| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 01425787000104 | REDECARD INSTITUICAO DE PAGAMENTO S.A. | 1900-01-01 | R$ 1,50 mi |
| 43776517000180 | Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP | 1900-01-01 | R$ 500,0 mil |
Realizar a 9ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo _ MITsp. A programação prevista será composta de espetáculos de artes cênicas internacionais e nacionais, além de atividades reflexivas e pedagógicas. A programação é segmentada em quatro eixos de atividades: Mostra de Espetáculos, MITbr - Plataforma Brasil, Olhares Críticos e Ações Pedagógicas.
A programação prevista da 9ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - MITsp 2024 é composta por 4 eixos detalhados abaixo. 1. Mostra de Espetáculos Programação composta por dez espetáculos internacionais, de artistas e grupos de renome na cena contempôranea mundial, capazes de traduzir aspectos fundamentais da atualidade, tanto na esfera estética quanto política. É o eixo irradiador das temáticas e propostas artísticas das atividades da mostra. 1.1. ARTAUD, Sergio Boris (Argentina) Um manicômio, cujos pavilhões se transformaram num parque de estacionamento. O trabalho deixou de ser hospitaleiro. Agora, para o escasso pessoal que ali resiste, tudo reduz-se a mover os carros em troca de alguns pesos que deixam os do salão de festas do outro lado da rua. Estranham-se os tempos do eletrochoque, que foi substituído pela prática de colocar a cabeça dentro do freezer da geladeira velha do hospital para receber o impacto. Depois as consequências: ir ao banheiro e defecar. A luta interna é entre graduar a eletricidade ou exceder. Nessa manhã, o Nacho, o médico, acabou de testemunhar na esquadra. Cinco caminhões hidrantes da polícia vieram limpar de loucos o portão do hospital, para levá-los e prendê-los. Existe o risco de que os desalojem. Ficha Técnica: Atores Diego Cremonesi, Pablo De Nito, Elvira Onetto, Veronica Schneck, Rafael Solano Figurino Magda Banach Iluminação Matías Sendón Design de cenografia Ariel Vaccaro Design sonoro Carmen Baliero Realização cenográfica Ariel Vaccaro Som Marcos Zoppi Fotos Ariel Feldman e Bernabé Rivarola Assistência de direção Adrian Silver Produção Jonathan Zak, Maxime Seugé Assistência de produção Carolina André Design Gráfico Alejandra Granata Direção Sergio Boris 1.2. CUCKOO, Jaha Koo (Coreia) Um dia, quando sua panela elétrica de arroz o informou que sua refeição estava pronta, Jaha Koo experimentou um sentido profundo do isolamento. Golibmuwon é uma palavra coreana intraduzível que expressa o sentimento de isolamento indefeso que caracteriza a vida de muitos jovens na Coreia de hoje. Em diálogos ácidos e bem-humorados, Jaha e suas inteligentes panelas de arroz levam você a uma viagem pelos últimos 20 anos da história coreana, combinando experiência pessoal com eventos políticos e reflexões sobre felicidade, crises econômicas e morte. Ficha Técnica: Conceito, direção, texto, música, vídeo Jaha Koo Performance Hana, Duri, Seri & Jaha Koo Cuckoo hacking Idella Craddock Cenografia, operação de mídia Eunkyung Jeong Conselho dramatúrgico Dries Douibi Produtor executivo CAMPO Produção Kunstenwerkplaats Pianofabriek Coprodução Bâtard Festival Apoio CAMPO, STUK, BUDA, DAS, SFAC & Noorderzon | Grand Theatre Groningen Financiado por Vlaamse Gemeenschapscommissie Estreia Steirischer Herbst (AT, 2017) 1.3. DE LIVING, Ersan Mondtag (Alemanha) A última hora na vida de um ser humano. O espetáculo começa com uma mulher chegando em casa e termina com ela cometendo suicídio. Ou é o contrário? Pode esta hora final também ser dita para trás - trazendo-a de volta à vida novamente? Antígona, Ofélia, Hedda Gabler - na história do teatro as personagens femininas que cometem suicídio são sempre rebeldes e aflitas ao mesmo tempo. Mas a beleza dessa atitude só pode encontrar expressão em seus corpos mortos. O público sabe desde o início que o protagonista vai morrer no último ato, mas ainda assim vamos ver o show. Acostumados ao sentimento de inescapabilidade, observamos extasiados enquanto a morte se aproxima. Testemunhando estas cenas uma e outra vez, experimentamos todas as facetas da dedicação política e existencial e da impotência. Mas existe uma saída? Podemos escapar da seqüência fatal de eventos? De Living retrata a última cena antes de uma mulher se matar. Vemos seus gestos finais, a tentativa de manter a normalidade, um momento de decisão, depois hesitação, uma vontade de viver que deve ser silenciada, e o pânico repentino diante de uma morte descontrolada. Ao contrário das tragédias clássicas, o público que assiste à cena final não sabe o que leva a mulher ao suicídio. Eles só podem especular sobre seu passado. Um caso de amor infeliz que se pode esperar. Será que ela não pode resistir à pressão duradoura da sociedade? Ou será que a última cena da vida de uma mulher diz menos sobre o destino individual do que sobre a trágica experiência da humanidade em um futuro distópico ainda próximo? Sua morte seria então uma manifestação de uma fadiga geral, uma doença em massa, como diagnosticado no início do novo milênio pelo sociólogo francês Alain Ehrenberg. Mas talvez as causas de sua depressão estejam muito mais para trás - em uma história que é tão dolorosa quanto é ignorada, como descrito pelo cientista político camaronês Achille Mbembe: No início do comércio transnacional de escravos, quando as pessoas começaram a tratar as outras pessoas como uma mercadoria e começaram a construir muros para impedir que uma parte da humanidade participasse da riqueza do mundo. No futuro próximo, a maioria dos seres humanos não será mais necessária como escravos?. Na cena final antes da morte, ainda lutamos com um medo impulsivo de um externo e, ao mesmo tempo, sabemos que, com tudo o que fazemos, estamos a preparar-nos para um suicídio coletivo, provocando o colapso do clima. Mas o que aprendemos no teatro sobre o mundo de hoje, enquanto assistimos a esta cena final uma e outra vez, é muito mais ambíguo. Talvez os vários diagnósticos de pesadelo do nosso tempo são baseados apenas nos delírios de alguns profetas que espalham uma atmosfera mediática apocalíptica eficaz. E mesmo que pudéssemos voltar atrás no tempo, provavelmente não saberíamos o que poderíamos ter feito de outra forma. Ou houve aquele momento em que podíamos ter evitado o suicídio? Como podemos recuperar a força para superar esse sentimento de impotência e paralisia que está cada vez mais dominando nossa sociedade? Ficha Técnica: Atores Doris Bokongo Nkumu, Nathalie Bokongo Nkumu Direção Ersan Mondtag Compositor Gerrit Netzlaff Dramaturgia Eva-Maria Bertschy Preparador de elenco Oscar Van Rompay Preparador de movimentos Stella Höttler Consultoria científica Prof. Benigna Gerisch Cenário e figurino Ersan Mondtag Assistente de direção Liesbeth Standaert Gerente de produção Sebastiaan Peeters Técnico de som Raf Willems Técnico de luz Dennis Diels Planejamento cenário Tony Morawe Montagem cenário Luc Goedertier, Eva Devriendt, Kachiri Faes Figurinistas An De Mol Isabelle Stepman, Mieke Van der Cruyssen Técnicos Kunstenfestivaldesarts Tom Bruwier, Jackye Fauconnier Apresentação Kunstenfestivaldesarts, Théâtre National Wallonie-Bruxelles Produção Ntgent Coprodução Kunstenfestivaldesart, La Villette (Paris), Hau (Berlim), Boulevardfestival (Den Bosch) Com o apoio do Governo flamengo, através da Proteção Fiscal Belga, a cidade de Gante, o Ministério Alemão das Relações Exteriores 1.4. LA PLAZA, Tanya Beyeler e Pablo Gisbert (Espanha) LA PLAZA desenha uma paisagem impressionista que ocupa o espaço público como um paradigma reduzido do mundo contemporâneo, através de luzes, som e uma estética com um etéreo caráter espectral. Um espaço e um tempo onde os limites são borrados compondo uma realidade que seja completamente líquida, construída de vidas que são invisíveis quase por omissão voluntária, que coexistem, sem tocar uns aos outros e onde os outros só atingem a categoria de imagem; uma imagem superficial que quase não nos toca. Ficha Técnica: Concebido por El Conde de Torrefiel em colaboração com os intérpretes Direção Tanya Beyeler e Pablo Gisbert Texto Pablo Gisbert Elenco Gloria March Chulvi, Albert Pérez Hidalgo, Mónica Almirall Batet, Nicolas Carbajal, Sau-Chin Wong, David Mallols + intérpretes locais Cenografia El Conde de Torrefiel Figurino Blanca Añón & Intérpretes Desenho de luz Ana Rovira Design de som Adolfo Fernández García Diretor técnico e Diretor de Palco Isaac Torres Técnico em turnê Javi Castrillón e Roberto Baldinelli Difusão e gestão de turismo Caravan Productions, Bruxelas Imagens Luisa Gutierrez 1.5. SAISON SÈCHE, Phia Ménard (França) Nova obra da coreógrafa Phia Ménard, Saison Sèche é uma obra manifesta e comprometida que questiona com violência o poder patriarcal e a atribuição de gêneros em nossas sociedades modernas. Numa caixa confinada, zona de confinamento branca e asséptica que, por vezes, esmaga e por vezes limpa um pequeno espaço, sete corpos de mulher lutam, tremem, tremem até encontrarem o poder coletivo que permitirá o nascimento de um ritual libertador. Emprestado à dança, às artes plásticas, ao teatro, ao cinema, constituindo assim um universo artístico proteforma, Phia Ménard leva o público a uma experiência telúrica que o colocará no centro das lutas contra as normas e reivindicações para identidades livres e não atribuídas. Ficha Técnica: Dramaturgia e encenação Phia Ménard e Jean-Luc Beaujault Cenografia Phia Ménard Criação e interpretração Marion Blondeau, Anna Gaïotti, Elise Legros, Phia Ménard, Marion Parpirolles, Marlène Rostaing, Jeanne Vallauri, Amandine Vandroth Composição sonora e regência Ivan Roussel Criação de luz Leigos Foulc Figurino Fabrice Ilia Leroy, alternando Yolene Guais Iluminação Olivier Tessier Decoração Philippe RAGOT Direção geral de criação Bento Desnos Montagem Benoît Desnos, Mateo Provost, Rodolphe Thibaud em alternância Ludovic Losquin Fotografias Jean-Luc Beaujault Codiretora, administradora e responsável pela difusão Claire Massonet Diretor Geral Olivier Gicquiaud Produtora Clarisse Mérot Imprensa Adrien Poulard Assistente para difusão Lara Cortesi 1.6. KINGS OF WAR, Ivo Van Hove (Holanda) Kings of War combina Henry V, Henry VI e Richard III de Shakespeare em uma peça única e explosiva sobre liderança. Kings of war é uma produção holandesa da companhia Toneelgroep Amsterdam com direção de Ivo Van Hove e um grande elenco. Quatorze atores interpretam 35 papéis diferentes. A peça estreou em junho de 2015 no Wiener Festwochen e foi apresentada em Amsterdã, Paris, Londres, Nova York e em importantes Festivais Internacionais. Nestes tempos de instabilidade política, o espetáculo atinge um nervo social. Os reis de Shakespeare mostram estranhas semelhanças com os líderes mundiais de hoje. Depois que a peça foi apresentada apenas um dia antes das eleições presidenciais nos EUA, o The New Yorker a chamou de "o primeiro grande trabalho teatral da era Trump". Por sua interpretação de Ricardo III, Hans Kesting recebeu o Louis d'Or em 2016. A peça também foi selecionada para o National Dutch Theatre Festival no mesmo ano. O relatório do júri dizia: "Realizado com uma direção cristalina, cenografia de tirar o fôlego e com acompanhamento musical perfeito, o Toneelgroep Amsterdam demonstra a imortalidade de Shakespeare durante o 400º aniversário de sua morte". Ficha Técnica: Produção Toneelgroep Amsterdam Autor William Shakespeare Direção Ivo van Hove Elenco Hélène Devos + Jip van den Dool + Fred Goessens + Janni Goslinga + Aus Greidanus jr. + Marieke Heebink + Robert de Hoog + Hans Kesting + Ramsey Nasr + Chris Nietvelt + Harm Duco Schut + Bart Slegers + Eelco Smits + Leon Voorberg Adaptação e dramaturgia Peter Van Kraaij Adaptação Bart Van den Eynde Cenário e design de luz Jan Versweyveld Trilha sonora original Eric Sleichim Contratenor Steve Dugardin Músicos BL!NDMAN [brass]: Max Van den Brand + Charlotte van Passen + Daniel Quiles Cascant + Daniel Ruibal Ortigueira Figurinos An D’Huys Vídeo Tal Yarden Direção ténica Wolf-Götz Schwörer 1.7. KALAKUTA REPUBLIK, Serge Aimé Coulibaly (Burkina Faso) Na primeira metade desta peça de dança inebriante, tudo é monocromático. Os bailarinos pulsam, giram, mergulham e vibram, seu movimento implacável explodindo com energia virtuosa. Projeções retratando cenas de conflito servem como pano de fundo para os artistas, sua marcha perpétua uma metáfora urgente para o desejo de sobreviver. As explosões de cor levam-nos para a segunda metade, um lugar que lembra a discoteca Santuário de Kuti, onde as disputas foram enfrentadas assim como a esperança floresceu da solidariedade e da consciência social. Enquanto mensagens provocantes no palco, dança decadente retrata as lutas do indivíduo, lutando pela liberdade. Este fascinante espetáculo de Serge Aimé Coulibaly fala da África moderna e encarna o espírito de Fela Kuti da Nigéria como um ativista radical, lenda musical e rebelde político. Ficha Técnica: Conceito, Criação e Coreografia Serge Aimé Coulibaly Cocriação Adonis Nebié, Marion Alzieu, Sayouba Sigué, Ahmed Soura, Jean-Robert Koudogbo Kiki, Ida Faho, Antonia Naouele Music Yvan Talbot Video Eve Martin Dramaturgia Sara Vanderieck Cenário e figurino Catherine Cosme Iluminação Hermann Coulibaly Direção Técnica Sam Serruys Dançarinos Adonis Nebié, Marion Alzieu, Sayouba Sigué, Serge Aimé Coulibaly, Ahmed Soura, Jean-Robert Koudogbo Kiki, Ida Faho, Antonia Naouele 1.8. #PUNK 100% POP *N!GGA, Nora Chipaumire (Estados Unidos) #PUNK100%POP*N!GGA, verbalizado como ?hashtag punk cem por cento pop star nigga? é um álbum performance inspirado nos anos de formação de Nora Chipaumire no Zimbábue nas décadas de 1970, 80 e 90. O tríptico explora três ideologias sonoras: punk, pop e rumba que são confrontadas e celebradas através da obra de três artistas icônicas: Patti Smith, Grace Jones e Rit Nzele, respectivamente. Chipaumire desafia as regras tradicionais da dança e da performance para adentrar o campo da arte ao vivo recusando-se a separar a coreografia, do som e dos elementos visuais. Cada set de 50 minutos apresenta uma paisagem sonora e visual distinta criada pela incorporação de voz, dança, texto, instalação e performance. Cada set pode ser interpretado individual ou coletivamente como em um grande ciclo épico musical. Ficha Técnica: Criação, direção e performance Nora Chipaumire 1.9. ONE GESTURE, Nowy Teatr (Polônia) One Gesture é um espetáculo sobre línguas de sinais. Sobre como se comunicar com o mundo dos ouvintes e com o mundo dos outros surdos. Como funciona a comunicação? O que podemos aprender sobre o mundo com as línguas dos surdos? O que é universal em sua experiência de comunicação e o que é único? ?Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo. ? Com esta frase o diretor e artista Wojtek Ziemilski começou a trabalhar em uma peça para quatro performers com deficiência auditiva. One Gesture é mais do que apenas uma lição sobre a realidade de uma minoria. A performance leva o público a uma jornada por um fascinante e desconhecido mundo da linguagem. Um mundo em que a comunicação é um evento do gesto, expressão facial, ritmo e movimento - algo que precisa ser visto para ser compreendido. Ficha Técnica: Diretor: Wojtek Ziemilski Cenografia, diretor associado: Wojtek PustoÅ?a Projeto de iluminação: Artur Sienicki Música: Aleksander Å»urowski Figurinos: Krystian Jarnuszkiewicz Tradução: Joanna Ciesielska, Katarzyna Glozak Elenco: Marta Abramczyk Jolanta SadÅ?owska Pavel Sosinski Adam Stoyanov 1.10. EVERYTHING THAT RISES MUST DANCE, Complicité (Reino Unido) Everything that rises must dance é um projeto de dança que celebra o movimento feminino e como as mulheres dançam ao longo de toda a história. A performance se dá com um grupo de 100 a 200 mulheres reproduzindo movimentos do dia a dia enquanto tecem a coreografia ao som de música folk de todo o mundo. Ficha Técnica: Criado por Sasha Milavic Davies e Lucy Railton Coreografado por Sasha Milavic Davies Composto por Lucy Railton Consultoria coreográfica Frauke Requardt Produzido por Complicité Apresentado pela primeira vez como parte do Dance Umbrella 2018 2. MITbr - Plataforma Brasil Programação composta por sete espetáculos nacionais selecionados por um painel de curadores independentes e convidados pela direção da 9ª edição da MITsp 2024. O processo seletivo se dará a partir de convocatória pública nacional de trabalhos não inéditos de artes cênicas. 3. Olhares Críticos Eixo da programação voltado para a formação do olhar do espectador, sob uma perspectiva crítica e provocativa. Olhares Críticos propõe uma discussão sobre as artes cênicas e a contemporaneidade a partir da realização de conversas com pensadores e pesquisadores de diferentes áreas, além da publicação de críticas, artigos e entrevistas. As atividades do eixo reflexivo contarão com a presença de artistas, pesquisadores e pensadores de diversas áreas do conhecimento convidados por curadores selecionados pela direção da 9ª edição da MITsp 2024. 3.1. Reflexões estético-políticas: atividade que fomenta debates complexos e diversos, pertinentes às questões presentes nos espetáculos da programação, através do cruzamento de percepções sobre o acontecimento cênico. 3.2. Diálogos Transversais: série de debates que acontecem logo após a apresentação de um espetáculo, com profissionais convidados e provenientes, em sua maioria, de fora do campo teatral, para ampliar as fronteiras de leitura dos espetáculos. 3.3. Pensamento-Em-Processo: os artistas falam sobre seus processos de criação em diálogo com especialistas no estudo de processos criativos, fazendo a mediação das apresentações. 3.4. Prática da Crítica: logo após a estreia dos espetáculos na programação da mostra, um coletivo de críticos convidados produz críticas dos trabalhos apresentados. Os textos produzidos são publicados sempre às 11h do dia seguinte da apresentação no site da mostra. 4. Ações Pedagógicas A troca de experiências entre artistas nacionais e estrangeiros, o diálogo entre diferentes visões de mundo e as possibilidades de convívio, ainda que efêmeras, permitem que saberes diversos tragam à tona novos modos de ver, de dizer e de fazer. Em tempos de embrutecimento, iniciativas que possibilitem o estar junto e a elaboração conjunta e criativa de discursos e práticas podem ser extremamente potentes. Dentro do eixo pedagógico serão realizadas oficinas com artistas emergentes, rodas de conversa com o público, seminários, laboratório de pesquisa da performance, entre outros. 4.1. Residências Artísticas: intercâmbio entre artistas internacionais convidados para realizar residências artísticas, colaborando criativamente com profissionais locais, numa dinâmica de coabitação. Essa prática privilegia a troca de experiências interculturais, sem a obrigatoriedade de um resultado acabado. Residência 1: Um hino a liberdade de vir a ser! Com Silvia Calderoni, Enrico CasaGrande e Daniela Nicolò (Companhia Motus - IT) A companhia Motus foi fundada em 1991, em Rimini na Italia por Enrico Casagrande e Daniela Nicolò. Trazendo no elenco a atriz Silvia Calderoni, em 2019 a companhia participou da programação da sexta MITsp com o estrondoso espetáculo MDSLX (considerado pelo Estadão e Folha de São Paulo o melhor espetáculo internacional de 2019). O trabalho que está incluso no projeto 2011 – 2068 Animale Político da Motus, é livremente baseado no livro Middlesex do livro de Jeffrey Eugenides (2003) – um manifesto pela libertação da diferença frente a obsessão humana pela categorização e rotulação dos corpos. Tendo em vista as tensões relacionadas a forma como as pessoas reagem a possibilidade de superação do comportamento binário, a MITsp 2022 propõe realizar uma residência a partir da relação entre o autobiográfico e a narração de manifestos transfeministas e queer de autores como Judith Butler, Donna Haraway e Paul Preciado. Uma proposta que visa integrar atores, artistas visuais, músicos, performers em um processo de criação reivindicativo enquanto um hino alegre à liberdade de vir a ser (Enrico CasaGrande, Cartografias MITsp_06 2019). Artistas convidados: Silvia Calderoni, Enrico CasaGrande e Daniela Nicolò (Companhia Motus - IT) Participantes: 15 artistas, sendo atores, artistas visuais, músicos, performers (escolhidos por processo seletivo realizado com os diretores em parceira com a curadoria das Ações Pedagógicas) Duração: 2 semanas Necessidades: sala de ensaios ampla, equipamento técnico (som, luz e projeção), material de produção e didático a ser definido pela Companhia Residência 2: Paisagem e ritmo na construção do monólogo interior com Krystian Lupa O diretor polonês Krystian Lupa (1943) é considerado um dos grandes mestres das artes cênicas contemporâneas. Com diversos prêmios em todo mundo, Lupa integrou a programação da MITsp no ano de 2018 com o espetáculo Árvores Abatidas, em uma impressionante tradução cênica do romance de Thomas Bernhard. Considerando a importância de conceitos envoltos no trabalho do diretor, tais como paisagem e monólogo interior, Lupa constrói um processo no qual a música e o espaço são princípios para uma imaginação ativa e anterior à movimentação dos atores e a suas expressões. Entendendo esse princípio, para a residência na MITsp, a proposta é de o diretor trabalhar um processo de criação com atores brasileiros profissionais resultando em uma apresentação cênica como parte integrante da oitava Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Artista convidado: Krystian Lupa Participantes: 15 atores profissionais (escolhidos por processo seletivo realizado com o diretor em parceira com a curadoria das Ações Pedagógicas) Duração: 3 semanas Carga/horária: 6 horas Necessidades: sala de ensaios ampla, equipamento técnico (som, luz e projeção), material de produção e didático a ser definido pelo diretor Após estudar arte, cinema e teatro, Lupa começou na direção no final dos anos 1970. Fascinado por autores como Dostoiévski, Rilke, Tchékhov e pelo austríaco Thomas Bernhard, traduziu e assinou adaptações para o teatro de inúmeros textos, além de conceber os cenários das montagens. Entre 1980 e 2013, esteve ligado ao Stary Teatr na Cracóvia, onde encenou algumas de suas mais importantes produções. Recebeu, dentre outros, os prêmios Austrian Cross of Merit, French Order of Arts and Letters e o European Theatre Award. O Teatr Polski na Breslávia celebrou 70 anos em 2016, sendo a mais antiga companhia de teatro da cidade e a segunda maior da Polônia. 4.2. Seminários Seminário 1: Desafios para a internacionalização das artes cênicas: Internacionalização e Anticolonialismo. Por que queremos internacionalizar? Para que a ação artística vá além da apresentação de um espetáculo. Queremos estabelecer pontes de diálogos entre a cena brasileira e a cena internacional sobre a perspectiva anticolonial e as questões que nos atravessam. Políticas Públicas para a Internacionalização das Artes Cênicas: se faz necessário e urgente estabelecermos um diálogo com as instâncias públicas de cultura no âmbito das três esferas - municipal, estadual e federal, para discutirmos programas e ações continuadas visando a internacionalização das artes cênicas brasileiras. Para nos debruçarmos sobre o tema convidaremos representantes dos seguintes setores: Secretarias de Culturas, Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Indústria e Comércio, ApexBrasil e etc. Seminário 2: O Estatuto da Artes no Brasil Contemporâneo: Liberdade, Alteridade, Mediação: Crítica Não É Censura: De quem é a Arte Que Pode Tudo? Em casos recentes, a reação de artistas às críticas feitas pelos movimentos sociais muitas vezes se traduziu em uma defesa irrefletida de território de uma autonomia absoluta da arte. Essa arte que pode tudo não estaria restrita a contextos de classe, raça e gênero? Confundir crítica e censura não seria mais um modo de silenciar as vozes que até então tinham lugar periférico ou nenhum nos debates sobre a arte em um circuito elitista? Como praticar uma crítica capaz de escuta e de conjugar liberdade com alteridade? Amor e Ódio Ao Corpo no Brasil. A imediata associação do corpo nu com o sexo e a subsequente condenação dessa condição revelam uma dinâmica confusa entre a construção imagética de um suposto hedonismo tropical do povo brasileiro e uma realidade cotidiana de repressão e moralismo patriarcal. A lida com o corpo na arte, a nudez como escolha formal de determinadas obras e suas implicações afetivas e políticas são temas para um debate que ultrapassa os problemas da arte. Em conjunto, Olhares Críticos e Ações Pedagógicas somarão trinta atividades reflexivas e pedagógicas, incluindo duas residências artísticas e dois seminários com artistas, grupos, pesquisadores e pensadores convidados. Todos os eventos dos dois eixos são gratuitos. 5. Ponto de Encontro Espaço cedido para que, durante a duração da Mostra, fique disponível ao público uma central de distribuição de materiais, brindes, credenciamento de artistas, central de informações e convivência/trocas entre público e artistas. Aberto ao público diariamente durante todo o período de duração da 9ª MITsp. A programação da MITsp como um todo não se enquadra em uma única faixa de indicação etária. Os eventos individualmente podem ser desde livre para todos os públicos até não recomendado para menores de 18 anos.
Objetivos gerais Com a realização da 9ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - MITsp 2024 pretende-se ampliar o "acesso da população à fruição de bens culturais", trazendo ao público, espetáculos internacionais e nacionais que representem a contemporaneidade da produção mundial no campo das artes cênicas. O objetivo da MITbr - Plataforma Brasil é dar visibilidade e trazer reconhecimento para o cenário artístico nacional, visando a internacionalização das artes cênicas brasileiras e, portanto, promovendo "a difusão e a valorização das expressões culturais brasileiras no exterior". O projeto também tem como objetivo proporcionar o "intercâmbio cultural com outros países", criando espaços para que essas trocas artísticas tensionem as fronteiras de territorialidades diversas. Espera-se com esse projeto contribuir para o exercício da cidadania cultural em suas múltiplas dimensões. Objetivos específicos A MITsp surge no circuito de festivais de artes cênicas como uma mostra internacional. No entanto, desde sua concepção, o projeto contemplou atividades reflexivas e pedagógicas que ampliam e fortalecem as trocas de saberes e experiências entre os artistas internacionais e o público brasileiro. Atualmente a programação da mostra é segmentada em quatro eixos: Mostra de Espetáculos (internacionais e estreias de coproduções), MITbr (mostra nacional de artes cênicas), Olhares Críticos e Ações Pedagógicas (atividades formativas). Dentro dos eixos da mostra, a MITbr - Plataforma Brasil: Programa de Internacionalização das Artes Cênicas Brasileiras é hoje um espaço ímpar para fomentar pontes entre a cena brasileira e outras geografias e seus espectadores. Idealizada desde a concepção do projeto da MITsp e concretizada em 2018, a plataforma MITbr tem conseguir traçar uma paisagem contundente da produção nacional, levando ao circuito internacional trabalhos que potencializam as muitas vozes espalhadas de Norte a Sul do país. Tendo esse cenário em vista, a 9ª edição da MITsp 2024 tem como foco a ampliação e diversificação de suas atividades, sem perder de vista as características que a originaram: a existência de um desenho curatorial forte e uma multitude de atividades reflexivas e pedagógicas que dialogam, provocam e tensionam a programação de espetácultos internacionais. Esse formato é estratégico para promover uma intensa adesão e mobilização do público. Para a programação da 9ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo 2024 estão previstas as seguintes atividades: - 10 espetáculos internacionais, no eixo Mostra de Espetáculos (3 apresentações/espetáculo); - 07 espetáculos nacionais, no eixo MITbr - Plataforma Brasil: Programa de Internacionalização das Artes Cênicas Brasileiras (2 apresentações/espetáculo); - 30 ações reflexivas e pedagógicas nos eixos Olhares Críticos e Ações Pedagógicas (incluindo 2 residências artísticas e 2 seminários temáticos); - 01 Ponto de Encontro para trocas artísticas entre o público e participantes da mostra como um todo. Como contrapartida social será oferecida uma oficina de introdução à linguagem do teatro com carga horária total de 40 horas e emissão de certificado para os participantes.
Desde sua primeira edição em março de 2014, a MITsp vem superando expectativas: apresentações lotadas, grande mobilização do público e expressivo retorno em mídia. Por isso, está previsto que a próxima edição da mostra apresente 10 espetáculos internacionais, 07 espetáculos nacionais da MITbr - Plataforma Brasil: Programa de Internacionalização das Artes Cênicas Brasileiras, 30 ações reflexivas e pedagógicas dos eixos Olhares Críticos e Ações Pedagógicas. Com essa programação, a mostra reafirma seu compromisso com a ampliação do acesso à fruição de bens culturais, a valorização do intercâmbio cultural com outros países e as expressões culturais brasileiras no exterior e, por fim, a contribuição para o exercício da cidadania cultural. A proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;. Objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91 que serão alcaçados com o projeto: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;
Exposição de Marcas Peças Gráficas a serem produzidas e distribuídas (de acordo com valores incentivados) 1. Guia de programação impresso (formato jornal tabloide) Quantidade: 10.000 unidades Distribuição: local e nacional 2. Newsletter mensal (e-mail marketing) Quantidade: 30.000 por disparo Distribuição: local e nacional 3. Convite para cerimônia de abertura da 9ª edição da MITsp (e-mail marketing) Quantidade: 3.000 unidades Distribuição: convidados, patrocinadores e apoiadores 4. Banners Quantidade: 80 unidades Distribuição: teatros, espaços alternativos, ponto de encontro etc. 5. Publicação Cartografias MITsp Quantidade: 1.000 unidades Distribuição gratuita: artistas, grupos, participantes da MITsp, jornalistas, apoiadores, bibliotecas públicas. Os custos para a impressão da publicação Cartografias será coberto pela verba do item "Custos de Divulgação" 6. Mídia Impressa Jornal de grande circulação Quantidade: 2ª ou 3ª capa do guia de cultura 2 anúncios | meia-página 1 anúncio | 1/4 de página 2 anúncios Distribuição: local e nacional Exposição de marcas em peças gráficas disponíveis através do site e redes sociais da MITsp (Facebook/Instagram) Observação! Na planilha orçamentária, na fase de pré-produção da MITsp foram incluídos custos de passagens aéreas e hospedagens no campo "Deslocamentos". A previsão de viagem internacional para os diretores artístico e geral, Antonio Araujo e Guilherme Marques, respectivamente, é necessária para a pesquisa curatorial e seleção de espetáculos e artistas para a 9ª edição. O valor detalhado em planilha também contempla a necessidade de visita técnica por parte das companhias internacionais. Neste caso os diretores ou produtores responsáveis das companhias internacionais serão os beneficiários.
A MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo 2024 se consolidou ao longo de suas oito edições como o maior festival de artes cênicas do Brasil. E é atualmente um evento integrado ao grande circuito dos renomados festivais internacionaos de artes cênicas. A realização da 9ª edição da MITsp 2024 conta com a experiência acumulada das oito edições anteriores, ou seja, conta com uma equipe altamente especializada, madura e preparada para lidar com os desafios de produzir em um pós-pandêmico, além de estrutura administrativa e financeira robusta e alta demanda por atividades culturais após mais de dois anos de pandemia de Covid-19. Tendo em vista a dimensão de uma mostra internacional, o projeto traz ao país grandes produções de artes cênicas de renomados grupos internacionais, além de uma gama de atividades paralelas e complementares aos espetáculos. Para realizar a MITsp 2024 em tão pouco tempo é imprescindível a formação de uma equipe de produção geral e técnica para acompanhamento e assessoramento de todas as atividades e grupos teatrais previstos no projeto, a qual consta da planilha orçamentária, justificando assim a quantidade de profissionais a serem contratados por espetáculos e ações reflexivas e pedagógicas. São produções complexas dos pontos de vista técnicos. Por isso, é necessária a contratação de profissionais altamente qualificados e, no mínimo, bilingues para a demanda da mostra, o que se reflete nos valores apresentados em estudo orçamentário. Um evento que mobiliza um público de cerca de vinte mil pessoas (dado da 7ª edição da MITsp em 2020) e traz aos palcos e espaços culturais de São Paulo quarenta e sete atividades, requer muito rigor no planejamento, controle financeiro e execução das etapas de trabalho do projeto. Para tanto, é importante ressaltar que essa característica impacta diretamente nos valores praticados na planilha orçamentária. Em contrapartida, com a produção da mostra são gerados ao menos 300 postos de trabalho, movimentando a economia criativa e turística da cidade de São Paulo. Isso sem contar o impacto incomensurável que a MITsp 2024 tem na vida cultural de seus espectadores. Observa-se ainda que os custos de todos os serviços na cidade de São Paulo diferem de outras localidades nacionais e que com espetáculos únicos e de grande repercussão é necessário contratar locação de equipamentos muitas vezes muito específicos, que não são encontrados em qualidade competitiva que torne o valor ao menos no mesmo nível de materiais convencionais. Mais um ponto importante da mostra, o valor dos ingressos à venda torna a fruição da programação acessível, os preços encontram-se abaixo da média do mercado e do exigido em lei. A MITbr - Plataforma Brasil, por se tratar de uma plataforma cujo objetivo é a internacionalização das artes cênicas brasileiras prevê a apresentação de sete espetáculos de diferentes regiões do país, contemplando artistas emergentes da cena contemporânea brasileira. Por esse motivo são convidados curadores e programadores, internacionais e nacionais, para assistir a mostra, na intenção de colaborar com o aumento da circulação de espetáculos no Brasil e no exterior.
Produto: Festival/mostra, espetáculo de artes cênicas Os eventos que integram a programação da 9ª MITsp acontecerão em locais adequados para receberem em suas dependências pessoas idosas e portadoras de necessidades especiais de forma segura e autônoma. Além disso, a própria programação do evento estará preparada para receber artistas e grupos de teatro que possuam integrantes com necessidades especiais. O projeto assegurará o livre acesso das pessoas portadoras de necessidades especiais e idosos, de modo a possibilitar-lhes o pleno exercício dos seus direitos culturais. Acessibilidade física: os eventos que integram a programação da 9ª edição da MITsp acontecerão em locais adequados para receberem em suas dependências idosos e portadores de necessidades especiais de forma segura e autônoma, através de rampas de acesso, elevadores, banheiros etc. Acessibilidade a pessoas cegas: será oferecida audiodescrição em atividades da programação. Acessibilidade a pessoas surdas: haverá tradução simultânea em Libras em todas as atividades oferecidas no espaço Itaú Cultural. Acessibilidade de conteúdo: será oferecida legendagem e/ou tradução simultânea em eventos de língua estrangeira. Produto: Contrapartida social Acessibilidade física: a oficina acontecerá em locais adequados para receberem em suas dependências idosos e portadores de necessidades especiais de forma segura e autônoma, através de rampas de acesso, elevadores, banheiros etc. Acessibilidade a pessoas cegas: será oferecida audiodescrição. Acessibilidade a pessoas surdas: haverá tradução simultânea em Libras.
Os produtos culturais resultantes do projeto - ingressos - serão distribuídos da seguinte forma, respeitando os limites do Art. 23 da IN 01/2022. A expectativa total de público para a 9ª edição da MITsp 2024 é de 19 mil pessoas. Todas as atividades reflexivas e pedagógicas dos eixos Olhares Críticos e Ações Pedagógicas serão gratuitas e abertas ao público. - Estimativa de público para a Mostra de Espetáculos + MITbr: 12.988 espectadores. Observação: todos os espetáculos somam 44 apresentações (base de cálculo - 10 espetáculos internacionais x 3 apresentações = 30 apresentações | 07 espetáculos nacionais x 2 apresentações = 14 apresentações) Segmento da programação de espetáculos com ingressos pagos: estimativa de público 10.000 espectadores. Segmento da programação de espetáculos com ingressos gratuitos: estimativa de público 2.988 espectadores. - Estimativa de público para os eixos Olhares Críticos e Ações Pedagógicas: 3.000 participantes (todas as atividades são gratuitas). - Estimativa de público para o Ponto de Encontro: 3.012 pessoas (atividade gratuita). Para incentivadores, patrocinadores e doadores serão oferecidos gratuitamente ingressos para a apresentação na noite de abertura da mostra, respeitando o disposto no Art. 31 do Decreto nº 10.755, de 26 julho de 2021. Os ingressos para os espetáculos pagos serão vendidos a R$ 20,00 (vinte reais) a meia-entrada e R$ 40,00 (quarenta reais) e entrada inteira. Para a ampliação do acesso serão adotadas no projeto as medidas abaixo em acordo com o Art. 24 da IN 01/2022. IV - além da Ação Formativa Cultural prevista no art. 25 desta Instrução Normativa, realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como: b) cursos, masterclasses ou Q&A educacionais de 40horas/aula com certificado de curso livre; d) oficinas de 40horas/aula com certificado de curso livre; VI - promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos produtos e serviços culturais resultantes do projeto VII - comercializar além do previsto na alínea "e", inciso I do artigo 22 desta Instrução Normativa, no mínimo dez por cento em valores que não ultrapassem o preço do Vale-Cultura, nos termos do art. 8º da Lei nº 12.761, de 2012; fazendo o uso deste mecanismo;
Olhares Instituto Cultural Função: Coordenação Administrativa e Financeira Na qualidade de proponente, terá função de Coordenação Administrativa e Financeira através da rubrica "CUSTOS DE ADMINISTRAÇÃO" que estão previstos em planilha orçamentária. CURRÍCULO DA EQUIPE PREVISTA Nome Completo: Antonio Araujo Função: Diretor Artístico Antonio Araujo é idealizador e Diretor Artístico da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - MITsp, diretor artístico do Teatro da Vertigem e professor no Departamento de Artes Cênicas e no Programa de Pós-Graduação (PPGAC) da ECA-USP. Dirigiu os seguintes espetáculos: O Paraíso Perdido (1992); O Livro de Jó (1995); Apocalipse 1,11 (2000); BR-3 (2006); História de Amor: Últimos Capítulos (2007); a ópera Dido e Enéas (2008); Bom Retiro 958 metros (2012), a ópera Orfeo ed Euridice (2012), entre outros. Ganhador do prêmio Golden Medal (Medalha de Ouro) de Melhor Espetáculo para a peça BR-3, na Quadrienal de Praga 2011. No âmbito curatorial, foi cocurador do Próximo Ato – Encontro Internacional de Teatro Contemporâneo; do Rumos Teatro e do Encontro Mundial de Artes Cênicas (ECUM). Nome Completo: Guilherme Marques Função: Diretor Geral Guilherme Marques é idealizador e Diretor Geral da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - MITsp, produtor, gestor cultural e ator. Diretor-geral e idealizador do Centro Internacional de Teatro Ecum – CIT Ecum, coordenador-geral do Encontro Mundial das Artes Cênicas (ECUM) e do Centro Internacional de Pesquisa sobre a Formação em Artes Cênicas. Realizou coordenação, produção e/ou consultoria artística de diversos festivais artísticos nacionais e internacionais, entre eles: Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH); Fórum Internacional de Dança de Belo Horizonte (FID); 1ª Bienal de Grafite de Belo Horizonte; Festival de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN); Festival Internacional de Teatro do Mercosul (Argentina); Festival Internacional de Teatro de Caracas (Venezuela); Projeto Imagem dos Povos e Encontro de Artes Cênicas em Araxá. Curadoria da MITbr - Plataforma Brasil: Alejandro Ahmed Alejandro Ahmed é coreógrafo, diretor artístico e bailarino do Grupo Cena 11, junto ao qual promoveu o desenvolvimento de uma técnica que objetiva produzir uma dança em função do corpo. Essa técnica foi nomeada de percepção física e é um dos pontos que estrutura o seu trabalho. Suas novas proposições teórico- práticas estabelecem a tríade correlacional Emergência-Coerência-Ritual como guia de suas ações. Curadoria da MITbr - Plataforma Brasil: Francis Wilker Francis Wilker é artista da cena, pesquisador, curador e professor no curso de Teatro do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará. É um dos fundadores do grupo brasiliense Teatro do Concreto, onde encenou Diário do Maldito (2006), Entrepartidas (2010) e Festa de Inauguração (2019). Como curador, colaborou com os festivais Cena Contemporânea (DF); FIAC-BA (BA), Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE), entre outros. Mestre e doutorando em Artes Cênicas pela ECA-USP. É autor do livro Encenação no Espaço Urbano (Editora Horizonte) e tem artigos publicados em sites e revistas dedicados ao pensamento sobre o teatro brasileiro contemporâneo. Curadoria da MITbr - Plataforma Brasil: Grace Passô Grace Passô é atriz com trabalhos autorais realizados em parceria com artistas e grupos teatrais. Possui uma série de prêmios e indicações no teatro e cinema, dentre eles Leda Maria Martins, Shell SP e RJ, APCA, Medalha da Inconfidência e Candango. Recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Turim, na Itália. No Brasil, seus textos teatrais estão publicados pelas editoras Cobogó e Javali e já foram traduzidos para o espanhol, polonês, francês, inglês e mandarim. Nome Completo: Rachel Brumana Função: Coordenação Geral de Produção Rachel Brumana é produtora cultural. Formada em Artes Cênicas pela Unicamp. Foi assessora cultural do Instituto Italiano di Cultura SP e coordenadora de eventos do Istituto Europeo di Design de São Paulo. Com a Substância Produções Artísticas, fundada em 2008, realiza a concepção, curadoria e produção de projetos, mostras, espetáculos teatrais e musicais. Destacam-se os espetáculos Só, Babel, O Bosque, a exposição Grimm Agreste e a colaboração com companhias internacionais como Fanny & Alexander, Teatro Linea de Sombra e LAminimAL Teatre Sistèmic. Integra o núcleo de pesquisa em artes integradas Societá Anonima deii Lavoratori del Mare. Nome Completo: Luiza Alves Função: Coordenação de Logística Artista do corpo, produtora cultural, educadora e preparadora corporal. Especialista na Técnica Klauss Vianna de dança e educação somática pela PUC-SP (Departamento de Linguagens do Corpo) e graduada em Letras pela Universidade Estadual Paulista. Entre 2011 e 2012 realizou intercâmbio em Dança na Université Lille 3 (Lille/França). Atualmente é produtora executiva no projeto do Sesc São Paulo Uma leitura dos Búzios, dirigido por Marcio Meirelles, com estreia em novembro de 2022. Desde 2016 faz parte da equipe de produção da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), tendo participado da 3a à 7a edição da Mostra como assistente de coordenação de logística, em 2022 foi Coordenadora de Logística da 8a edição do festival. Produtora executiva no projeto A Extinção É Para Sempre, de Nuno Ramos, realização Sesc Avenida Paulista (2021 - 2022). Produtora e intérprete de DILÚVIO, de Joana Ferraz, (Brasil Cena Aberta e PROAC 04/2020). Produtora executiva (Superfície de Eventos LTDA) e Assistente de direção no espetáculo infantil Bertoldo: o turbarão que queria ser gente, direção de Alvise Camozzi (2020 - ). Em junho de 2019, fez assistência de produção para a Superfície de Eventos LTDA do espetáculo Guadual (Equador), direção de Leandro Mendoza, na 5a Edição do CIRCOS - Festival Internacional Sesc de Circo - Sesc Guarulhos. Assistente de produção na edição de 2014 do Festival Contemporâneo de Dança, para a Cie Anania, dirigida por Taoufiq Izeddiou, com o espetáculo Rev'illusion. Produziu e co realizou, em 2012, a oficina-laboratório "o espaço social_(os) corpos_a caminhada: transposição corporal do espaço social", com Claire Buisson (França) - dolce punto (D_P), na Sala Crisantempo/SP. Nome Completo: Grazi Vieira Função: Coordenação Técnica Cineasta e Produtora Executiva Cultural, Mestre em Textualidades Contemporâneas pela UFSC. Atua na produção executiva de cinema, teatro, dança, música e eventos corporativos. Em quatro edições da Virada Cultural Paulista, programou música, teatro e dança, via Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Foi Diretora de Produção Executiva da Fundação Theatro Municipal. Fez a Produção Executiva do projeto SON Estrella Galicia. Faz parte da equipe de coordenação da Mostra Internacional de Teatro (MITsp). Nome Completo: Paulo GirÄ?ys Função: Coordenação de Produção MITbr - Plataforma Brasil Formado em Artes Cênicas – Licenciatura, pela ECA/USP e Mestrando em Artes da Cena pelo Instituto de Artes da UNICAMP. Pesquisador nas áreas de Formação do Artista Teatral, Teatro Jovem, Teatros Eslavo e Lituano, Teatro e Literatura. Ator, produtor e arte-educador da Cia. Estrela D’Alva de Teatro, onde, além de espetáculos, é co-Fundador da “Escola Itinerante de Teatro”. Ministrou aulas e oficinas na Lituânia, Rússia, Argentina, Chile e Angola. Foi artista-orientador do Programa Vocacional da SMC de São Paulo. Atualmente é coordenador geral dos cursos de teatro do Colégio Singular no ABC, professor da área de Linguagens e suas Tecnologias do SENAC Santos. É coordenador da MITbr, onde Integra a equipe da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - MITsp desde a primeira edição; e membro da comissão organizadora do Festival de Teatro Adolescente Vamos que Venimos Brasil. Nome Completo: Jaya Batista Função: Coordenação dos Eixos Olhares Críticos e Ações Pedagógicas Atua como preparador corporal, assistente de direção e produtor em trabalhos de dança, teatro e artes visuais. Já colaborou com diversos artistas, como: Morena Nascimento, Martha Kiss Perrone, Petra Costa, coletivA ocupação, Ivaldo Bertazzo; Naufus Ramires-Figueroa, Marta Soares e Marina Abramovic. Em 2017, desenvolveu seu primeiro trabalho de direção artística intitulado É na Batida, contemplado pelo prêmio O Boticário na Dança. Já atuou na organização de festivais em Campinas (SP), Itajubá (MG) e São Paulo (SP). Possui graduação em Educação Física e Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] e formação complementar em Danca, Educação Somática e Yoga. Nome Completo: Fernando Ruiz Braun Função: Relações Internacionais Produtor e gestor cultural em artes performaÌ?ticas, cursou Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e CieÌ‚ncias Humanas – FFLCH/USP e RaÌ?dio/TV na Universidade Anhembi Morumbi. Atuou como produtor audiovisual no Grupo Mix TV e em campanhas pela Polis Propaganda. Foi produtor executivo no site educacional EduK, tendo tambeÌ?m produzido videoclipes independentes. Em 2014 passou a integrar a equipe da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, evento com o qual colabora ateÌ? os dias atuais. Na Mostra, desenvolveu diversas funções, indo da gestão financeira a produção e passando pelo setor de relações internacionais com foco na internacionalização das artes ceÌ‚nicas brasileiras. Paralelamente, vem desde 2020 desenvolvendo projetos culturais/artiÌ?sticos em colaboração com outros artistas. Nome Completo: Natália Machiaveli Função: Coordenação de Comunicação Natália Machiaveli é artista, musicista e produtora, formada em audiovisual na Academia de Arte Gerrit Rietveld, em Amsterdã. Em 2011, dirigiu o curta Troca o Trópico, exibido nos principais festivais de cinema da Holanda. Criou e produziu as animações Will, Planta, Metamorfoses e It Trims, este último premiado no festival Curtacom em 2012. Além de dirigir, Natália é responsável pela composição das trilhas sonoras dos filmes, marca principal de seu trabalho. Desde 2013, trabalha como produtora e relações internacionais na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp. Nome Completo: Carminha Góngora Função: Coordenação de Relações Públicas Carminha Fávero Góngora é formada em Teatro pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Colaborou na edição de Ator e Método, de Eugênio Kusnet, publicado pelo SNT. De 1986 a 2010 foi Coordenadora de Programação Cultural do Goethe-Institut São Paulo, com intercâmbio nas áreas de teatro, cinema, música, dança, artes visuais e pensamento. Integrou a equipe da Interior Produções Artísticas/prod.art.br. Desde 2015 é coordenadora de Relações Públicas da MITsp.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.