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O projeto Ribeirinhas consiste na exposição de 10 telas da artista plástica Haydèe Sampaio em escolas de 12 cidades do Pará. Paraense radicada em Goiânia, Haydèe selecionou obras que trazem uma reflexão sobre o conhecimento popular enquanto patrimônio identitário. A exposição fica em cada escola para apreciação por 4 dias, com a participação da artista explanando sobre cada obra na abertura. Além disso, acontecem em todas as cidades oficinas voltadas para professores e estudantes da rede pública de ensino.
Idealizada durante a Pandemia da Covid 19, Haydèe criou várias das obras da exposição durante o isolamento social. São 10 obras em acrílica sobre tela que nasceram da memória da artista, apontando para questionamentos referentes às suas raízes ribeirinhas.
Objetivo geral - Realizar a exposição Ribeirinhas, com 10 telas, da artista plástica paraense Haydèe Sampaio Objetivos gerais - Realizar a exposição em escolas da rede pública de 12 cidades do Pará, 4 dias em cada escola - Realizar 26 oficinas para estudantes da rede pública, todas gratuitas, como Contrapartida Social - Realizar 13 oficinas para professores da rede pública, como Democratização de Acesso - Abordar com os alunos e professores a relação entre memória e identidade
A exposição Ribeirinhas propõe uma reflexão sobre o conhecimento popular, enquanto patrimônio identitário. As comunidades ribeirinhas não possuem um material impresso que atestem uma realidade sólida de sua existência. Existem apenas memórias borradas pelo sofrimento, assombradas por uma herança cultural comum, que não está situada apenas na proximidade das águas, mas banhada por elas, com diferenças representadas de uma face, em múltiplos níveis, e, nem sempre, objetivamente apreensível por nenhum critério geográfico, demográfico, sociológico, religioso. É uma comunidade que está no invisível, nos gestos, nas lembranças e na complexidade do silêncio diante do que falta, nos encontros se desmanchando. Sobreviver é a face real da prática de um poder ancestral que consiste em manter aquelas pessoas acordadas e presentes. O que se tem são memórias, campos de conhecimento que desenham fronteiras e ampliam zonas de alcance, o que os permite renascer, brotando de um grão verde na terra preta. Haydèe Sampaio criou uma série de obras que resgatam e valorizam pessoas, especialmente mulheres que se encontram nessa comunidade, sendo ela mesma originária de família ribeirinha. Uma forma de reconhecer e valorizar esses individuos que não são brancos, não são índios, não são negros, mas mestiços, seres sociais desintegrados, diaspóricos formados por povos indígenas, navegadores europeus, representantes do estado português, missionários de autoridades eclesiásticas. Os ribeirinhos são uma gente espalhada, vivendo às margens dos rios, na linha da ribanceira sempre empurrada para as margens e para fora, ao longo da história, tratados como seres humanos "incultos" e "não redimidos". Por isso a exposição e as oficinas são voltadas para professores e estudantes. É nas águas da infância que as imagens são mais nítidas, que o tempo transmite sua energia transgressora e cheia de sensibilidades, que ficam gravadas de forma indelével nas mentes e fazem pensar, alimentando um gesto ancestral por um desejo de permanência e de tutela das lembranças. O projeto atende aos itens I, II, III e VIII do Art. 1º da Lei 8313/91. I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (apresentações gratuitas dentro das escolas, para facilitar o acesso dos alunos e professores);II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais (artista circula por cidades do seu estado de origem, proporcionando oficinas para os alunos e professores das cidades, além de fomentar a circulação de bens e serviços através dos gastos vinculados ao projeto);III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores (a artista resgata uma manifestação antiga e praticamente esquecida, as comunidades ribeirinhas, da qual ela mesma faz parte);IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional (através do reconhecimento e valorização da sabedoria carregada por séculos pelas comunidades ribeirinhas). Além disso, o projeto também atende aos critérios estabelecidos Art. 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediantec) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore (a proposta consiste na realização de exposições);IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos (todas as exposições e oficinas serão gratuitas).
A equipe de viagem é composta por 3 pessoas: - artista principal - produtor (a definir) - ténico para registro de foto / vídeo (a definir)
Para pessoas com deficiência física, as escolas já oferecem acesso e acomodação. Para pessoas com deficiência visual e auditiva, será exibido um vídeo explicatico de cada obra com tradução em libras e áudiodescrição. Esses vídeos serão gravados com antecedência. As oficinas também serão gravadas anteriormente e adicionados recursos de áudiodescrição e legenda descritiva, exibidos onde se fizer necessário (caso tenha participantes com necessidades especiais). Para tanto, constam na planilha de custos, para a exposição e para as ofcinas, os seguintes itens: - vídeo - audiodescrição - legenda descritiva
Em atendimento ao art. 21 da IN nº 02/2019, o projeto oferece: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22. Além das oficinas para os alunos oferecidas na contrapartida social, serão oferecidas oficinas para professores, sendo 12 oficinas para 30 pessoas cada, ou seja, 360 professores serão contemplados.
PROPONENTE Nome completo: Fernanda de Oliveira AssisFunção: coordenação geral FICHA TÉCNICA Nome completo: Fernanda de Oliveira AssisFunção: coordenação geralCurrículo resumido:Formada em Produção Cênica Universidade Estadual de Goiás, atua há 17 anos no setor cultural, executando diversas tarefas relacionadas à produção, como gerenciamento de agendas, organização de viagens (bilhetes aéreos, hospedagem, alimentação, traslado, etc), contratação de fornecedores de diversos serviços (locação de espaço, locação de equipamentos, contratação de técnicos, catering, assessoria de imprensa, etc), entre outros; conhecimento das leis de incentivo à cultura e elaboração de projetos para patrocínio cultural, envolvendo tarefas como elaboração de planilhas orçamentárias, documentação, autorizações de pessoal, etc; experiência em gestão de projetos, envolvendo tarefas desde contratação de todo o serviço e pessoal envolvido, pagamentos conforme exigido pela legislação em vigor e organização de material para prestação de contas (notas fiscais, recibos, extratos bancários e clipping). Nome completo: Haydèe Barbosa SampaioFunção: artista e oficineiraCurrículo resumido: É artista visual e pesquisadora nascida no Pará. Licenciada em Arte Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), conta com especialização em Metodologia da Arte de Contar Histórias aplicada a Educação (pela mesma instituição), o que lhe garantiu um diferenciado olhar sobre a construção de narrativas poéticas. Como artista plástica, é um elemento plural que desenvolve trabalhos em diferentes mídias, sendo a pintura em tela com acrílica seu principal meio e domínio. Atualmente é estudante de Museologia, também pela UFG, e desenvolve pesquisa acercada figura museológica e sua inserção no meio social contemporâneo. Participou de exposições e festivais de arte no Brasil - nas cidades de Goiânia/GO/BR -Baltimore/ MD e San Diego/ CA, EUA.
PROJETO ARQUIVADO.