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PRONAC 223376Projeto em execução - Encerrado prazo de captaçãoMecenato

A História do Cão no Brasil - Uma Amizade de 500 anos

QUIRON COMUNICACAO & CONTEUDO SOCIEDADE EMPRESARIA LTDA
Solicitado
R$ 243,3 mil
Aprovado
R$ 228,6 mil
Captado
R$ 150,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

65.6%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
22

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2023-02-20
Término

Resumo

Objetivos: Editar um livro sobre a participação do Cão na formação do Brasil. Por meio de uma ampla pesquisa em bases históricas, documentais e iconográficas, bem como de entrevistas com Historiadores e Pesquisadores da área, pretendemos traçar um panorama da presença deste animal no território brasileiro, com especial atenção para suas contribuições sobre a formação da cultura nacional

Sinopse

Roteiro Editorial PARTE 1 Uma presença ancestral A presença dos cães em território brasileiro remonta a muito mais tempo do que ao de sua introdução (ou reintrodução) pelos portugueses. Pesquisas que envolveram cientistas da Universidade de Teesside, na Inglaterra, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Nacional de Antropologia e Pensamento Latino-americano, na Argentina, analisaram os vestígios encontrados em escavações realizadas próximas a Lagoa do Patos no Rio Grande do Sul. Com base em dois dentes molares e fragmentos do maxilar de um cachorro encontrado neste sítio arqueológico os cientistas reconstruíram a história da domesticação dos cães no país e descobriram que, cerca de 1.000 anos antes da chegada dos europeus, já vivíamos com cães de estimação. É a primeira vez que os pesquisadores encontram vestígios de um cachorro tão antigo no país. Ao comparar os achados com os dados de seus parentes selvagens e nativos da América do Sul, verificou-se que se tratava de um exemplar de Canis lupus familiares, nome científico do cão doméstico que conhecemos hoje. Com porte médio, pelagem escura e aspecto semelhante ao de um Dobermann, o cão mais antigo do Brasil vivia em acampamentos humanos no Rio Grande do Sul, há cerca de 1.500 anos. Em seguida, os pesquisadores fizeram datações pelo o método do carbono-14 e descobriram que o animal tinha morrido entre 1.700 e 1.500 anos atrás, ou seja, pelo menos um milênio antes da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. Isso é uma descoberta importante, pois quase não há registros de cachorros domésticos antes da chegada dos europeus ao Sul da América do Sul. Pretendemos entrevistar a equipe chefiada pela Dr. Rafael Guedes Milheira, da Universidade de Pelotas para levantar mais detalhes e escrever um capítulo completo sobre essa ‘Pré-História’ do cão no Brasil. PARTE 2 O Brasil Colônia Segundo Gilberto Freire, em Casa Grande e Senzala, era notória a forma fraternal pela qual os índios tratavam alguns animais. Havia entre os ameríndios desta parte do continente, como entre os povos primitivos em geral, certa fraternidade entre o homem e o animal, certo lirismo mesmo nas relações entre os dois. Karsten encontrou entre os Jibaro o mito de ter havido época em que os animais falaram e agiram do mesmo modo que os homens. E ainda hoje - acrescenta - "o índio não faz distinção definida entre o homem e o animal. Acredita que todos os animais possuam alma, em essência da mesma qualidade que a do ser humano; que intelectual e moralmente seu nível seja o mesmo que o do homem." Daí, e independentemente mesmo do totemismo de que adiante nos ocuparemos, a intimidade por assim dizer lírica do primitivo habitante do Brasil com numeroso grupo de animais, principalmente pássaros, por ele amansados ou criados em casa, sem nenhum propósito de servir-se de sua carne ou dos seus ovos para alimento, nem de sua energia para o trabalho doméstico ou agrícola ou para a tração, nem do seu sangue para sacrifício religioso. Não foi de se estranhar, portanto, a facilidade e a receptividade dos indígenas pelos cães trazidos pelos portugueses. Ainda mais porque para alguns pesquisadores o cachorro foi uma das inovações portuguesas mais significativas para a vida do dia-a-dia dos indígenas. Durante centenas de milhares de anos, o sono dos seres humanos foi leve e conturbado. Animais selvagens, predadores, grupos inimigos e ameaças de todo tipo impediam qualquer pessoa de dormir profundamente. Era preciso estar vigilante. Nossas noites começaram a ser tranquilas graças ao cachorro. A domesticação progressiva dos cães, com sua excepcional capacidade de detectar intrusos pelo ruído e pelo olfato, latindo e dando sinal nas proximidades do acampamento humano, foi uma enorme mudança na vida cotidiana. Comparável à descoberta do fogo. A introdução do cachorro pelos portugueses, sobretudo pelas mãos dos jesuítas, inaugurou nova era de sono tranquilo para os índios brasileiros. Em caso de aproximação de guerreiros inimigos, de dia ou de noite, os cachorros davam sinal e até atacavam os potenciais agressores. O cachorro foi integrado nas tribos como o primeiro mamífero doméstico – e continua sendo o mais extraordinário deles, capaz de seguir os passos do indígena, obedecer a suas ordens e cumprir tarefas diversas. Essa intimidade é tamanha que ainda hoje é comum observar índias amamentarem cães em seus seios. Prova de que essa acolhida foi rápida, é o retrato de uma mulher da tribo Tapuia, pintado durante a invasão holandesa, já nos idos de 1600. Outro papel de destaque exercido pelos cães na sociedade colonial foi um bem menos amistoso. Os Capitães do Mato usaram e abusaram do auxílio de seus cães nas suas incursões pelas matas e sertões em busca de negros fugitivos. Os bandeirantes também usavam cães em suas excursões como vigias de seus acampamentos e como farejadores na caça ao índio. É vasta a documentação iconográfica desse importante papel dos cães no movimento das bandeiras. Para a confecção desta seção está prevista a entrevista com historiadores e outros pesquisadores, bem como vasta pesquisa em acervos documentais e iconográficos. PARTE 3 As Raças Genuinamente Brasileiras De modo semelhante ao que ocorreu em outros locais do mundo, a criação de raças está quase sempre ligada ao uso dos cães em algum trabalho específico. Seja como protetores da casa e do patrimônio, seja na ajuda da lida do campo e da fazenda, seja para caça, a seleção destes animais no Território Brasileiro seguiu a tendência mundialmente observada: a seleção do tipo mais adaptado para uma dada função. O Fila Brasileiro Fila brasileiro é uma raça de cão de grande a gigante porte, utilizada para a guarda e desenvolvida no Brasil, sendo que foi a primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente. Resultado da mestiçagem natural de várias raças (entre as quais se destacam, com predominância, o Mastiff ou Mastim Inglês, o Bloodhound e o Bulldog) durante todo o período colonial, o Fila Brasileiro se fixou como raça há mais de cem anos, ao longo do século 19, nas regiões de criação de gado. E isso por suas características especiais de cão boiadeiro e também onceiro (protegia o gado contra o ataque de onças e também era usado na caça a esses animais), além de ser eficaz guardião das fazendas por ter naturalmente ojeriza a estranhos. O nome ‘Cão de fila’, como ainda é muito chamado no interior do Brasil, é todo aquele que agarra e segura (ou seja, fila, do verbo filar) a presa com os dentes. O fila brasileiro é ainda considerado um personagem anônimo da História do Brasil desde os tempos do Brasil-colônia, quando ajudou os colonizadores na conquista de território, protegendo as comitivas dos Bandeirantes de ataques de nativos e onças ou suçuaranas; e até mesmo sendo usado pelos colonizadores para recapturar escravos fugitivos. Historicamente, os filas sempre estiveram presentes em todas as regiões do território brasileiro, mas a rota dos tropeiros (levando mercadorias do interior do território para o litoral) influenciou entre outras coisas a maior presença desta raça em determinadas regiões. Os tropeiros sempre tinham suas comitivas protegidas por cães, com isto sua incidência sempre foi maior nas regiões centro-oeste e sudeste, principalmente em Minas Gerais e em Mato Grosso. Mas, algumas gravuras do início do século XIX, apresentadas pelo príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied (um nobre naturalista alemão que percorreu os rincões do Brasil no século XVII), atestam que esta raça já estava presente também no nordeste brasileiro desde esta época. Uma destas gravuras mostra vaqueiros vestidos com chapéus e roupas de couro (característicos desta região) perseguindo um boi sendo auxiliados por um fila, que na época eram chamados na época de "cabeçudos", "onceiros" ou "boiadeiros". Em outra gravura, o príncipe relata o fato no sul da Bahia, onde segundo ele, quatro cães de orelhas cortadas, com grande porte e formato corporal retangular (característico do fila) estão acuando uma onça em cima de uma árvore. O Ovelheiro Gaúcho A presença de cães nos Pampas e os relatos de sua proximidade com o ser humano são bastante antigos. E é uma relação que se por um lado traz todas uma cumplicidade ligado ao trabalho e a lida com o gado, especialmente o ovino, por outro, pode adquirir contornos mais problemáticos quando este animal se torna selvagem e adquire o hábito de predar as ovelhas. O célebre naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, em 1820, menciona a presença de cães chimarrões no Rio Grande do Sul, e sua diminuição devido ao extermínio promovido pelos fazendeiros no afã de proteger seus rebanhos (2002, p. 121). De outro modo, no livro “Carreteadas Heróicas”, de Osório Santana Figueiredo (2000, p. 180), há uma passagem bastante elucidativa sobre a relação afetiva dos cães junto os carreteiros (condutores de carros de boi, regionalmente conhecidos por carretas): À noite, sua companhia infundia-nos uma segurança tranquilizadora (...) era como um soldado no posto de sentinela alerta. O carreteiro, quando deita, cansado, dorme a sono solto. O cachorro vela. (...) Certa noite, eu cansado como os demais companheiros, dormíamos profundamente [sic]. De repente, os cachorros latiram forte e avançaram furiosos. Acordamos já com a mão nas armas. (...) A morte do meu cachorro causou-me um pesar perene. No primeiro pouso chorei muito. (...) A noite foi tétrica e interminável. (FIGUEIREDO, 2000, p. 180). Para Barreto (2015) as atividades de cinofilia em torno da raça adquirem o caráter de ativismo cultural, e os criadores desta raça atualmente são grandes articuladores do resgate e preservação das tradições culturais do gaúcho. O cão ovelheiro do Rio Grande, ou o Ovelheiro Gaúcho é uma figura antiga. A primeira referência é de 1820 no relato de August de Saint-Hilaire (no livro Viagem ao Rio Grande do Sul), segundo o qual no município de Rio Grande, na localidade de Arroio das Cabeças, à cerca de 33 Km da cidade, na propriedade do Tenente Vieira eram usados os chamados cães ovelheiros (denominados assim segundo um tal de abade Casal), criados juntos com as ovelhas e responsáveis pela guarda do rebanho contra cães chimarrões e animais selvagens. Posteriormente, Cemitério José Velloso da Silveira, em seu livro As Missões Orientais e seus Antigos Domínios, narra que por volta de 1860 alguns criadores de cima da serra ainda se utilizavam de cães ovelheiros para guarda de rebanhos. Formado a partir da mistura entre raças portuguesas usadas para o pastoreio e do Scotch Collie, são animais com a cauda bem enroscada quando excitado ou trabalhando, a testa alta e o porte grande, com o olhar e o formato dos olhos, a forma e posição das orelhas bem características. Uma das raças que certamente entrou na composição do Ovelheiro Gaúcho foi o Cão da Serra da Estrela, utilizada há séculos em Portugal para a guarda de rebanhos e proteção das propriedades. Pesquisas/ entrevistas serão feitas junto aos criadores da Raça e um grupo de pesquisa de antropologia da Universidade Federal de Pelotas. O Fox Paulistinha Não há certeza de suas exatas origens. Segundo a associação de criadores da raça, estes animais descendem de cães do tipo terrier trazidos da Europa pelas esposas dos filhos de fazendeiros, que muito comumente, a partir de meados do século XIX e início do século XX, iam estudar na Europa, e quando retornavam, muitas vezes casados, traziam pequenos cães do tipo terrier, que eram muito comuns entre as famílias mais abastadas de Londres e Paris nesta época. Possivelmente eram das raças Parson russel terrier, jack russel terrier e fox terrier de pelo liso, que eram raças muito comuns na Inglaterra neste período. E estes cães ao cruzarem com cães das fazendas no Brasil, e no campo sendo aproveitados na caça, na guarda e em menor escala no pastoreio de ovelhas, teriam criado em poucas gerações uma nova raça. Outra teoria diz que cães de tipo terrier, sem precisão de raça definida, viajavam como caçadores de ratos em navios mercantes, desde o início do processo de colonização das américas. Os cães teriam sido tripulação fixa nestas embarcações devido ao receio que a população europeia tinha da peste negra, e os cães ajudavam no controle dos ratos. E ao aportarem em portos brasileiros, teriam cruzado com cães locais adaptados as características ambientais brasileiras, e assim acredita-se que o terrier brasileiro teria se originado. Ainda há uma outra hipótese com mais bases históricas e plausível do ponto de vista fenotípico da raça, que diz que os cães espanhóis ratonero bodeguero andaluz e o ratonero valenciano sejam os verdadeiros ancestrais do fox paulistinha. Estas raças espanholas são extremamente semelhantes ao terrier brasileiro, verdadeiros sósias, muito mais semelhantes do que as raças britânicas citadas anteriormente. Por isso, aliado a História do Brasil, esta tese diz que ao invés dos cães britânicos, o terrier brasileiro descenda destes dois cães espanhóis que muito provavelmente teriam chegado em massa ao Brasil nos navios da Espanha entre 1580 e 1640, época da União Ibérica, quando a Espanha e Portugal estavam unidas politicamente em um só reino, assim como todas as suas colônias de ultramar, inclusive o Brasil. Trata-se de um cão incansável, alerta, ativo e esperto, amigável e gentil com amigos, desconfiado com estranhos, inteligente e muito adestrável, comum em apresentações caninas. Ótimo para companhia de crianças por seu comportamento brincalhão. Atualmente são mais utilizados para a companhia e alarme em áreas urbanas e caça a pequenos animais em áreas rurais. Pesquisas/ entrevistas serão feitas junto aos criadores da Raça. Boca Preta Sertanejo Indícios históricos sugerem que os cães domesticados já existiam na América do Sul bem antes da chegada dos europeus. No livro “História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão e Terras Circunvizinhas”, publicado em 1614, encontram-se relatos da existência de cães domesticados por índios: Estes cães autóctones que eram criados por tribos de ameríndios do nordeste do Brasil são uma das prováveis fontes do cão Boca Preta Sertanejo. Esses cães foram provavelmente cruzados com cães do tipo podengo ou outros tipos de cães de caça europeus. Segundo o livro citado, já no século XVII cães domesticados eram encontrados com indígenas no nordeste do Brasil, que o chamavam de januare, e foram descritos pelo autor, o francês Claude d'Abbeville, como galgos semelhantes aos galgos franceses (os extintos Charnaigre), mas de menor tamanho, e tão aptos à caça, principalmente dos agutis, que percebendo-os em seus covis, não cessavam de latir até que a caça fosse apanhada. A raça formou-se naturalmente durante um período superior a quatro séculos, sendo selecionada por grandes secas, rala alimentação, o tipo de vida dos sertanejos e tornando-se predador e presa nas caatingas e cerrados do Nordeste Brasileiro. O bando de Lampião tinha alguns cães da raça, dentre eles os batizados de Guarani, Ligeiro e "Seu Colega". No romance Vidas Secas de Graciliano Ramos, a descrição dada a cadela "Baleia" é a mesma de um Cão Sertanejo. Devido a sua inteligência, ao forte instinto de companheirismo, tornou-se indispensável ao homem sertanejo em suas lides rurais, seguindo seus passos durante o desenvolvimento da civilização nesta árida região brasileira, participando ativamente da organização de sua vida social, esportiva e até militar, mas especialmente da vida profissional do trabalhador rural. No ano de 2011 a EMBRAPA Meio-Norte, publicou um trabalho de seleção e resgate da raça, chamando-a de Cão Sertanejo, realizando o estudo de caracterização morfométrica de cães na cidade de São João do Piauí. Ao mesmo tempo um criador Paraibano estava realizando uma seleção de linhagens de cães sertanejos (boca Preta) cruzados com raças americanas e europeias para formação de uma nova raça, o Dog Hunt Sertanejo. Em conjunto com a seleção dos cães, o paraibano buscava o reconhecimento dos animais junto a SOBRACI (Sociedade Brasileira de Cinofilia Independente). Os dois nordestinos, o piauiense representante da EMBRAPA MEIO-NORTE e o criador paraibano chegaram em um acordo, pois os cães sertanejos da Paraíba e do Piauí eram a mesma raça e existiam em todo o Sertão Nordestino. Na Paraíba, os animais mestiços de cão sertanejo com raças europeias e americanas foram descartados da nova "seleção pós-acordo", sendo cruzados apenas cães sertanejos. O estudo realizado em São João do Piauí tornou-se o padrão da raça e o reconhecimento junto a SOBRACI foi aceito. A raça passou a ser batizada oficialmente de Boca Preta Sertanejo no ano de 2014, atualmente existem dois canis especializados na raça: o Boca Preta Sertanejo, na Paraíba e o Nativos do Sertão, no Piauí. São animais usados como cão de caça, guarda de lavouras (proteção contra suínos), segurança da propriedade e na lida com o gado, onde o cão é componente obrigatório para tocar o gado na vegetação da Caatinga. O trabalho destes cães exige que tenham um comportamento social tranquilo, pois caçam individualmente ou em grupo. São rústicos, de porte mediano retangular, não sendo desejado tipo corporal mais quadrado por ser inadequado o desempenho de sua função. Pesquisas/ entrevistas serão feitas junto aos criadores da Raça e ao grupo de pesquisados da EMBRAPA Meio Norte. Considerações sobre outras raças brasileiras a serem incluídas no Roteiro Outras raças nacionais serão estudas para possível participação no projeto. A sua efetiva inclusão ou não no livro, dependerá do acesso à documentação histórica e iconográfica disponível. São elas: Braco de japma, Buldogue campeiro, Buldogue serrano, Bull-mastiff brasileiro, Bullbras, Cão sertanejo, Dogue brasileiro, Galgo da campanha, Griffon barbudo, Hound do Brasil, Podengo crioulo, Rastreador brasileiro, Veadeiro paulista, Veadeiro catarinense, Veadeiro pampeano e Veadeiro nacional. PARTE 4 As Raças mais criadas no Brasil Nesta seção iremos descrever as 10 raças mais criadas no Brasil, segundo dados da Confederação Brasileira de Cinofilia. Em cada uma das raças abaixo, iremos apresentar um histórico da sua introdução no país, os principais usos para trabalho e as principais características comportamentais. Também será produzida uma ficha cinológica, com o padrão racial considerado ideal no Brasil para cada uma das raças abordadas. Especial atenção será dada à relação entre a raça em questão e os pontos de sua personalidade/ capacidade de trabalho, que encontraram ressonância em elementos do caráter e da cultura nacional. As raças são: Labrador Golden Retriever Rotweiller Pastor Alemão Poodle Yorkshire

Objetivos

Objetivo Geral: Editar um livro sobre a participação do Cão na formação do Brasil. Por meio de uma ampla pesquisa em bases históricas, documentais e iconográficas, bem como de entrevistas com Historiadores e Pesquisadores da área, pretendemos traçar um panorama da presença deste animal no território brasileiro, com especial atenção para suas contribuições sobre a formação da cultura nacional. Conforme o artigo 02 do Decreto 10.755, de 2021, em seus incisos:I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão;III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e sua difusão em escala nacional;IV - promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial;O projeto tem aderência ao Inciso I pois a história da convivência do brasileiro com os cães, desde os primeiros contatos com as populações nativas, até o desenvolvimento das raças tipicamente nacionais, é uma rica parte da História nacional ainda não contada em detalhes.Já os incisos II e IV se adequam ao projeto pois iremos contar a história de raças regionais e profundamente ligadas à História Brasileira, como o Ovelheiro Gaúcho, o Boca Preta Sertaneja e o Fox Paulistinha. Objetivo específico: Produzir, publicar e distribuir 2.200 exemplares do livro "A História do Cão no Brasil: Uma Amizade de 500 anos", uma obra com grande interesse histórico, cultural e humanístico que se propõem relatar o papel do melhor amigo do homem na história e evolução do Brasil ao longo de seus 500 anos.

Justificativa

O Cão é o melhor amigo do homem desde tempos imemoriais. Apesar de ser um ‘chavão’, esta introdução está no âmago da nossa justificativa para a importância e relevância desta obra. Baseado na sabedoria popular do ‘diga-me com quem andas e eu te direi quem és’, o estudo da presença do Canis familiaris em território brasileiro, se justifica pelo conhecimento que este estudo pode trazer sobre nossa própria percepção do que é ser brasileiro. Afinal, as formas de convivência - consagradas pelos costumes, e os usos e utilidades ditadas pelas circunstâncias naturais (a geografia, o clima e as condições de vida em geral) - que atribuímos aos animais que nos cercam, dizem muito sobre o que somos como indivíduos e como sociedade. Assim, ao buscarmos no passado a História da presença e da convivência entre o cão e o ser humano no território brasileiro, estamos escolhendo um recorte particular para estudar toda a história de um país e de seu povo. Portanto, enquadra-se no Art. 1º da Lei de Incentivo à Cultura, que reza: "Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: [....] Inciso VIII: "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, CULTURA E MEMÓRIA". O projeto tem interesse humanístico. Por isso, também se enquadra no §3º do Art. 18 da mesma Lei, que diz em sua letra b: "As doações e os patrocínios na produção cultural, a que se refere o § 1o, atenderão exclusivamente aos seguintes segmentos: ...b) livros de valor artístico, literário ou humanístico."

Especificação técnica

O livro “A História do Cão no Brasil: Uma Amizade de 500 anos” seguirá o conceito de Coffe Table Book – um livro de arte, com capa dura empastada, sobrecapa, guias decoradas, conteúdo todo em cores e ricamente ilustrado, com acabamento refinado. A obra será apresentada no formato fechado 28 x28 cm, e terá cerca de 164 páginas.

Acessibilidade

Como medida de acessibilidade de acordo com o art. 18. da Instrução Normativa 02/2019 e a Lei nº 13.146, de 2015 e Decreto nº 9.404, de 2018, o proponente realizará a finalização de um arquivo em PDF no formato de e-book, que permitirá a leitura do documento com ou sem leitores de tela, ampliadores de tela ou impressoras Braile. Isso facultará o acesso à obra a todos os portadores de deficiência visual. Esta obra será disponibilizada gratuitamente nos repositórios da Fundação Dorina Nowill, Universidade de São Paulo e Universidade Estadual Paulista. De acordo com o Art. 19 da IN 02 de 2019, será permitido ao proponente oferecer medidas alternativas, sujeitas à prévia aprovação da Secretaria Especial de Cultural, para assegurar o atendimento às medidas de acessibilidade previstas na na Lei nº 13.146/2015. Este custo está incluído no item Editoração Eletrônica da planilha orçamentária.

Democratização do acesso

Como medida de Democratização de Acesso realizaremos palestra alusiva ao lançamento do livro, conforme prevê o Art. 21 da IN 02/2019: "Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I) Os livros serão distribuídos, respeitando os limites do artigo 23 da IN 01/2022:a)_no mínimo de vinte por cento para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística...b) até dez por cento para distribuição gratuita entre incentivadores, patrocinadores e doadores, conforme parágrafo único do art. 31 do Decreto nº 10.755, de 26 julho de 2021;A totalidade da tiragem será distribuída gratuitamente, conforme demonstrado no plano de distribuição. II) No projeto será adotado o previsto nos incisos I e II do art. 24 da IN nº 01/2022 abaixo será adotada no projeto: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 23, no mínimo, vinte por cento dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, ao Programa Pracinhas da Cultura, a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados;A totalidade da tiragem será distribuída gratuitamente.II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição;A obra será disponibilizada gratuitamente na internet com acessibilidade para deficientes visuais, conforme apresentado no campo ACESSIBLIDADE

Ficha técnica

RICARDO OSORIO DE OLIVERIA – COORDENADOR EDITORAL Médico Veterinário com sólida formação acadêmica (graduado pela Faculdade de Medicina Veterinária da USP e com mestrado pelo Instituto de Ciências Biomédicas da mesma universidade, e mestrado e doutorado em marketing e comunicação pela ESPM) e várias publicações científicas, que se dedica há mais de 10 anos a atividades na área de comunicação e publicidade. Sócio proprietário da Quiron Comunicação & Conteúdo S/Empresária Ltda, inicialmente atuou focado no setor do agronegócio, devido a sua formação acadêmica, mas posteriormente, as atividades da sua empresa se diversificaram, passando a abranger o atendimento de empresas dos mais variados setores, bem como a publicação de títulos em linhas editoriais diversas. Áreas de atuação: - Pesquisador científico e consultor técnico de empresas veterinárias. - Professor Universitário - Consultoria de Marketing e Comunicação no Agronegócio - Preparação de materiais de educação continuada nas áreas de veterinária e saúde. - Editor de livros técnicos na área do Agronegócio. - Editor de livros na área cultural, com dois títulos lançados com apoio de Lei Rouanet (mais 13 projetos aprovados pelo MinC em fase de captação). - Editor de livros na área de cultura religiosa. - Músico multiinstrumentista (formação clássica no piano, guitarra, saxofone e clarineta). - Guitarrista e vocalista da banda BR66 (que mescla o som da MPB com o Blues) - Poeta e escritor. VANESSA COSTA SANTOS DE OLIVEIRA – COORDENADORA DE PESQUISA E REDAÇÃO - Jornalista formada pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM) – graduação concluída em 1995 - Pós-graduação em Comunicação Empresarial pela Fundação Cásper Líbero (SP) – curso concluído em 2003 - Planejamento e execução de ações em Comunicação Corporativa para empresas, associações e ONGs (comunicação interna e externa). - Experiência como repórter de portais e revistas segmentadas (geração de conteúdo); - Experiência na redação e edição de relatórios sociais e de sustentabilidade, e de relatórios de Estudos de Impacto Ambiental – RIMA.

Providência

PERÍODO DE EXECUÇÃO DO PROJETO ATUALIZADO.

2026-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo