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PRONAC 222298Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

AQUELA QUE EU (não) FUI

COMPANHIA DE TEATRO LUNA LUNERA
Solicitado
R$ 499,8 mil
Aprovado
R$ 499,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
22

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2023-04-03
Término
2024-04-30
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

A Cia. Luna Lunera (BH/MG), que vem desenvolvendo um trabalho de grande relevância na cena teatral brasileira, propõe a criação, montagem e apresentações do espetáculo cênico "AQUELA QUE EU (não) FUI", em comemoração dos seus 22 anos. A partir de investigações textuais, filosóficas, corporais e cênicas, o espetáculo discutirá caminhos possíveis para a existência humana e as implicações das escolhas realizadas na vida. O projeto também propõe a realização de ensaios abertos e de debates gratuitos após algumas apresentações do espetáculo e, como contrapartida social, a realização do curso "A Atuação Criadora - Processo AQUELA QUE EU (não) FUI".

Sinopse

O espetáculo AQUELA QUE EU (NÃO) FUI terá dramaturgia inédita que será desenvolvida ao longo do processo de criação, pela dramaturga Sílvia Gomez. Assim, a sinopse definitiva só será criada após a finalização do texto. Apresentamos, aqui, uma proposta inicial. Sinopse do espetáculo: Há escolhas, ou encontros, ou enfermidades, que mudam a vida de uma pessoa para sempre. Se pudéssemos flagrar o instante de mudança, como seria essa fotografia? Ou como seria morar neste frame, adiando a transformação? Em alguma camada paralela, vive o outro que eu não fui? E como ele é, visto com o passar das décadas? AQUELA QUE EU (não) FUI, novo espetáculo da Cia. Luna Lunera, apresenta situações em que se possa capturar o momento do salto inexorável na vida de diferentes pessoas, tentando assim contar suas histórias e relações até o ponto crucial em que se encontram: o ano da morte de um deles, simbolicamente o ano da morte de um ideal de convívio e país (de mundo) que nutriam em comum. Classificação indicativa: 16 anos - Contrapartida social | debates: os debates sobre o espetáculo "AQUELA QUE EU (não) FUI" serão realizados pelo elenco, junto com o público, após três apresentações em Belo Horizonte-MG, totalizando, assim, 03 (três) debates sobre o processo de criação do espetáculo e sobre o fazer teatral em geral. Os debates serão realizados em apresentações que contarem com, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) dos espectadores constituídos por alunos e professores de instituições públicas de ensino. Classificação indicativa: 16 anos - Contrapartida social | curso "A Atuação Criadora - Processo AQUELA QUE EU (não) FUI": será realizado 01 (um) curso, em Belo Horizonte-MG, como forma de multiplicar os conhecimentos e descobertas do processo e investir na capacitação de outros atores. Esse curso revelará etapas da construção do espetáculo AQUELA QUE EU (NÃO) FUI e será realizada nas próprias instalações do Centro Cultural Banco do Brasil ou em espaços públicos | comunitários.

Objetivos

Objetivo geral: Pesquisa, criação, montagem e apresentações do novo espetáculo da Cia. Luna Lunera - "AQUELA QUE EU (não) FUI". A realização do projeto "AQUELA QUE EU (não) FUI" destina-se às seguintes finalidades, conforme artigo 02 do Decreto 10.755, de 2021: I _ valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão. Com 22 anos de convivência e comprovada repercussão nacional e internacional, o repertório da Cia. Luna Lunera é fruto de diferentes investigações que têm em comum o foco no trabalho do ator, na valorização da cultura e de dramaturgos brasileiros, revelando grande critério na produção teatral brasileira. Isso se reafirmará na criação e montagem de seu novo espetáculo. V _ incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; Nos biênios 2012-2013 e 2015-2016, a Cia. desenvolveu, respectivamente, os projetos "Prazer" e "Urgente", via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Banco do Brasil, realizando itinerância pelos quatro CCBB’s (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo), com significativa repercussão de público _ média de ocupação dos teatros de mais de 90%, enquanto "Urgente" atingiu média de ocupação dos teatros de mais de 55%, mesmo com aumento dos valores dos ingressos no início da primeira temporada. Isso ressalta a capacidade da Cia. em desenvolver processos criativos que resultem em espetáculos com forte adesão do público, estimulando a fruição de bens culturais pela população. VI _ fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade. A criação do espetáculo AQUELA QUE EU (não) FUI ocorrerá tendo como um dos elementos o Observatório de Criação, que consiste na abertura dos processos criativos da Cia. Luna Lunera à comunidade em geral. Nesse processo, o público dialoga com os artistas por meio de debates, participando ativamente de um processo de criação artística e fortalecendo a formação crítica e cidadã. VII _ desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura. Ao propor a criação e a temporada de um espetáculo inédito, o projeto pretende articular o trabalho de diferentes setores produtivos, tais como transporte, alimentação, limpeza, produção artística (diretores, dramaturgos, atores, preparador corporal e vocal) e técnica (iluminadores, cenotécnicos, diretores de produção, comunicação, administração, financeiro, jurídico etc.). Com isso, criará diferentes oportunidades de trabalho, fortalecendo e fomentando a economia da cultura. VIII _ impulsionar a preparação e o aperfeiçoamento de recursos humanos para a produção e a difusão cultural. A montagem e a temporada de um espetáculo inédito da Cia. Luna Lunera demandarão recursos humanos que terão a possibilidade de exercitarem funções de produção e difusão cultural, aprimorando os seus trabalhos. X _ apoiar a inovação em atividades artísticas culturais, inclusive em arte digital e novas tecnologias. Neste projeto de criação e montagem de "AQUELA QUE EU (não) FUI", além da dramaturgia, a direção também ocorrerá de forma colaborativa entre direção e atores-criadores. O projeto lança, então, um novo desafio que visa conjugar a continuação da pesquisa em direção compartilhada com a presença de um coletivo de direção convidado, garantindo a inovação não somente estética, mas também técnica e processual. Objetivos específicos: - Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: realizar 28 (vinte e oito) apresentações do espetáculo "AQUELA QUE EU (não) FUI", com ingressos a preços populares (R$30,00 inteira | R$15,00 meia-entrada); - Produto ACESSIBILIDADE: realizar todas as sessões do espetáculo "AQUELA QUE EU (não) FUI" com tradução simultânea em Libras, ampliando o acesso do conteúdo artístico para públicos com deficiência auditiva e a fidelização de novas plateias; - Produto CONTRAPARTIDAS SOCIAIS: realizar 01 (um) curso "A atuação criadora - Processo AQUELA QUE EU (não) FUI", com carga horária de 40h/a, como forma de multiplicar os conhecimentos e descobertas do processo de criação do espetáculo AQUELA QUE EU (não) FUI e investir na capacitação de outros atores e estudantes de artes cênicas. - Produto CONTRAPARTIDAS SOCIAIS:realizar 03 (três) debates gratuitos junto ao público ao final de três das apresentações, durante o período da temporada de estreia, dando acesso ao processo de criação a novos públicos e promovendo maior inserção dos espectadores na compreensão do fazer artístico.

Justificativa

A Cia. Luna Lunera tem revelado grande critério na produção teatral brasileira. Trata-se de um grupo amadurecido, com 22 anos de convivência e comprovada repercussão nacional e internacional. Seu repertório é fruto de diferentes investigações que têm em comum o foco no trabalho do ator, na valorização da cultura e de dramaturgos brasileiros, em consonância com os princípios da lei federal de incentivo à cultura. Isso se reafirmará na criação e montagem de seu novo espetáculo. Neste projeto de criação e montagem de "AQUELA QUE EU (não) FUI", além da dramaturgia, a direção também ocorrerá de forma colaborativa entre direção e atores-criadores. Decidimos nos lançar, então, em novo desafio que visa conjugar a continuação da pesquisa em direção compartilhada com a presença de um coletivo de direção convidado, garantindo a inovação não somente estética, mas também técnica e processual. Em 2003, a Cia. vivenciou o estudo prático e teórico do Processo Colaborativo, sistematizado por Antônio Araújo (Teatro da Vertigem _ SP), que visa horizontalizar as relações na criação do espetáculo. Na ocasião, a Luna Lunera construiu a peça "Nesta Data Querida", seguindo o modelo proposto por Antônio Araújo, com a presença de um diretor, um dramaturgo e o núcleo dos atores. Em 2007, a Cia. experimentou avanços nesse método. Para a construção do espetáculo "Aqueles Dois", o trabalho convergiu para uma direção coletivizada, em que os próprios atores acumularam as funções de diretores e dramaturgos. "Aqueles Dois" teve os cinco atores-diretores premiados na categoria Melhor Direção nos prêmios concedidos tanto pelo Sindicato dos Artistas quanto pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas em Minas Gerais, categoria que até então era entendida como unipessoal. Além disso, o espetáculo teve seus cinco codiretores indicados a Melhor Direção no Prêmio Shell SP. A partir de "Aqueles Dois", a Cia. concretizou a possibilidade de uma direção e dramaturgia compartilhadas, seguindo os preceitos metodológicos do Processo Colaborativo. A experiência teve continuidade na montagem de "Prazer", com o novo desafio de se conciliar dramaturgia e direção compartilhadas entre os atores-criadores com a intervenção de colaboradores externos. Em "Urgente", o Areas Coletivo assinou a direção e dividiu a dramaturgia com os atores-criadores da Cia. De forma presencial e à distância, o Areas teve o desafio de dar continuidade à condução do processo coletivo, absorvendo as transformações e inovações produzidas pelo núcleo de atuação. Em 2019, a Cia. experimentou, pela primeira vez, a criação de um trabalho dirigido por uma das integrantes da Cia. O espetáculo "E ainda assim se levantar" foi dirigido pela atriz Isabela Paes, que se debruçou, juntamente com os atores criadores e com o dramaturgo Marcos Coletta, sobre o tema da potência das precariedades. Para a criação de "AQUELA QUE EU (não) FUI", a Cia. se lançará em uma nova provocação: desenvolver, de forma colaborativa com a dramaturga Sílvia Gomez, um trabalho inédito que abarque questões muito pertinentes ao nosso tempo. Tendo então um texto formatado dialogicamente, a Cia. terá o desafio de criar um espetáculo a partir de muitas vozes distintas na direção, apresentando pontos de vista, propostas estéticas e subjetividades diferentes que harmonizem entre si. Jé Oliveira traz um olhar vigoroso, contestador e ao mesmo tempo poético para a cena teatral. Marina Arthuzzi apresenta em sua condução dinamismo, criticidade e humor ácido, construindo uma cena ao mesmo tempo enérgica e cativante. E Vinícius Arneiro possui em seu trabalho uma estética pautada pela coesão, inovação e precisão na direção de atores. Desse modo, a partir de uma dramaturga, um núcleo com três diretores e um núcleo de direção e atuação, a Cia. produzirá uma obra polifônica, em que diferentes vozes e pontos de vista convirjam para um discurso acessível ao público. Esse processo ocorrerá em constante parceria com o público, através do Observatório de Criação, que juntamente com os debates, fortalecerá uma formação artística e crítica do público. Nos biênios 2012-2013 e 2015-2016, a Cia. desenvolveu, respectivamente, os projetos "Prazer" e "Urgente", com patrocínio do Banco do Brasil, realizando itinerância pelos quatro CCBB’s (BH, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo), com significativa repercussão de público _ média de ocupação dos teatros de mais de 90%, enquanto "Urgente" atingiu média de ocupação dos teatros de mais de 55%, mesmo com aumento dos valores dos ingressos no início da primeira temporada. Isso ressalta a capacidade da Cia. em desenvolver processos criativos que resultem em espetáculos com forte adesão do público. Ressaltamos ainda que a realização deste projeto, ao permitir a continuidade das atividades de pesquisa, compartilhamento, criação e apresentação de espetáculos da Cia. Luna Lunera, contribui para a manutenção de um grupo belo-horizontino considerado importante para produção artística local e nacional e que tem representado a cidade nos âmbitos nacional e internacional. E a realização desse projeto só se torna viável por meio do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais. O projeto se enquadra, assim, nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Serão alcançados os seguintes objetivos do Art. 3° da Lei 8313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural: - Promove a formação continua dos atores da Cia. Luna Lunera através da vivência e intercâmbio com importantes artistas brasileiros contemporâneos e através das investigações corporais, estéticas e rítmicas para a criação de um novo espetáculo; - Promove ensaios abertos à comunidade como forma de difusão do fazer artístico e como instrumento de inserção da comunidade aos processos criativos, investindo também na formação de público; - Realiza a oficina "A Atuação criadora - Processo AQUELA QUE EU (NÃO) FUI", como forma de multiplicar os conhecimentos e descobertas do processo e investir na capacitação de outros atores). II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres: - Cria espetáculo com texto inédito e realiza 28 (vinte e oito) apresentações do espetáculo "AQUELA QUE EU (não) FUI" no Centro Cultural Banco do Brasil BH. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; - 40% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente, sendo que 20% destes serão distribuídos a estudantes prioritariamente oriundos do sistema público de ensino. Todos os demais ingressos serão vendidos a preços populares (R$ 30,00 e R$ 15,00).

Estratégia de execução

Deslocamentos | Beneficiários das passagens: - Sílvia Gomez – trecho SP/BH/SP | Função no projeto: dramaturgia Necessidade de deslocamento: deslocar-se de São Paulo, cidade de origem do beneficiário, para Belo Horizonte, cidade sede do proponente, para realizar acompanhamento da montagem e da estreia do espetáculo, promovendo eventuais mudanças necessárias. - Jé Oliveira – trecho SP/BH/SP | Função no projeto: direção Necessidade de deslocamento: deslocar-se de São Paulo, cidade de origem do beneficiário, para Belo Horizonte, cidade sede do proponente, para realizar direção e acompanhar a estreia do espetáculo AQUELA QUE EU (não) FUI. - Vinícius Arneiro – trecho RJ/BH/RJ | Função no projeto: direção Necessidade de deslocamento: deslocar-se de Rio de Janeiro, cidade de origem do beneficiário, para Belo Horizonte, cidade sede do proponente, para realizar direção e acompanhar a estreia do espetáculo AQUELA QUE EU (não) FUI. Reflexões sobre o tema e o processo de criação do espetáculo No mundo atual, cada vez mais mediado pelas tecnologias digitais, vivenciamos novas formas de ser e de estar no mundo. O excesso de produção, o aumento do consumo, o desenvolvimento do marketing e da publicidade e a interconexão trouxeram novas demandas aos indivíduos. A introspecção, o confinamento e a solidão cederam lugar ao culto à performance individual, à visibilidade e à conexão permanente. Estamos, assim, diante de corpos e subjetividades contemporâneos. Dentre os sintomas desses novos tempos, temos o que o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, chama de “modernidade líquida” – aquela em que nossos acordos são passageiros, temporários, válidos até novo aviso. O indivíduo, que antes tinha a sociedade como referência, passa a se definir pelo seu estilo de vida e de consumo. As relações deixam de ter a solidez de outrora e passam a ser mais fluidas, transitórias. E a economia também passa por grandes transformações, com aumento da competitividade e flexibilização das relações de trabalho. Temos, então, uma sociedade transitória, moldada pelo indivíduo a todo instante, que vivencia relações mais superficiais e fechadas em si mesmas, criando zonas de conforto, em forma de redes sociais, evitando a controvérsia e um diálogo mais aprofundado com o outro e consigo mesmo. O estilo de vida cada vez mais frenético dessa sociedade contemporânea vem modificando as nossas relações com o tempo, como apontam muitos pesquisadores contemporâneos. Um deles, o filósofo francês Paul Virilio, identifica como uma das consequências da Revolução Industrial a aceleração do ritmo de vida. E os meios de comunicação e informação contribuem muito para o imediatismo tão presente no nosso cotidiano. E eis que, em um momento em que nos atarefamos demais, fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, com pressa, ansiedade e com a sensação de que nunca é possível fazer tudo, desencadeia no planeta uma pandemia provocada por um vírus silvestre. Deflagrou-se então uma crise no modo de vida da humanidade, como aponta o líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro Ailton Krenak. Inevitavelmente, estamos questionando os modos de ser e de estar num mundo que se caracteriza pelo individualismo, pela hiperexposição, pelo consumismo, pela forte concentração de renda e pela devastação dos recursos naturais do planeta, gerando grande desigualdade social, miséria de grande parcela da população e uma gama de preconceitos, em detrimento à tolerância, à empatia, à sintonia com o meio ambiente e a uma sociedade mais igualitária. E justamente a tecnologia, tantas vezes associadas ao individualismo, ao isolamento e à intolerância, no contexto da pandemia viabilizou também o reagrupamento, o consumo da arte e a reflexão. Para Heidegger, um dos grandes pensadores do século passado, nós nos atarefamos o tempo todo exatamente para não tomarmos consciência da nossa própria condição, para não encararmos a angustiante realidade do presente. Para o filósofo, nós não somos, e sim estamos, somos aqui-e-agora e, a cada instante, temos uma série de possibilidades de mudança. Para fugirmos desta responsabilidade, nós nos atarefamos. Deixamos, assim, o tempo, a vida passar. Para ele, o ser autêntico é aquele que sabe que vai morrer. Todos nós sabemos, mas sabemos apenas que “pessoas morrem”. A consciência da própria morte, do fim do nosso tempo-vida, é outra coisa. Talvez seja somente a verdadeira consciência do “eu vou morrer”, que abra a possibilidade da vida aqui-e-agora. E quando se dá a virada e a tomada da consciência da finitude? Ao acaso? À iminência da morte, diante de uma doença fatal? Em meio às urgências cotidianas, emerge o medo de morrer sem ter realmente vivido, ou ao menos sem ter vivido tudo como realmente se podia. A crise instaurada deflagra uma necessidade de se revisar os acordos realizados, as escolhas feitas ao longo da vida. E como chegar à vida autêntica? Desacelerando, abrindo mão de certas posições, atividades, compromissos? Ou ao contrário, se engajando a agir, sem tempo a perder na realização do que nos parece essencial? Que possibilidades de vida renunciamos ao fazermos nossas escolhas? Que caminhos teríamos percorrido se as escolhas tivessem sido outras? A partir desses questionamentos, iniciaremos o processo de criação de “AQUELA QUE EU (NÃO) FUI” pela busca e estudo de referências para as primeiras construções textuais, improvisações e vivências cênicas. Todo esse procedimento se dará em diálogo entre a dramaturga, o núcleo de direção e os atores-criadores. Posteriormente, os materiais gerados darão continuidade ao processo de experimentação cênica, sempre com a busca de novas referências para alimentar a pesquisa. Todo o processo de construção do texto dramático será conduzido pela dramaturga Sílvia Gomez, mineira radicada em São Paulo e uma das expoentes vozes da dramaturgia contemporânea brasileira. Sílvia vem desenvolvendo seu trabalho a partir de uma leitura aguda e questionadora sobre as complexidades do nosso tempo, processo esse em consonância com a proposta da Cia. Em um trabalho que pretende abordar questões contemporâneas sob diferentes possibilidades e perspectivas, nada mais justo do que ter distintos olhares para a obra. Nesse sentido, convidamos três diferentes artistas com estéticas muito singulares para integrar o núcleo de direção com a Cia. O paulista Jé Oliveira, primeiro diretor negro a conquistar o prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte pela direção de “Gota D’água Preta”, traz um olhar vigoroso, contestador e ao mesmo tempo poético para a cena teatral. A diretora mineira Marina Arthuzzi apresenta em sua condução dinamismo, criticidade e humor ácido, aliados a um olhar feminino e sensível para a cena, como em "Elisabeth está atrasada". E Vinícius Arneiro, experiente diretor carioca e indicado duas vezes ao Prêmio Shell RJ pela direção dos espetáculos “Os Sonhadores” e “Cachorro!”, possui em seu trabalho uma estética pautada pela coesão, inovação e precisão na direção de atores. Cada artista da equipe convidada dirigirá uma das quatro partes do texto e também a Cia. reviverá, em uma das partes, sua prática de direção compartilhada (como em “Aqueles Dois” e “Prazer”). Os achados processuais serão periodicamente compartilhados com o público no Observatório de Criação, que consiste em abrir os seus processos criativos para a comunidade em geral, possibilitando à mesma o acompanhamento dos ensaios do espetáculo. Através do Observatório de Criação, a estrutura do espetáculo poderá ser construída pela interação com o público com participação efetiva na criação do mesmo, em consonância com uma das principais práticas da Cia., a coletivização dos processos de criação.

Especificação técnica

- Espetáculo cênico "AQUELA QUE EU (não) FUI": com dramaturgia inédita e duração prevista de 90 a 105 minutos, a ser apresentado em palco italiano, com cenário e figurino desenvolvidos exclusivamente para a obra e utilizando recursos cenotécnicos de iluminação, sonorização e projeção compatíveis com o acervo técnico do teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. - Debates sobre o espetáculo "AQUELA QUE EU (não) FUI": serão realizados 03 (três) debates com o público após as apresentações em Belo Horizonte-MG, com duração estimada de 1 hora, sobre o processo de criação do espetáculo e sobre o fazer teatral em geral. Estimativa de público: 600 espectadores. - Contrapartida social - Curso "A Atuação Criadora - Processo AQUELA QUE EU (não) FUI": será oferecido de forma gratuita, terá carga horária de 40 horas e público alvo formado por estudantes de teatro, artistas e demais interessados, a partir de 16 anos. O curso trabalhará a iniciação dos participantes ao processo colaborativo de criação, numa atitude autoral e participativa na atuação, dramaturgia e direção. Esse curso revelará etapas da construção do espetáculo AQUELA QUE EU (não) FUI e será realizado nas próprias instalações do Centro Cultural Banco do Brasil BH.

Acessibilidade

ESPETÁCULO "AQUELA QUE EU (não) FUI": Acessibilidade FÍSICA: - Toda a temporada do espetáculo será realizada no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil BH, que oferece, em sua estrutura, acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida (rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos, prioridade de entrada). Item da planilha orçamentária: não se aplica – as apresentações ocorrerão em espaço físico já adequado a esse tipo de acessibilidade. Acessibilidade de CONTEÚDO: - Acessibilidade Auditiva: o projeto prevê a reserva de poltronas na primeira fileira para pessoas com audição reduzida em todas as sessões, com divulgação prévia em mídias sociais. Prevê também a realização de tradução simultânea em Libras em todas as sessões ao longo da temporada, com divulgação para as associações de deficientes auditivos e nos materiais de divulgação do projeto. Item da planilha orçamentária: Intérprete de Libras. Ressaltamos ainda que a equipe do espetáculo contará uma pessoa portadora de deficiência auditiva. A atriz Isabela Paes possui perda auditiva parcial bilateral (reconhecida pela MDPH - Maison Départemental des Personnes Handicapées, órgão competente francês, na qualidade de 'trabalhador deficiente' - travailleur handicapé). - Acessibilidade Visual: os materiais de divulgação contarão com a descrição #pracegover, ampliando a divulgação para o público deficiente visual. Além disso, disponibilizaremos folders em braile com informações sobre o espetáculo para o público deficiente visual antes de cada sessão, com o objetivo de familiarizar esse público com o espetáculo e sua estética. Ao final de cada sessão, disponibilizaremos visita tátil ao cenário, com acompanhamento do produtor executivo. Itens da planilha orçamentária: programador visual, produtor executivo. - Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: saída facilitada, por meio de reservas de poltronas próximas à saída, para eventual necessidade de o espectador sair da sala de espetáculo. Será também anunciado que o produtor executivo estará disponível para eventuais necessidades de acompanhamento. Item da planilha orçamentária: Produtor executivo. DEBATES SOBRE O ESPETÁCULO "AQUELA QUE EU (não) FUI": Acessibilidade FÍSICA: - Todas as sessões de debates sobre os espetáculos serão realizadas no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil BH, que oferece em sua estrutura acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida (rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos, prioridade de entrada). Item da planilha orçamentária: não se aplica – os debates ocorrerão em espaço físico já adequado a esse tipo de acessibilidade. Acessibilidade de CONTEÚDO: - Acessibilidade Visual: os materiais de divulgação dos debates contarão com a descrição #pracegover, ampliando a divulgação para o público deficiente visual. No início de cada debate, todos os participantes irão se descrever verbalmente – características físicas, vestuário. Item da planilha orçamentária: programador visual - Acessibilidade Auditiva: haverá tradução simultânea em Libras nas 03 (três) sessões com debates, devidamente divulgadas para as associações de deficientes auditivos e nos materiais de divulgação do projeto. Item da planilha orçamentária: Intérprete de Libras A equipe do espetáculo contará uma pessoa portadora de deficiência auditiva. A atriz Isabela Paes possui perda auditiva parcial bilateral (reconhecida pela MDPH - Maison Départemental des Personnes Handicapées, órgão competente francês, na qualidade de 'trabalhador deficiente' - travailleur handicapé). - Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: saída facilitada, por meio de reservas de poltronas próximas à saída, para eventual necessidade de o espectador sair da sala de espetáculo. Será também anunciado que o produtor executivo estará disponível para eventuais necessidades de acompanhamento. Criação de material sensível, com informações facilitadas sobre o espetáculo AQUELA QUE EU (não) FUI para público com deficiência intelectual. Item da planilha orçamentária: Produtor executivo, Material sensível. Contrapartida social - curso "A ATUAÇÃO CRIADORA - PROCESSO AQUELA QUE EU (não) FUI": Acessibilidade FÍSICA: - O curso será realizado em uma sala do Centro Cultural Banco do Brasil BH, que oferece, em sua estrutura, acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida (rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos, prioridade de entrada). Caso seja necessário alterar algum dos espaços, este contará com acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Item da planilha orçamentária: não se aplica – o curso ocorrerá em espaço físico já adequado a esse tipo de acessibilidade. Acessibilidade de CONTEÚDO: - Acessibilidade Auditiva: no material de divulgação, será divulgada a possibilidade de inscrição de interessados com deficiência auditiva e, caso haja inscritos, a oficina contará com tradução em Libras. Item da planilha orçamentária: Intérprete de Libras - Acessibilidade Visual: os materiais de divulgação do curso contarão com a descrição #pracegover, ampliando a divulgação para o público deficiente visual. Caso haja a inscrição de participantes com deficiência visual, o oficineiro adaptará o conteúdo do curso para contemplar a presença deles, contando com a presença de um assistente que irá realizar a audiodescrição. Item da planilha orçamentária: programador visual (divulgação) | oficineiro - Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: acompanhamento realizado por um assistente, para atender as demandas específicas, de acordo com as limitações ao conteúdo que o participante apresentar. Item da planilha orçamentária: Item da planilha orçamentária: oficineiro

Democratização do acesso

Espetáculo “AQUELA QUE EU (não) FUI” 20% (vinte por cento) dos ingressos serão distribuídos de forma gratuita para escolas, preferencialmente públicas (Ensino Básico e do Ensino Superior), ONG’s e comunidades, por meio de contato com agentes culturais, coordenadores e diretores de escolas e de centros culturais. 10% (dez por cento) dos ingressos serão destinados para patrocinadores do projeto. 10% (dez por cento) dos ingressos serão destinados para ações promocionais do proponente. 50% (cinquenta por cento) dos ingressos serão comercializados a preços populares – R$30,00 a inteira e R$15,00 a meia-entrada. 10% (dez por cento) dos ingressos serão comercializados a preços populares – R$30,00 a inteira e R$15,00 a meia-entrada, valores que não ultrapassam o valor do Vale Cultura (valor atual: R$50,00), nos termos do art. 8º da Lei nº12.761, de 2012. Art. 24 Inciso III – permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas. Inciso VII – comercializar além do previsto na alínea “e”, inciso I do artigo 22 desta Instrução Normativa, no mínimo dez por cento em valores que não ultrapassem o preço do Vale-Cultura, nos termos do art. 8º da Lei nº12.761, de 2012, fazendo uso deste mecanismo. Inciso XIV – outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela autoridade competente. Durante todo o processo de criação, serão promovidos 04 (quatro) ensaios abertos à comunidade como forma de difusão do fazer artístico e como instrumento de inserção da comunidade aos processos criativos, investindo também na formação de público. Essa é uma prática constante da Cia. Luna Lunera desde 2007, através do Observatório de Criação. Assim, durante a criação, o trabalho será compartilhado com o público em geral (incluindo outros artistas), de forma gratuita, tornando-o cocriador da obra.

Ficha técnica

Concepção: Cia. Luna Lunera Dramaturgia: Sílvia Gomez Direção: Jé Oliveira, Marina Arthuzzi, Vinícius Arneiro e Cia. Luna Lunera Elenco: Cláudia Corrêa, Cláudio Dias, Isabela Paes, Marcelo Souza e Silva, Zé Walter Albinati CIA LUNA LUNERA - Concepção, Gestão do projeto, gestão administrativo-financeira e codireção Criada em 2001, é considerada um dos expoentes do teatro brasileiro contemporâneo. Desperta interesse e reconhecimento de público e crítica pelo desenvolvimento de um método próprio de criação compartilhada onde os lugares tradicionalmente destinados ao diretor, ao ator, ao dramaturgo e ao público são completamente redefinidos de modo horizontalizado e colaborativo. Realizou mais de mil apresentações, levando mais de 200 mil pessoas aos teatros em 10 países. Desenvolve ações de trocas de experiência, democratização do acesso à arte e ampliação de circuitos de exibição, como a realização do In Cena, curso livre para a formação e pesquisa teatral. Criou 8 espetáculos: Perdoa-me por me Traíres (2000), Nesta Data Querida (2003), Não Desperdice Sua Única Vida ou... (2005), Aqueles Dois (2007), Cortiços (2008), Prazer (2012), Urgente (2016) e E Ainda Assim se Levantar (2019). SÍLVIA GOMEZ – Dramaturgia Formada em Comunicação Social pela UFMG, é jornalista, roteirista e dramaturga. Integrou o Círculo de Dramaturgia do Centro de Pesquisas Teatrais (CPT-SESC, 2003 a 2011), dirigido por Antunes Filho, onde escreveu a peça “O céu cinco minutos antes da tempestade”. O texto foi traduzido para o espanhol, francês, sueco, alemão, inglês, italiano e mandarim. Escreveu e encenou ainda “O amor e outros estranhos rumores”, “Marte, você está aí?” e “Mantenha fora do alcance do bebê”, esta vencedora dos prêmios de melhor dramaturgia APCA 2015 e Aplauso Brasil 2015, além de indicada ao Prêmio Shell SP. Dá aulas de dramaturgia. O texto “Neste mundo louco, nesta noite brilhante”, (2019) teve leituras na Bolívia e no México e foi indicado ao Prêmio Shell São Paulo. Direção: JÉ OLIVEIRA é fundador do Coletivo Negro, ator, diretor e dramaturgo, formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde é responsável pelo ensino e confecção de dramaturgias. Leciona dramaturgia no Sesi Curitiba e pelo país todo pelo projeto Sesc Dramaturgias. Idealizou e dirigiu o espetáculo Gota D’água Preta (2019), que lhe rendeu o prêmio de Direção no APCA. Como dramaturgo, possui 6 peças escritas e encenadas: Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens (2016), que lhe rendeu a premiação no 6º Prêmio Questão de Crítica; {ENTRE}, Azar do Valdemar e Nóis - (2014), Taiô (2013) e Movimento Número 1: O silêncio de Depois... (2011), indicada ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro nas categorias: Grupo Revelação e Melhor Elenco. É responsável pela direção dos shows: 3 Mil Tons, do artista e intelectual Salloma Salomão; e Na Cachola, de Marília Calderón e Walter Garcia. MARINA ARTHUZZI é Bacharel em Artes Cênicas pela UFMG. Atriz, produtora, iluminadora e diretora de teatro. Integra os grupos Primeira Campainha, Mayombe Grupo de Teatro, Pigmalião Escultura que Mexe, Teatro 171 e o coletivo Prisma Soluções Cênicas. Dirigiu o espetáculo Elizabeth está atrasada (2010) e codirigiu os espetáculos Sobre dinossauros, galinhas e dragões (2010) e À tardinha no Ocidente (2014). Atuou nos espetáculos Macunaíma Gourmet, direção Eid Ribeiro e Eduardo Félix (2017), Isso é para dor, direção de Byron O’Neill (2014), e À tardinha no ocidente, direção coletiva (2014), dentre outros. Criou desenho de luz para inúmeros espetáculos, incluindo E ainda assim se levantar (2019), da Luna Lunera. VINICIUS ARNEIRO é fundador e diretor artístico do Teatro Independente. Indicado ao Prêmio Shell (RJ) 2007 de Melhor Direção por Cachorro! (2007), de Jô Bilac . Dirigiu: Rebu (2009) e Cucaracha (2012), Fluxorama (2013), escritos por Jô Bilac; Cássia Eller, o musical (2014) – Indicado ao prêmio Arte Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo Musical e Melhor Direção, Os Sonhadores (2016), de Diogo Liberano, indicado ao Prêmio Shell (RJ) de Melhor Autor, Direção e Cenário; Colônia (2017), peça-conferência com dramaturgia de Gustavo Colombini - indicada ao APCA 2018 de Melhor Dramaturgia; e Rose (2018), texto de Cecília Ripoll, indicado ao Prêmio Shell (RJ) 2018 de Melhor Autora. ELENCO: CLÁUDIA CORRÊA é atriz e membro-fundadora da Luna Lunera, formada pelo Palácio das Artes/Cefart (BH/MG). Graduou-se em Direito pela PUC-Minas e se pós-graduou em Direito Público pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais. Atuou no espetáculo O Barbeiro da Noite (1999), direção de Marcelo Castilho Avellar. Pela Luna Lunera, atuou em Fuleirices em Fuleiró (2000), Perdoa-me por me Traíres (2000), pelo qual recebeu o prêmio Sesc-Sated de Atriz em 2001, Nesta Data Querida (2003), pelo qual foi indicada ao prêmio Sesc-Sated de Atriz Coadjuvante em 2004, Não desperdice sua única vida ou...(2005) e Prazer (2012). Atuou no longa-metragem Cinco Frações de uma Quase História (2007). CLÁUDIO DIAS é ator e diretor, membro-fundador da Cia. Luna Lunera, Licenciado em História pela UFMG e formado pelo Palácio das Artes/Cefart. Atuou em E ainda assim se levantar (2019), Urgente (2016), Cortiços (2008), Nesta Data Querida (2003), Perdoa-me por me traíres (2000). É codiretor, codramaturgo e ator dos espetáculos Aqueles Dois (2007) e Prazer (2013). É Oficineiro e Professor do In Cena. Dirigiu os espetáculos Nosso Estranho Amor (2009), Ao Meu Redor (2014) e A máquina de fazer espanhóis (2015), Ivan (2017) e Projeto Maravilhas (2018). Desde 2006 desenvolve pesquisa na preparação do ator tendo a dança contemporânea e o contato improvisação como base. Realizou orientação teatral do Ballet Jovem do Palácio das Artes. ISABELA PAES é doutora pelo Institut Mines Télécom – França (2011). Possui mestrado Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade Paris 13 e Paris 10, França; e Bacharelado em Comunicação Social pela UFMG. É atriz formada pelo Palácio das Artes/Cefart (BH). Atuou em Perdoa-me por me traíres (2000), Cortiços (2010), Prazer (2012) e Urgente (2016). Dirigiu o mais recente trabalho do grupo, E ainda assim se levantar (2019). Concebeu e coordenou a Siana Brasil 2009 (Semana de Artes Digitais e Interativas), evento participante da programação oficial do ano da França no Brasil. É Professora do Curso In Cena. MARCELO SOUZA E SILVA é ator formado pelo Palácio das Artes/Cefart (BH) e graduado em Ciências Biológicas pela UFMG. Atuou em Circo do lixo (dir. Fernando Penido – 1994), Segredos da vida (dir. Sissi Negro – 1995), Ensaio sobre a cegueira (dir. Cida Falabella – 1999), Perdoa-me por me traíres (dir. Kalluh Araújo, 2001); Não desperdice sua única vida ou… (dir. Cida Falabella, 2005), Cortiços (dir. Tuca Pinheiro, 2008), Urgente (dir. Areas Coletivo 2016). É ator, codiretor e codramaturgo de Aqueles Dois (2007) e Prazer (2012). Atuou nos longas-metragens Enquanto Estamos Aqui (2019) e Baixo Centro (2018) e nos curtas-metragens Eu estou Vivo (2019), Super Estrela Prateada (2018), Arteiro (2018), O quinto (2018) e Uma Segunda Chance (2003). Dirigiu o projeto cênico Mapas do Acaso (2017). ZÉ WALTER ALBINATI é ator, cantor e diretor. Atuou em A Viúva Alegre (1993), Sansão e Dalila (reg. Márcio Miranda,1996), Pétalas da Solidão (codireção Elvécio Guimarães -1998), Não Desperdice sua Única Vida ou... (dir. Cida Falabella, 2006) e Urgente (dir. Maria Sílvia Siqueira Campos e Miwa Yanagizawa, 2016). Relator de processo de “Nesta Data Querida” (dir. Rita Clemente, 2003). Codiretor e codramaturgo de “Aqueles Dois (2007), de “Prazer” (2012), de “Retrato do Artista Quando Coisa” (Cia. Bololô RN, 2012) e de “Chão de Pequenos”, (2017). Diretor e dramaturgo de “O Jogo da Velha” (2009) e “A Casa”(2010). Diretor residente de “Colorido ao Cinza”, do grupo Rumores de Teatro (Vitória/ES, 2014). Dirigiu “O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto” (2017).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.