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PRONAC 223303Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Manutenutenção e Formação do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim ANO 2023/2024

ANDREA DE MAGALHAES MATOS
Solicitado
R$ 363,4 mil
Aprovado
R$ 363,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Linha do tempo

  1. 01/01/2022
    Cadastro PRONAC
    Ano 22
  2. 01/02/2023
    Início previsto
  3. 01/04/2024
    Término previsto
  4. 06/05/2026Encerrado
    Projeto encerrado por excesso de prazo sem captação

Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
22

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2023-02-01
Término
2024-04-01
Locais de realização (2)

Resumo

O projeto trata da continuidade da formação dos jovens integrantes do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, por meio de oficina de narração de estórias de trechos das obras de João Guimarães Rosa. Haverá também formação de 2 novos profissionais de narração, que atuarão como estagiários e futuramente poderão integrar-se ao Grupo. O fato de saberem narrar de cor trechos dos livros de Rosa emociona a todos e divulga de forma viva a obra de Rosa. Será confeccionada uma pequena peça audiovisual para divulgação

Sinopse

Oficinas de narração de estórias As turmas de cada Diretora são divididas em 2 grupos (iniciantes e veteranos). As aulas acontecem em 2 dias por semana, com oficinas de cerca de 12 horas mensais presenciais, mais 12 horas mensais online para cada, totalizando 48 horas por mês de oficinas.. Nos dias que antecedem apresentações, são oferecidas aulas complementares. Para além das oficinas, cada participante, dedica 4 horas semanais às visitas guiadas do MCGR. Os estagiários/bolsistas que serão contratados pelo projeto participarão tanto das oficinas, quanto acompanharão os jovens em algumas visitas guiadas no MCGR. No MCGR a atuação é de 4 horas para cada participante e a atuação total é de terça-feira a sábado de 13 às 17h, totalizando 80 horas de presença supervisionada de jovens do Grupo Miguilim na execução das visitas guiadas Serão oferecidos, ainda, 2 oficinas de técnica vocal de 4 horas de duração/cada, para que os jovens aprimorem a entonação da sua narração. Nesta ocasião, eles, também, terão exercícios de musicais, para utilizarem em trechos onde há necessidade de cantarem. O VÍDEO SOBRE O GRUPO MIGUILIM A peça audiovisual sobre a performance do Grupo terá 5 minutos de duração e registrará os jovens durante as oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana. Serão dois períodos de gravação, o primeiro para filmagem das atividades de treinamento e no atendimento à visitação do Museu e o segundo a ser executado em plena Semana Rosiana, que acontece em todos os anos na 2ª semana do mês de Julho, em Cordisburgo. O evento que em 2023 terá sua 35ª edição atrai muitos turistas e movimenta a cidade completamente. Durante 7 dias, a comunidade e os visitantes vivem intensamente a literatura rosiana e as diversas atrações correlatas. Os Miguilins fazem apresentações especiais para ocasião e se apresentam, também, na abertura e encerramento do evento de abertura, nas palestras em caminhadas pela cidade. Esta é, então, a oportunidade real de produzir ótimas imagens do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, atuando intensamente na mais importante festa da cidade e de comemoração do legado de João Guimarães Rosa.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Em atendimento ao Art 02 do decreto 10.555 de 2021, o projeto atenderá os incisos: I- Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II- Estimular a expressão Cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; V- Incentivar a ampliação do acesso da população a fruição e a produção dos bens culturais; VI- Fomentar atividades culturais com vistas a promoção da cidadania cultura, da acessibilidade artística e da diversidade. O projeto Manutenção do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim _ 2023/2024, realizado em Cordisburgo/MG, tem por objetivo: ·Dar continuidade na formação dos jovens integrantes, por meio de oficinas de narração de estórias retiradas de trechos das obras e João Guimarães Rosa, ministradas pelas especialistas e diretoras do Grupo - Dôra Guimarães (Maria Auxiliadora Guimarães Franco) e Elisa Almeida (Maria Elisa Pereira de Almeida). São duas turmas, com 12 horas mensais presenciais, mais 12 horas mensais online para cada, totalizando 48 horas por mês de oficinas ·Atuar em cooperação com o Museu Casa Guimarães Rosa, no acolhimento ao público, dando continuidade ao atendimento às visitas orientadas realizadas pelos membros do Grupo, que junto aos visitantes percorrem os 9 módulos da exposição de longa duração _ "Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos", a exposição temporária em cartaz e terminam com uma apresentação de narração de estória, na área externa da instituição. No MCGR a atuação é de 4 horas para cada participante e a atuação total é de terça-feira a sábado de 13 às 17h, totalizando 80 horas de presença supervisionada de jovens do Grupo Miguilim na execução das visitas guiadas. ·Oferecer uma formação qualificada aos jovens da cidade tendo por esteio a literatura do escritor João Guimarães Rosa, seu conterrâneo, contribuindo para a construção de cidadãos mais íntegros, profissionais mais capazes, pessoas mais senhoras dos seus destinos. ·Formar 2 novos profissionais especializados em narração de estórias de trechos das obras e João Guimarães Rosa, para que futuramente possam integrar-se ao Grupo, auxiliando as Diretoras na preparação dos jovens. Eles atuarão como bolsistas do projeto e acompanharão os jovens Miguilins tanto nas oficinas, quanto no atendimento no Museu. ·Proporcionar 2 oficinas de técnica vocal para os membros do Grupo Miguilim. ·Promover apresentações na Semana Rosiana, evento anual realizado em Cordisburgo no mês de julho, em homenagem ao aniversário de Guimarães Rosa. ·Realizar a circulação do grupo em 2 eventos literários fora de Cordisburgo. ·Para divulgação, produzir um banner para as apresentações e uma peça audiovisual sobre a performance do Grupo (nas oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana), com 5 minutos de duração. Espera se portanto: ·Promover e divulgar a obra daquele que é considerado o maior escritor brasileiro do século XX, João Guimarães Rosa. .Estimular o conhecimento e a pesquisa acerca da obra do escritor cordisburguense. ·Divulgar e estimular a exploração do Museu Casa Guimarães Rosa como espaço de ação cultural. ·Estimular a formação e o aperfeiçoamento do pessoal que atua na área de Ação Educativa do Museu. ·Fomentar o perfil da cidade de Cordisburgo como polo cultural, aumentando o vínculo dos moradores locais com a cultura, a arte e literatura. OBJETIVOS ESPECÍFICOS * AS OFICINAS PARA OS MIGUILINS A primeira atividade realizada é a de seleção dos participantes. Houve uma sensível mudança no processo de inscrição para os novos atuais candidatos, pois, para as primeiras turmas, havia principalmente a indicação das escolas. Quando o Grupo Miguilim se consolidou, muitos pais passaram a procurar as Diretoras para inscrever os filhos, antes mesmo da indicação pelos professores, pois "ser Miguilim", passou a ter reconhecimento na comunidade. Depois de inscritos, os jovens são avaliados para verificação do envolvimento e habilidades para as oficinas de formação. Com a narração de textos de João Guimarães Rosa é bem complexa, nem todos conseguem atingir a excelência do programa e por isso há uma quebra entre inscritos e aqueles que efetivamente se tornam Miguilins. Isso é comum em qualquer projeto em que a boa performance artística é almejada. A primeira oficina de habilitação dos jovens candidatos encerra-se com uma apresentação no Museu de narração dos contos mais simples para pais e convidados. Após o encerramento da oficina de inicialização, os meninos e meninas começam seu contato com textos rosianos recortados, selecionados e indicados pelas Diretoras, de preferência da novela "Campo Geral", do livro "Manuelzão e Miguilim", integrante da trilogia de "Corpo de Baile". Só mais tarde, quando estiver completamente seguro, o jovem poderá fazer suas próprias escolhas. Os recursos para a preparação dos participantes são brincadeiras que visam integrar e desinibir, exercícios lúdicos de aquecimento vocal incluindo canções e trava línguas, exercícios de leitura oral com textos mais simples, audição de estórias narradas pelas Diretoras e por Miguilins veteranos. É executada introdução às técnicas de narração, começando por textos de menor complexidade. As turmas de cada Diretora são divididas em 2 grupos (iniciantes e veteranos) com 12 horas mensais presenciais, mais 12 horas mensais online para cada, totalizando 48 horas por mês de oficinas. Serão oferecidos, ainda, 2 oficinas de técnica vocal de 4 horas de duração/cada, para que os jovens aprimorem a entonação da sua narração. Nesta ocasião, eles, também, terão exercícios de musicais, para utilizarem em trechos onde há necessidade de cantarem. A FORMAÇÃO DE 2 PROFISSIONAIS EM NARRAÇÃO A proposta é oferecer duas vagas para ex-Miguilins que residam na cidade de Cordisburgo e que se interessem em fazer uma formação profissional no Projeto. Eles receberão ensinamentos para se formarem como profissionais especializados em narração de trechos das obras de João Guimarães Rosa, para que futuramente possam integrar-se à coordenação e direção do Grupo, auxiliando as Diretoras na preparação dos jovens. Os estagiários ex-Miguilins frequentarão os workshops especialmente ministrados para eles que, apesar de já possuírem a experiência da narração de Rosa, nunca atuaram como professores de narração. Eles deverão também cumprir uma carga-horária acompanhando as oficinas dos alunos atuais e os seus plantões do Museu. * O VÍDEO SOBRE O GRUPO MIGUILIM A peça audiovisual sobre a performance do Grupo terá 5 minutos de duração e registrará os jovens durante as oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana. Serão dois períodos de gravação, o primeiro para filmagem das atividades de treinamento e no atendimento à visitação do Museu e o segundo a ser executado em plena Semana Rosiana, que acontece em todos os anos na 2ª semana do mês de Julho, em Cordisburgo. O evento que em 2023 terá sua 35ª edição atrai muitos turistas e movimenta a cidade completamente. Durante 7 dias, a comunidade e os visitantes vivem intensamente a literatura rosiana e as diversas atrações orrelatas. Os Miguilins fazem apresentações especiais para ocasião e se apresentam, também, na abertura e encerramento do evento de abertura, nas palestras em caminhadas pela cidade. Esta é, então, a oportunidade real de produzir ótimas imagens do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, atuando intensamente na mais importante festa da cidade e de comemoração do legado de João Guimarães Rosa.

Justificativa

"Veja você, Lorenz, nós os homens do sertão, somos fabulistas por natureza. Está no nosso sangue narrar estórias; já no berço recebemos esse dom para toda a vida. Desde pequenos, estamos constantemente escutando as narrativas multicoloridas dos velhos, os contos e lendas, e também nos criamos em um mundo que às vezes pode se assemelhar a uma lenda cruel. Deste modo a gente se habitua, e narrar estórias corre por nossas veias e penetra em nosso corpo, em nossa alma, porque o sertão é a alma de seus homens" (Guimarães Rosa _ diálogo com Günter Lorenz) O Grupo de Contadores de Estórias Miguilim é constituído por jovens entre 12 e 18 anos moradores de Cordisburgo, cidade natal de João Guimarães Rosa. A cidade, localizada a 130 km da capital mineira, abriga, desde 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa (MCGR), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. O MCGR é o mais visitado de todos os sete museus estaduais mineiros, apresentando média de mais de 30 mil pessoas ano, quase 4 vezes a população de Cordisburgo. Os jovens atuam no local como mediadores das visitas, sejam elas espontâneas ou em grupos agendados. O nome do Grupo faz alusão ao personagem da novela "Campo Geral", uma das duas narrativas do livro "Manuelzão e Miguilim", da obra "Corpo de Baile", lançada em 1956. Alguns críticos afirmam que a personalidade e a trajetória de Miguilim têm muitos aspectos autobiográficos da infância do autor. Como Rosa, o menino vive com sua família num remoto lugarejo do sertão, é muito sensível e emotivo, tem miopia e acaba partindo para a cidade grande para completar seus estudos. Em Campo Geral, pode-se verificar toda a habilidade do escritor para recriar o lirismo do mundo sob a perspectiva de uma criança, proporcionando ao leitor um dos momentos mais comoventes de sua obra. Ocorrida em 1997, a criação do Grupo Miguilim foi uma iniciativa da médica Calina Guimarães, prima do escritor, que convidou as narradoras Elisa Almeida e Dôra Guimarães para ministrarem as primeiras oficinas técnicas. Na mesma ocasião, os integrantes começaram a realizar atendimento ao público visitante do MCGR, vínculo mantido até hoje. Durante 8 anos, a médica foi responsável pelo acompanhamento e formação das primeiras turmas, que recebiam treinamento específico para difundirem a literatura rosiana no âmbito do Museu. Em 2000, Calina convidou Dôra Guimarães para ajudá-la na direção das atividades. Posteriormente, em 2004, com o afastamento da médica por problemas de saúde, Elisa Almeida passou a dividir com Dôra a direção e formação dos membros, função que ocupam até hoje. Também passaram a atuar neste processo a pedagoga Lúcia de Castro, na pré-seleção de candidatos, e Fábio Barbosa, ex-integrante e atual coordenador do Grupo Miguilim dentro do Museu. A atuação dos participantes dá vida à obra de Guimarães Rosa, tornando as visitas ao MCGR muito mais atraentes, além de incentivar a leitura e a divulgação da obra do ilustre escritor para um público bem diverso. E como preconizava o próprio Rosa, em pouco tempo esse atendimento, com base na narração de estórias, tornou-se a principal ação educativa do Museu. Além de atuarem nas visitas orientadas, os membros do Miguilim participam de eventos culturais diversos, tendo seu trabalho reconhecido em todos os locais em que se apresentam. Pelos relatos espontâneos dos visitantes, podemos dizer que suas apresentações emocionam e comovem aqueles que têm contato com sua narrativa, da mesma forma como o personagem Miguilim faz com os leitores de "Campo Geral". Em 2011, a Prefeitura de Cordisburgo reconheceu o trabalho dos Contadores de Estórias Miguilim como patrimônio imaterial da cidade. O Grupo foi agraciado ainda com os prêmios Darci Ribeiro (2009) e IBRAM (2014). Em 2023, comemora-se 26 anos de atuação do Grupo, que até o momento teve a participação de mais de 160 jovens, até sua 10ª geração. Por estar abrigado na casa natal de Guimarães Rosa, local onde o escritor nasceu, viveu seus primeiros nove anos de vida e, após sua mudança para Belo Horizonte, passava suas férias escolares, o Museu está particularmente apto a cumprir com sua missão institucional, ou seja, a preservação e divulgação da biografia e da obra do grande escritor. É importante, também, destacar que foi nesse local que o menino Joãozito foi alfabetizado, se iniciou nos estudos de línguas estrangeiras, gosto que permaneceu por toda a sua vida, e adquiriu sua peculiar visão de mundo, a mesma que, de tão original e significativa, o transformou no mais importante escritor brasileiro do século XX. A obra de Guimarães Rosa é parte inconteste do patrimônio simbólico não só mineiro e brasileiro, mas mundial. Por isso, pelo reconhecimento da importância desse legado e pela sua identificação com o ambiente e os personagens rosianos, pessoas dos mais diversos recantos do Brasil e do exterior vêm a Cordisburgo para conhecer a cidade e o Museu dedicado ao eminente autor. Com relação aos Contadores de Estórias Miguilim, tanto por meio de suas singelas apresentações no MCGR, quanto através das mais sofisticadas ocorridas nas semanas rosianas ou em bons teatros brasileiros, o grupo cria exatamente o ambiente que dá caráter universal à obra de João Guimarães Rosa. Segundo suas diretoras: "O destaque é sem dúvida o fato de saberem narrar de cor trechos da obra de Rosa, emocionando os visitantes, divulgando de forma viva a obra do grande conterrâneo. Para os membros do Miguilim a atuação como narradores num Museu muito visitado traduz-se em desafios constantes, desenvolvendo a disciplina, o sentimento de responsabilidade e promovendo a autoestima. Por outro lado, para o visitante, não é preciso conhecer a obra de Rosa para apreciar a ida ao MCGR e a narração de suas estórias. Pela experiência com o Grupo Miguilim, sabemos que muita gente se inicia nesse autor ouvindo a narração de trechos da sua obra. Se uma das grandes genialidades de Guimarães Rosa é trazer para dentro da sua literatura a cadência do falar do homem do sertão mineiro, podemos dizer que o "sotaque" de seus personagens é naturalmente familiar para os jovens narradores de Cordisburgo. Além disso, alguns aspectos de sua obra são apreendidos de forma mais completa somente quando ela é dita em voz alta." Dôra e Elisa continuam sua narrativa: "Consideramos um privilégio fazer parte de um projeto educativo que promove a cidadania através do fazer artístico, que almeja a formação e promoção de jovens por meio da singular atividade da narração oral do texto de Rosa. Divulgar a obra do grande conterrâneo de forma viva e perceber como isso é valorizado por tanta gente, promove ganhos valiosos em sua autoestima e contribui para que eles atravessem a delicada fase da adolescência de maneira saudável, feliz, construindo valores e educando sua sensibilidade, fortalecendo a nossa crença no alcance do projeto." Mesmo contando com grande reconhecimento e prestígio, o Grupo de Contadores de Estórias Miguilim não conta com recurso fixo e constante para sua manutenção. Em alguns períodos, as atividades foram viabilizadas por patrocínio da Brazil Foundation, da Cemig e da Petrobrás. Uma das maiores preocupações das diretoras, dos participante é buscar caminhos que garantam a sustentabilidade das atividades e, portanto, a habilitação deste projeto, que trata da continuidade da formação dos jovens participantes, é de suma importância Pode-se concluir, portanto, a pertinência do projeto ora apresentado, cujo conjunto de ações contribuirá para a compreensão do papel do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim e do MCGR como agentes na formação da cidadania, da educação e da cultura por meio da difusão da obra de João Guimarães Rosa. Com a realização do presente projeto pode-se ter em vista que a literatura rosiana, um dos elementos consolidadores de nossa identidade nacional e cultural, permanecerá viva a apontar as veredas da eternidade que nos aguarda e do sertão que nos acolhe. Em atendimento ao Art 1º da LEI 8313/91, o projeto irá: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Em atendimento ao Art 3º da LEI 8313/91, para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, o projeto atenderá os seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;

Estratégia de execução

não se aplica

Especificação técnica

O vídeo · peça audiovisual sobre a performance do Grupo (nas oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana), com 5 minutos de duração. Oficinas de narração de estórias Atualmente o grupo tem 35 participantes. As turmas de cada Diretora são divididas em 2 grupos (iniciantes e veteranos). As aulas acontecem em 2 dias por semana, com oficinas de cerca de 12 horas mensais presenciais, mais 12 horas mensais online para cada, totalizando 48 horas por mês de oficinas.. Nos dias que antecedem apresentações, são oferecidas aulas complementares.

Acessibilidade

Para cada produto cadastrado no plano de distribuição(inclusive para o produto contrapartidas sociais) acrescentar as medidas que serão adotadas para promover o acesso ao conteúdo do produto às pessoas com deficiência FÍSICA, VISUAL E AUDITIVA. PRODUTO: Curso Como o projeto trata de narração oral de estórias dos livros de João Guimarães Rosa a acessibilidade já está garantida para um vasto público, inclusive os de baixa ou falta de visão, os com problemas de locomoção (pois o MCGR tem acessibilidade para cadeira de roda), os idosos, entre outros. O projeto é acessível a pessoas de qualquer idade, gênero ou classe social. O projeto também apresenta alto grau de sustentabilidade, que está associado a um conjunto de ideias, estratégias e atitudes que envolve ações ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas. Nesta perspectiva o projeto vai ao encontro da sustentabilidade social, uma vez que a atuação dos participantes dá vida à obra de Guimarães Rosa, tornando as visitas muito mais atraentes, além de incentivar a leitura e a divulgação da obra do ilustre escritor para um público bem diverso. Em pouco tempo esse atendimento tornou-se a principal ação educativa do Museu Casa Guimarães Rosa. As apresentações no âmbito do Museu têm sido fonte de inspiração para outros projetos que, a exemplo do Miguilim, procuram integrar arte, literatura, desenvolvimento pessoal e comunitário, concorrendo decisivamente para a ampliação tanto de leitores quanto do público. Enquanto muitos museus veem nas mídias contemporâneas a forma de atrair jovens, o MCGR busca na tradição oral a estratégia de aproximação com esse segmento. Por meio dos contadores de estórias, a comunidade participa ativamente das atividades propostas, identifica-se com a missão institucional do Museu e compartilha a responsabilidade pela valorização e preservação do patrimônio cultural brasileir – ACESSIBILIDADE FÍSICA: Há acessibilidade para cadeira de roda nos locais onde o curso é ministrado. DEFICIENTES AUDITIVOS: Não há impedimento de participação de jovens com qualquer deficiência, bastando que a família o inscreva no processo seletivo. DEFICIENTES VISUAIS: Não há impedimento de participação de jovens com qualquer deficiência, bastando que a família o inscreva no processo seletivo. O acesso ao curso se dará de forma gratuita. PRODUTO: vídeo ACESSIBILIDADE FÍSICA: O vídeo é acessível a qualquer portador de deficiência O Vídeo será exibido gratuitamente antes das apresentações

Democratização do acesso

O Curso Em cumprimento ao Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, será adotado: VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; No Museu, onde os Miguilins atuam como mediadores, as apresentações ocorrem ao final da visita guiada. Os jovens oferecem algumas opções ao público ou narram estórias que mais se identificam. No jardim da instituição, há dois lugares para essa ação, sendo um ao ar livre, com cerca de 50 lugares, e outro coberto, com cerca de 30 assentos. Na Semana Rosiana, evento anual em comemoração ao aniversário de João Guimarães Rosa, que ocorre em julho em Cordisburgo, os jovens se apresentam no Museu Casa Guimrães Rosa, no palco do Centro de Atendimento ao Visitante, que têm 200 lugares, ou em praças da cidade, onde a presença de público pode atingir até a 500 pessoas. Nas demais apresentações, em cidades brasileiras, a presença de público sempre é bastante concorrida, mas condicionada obviamente ao local. Nessas ocasiões a entrada sempre é franca. As apresentações do Grupo Miguilim, compostas de narração de trechos das obras de João Guimarães Rosa, tanto no Museu Casa Guimarães Rosa, quanto em eventos públicos, têm acesso gratuito, proporcionando que todo tipo de público possa comparecer nessas ocasiões. O vídeo Em cumprimento ao Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, será adotado: VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; A peça audiovisual que será produzida no âmbito do projeto, com a memória do Grupo, terá exibição gratuita ao público interessado por sua performance e trajetória.

Ficha técnica

PROPONENTE E PRODUTORA EXECUTIVA: ANDRÉA DE MAGALHÃES MATOS Formada em Ciências Econômicas pela PUC/MG, fez o ciclo básico da Escola de Belas Artes da UFMG e tem pós-graduação em Administração pela COPPEAD/UFRJ. De 1985 a 1993, trabalhou em obras da Construtora Mendes Júnior no Brasil e no Iraque e em planejamento urbano na Urbis Consultores Associados. Em 1994, começou a atuar na área cultural e, em 1999, criou a VIA SOCIAL - projetos culturais e sociais, na qual atuou como diretora até o início de 2015. Na empresa, foi responsável pela gestão de projetos, viabilizados com recursos de leis de incentivo à cultura, prêmios, concursos ou convênios públicos, desenvolvidos no: Museu Histórico Abílio Barreto –1995 a 2005; Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa–1999 a 2006; Museu Mineiro - 2002 a 2004; Arquivo Público Mineiro–2000 a 2014; Cine Theatro Brasil–2006 a 2014; Museu Casa de Juscelino (MCJ) - Diamantina/MG–2002; Museu Casa Guignard -Ouro Preto/MG–2005; Centro Cultural da Fundação Dom Cabral -Nova Lima/MG– 2002; Centro Cultural USIMINAS-Ipatinga/MG–1998 a 2003; Museu Náutico da Bahia-Salvador/BA, Centro Cultural do Forte São Francisco Xavier da Barra-Vila Velha/ES, Biblioteca Pública Municipal-Vitória/ES, Casa Porto das Artes Plásticas-Vitória/ES–1999 a 2003; Museu Casa Guimarães Rosa-Cordisburgo/MG–2006 a 2012; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Sabará–2007 a 2013. Editou 38 livros e publicações literárias, históricas ou artísticas; fez a produção executiva de 23 exposições de longa ou média duração e de mais de 40 eventos de pequeno e médio porte; participou de projetos sociais e produziu CDs e shows de artistas mineiros. Entre mar 2015 a mar 2019, foi Superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, responsável pela gestão de 7 museus, em Belo Horizonte - Museu Mineiro, Centro de Arte Popular e Museu dos Militares Mineiros, em Ouro Preto - Museu Casa Guignard, em Cordisburgo - Museu Casa Guimarães Rosa, em Juiz de Fora - Museu do Crédito Real e em Mariana - Museu Casa Alphonsus de Guimaraens. Na sua gestão, os museus receberam 293.449 visitantes, sob sua direção foram produzidas 3 novas exposições de longa duração, realizadas 104 exposições temporárias, promovidos 376 eventos e 146 assessorias a museus do Sistema Estadual de Museus. No período editou 15 publicações (catálogos, livros, manuais, mapas). Retornou à iniciativa privada em 2019, voltando a realizar projetos viabilizados pelas leis de incentivo à cultura. É produtora executiva do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim desde 2020. Diretoras e responsáveis pelas oficinas de narração de estórias Elisa Almeida ·Formada em Psicologia - UFMG, 1984 ·Especialização em Filosofia Contemporânea - UFMG, 1990 ·Oficinas de formação: Conta-Contos com Celso Cisto do Grupo Morandubetá, RJ, 1993; de Preparação vocal com Babaya, de 1992 a 1995;"Apurando a Arte de Contar Histórias", com Inno Sourcy, no XXIX Festival de Inverno, UFMG, Ouro Preto, 1997; 'Treinamento físico e vocal para o autor' , com Elisa Toledo, 2013 ·Narradora de estórias e co-fundadora do Grupo Tudo Era Uma Vez, de 1993 a 2012, em parceria com Dôra Guimarães quando desenvolveram método de narrar contos literários ·Doutoranda pela PPG-ARTES - UFMG (2016-2020) com pesquisa em andamento na linha ‘Artes da Cena’, com o tema: “O acontecimento da narração oral do texto poético que nasce escrito”; orientação: Prof Dra. Mariana Muniz. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL ·Co-coordenadora da Escola Live da Comuna SA de 1992 a 2001 ·Vencedora do 1º lugar no III Concurso de Contadores de Histórias da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, em 1993 ·Narradora de histórias do Grupo Tudo Era uma Vez desde 1993 com participação em várias montagens de espetáculos de narração de contos literários de vários autores, entre eles, João Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade ·Diretora e formadora do Grupo Miguilim de Cordisburgo, MG desde 2004 ·Diretora e formadora do grupo de Contadores de Estórias do Morro da Garça, MG, de 2008 a 2016 ·Professora de Oficinas Conta-Contos em várias cidades do país desde 1994 ·Participação como narradora profissional nas montagens do Grupo Tudo Era Uma Vez: Contos de Amor (1995); Riobaldiadorim, encontros no sertão (1998); Mula -Marmela, estórias de mulheres em Guimarães Rosa (2000), Rola-Mundo, contando Drummond (2002); Diadorim, no sirgo fio dessas recordações (2004); Deus ou o Diabo para o jagunço Riobaldo (2007); Dão-Lalalão, os sinos do amor (2008) ·Produção executiva do projeto "Deus e o Diabo no Grande Sertão"( 2010, 2011, 2012) · Apresentação de “Riobaldiadorim” do 25º FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, Porto, Portugal, 2002 · Participou em set/2008 como narradora oral Internacional representante do Brasil do 2º Encuentro de Narración Oral em Paraguay, Assunción · VII Festival Internacional de Cuenteria Fabricantes de Histórias, Chia, Colômbia, set/2012 · Integrante da mesa redonda “Casa de Autores”, representando o MCGR, na Conferência Internacional Portugal Literário, Universidade de Letras de Lisboa, Lisboa, Portugal, jun/2016 ·Narração artística de trechos da obra de Rosa e workshop de narração de Rosa, Portuguiesish-Brasilianisches Institut (PBI) Universidade de Colônia, Colônia, Alemanha, jun/2016. Dôra Guimarães – Maria Auxiliadora Guimarães Franco Formada em Letras e Psicologia, é narradora de contos literários. Desde o início de sua experiência como narradora, em 1990, optou pelo conto literário, encontrando na obra de Guimarães Rosa, seu grande celeiro de histórias, muitas já preparadas e apresentadas em espetáculos de narração. Participou dos espetáculos: · “Riobaldiadorim, encontros no sertão”, · “Mula Marmela: histórias de mulheres em Guimarães Rosa“, · “ Diadorim , no sirgo fio dessas recordações”, · “ Deus ou o Diabo para o jagunço Riobaldo” e · “ Dão- lalalão , os sinos do amor” . No momento, junto com Tiago Goulart, ex- integrante do Grupo Miguilim, de Cordisburgo, tem narrado os contos “ A hora e vez de Augusto Matraga”, “ A Estória de Lelio e Lina” e “Corpo Fechado”. Apresentou-se como narradora de textos literários, no Centro de Estudos Brasileiros das Embaixadas do Brasil em Caracas (1990) e em Roma (2010). É responsável, junto com Elisa Almeida, pela formação e direção do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, adolescentes especializados na narração de textos de Guimarães Rosa no Museu do autor em Cordisburgo. Assistente de direção - Fábio J. Barbosa ·Formado em Serviço Social - Centro Universitário Monsenhor Messias, em 2015. ·Curso de Narração de Histórias, Período: 1996/1997, Ministrante: Dôra Guimarães, Cordisburgo/ MG. · Oficina de Aperfeiçoamento na Arte de Narrar Histórias, Período: 1998, Ministrante: Regina Machado, Cordisburgo/MG. · Curso de gestão de projetos, Período: agosto de 2006, Ministrante: BrazilFoundation, Rio de Janeiro/RJ. · Oficina de improvisação Teatral, Período: 2007, Ministrante: Grupo Redimuinho, Cordisburgo/MG ·Curso de guia em trilhas, Período: 2008, Ministrante: Senar, Cordisburgo/MG ·Membro do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, Período: de 1996 a 2005, Cordisburgo/MG ·Bibliotecário e arquivista na Biblioteca Pública “Riobaldo e Diadorim”, Período: Jan/98 a 2000, Cordisburgo/MG. ·Membro do Grupo Caminhos do Sertão, Período: a partir de 1998, Cordisburgo/MG. PRÊMIOS ·Segundo lugar no concurso de Contadores de Histórias de Belo Horizonte, Período: 1998, Belo Horizonte/MG. ·Medalha João Guimarães Rosa – atuação no meio cultural, Período: 2008, Cordisburgo/MG.

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