| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 51990695000137 | BRADESCO VIDA E PREVIDENCIA S.A. | 1900-01-01 | R$ 3,57 mi |
| 62375134000144 | Bram - Bradesco Asset Management S/A DTVM | 1900-01-01 | R$ 1,20 mi |
Execução das obras de restauração do Jardim das Princesas, situado na Quinta da Boa Vista, cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de fase complementar dentro das ações de recuperação do Museu Nacional com vistas a devolver à sociedade uma das mais significativas instituições museológicas no Brasil e do mundo. Acompanha a realização de palestras para estudantes e professores universitários.
Não se aplica.
Tombado pelo IPHAN, nº do processo 09101T38. Outro processo 0154T38, Livro Belas Artes Nº inscr.:051; Vol.1; F.010; Data: 11/05/1938 e Livro Histórico Nº inscr.:068; Vol.1; F.013; Data: 30/06/1938. Objetivo geral Recuperar, recompor, restaurar e resgatar a identidade tipológica da área tombada no entorno do Palácio de São Cristóvão e de sua relação identitária com a Quinta da Boa Vista. Sobre o atendimento ao Artigo 2º do Decreto 10.755/21 I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; IV - promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial; Objetivos específicos (1) Produto BEM IMÓVEL/RESPAURAÇÃO: Executar as obras de restauração do Jardim das Princesas, no entorno do Palácio de São Cristóvão, incluindo: recuperação estrutural e infraestrutura de sistema de drenagem, paisagismo, segurança e monitoramento. (2) Produto SEMINÁRIO/PALESTRA: Realizar palestras em visitas in loco durante a execução do restauro para estudantes e professores de Universidades Públicas, em especial cursando faculdade de arquitetura, museologia e restauro. Estimamos 05 visitas, atendendo grupos de até 15 pessoas por evento, totalizando 75 beneficiários.
O parque da Quinta da Boa Vista começou a se constituir a partir chegada da família real portuguesa, mantendo seus moldes portugueses até a déc 1870. O Jardim das Princesas integrava os jardins históricos da Quinta em sua porção mais próxima do Paço de São Cristóvão, residência da família real e imperial, e era um recinto mais fechado e reservado à Família Imperial. Atualmente é um jardim independente do parque em seu entorno. Este jardim é composto por bancos, fontes, tronos decorados com a técnica do embrechado, ou seja, azulejos, conchas, cacos de louças formam desenhos a partir da sua disposição nos muros e mobiliários do jardim presos às argamassas. Ali, aos quinze anos, a Princesa Izabel teria feito os embrechados com restos de porcelana do Palácio. Em 1910 foi empreendida uma ampla reforma na Quinta quando foi construído o Jardim Terraço no anterior Pátio da Honra, antigo largo de chegada de charretes e cavalos e onde os imperadores recebiam seus visitantes. O novo jardim dialogava com os modelos paisagísticos da época, por meio da sua ligação com a edificação, inspiração nos jardins clássicos italianos e franceses, com vegetação ornamental organizada em canteiros, eixos simétricos que convergiam para um ponto central relacionado à edificação. Em 1938 a Quinta da Boa Vista foi tombada pelo IPHAN e o Jardim das Princesas foi considerado o que havia de mais conservado em relação ao período imperial. Contudo, a sua importância histórica não se restringe ao período imperial, uma das árvores "pau brasil" foi plantada por Einstein quando da sua visita ao Brasil em 1922. A natureza intimista e privada do Jardim das Princesas como recinto de recreio e vivência particular da família real e imperial até 1870 passou a ser um local de ambiência e socialização dos funcionários e visitantes do Museu Nacional. O mobiliário dos jardins conta a história das técnicas e dos materiais disponíveis ao longo do tempo. Os embrechados do Jardim das Princesas, constituídos até os anos 1850, rememoram as ligações entre Portugal e o Brasil e as características do lugar como uma Quinta portuguesa. Atualmente, o jardim apresenta avançado estado de deterioração, com perdas, intervenções anteriores que não cumprem sua função, rupturas nos elementos embrechados, fissuras e danos estruturais decorrentes do crescimento de espécies arbóreas nos muros. Dessa forma o Jardim das Princesas que integra o objeto desta intervenção de restauro é um bem simbólico da herança cultural dos séculos XIX e XX e, portanto, possui elevado valor patrimonial como bem de interesse público. Logo, justifica-se a restauração integral e preservação destes elementos que possuem alto grau de significância histórica e artística nacional. A solicitação de apoio ao projeto junto à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura via Lei Federal de Incentivo à Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91, atende aos Incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91, atende ao Inciso: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos;
Ver documentos anexados: plantas e relatórios; levantamento histórico; avaliação de danos; memorial descritivo e caderno de especificações.
PRODUTO BEM IMÓVEL/RESTAURAÇÃO Solicitamos considerar que se trata de produto voltado exclusivamente para OBRA DE RESTAURO, não sendo aplicável qualquer medida de acessibilidade para a sua execução. Ressaltamos que os quesitos de acessibilidade previstos na legislação brasileira para idosos, pessoas com deficiência motora, auditiva e visual estarão contemplados na restauração do Jardim das Princesas para o benefício de público com necessidades especiais após a reabertura do Jardim. PRODUTO SEMINÁRIO/PALESTRA Acessibilidade física: O espaço previsto para a sua realização oferece acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, contando com rampas, elevadores (se for o caso), cadeiras de rodas. ITEM DA DESPESA NA PLANILHA: Não se aplica, não haverá custo. Deficientes visuais: contaremos com monitores especializados e audiodescrição para o atendimento aos portadores de deficiência visual. ITEM DA DESPESA NA PLANILHA: Monitores e Audiodescrição Deficientes auditivos: Pretendemos disponibilizar intérprete de Libras para portadores de deficiência auditiva. ITEM DA DESPESA NA PLANILHA: Intérprete de LIBRAS Deficientes que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Não se aplica. ITEM DA DESPESA NA PLANILHA: Não se aplica.
Atendimento ao Artigo 23 da IN 01/2022: PRODUTO BEM IMÓVEL/RESTAURAÇÃO: 100% da distribuição para beneficiários. PRODUTO SEMINÁRIO/PALESTRA: 100% da distribuição para estudantes e professores. Atendimento ao Artigo 24 da IN 01/2022: PRODUTO BEM IMÓVEL/RESTAURAÇÃO: optamos pelo Inciso IV – (oferecer) bolsas de estudo, estágio ou trainee a estudantes da rede pública de ensino em atividades educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural ao visar ações em economia criativa, empreendedorismo e sustentabilidade culturais. PRODUTO SEMINÁRIO/PALESTRA: optamos pelo Inciso III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas;
O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional, como pode ser observado na execução de outros projetos com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Coordenação geral do projeto: Associação Amigos do Museu Nacional (proponente) Fundada em 13 de janeiro de 1937, tornando-se a primeira associação de amigos de um museu brasileiro. Surgiu com a finalidade de zelar pelo patrimônio cultural do Museu Nacional, enriquecer suas coleções, auxiliar em expedições e projetos científicos, dentre outras iniciativas acadêmicas e culturais. Foi fundada por professores do Museu Nacional e incorporadores simpáticos à instituição, como o empresário Guilherme Guinle, em um contexto de importantes transformações políticas que demandaram a criação de recursos institucionais para o enfrentamento das novas condições de sobrevivência dentro da administração federal. De acordo com seu Estatuto, constitui-se em Associação Civil de caráter científico, cultural, assistencial e filantrópico, sem fins lucrativos e tem como objetivos apoiar as atividades do Museu Nacional e promover ou participar de ações para o desenvolvimento da sociedade brasileira, atuando em temas relacionados à conservação do meio ambiente, à cultura, aos povos indígenas, às comunidades tradicionais, ao patrimônio nacional científico, histórico, artístico e cultural, à memória nacional e à educação ambiental e patrimonial. Consultoria Técnica: Lucia Coelho Gomes Fernandes Basto, arquiteta Atualmente vem desenvolvendo trabalho para a UNESCO como consultora para o projeto "Museu Nacional Vive". Durante 23 anos, de 1996 a 2019, trabalhou na Fundação Roberto Marinho onde nos últimos 15 anos atuou como Gerente Geral da Unidade de Patrimônio e Cultura. Dentre os muitos projetos que desenvolveu destacam-se: Museu da Língua Portuguesa – SP, Museu do Futebol – SP, Som e Luz do Museu Imperial de Petrópolis – RJ, Casa de Cultura de Paraty – RJ, Igreja Matriz de Santo Antônio – MG, Memória do Movimento Estudantil Brasileiro - RJ, Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Antiga Sé – RJ, Exposição Burle Marx - RJ, Paço do Frevo- PE, Museu de Arte do Rio - RJ e Museu do Amanhã - RJ. Continua prestando serviços para a Fundação Roberto Marinho, como consultora, para acompanhar a entrega, já realizada, do projeto de reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Anteriormente trabalhou no IPHAN por 12 anos, tendo sido Chefe da Divisão Técnica, onde coordenou os projetos: Paço Imperial, Biblioteca Nacional, Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, Igreja do Outeiro da Glória, Museu Nacional de Belas Artes e Sítio Burle Marx, todos no Rio de Janeiro. Lucia é carioca, arquiteta pela Universidade Santa Úrsula e pós-graduada no MBA do Coppead – Instituto de Graduação em Administração da UFRJ com grande experiência na Gestão de Projetos complexos de restauro, exposição e museografia e na interlocução com órgãos de cultura e patrimônio e com especialistas da área.
PROJETO ARQUIVADO.