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A proposta cultural consiste na produção do Aralume - Festival de Arte e Cultura Nordestina, projeto que tem entre um de seus produtos principais a realização do show "Sons do Nordeste", espetáculo musical que reúne diversos artistas da música nordestina, entre nomes consolidados da música popular e talentos das novas gerações. O festival contempla, em todos os seus eixos: formação técnica musical - através da oferta gratuita de oficinas e palestras ministradas por experientes profissionais do mercado musical brasileiro; incentivo ao artista nordestino que deseja ingressar no mercado da música, além da preservação, fomento e divulgação da Música Popular Nordestina (sobretudo das raízes tradicionais que a compõe, tais como o repente e o cordel) - através da montagem, execução e transmissão aberta e gratuita dos shows ofertados pelo Festival, que reúnem clássicos nordestinos, composições de novos artistas e possibilitam a fruição artística entre os diversos profissionais envolvidos.
A Casa de Vovó Dedé é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1993 na Barra do Ceará, em Fortaleza-CE, com a missão de promover o desenvolvimento humano, pessoal e profissional por meio da arte, cultura e educação de crianças e jovens — com faixa etária entre seis e vinte e nove anos — em situação de vulnerabilidade social, por meio de atividades e projetos totalmente gratuitos. A instituição, que tem a música como pilar, oferta, nesse âmbito, dezesseis cursos, entre cordas dedilhadas e friccionadas, sopro e outros, desenvolvendo formações de grupos musicais e apresentações e promovendo a participação dos alunos, professores e convidados, o que contribui para o aperfeiçoamento musical de todos. A Casa colabora, assim, para o crescimento de seus alunos e professores, através de eventos elaborados pelos jovens dos diversos setores de atividades da instituição. Além de promover a disseminação da arte e cultura, a OSC – Organização de Sociedade Civil – oferta capacitações na área da tecnologia, por meio de oficinas e cursos, como audiovisual, animação, design gráfico, fotografia, entre outros e atua também como um importante canal de fomento e divulgação da cultura da nossa comunidade através da produtora de audiovisual, da TVDD (canal no YouTube), da Rádio Vovó Dedé e do Estúdio Casa Animada. Um dos projetos mais importantes da Casa de Vovó Dedé é o Aralume – Festival de Arte e Cultura Nordestina, que teve sua primeira edição em 2020, resultando em: um show e um especial musical, este, transmitido em de canal de televisão aberto; 2 palestras/oficinas, contemplando 40 alunos, 12 alunos dos cursos de música, 16 artistas convidados, 80 alunos dos cursos de formação em audiovisual e 8 alunos dos cursos de técnicas de áudio. Com duração 6 meses, a programação da próxima edição dessa celebração da cultura nordestina integrará diversas palestras e oficinas, culminando em dois shows: “Sons do Nordeste” e o “Especial de São João”. Buscando dar vazão a uma diversidade de ritmos, cores e afetos que foram concebidos e estruturados, esses dois espetáculos têm o intuito de emprestar voz aos maiores ícones da música do Nordeste, interpretados por novos talentos, alguns deles revelados pela instituição, para, assim, recobrar e valorizar as raízes e a história da música nordestina, mostrando dessa forma, ao mesmo tempo, a vitalidade e a pertinência da importância cultural da produção de música na contemporaneidade. Os shows mencionados almejam a junção das sonoridades tradicionais e a visibilidade da diversidade e da riqueza de construções estéticas vivenciadas ao longo da música nordestina: o lamento dos aboios, a engenhosidade das emboladas, a festividade do forró, a explosividade do rock e do frevo, a plangência e o vigor dos maracatus. São, enfim, muitos universos que cabem na música e na cultura do Nordeste, merecedores de apreciação e incentivo. O Festival consistirá na realização de 6 palestras, 6 oficinas e 2 apresentações artísticas, em programação integralmente online, transmitida por meio do canal da Casa de Vovó Dedé no YouTube, o TVDD. Os dois shows mencionados, "Sons do Nordeste" (quinta edição) e "Especial de São João", servirão para apresentar ao público novos nomes da música nordestina, incentivando talentos e impulsionando novas carreiras. Alguns desses artistas resultam dos diversos cursos musicais ofertados pela Casa de Vovó Dedé. A criação do festival surgiu justamente a partir da proposta de diálogo entre produção contemporânea e tradição e cânone, ou seja, obras de artistas consagrados por público e crítica. A celebração da cultura nordestina é situada, então, nesse sistema cultural. A partir do encontro entre sonoridades tradicionais e desconstruções estéticas que atravessam a história da música nordestina, podemos encontrar no repertório que compõe a programação do Festival Aralume sucessos de músicos nordestinos consagrados, como Alceu Valença, Zé Ramalho, João do Vale, Petrúcio Amorim e Luiz Bandeira, irmanando-se à ousadia vanguardista de artistas como Di Melo, Lula Côrtes e Flaviola. A valorização de artistas cearenses é uma preocupação especial do festival, tendo apresentado, em sua primeira edição (2020), obras de artistas como Ewelter Rocha (curador do evento), Romeu Duarte e Totonho Laprovitera. A direção musical e os arranjos do show ficam a cargo do maestro Ferreira Júnior e na execução há a presença de cantores e de músicos especializados em instrumentos de sopro (metais, flautas e pife), rabeca, sanfona, violoncelo, piano, guitarra, baixo, bateria e percussão. O Festival Aralume reforça, dessa maneira, o poder transformador da arte e da cultura, buscando na sabedoria e na criatividade do povo nordestino inspiração para nossos alunos-artistas e para as vidas do público em geral. Para o show "Especial de São João", podemos citar como grandes inspirações, além de composições tradicionais, consagradas em nosso cancioneiro, músicos e compositores como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Dominguinhos, cujas obras mantêm grande influência na produção atual, devendo ser reverenciadas, difundidas, valorizadas e atualizadas para as novas gerações. O diálogo e o acesso a bens culturais e à produção contemporânea, envolvendo os artistas-alvo da proposta, resumem o ideal a ser alcançado pela realização do festival. Espera-se contribuir, dessa forma, para que a cultura nordestina mantenha seu vigor, mostrando como seus talentos surgem cada vez mais, expressivamente. O diálogo entre os diferentes gêneros e estilos na música popular nordestina deve render muitos frutos, pois o encontro entre artistas, públicos e produtores diversos é o que movimenta o mercado cultural, trazendo a perspectiva de novos eventos e colaborações. Os festivais, nesse sentido, funcionam como pontes, criando público, promovendo o contato entre diferentes agentes de cultura, dando visibilidade às carreiras e motivando esses artistas a continuar produzindo, sobretudo no que diz respeito à cena local, mobilizando um público online em torno de um produto cultural altamente popular, a música, por meio de formação e de apresentações. O Aralume – Festival de Arte e Cultura Nordestina cumpre, assim, seu objetivo de colaborar para a vitalidade do sistema que envolve a Música Popular Nordestina, contemplando seus compositores, músicos, intérpretes, arranjadores, instrumentista e demais performers.
OBJETIVO GERAL Realizar o Festival de Arte e Cultura Nordestina e promover, através de sua execução, o fomento e circulação da Música Popular Nordestina, difundida por meio dos espetáculos e formações ofertados e transmitidos gratuitamente ao público geral. OBJETIVOS ESPECÍFICOS PRODUTO: Festival/Mostra - realizar 02 shows gratuitos, "Sons do Nordeste" e "Especial de são João", transmitidos virtualmente em canal aberto. PRODUTO: Contrapartidas Sociais - realizar 06 oficinas e 06 palestras gratuitas sobre o tema "Música Popular Nordestina", totalizando 12 formações durante a execução do projeto, transmitidas virtualmente em canal aberto. PRODUTO: Apresentação Musical - realizar 02 shows gratuitos, "Sons do Nordeste" e "Especial de são João", transmitidos virtualmente em canal aberto.
Em sua obra Ética a Nicômaco, Aristóteles diz que o homem é um animal político, ou seja, que o homem é naturalmente um ser social e que é de sua natureza a busca de autoafirmação através da socialização. Essa teoria embasa a afirmação da necessidade que o homem tem de se socializar e a importância da cultura nesse processo. Existem, assim, diferentes níveis de socialização, que podemos chamar de competências sociais. Essa competência social é também aprendida, estimulada e fortalecida. Compreendida como uma capacidade comunicativa (de diálogo), integrativa (de consenso), e cooperativa (de trabalho em grupo) de um ser humano, essa competência surge por meio das formas de socialização, como, por exemplo, através da aprendizagem social. Nesse contexto, e indo além do processo de socializar, integrar e formar, o Aralume _ Festival de Arte e Cultura Nordestina pretende, antes de mais nada, nutrir e resgatar o orgulho nordestino. Bráulio Bessa, poeta cordelista da atualidade, idealizador e criador do projeto nação nordestina, reivindica que: "o cabra que nega suas raízes, nega a si mesmo. E quem esquece de onde veio, não sabe para onde vai." O termo "cabra" pode ser definido, dentro da linguagem nordestina, como sujeito indefinido. Lê-se "pessoa", "indivíduo", "ser humano". A música representa, historicamente, uma das maiores expressões culturais do povo nordestino. De acordo com VELHA (2008, p. 14): "Encontramos, nos estudos de etnógrafos e pesquisadores do folclore brasileiro no início do século XX, descrições e registros sonoros sobre os grupos musicais existentes no Nordeste do Brasil conhecidos como Cabaçal. Esses grupos instrumentais apresentam outros diversos nomes em toda região nordestina, como Zabumba, Terno de Zabumba, Terno de Pife, Esquenta-mulher, Quebra-resguardo, Banda de Pife, Banda de Couro, e muitos outros. Em todos eles, as características comuns são: a presença de um duo de pifes ou pífanos (tipo de flauta transversa feita de taboca, taquara ou outras espécies de bambu), tocados junto com a zabumba e a caixa ou tarol, e algumas vezes também o surdo (instrumentos de percussão de tipo membranofones, espécie variada de tambores) e o prato". É a partir desse contexto que surgem nomes de grande importância para a produção da música nordestina, como a Banda de Pífanos de Caruaru, sendo muito difícil, desse modo, imaginar uma identidade cultural brasileira sem as contribuições da cultura nordestina. O Nordeste, com seus dialetos, sua culinária, seu artesanato, seus ritmos e sua musicalidade constitui uma parte importante de nossa riqueza cultural, daí a centralidade do resgate e da celebração da cultura nordestina através do projeto proposto. No que se refere à música, o Nordeste é responsável por uma imensa produção artística, representando gêneros que hoje são consagrados, como o forró, a embolada, o frevo e o maracatu, bem como é responsável por movimentos de renovação na música popular brasileira, como: o Pessoal do Ceará, representado por nomes como Belchior, Ednardo e Amelinha; a música psicodélica pernambucana dos anos 1970, representada por artistas e grupos como Ave Sangria, Lula Côrtes e Alceu Valença; o Manguebeat em Pernambuco, a partir dos anos 1990, com grupos como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Movimentos como esses provam que o Nordeste representa não só tradições, mas também renovação, criando cenas transformadoras para a produção cultural nacional, por meio de novas concepções estéticas e posturas políticas, de acordo com a ideia da "antropofagia" dos artistas modernos da Semana de 1922, que norteou o movimento tropicalista nos anos 1960, que, por sua vez, contou com diversos artistas nordestinos como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Torquato Neto e Tom Zé. A propósito desse movimento, ALBUQUERQUE JÚNIOR (1994, pp. 434−435) diz: "Os tropicalistas trabalham com a justaposição de sons considerados modernos e tradicionais, retomando o lirismo da música brasileira, sem abrir mão da criatividade, da invenção". Nesse sentido, o trabalho com a música nordestina, fomentado pelo Festival Aralume, revela grandes possibilidades de demonstração de renovação artística a partir da releitura de clássicos e de obras tradicionais, fortalecendo, ao mesmo tempo, a identidade cultural. O Aralume vem, nesse contexto, atuar na divulgação, incentivo e promoção de artistas e públicos da nova geração, sempre em diálogo com a obra de artistas e compositores consagrados de nossa cultura, como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Sivuca, Dominguinhos e Hermeto Pascoal. Essas trocas culturais entre diferentes gerações e os diferentes estilos e expressões estéticas são fundamentais para a noção de pertencimento da comunidade em relação ao próprio espaço e à própria cultura, fortalecendo públicos e incentivando artistas em sua busca de aperfeiçoamento em suas carreiras. Além disso, um importante aspecto do engajamento gerado pelo festival é o emprego dos ex-alunos da CVDD na produção e execução do projeto. Especializados em distintas áreas distribuídas entre os cursos da instituição, esses jovens são contratados para a realização do festival, demonstrando a importância deste para o trabalho de fomento e divulgação da Música Popular Nordestina, por meio da transmissão integral da programação online no canal oficial da CVDD no YouTube, TVDD, proporcionando encontros através de palestras, oficinas e apresentações musicais. Dessa forma, o festival proporciona fruição e socialização para o público e oportunidades de apresentações e de inserções no mercado cultural para os artistas e profissionais da cultura. De acordo com o Art. 1º da Lei 8313/91 o projeto se enquadra no seguinte inciso: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. De acordo com o Art. 3 da Lei 8313/91 o projeto alcançará os seguintes objetivos: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
IMPACTOS SOCIAIS DO ARALUME - FESTIVAL DE ARTE E CULTURA NORDESTINA Segundo dados de 2010 do IBGE, o Nordeste é o terceiro maior território do Brasil em termos de dimensão, possuindo a segunda maior população do país, com 61.158.059 habitantes, o que representa a porcentagem de 32,02% da população nacional. No entanto, todos os distritos estão entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, revelando grande desigualdade social. Diante disso, podemos ver a cultura como um importante fator de formação humana e de geração de emprego e renda, visando à redução dessas desigualdades. A democratização do acesso a bens culturais e dos meios de produção artística, técnica e intelectual pode evidenciar, portanto, o papel do setor cultural e seus impactos no desenvolvimento humano, social e econômico a níveis estadual, regional e nacional. O projeto do Festival Aralume tem, portanto, o compromisso de fazer com que a democratização do acesso à cultura e à formação em música seja viabilizada através da Internet, dando visibilidade à música nordestina, fortalecendo o senso de identidade e colaborando para o desenvolvimento da agenda que engloba as principais ações de fomento à cultura no Ceará. A música, como um importante meio de expressão artística e cultural, atua, através das ações do projeto, como um importante fator de formação humana e profissional. O domínio, o estudo e a apreciação da linguagem artística e de sua produção trazem inúmeros benefícios ao público, e o festival funciona como um organizador e impulsionador nesse processo, promovendo atividades e apresentações que encantam e mobilizam os espectadores, fortalecendo o senso de pertencimento à comunidade local e oferecendo novas visões de mundo, nas quais a criatividade e as propostas estéticas se cruzam na dialética entre tradição e modernidade. Portanto, são muitos os impactos sociais e culturais, valorizando ex-alunos que são empregados no projeto, contemplando, assim, a rede produtiva da Barra do Ceará. Esses impactos proporcionados pela realização do festival são fundamentais para a oferta de oportunidades na área da arte e da cultura através da promoção, formação e apresentação de artistas; da formação e engajamento do público; através da produção e da apreciação da Música Popular Nordestina em toda sua riqueza e diversidade. Ao promover essas novas perspectivas e oportunidades, de formação humana e de carreiras musicais, o projeto colabora ainda para a diminuição de problemas diretamente relacionados às desigualdades observadas no primeiro parágrafo desta seção, ajudando a reduzir, por meio da linguagem da música, índices de desemprego e de violência.
DESCRICÃO DAS PALESTRAS E EMENTA DAS OFICINAS PALESTRAS Uma das preocupações do Aralume é a de criar espaços de discussão onde diferentes gerações de músicos se encontrem, possibilitando dessa forma um valioso intercâmbio cultural, sobretudo para os artistas em ascensão, que têm como referência os grandes mestres da música nordestina e sua trajetória. Pensando nisso, o ciclo de palestras do festival é composto por músicos de diversos seguimentos musicais, veteranos renomados no meio cultural, convidados após criteriosa curadoria especializada, visando, com isso, garantir aos artistas que estão no início de suas carreiras uma base teórica solidificada e, muito importante, valores concisos baseados em tradição, método e disciplina. 1. RABECA, DIVERSIDADE E TRADIÇÃO A palestra “Rabeca, diversidade e tradição" retrata os desafios e os encantamentos da arte de tocar rabeca. Nela, é sintetizada a trajetória da rabeca através do tempo e das culturas. O professor e rabequeiro William Madeiro, nosso ilustre palestrante, demonstra a intrínseca relação que esse instrumento guarda com os povos do campo e seus costumes. Os alunos têm a oportunidade de conhecer através da rabeca uma parte importante da cultura do seu próprio país, que reflete em si aspectos de adversidade, liberdade, força e a poesia que forja o caráter de um povo. Carga horária: 2h/a 2. O PIFE NA MÚSICA NORDESTINA A palestra tem por objetivo principal realizar um passeio musical pela história do pife, comentando suas possíveis origens e sua inserção na música brasileira. Nomes como João do Pife, Zé do Pife, Zabé da Loca, Chau do Pife, Alfredo Miranda e Anderson do Pife de Caruaru, todos nordestinos, figuram entre os pifeiros retratados nesse convite, além do músico carioca Carlos Malta, considerado como um grande gênio do sopro, que vem modernizando as bandas de pífano com seu trabalho “Pife Muderno”, banda por ele fundada em 1994. Outro ponto de destaque, a importância do pife na cultura indígena e as suas raízes na música nordestina é um dos ponto alto da palestra. Carga horária: 2h/a 3. A SANFONA NA MÚSICA BRASILEIRA Afinal, que tipo de instrumento musical é a sanfona, onde se originou e quem a criou são algumas dentre as curiosidades iniciais que encontram resposta na palestra “A sanfona na música brasileira”, que, antes de mais nada, busca fazer um apanhado do instrumento no país através de sua popularização e uso pelos principais nomes da música nordestina, como o Rei do Baião Luíz Gonzaga, sanfoneiro que ficou conhecido pela composição do clássico Asa Branca, de 1947. O papel do uso da sanfona associado aos diferentes ritmos nordestinos é outro ponto que também será explorado na palestra, que busca apresentar um panorama geral sobre o instrumento no país, Carga horária: 2h/a 4. PERCUSSÃO E RITMOS NORDESTINOS Por ser uma região culturalmente diversificada e múltipla, que abriga um universo multicultural rico e distinto entre si, o nordeste é conhecido por seus diversos ritmos e estilos musicais, ponto de partida que serviu como pontapé inicial para a palestra “Percussão e ritmos nordestinos”, que pretende apresentar uma breve introdução aos ritmos nordestinos – como o axé, o baião, o forró, o frevo, o xaxado, o maracatu e o samba de roda – , e à musicalidade afro e indígena, além de abordar a definição, importância e história dos ritmos nordestinos, bem como a origem e história do maracatu. Carga horária: 2h/a 5. CORDEL E GÊNERO DA CANTORIA NORDESTINA “Cordel e gênero da cantoria nordestina” abordará o cordel, estilo literário conhecido como literatura popular em verso, apresentando aspectos da tradição oral através da cantoria, também conhecida como repente, que, semelhante ao cordel, se utiliza da rima para compor seus versos, estes, baseado no improvido cantado (por isso o nome “repente”). A palestra tem como objetivo apresentar a função do cordel como instrumento político e formativo na sociedade, trazendo à tona e também reafirmando importantes questões socioculturais que envolvem o tema. Carga horária: 2h/a 6. CANTO POPULAR Os principais assuntos abordados na palestra “Canto Popular” serão: abordagem da performance e educação musical, bem como a música e a sociedade brasileira; o diálogo entre a música e a dinâmica das minorias na sociedade e o lirismo no canto popular. A palestra, de tom pedagógico, pretende examinar elementos teóricos acerca do canto popular e estabelecer discussões enriquecedoras sobre métodos de ensino que consolidam sua aprendizagem, além de refletir sobre o acesso e facilitação do gênero lírico no mesmo. Carga horária: 2h/a OFICINAS Todas as oficinas ofertadas pelo Aralume são ministradas por músicos consagrados da música brasileira nordestina, convidados especialmente para a realização do Festival, com vasta experiência teórica e prática em música e no mercado musical brasileiro e internacional, em sua maioria, docentes de cursos de ensino superior em música de universidades públicas. A ideia é colocar em prática os diferentes temas vistos, em teoria, no ciclo de palestras anteriormente assistido. 1. RABECA, DIVERSIDADE E TRADIÇÃO A oficina "Rabeca, diversidade e tradição" Tem como objetivo proporcionar uma experiência sonora com a rabeca brasileira. Por meio de práticas musicais, foi criado um diálogo acerca das múltiplas possibilidades sonoras desse instrumento, dos seus significados no imaginário popular, bem como sua participação na música tradicional e a recente aproximação do cenário contemporâneo. A oficina permitirá o aperfeiçoamento dos participantes com o instrumento e a familiarização do público geral com o mesmo. Carga horária: 4h/a 2. O PIFE NA MÚSICA NORDESTINA Nesse percurso, o facilitador demostra diferentes formas de usar o instrumento em diversos gêneros musicais. Com demonstrações de melodias tocada pelo pife em bandas cabaçais, festas religiosas e no forró, o maestro Ferreira Júnior busca envolver todos os presentes e despertar nos alunos o encantamento pela simplicidade e beleza rústica do pife. Carga horária: 4h/a 3. A SANFONA NA MÚSICA BRASILEIRA A oficina apresentará a postura corporal adequada e o correto manuseio do instrumento musical. Será realizada um estudo de formação técnica voltado para a sanfona, com enfoque nas escalas de notas em graus e acordes. Velocidade e ritmo também farão parte da ementa. Carga horária: 4h/a 4. PERCUSSÃO E RITMOS NORDESTINOS A oficina de Percussão e ritmos nordestinos traz uma apresentação introdutória dos instrumentos básicos de percussão musical inseridos nos diversos ritmos nordestinos, como xote, galope, baião, forró, xaxado, rastapé, afro e indígenas. Carga horária: 4h/a 5. CORDEL E GÊNERO DA CANTORIA NORDESTINA Serão abordadas como temas centrais a origem e função do cordel na cultura nordestina e brasileira e a cantoria como produto da congregação da viola e do cordel. A prática da oficina buscará aplicar a correlação entre a viola e a literatura de cordel. Carga horária: 4h/a 6. CANTO POPULAR A oficina abordará as influencias líricas na música nordestina e, para tanto, fará uma apresentação do funcionamento do aparelho vocal, exibindo também técnicas de aquecimento e melhoramento vocal e colocará em prática, ainda, a leitura de partituras e solfregios; técnicas de backing vocal e de melhoramento da performance no palco. Carga horária: 4h/a
A Casa de Vovó Dedé, instituição proponente do Aralume – Festival de Arte e Cultura Cearense, por ser uma organização não governamental e que oferece serviços distintos das atividades desenvolvidas no ensino formal, não tem a obrigatoriedade deferida por lei no tocante à matricula de aluno(as) com deficiência. No entanto, a CVDD está comprometida com o pleno desenvolvimento da cidadania e do desenvolvimento humano e compreende que, através da inclusão, a instituição e seus colaboradores crescem enquanto seres humanos, cidadãos, profissionais e equipe, portanto o Festival, assim como os demais projetos propostos pela Casa, contam com medidas de acessibilidade que visam atingir diversos públicos para, assim, ofertar ações realmente inclusivas e acessíveis! Com a finalidade de proporcionar um amplo alcance e condições de acessibilidade ao nosso público, algumas medidas serão inferidas aos objetivos da proposta, distribuídos por produto: PRODUTO: FESTIVAL/MOSTRA Acessibilidade física Para adaptação dos espaços físicos, a Casa de Vovó Dedé, assim como os aparelhos culturais escolhidos para gravação e transmissão dos shows realizados pelo projeto, dispõem de: - Rampas de acesso; - Equipe do projeto identificada, com uniforme e crachás; - Equipe capacitada para agir proativamente diante das diferentes necessidades de acesso das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida; - Sanitários acessíveis. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Não há despesa prevista no orçamento do projeto para a execução das medidas, uma vez que os locais de realização das ações já contam com as adaptações necessárias. Acessibilidade para deficientes visuais: - Espaços totalmente monocromáticos serão evitados, pois uma pessoa com baixa visão tem dificuldade de se localizar. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Não há despesa prevista no orçamento do projeto para a execução da medida. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Cuidado para que ruídos excessivos nos espaços sejam evitados. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Não há despesa prevista no orçamento do projeto para a execução da medida. PRODUTO: APRESENTAÇÃO MUSICAL Acessibilidade física Para adaptação dos espaços físicos, a Casa de Vovó Dedé, assim como os aparelhos culturais escolhidos para gravação e transmissão dos shows realizados pelo projeto, dispõem de: - Rampas de acesso; - Equipe do projeto identificada, com uniforme e crachás; - Equipe capacitada para agir proativamente diante das diferentes necessidades de acesso das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida; - Sanitários acessíveis. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Não há despesa prevista no orçamento do projeto para a execução das medidas, uma vez que os locais de realização das ações já contam com as adaptações necessárias. Acessibilidade para deficientes visuais: - Espaços totalmente monocromáticos serão evitados, pois uma pessoa com baixa visão tem dificuldade de se localizar; - Será utilizado o serviço de audiodescrição em todas as apresentações musicais realizadas. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Serviço de audiodescrição. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Cuidado para que ruídos excessivos nos espaços sejam evitados; - Todas as ações dispostas no produto do projeto contarão com intérprete de libras. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de Libras. PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAIS Em todos os locais onde as contrapartidas sociais serão realizadas, os lugares na frente serão destinados às pessoas com necessidades especiais. Acessibilidade física Para adaptação dos espaços físicos, a Casa de Vovó Dedé, assim como os aparelhos culturais escolhidos para gravação e transmissão dos shows realizados pelo projeto, dispõem de: - Rampas de acesso; - Equipe do projeto identificada, com uniforme e crachás; - Equipe capacitada para agir proativamente diante das diferentes necessidades de acesso das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida; - Sanitários acessíveis. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Não há despesa prevista no orçamento do projeto para a execução das medidas, uma vez que os locais de realização das ações já contam com as adaptações necessárias. Acessibilidade para deficientes visuais: - Cuidado para que os níveis de iluminação nos espaços de circulação e onde acontecerão as palestras e oficinas suficientes para uma boa acuidade visual; - Espaços totalmente monocromáticos serão evitados, pois uma pessoa com baixa visão tem dificuldade de se localizar; - Será utilizado o serviço de audiodescrição em todas as contrapartidas sociais oferecidas (oficinas e palestras). Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Serviço de audiodescrição. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Cuidado para que ruídos excessivos nos espaços sejam evitados; - Todas as ações dispostas no produto do projeto contarão com intérprete de libras. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de Libras. Para garantir que as propostas de ação cultural e educativa sejam adequadas às diferentes necessidades das pessoas com deficiência, levaremos em consideração as especificidades de cada indivíduo, respeitando, no entanto, o processo de programação e estabelecimento de políticas de inclusão.
O formato atual desta edição assume uma configuração de Festival de Música, no qual a programação se divide em duas vertentes: cultural e pedagógica. PRODUTO: FESTIVAL/MOSTRA Estão previstas as seguintes medidas de democratização de acesso, citadas no artigo 21 da IN 02/2019: Inciso III - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; Inciso IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. PRODUTO: APRESENTAÇÃO MUSICAL Estão previstas as seguintes medidas de democratização de acesso, citadas no artigo 21 da IN 02/2019: Inciso III - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; Inciso IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAIS Estão previstas as seguintes medidas de democratização de acesso, citadas no artigo 21 da IN 02/2019: Inciso III - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; Inciso IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; Inciso V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22. (Observação: As formações ofertadas serão transmitidas gratuitamente e de forma virtual, através do canal TVDD na plataforma YouTube. Sendo assim, as atividades possuem uma abrangência maior que o público contemplado pelas contrapartidas sociais previstas, uma vez que alcançará não apenas alunos e professores da rede pública de ensino, mas também músicos, compositores, produtores, técnicos, arranjadores, além de outros profissionais da cadeia produtiva musical e pessoas interessadas em música de forma geral.)
CASA DE VOVÓ DEDÉ - INSTITUIÇÃO PROPONENTE E GESTORA A Casa de Vovó Dedé é uma instituição sem fins lucrativos fundada em 1993 na Barra do Ceará, em Fortaleza/CE. Com a missão de promover o desenvolvimento humano, pessoal e profissional, por meio da arte, cultura e educação de crianças e jovens — com faixa etária entre seis a vinte e nove anos — em situação de vulnerabilidade social. Por meio de atividades e projetos totalmente gratuitos. A instituição, que tem a música como pilar, oferta nesse âmbito dezesseis cursos, entre cordas dedilhadas e friccionadas, sopro e outros. Desenvolve formações de grupos musicais e apresentações buscando sempre a participação dos alunos, professores e convidados, o que contribui para o aperfeiçoamento musical de todos. Colabora para o crescimento de seus alunos e professores, através de eventos elaborados pelos jovens dos diversos setores de atividades da instituição. Além de promover a disseminação da arte e cultura, a OSC – Organização de Sociedade Civil, oferta capacitações na área da tecnologia, por meio de oficinas e cursos como: audiovisual, animação, design gráfico, fotografia, entre outros. Atua como um importante canal de fomento e divulgação da cultura da nossa comunidade através da produtora de audiovisual, da TVDD, da Rádio Vovó Dedé e do Estúdio Casa Animada. Atualmente a Casa trabalha com o objetivo de conquistar sua autosustentabilidade, construindo caminhos para adquirir os recursos necessários para seu custeio e investimentos, através da comercialização de serviços produzidos pelos jovens egressos das atividades desenvolvidas pela instituição. Esse modelo permite que toda uma cadeia produtiva gerada pela prestação desses serviços seja remunerada e os recursos excedentes sejam destinados aos trabalhos da OSC, gerando assim oportunidades de trabalho e renda a muitos dos jovens assistidos; além de permitir que a instituição sobreviva, cumprindo sua missão, com seus próprios recursos. WAGNER BARBOSA – DIREÇÃO EXECUTIVA Engenheiro civil por formação, exerce a função de diretor executivo da Casa de Vovó Dedé desde sua fundação, em 1993, e soma, junto à instituição, quase 30 anos de atividades na formação de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social. JONAB FERNANDES – COORDENAÇÃO GERAL Coordenador geral da Casa de Vovó Dedé, é formado em administração de empresas pela Universidade Federal do Ceará e em direito pela Faculdade Cearense. Atua como produtor cultural desde 2005. MAESTRO FERREIRA JÚNIOR – DIREÇÃO MUSICAL Natural de Assaré, Ceará. Oriundo de duas famílias tradicionais de músicos e artistas populares, iniciou os estudos musicais aos 8 anos de idade. Aos 14, foi estudar em Fortaleza, onde passou por diversas escolas, período em que atuou em bandas como a Banda de Música Mirim da Polícia Militar, Banda de Música da Igreja Templo Central, e, por fim, a Banda do Colégio Piamarta. Através desta, viajou para vários países europeus. Nesse mesmo período, Ferreira Júnior conheceu o maestro Manoel Ferreira, com quem iniciou seus estudos de solfejo e harmonia e, consequentemente, arranjo. Os seus primeiros arranjos foram executados pela Banda do Piamarta, dentre eles a música “Dance o Me”, que lhe concedeu uma bolsa de estudos na Itália. Em retorno ao Brasil, trabalhou como músico e arranjador para diversas gravadoras, dentre elas a Sony Music e Som Livre. Graduado em saxofone popular pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), e em composição musical pela mesma universidade. EWELTER ROCHA – COORDENAÇÃO DE OFICINAS E CURADORIA Professor da Universidade Estadual do Ceará, é graduado em música pela UECE, mestre em música pela Universidade Federal da Bahia e doutor em antropologia social pela USP. É pesquisador da Universidade de São Paulo, integrando os grupos PAM – Pesquisa em Antropologia Musical e GRAVI –; Grupo de Antropologia Visual e líder do Grupo de Pesquisa Música, Cultura e Educação Musical, vinculado ao CNPQ. Atualmente, coordena o Programa de Iniciação à Docência em Música da Universidade Estadual do Ceará (PIBID/CAPES). Como artista, desenvolve trabalhos nos campos da música, fotografia e cinema, trabalhando na criação de trilhas sonoras para plataformas audiovisuais, realizando exposições fotográficas e produções de obras audiovisuais. Sua dissertação foi premiada no IV Concurso Latino-americano de Musicologia, em Santiago, e sua tese, contemplada com o Prêmio Funarte de Música Brasileira, havendo recebido também o primeiro lugar no prestigiado concurso Silvio Romero, na edição do ano de 2012. WILLIAM MADEIRO – PROFESSOR Professor, guitarrista, rabequeiro e fotógrafo. Graduando em música da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Membro do Trio Guará – grupo que realizou diversas participações em eventos culturais na França, ganhador do troféu UNESCO pelo Festival Les cultures du monde nos anos de 2016, 2017, 2018 e 2019 – da Orquestra Transversal e do grupo Torrado de Rabeca, que desenvolve um trabalho de pesquisa e preservação da cultura tradicional da rabeca no Ceará. Desenvolve também um trabalho fotográfico com publicações nas mídias sociais. Tem experiência em produção de palco e lutheria de instrumentos de corda friccionadas. Participou de diversas edições do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, bem como de diversos outros festivais cearenses. CATHERINE FURTADO – PROFESSORA Percussionista, baterista e professora do curso de música da Universidade Federal do Ceará. doutora e mestra na área de educação musical. Possui prática artística e docente através da percussão em grupo – o batuque –, integrada com os saberes da cultura afro-brasileira, indígena e nordestina, através da vivência da oralidade, corporalidade e improviso. Regente e diretora artística de cinco espetáculos percussivos do Grupo Casa Caiada. Regente e coordenadora do projeto de extensão da UFC Grupo de Música Percussiva Acadêmicos da Casa Caiada. Fundadora do Grupo Percussivo Ilè Anu. Regeu o Maracatu Solar e diversos outros grupos da cultura popular em Fortaleza. Estudou com Guibolonyo K. (Gana), Guarnieri (AR), Bolão (RJ), Mônica Millet (SA), Clarissa Borba (RGS), Luizinho Duarte (CE) e Mestre Descartes Gadelha (CE). Ministrou oficinas em UNAM (México) e Rio Pandeiro (RJ). Possui pesquisas na área de educação musical e etnomusicologia, com publicações sobre o Maracatu Cearense, práticas percussivas em coletivo e regência de batuque. Realizou, ainda, a gravação do DVD para shows do Maracatu Solar e gravação de CDs com o Guitarrista Djalma Barbosa. GERALDO AMÂNCIO – PALESTRANTE Escritor, poeta, repentista, apresentador e palestrante. Começou a cantar em 1966, ao som da viola. Participou de centenas de festivais em todo o país e classificou-se mais de cento e cinquenta vezes em primeiro lugar. Organizou festivais internacionais de repentistas e trovadores, além do Festival Patativa do Assaré. É autor de três antologias sobre cantoria em parceria com o poeta Vanderley Pereira. Gravou quinze CD’s ao longo da carreira. Representou o Brasil em sete eventos internacionais, além de ter publicado diversos cordéis e livros. Foi apresentador do programa dominical “Ao Som da Viola”, transmitido pela emissora cearence TV Diário. MARIA JULIANA LINHARES – PALESTRANTE Cantora e professora de canto. Atualmente é professora efetiva do curso de licenciatura em música da Universidade Federal do Ceará, onde trabalha nas frentes de performance e educação musical, bem como música e sociedade. Desenvolve pesquisa e ações de cultura artística que promovem diálogo entre música e a dinâmica das minorias na sociedade. Seu primeiro CD, “Pétalas Vocais”, foi lançado em 2015. Integra desde 2015 o casting dirigido pelo maestro catalão Jordi Savall junto à La Capella Reial de Catalunya, em três espetáculos diferentes, já tendo gravado com o grupo CD’s e DVD’s e excursionado pela Europa, América do Norte e América Latina através deste trabalho, que concorreu ao Grammy de 2018 como melhor compilação de música clássica. Ganhou o Prêmio Grão da Música em 2018. No Ceará, produz concertos e espetáculos que revelam novos artistas e atua como cantora solista junto a grupos de câmara, especialmente com o trio Tresillo. Coordena o projeto de extensão que abriga o NEOU – Núcleo de Experimentações Operísticas da UFC. Através do ICANTU – Iniciação ao Canto Popular na UFC, realiza trabalho semelhante, porém dedicados ao canto na música popular urbana.
PROJETO ARQUIVADO.