens que não se conformamAcessibilidade física - arquitetônicaOs quesitos de acessibilidade previstos na legislação brasileira para pessoas com deficiência, que aborda o conceito de desenho universal que abrange diferentes públicos, deverão estar previstos nas instituições selecionadas para as itinerâncias. Contudo, compreendendo as limitações impostas à alguns edifícios, em especial os patrimonializados, o projeto contará com a previsão para complementação de mobiliário que auxilie na acessibilidade física dos visitantes às exposições.Item orçamentário: MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PARA MONTAGEM Acessibilidade de conteúdo para deficientes visuais:Para as exposições, será disponibilizada a audiodescrição de ao menos quinze obras da exposição, entre obras do acervo do IHGB e obras de artistas contemporâneos. Estas serão acessíveis via QR Code para sistemas Android ou IOS, a partir do apoio de monitor presente nas exposições.Item orçamentário: DESENVOLVIMENTO/ MATERIAL DE MULTISSENSORIALIDADEAcessibilidade de conteúdo para deficientes auditivos:Será disponibilizada semanalmente, ao menos uma visita educativa com apoio especial em libras para pessoas surdas. Todas as visitas educativas contarão com a possibilidade de solicitação de apoio para pessoas com deficiências visual e física.Item orçamentário: DESENVOLVIMENTO/ MATERIAL DE MULTISSENSORIALIDADEAcessibilidade de conteúdo para deficientes visuais e auditivos:Tanto o documentário quanto os demais vídeos produzidos pela itinerância para serem divulgados no website e redes sociais do Instituto Odeon serão condizentes com o disposto no art. 17 da Lei no 10.098/000 e no art. 9° da convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência, com implementação de recursos de audiodescrição, legendagem ou janela em libras.Item orçamentário: DESENVOLVIMENTO/ MATERIAL DE MULTISSENSORIALIDADE Produto Contrapartida SocialAcessibilidade física - arquitetônicaOs quesitos de acessibilidade previstos na legislação brasileira para pessoas com deficiência, que aborda o conceito de desenho universal que abrange diferentes públicos, deverão estar previstos nas instituições selecionadas para as itinerâncias. Contudo, compreendendo as limitações impostas à alguns edifícios, em especial os patrimonializados, o projeto contará com a previsão para complementação de mobiliário que auxilie na acessibilidade física dos visitantes às exposições.Item orçamentário: MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PARA MONTAGEM Acessibilidade de conteúdo para deficientes auditivos:Durante a visita será disponibilizado apoio especial em libras para pessoas surdas. Além disso, o vídeo produzido a partir das visitas contará com recursos de legendagem ou janela em libras.Item orçamentário: DESENVOLVIMENTO/ MATERIAL DE MULTISSENSORIALIDADE (Alocado no produto Exposições)Acessibilidade de conteúdo para deficientes visuais:Todas as visitas educativas contarão com a possibilidade de solicitação de apoio para pessoas com deficiências visual e física. Além disso, o vídeo produzido a partir das visitas contará com recurso de audiodescrição.Item orçamentário: DESENVOLVIMENTO/ MATERIAL DE MULTISSENSORIALIDADE (Alocado no produto Exposições)
Em atendimento aos incisos III e V do art. 21, I, da IN n. 02 de 2019 do Ministério do Turismo:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22;Vídeo-Documentário sobre a itinerância da exposição será divulgado por meio das plataformas digitais do Instituto de forma gratuita.V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22;Serão realizadas 03 Conversas de galeria, uma em cada cidade. As conversas contarão com a participação dos artistas comissionados e curadores regionais e serão realizadas presencialmente.Ressaltamos que tanto o vídeo-documentário quanto as Conversas de Galeria são ações de democratização que diferem das ações referentes à CONTRAPARTIDA SOCIAL.
O Instituto Odeon é a organização proponente deste projeto, responsável por todo processo decisório do projeto. A equipe será remunerada por quatro funções: Diretor geral - gestão estratégica do projeto, relacionamento com instituições, parceiros e patrocinadores e definição de conteúdos junto a curadoria, gestão das equipes; Coordenador de projetos: gestão do cronograma e escopo, acompanhamento de entregas, monitoramento de indicadores e metas, desenvolvimento de planos de ação quando necessário, elaborar apresentações e relatórios para gestão e comunicação com partes interessadasDireção de Produção (Coordenação de produção - Etapa Pós Produção): Coordenará a etapa final: desmontagem, logística e acompanhamento dos processos de higienização, restauro e devolução de obras.Remuneração de captação de recursosInstituto OdeonO Instituto Odeon é uma associação privada de caráter cultural, sem fins lucrativos, formado a partir de uma ampliação da Odeon Companhia Teatral, organização criada em 1998 por Carlos Gradim e Yara de Novaes. Qualificado como Organização Social (OS) em 2012, entidade se transforma em Instituto Odeon e reafirma as bases conceituais e artísticas presentes na Companhia Teatral reforçando sua atuação, que se expande para todas as áreas, inclusive de gestão na arte e na cultura.Ao longo de sua trajetória, o Instituto Odeon (Odeon Companhia Teatral) se destaca na atuação em programação, produção e realização de projetos, consultorias em gestão e gestão de equipamentos culturais. Participando como proponente de seus projetos próprios e desenvolvendo diversos trabalhos com o setor público, sua experiência lhe rendeu bagagem para executar com primor as funções inerentes às três áreas que se complementam, sendo em alguns casos quase impossível separá-las.Entre 2012 e 2020, o Instituto realiza a gestão do Museu de Arte do Rio – MAR, através de um contrato de gestão firmado com a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Com a assinatura do contrato de gestão, a experiência do Odeon no segmento cultural passou a ser utilizada no gerenciamento de um dos equipamentos mais importantes na revitalização da área portuária da cidade. Compõe o escopo de atividades realizadas no Museu a programação de exposições – a qual coloca a prova o desenvolvimento da produção artística, preservação e disseminação do patrimônio artístico e cultural do Rio; as visitas educativas ao programa de exposições; a programação de formação continuada de crianças, jovens, adultos, professores da rede pública de ensino, artistas, curadores e pesquisadores de arte, educadores em geral, profissionais de museus e agentes culturais por ações de formação, qualificação e profissionalização por meio da arte e da cultura através de cursos, oficinas, palestras e seminários; o estímulo a participação da universidade no projeto do museu; a promoção da acessibilidade e do envolvimento da comunidade vizinha ao MAR.Ainda sobre a atuação em gestão de equipamentos culturais, o Instituto Odeon se tornou em setembro de 2017 - através da assinatura de um termo de colaboração junto ao município de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e por intermédio da Fundação Theatro Municipal de São Paulo - a nova organização da sociedade civil (OSC) responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo.Além dessas atuações, o Instituto Odeon realizou consultorias em gestão, sendo as principais com a Prefeitura de Porto Alegre, e ainda com o Governo do Estado de Pernambuco.Instituto Odeon Carlos Gradim - Diretor PresidenteDiretor de teatro e cinema, publicitário, professor de interpretação da Fundação Clóvis Salgado, produtor cultural, fundador da Odeon Companhia Teatral. Atualmente, diretor presidente do Instituto Odeon e entre outras atuações, foi gerente executivo e co-idealizador do Programa Plug Minas, do Projeto Valores de Minas, e gerente executivo do Circuito Cultural Praça da Liberdade, ambos do Governo de Minas Gerais. Foi também diretor de produção do Festival Internacional de Teatro (FIT) e coordenador da Escola de Teatro do Palácio das Artes / Fundação Clóvis Salgado. Com 25 anos de carreira, já assinou a direção e/ou coordenação de 27 espetáculos teatrais.Roberta Kfuri - Diretora de Operações e FinançasAtualmente cursa o MBA em Gestão de Museus na Universidade Cândido Mendes, é formada em Serviço Social pela UFRJ. Em sua trajetória profissional, adquiriu grande experiência em gestão administrativa e financeira, atuando em planejamento estratégico e de risco e implantação e implementação de programas no Governo de Minas Gerais. Esteva na esfera público no então Ministério da Previdência e Assistência Social e na Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro atuando com orçamento público, gestão projetos e processos adminstrativos. À frente da Gerência de Operações do Instituto Odeon, tem como escopo de sua área gerir os projetos de sustentabilidade e redução de consumo do Museu; elaborar e padronizar os processos e rotinas de manutenção, operações, conservação, limpeza, recepção e bilheteria; definir protocolos de segurança e prevenção de incêndio e participar da elaboração dos processos de compras e contratações, gestão de pessoal, implantação do sistema financeiro, prestação de contas e auditoria. Emilia Paiva - Diretora ExecutivaFormada em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Planejamento Urbano pela University of Pennsylvania, EUA e doutora em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Já atuou como Gerente do Programa de Educação Patrimonial pela Fundação Vale, também foi Coordenadora do Núcleo de Entregas e Empreendedores Públicos e Vice-Presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas Gerais.De 2015 a 2022 foi membra do Conselho de Administração do Instituto Odeon, nesse período o Instituto era responsável pela gestão do Museu de Arte do Rio - MAR (2012-2021), do Theatro Municipal de São Paulo (2017-2020) e do Museu da Diversidade Sexual (a partir de 2022). Em 2023, assume a Direção Executiva do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo (MDS), equipamento do Governo do Estado de São Paulo gerido pelo Instituto Odeon, por meio do contrato de gestão celebrado com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa.Marisa Bueno - Coordenação de ProjetosMestre em Museologia (PPGMUS) e Graduada em Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), ambos pela Universidade de São Paulo, atuou como gerente de projetos na implementação da Expografia de longa duração do Museu do Futebol (2008). Foi coordenadora de gestão de projetos e desenvolvimento da Expografia do Museu do Amanhã (2012/ 2014). Entre 2015 e 2018 trabalhou na área de Projetos Culturais da Pinacoteca de São Paulo, onde atuou na implementação e melhorias dos processos de gestão e na execução e produção das exposições temporárias e do acervo da instituição. Em 2018 foi arquiteta responsável pelas expografias do Centro Cultural São Paulo. De 2019 a 2021 trabalhou como coordenadora da área de Planejamento e Projetos do Theatro Municipal de São Paulo.Curador IHGB: Paulo Knauss de MendonçaÉ licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde também obteve o título de doutorado em História, depois de realizar o mestrado em História na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ter sido bolsista do DAAD na Universidade de Freiburg . i. B., na Alemanha. Fez, ainda, estudos de pós-doutorado na Universidade de Estrasburgo, França, no campo da história cultural das relações internacionais.É professor de Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, onde atua também no Programa de Pós-Graduação em História (mestrado e doutorado), orientando teses e dissertações, e como membro do Laboratório de História Oral e Imagem coordena projetos de pesquisa. No campo da educação, foi Coordenador do curso de graduação em História da UFF, presidiu a Coordenação de Licenciaturas da mesma universidade e foi coordenador técnico do Programa Nacional de Livro Didático do Ensino Médio, na área de História. Atualmente exerce a função de Diretor-Geral do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. Integrou o Conselho Nacional de Políticas Culturais, do Conselho Nacional de Arquivos, do Conselho Estadual de Arquivos e foi membro da Comissão Municipal de Nominação de Logradouros Públicos e da Comissão Municipal de Paisagem Urbana. Colaborou em diversos projetos de organizações não–governamentais e integrou o Conselho de Administração da organização não-governamental internacional Enda Terceiro Mundo. Foi membro do Conselho Executivo da Associação Internacional de Estudos Americanos (IASA) e presidiu também a Associação Brasileira de Estudos Americanos (ABEA), tendo sido também co-editor de Transit Circle – Revista Brasileira de Estudos Americanos. Foi também presidente da seção estadual do Rio de Janeiro da Associação Nacional de História (ANPUH). Colabora, ainda, regularmente como parecerista de revistas acadêmicas e de instituições de fomento à pesquisa.Como pesquisador dedica-se especialmente ao estudo das relações entre Memória e História, assim como ao campo da História da Imagem e da Arte. É autor de inúmeros ensaios publicados em revistas e livros sobre Historiografia e Teoria da História, História Urbana, História da Imagem, História do Patrimônio Cultural e da Arte Pública. Seu livro de estréia foi O Rio de Janeiro da pacificação: franceses e portugueses na disputa colonial(1991), e em co-autoria escreveu Macaé: história e memória (2005) eBrasil: uma cartografia (2010). Coordenou, ainda, Cidade Vaidosa: imagens urbanas do Rio de Janeiro (1999), Sorriso da cidade: imagens urbanas de Niterói (2003). Em colaboração organizou os livros Niterói: cidade múltipla(1997), Cultura política, memória e historiografia (2009) e Revistas ilustradas: modos de ler e ver no Segundo Reinado (2011).Coordenação geral: Guapa ProduçõesA Guapacultural é uma produtora voltada para o planejamento e viabilização de projetos culturais, sociais e educativos desde 2011. As atividades da produtora se dá num âmbito multidisciplinar, tendo como equipe profissionais de diversas áreas, como Letras, Cinema, Publicidade, Produção cultural, Design, Museologia, entre outras formações. A Guapa desenvolve e comanda projetos de exposições temporárias, permanentes e itinerantes, filmes ficcionais e documentais, além de eventos culturais itinerantes, como o Arte na Rua e coordena a logística de eventos e projetos culturais de clientes como Rede Globo, Japan House, Mandelbrot, Adidas, Museu do Futebol, Projeto Guri, Universidade de São Paulo.Marcio Guerra, que coordena esse projeto de itinerância, é produtor e gestor de projetos culturais com experiência no desenvolvimento e execução de exposições, eventos e projetos relacionados a cultura e educação. Na Fundação Roberto Marinho (FRM) foram oito anos nas áreas de Patrimônio e Educação, desenvolvendo e implementando equipamentos culturais como o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio. Atuou como assessor de diretoria no IDBrasil (Museu do Futebol), em São Paulo, ligado diretamente à área de conteúdo e no desenvolvimento e produção das exposições itinerantes e temporárias do Museu. Atualmente é sócio-diretor da Dois Juntos Consultoria e Gestão, prestando serviço em projetos desenvolvidos por instituições como a Japan House São Paulo, Museu do Futebol, Canal Futura e Fundação Roberto Marinho. Entre os trabalhos recentes, destacam-se as itinerâncias das exposições ?Japonésia? e ?O Fabuloso Universo de Tomo Koizumi?, da Japan House São Paulo, a itinerância da exposição ?Imagens Que Não Se Conformam?, do Instituto Odeon, e a consultoria como assessor executivo de gestão no Paço do Frevo, no Recife, gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.