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O projeto "Mãe Preta- fonte pra nossa arte" fará a montagem de uma peça teatro-literária, que trará a história da Mãe Preta, lenda do folclore regional gaúcho, promovendo um retorno às origens da povoação das cidades do Rio Grande do Sul, unindo história, cultura e folclore, valorizando a diversidade e resgatando atores sociais pouco conhecidos na cultura recente, a partir de texto criado por escritor passo-fundense.
Como a negra Mariana aportou nesta região dos campos do cimo da serra ninguém sabe ao certo. Aquele era um tempo de escassos registros, quase tudo o que acontecia ficava marcado na alma e, no seu caso, também no corpo. Os acontecidos da vida passavam de boca em boca com acréscimos ou reduções nos detalhes conforme o ouvido de cada um. Como fugitiva, teria vindo com as primeiras comitivas de tropeiros que se aventuraram desde Sorocaba, São Paulo, e cujo destino final era a pampa argentina. Às vezes quem foge apenas foge, não sabe bem aonde vai parar, só sabe que precisa sair, deve ir embora: ela tinha que sair. Era garota incomum. Tinha o olhar, o andar e o porte dos altivos. Para os seus fora ungida pelos deuses; os demais diziam que tinha pacto com forças do além, era bruxa, garantiam, tal a aura que a envolvia. Não há escapatória parte da história dessa mulher que está incrustada em nosso imaginário será sempre um mistério. Viva, doce, esbelta, fugiu de uma fazenda de café ou cana-de-açúcar – esse detalhe escapa – com Felisbino depois de receber a bênção do Pai de Santo. Eram filhos de escravos. Estava perdidamente enamorada pelo moço. Garoto incomum e embora piazote possuía o caráter dos indomáveis, algo que desagrada aos senhores, mas que é do agrado das mulheres. Era belo, forte, porém o que mais atraia a atenção das moças, inclusive de moradoras da Casa Grande, era a doçura no se relacionar; o chicote atormentava seu corpo, mas jamais eliminara a ternura do espirito. Por ousar levantar os olhos durante corretivo do senhor da fazenda foi posto a ferros. O indomável faz isso: segura o olhar. E o faz por intuir que para ser alguém de respeito é imperioso segurar os olhos por mais amedrontadores que sejam os olhos que afronta. As marcas do chicote de couro cru nunca saíram do lombo. Nesse dia, antes da meia noite, graças a inexplicável escuridão surgida em plena lua cheia, a coragem alimentada pelo amor e a força gerada pelo ódio Mariana arranca o jovem dos ferros e o carrega até a entrada da floresta, no lado Sul da senzala, não distante da casa grande. E agora, como adentrar na escuridão da mata fechada? Como não deixar vestígios para o capitão-de-mato que, bem cedo, começaria a caçá-los com a alma dos que desconhecem a piedade?
OBJETIVO GERAL: - Produzir cenário e figurinos, ensaiar e circular com a peça teatro-literário "Mãe Preta, fonte pra nossa arte". OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Confeccionar 1 (um) cenário. - Confeccionar 2 (dois) figurinos.- Realizar 20 (vinte) apresentações em formato de peça teatro-literária; - Realizar 16 (dezesseis) oficinas de Inciação Teatral como Contrapartida Social;
Em 1827, foi fundada pelo cabo Manuel José das Neves, a Fazenda Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas terras que recebeu da Comandância Militar de São Borja. Essa fazenda foi a retomada da povoação da região onde hoje fica o município de Passo Fundo. Sua sede ficava onde hoje está a Praça Tamandaré. Diz a lenda que Mãe Preta era uma escrava de Cabo Neves, senhor destas glebas. Mariana, conhecida como Mãe Preta, tinha apenas um filho. E este filho era a sua alegria. Certo dia, ele fugiu de casa, causando a tristeza de sua mãe. E das lágrimas da Mãe Preta teria brotado uma fonte. A fonte em torno da qual fica hoje o Chafariz da Mãe Preta. Antes de morrer, Mãe Preta teria sido visitada pelo Menino Jesus. E este teria dito a ela que não chorasse. Pois o filho dela se encontrava na mansão celeste. Jesus teria dito ainda: - Em recompensa de tua dor, peça o que quiseres que eu te darei. Mãe Preta, então, pediu a Jesus: - Dá-me a felicidade de ir para junto de meu filho. E como lembrança quero deixar essa fonte. Assim, quem dela beber sempre retornará a este local. O Chafariz da Mãe Preta fica na Rua Uruguai, esquina com a Dez de Abril, na Praça da Mãe Preta, em Passo Fundo. O conceito de patrimônio histórico foi alterado em 1988 pela Constituição Federal em seu artigo 216, o qual passou a dizer que o patrimônio é constituído dos bens materiais e imateriais. Essa mudança tornou possível a catalogação e preservação de manifestações culturais intangíveis, mas que demonstram tanto quanto os bens materiais, a cultura de uma determinada comunidade. E sendo assim, a partir disso os mitos e lendas tornaram-se muito mais importantes como uma forma de expressar a identidade dos povos. Nosso folclore e cultura são vistos e compreendidos como ricos, mas de difícil definição, porém são importantes meios para pesquisa e estudo da nossa visão de mundo e compreensão da vida. Isso revela que nossa cultura e patrimônio precisam ser lembrados e transmitidos às novas gerações para que não se perca esse hábito de narrar esses acontecimentos que dizem muito sobre a sábia e rica cultura das comunidades habitantes das cidades. Diante disso, o projeto "Mãe Preta, fonte para nossa arte" resgatará a lenda passo-fundense, pouco conhecida pelas atuais gerações, com a montagem e encenação de um espetáculo teatro-literário que resgatará a história da "Mãe Preta", mostrando sua importância social e ancestral para o povoamento da região do Município de Passo Fundo, perpetuando as tradições que passam de geração em geração. Desta forma, o Grupo Timbre de Galo trará o resgate da Cultura Popular, do folclore e das Lendas que rondavam e rondam o imaginário de crianças e adultos que vivem ou passam pela região de Passo Fundo/RS. A montagem e encenação da peça trará o fortalecimento da cadeia produtiva da cultura no Rio Grande do Sul, disseminando nomes dos artistas locais, difundindo Cultura e valorizando os artistas do nosso estado levando também, às cidades de médio e pequeno porte, o contato com as tradições de suas comunidades. Esta oportunidade de unir a comunidade e os artistas locais e regionais garante que se valorize o produto da nossa terra, este que, dissemina a história da arte e da cultura rio-grandense por onde passa. O projeto atende a Lei nº 8313/91 nos seguintes: *Artigo 1º, incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; *Artigo 3º: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
As apresentações do projeto serão: 20 (vinte) em Escolas Públicas ou em Teatro/ Auditório/ Salão local, resevado para receber os estudantes das Escolas selecionadas, ocorrendo em 3 (três) cidades, Passo Fundo/RS, Marau/RS e Erechim/RS.
* ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS (produto principal) - ACESSIBILIDADE PARA SURDOS E DEFICIENTES AUDITIVOS: Como as apresentações do Espetáculo tem público convidado (escolas públicas) serão contratados intérpretes de libras sempre que necessário (confirmação da necessidade na fase de pré-produção do projeto). - Itens da Planilha Orçamentária: Tradução simultânea 6- 10- 14 - ACESSIBILIDADE PARA CEGOS E DEFICIENTES VISUAIS: Como as apresentações do Espetáculo tem público convidado (escolas públicas) serão contratados "tradutores ao ouvido" sempre que necessário (confirmação da necessidade na fase de pré-produção do projeto). - Itens da Planilha Orçamentária: tradução simultânea 6- 10- 14 - ACESSIBILIDADE FÍSICA: as apresentações do Espetáculo serão realizadas em local adequado ao acesso de pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida (Escolas Públicas ou local - ginásio, teatro - cedido gratuitamente pela Prefeitura Municipal da cidade beneficiada). Disponibilidade de monitor (assistente de produção) para acompanhar pessoas com deficiência física até seus assentos. - Item da Planilha Orçamentária: destacamos que, conforme Lei Federal nº 13146/2015, os espaços públicos devem se adequar as normas técnicas de acessibilidade física, por isso já indicamos a acessibilidade mínima que o Espaço terá quando forem executadas as apresentações. Desta forma, mesmo sabendo que o número de Escolas Públicas e/ou Espaços Públicos com adaptação física ainda está em expansão, não solicitamos declaração do espaço antecipadamente, por ainda não haver definição das Escolas contempladas nas apresentações, esta definição ocorrerá durante a execução da pré-produção do Projeto em conjunto com as Secretarias Municipais de Educação de cada Município e terá como, um dos critérios, o espaço já estar adaptado fisícamente para acessibilidade de pessoas com deficiencia física ou mobilidade reduzida, por isso não consta item de rubrica designado para esta medida. *CONTRAPARTIDA SOCIAL - ACESSIBILIDADE PARA SURDOS E DEFICIENTES AUDITIVOS: Como as oficinas tem público convidado (escolas públicas) serão contratados intérpretes de libras sempre que necessário (confirmação da necessidade na fase de pré-produção do projeto). - Itens da Planilha Orçamentária: 18- 20- 22 - ACESSIBILIDADE PARA CEGOS E DEFICIENTES VISUAIS: Como as oficinas tem público convidado (escolas públicas) serão contratados "tradutores ao ouvido" sempre que necessário (confirmação da necessidade na fase de pré-produção do projeto). - Itens da Planilha Orçamentária: 18- 20- 22 - ACESSIBILIDADE FÍSICA: as oficinas serão realizadas em local adequado ao acesso de pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida (Escolas Públicas ou local - ginásio, teatro - cedido gratuitamente pela Prefeitura Municipal da cidade beneficiada). Disponibilidade de monitor (assistente de produção) para acompanhar pessoas com deficiência física até seus assentos. - Item da Planilha Orçamentária: destacamos que, conforme Lei Federal nº 13146/2015, os espaços públicos devem se adequar as normas técnicas de acessibilidade física, por isso já indicamos a acessibilidade mínima que o Espaço terá quando forem executadas as Contrapartidas Sociais. Desta forma, mesmo sabendo que o número de Escolas Públicas e/ou Espaços Públicos com adaptação física ainda está em expansão, não solicitamos declaração do espaço antecipadamente, por ainda não haver definição das Escolas contempladas na Contrapartida Social, esta definição ocorrerá durante a execução da pré-produção do Projeto em conjunto com as Secretarias Municipais de Educação de cada Município e terá como, um dos critérios, o espaço já estar adaptado fisícamente para acessibilidade de pessoas com deficiencia física ou mobilidade reduzida, por isso não consta item de rubrica designado para esta medida.
- Os produtos serão gratuitos para toda a população. - O proponente irá disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais das apresentações do Espetáculo e das atividades de Contrapartida Social, conforme inciso IV, do artigo 21, da IN 02/2019. -Será permitida a captação de imagens das atividades com autorização prévia de veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias, conforme inciso IV, do artigo 21, da IN 02/2019. - Serão distribuídas gratuitamente "revistinhas em quadrinhos" (item inserido nos custos de divulgação), em cada apresentação do projeto, com a história da peça e atividades programáticas que poderão ser utilizadas como práticas pedagógicas por professores e Escolas, conforme inciso X, artigo 21, IN nº 02/2019.
* GRUPO TIMBRE DE GALO - FUNÇÃO QUE O PROPONENTE EXECUTARÁ NO PROJETO: Coordenação geral e gestão administrativa/técnico-financeira do projeto. - Currículo Resumido: O Grupo de Teatro Timbre de Galo foi fundado em 2008, e nasceu com a perspectiva da popularização e democratização do acesso ao teatro, sendo este o eixo central do seu trabalho. Para isso, desenvolve uma pesquisa de resistência e criação ética e estética para a cultura popular, elemento presente na encenação dos seus espetáculos. Ao longo de sua trajetória artística, o grupo trilha um caminho voltado à pesquisa de linguagem para o teatro popular e itinerante, o que torna o Timbre de Galo um patrimônio simbólico, construído através do vínculo consolidado com as comunidades onde chega o seu trabalho. O Grupo Timbre de Galo já participou de vários espetáculos, festivais e oficinas, apresentando em vários estados brasileiros como: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Distrito Federal. Espetáculos: O Auto da Paixão e da Alegria / Texto: Luis Alberto de Abreu / Direção: Mario Santana, A Viagem de Um Barquinho / Texto: Sylvia Orthof / Direção: Eliezer Machado Áires, O Casamento de Hermelinda / Texto: Carlinhos Tabajara e Julio Adrião / Direção: Julio Adrião, O Bilhete / Texto: Leandro Scalabrin / Direção: Guedes Betho, Um Lugar de Fantasia Timbre Conta Poesia / Texto: Flávio Guerrico / Direção: Guedes Betho. * NAIARA CAVALHEIRO - Função no Projeto: Produção - Currículo Resumido:Sua trajetória artística começou muito cedo, com o envolvimento da sua família no Carnaval, atuou em várias escolas de samba do Rio Grande do Sul, como autora de temas enredos, aderecista e carnavalesca, sendo detentora de vários campeonatos. Sua paixão pelo Teatro iniciou no ano de 2002 quando participou de uma seleção de atores para o espetáculo Peter Pan da Cia de Espetáculos da UPF (Universidade de Passo Fundo). Em 2005 juntamente com Piéterson Duderstadt fundou a Cia da Cidade-Produtora, nestes últimos 10 anos, produziu mais 10 espetáculos teatrais entre eles: A mansão do Terror, Ari Areia Um GrãozinhoApaixonado, Psicose a Comédia, Canalhas (Baseado na Obra de Nelson Rodrigues), O Vendedor de Sonhos- Musical Circense,Marrom Nem Preto Nem Branco e Jornada de Livro e Sonhos. Foram mais 200 performances no Brasil e exterior. Participou deFestivais em Tacna\Peru (Albarracino), Buenos Aires\ Argentina (Festival Internacional de Folclore), Curitiba\PR(Fringe),Florianópolis (Isnard Azevedo) Americana\SP (Festival Nacional de Artes Cênicas), São José do Rio Preto\SP (Janeiro Brasileiro daComédia) Tem em seu currículo a produção de grandes eventos, como a abertura das Jornadas Literárias, maior evento Literário daAmérica Latina, festival Internacional de folclore, CSIO da Juventude e abertura do Fei Américas Jumping Champinships. * MARA LÚCIA DE OLIVEIRA CAVALHEIRO - Função no Projeto: Atriz - Currículo Resumido: Atriz e Produtora do Grupo Timbre de Galo nos espetáculos: O Auto da Paixão e da Alegria / Texto: Luis Alberto de Abreu / Direção: Mario Santana, A Viagem de Um Barquinho / Texto: Sylvia Orthof / Direção: Eliezer Machado Áires, O Casamento de Hermelinda / Texto: Carlinhos Tabajara e Julio Adrião / Direção: Julio Adrião, O Bilhete / Texto: Leandro Scalabrin / Direção: Guedes Betho, Um Lugar de Fantasia Timbre Conta Poesia / Texto: Flávio Guerrico / Direção: Guedes Betho, Registro Profissional: MTPS N°.8287.
Em razão da omissão na regularização da suspensão junto ao Ministério da Cultura o projeto passa para a condição de inadimplente