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Criação e publicação de um Ebook resultante do Mapeamento Cultural da Cadeia Produtiva do Forró nas oito Regiões de Governo do Estado do RJ, para servir como instrumento histórico de memória, pesquisa e análise das dificuldades, demandas e potencial de desenvolvimento socioeconômico da cadeia produtiva do Forró nessas regiões, com o objetivo de definições de políticas públicas de salvaguarda do Forró como Bem Cultural Imaterial Estadual (Lei 8.505/19) para fortalecimento do ambiente cultural e turístico nessas regiões.
O Ebook resultante do Mapeamento Cultural, é um instrumento (Livro formato digital) que tem como objetivo demonstrar através de um trabalho de pesquisa, coleta, debates e sistematização de informações, a realidade atual das manifestações culturais e os principais problemas para a perenidade do Forró como bem cultural. Este projeto desenvolvido junto as comunidades locais consolida as pesquisas, relatorias dos GTs pós seminários/encontros e um rol de sugestões e propostas de melhorias e ideias para o incentivo da economia criativa no intuito de permitir os meios de sobrevivência artística dos seus profissionais e a vitalidade do Bem cultural. Esta ferramenta de resgate e registro de valores culturais, desenvolvida por equipes do Coletivo Matrizes do Forró do Rio de Janeiro, ligado ao Fórum Nacional de Forró, pretende se tornar um suporte de pesquisa e subsídio para definições das políticas públicas e banco de referências para agentes culturais e empresários interessados no incentivo da vitalidade do Forró enquanto Bem Cultural Imaterial do Estado e do País, como vetor de grande potencial turístico para geração de renda e bem-estar social. As equipes facilitadoras e de apoio atuarão em diferentes realidades através das parcerias com os órgãos municipais de cultura e as instituições parceiras que, junto as comunidades e seus representantes, terão participação ativa em todo o processo. O diagnóstico e as análises deverão refletir os anseios e as estratégias de cada território e comunidade, tendo como objetivo primordial a vitalidade e o fortalecimento da cadeia produtiva que sustenta o Forró nas regiões. A classificação indicativa da faixa etária é para público acima de 12 anos.
Objetivo geral: Este projeto tem por objetivo geral a criação de um instrumento (Ebook) de conhecimento e diagnóstico da situação cultural do Forró como Bem Cultural Imaterial do Estado do RJ nas 8 Regiões de Governo, como resultado da interação e discussão dos principais problemas junto às comunidades. Uma vez identificadas as práticas, as dificuldades e a oferta de sugestões de iniciativas para a salvaguarda e incremento da economia criativa, pretende-se conceder a vitalidade do Bem através da justa aplicação de políticas públicas e o fortalecimento da cadeia produtiva nas regiões pelo efetivo conhecimento das reais necessidades. Esta iniciativa que visa o reconhecimento e a manifestação pública da Música dos Mestres, dos Grupos de Artistas e demais Profissionais da cadeia produtiva do Forró, com o propósito de manter vivo, junto ao maior número de pessoas possíveis, o conjunto das Matrizes do Forró e das suas ligações culturais da sua cadeia produtiva como, por exemplo, o Cordel, o Artesanato, a Gastronomia entre outras, cumpre o disposto no Art. 02 do Decreto 10.755 de 2021 Inciso IV onde uma das finalidades é a de "promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial". Objetivos específicos: 01 _ Produto Ebook (Livro digital): Realizar um Mapeamento da Cadeia Produtiva do Forró nas 8 Regiões de Governo do Estado do RJ, com a identificação dos elementos que promovem, envolvem ou que a ela se associam. Esta Cadeia compreende os equipamentos culturais (onde ocorrem atividades ligadas ao forró), os músicos (trios, bandas de forró), grupos culturais (quadrilhas, blocos, associações), produtores e pesquisadores da cultura nordestina (escolas, universidades, avulsos), poetas (cordel, repente), escritores e pensadores (da temática nordestina), compositores (de forró e da música nordestina), radialistas (rádio convencional, Web, TV aberta, WebTv), profissionais da dança (escolas, academias, avulsos), empresários de restaurantes (gastronomia), casas de forró e feiras nordestinas (locais de reprodução) e demais grupos de pessoas amantes da cultura do Nordeste e do Forró. O levantamento deverá contemplar pelo menos 90 % deste universo em 90% de todos os municípios de todas as regiões de governo. A meta é que se tenha ao final do trabalho, um Ebook contendo um cadastro abrangente e atualizado de toda a cadeia produtiva, com o histórico do Forró e diagnóstico da situação atual dos aspectos artísticos e socioeconômicos e um quadro de sugestões para as políticas públicas de proteção e vitalidade do Forró como Bem Cultural Imaterial do Estado e do país. O universo de público a ser atingido está estimado em torno de 3 mil pessoas. A verificação de cumprimento da meta se dará pelos registros fotográficos e audiovisuais além das listas de presença e participações que serão anexadas à documentação de prestação de contas; 02 _ Produto Ebook (Livro digital): Identificar os principais problemas que impedem ou dificultem a manifestação do Forró nas regiões ao longo do ano principalmente nas datas comemorativas como as festas juninas e celebração do Dia Estadual do Forró 02 de agosto (Lei 8.653/19). A metodologia deverá absorver pesquisas junto aos principais agentes nos encontros ou rodas de conversa ou seminários ou grupos de trabalho onde possa haver esclarecimentos, discussões, sugestões, críticas e debates acerca do presente e do futuro do Forró enquanto manifestação artística popular e meio de sobrevivência dos seus profissionais. As principais manifestações a serem verificadas são em relação às Quadrilhas Juninas e os Trios de Forró e como essas tradições vêm sendo transmitidas de uma geração para outra. Essas e outras detecções servirão para se construir as políticas públicas de salvaguarda e, por consequência, gerar as ideias de incentivo à sua vitalidade. A verificação do cumprimento deste objetivo se dará pela constatação de destaque de capítulos exclusivos no Ebook para Quadrilhas Juninas e Trios de Forró; 03 _ Produto Ebook (Livro digital): Efetivar os registros fotográficos e audiovisuais das atividades de modo a documentar o trabalho constituído com os detentores de saberes e transmitir o conhecimento de forma prática e acessível ao maior número de pessoas com a disponibilidade na web. Esses registros devem deixar claras as situações detectadas a partir das entrevistas e da produção dos textos com entendimentos facilitados por fotografias e mapas que se constituirão a memória das coisas que foram vistas e estudadas durante a realização do mapeamento. A finalização do Ebook com esses dados tem a previsão mínima de 148 páginas; 04 _ Produto Ebook (Livro digital): Apresentar como uma das prerrogativas do trabalho, o conjunto de iniciativas e sugestões de salvaguarda do Forró enquanto Bem Cultural Imaterial do Estado e do país a partir da interação com os fazedores de cultura locais que são os detentores de saberes e conhecedores das dificuldades. A lista de sugestões deverá incluir não somente os aspectos de preservação da expressão cultural, mas, as características e viabilidades de incentivos da cadeia produtiva para que haja probabilidades dos meios de sobrevivência dos profissionais no exercício do seu ofício e sustentabilidade da sua arte ao longo do tempo pela dedicação exclusiva. A comprovação de cumprimento desta meta se dará pela efetiva apresentação da lista no Ebook; 05 - Produto Ebook (Livro digital): Destacar no universo artístico do Forró em cada local, quando for o caso, os shows, as músicas, os artistas, as performances, as revelações ou as manifestações alternativas que demonstrem a criatividade e a originalidade das matrizes tradicionais do Forró. A finalidade desse registro é a identificação do espírito criativo e renovador do patrimônio cultural que naturalmente sofre transformações e inovações ao longo do tempo, mas que deve ser incentivado sem, no entanto, perder a essência original. A comprovação do cumprimento desta meta se dará na constatação do destaque no Ebook; 06 _ Produto Contrapartidas sociais: Garantir o transporte, acesso e lanches para um público específico de pelo menos 40 alunos e professores da rede pública de ensino convencional ou de música, moradores de comunidades com alguma vulnerabilidade social e PCDs com seus respectivos acompanhantes, para participação livre nos encontros e rodas de conversas ou nas oficinas de instrumentos e ritmos do forró. Esta iniciativa inclusiva tem a finalidade de ampliação do acesso para difusão cultural à população carente e estímulo para novas ações com objetivos de perenidade do Forró nas regiões. A comprovação do cumprimento desta meta se dará pelos protocolos de presenças que serão apresentados junto a documentação de prestação de contas e relatórios de execução; 07 _ Produto Ebook (Livro digital): Realizar compensação simbólica das emissões do carbono, por conta da execução do evento através do plantio 02 de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica durante a realização dos encontros em cada região do evento. Esta iniciativa tem a conotação de demonstração de cuidados com o meio ambiente e de homenagem ao pioneiro ambientalista Nordestino Padre Cícero que já em 1920 pregava a educação ambiental recomendando aos fiéis cuidados básicos para preservação da mata e dos animais. Por conta disso é conhecido como o Padroeiro das florestas. A comprovação de cumprimento desta meta será dada pelos registros fotográficos, NFs de aquisição que serão apresentadas na documentação de prestação de contas; 08 _ Produto Ebook (Livro digital): Orientar a comunidade local a formação de cooperativas ou associações ou centros de referência da cadeia produtiva do Forró, para a manutenção dos encontros e discussões acerca da perpetuidade das manifestações culturais do Forró. A vitalidade e fortalecimento desta cadeia dependerá da mobilização das pessoas para as ações futuras em cada território, portanto, a finalidade será o despertar permanente para a sustentabilidade dos meios de sobrevivência do bem cultural e dos profissionais que o mantêm vivo. A comprovação do cumprimento desta meta se dará pelos registros das relatorias que serão apresentados junto a documentação de prestação de contas.
A iniciativa do Mapeamento da Cadeia Produtiva do Forró no Estado do Rio de Janeiro visa o conhecimento da realidade e o diagnóstico da solução de problemas para uma perspectiva inicial de salvaguarda do bem cultural e o fortalecimento da economia criativa nas regiões mapeadas. Esta prerrogativa de preservação tem respaldo no Inciso VI do Art. 1º da Lei 8.313/91 cujo teor de "preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro" coincide com os propósitos desta proposta pelo objetivo de vitalidade do Forró como Bem Cultural Imaterial Estadual e Nacional. Este compromisso da gestão pública em parceria com a sociedade civil é neste caso uma cobrança do nosso coletivo para que se cumpra o dever de proteção do patrimônio reconhecido e registrado após mais de dez anos de trabalho dos profissionais da cadeia produtiva. A parcela representativa executora, que é o Coletivo Matrizes do Forró do RJ responsável por esse pleito, tem buscado com todas as dificuldades financeiras a valorização e difusão das manifestações do Forró no Estado com várias iniciativas especialmente aquelas que garantam os meios de sobrevivência dos profissionais da cadeia produtiva, que são os criadores e mantenedores do Bem Cultural. Este projeto é uma dessas iniciativas que por sua vez também está coerente com o Inciso III da citada Lei, ou seja, enquadra-se no objetivo de "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores" o que não deixa de ser essencial para a vitalidade da cadeia produtiva do Forró. O incentivo fundamental aqui é justificado dada a magnitude da proposta e a abrangência do trabalho de identificação para consumação dos resultados esperados de melhor alocação das políticas públicas. Sem um diagnóstico adequado corre-se o risco de má alocação dos recursos e ineficiência na solução dos problemas. O foco na cultura forrozeira das regiões, ratificará as nossas estimativas do quadro de carências que normalmente não são apontadas em conversações que envolvem governo e a sociedade civil. Ademais, quando se ampliam as discussões de forma fundamentada e organizada na dimensão da sociedade civil as probabilidades de acertos são maiores nas iniciativas dos agentes locais. Este projeto busca, portanto, nesta ampliação da visão de problemas e potencialidades em todas as regiões de governo, o apontamento de caminhos não somente da preservação do Bem cultural, mas, dos meios para o fomento da cadeia produtiva que, de acordo com as leis de mercado, promove a prosperidade e a sustentabilidade socioeconômica dos profissionais criadores. Sabe-se que o Forró é um gênero que não se resume apenas as atividades de música e dança. A sua força, assim como a dos seus profissionais, está atrelada a uma cadeia produtiva que o mantém sempre presente e vivo em quase todas as manifestações da cultura nordestina. A geração de receitas de negócios da economia criativa a partir dessas manifestações, possui um efeito multiplicador porque a ele (o Forró) se associam os elementos intrínsecos do agregado cultural. As academias de dança e professores que ensinam o forró; os restaurantes de comida nordestina e as casas de shows que empregam os trios de forró; as feiras nordestinas que vendem arte, cordel e instrumentos de forró e são animadas com a música dos grupos de forró; as mídias e as plataformas digitais, webtvs e programas de rádios que tocam forró e os festivais de forró e de quadrilhas juninas são alguns exemplos desta cadeia. Grande parte desses componentes duramente afetados pela pandemia, vem decaindo e desaparecendo pela falta de estímulos financeiros e de políticas públicas para sua manutenção. Entretanto, percebe-se uma demanda da população por mais manifestações não somente no Estado do Rio de Janeiro, mas, em todo o país e no mundo. Depois do samba, o forró e a cultura nordestina são os fenômenos de maior atratividade turística na cidade do RJ. Para se ter uma ideia comparativa, os dois pontos turísticos mais importantes (Cristo Redentor e Pão de Açúcar) já registraram juntos a média de pouco mais de 4,5 milhões de visitantes/ano em uma boa época enquanto que só a feira de São Cristóvão, um dos redutos mais representativos da cultura nordestina do Forró no Rio, tem registros de mais de 5 milhões de visitantes/ano em períodos relativamente comuns. Por esta razão, este potencial turístico merece o incentivo pelo atrativo demonstrado e também pelo crescimento da sua visibilidade também no exterior. Temos como exemplos significativos os festivais de Forró em Portugal (Forró Douro Porto), Paris ("Gros Câlin Debout"), Forró Lille e o (London Forró Festival) em Londres, apenas para citar alguns. Este mapeamento, que também atende aos objetivos do Art. 3º Inciso "IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos", caracteriza-se muito mais pela sua abrangência e a precisão na busca da realidade para estímulo dos pontos fortes. Numa matriz SWOT diríamos que, este conhecimento das forças e oportunidades, é indispensável para as ações objetivas e acertadas em empreendimentos culturais que, na maioria das vezes, não possuem os caminhos da gestão eficiente de recursos e de pessoas. O primeiro passo para se preservar alguma coisa é conhecê-la de fato. Neste caso, ninguém melhor para repassar o conhecimento que os próprios detentores de saberes. Quem faz sabe como faz e quais são as dificuldades de continuar fazendo. Portanto, este instrumento que trata da identificação de problemas e soluções será o resultado das discussões e debates junto a este público tanto para a salvaguarda quanto para o fortalecimento da cadeia produtiva a partir da relação direta com os proprietários dos saberes e os componentes da cadeia produtiva. A importância desta produção de conhecimento, que na prática são de memórias e sugestões, é a possibilidade de promoção de resgates, por exemplo, dos grandes festivais e competições de quadrilhas juninas em todo o estado com o retorno das Federações e a revitalização dos espaços de apresentações (como o sambódromo) e a criação de oportunidades de trabalhos para costureiras, artesãos, músicos e outros profissionais. O retorno dos grandes festivais de forró em regiões antes prolíficas como a Costa Verde e a Região dos Lagos, também pode se tornar realidade nessas regiões, assim como as grandes feiras nordestinas da Baixada e do Norte Fluminense outrora prósperas. Acreditamos que o incentivo à iniciativas como esta, conduzida por equipes capazes, traz as esperadas perspectivas promissoras para a economia criativa pelo seu efeito multiplicador e pela geração da concorrência saudável capaz de potencializar a geração de riqueza e bem-estar social de forma direta e indireta não somente aos profissionais da cadeia produtiva do Forró, mas, para a população local.
Este projeto é uma iniciativa do Coletivo Matrizes do Forró do RJ, grupo ligado ao Fórum Nacional do Forró, que compreende todos os Estados do Nordeste mais o Sudeste e o Distrito Federal, regiões onde ocorrem vibrantemente as manifestações do gênero, especialmente a partir do seio das comunidades Nordestinas. O Coletivo no RJ, através do proponente na condição de Coordenador, tem a representatividade dos profissionais ligados a cadeia produtiva junto ao IPHAN e demais parceiros institucionais como o SESC e Secretarias estadual e municipal de cultura entre outras. O objetivo primordial do Coletivo foi o registro do Forró como Patrimônio Cultural Imaterial Nacional junto ao IPHAN, feito conseguido recentemente em 2021, celebrado com o apoio e incentivo do governo federal através do então Ministro Gilson Machado e demais parceiros institucionais, que reconheceram a importância cultural do movimento e do gênero como representativo para o resgate da identidade cultural nacional. A Instrução Técnica que selou o registro no Livro de Saberes do IPHAN, teve uma contribuição expressiva do Estado do RJ onde o Forró se urbanizou e se desenvolveu colocando-o de vez no mercado nacional e internacional. Desde 2011, quando se fez o pedido do Registro, tem ocorrido diversos Encontros de Forrozeiros, seminários e Fóruns de Forró por todo o país e também no Estado do RJ, reunindo a cadeia produtiva para as discussões das dificuldades e das projeções em todas as regiões. Todos os coletivos que reúnem os atores/agentes fundamentais não só para a construção do registro, mas, para garantir a vitalidade do gênero atuam na pesquisa e busca de soluções de salvaguarda até mesmo antes da confirmação do bem patrimonial. Esses profissionais da cadeia produtiva, ainda que reconheçam a impossibilidade de pesquisa ou mapeamento exaustivo em todos os territórios onde ocorre o Forró, têm a consciência de que existe uma necessidade de apoio institucional para um trabalho completo como o da presente proposta. A cidade do Rio de Janeiro, talvez pela sua vocação turística de vitrine nacional e internacional, sempre teve um papel histórico de difusão do Forró desde os períodos áureos da Rádio Nacional através dos seus expoentes máximos como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Desde este período da década de 1940 que a cidade tem recebido inúmeros trabalhadores e Mestres Nordestinos que notabilizaram o Forró do Rio de Janeiro para todo o país e os países da Europa, América e demais continentes. O Coletivo Matrizes do Forró do Rio de Janeiro tem aproveitado esta presença marcante para promover encontros e celebrações para de alguma forma manter vivo o gênero, especialmente agora que além da responsabilidade de estar catalogado como Bem Patrimonial do País pelo IPHAN é também patrimônio cultural imaterial do Estado e candidato ao Patrimônio UNESCO. Entre as ações de maior destaque podemos citar o Fórum de Forró do RJ e Fórum de Forró da Região Serrana realizado em 2018 parceria com o SESC RJ e em 2019 parceria com o IPHAN na ALERJ. A Audiência Pública com representações da Assembleia Legislativa do Estado, Câmara Municipal e Senado Federal e a Semana da Cultura Nordestina, evento executado em parceria com o Museu da República e do Folclore do RJ também são outros exemplos de iniciativas. Além dessas ações de chamamento da atenção pública para o Forró, a inclusão do Trem do Forró no calendário da cidade tem sido mais uma iniciativa de manter viva a memória dos nossos Mestres e Mestras da dança e da música, que já fazem parte da vida e anseios da população. Mas, reconhecidamente, há ainda muitos territórios e comunidades distantes da capital e das baixadas, que apesar das dificuldades, insistem em manter os festejos e celebrações do Forró. As políticas públicas não alcançam esses profissionais e não atingem as causas do decaimento gradativo das celebrações em especial das quadrilhas juninas e dos trios de forró que são as tradições mais representativas do gênero. Embora haja um recrudescimento do interesse cada vez maior do gênero pela população, o atingimento das ações resume um alcance apenas de uma ou duas regiões de governo, ou seja, a vitalidade do Bem depende essencialmente de políticas públicas alocadas de forma justa e eficiente nas demais regiões que possuem potencial cultural e turístico para o desenvolvimento. Os dados demográficos que norteiam os objetivos desta proposta para as ações de políticas públicas, configuram a divisão do Estado em 92 municípios e 8 regiões de governo, sendo a Região Metropolitana a de maior concentração populacional e, consequentemente, a de maior raio de ação do Coletivo. Nas demais, como a Região Noroeste, Norte, Baixadas Litorâneas, Serrana, Centro-Sul, Médio Paraíba e Costa Verde, sabe-se da ocorrência das manifestações do gênero, porém, não se tem a noção das dificuldades e potencialidades para impulso à sua vitalidade como ocorre na Região Metropolitana. Nestas regiões existem lugares simbólicos para o Forró, mas o decaimento em função principalmente da pandemia, tem diminuído esses espaços de afirmação e celebração da Cultura Nordestina em especial as Feiras Populares Nordestinas e os Centros de Tradição e espaços das Quadrilhas Juninas e os Trios de Forró. Por esta razão estão imbuídos nos Objetivos Específicos a identificação das organizações que defendem os interesses dos forrozeiros, os museus, as universidades, acervos públicos, cursos, programas de rádio e TV, sites, blogs, comunidades virtuais, equipamentos e todas as ideias que possam contribuir para a vitalidade do gênero nestas Regiões. Uma vez identificadas e diagnosticadas as situações, será possível distribuir de maneira proporcional o fomento de acordo com a realidade de cada região conforme suas potencialidades e peculiaridades. A Região Metropolitana é onde se concentra a maior população do Estado com mais de 12 milhões de pessoas em 20 municípios. As principais referências são a Feira de São Cristóvão (CTN), Feira Nordestina de Caxias e São Gonçalo e um remanescente pequeno de Federações de quadrilhas juninas. Na Região Norte Fluminense a população é superior a 1 milhão de habitantes em 9 municípios. É considerada uma das mais ricas, com aproximadamente 70% de todo o petróleo produzido no Brasil extraído das grandes reservas petrolíferas localizadas na plataforma continental dos municípios de Campos dos Goytacazes e Macaé. Possui alguns grupos de forró de renome no meio forrozeiro, mas, poucos equipamentos culturais e locais de reprodução. Na Região Noroeste Fluminense que possui mais de 400 mil habitantes formada por 13 municípios é destacada pela agropecuária diversificada, mas, em relação a cadeia produtiva do Forró é pouco representativa. A Região da Costa Verde também em torno de 400 mil habitantes em 13 municípios é conhecida por possuir o único complexo termonuclear do país formado pelas usinas atômicas de Angra 1, Angra 2 e Angra 3 e pela atividade turística, naval e portuária. A Região já teve grande repercussão em festivais de forró, mas possui poucos locais representativos de reprodução e destaque da cultura nordestina. A Região Centro-Sul Fluminense com pouco mais de 300 mil habitantes em 10 municípios tem tido pouca repercussão do forró. Comparada às outras regiões, é uma das mais pobres e menos dinâmica economicamente. É preciso conhecer a realidade local. A Região Serrana de mais de 1 milhão de habitantes em 14 municípios é a de mais alto índice de desenvolvimento econômico e potencialidades para a cadeia produtiva do Forró. A Região das Baixadas Litorâneas com mais de 1 milhão de habitantes, conhecida como Região dos Lagos, é composta por doze municípios e destaca-se pela atividade turística e efervescência da cadeia produtiva do forró, apesar da diminuição da vitalidade nos últimos anos. Por fim a Região do Médio Paraíba com mais de 1 milhão de habitantes e 12 municípios, destaca-se pela atividade industrial e pela baixa repercussão do gênero Forró.
Este Produto Cultural compreende a compilação de dados do mapeamento em um EBOOK, formato KPF, com estimativa de 148 páginas disponibilizado gratuitamente na Web, cujo conteúdo de fotos, dados, resultados das pesquisas, relatorias dos GTs, críticas e sugestões, serão acompanhados de notas explicativas e pareceres coletados durante a fase de trabalho de campo.
Produto: EBOOK Acessibilidade FÍSICA: Considerando que o produto terá disponibilidade livre na internet, ou seja, acesso on line, não cabe o compromisso de facilitadores de locomoção em espaços físicos. Acessibilidade de CONTEÚDO para PDV: Será disponibilizado o ebook digital acessível no formato Daisy em CD Item da planilha orçamentária: Serviço de audiodescrição Acessibilidade de CONTEÚDO para PDA: As chamadas de divulgação terão a facilidade da interpretação em libras Item da planilha orçamentária: Intérprete libras Produto: Contrapartidas sociais: Acessibilidade FÍSICA: O público específico de pelo menos 40 pessoas entre alunos e professores da rede pública de ensino convencional ou de música, moradores de comunidades com alguma vulnerabilidade social e PCDs com seus respectivos acompanhantes, para participação livre nos encontros e rodas de conversas ou nas oficinas de instrumentos e ritmos do forró, terão a garantia de transporte, acesso e lanches, além da disponibilidade de banheiros exclusivos. Este grupo será recepcionado e monitorado por pessoal treinado para acolhimento. Itens da Planilha Orçamentária: Transportes, refeições/lanches, consultoria
Democratização do acesso: O produto EBOOK não será comercializado e a sua distribuição será livre na internet. Ampliação do acesso: Tendo como parâmetro a IN nº 01/2022 em seu art. 24, podemos destacar a conformidade da iniciativa com os seguintes Incisos: Inciso II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; - O conteúdo do produto EBOOK estará disponível para todos os públicos livremente na internet, redes de TV, mídias gratuitas, bem como, os principais registros das atividades presenciais acompanhados com libras e audiodescrição; - O produto EBOOK também será disponibilizado no formato Daisy em CD para o público PDV; Inciso III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas; - Esta ação está prevista através de documentos formais para todas as atividades de pesquisa, encontros, apresentações musicais e culturais; Inciso XI - criação de sistemas de informação e mapeamento aderentes à economia criativa, produção cultural empreendedorismo e sustentabilidade cultural com divulgação gratuita e respeitando o manual de marcas; - Este produto (EBOOK) possui no cerne de desenvolvimento o MAPEAMENTO da cadeia produtiva do FORRÓ com intuito de potencializar a economia criativa nas regiões onde ele ocorre para garantir a sustentabilidade cultural e buscar formas de permitir os meios de sobrevivência dos seus profissionais.
Jadiel Guerra de Moura (Proponente) – Coordenador Executivo do Projeto - será o responsável pela coordenação geral, intermediação, revisão e redação final do Ebook, articulação com instituições e decisões técnico financeiras. Currículos resumidos dos principais participantes: JADIEL GUERRA DE MOURA - Coordenador do Coletivo Fórum Matrizes do Forró RJ (IPHAN), Pesquisador/Instrutor da Cultura Nordestina (SESC), Cantor/compositor, Produtor Cultural, Economista (UCAM), Especialista em Gestão Ambiental (UVA), Mestre em Sustentabilidade (UFRRJ), autor dos Projetos de Lei Forró Patrimônio Cultural do RJ (Lei 8.505/19) e dia estadual do Forró do RJ (Lei 8.653/19), Idealizador da Semana da Cultura Nordestina (MUSEU DA REPÚBLICA/FOLCLORE RJ), do Trem do Forró do RJ (SUPERVIA) Exposição João do Vale (Instituto Cultural Cravo Albin ICCA), Caravana do Cordel e Forró Feira Literária de Mambucaba (FLIM), Evento Junino São João na Rede entre outros. Na área ambiental Gestor de Projetos Socioambientais na TV GLOBO (infraestrutura), na Amazônia (água e renda), na Mata Atlântica (documentário) e na África (sustentabilidade nas Machambas) entre outros. Premiação: 1º lugar PRÊMIO FIRJAN gestão de resíduos, BENCHMAIS Ação Ambiental e Prêmio Qualidade Case de Excelência em Gestão (FNQ Fundação Nacional da Qualidade); Escritor: Qualidade & Serviços (Travessa), As 85 melhores práticas ambientais do Brasil, cap. TV GLOBO (R&A), Administração (CVT-FAETEC) entre outros. CARLOS AFONSO BONFIM – Diretor de Produção/Infraestrutura Engenheiro, Produtor com mais de 35 anos de experiência na produção de realities (Big Brother, A fazenda) TV GLOBO, TV RECORD, programas de TV com público, externas de grande porte Carnaval no Sambódromo, Brazilian Day (Nova York, Canadá, Japão) e infraestrutura da engenharia de produção de eventos na TV GLOBO, atualmente na direção produção de engenharia TV Record (A Fazenda), será o suporte de tecnologia, áudio e vídeo, produção, infraestrutura e cobertura completa dos eventos. PAULO LUNA – Pesquisador - Licenciado em História pela UERJ, Pesquisador do Instituto Cultural Cravo Albin ICCA, autor de vários livros como “A volta do glorioso – o sonho e a memória de um torcedor” e “no tempo das copas do mundo” entre outros. Desenvolveu amplo trabalho na construção do Dicionário da MPB sob a direção de Ricardo Cravo Albin e vários trabalhos de pesquisa musical dos estilos sertanejo, MPB e Forró. Será o Pesquisador para contextualização do Forró no Rio de Janeiro em inserções introdutórias do Ebook JENESIS GENÚNCIO – Coordenador Cultural - Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Educação, Professor de Pedagogia e Letras e cultura popular, Coordenador do grupo de Poetas Os Goliardos, Co-idealizador e Articulador do Trem do Forró do RJ, com vasta experiência em vários Projetos Artístico-Culturais no RJ; constituinte do grupo de pesquisa Laboratório de Educação e República LER da UERJ/RJ; coordenador da Semana Ser Nordestino no Museu da República. Será o responsável pela articulação e criação dos núcleos artísticos e culturais do projeto. PAULO GOMES DE LIMA – Produtor Cultural - Graduação na Produção Cultural, títulos acadêmicos de Bioquímico, Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos e Doutor em Higiene e Processamento de Produtos de Origem Animal, Professor de Gestão e Garantia de Qualidade, docente UFF (RJ), Diretor do Instituto Cultural da Feira de São Cristóvão (CTN RJ), Coordenação do Coletivo Matrizes do Forró do RJ. Será responsável pela Gestão de Produção. JOSÉ GOMES FILHO – Articulador político e cultural – Graduação em Turismo, com experiência em articulações políticas e sociais, será o responsável pelas interações com as instituições para o desenvolvimento do projeto. VALDINEIDE CABRAL SANTIL – Assistente de produção - Radialista, apresentadora e cantora de forró, experiência de produção em diversas casas de forró do RJ, participante dos projetos do Coletivo Fórum Matrizes do Forró do RJ e edições Trem do Forró. Terá atribuições de controle de produção, contatos, cadastro artístico, contratações e logística. FÁTIMA REGINA O ARAUJO – Assistente de produção – Graduação em Direito, expertise em finanças e desenvolvimento econômico, produção cultural e participações nos projetos do Coletivo Fórum Matrizes do Forró do RJ. Terá atribuições de controle de produção, contatos, cadastro, contratações e logística.
PROJETO ARQUIVADO.