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PRONAC 223445Apresentou prestação de contasMecenato

Prato Firmeza Amazônia - Raízes da culinária tradicional brasileira

LABORATORIO DE JORNALISMO LTDA
Solicitado
R$ 499,8 mil
Aprovado
R$ 499,8 mil
Captado
R$ 349,6 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
61585865060642RAIA DROGASIL S/A1900-01-01R$ 200,0 mil
06057223000171SENDAS DISTRIBUIDORA S/A1900-01-01R$ 149,6 mil

Eficiência de captação

69.9%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
22

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2023-06-29
Término

Resumo

"Prato Firmeza Amazônia - Raízes da culinária tradicional brasileira" é uma continuidade do projeto Prato Firmeza, o guia gastronômico das quebradas do Brasil. Nossa missão agora é mergulhar na cultura gastronômica indígena da região amazônica: quais são os pratos tradicionais dessa região e quais suas origens? Produtos culturais: no mínimo 2 versões do livro (português e pelo menos um idioma indígena), Um programa radiofônico e 5 vídeos para redes sociais sobre as histórias de pratos tradicionais da Amazônia, contadas por jovens e coletivos de comunicação de populações tradicionais da região. Iremos oferecer formação e orientação como contrapartida social para os selecionados.

Sinopse

Em resposta à diligência de 25/10/2022 Inserir no campo SINOPSE DA OBRA (LIVRO): Livro A) Descrever com detalhes o tema central que será abordado no livro. RESPOSTA - O livro vai trazer aspectos dos processos produtivos, do plantio, da caça, pesca, dos modos de preparo, consumo e distribuição de alimentos de populações tradicionais da região norte do país, especialmente amazônica. Quais processos de produção, que processos de cultivo e preparo dos alimentos, pratos tradicionais, quem os prepara e suas receitas. B) Apresentar como o autor pretende dividir, por capítulos, o conteúdo do livro. RESPOSTA - A ideia inicial é de dividir o livro em quatro capítulos: 1 - Processos de produção - Cultivos, plantios, caça, pesca e modos de preparo 2 - Os pratos - Que pratos cada grupo faz, quais as receitas, como comer etc. 3 - Os povos - quais são as populações e costumes culinários retratados e suas peculiaridades 4 - Quem é quem - Queremos mostrar as pessoas por trás da gastronomia tradicional retratada no livro C) Explicar qual a relevância do tema abordado para a área cultural brasileira. RESPOSTA - Salvaguardar os meios de produção tradicionais é de extrema importância para a cultura nacional. Isso por si só já é motivo para o fomento, no entanto estamos falando de meios de produção de populações tradicionais da região norte do país, especialmente amazônica, o que traz importância ainda maior para o caso. Um exemplo emblemático é o caso da biopirataria do Açaí. Hoje lutamos para salvaguardar o alimento como parte intrínseca da grande gama de alimentos nacionais. O que ainda podemos salvaguardar e proteger como patrimônio nacional em projetos como este? A Literatura é um bom modo de eternizar estes meios de produção que têm, na sua cultura tradicional, processos orais de trasmissão do conhecimento. Logo, uma publicação pode ajudar com mais uma forma de levar e disseminar o acesso a estes conteúdos, assim como salvaguardar estes meios de produção. Livro Esse será o sétimo volume da coleção Prato Firmeza, o guia gastronômico das quebradas do Brasil, com edição impressa e online, que preserva e difunde a cultura de periferias de cidades brasileiras e seus diálogos. Nesta edição, focamos na gastronomia tradicional da Amazônia. Os textos, que vão compor o livro, serão produzidos por coletivos e redações jornalísticas locais, com experiência e interesse em produção cultural, de periferias, centros urbanos e das comunidades tradicionais locais. Estas pessoas serão formadas e coordenadas pela nossa equipe fixa, que também vai contar com informações de produtores locais sobre os territórios estudados. Composto de texto e fotos, é um canal para promover e conhecer de forma aprofundada a cultura da alimentação nas periferias brasileiras, suas influências e raízes, a partir da comida, nesta edição, especificamente de populações tradicionais na Amazônia. “Prato Firmeza Amazônia - Raízes da culinária tradicional brasileira" é uma continuidade do projeto Prato Firmeza, o guia gastronômico das quebradas do Brasil. Nossa missão agora é, a exemplo do Prato Firmeza Preto, campeão do prêmio Jabuti 2021, mergulhar na cultura gastronômica da região amazônica, em especial das culturas de populações tradicionais. Como se relacionam ou não, quais são os pratos e origens e que pratos tradicionais brasileiros foram inspirados na cultura gastronômica destes povos? Vamos, juntos com os principais mestres da culinária amazônica, contar as histórias desta gastronomia fascinante. Programa radiofônico Por meio de um programa radiofônico, o “Prato Firmeza Amazônia: Raízes da culinária tradicional brasileira” vai mergulhar mais profundamente na história e na riqueza cultural das periferias e das comunidades de populações tradicionais da amazônia brasileira.. Vamos conversar com produtores, atores locais e mestres da culinária local sobre a cultura da gastronomia e culinária tradicional amazônica e cultivo de alimentos tipicamente brasileiros, além dos processos de produção, receitas e histórias dos pratos. 5 vídeos para redes sociais Cada vídeo vai trazer aspectos da pré, produção e pós-produção do livro e da série de podcasts. Será nosso principal material de apoio para abrir os processos de trabalho do projeto, engajar as pessoas na discussão do tema (gastronomia tradicional amazônica) e prestar contas do projeto para o público nas redes sociais e sites, além do público em eventos locais onde os vídeos podem ser exibidos.

Objetivos

Objetivo geral: O objetivo do projeto "Prato Firmeza Amazônia - Raízes da culinária tradicional brasileira" é valorizar a cultura da gastronomia tradicional da região Norte do país, por meio da investigação, da pesquisa e da distribuição do conhecimento sobre a cultura da gastronomia e culinária das populações tradicionais deste território. Vamos fazer isso por meio do mapeamento de cozinheiras(os), chefs e pessoas da região responsáveis pela salvaguarda dos tradicionais saberes da cozinha local. Depois do mapeamento, vamos produzir, com jovens e coletivos de comunicação locais e de populações tradicionais, o sétimo volume do "Prato Firmeza". O livro terá como base o mapeamento regional e vai reunir as histórias de cozinheiras(os), restaurantes, empreendedoras(es) e chefs da região, além das histórias de pratos ou ingredientes tradicionais da Amazônia. Vamos distribuir o livro em diferentes versões gratuitamente para mais de 3 mil pessoas, considerando as versões física e digital, dando acesso a esse conhecimento. O livro é um registro que contribui para a conscientização e valorização dos modos de vida e culturas das populações tradicionais da Amazônia. Vale ressaltar que disponibilizaremos, além da versão em português, também conteúdos em pelo menos um idioma indígena que serão escolhidos para retratar o trabalho destas populações e serem distribuídos para os grupos retratados. Além disso, vamos produzir um programa radiofônico, valorizando a cultura da oralidade e permitindo uma distribuição mais acessível a todos os públicos. O programa radiofônico será distribuído nacionalmente, gerando um debate sobre a importância de se conhecer e valorizar pratos que, muitas vezes, sequer sabemos que são do Brasil. Da mesma forma, vamos desenvolver 5 vídeos com base nos conteúdos das outras mídias para distribuir por redes sociais e sites parceiros. A prática cotidiana da alimentação será, como nas outras edições do Prato Firmeza, a porta de entrada para conhecermos e tentarmos reconstruir as identidades culturais tradicionais da região. Ou seja, as pessoas, suas influências étnicas, culturais e estéticas, assim como suas raízes e transformações. O projeto contribui para valorizar e preservar a "consciência da ‘tradição culinária’, a revalorização dos saberes tradicionais, as recuperações das matérias-primas, dos produtos e pratos ‘em processo de desaparecimento’ ou que já desapareceram, juntamente com o reconhecimento de que a cozinha constitui um patrimônio cultural imaterial importante e deve ser preservada por razões ecológicas e culturais", como apontado pelo antropólogo e professor da Universidade de Barcelona Jesús Contreras Hernández, em seu artigo "Patrimônio e Globalização, o caso das culturas alimentares". O Prato Firmeza começou com um mapeamento da comida tradicional de periferias de São Paulo em 2013, com o guia online, e se aprofundou em quantidade e densidade com a realização de quatro volumes (três via Lei de Incentivo Federal, e um via edital da Fundação Cargill). O projeto serve como lente para compreender as histórias e culturas locais por meio da prática cotidiana. A consolidação e a expansão do projeto Prato Firmeza carregam junto a valorização da cultura e das pessoas das periferias e extremos do Brasil. Estimamos em cerca de 2 milhões de pessoas impactadas pelo projeto, entre os jovens e coletivos realizadores e os públicos que acessam o livro físico e o digital, a série de podcasts e os vídeos para internet. Além disso, contamos com ampla divulgação na imprensa e redes sociais, pois o projeto, inicialmente local, alcançou amplitude e reconhecimento nacionais, sendo vencedor do Prêmio Jabuti, o maior prêmio da literatura brasileira, em 2021. Com a realização da sétima edição do Prato Firmeza, vamos mergulhar em culturas tradicionais. Poderemos ampliar a visibilidade e a valorização da cultura da gastronomia em toda sua diversidade, mapeando as iniciativas gastronômicas da região Amazônia a partir de seus atores, sejam empreendedoras(es), mestras(es) do saber ou cozinheiras(os) tradicionais, chefs de cozinha, entre outros. Com isso, entendemos fazer juz aos parágrafos I, II, III, V, VI, e XI do artigo 02 do Decreto 10.755, de 2021. Objetivos específicos: > Promover o conhecimento sobre a cultura da culinária/gastronomia da região Amazônica por meio do registro impresso e digital (livro) e pela cultura da oralidade (programa radiofônico e vídeos); > Apresentação da culinária da região Amazônia como uma forma de expressão cultural brasileira, priorizando o produto cultural originário do país; > Produção de 1500 livros impressos e versão online com versões em ao menos dois idiomas- distribuídas gratuitamente; > Produção do programa radiofônico em versão online com distribuição gratuita; > Abastecimento das redes sociais do Prato Firmeza com 5 vídeos curtos sobre o processo de produção do livro e dos programas radiofônicos; > Valorização da cultura gastronômica de diferentes populações da região Amazônica; > Promoção de um amplo debate sobre a cultura gastronômica de populações tradicionais e sobre origens e processos de preparo de pratos tradicionais dos brasileiros desta região; > Formar pessoas de todas as idades em produção cultural, para que sejam capazes de mapear, produzir e distribuir conteúdos relevantes (tanto em formato de texto, quanto de rádio) para o entendimento da cultura gastronômica brasileira - preferencialmente de populações tradicionais - 5 encontros formativos que podem ser presenciais ou online totalizando cerca de 10 horas; > Gerar transformação social e cultural com a realização do projeto por jovens/coletivos de comunicação de populações tradicionais da Amazônia; Como histórico do projeto, vale ressaltar que mais de 400 empreendimentos gastronômicos já foram mapeados nas periferias de São Paulo e região metropolitana e no Rio de Janeiro, e ganharam resenha e fotos nas publicações do guia impresso e online do Prato Firmeza. Além disso, já aprovamos e captamos integralmente a edição "Diálogo Campo e Cidade" também aprovada com a Lei de Incentivo à Cultura. Em 2017, o primeiro volume do livro ficou em 6º lugar no Jabuti, o maior prêmio de literatura brasileira, na categoria de gastronomia. Em 2018, o segundo volume venceu o XXI Troféu São Paulo Capital Mundial da Gastronomia, organizado pela Câmara Municipal de São Paulo. No mesmo ano, teve sua primeira versão audiovisual com a websérie "Comida de Quebrada", produzida e veiculada em parceria com a TV Folha. Com o apoio do Edital Cargill 2018, produzimos o terceiro volume, apontando para a relação dos alimentos com as famílias e comunidades. Também contamos com o apoio do Edital Cargill 2019 para fazer a distribuição em parceria com a Feira Preta, o maior evento de empreendedorismo negro da América Latina. Em 2020, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, desenvolvemos o Guia Metodológico Prato Firmeza, que abriu a nossa metodologia de mapeamento, apuração, construção e distribuição para que outras pessoas possam desenvolver seus próprios guias em qualquer lugar. Também fizemos a primeira versão do guia no Rio de Janeiro, além de um quarto volume na capital paulista. Desta vez, com recorte de empreendimentos de pessoas negras, em parceria com Feira Preta e AfroLab: o Prato Firmeza Preto, edição premiada com o Jabuti na categoria Economia Criativa em 2021. Desde o início do projeto foram realizados mais de 50 eventos e oficinas (presenciais e online), com participação direta de cerca de 20.000 pessoas. Na internet, as publicações do Prato Firmeza já atingiram mais de 2 milhões de pessoas por meio das redes sociais e sites parceiros, como Catraca Livre, Periferia em Movimento, HuffPost Brasil, Alma Preta, Preto Império, Vozes das Periferias e Agência Mural. No Facebook, o projeto tem mais de 5 mil curtidas e no Instagram, mais de 4 mil seguidores.

Justificativa

"Prato Firmeza Norte - Raízes da culinária tradicional brasileira" é um projeto de valorização da cultura de populações tradicionais da Amazônia, de costumes e práticas tão impactados por diversos tipos de apagamentos. Seja nas periferias, no campo, em florestas, aldeados ou não, os muitos povos desta região trazem uma gama de conhecimentos ancestrais que são subvalorizados por grande parte dos brasileiros. Em um artigo do Instituto Goethe com o sociólogo Carlos Alberto Dória, um dos maiores pesquisadores da culinária brasileira, é possível entender a necessidade de aprofundarmos os mapeamentos e entendimentos da culinária indígena e sua contribuição para a gastronomia nacional: "Para Carlos Alberto Dória, a influência indígena está hoje ainda presente na alimentação das camadas populares da população brasileira, principalmente na forma da farinha de milho e de mandioca. "Entre a elite, que sempre comeu de forma afrancesada, há ainda quem ache que comer com farinha de milho ou de mandioca seja ‘coisa de pobre’", diz o sociólogo, que é autor de livros como A formação da culinária brasileira _ Escritos sobre a cozinha inzoneira e diretor do Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo. Na opinião do especialista, no Brasil, os indígenas foram "apagados" não apenas da culinária. "Como diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, o Brasil transformou o indígena em pobre. Empobrecemos as populações indígenas em todos os sentidos", resume o sociólogo." Ao documentar e valorizar a cultura da gastronomia amazônica, vamos preservar e disseminar os saberes e práticas dessa região, especialmente no âmbito da gastronomia e da produção de alimentos tipicamente brasileiros. Dessa forma, nos conectamos com nossas raízes a partir da comida. A realização deste projeto é justificada porque produz e difunde bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória e contribui para preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural brasileiro representados pelos diversos povos tradicionais espalhados por todo território nacional. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do art. 1 da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; IX - priorizar o produto cultural originário do País. E ao final do projeto os seguintes objetivos do art. 3º da Lei 8313/91 serão alcançados: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais. Além disso, vale dizer que o Prato Firmeza é voltado à divulgação de raízes culturais invisibilizadas. O projeto promove consciência aos sujeitos como produtores culturais. A documentação impressa, online e radiofônica, da cultura gastronômica e sua divulgação protege a produção cultural. Ao mesmo tempo, incentiva e ajuda no desenvolvimento estruturado de novas possibilidades de atuação no campo da cultura gastronômica, assim como fomenta a empregabilidade no campo da economia cultural e criativa. Focado nas periferias, o projeto literário promove a diversidade cultural ao usar a gastronomia como ferramenta. Durante a realização dos cinco primeiros volumes, ficou evidente o impacto do guia na valorização cotidiana da cultura de periferias, manifestada pelos participantes das oficinas e palestras e na cobertura da mídia. O mapeamento feito pelo Prato Firmeza conectou agentes culturais periféricos com a imprensa tradicional e reforçou a valorização dos mesmos nos veículos alternativos locais. Além disso, os fortaleceu como produtores culturais e gerou valorização simbólica e econômica das iniciativas. Os movimentos de afirmação da identidade cultural são formas de resistência à homogeneização cultural e alimentar, como aponta o antropólogo e professor da Universidade de Barcelona, Jesús Contreras Hernández, em seu artigo "Patrimônio e Globalização, o caso das culturas alimentares". As culturas amazônicas têm um papel central nesta resistência mencionada por Hernández, assim como são fundamentais para a promoção da diversidade, tanto cultural quanto econômica/empreendedora. São culturas que, portanto, devem ser preservadas. Ao nosso ver, o projeto está totalmente enquadrado nas finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e tem sido um canal de encontro relevante entre a responsabilidade social e cultural de empresas e a da sociedade - que deveriam sempre andar juntas. Além disso, nos últimos quatro anos pudemos construir com nosso público a consciência sobre a alimentação como cultura e saúde, ao abordar como as periferias se relacionam com a comida, ao mapear restaurantes, contar e disseminar as histórias dos empreendimentos e pessoas. Não vai ser diferente com esta versão do projeto. Queremos continuar a levar o impacto do projeto para outros territórios e plataformas. Por isso, vamos aprofundar nossos estudos e pesquisas, além de envolver profissionais locais e de populações tradicionais para a produção e distribuição do livro. O Prato Firmeza vai ganhar novos horizontes ao distribuir este conhecimento, com formações, livro, programa radiofônico (podcast) e vídeos para novos públicos na região amazônica. Com isso, o projeto vai mapear, pesquisar e tornar público, por meio da literatura, da produção audiovisual e radiofônica este conhecimento pouco abordado, com linguagens acessíveis a toda a população, promovendo assim a salvaguarda deste aspecto tão rico da cultura amazônica, que é a cultura gastronômica.Por fim, justificamos a necessidade da produção do livro e/ou programa radiofônico em, ao menos mais um idioma indígena, uma vez que muitas pessoas das culturas retratadas no livro podem não ser alfabetizados português, mas somente na língua regional/ Outro ponto é a necessidade de salvaguarda deste documento nas línguas nativas destas populações. Com isso, o projeto vai mapear, pesquisar e tornar público, por meio da literatura, da produção audiovisual e radiofônica este conhecimento e um conteúdo pouco abordado com linguagens acessíveis a toda a população, promovendo assim a salvaguarda deste aspecto tão rico da cultura indígena, que é a cultura gastronômica.

Estratégia de execução

As passagens que serão utilizadas no projeto serão destinadas para as equipes de produção: Estas são de extrema importância pois possibilitarão o intercâmbio entre as equipes de SP e da Região Norte do país. Nossa coordenadora de Formação se deslocará de SP para a região Norte para a realização de formações e nossa coordenadora de relaçoes com comunidades será, também, a responsável pela coordenação da captação de imagens e áudios para as produções dos vídeos e dos programas radiofônicos. Vale ressaltar que ela também se deslocará de SP para a Região Norte. Especialmente Pará e Amazonas.

Especificação técnica

Guia impressoTiragem: 1500 exemplares Formato: 13 cm x 18,2 cm Número de páginas: de 70 à 100 Capa: impressa em 4/0 cores em papel alta alvura 200g com laminação fosca Papel miolo: impressa em 4/4 cores alta alvura gramatura 90g Lombada quadrada e orelha simples Serão cerca de 12 encontros de pré-produção e produção, totalizando 36 horas de desenvolvimento do produto. Sitewww.pratofirmeza.com.br atualização do site com os novos locais mapeados e história do projeto Programa radiofônico Publicação em todas as plataformas de streaming de áudio e em rádios e sites locais Construído com base na metodologia da Escola de Jornalismo da Énois, com pré-produção voltada à pesquisa do tema e das técnicas jornalísticas e produção voltada à prática, neste caso ao áudio/programaradiofônico/podcast. São cerca de 20 encontros de pré-produção e produção, totalizando 60 horas de desenvolvimento do produto. Vídeos Publicados nas redes sociais do projeto, da Énois (instituição proponente) e parceiros, como coletivos e veículos de comunicação e cultura de âmbito local e nacional, os vídeos terão de 1 a 2 minutos de duração e terão sempre um perfil afetivo, no sentido de contar para as pessoas como estão sendo feitos o livro e o podcast. Além de trazer e aprofundar aspectos da produção, os vídeos vão levantar questões da cultura gastronômica amazônica e brasileira. Eventos Formativos Realizados de maneira digital e presencial, terão o cunho de formação para os produtores contratados, redações parceiras e equipe que vão trabalhar no projeto. Os encontros normalmente terão duração de uma hora e serão ministrados por pessoas convidadas e pessoas da equipe da Énois. Como os conteúdos do projeto serão fornecidos de maneira 100% gratuita, não necessariamente faremos as formações com mais de 40h, mas gostaríamos que chegasse a isso.

Acessibilidade

Além da versão online do guia que estará disponível no site www.pratofirmeza.com.br, vamos produzir um programa radiofônico com acesso gratuito, além de 5 vídeos que serão distribuídos nas redes sociais do projeto. Vale ressaltar que vamos traduzir conteúdos em ao menos uma língua indígena retratada no projeto para que seja acessível para todas as populações locais. Além disso, o site será atualizado neste sétimo volume para que se torne mais acessível. Os guias impressos serão distribuídos gratuitamente, por meio de envio postal, eventos, debates e oficinas e também por meio de parcerias com coletivos, organizações sociais e pelos grupos mapeados pelo projeto. Cada produto do projeto terá a acessibilidade para todos os públicos, são eles: Livro - Terá versão online gratuita. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Possibilidade de ser lida por aplicativos de leitura. Os Itens 15 e 17 da planilha garantem a adequação do site para a compatibilidade com Apps de leitura para a inclusão do livro digital; ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Eles podem ler o conteúdo ACESSIBILIDADE FÍSICA Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Possibilidade de leitura por aplicativos de leitura e tradução disponíveis gratuitamente na internet. Além disso, ao menos duas versões, uma em português e ao menos uma nas línguas locais, para a garantir o amplo acesso para a população da região. Os itens 36, 43, 45, 47 e 48 da planilha garantem estas versões em mais de uma edição; Programas radiofônicos/Podcasts - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Poderão escutar os programas ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Terão transcrição escrita no site para que pessoas surdas possam ler. Os itens 14, 15 e 16 da planilha serão para a inclusão destes conteúdos no site; ACESSIBILIDADE FÍSICA Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Possibilidade de leitura por aplicativos de leitura e tradução disponíveis gratuitamente na internet pois a versão transcrita estará disponível no site Vídeos e posts para redes sociais - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Terão descrição inclusiva nas postagens nas redes sociais para pessoas cegas e com baixa visão; os recursos dos itens 1, 2, 5, 11 e 59 da planilha terão, também esta finalidade. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Terão legenda inclusiva para pessoas surdas os recursos dos itens 1, 2, 5, 11 e 59 da planilha terão, também esta finalidade. ACESSIBILIDADE FÍSICA Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Possibilidade de leitura por aplicativos de leitura e tradução disponíveis gratuitamente na internet pois a versão transcrita estará disponível no site Oficinas e lançamentos - Contrapartidas sociais ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Temos reservados recursos para tutores de pessoas cegas e com baixa visão nos itens 55 e 57 da planilha orçamentária. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Temos reservados recursos para intérpretes de libras itens 55 e 57 da planilha orçamentária. ACESSIBILIDADE FÍSICA Os eventos presenciais e online de lançamento e divulgação do livro e as palestras-oficinas do desenvolvimento do projeto serão realizados em espaços culturais acessíveis a idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Disponibilizamos um tutor caso tenhamos a demanda nos eventos. recursos reservados nos itens 55 e 57 da planilha.

Democratização do acesso

Respeitando os limites do artigo 23 da IN 01/2022 a distribuição e a divulgação do projeto serão feitas de forma a diversificar o acesso em termos geográficos, sociais e econômicos. Vamos valorizar a cultura de grupos minorizados na formação e realizaremos ampla disseminação dos conteúdos para todos os públicos de maneira 100% gratuita! Vamos distribuir esse conteúdo e conhecimento por todo o país (de maneira online e offline). Nesta versão do projeto, teremos a parceria de até redações parceiras e/ou coletivos da região amazônica, que serão apoiadoras no processo de produção e distribuição das formações e produtos deste projeto. Em nosso plano de distribuição teremos 10% dos guias impressos distribuídos para os diferentes patrocinadores e/ou para seus públicos, e os outros 90% serão distribuídos gratuitamente para grupos de pessoas com pouco acesso aos bens culturais e renda. Todos os outros produtos, incluindo o guia, serão distribuídos de maneira gratuita em versões online, possibilitando o livre acesso de populações em todo o Brasil. As formações do projeto que acontecerão em parceria com coletivos e redações parceiras também serão gratuitas e destinadas prioritariamente a públicos com pouco acesso aos bens culturais e baixa renda. Todo o material do projeto será publicado nos sites da Agência Escola de Jornalismo Énois e do próprio projeto sob a licença Creative Commons CC-BY-NC 3.0 BR. Desta maneira, é possível copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, além de remixar, transformar, e criar a partir do material. Além disso, vamos adotar o inciso/medida III do art. 24 da IN no 01/2022 - "permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas" Vale ressaltar que teremos ao menos 5 formações nas medidas de Acessibilidade que poderão se enquadrar no inciso IV item (c) "cinco palestras de pelo menos uma hora de duração com lista de participação para projetos exclusivamente educativos; "

Ficha técnica

O Prato Firmeza parte de um mapeamento da gastronomia da periferia e também de produtores rurais de cidades. Nesta edição, vamos mapear comunidades de populações tradicionais da Amazônia. Para isso, vamos contar com pelo menos 3 consultores/produtores que possam realizar as pesquisas junto com nossa equipe e com as redações parceiras. O objetivo é que tanto os produtores, quanto nossa equipe e redações parceiras estejam alinhados para a produção do guia que será produzido e mapeado por essa equipe em conjunto com dupla de produção cultural em campo. Para isso, vamos partir de uma formação de equipe (presencial/online) que tenha como missão sensibilizar e integrar as pessoas para o trabalho. Vamos começar com uma investigação sobre os afetos e os valores das comunidades, olhar para a comida (da terra ao prato), selecionar e avaliar os locais que produzem alimento, os lugares para comer, a cultura da comida, os pratos, suas histórias e processos de produção e, a partir disso, produziremos os textos para o guia impresso, com o perfil de pratos, mestres e histórias ainda a serem mapeados e escolhidos pela equipe. Este formato será repetido para toda a produção, criando equipes interdisciplinares que reunirão produtores locais, facilitadores locais, comunicadores e jornalistas locais, redações e coletivos parceiross e equipe da Énois. Estas equipes estarão mobilizadas, ainda, para a realização de parcerias de distribuição e eventos online e presenciais para divulgação do projeto. O Proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, pelas contratações, pelas comunicações e ações de divulgação, além da administração do projeto. Principais participantes Kátia Brasil No projeto ela será nossa principal consultora. Mini CVCofundadora da agência de jornalismo Amazônia Real. Formada pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, trabalhou em rádio, jornal e emissoras de TV. Está na segunda posição dos jornalistas +Premiados da Imprensa Brasileira 2021. É feminista e atua em defesa das mulheres em organizações e coletivos que praticam os valores da diversidade, equidade e igualdade étnico-racial. Amanda Rahra Coordenadora de Produção Mini CVFormou-se em Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e é pós-graduada em Gestão da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Criou em 2009, na Casa do Zezinho, ONG da zona sul de São Paulo, uma oficina de com jovens de 15 a 24 anos, onde surgiu o Prato Firmeza. Atua na captação de parcerias para projetos de comunicação, cultura e educação e é cofundadora da Escola e Agência de Jornalismo da Énois. Simone Cunha Coordenadora de Pesquisa: Mini CV Jornalista com mestrado em sociologia, tem experiência na grande imprensa principalmente na área online e impressa, em veículos como Folha de S. Paulo, OGlobo e G1. Para ampliar a compreensão de questões sociais, fez mestrado e trabalho de pesquisa na área de desigualdades sociais e voluntariado. É sócia, editora, roteirista e parceira no desenvolvimento de projetos da Escola e da Agência de Jornalismo da Énois. Carol Pires Coordenadora Geral de Operação: Mini BioJornalista, pós-graduada em gestão de eventos, traz na bagagem anos de experiência em comunicação institucional corporativa, migrando em 2014 para produção cultural e gestão de projetos de movimentos sociais da periferia de SP de onde nasceu e viveu 34 anos. Fez parte do coletivo Imargem, é uma das idealizadoras da Universidade Livre Grajaú e nesse caminho conheceu o Pimp My Carroça, onde integrou por 05 anos o movimento, coordenando projetos de Lei de Incentivo à Cultura. Jessica Mota Coordenadora local de projeto (Região Norte) Mini CVCriada em Belém do Pará, é jornalista formada em Comunicação Social (Mackenzie) e pós-graduada em Estudos Brasileiros (FespSP). Produziu reportagens focadas em direitos humanos e meio ambiente pela Agência Pública e pela Repórter Brasil. Junto da cineasta Alice Riff, co-dirigiu o curta Beiradão/Hup Boyoh, lançado pelo Canal Futura. Participou de trabalhos de reportagem em equipe premiados pelo Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (2016), Prêmio Petrobras de Jornalismo (2015), 31º Prêmio de Direitos Humanos e Jornalismo da OAB/RS e 4º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão. Sanara Santos Produtora de Formações Mini CVNascida e criada na favela da ilha zona leste de SP, Sanara Maria dos Santos Araujo é uma jornalista, mediadora, agente de formação, produtora de quebrada e diretora de fotografia, que descobriu sua paixão pela comunicação em 2018. Como agente de formação no Laboratório Énois coloca em prática as metodologias e ferramentas capturadas durante anos de trocas com jornalistas, redações e outras iniciativas que estão dispostas a incorporar a diversidade como meio de trabalho e produção jornalística. Isabela Alves Coordenadora de Relacionamento com comunidades Isabela Alves, 22 anos, é comunicadora, artista muldisciplinar e escritora. Através de pesquisas sobre decolonialidade, negritude, ovos originários e tecnologia, procura desenvolver seu trabalho enquanto comunicadora e artista de forma transversal, livre e propostiva. Estudou Letras na Universidade de São Paulo,busca dentro da Énois estruturar as comunidades como organismos vivos em um ecossistema. Portifólio: bit.ly/isabelaalves instagram: @isabelascalves_

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-11-30
Locais de realização (3)
Manaus AmazonasBelém ParáSão Paulo São Paulo