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O projeto tem por objetivo realizar uma exposição permanente por meio da instalação de grandes painéis, produzidos pelo artista brasileiro Alex Flemming, no Terminal Rodoferroviário de Curitiba (PR) por onde circulam 930.000 pessoas mensalmente. O local escolhido para a implantação da obra de arte proporcionará o acesso gratuito à instalação durante todos os dias da semana durante 24h por dia. O projeto é uma homenagem às diferentes etnias que compõem o nosso país e o rico resultado que advém desse diálogo já secular, diuturno e contínuo de diferentes regiões e seus habitantes.
OBJETIVO PRINCIPAL O projeto tem por objetivo realizar uma exposição em grande formato na forma de intervenção artística a ser instalada no Terminal Rodoferroviário de Curitiba. A exposição é composta por 40 peças com impressão a cores em vidro com espessura de 6mm em vidro temperado, medindo 205 x 148cm, cada uma. Cada peça trará retratos frontais de 40 pessoas (20 homens e 20 mulheres) das mais diversas procedências, pessoas comuns. O projeto conforme o artigo 02 do Decreto 10.755, de 2021 valoriza a cultura nacional e uma de suas principais característcias é a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais, uma vez que, 930.000 pessoas circulam mensalmente pelo local escolhido para a implantação da obra de arte. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1) Produto exposição permanente instalada no Terminal Rodoferroviário de Curitiba. A exposição instalada no Terminal Rodoferroviário de Curitiba ficará instalada permanentemente, assim como já ocorre na estação Sumaré do Metrô de São Paulo, quando o artista Alex Flemming instalou os painéis em 1998. O projeto na cidade de São Paulo mereceu até um livro-catálogo com a explicação de como a obra, intitulada ‘Estação Sumaré’, foi desenvolvida. Aberta diariamente dia e noite. A instalação poderá ser vista e apreciada pelos milhares de pessoas que por lá circulam. Intervenção artística no Terminal Rodoferroviário de Curitiba composta por 40 peças com impressão a cores em vidro com espessura de 6mm em vidro temperado, medindo 205 x 148cm, cada peça. Cada peça traz retratos frontais de 40 pessoas (20 homens e 20 mulheres) das mais diversas procedências. 2) Medidas de acessibilidade - piso tátil Em toda a extensão da intervenção será instalado um piso tátil cuja função é orientar pessoas com deficiência visual ou com baixa visão, por isso o material é diferenciado com textura e cor para ser perceptível, destacando-se do restante do piso que estiver ao redor. 3) Medidas de acessibilidade - audio descrição A intervenção estará disponível por meio de gravação acessível via QRCode. Com roteiro da audiodescrição elaborado e gravado previamente, o código QRCode ficará impresso em um painel dedicado à ficha técnica. Nessa audiodescrição estarão incluídas falas do artista Alex Flemming e curiosidades sobre a obra, além de suas características físicas e demais informações relevantes sobre sua composição artística. 4) Medidas de acessibilidade - mapas táteis Serão instalados 2 mapas táteis contendo pictogramas, letras e braile em alto relevo como indicação sobre a obra do artista dentro desse ambiente. Os mapas ficarão posicionados estrategicamente nas extremidades da intervenção.
O trabalho do artista Alex Flemming tem como marca retratar a população anônima brasileira, como já foi evidenciado em suas obras públicas na Estação SUMARÉ do Metrô de São Paulo (1998) e na fachada envidraçada da Biblioteca Mario de Andrade também em São Paulo (2016). Seu trabalho é uma homenagem às diferentes etnias que compõem o nosso país e o rico resultado que advém desse diálogo já secular, diuturno e contínuo de diferentes regiões e seus habitantes. Ao se propor a fotografar 40 pessoas (20 homens e 20 mulheres) das mais diversas procedências e expô-los permanentemente em uma Estação Rodoferroviária, Flemming espelha o Brasil no local onde as pessoas se cruzam para se locomoverem, convidando-as de uma maneira artística a refletirem sobre si mesmas e sobre o grande e lindo amálgama cultural que todos formamos juntos ao compor o Brasil. A Rodoferroviária de Curitiba é um terminal unificado do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual de passageiros, bem como do transporte ferroviário da capital paranaense, sendo um dos locais mais movimentados da cidade. Em seus 63.000 m² ocorre mensalmente, em média, um trânsito de 930 mil pessoas, que se utilizam dos serviços de 35 empresas de transporte intermunicipal, interestadual e internacional, que operam cerca de 24.500 ônibus e transportam aproximadamente 680 mil passageiros. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1°, da Lei 8313/91: I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Conforme disposto na Lei 8.313, o proponente busca pela Lei Nacional de Incentivo à Cultura e em plena sintonia junto ao Governo Federal o suporte necessário para o desenvolvimento dessa proposta cultural. O projeto proposto facilita, por meio da Lei, o acesso gratuito à cultura. Apoia, valoriza e difunde a manifestação cultural, além de possuir boa repercussão local e regional e contribuir de forma significativa com o Programa Nacional de Apoio à Cultura - PRONAC. O presente projeto promove a interiorização e a valorização de manifestações culturais a populações que tradicionalmente não tem acesso a esse tipo de produção artística, além do enriquecimento do público beneficiado, através da realização de cursos. A proposta visa ainda atender os objetivos descritos nos seguintes incisos do Art. 3°, da lei mencionada acima: II _ fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. Por fim, destacamos que as atividades propostas compõem juntas, iniciativas de interesse público, de caráter gratuito e inclusivo e que participam, portanto, deste instrumento de fomento à cultura e interesse ministerial garantindo o respeito aos valores culturais do Brasil junto a outras nações e priorizando o produto cultural originário do nosso País.
Não se aplica.
Acessibilidade física As ações presenciais serão realizadas em espaços físicos públicos já construídos e em utilização. Portanto, serão respeitadas as políticas de uso do espaço e conservação adotados pela municipalidade de Curitiba. Entretanto, serão previstos recursos em orçamento caso seja necessário fazer qualquer adequação do espaço onde a atividade se desenvolve. Na planilha orçamentária os recursos para adequação do espaço estão inseridos na rubrica “reparos e manutenção”. Despesas relacionadas à sinalização estão contempladas na rubrica “divulgação”. Acessibilidade para deficientes visuais As ações presenciais serão realizadas em espaços físicos públicos já construídos e em utilização. Portanto, serão respeitadas as políticas de uso do espaço e conservação adotados pela municipalidade. Em toda a extensão da intervenção será instalado um piso tátil cuja função é orientar pessoas com deficiência visual ou com baixa visão, por isso o material é diferenciado com textura e cor para ser perceptível, destacando-se do restante do piso que estiver ao redor. A intervenção estará disponível por meio de gravação acessível via QRCode. Com roteiro da audiodescrição elaborado e gravado previamente, o código QRCode ficará impresso em um painel. Nessa audiodescrição estarão incluídas falas do artista Alex Flemming e curiosidades sobre a obra, além de suas características físicas e demais informações relevantes sobre sua composição artística. Serão instalados 2 mapas táteis contendo pictogramas, letras e braile em alto relevo como indicação sobre a obra do artista dentro desse ambiente. Os mapas ficarão posicionados estrategicamente nas extremidades da intervenção. O registro videográfico será produzido fazendo uso do recurso de audiodescrição. Os recursos para a aquisição e instalação do piso tátil estão inseridos na rubrica "piso tátil". Na planilha orçamentária os recursos para a contratação de serviços de audiodescriação estão inseridos na rubrica “audiodescrição". Os recursos para a aquisição e instalação do mapa tátil estão inseridos na rubrica "mapa tátil". Despesas relacionadas à sinalização estão contempladas na rubrica “divulgação”. Acessibilidade para deficientes auditivos O registro videográfico contará com uma janela de libras para atingir o público com deficiência auditiva que não é oralizado e inseridas legendagem descritiva para o público com deficiência auditiva e que é oralizado. Na planilha orçamentária estão inseridas as despesas para a contratação de intérprete de libras na rubrica “interprete de libras”, legendagem descritiva na rubrica “legendagem”. Despesas relacionadas à sinalização estão contempladas na rubrica “divulgação”.
O produto principal apresentado na presente proposta garante a democratização de acesso, atendendo ao disposto no DECRETO Nº 10.755, DE 26 DE JULHO DE 2021, Art. 27. O projeto e suas ações serão realizados totalmente com recursos incentivados e como forma para a democratização do acesso aos bens e serviços resultantes, destacamos: - O acesso à obra é 100% gratuito, tornando mais acessível à população em geral e a beneficiários previamente identificados que atendam às condições estabelecidas pela Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo; - O projeto proporcionar condiçõe de acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999; Serão disponibilizados na internet os registros fotográficos e audiovisuais dos resultados gerais, em plataformas como Youtube e outras redes sociais do proponente e de parceiros em que os beneficiários diretos estejam envolvidos, sendo permitido também ao público a captação de imagens das atividades e sua veiculação por redes públicas de televisão. Conforme descrito acima, todos os produtos que integram essa proposta são gratuitos cumprindo as seguintes medidas de democratização de acesso, citadas no artigo 21 da IN 02/2019: III Disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, exposições, atividades de ensino e outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - Permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias” Vâ€? Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22;
Marly Porto (proponente) - função no projeto: Direção geral e palestranteMestre em Estética e História da Arte (Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo – USP), é autora do livroEduardo Salvatore e seu papel como articulador do fotoclubismo paulista. Foi uma das palestrantes durante a conferência “In black and white: photography, race and themodern impulse in Brazil at midcentury”, organizada pelo Museum of Modern Art (Nova Iorque, EUA), em 2017. Convidada pelo Institut d’Education et des PratiquesCittoyennes (Paris, França), esteve à frente da área de projetos artísticos e culturais dessa instituição entre 2018 e 2020.Atua no mercado cultural há 20 anos, por meio da sua empresa, Porto de Cultura, sendo responsável pela curadoria e organização de exposições, publicações editoriais,eventos e seminários sobre artes visuais. Alex Flemming (São Paulo, 1954) - Função no projeto: direção artística, de produção e palestranteFlemming frequentou o Curso Livre de Cinema na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, entre 1972 e 1974, e a Faculdade de Arquitetura eUrbanismo da Universidade de São Paulo (USP) até 1976. Cursou serigrafia com Regina Silveira e Julio Plaza, e gravura em metal com Romildo Paiva, em 1979 e 1980. Nadécada de 1970, realizou filmes de curtas-metragens e participou de festivais. Em 1981, viajou para Nova Iorque, onde permaneceu por dois anos e desenvolveu projetono Pratt Institute, com bolsa de estudos da Fulbright Foundation. Voltou ao Brasil, onde participou de várias exposições, viajando frequentemente a Berlim, para onde semudou permanentemente em 1991. Foi professor da Kunstakademie de Oslo, na Noruega, entre 1993 e 1994. Em 1998, realizou painéis em vidro para a Estação Sumaré doMetrô de São Paulo, com fotos de pessoas anônimas, às quais sobrepõe letras coloridas de trechos de poemas brasileiros. A representação do corpo humano e os mapas deregiões em conflito estão na série “Body Builders” (1997-2002). Muitos livros tratam de sua obra, publicados principalmente nas primeiras décadas do século 21: AlexFlemming (2002, Edusp, organizado por Ana Mae Barbosa); Alex Flemming, uma poética...(2002, Metalivros, de Katia Canton); Alex Flemming – Arte e História (2005,Editora Moderna, escrito por Roseli Ventrella e Valéria de Souza); Alex Flemming – Obra Gráfica (2007, Edusp, elaborado por Mayra Laudanna; Alex Flemming (2012,Editora Cosac Naify, de Angélica de Moraes);Alex Flemming – RetroPerspectiva (2016, Editora Martins Fontes e catálogo do Museu de Arte Contemporânea da USP) e, Alex Flemming (2017, catálogo do Palácio dasArtes, em Belo Horizonte, com curadoria de Henrique Luz).
PROJETO ARQUIVADO.