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PRONAC 220809Apresentou prestação de contasMecenato

Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá

Miguel Fernando Perez Silvia - ME
Solicitado
R$ 260,5 mil
Aprovado
R$ 260,5 mil
Captado
R$ 48,2 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

18.5%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
22

Localização e período

UF principal
PR
Município
Maringá
Início
2023-04-01
Término
2025-09-12
Locais de realização (1)
Maringá Paraná

Resumo

O documentário de média-metragem "Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá" visa resgatar os principais fatos que retratam a formação acadêmica em Maringá-PR, cidade que conta com universidades, centros universitários e faculdades, formando um dos principais polos educacionais do Brasil. Com 69 minutos, será finalizado em 4K e exibido de forma gratuita para a população local.

Sinopse

O projeto “Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá” resultará em um documentário de média-metragem, estimado em no máximo 69 minutos. O seu conteúdo abordará o surgimento do ensino acadêmico na cidade de Maringá-PR, a sua consolidação, impactos no desenvolvimento socioeconômico e intelectual, bem como o desdobramento na criação de instituições superiores privadas. Ainda, por se tratar de obra destinada ao campo da Educação Patrimonial, segundo o Guia Prática – 2012 da Secretaria Nacional de Justiça/MJ, a classificação indicativa será livre para todos os públicos.

Objetivos

O projeto "Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá" tem como Objetivos Gerais: • Produzir documentário de média metragem, previsto em 69 minutos, com finalização em 4K, sobre a história do ensino superior em de Maringá-PR, a ser distribuído gratuitamente em plataformas virtuais para 10 mil expectadores, conforme previsto no plano de distribuição; • O projeto será realizado para destacar a importância do ensino acadêmico para o desenvolvimento socioeconômico e cultural em determinados períodos históricos da sociedade local, conforme previsto pelo Artigo 2 do Decreto Nº 10.755/2021, em seus itens: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão e II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira. Por essa razão, ainda, destacam-se como objetivos gerais: • Despertar o interesse da sociedade contemporânea acerca da formação das primeiras instituições de ensino da cidade; • Entrevistar antigos moradores que tiveram relação direta e indireta com o ensino superior local. Como Objetivos específicos, o projeto prevê: • Disponibilizar esse conteúdo, de maneira organizada em formato de documentário média-metragem, por meio de plataformas digitais e redes sociais do Maringá Histórica, promovendo a sua disseminação e popularização. A expectativa é atingir pelo menos 10 mil expectadores ao todo; • Planeja-se entrevistar, ao menos, 10 pessoas, entre antigos moradores da localidade, pesquisadores, ex-acadêmicos, ex-professores e historiadores. Como Metas Qualitativas do projeto, destacam-se: • Promover o espírito de valorização da história local; • Contextualizar a Educação Superior como base do desenvolvimento econômico e intelectual da cidade; • Valorizar memórias privadas e coletivas.

Justificativa

Projetos de resgate histórico são fundamentais para a preservação da memória e da identidade de um povo. É habitual que ações de salvaguarda e manutenção de dados históricos sejam efetivadas de maneira contínua e institucionalizada em regiões com formações seculares. Entretanto, o mesmo não se é percebido em cidades mais jovens, como é o caso de Maringá, no interior do Paraná. Fundada em 10 de maio de 1947, Maringá teve seu nome inspirado na canção composta pelo médico mineiro Joubert de Carvalho, e que fez muito sucesso ao longo da década anterior. A cidade, diferentemente de outras do país, foi concebida a partir de um amplo projeto de colonização estabelecido pela empresa britânica Companhia de Terras Norte do Paraná, que foi adquirida por investidores brasileiros no início da década de 1940. Com esmero e cuidado, Maringá ganhou destaque por seu projeto urbanístico e paisagístico, o que fez que conquistasse sua emancipação política poucos anos após sua elevação à categoria de Distrito, que ocorreu no mesmo ano de sua fundação. Mas, assim como destacou Victor Hugo, ao desconstruirmos as cidades restam apenas pessoas. Isso implica dizer que nossas memórias são estruturadas, também, a partir das relações de afeto e de atos promovidos por pessoas que estão próximas ou distantes de nós, sejam no tempo ou no espaço. Por essa razão, é inevitável questionar que Maringá possui dezenas de milhares e homens e mulheres que ajudaram a construir sua história. Mas, inegavelmente, algumas dessas pessoas acabam ganhando maior relevância por seus feitos, conquistas ou participação coletiva. E dentro deste contexto que destacaremos a importância do ensino superior local para o desenvolvimento econômico e intelectual da cidade por meio do documentário de média-metragem "Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá". É preciso destacar, nesta recuperação histórica, o movimento de fundação das universidades paranaenses de caráter público no início da década de 1960, e a evolução da oferta de vagas em todo o Estado do Paraná. A Lei n. 5.540/1968, conhecida como Lei da Reforma Universitária, fruto do acordo entre o Ministério da Educação (MEC) e a United States Agency for International Development (USAID) selaram acordo para a organização das universidades em torno de um projeto educacional existente. Tal impulso culminou com a criação, pelo então Governador do Estado Paulo Pimentel, por meio da Lei n. 6.034/1969, das três primeiras universidades estaduais interioranas do Estado: a de Londrina - Universidade Estadual de Londrina (UEL); a de Maringá´ - Universidade Estadual de Maringá (UEM); e a de Ponta Grossa - Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A possibilidade de estudo no ensino superior em universidades no interior transformou os municípios que passaram a abrigar tais instituições. Maringá, à época com 121.374 habitantes, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passou a ter um perfil mais universitário, com estudantes oriundos de diversas partes do país que buscavam mais conhecimento no ambiente acadêmico, bem como sedimentou o exercício profissional vindouro. Em Maringá, na virada para os anos 1990, foi atingida a marca de 240.292 habitantes (1991), segundo os dados do IBGE, e com essa expansão a oferta de cursos da UEM não supria a necessidade existente. Mais do que isso: o risco de perder talentos locais aumentava a cada dia, e assim havia uma lacuna a ser preenchida por profissionais capacitados para determinadas funções, devido à franca expansão local. A demanda pelo crescimento das instituições de ensino superior foi semeada, e os frutos são colhidos até hoje. Diante da impossibilidade de a UEM atender a todas as procuras, o pioneirismo dos educadores locais foi de suma importância para transformar a cidade em um polo educacional nacional, atendendo tanto ao público interno quanto o externo. Foi registrado, por exemplo, neste movimento de fundação de instituições de ensino privadas, que há pouquíssima história registrada acerca das escolas particulares _ tanto em livros, quanto em áudio/vídeo. Assim, este projeto justifica-se exatamente por retratar uma temática incipiente no aspecto histórico de Maringá: a educação no ensino superior maringaense, tanto pública quanto privada. Os produtos culturais em audiovisual, em formato de documentários, são essenciais e fundamentais para a preservações de nosso passado. Neste caso, a experiência do Maringá Histórica, que há quase duas décadas atua resgatando a história local, aliado à grande experiência da produtora Cosmos Filmes e do professor Dr. Tiago Valenciano, pesquisador do tema alvo desta produção, encontra amparo para essa produção. Posto isso, a proposta aqui descrita vai ao encontro do que preconiza a Lei Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Federal nº 8.313/91), que em seu Art. 1º que visa: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. E, em seu Art. 3º, II _ fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural. Ainda, para fins de enquadramento, evoca-se o Art. 18, § 3º, alínea f.

Estratégia de execução

Vale ressaltar que o projeto Maringá Histórica possui amplo acervo documental, imagético e textual sobre a história do Município de Maringá. Além desses milhares de arquivos, serão incorporados novos documentos a serem garimpados em acervos públicos da cidade, bem como aqueles que poderão ser disponibilizados pelos entrevistados ao longo do processo de execução do projeto. Todas as imagens dos entrevistados, bem como esses conteúdos impressos históricos contarão com as respectivas autorizações para veiculação, bem como cessão de direitos autorais, quando necessário for, conforme estabelecido pelas legislações vigentes.

Especificação técnica

Conforme estabelecido pela IN 05/2017, o conteúdo de audiovisual aqui previsto será desenvolvido dentro das limitações de média-metragem, em acordo com respectivo CNAE previsto no cartão de CNPJ do proponente (59.12-0-99). Com isso, considerar-se-á que o documentário terá, no máximo, 69 minutos. A captação de imagens se dará com equipamentos condizentes para resultar em material 4K e som surround 5.1. Lentes específicas serão incorporadas às captações para o melhor resultado, conforme orientações a serem estabelecidas pela equipe técnica. Com a direção fotográfica e a concepção artística de audiovisual, o produto cultural será colorizado e tratado de acordo com os objetivos da direção geral e seu respectivo roteiro.

Acessibilidade

O projeto de documentário de média-metragem, “Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá”, será desenvolvido para veiculação nas plataformas das redes sociais (Instagram, YouTube e Facebook), bem como o site do Maringá Histórica (www.maringahistorica.com.br). Desse modo, considerar-se-á a legislação vigente, atendendo aos aspectos de acessibilidade previstos para as pessoas com necessidades especiais, bem como o estipulado pelo art. 27 do Decreto nº 5.761, 27 de abril de 2006, pelo art. 47 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999 e pelo art. 2º do Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Em atendimento a Seção I do Capítulo V, da Instrução Normativa nº 01/2022, adotaremos todas as medidas de acessibilidade: a) Audiodescrição: narração adicional roteirizada, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra audiovisual à sua versão dublada, contendo descrições das ações, linguagem corporal, estados emocionais, ambientação, figurinos, caracterização de personagens, bem como a identificação e/ou localização dos sons. b) Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos – LSE: consiste na conversão do texto oral para o texto escrito de uma língua para outra, dentro de uma mesma língua ou de uma língua de sinais para uma língua escrita, levando-se em conta, na composição das legendas, a redução textual decorrente das restrições de tempo, espaço na tela, número de caracteres, conveniência de supressão ou acréscimo de informações, segmentação, alinhamento, fonte e local de cada legenda na tela e velocidade de leitura. Devem ser explicitadas informações de efeitos sonoros, música, sons do ambiente, silêncios significativos e aspectos paralinguísticos do discurso perceptíveis pela entonação ou pela emissão de sons não verbais – como choro ou riso –, bem como adicionada a identificação dos falantes. c) Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS: forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Obs. 1: Todo material de divulgação dos produtos culturais gerados pelo projeto conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade adotadas para o produto. Obs. 2: Todos os custos estão previstos na Planilha Orçamentária.

Democratização do acesso

Por sua característica, o projeto, “Da lama à universidade: a história do ensino superior em Maringá”, será veiculado abertamente nas redes sociais do Maringá Histórica, bem como em seu site, por onde mais de 70 mil pessoas circulam todos os dias em busca de informações sobre o passado da cidade. Naturalmente, a sua distribuição aos espectadores se dará gratuitamente, sem qualquer tipo de pré-cadastro ou registro, ação que poderia inibir ou limitar o acesso aos conteúdos que serão produzidos. Essa informação será circulada por meio dos materiais publicitários e veículos de comunicação, a fim de estimular ainda mais a participação e o engajamento do público. Ainda, em consonância com o Art. 24, da IN 01/2022, seguem as medidas de ampliação acesso ao produto previsto por este projeto: - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas; - Acesso ao conteúdo de forma desburocratizada e completamente gratuita.

Ficha técnica

Maringá Histórica / Proponente e coordenador do projeto O projeto Maringá Histórica surgiu em 2007, por meio do pesquisador Miguel Fernando, com o objetivo de reunir vídeos antigos do Norte e Noroeste do Paraná, em especial da cidade de Maringá. Contudo, a proposta ganhou uma esfera maior do que o esperado e se transformou em Blog no ano de 2009. Em 2015, ganhou página no Facebook, onde tem mais de 16 mil curtidas, além de ter iniciado a produção de vídeos para o Youtube com conteúdos sobre pontos e estruturas da história local, onde contabiliza mais de 34 mil inscritos. No Instagram conta com mais de 30 mil seguidores. Com essas importantes ferramentas, a história local se tornou acessível ao grande público (www.maringahistorica.com.br). Atualmente, o projeto Maringá Histórica se transformou em um dos maiores acervos históricos virtuais independentes do Brasil. São mais de 4 mil publicações com arquivos imagéticos, documentos, textos e depoimentos sobre a cidade de Maringá. Miguel Fernando / Roteirista e diretor geral Bacharel em Turismo e Hotelaria pelo Centro Universitário de Maringá - UNICESUMAR (2008), com especialização em História e Sociedade do Brasil pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2010) e em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona - Espanha (2017). É mestrando em História Política. Realiza pesquisas sobre a história de Maringá e o Norte do Paraná, as quais são disponibilizadas no site do projeto Maringá Histórica. Foi um dos idealizadores do jornal sobre a cultura da região de Maringá, O Duque, e coordenou o departamento de eventos da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) durante seis anos. Foi diretor executivo do Instituto Cultural Ingá (ICI), uma agência de incentivo e fomento à cultura. Também ocupou a função de secretário municipal de Cultura de Maringá (2018-2020). Atua como gestor de eventos, consultor para projetos artísticos e culturais, bem como pesquisador da história de personalidades, empresas e instituições. Tiago Valenciano / Pesquisador e produtor executivo É graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (2005-2008), Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (2009-2011) e Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (2012-2016). Assistente Legislativo da Câmara Municipal de Maringá, Professor Universitário de cursos de Graduação e Pós-Graduação, lecionando em diversas universidades. Integra o Núcleo de Estudos Paranaenses (NEP) da UFPR, além do Círculo de Estudos Bandeirante da PUC-PR, do Centro de Letras do Paraná e da Academia de Letras de Maringá, ocupando a cadeira de nº 19. Publicou os seguintes livros: “A Radiografia do Poder” em 2013; “Cara de Santo – as propagandas políticas do Paraná” em 2014; “Política Brasileira: como entender o funcionamento do Brasil” em 2015; “Tribuna – Discursos de Bento Munhoz da Rocha Netto” em 2016; “Direito Eleitoral – Teoria e Prática” em 2018; “Tadeu França do povo: nada mais!” em 2018; “Whatsapp: a caixa preta das eleições 2018”, em 2019; “Política brasileira: como entender o funcionamento do Brasil”, em 2020; além de livros didáticos e capítulos de livros. Cursa design gráfico na UniCV, design de produto na UniCesumar e é editor de vídeos. Cosmos Filmes / Direção de fotografia, captação de imagens/áudio, tratamento e colorização de imagens e edições Iniciou suas atividades em junho de 2016, atuando no mercado publicitário, educacional e cultural. Atende clientes como Instituto Cultural Ingá, Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Teclaser, Grupo Telhaço, Euphoria Eventos, PAM Saúde, Grupo G10, Arbache Innovation, Sancor Seguros, Santa Casa de Maringá, Spraytech Fertilizantes, Nortox e Maringá Histórica, além de produzir seus próprios projetos de vídeo documentários.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.