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O Festival Visões Periféricas é um projeto pioneiro e singular que amplia, por meio da exibição de filmes e laboratório desenvolvimento de projetos, o espectro de visões sobre espaços periféricos brasileiros. Em 2023 será realizada a 16a edição, durante 7 dias, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A programação vai ser composta por mostras competitivas de filmes de curta, média e longa metragem e debates.
Não aplicável.
Objetivo geral: O Festival Visões Periféricas 2023 (16ª edição) tem por objetivo geral estimular o surgimento, o crescimento e a conexão de projetos de audiovisual espalhados pelo estado do Rio de Janeiro e outras regiões do paiÌ?s. Esses projetos promovem uma formação teÌ?cnica e esteÌ?tica de indiviÌ?duos e coletivos nas periferias brasileiras e ampliam, por meio da produção de filmes, o espectro de visões sobre esses espaços a partir do olhar de quem vive o seu cotidiano. Sendo um projeto pioneiro e atualmente uÌ?nico no paiÌ?s e na cidade, o festival possui um papel importante no cenaÌ?rio local e nacional para a difusão dessa produção e o desenvolvimento esteÌ?tico e profissional de novas gerações de produtores e exibidores de audiovisual. Sendo assim o objetivo geral do projeto vai ao encontro das diretrizes dos incisos do Decreto Nº 10.755, DE 26 DE JULHO DE 2021 nas finalidades de:I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e sua difusão em escala nacional; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; Por contribuir para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, por promover a produção cultural e artística brasileira, por estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal e por priorizar um produto cultural originário no Brasil. Ao propor exibições de filmes de realizadores de periferia, estimulando a capacitação técnica em um ambiente de desenvolvimento de projetos audiovisuais para realizadores e educadores de periferia de forma gratuita, o projeto proporciona o fomento à produção cultural e artística e promove o estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, através da distribuição gratuita e pública de ingressos para atividades culturais e artísticas. Objetivos específicos: - Reunir e exibir, durante 6 dias na cidade do Rio de Janeiro (RJ), cerca de 60 filmes em salas de cinema produzidos nas muÌ?ltiplas periferias brasileiras distribuiÌ?dos em três mostras competitivas: Visorama (contempla curtas produzidos em projetos de formação audiovisual no ensino básico, médio e/ou projetos do terceiro setor em todas as regiões do Brasil); Fronteiras ImaginaÌ?rias (contempla curtas produzidos em todo território nacional por realizadores independentes, muitos deles jovens de periferia que chegaram aos cursos de graduação em audiovisual); Cinema da Gema (mostra que surgiu para abrigar exclusivamente o grande volume de curtas produzidos no município do Rio de Janeiro, uma cidade que sempre esteve na vanguarda da produção audiovisual); e a Panorâmica (que é o desdobramento natural do amadurecimento de realizadores da periferia que se aventuram no formato do média e longa metragem). - Realizar o laboratoÌ?rio Visões Lab que irá selecionar 6 projetos de longas de ficção para receber uma mentoria nas áreas de direção, roteiro e produção executiva, além de participar de um Pitching com a participação de importantes players do mercado. - Disponibilizar as mostras de filmes online para o público da internet.
Em 2007 o Visões periféricas surge como primeiro Festival no Brasil a dedicar sua programação à filmes produzidos nas periferias brasileiras. Em seus 16 anos de vida o Visões foi se consolidando aos poucos como um lugar de referência dessa produção que foi crescendo em volume e se espalhando por todo o país. A lei de cotas de 2012 foi um importante fator para que brasileiros oriundos de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e índios, ingressassem em cursos de graduação de cinema. Em meados da segunda década, a visibilidade alcançada pelo festival após anos de atividade regular contribui para projetar realizadores selecionados e premiados. É perceptível a receptividade de outros festivais brasileiros tradicionais, e até internacionais, à essa produção. É o caso do diretor Bruno Ribeiro, um jovem diretor negro, premiado no Visões periféricas em 2017 e posteriormente laureado com seu último curta no Festival de Berlim em 2022.Pelo seu pioneirismo e constância, o Visões Periféricas segue atuando como plataforma de lançamento, onde muitos filmes começam sua trajetória. Assim, o curta-metragem ainda se mantém como o principal formato, aquele que fornece mais filmes entre os cerca de 600 filmes inscritos todos os anos. Atualmente, o Rio de Janeiro é o Estado que mais inscreve filmes no festival, representando quase 50% das inscrições. Hoje, um dos principais desafios para os realizadores que vem das periferias é a sua inserção e permanência profissional no mercado audiovisual. Nos últimos anos, o players de mercado entenderam a necessidade de absorver em seus quadros profissionais que vem das periferias, principalmente negros e negras, mas ainda existe muito a ser feito e o Visões periféricas quer seguir contribuindo para a transformação desse quadro.Para atender um mercado competitivo e um público consumidor exigente tornou-se indispensável produzir narrativas que espelhem a diversidade social, racial e de gênero do país. Por isso, em 2018, o Visões decide criar o Visões Lab, o primeiro laboratório dedicado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais produzidos nas periferias brasileiras, convidando players para rodadas de negócio e Pitching. O ótimo resultado e repercussão da iniciativa nos estimulou a dar continuidade, desta vez apostando no desenvolvimento de projetos de ficção, gênero que se mostra fundamental para disputar as narrativas acerca das periferias. Ademais, o projeto vai de encontro às diretrizes instituídas nos incisos I, II, VIII e IX do Artigo 1º da Lei 8313 de 1991, por contribuir para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, por promover a produção cultural e artística brasileira, por estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal e por priorizar um produto cultural originário no Brasil. Ao propor exibições de filmes de realizadores de periferia, oficinas de capacitação técnica e um ambiente de desenvolvimento de projetos audiovisuais para realizadores e educadores de periferia de forma gratuita o projeto proporciona o fomento à produção cultural e artística e promove o estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, através da distribuição gratuita e pública de ingressos para atividades culturais e artísticas conforme os objetivos descritos nos incisos II e IV do Artigo 3º da Lei 8313 de 1991. Sendo assim, ao transformar o projeto apto à captação de recursos junto às empresas patrocinadoras, a chancela deste Ministério da Cultura se faz de extrema importância para a viabilização de parcerias estratégicas e concretização dos objetivos propostos.
O Visões Periféricas é um projeto pioneiro. Ele foi o primeiro Festival no Brasil a dedicar sua curadoria à filmes produzidos nas periferias brasileiras. Ao longo de 16 anos de realização, o Visões abriu caminho e se consolidou como um projeto inovador e de referência, gerando uma expectativa pela abertura de inscrições todos os anos.- Desde 2021, os filmes do festival atingiram um maior alcance por meio da exibição no formato presencial e online.- Cerca de metade das inscrições tem como origem o município do Rio de Janeiro. O fato do Festival ter nascido e ser sediado aqui é motivo de forte identificação com as cidade. O Rio de Janeiro, por suas características, facilita o trânsito dos realizadores por diversas camadas sociais e geográficas. A cidade é um laboratório que sempre esteve na vanguarda da produção audiovisual nacional.- Por ser um Festival, conceitualmente, dedicado exclusivamente à produção das periferias, o Visões Periféricas potencializa a formação de uma Rede entre seus realizadores presentes no Festival.- Os realizadores e filmes que são selecionados e premiados todos os anos no Visões Periféricas ganham uma projeção que facilita a sua circulação em outros Festivais. Isso acontece porque o Visões sempre investiu financeiramente na realização do evento, garantindo uma boa infraestrutura e divulgação.- Em 2018, o Visões Lab passou a integrar a programação do Festival. Trata-se de um ambiente inovador de mercado que, desde a sua criação, desenvolveu 146 projetos entre curtas, longas e séries. Contou com a participação de importantes players do mercado como a Globonews, FOX, GNT, Amazon, Canal Brasil, Canal Curta, Canal Futura, etc. O diferencial e pioneirismo em relação a outras ações semelhantes é que o Visões Lab é responsável por criar, com sucesso, um ambiente com potencial de gerar negócios entre players e projetos de audiovisual comprometidos com a inserção de jovens realizadores de periferia no mercado e a ampliação do espectro de visões sobre as periferias brasileiras.- Todos os anos os projetos e filmes mais bem avaliados pelo júri técnico, players e internauta são premiados com prestação de serviços de produção e pós-produção, o que contribui muito para que os realizadores sigam realizando os projetos.- Por meio da sua Mostra Visorama, o Visões Periféricas fomenta a relação entre educação e audiovisual em escolas públicas e projetos do Terceiro Setor, segmento fundamental para o surgimento de futuros realizadores.
Descrição da realização do laboratório Visões Lab: Inscrição e seleção • O desenvolvimento de projetos no Visões Lab se daraÌ? mediante edital puÌ?blico que seraÌ? divulgado no site do Festival Visões PerifeÌ?ricas com no miÌ?nimo dois meses de antecedeÌ‚ncia aÌ€ realização do evento. • Serão selecionados 6 projetos de longa de ficção. Cada projeto deveraÌ? enviar um argumento de longa-metragem com no miÌ?nimo cinco laudas e no maÌ?ximo sete, descrição de treÌ‚s cenas (não precisa estar na sequeÌ‚ncia) e curriÌ?culo de diretor e produtor. Mentorias • Os projetos seleciondos receberão uma mentoria nas áreas de direção, roteiro e produção executiva e irão participar de um Pitching com a participação de importantes players do mercado na área de direção, roteiro, produção e distribuição. • Cada projeto receberaÌ? a mentoria no laboratoÌ?rio ao longo de dois dias em encontros de 1h com os profissionais reunidos e um especiÌ?fico de ateÌ? 2h.
O Festival Visões PerifeÌ?ricas 2023 (16ª edição) seraÌ? realizado em espaços culturais que ofereçam todos os recursos para portadores de necessidades especiais como rampas, elevadores e barras de apoio. A produção do Festival se encarregaraÌ? de contratar profissionais capacitados para oferecer toda atenção e cuidado com este puÌ?blico. O festival tambeÌ?m se responsabilizaraÌ? por reservar lugares para cadeirantes. AleÌ?m disso, em atendimento à medida II do art. 24 da IN nº 01/2022, estaÌ? previsto no orçamento analiÌ?tico do projeto, custo para a realização de sessões com a presença de um narrador de libras, com audiodescrição e legendagem descritiva para atender ao público de pessoas com deficiência.
Toda a programação do festival eÌ? gratuita, favorecendo o acesso aÌ€ produção audiovisual e formação de novos puÌ?blicos, antes excluiÌ?dos do circuito cultural, como os moradores dos espaços populares. O festival manteÌ?m a parceria com cineclubes para atingir um puÌ?blico de 2.500 pessoas entre estudantes, professores, moradores de espaços populares, profissionais de ONGs, idosos, adolescentes, portadores de necessidades especiais, crianças e frequentadores de mostras e festivais de cinema. A exibição dos filmes pela internet, também é uma medida de ampliação do acesso que vai acontecer nessa edição, mantendo o protocolo de realização dos últimos dois anos de pandemia e atendendo à medida II do art. 24 da IN nº 01/2022, de disponibilizar na internet sessões de filmes da programação. O festival também irá permitir a captação de imagens dos debates realizados após cada sessão com os realizadores e autorizar a veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas, atendendo à medida III do art. 24 da IN nº 01/2022.
O proponente prestará os seguintes serviços ao projeto: Coordenação geral (Tomada de decisões, coordenação da prestação de serviço de toda a equipe do festival, cumprimento do cronograma de execução, orientação sobre a divulgação do evento e confecção de materiais) e produção executiva (definição e execução do orçamento e prestação de contas). Marcio Blanco (idealizador e coordenador geral) - Doutor e Mestre em Comunicação, na linha de Tecnologias de Comunicação e Cultura, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. EÌ? professor titular no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Possui experieÌ‚ncia na aÌ?rea de direção, roteiro, produção em cinema, viÌ?deo e televisão; produção cultural de eventos; educação popular e criação de redes de comunicação na web. Coordenou projetos de formação em audiovisual em espaços populares. Trabalhou na formulação e execução de poliÌ?ticas puÌ?blicas na aÌ?rea de audiovisual, cultura digital e sauÌ?de do trabalhador para o MinisteÌ?rio da Cultura e MinisteÌ?rio da SauÌ?de. Kerllon Lazzari (coordenador de produção) - Publicitário e produtor, graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense. É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano (UFF) e coordena o grupo de pesquisa em acessibilidade audiovisual da Universidade Federal Fluminense desde 2018. Os demais prestadores de serviço e fornecedores serão definidos na etapa de produção do projeto.
DILIGÊNCIA NA ANÁLISE PREDITIVA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.