| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 11234954000185 | CMPC CELULOSE RIOGRANDENSE LTDA | 1900-01-01 | R$ 235,5 mil |
| 74109828000119 | Terminal Marítimo Luiz Fogliato S.A. | 1900-01-01 | R$ 150,0 mil |
| 05291903000192 | SAGRES OPERACOES PORTUARIAS LTDA | 1900-01-01 | R$ 40,0 mil |
| 74617358000102 | SAGRES AGENCIAMENTOS MARITIMOS LTDA | 1900-01-01 | R$ 40,0 mil |
| 07057278000144 | PORTO SECO ROCHA TERMINAIS DE CARGA LTDA | 1900-01-01 | R$ 20,0 mil |
O projeto ALUNO CIENTISTA refere-se à impressão de um livro sobre as experiências de um personagem infanto-juvenil que agrega literatura e ciência através da jornada deste personagem _ o Aluno Cientista. Através do instrumento multidisciplinar da cultura, buscamos formar novos leitores e crianças com pensamento crítico para analisar e abordar a vida através da compreensão dos fenômenos naturais e biológicos. O uso deste elemento de literatura na abordagem da iniciação científica pretende estimular a nova geração ao contato com o livro físico, a realizar experimentos junto ao personagem principal, saboreando suas provocações e estímulos ao saber científico. Também serão realizadas vinte palestras para alunos de escolas públicas e outras seis palestrasprofessores de Educação Básica de disciplinas, convergentes ao escopo da obra e com distribuição de exemplares aos alunos e professores participantes.
TEXTO DILIGÊNCIA PEDIDO DE DESARQUIVAMENTO DEFERIDO Ajuste a proposta para sanar o motivo do arquivamento e no campo SINOPSE DA OBRA apresente os argumentos em relação ao caráter cultural do projeto, visto que, a priori, um livro sobre "Ciência" não tem natureza cultural. TEXTO RESPOSTA À guisa de uma sinopse da obra: O livro ALUNO CIENTISTA se trata de uma narrativa híbrida, na qual os autores apresentam uma história envolvente e instrutiva sobre três temas entremeados. São estes: 1) História da ciência; 2) Ontologia de um protagonista (a jovem indígena Anaí) e seus conhecimentos primevos; 3) Aplicação do conhecimento científico construído no decurso de séculos de tradição em 36 experimentos detalhadamente explicados e validados pelos autores no Laboratório Educacional Faber Sapiens. Anaí, a protagonista, é uma jovem de 14 anos, proveniente de uma família de povos originários. A cada experimento descrito, Anaí conta um pouco de sua vida e traça paralelos e tensionamentos dos conhecimentos que construiu em sua vida familiar e comunitária. Todas as inserções de Anaí são desenhos feitos pelo artista Sandro Andrade, que contextualiza Anaí em cenários fidedignos de campo e de laboratório, pois o projeto de vida da personagem ficcional é tornar-se pesquisadora. Além do aspecto cultural e artístico intrínseco da narrativa, o livro também é ricamente ilustrado com fotografias feitas por fotógrafo profissional com os autores e seus alunos manejando instrumental de laboratório de Química, Física e Biologia. Logo, não é despiciendo notar que a obra possui valor artístico intríseco por seu aspecto estrutural, que a torna um objetivo de fruição artística e literária. Cabe, aqui, aludirmos o magistério de Edgar Morin, que afirma que “A cultura é, no seu princípio, a fonte geradora/regeneradora da complexidade das sociedades humanas. Integra os indivíduos na complexidade social e condiciona o desenvolvimento da complexidade individual.” (2012, p. 166). Ademais, a linha do tempo dos cientistas relevantes da história, brasileiros e estrangeiros, apresentada na abertura do livro, é toda ilustrada pelo renomado desenhista de livros infantis Alexandre Torrano. Neste trecho a história da ciência é contada por meio da descrição de descobertas revolucionárias de 12 cientistas. É oportuno, mais uma vez, trazer a compreensão do sociólogo Edgar Morin sobre cultura: A cultura reúne em si um duplo capital: por um lado um capital técnico e cognitivo – de saberes e de saber fazer -, que, em princípio, pode ser transmitido a qualquer sociedade, e, por outro lado, um capital específico, que constitui os traços de sua identidade original e alimenta uma comunidade singular em referência aos seus antepassados, aos seus mortos, às suas tradições. (1972, p. 165.) Dentro da perspectiva do sociólogo francês, ciência é cultura, visto ser um capital cognitivo acumulado, discutido, reformulado, reformado e reinventado no decurso de séculos de tradições, tendências e discursos que se entrecruzam, se justapõe e se recombinam em heteróclita manifestação do saber humano sobre os mundos que transita e sobre as dimensões do universo que compreende e explora. Complementa-se a isso o fato do livro ALUNO CIENTISTA não se limitar à mero manual de experimentos ou coleção de protocolos, mas como uma narrativa mista cuja história é contada por uma pessoa de cultura subalternizada, que sonha em complexificar o saber científico com a visão da ternura dos jovens e do cuidado dos povos originários com a natureza e todos seus ciclos, apropriando-se dos saberes-fazeres do mundo científico e os pondo em diálogo com outras comunidades. Não à toa o nome do laboratório em que o livro foi coletivamente construído reflete, sem prévia intenção, a frase de Morin “saberes e de saber fazer”, este hibridismo se ratifica no fato do laboratório estar inserido eu uma galeria de arte e ateliê de artes plásticas, escultura, dança e música popular. Portanto, a natureza cultural do livro, apesar de sua evidência não se mostrar à priori, é, a posteriori, uma obra impregnada de cultura complexa, o que contempla e abraça as incertezas e os conhecimentos que transbordam a disciplinarização sem abdicar das descobertas das ciências e das outras diversas formas pelas quais o ser humano expressa suas emoções e seus pensamentos sobre o mundo. Recorremos, também ao entendimento do antropólogo e etnógrafo Guillermo Bonfil Batalla, que afirmava que “cultura é tudo aquilo que o homem pensa e tudo aquilo que o homem faz”. Outrossim, projeto ALUNO CIENTISTA é uma extensão ou continuidade de outro projeto aprovado, captado, realizado e prestado contas à Secretaria Especial de Cultura. Trata-se do LABORATÓRIO FABER SAPIENS que passou pela mesma sabatina referente à aderência à Lei 8.313/91. Este projeto, que consistiu na criação de um laboratório de pesquisas e que está em amplo uso atendendo muitas crianças do ensino regular do município de Pelotas e região, trazia no seu subtítulo o HOMEM, a CULTURA e a CIÊNCIAS como forma de já nortear a intenção do projeto em firmar este caráter transversal e multidisciplinar da cultura, justapondo o conhecimento indissociável destas esferas e que compõe a estrutura cognitiva e emocional do ser humano. No ser humano, como ser social, há uma relação muito grande entre a CULTURA e a CIÊNICA nas formas de pensar e de representar. Pelo viés antropológico, a cultura científica pode e deve ser definida como uma forma de cultura, um modo de vida. A relação entre natureza, ambiente social e cultura se vê continuamente alterada pelo conhecimento científico, pelas tecnologias, pela inovação, produzindo sempre novos conceitos que vão impactar no modo de vida da sociedade e na sua produção científica, artística ou cultural. O presente projeto ALUNO CIENTISTA vem impregnado do mesmo conceito, e busca, de forma pontual, a aproximação entre a arte, a natureza, a cultura e a ciência. No nosso entendimento, o projeto anterior, por ter sido aprovado na Lei nº 8.313/91, obtendo enquadramento legal na área cultural das Humanidades, trazia como ação adjacente à criação do Laboratório o segmento de Treinamento e capacitação de pessoal, fato que no projeto de edição do livro ALUNO CIENTISTA, na mesma área das Humanidades, já tem subentendida a sua aderência à algum dos termos estabelecidos pelo regimento legal da lei federal de incentivo à cultura descritos na proposta cultural, quando dissertamos sobre os motivos de solicitação do uso do mecanismo de incentivo fiscal para o projeto em tela. Neste ínterim é solicitado de forma assertiva que sejam destacados os objetivos da lei disponibilizados nas disposições preliminares e que têm afinidades aos objetivos do projeto ALUNO CIENTISTA, e que traz expressões abertas e com a amplitude necessária para o entendimento da profundidade em termos de significação e capilarização da cultura no âmbito social e humano. Critérios contidos no art. 1º da lei supracitada, em que ela busca estimular e contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; que busca a promoção da regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, bem como a salvaguarda da sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da nossa sociedade; e por fim, o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória e o desenvolvimento da consciência e respeito aos valores culturais autóctones estão presentes na formação deste projeto não só como aspecto conceitual mas como elementos norteadores das ações a serem desenvolvidas e que têm uma relação estreita e proposital entre conhecimento, educação, ciência e cultura a partir da produção do livro e da realização das palestras para alunos e professores das escolas públicas municipais de Pelotas – RS. Podemos ainda mencionar O Plano Nacional de Cultura (Lei nº 12.343/2010) quando fala das atribuições do poder público (Art. 3°) decide pela sua competência em articular as políticas públicas de cultura e promover a organização de redes e consórcios para a sua implantação, de forma integrada com as políticas públicas de educação, comunicação, ciência e tecnologia, direitos humanos, meio ambiente, turismo, planejamento urbano e cidades, desenvolvimento econômico e social, indústria e comércio, relações exteriores, dentre outras; (Inciso VII). O manual publicado em outubro de 2013 intitulado As metas do Plano Nacional de Cultura, e que aborda de forma educativa a Portaria MinC nº 123/2011 que aprova estas metas ainda vigentes, traz texto intitulado “O cenário da Cultura no Brasil em 2020” e que assevera que até o ano de 2020 as políticas culturais teriam passado por diversas transformações, sendo desenvolvidas políticas para fortalecer a relação entre a cultura e áreas como a educação, a comunicação social, o meio ambiente, o turismo, a ciência e tecnologia e o esporte. Essa concepção compreende uma perspectiva ampliada da cultura, na qual se articulam as dimensões simbólica, cidadã e econômica. Todas essas dimensões somente se realizarão plenamente com uma mudança na forma de compreensão e gestão da Cultura. A META 19 do PNC estabelece o aumento em 100% no total de pessoas beneficiadas anualmente por ações de fomento à pesquisa, formação, produção e difusão do conhecimento. Faz parte da mensuração dos resultados desta meta, em análise ao site www.pnc.cultura.gob.br as 63 bolsas concedidas em 2018 pela Fundação Casa de Rui Barbosa por meio do Programa de bolsas de incentivo à produção do conhecimento técnico e científico das quais 15 eram referentes às cotas do CNPQ. Estabelecido o Plano Nacional de Cultura, os planos estaduais seguem mesmo padrão de constituição. Aqui no Rio Grande do Sul o Plano Estadual de Cultura (Lei nº 14.778/15) traz também como objetivos centrais (Art. 3º) a proteção e promoção do patrimônio ambiental, científico e cultural, material e imaterial (Inciso III) e o estimulo ao pensamento crítico e reflexivo em torno dos valores simbólicos que a cultura, de forma abrangente, representa no meio social (Inciso VIII). Nestas metas do PEC, o item 2.33 sugere fomentar, por meio de editais públicos e parcerias com órgãos de educação, ciência e tecnologia e pesquisa, as atividades de grupos de estudos acadêmicos, experimentais e da sociedade civil que abordem questões relativas a todas as formas de cultura, passando por toda sua diversidade. Ressaltamos, ainda e concluindo, o que expressa a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural da Unesco, em seus artigos iniciais, em que trata da diversidade e pluralismo: Artigo 1º – A diversidade cultural, patrimônio comum da humanidade - A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade manifesta-se na originalidade e na pluralidade das identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é tão necessária para o gênero humano como a diversidade biológica o é para a natureza. Neste sentido, constitui o património comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras. Artigo 2º – Da diversidade ao pluralismo cultural - Nas nossas sociedades cada vez mais diversificadas, torna-se indispensável garantir a interação harmoniosa e a vontade de viver em conjunto de pessoas e grupos com identidades culturais plurais, variadas e dinâmicas. As políticas que favorecem a inclusão e a participação de todos os cidadãos garantem a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e a paz. Definido desta forma, o pluralismo cultural constitui a resposta política à realidade da diversidade cultural. Inseparável de um contexto democrático, o pluralismo cultural é propício aos intercâmbios culturais e ao desenvolvimento das capacidades criadoras que nutrem a vida pública. Artigo 3º – A diversidade cultural, fator de desenvolvimento - A diversidade cultural amplia as possibilidades de escolha à disposição de todos; é uma das origens do desenvolvimento, entendido não apenas em termos de crescimento econômico, mas também como meio de acesso a uma existência intelectual, afetiva, moral e espiritual satisfatória. Pela solicitação expressa na diligência após o desarquivamento da proposta, buscamos identificar e situar com maior precisão os aspectos culturais contidos nela, e que entendemos ser suficientes e válidos para justificar solicitação de apoio à Lei de Incentivo à Cultura. Pretende-se, com a presente proposta, fazer uma abordagem e leitura científicas sobre elementos diretamente ligados à cultura primando pelo saber investigativo e a compreensão científica de seus fenômenos e realidades. O livro ALUNO CIENTISTA traz esta perspectiva crítica, reflexiva e complexa. Não obstante o livro tenha um aspecto literário, sendo que o texto e contexto se passa pela experiência de um ALUNO CIENTISTA, narrativa esta em primeira pessoa, todo o conteúdo do livro, utilizados nas palestras para alunos e educadores, sob coordenação pedagógica do professor Doutor Guy Barcellos, o livro dá ênfase na liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber e visando, fundamentalmente, reconhecer, oferecer e avaliar explicações para fenômenos naturais e tecnológicos; avaliar, descrever e planejar investigações científicas e propor formas de abordar questões cientificamente; Interpretar, analisar e avaliar dados e evidências cientificamente, tirando conclusões científicas apropriadas (OECD, 2013, p.7). O saber científico, quando divulgado e ressignificado, passa a ser um dado assimilado culturalmente, porque as pessoas tornam-se capazes de elaborar um raciocínio científico através do conhecimento e experimentos. Passa a ser a ciência entendida pelas pessoas que não tinham acesso a ela, na medida em que elas se apropriam destes saberes, tornando-se cultura. Dado que se busca divulgar o conhecimento científico com vistas a melhor compreender a história e a cultura locais, as pessoas envolvidas irão adquirir e assimilar esta cultura, que antes era restrita e circunscrita aos laboratórios acadêmicos e/ou industriais. Conforme o teórico crítico da história da ciência, Attico Chassot (2011)*, a ciência é um modo de cultura, feito por homens e mulheres para ler a natureza por meio dos óculos da racionalidade. Isto posto, pode-se afirmar que o projeto da edição do livro ALUNO CIENTISTA além de se adequar ao escopo da lei, cujo fulcro consiste em história e, também será um potente espaço para a validação de saberes populares estigmatizados, subalternizados e marginalizados por discursos positivistas e que não valorizam a arte e cultura popular por supostamente não gozarem do mesmo estatuto e prestígio do saber científico. Usar-se-á as ferramentas da ciência para reiterar o valor e a relevância que representam arte e cultura para uma comunidade, por meio da democratização do conhecimento, popularização do saber científico e debate epistêmico, valorizando a experiência comunitária e os saberes primevos. CHASSOT. Alfabetização Científica: questões e desafios para a educação. 5. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2011. MORIN, Edgar. O método 5: a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina, 2012. MORIN, E. O paradigma perdido: a natureza humana. Lisboa: Europa-América, 1984.
OBJETIVO GERAL Formar jovens e crianças para a compreensão científica dos aspectos culturais, históricos e sociais sob uma perspectiva crítica, reflexiva e complexa através do suporte à pesquisa e à experimentação em sala de aula, proporcionando ao público que puder acessar o "Aluno Cientista" uma verdadeira alfabetização científica. O objetivo geral ou escopo da presente proposta vai ao encontro dos incisos I, V, VII e XI do art. 2º do Decreto 10.755, de 2021,de maneira a valorizar as várias matrizes e formas de expressão da nossa cultura nacional, buscando a ampliação do acesso da à produção dos bens culturais voltada a obra literária de valor humanístico, valorizando e fortalecendo os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura, prezando artistas, técnicos e estudiosos da cultura brasileira, seja no aspecto artístico ou antropológico, representando o patrimônio social em sua soma de padrões dos comportamentos humanos e que envolve: conhecimentos, experiências, atitudes, valores, crenças, religião, língua, hierarquia, relações espaciais, noção de tempo, conceitos de universo, por exemplo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Finalizar e editar a obra literária ALUNO CIENTISTA; Produzir, publicar e distribuir 5.000 exemplares da obra; Proporcionar 26 palestras para alunos (20) e professores (6) do município de Pelotas como forma de subproduto do projeto, e que tem importância fundamental no estímulo à leitura. Impactar um número de 390 pessoas, entre alunos e professores, pelas palestras e distribuição individual dos livros, trabalhando a formação, a inclusão e a cidadania; Promover o acesso à arte e à cultura pelo viés da interpretação científica, sem estimativa da quantidade de pessoas impactadas;
O projeto ALUNO CIENTISTA, criado pelo professor doutor Guy Barcellos, é um livro que agrega literatura e ciência através da jornada do personagem Aluno Cientista. Através do instrumento multidisciplinar da cultura, buscamos formar novos leitores e crianças com pensamento crítico para analisar e abordar a vida através da compreensão dos fenômenos naturais e biológicos. O uso deste elemento de literatura na abordagem da iniciação científica pretende estimular a nova geração ao contato com o livro físico, a realizar experimentos junto ao personagem principal, saboreando suas provocações e estímulos ao saber científico. O livro será distribuído à rede pública escolar de Pelotas e Zona Sul do Estado do RS _ conforme plano de distribuição _ e será o fio condutor da palestra denominada Ciência & Cultura a serem desenvolvidas pelos professores Guy Barcellos e Ricardo Assumpção junto ao laboratório Faber Sapiens, sito no Porto de Pelotas/RS. O conteúdo versará sobre a compreensão do local onde se vive, de seus valores culturais, de seus aspectos evolutivos, suas características químico-biológicas e seus micro detalhes sob o prisma da iniciação científica. Junto a esta narrativa cultural, o livro também disponibilizará experimentos científicos através do qual o Aluno Cientista estimulará a leitura e a compreensão científica de fenômenos naturais. Pelotas é uma cidade muito peculiar. Secular, esta cidade viveu apogeus econômicos ligados à sua atividade portuária e de serviços. Hoje, após o declínio deste modal, a Zona do Porto ficou, durante décadas, estagnada, devido ao desemprego e marginalização da sociedade mais vulnerável. Mesmo assim, a cidade continuou a crescer e a desenvolver seus símbolos, quase sempre lincados à cultura, força maior identitária pelotense. Da mesma forma, as periferias também cresceram, desordenadamente, rompendo o plano geográfico e ocupando todas as partes da cidade pobre. O livro Aluno cientista busca sobressaltar a Pelotas literata e suscitar a visão acerca da complementariedade da arte com a ciência. O projeto ALUNO CINETISTA, tem aderência aos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, em especial ao I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Referente ao cumprimento do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, cujos incisos foram transcritos no parágrafo anterior, o presente projeto atende ao seguinte OBJETIVO (Art 3º): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
PALESTRASA partir da determinação por parte do proponente de promover a distribuição gratuita dos exemplares da obra, o produto CONTRAPARTIDA SOCIAL foi deletado e lançamos o Produto PALESTRAS no lugar, mantendo o mesmo objetivo de atender, através de palestras que terão o conteúdo do livro como base de desenvolvimento, os alunos de anos finais de escolas estaduais e municipais e os professores de Educação Básica de disciplinas convergentes ao escopo da obra, como forma de promover o incentivo à leitura. Serão 26 encontros no decorrer do ano de 2023, com a presença física de 15 pessoas por encontro, totalizando 390 indivíduos.LIVRO Apresentamos uma sinopse de conteúdo, sendo que este material, e outros mais que estão em processo final de elaboração, serão apresentados em primeira pessoa, tendo como “locutor”, no livro, o ALUNO CIENTISTA conduzindo o leitor pelas descobertas, conhecimentos e experiências que traz a obra. Prefácio Eis aqui uma obra portadora de futuro!! Com essa frase começo a definir a obra que hoje apresento. A máxima antecipação do letramento científico, a formação baseada na experimentação e o desenvolver do fascínio dos alunos pela ciência é a base para um futuro melhor. Por mais relevante que seja a qualificação da formação científica dos cientistas atuais, nada é mais poderoso do que o aumento da “alfabetização científica” de uma população. Nunca se falou tanto em ciência nesse nosso Brasil e mesmo assim, presenciamos atônitos os discursos negacionistas fazerem mais eco na população do que a massiva exposição científica na mídia. Mas, porque esse, pode-se chamar de “negacionismo oficial”, corresponsável pela maior tragédia humanitária vivida pelo Brasil em todos os tempos encontra tanto eco? Governantes não transformam a população, eles apenas encontram terreno “fértil” para disseminar o negacionismo científico. Essa “fertilidade”, infértil, se dá justamente por termos um baixíssimo grau de letramento científico. Por mais que a ciência mostre, as informações não científicas se disseminam em velocidade exponencial. Os cientistas e os jornalistas científicos sentem-se totalmente amordaçados como se gritassem o mais alto que podem e mesmo assim não fossem escutados. E realmente não são, ou pelo menos não são compreendidos. Assim, paralelamente a qualificação da ciência nacional e da sua divulgação de massa, é indispensável o aumento do grau de alfabetização científica da nossa publicação. E o mais cedo possível! Além de precoce, o processo tem que ser assertivo, não há espaço para erros, pois temos de vencer o discurso corrente e o discurso que boa parte dos alunos escuta nos próprios lares. Nesse sentido, eis aqui uma obra portadora de futuro. A obra aborda em seu início, questões base como “O que é Ciência?”; “História da Ciência – Linha do tempo”; “Busca ou Pesquisa?”; “Prática ou Experimento?” e “Compreendendo o método”. Nessa etapa os autores habilmente situam o usuário da obra, tanto professores quanto alunos. A partir daí, uma longa e inquietante sequência de dezenas de experimentos compreendendo “passeando” pela biologia, pela física, pela química, astronomia e tantos outros campos da ciência. Experimentos dos mais variados desde a microscopia e passando por testes de pH, desnaturação de proteínas, detecção de amido em alimentos, extração de óleos vegetais, modelagem de fósseis, extração de DNA Vegetal, fotossíntese, fermentação alcoólica, cinética química, germinação, mini-ecossistema, eletroímã, bússola, galvanômetro, eletroquímica, eletrólise da água, eletrofloculação, eletrostática, espectroscopia, descompressão de álcool, ovo sulfuroso, evolução do olho, diferenças de solubilidade, modelagem de nebulosas, até a acidificação dos oceanos. E o que se espera com tudo isso? Que toda essa prática, oferecida aos professores e alunos e tão ricamente descrita na obra, possa difundir de forma mais concreta e interativa conceitos científicos abordados envolvidos no experimento em questão. E, com isso, despertar nos alunos o pensamento científico, a lógica por trás do conhecimento. Certamente os alunos pensarão de formas diferentes se constantemente expostos a esse tipo de didática baseada na ciência. Poderão, a cada dia, pensarem e refletirem sobre o que está por trás de cada conhecimento que permeia a vida deles. Como descobriram esse medicamento? Como desenvolveram esse material? Como fazem esse alimento? Como desenvolveram essa vacina? Como eles sabem que usar máscara funciona? Como eles sabem como esse vírus se dissemina? Assim, o pensamento e o ponto de vista lógicos e científicos vão se fortalecendo e as falácias e negacionismos começam a não encontrar mais terreno fértil, governantes negacionistas reduzirem seu alcance na população e a sociedade vai se reforçando e desenvolvendo. Por isso, termino esse prefácio, com a mesma frase que comecei. Eis aqui uma obra portadora de futuro. Capítulo 1: O que é Ciência? Muitos perguntam o quê é ciência? Para quê serve? e o quê a ciência responde. Alguns chegam, equivocadamente, a pensar que a ciência responderia perguntas como: qual o sentido da vida?; de onde viemos?; para onde vamos?; o que existe depois da morte?; quem criou o mundo?; por que o mundo é como é?... Essas são perguntas as quais a ciência não se ocupa em responder, nem deve(ria) ocupar-se. A ciência, dado seu modus operandi, não possui um objetivo único, uno ou universal, a ciência não funciona de um jeito, e a ciência não é uma É uma complexa e heteróclita manifestação cultural e, portanto, humana. Além disso, a ciência não é “boa” nem “má”, não é moral nem imoral, é amoral, ou seja, não possui uma ética. Tem a ética de quem aplica seus conhecimentos. Pode-se, então, afirmar que a ciência está além do bem e do mal? Sim e não. Sim, porque a ciência produz um conhecimento que, em mãos erradas, pode ser usado para o mal, para a exploração humana e para a destruição do meio ambiente. O conhecimento científico pode ser aplicado de várias formas e usado para diversos fins devido à sua imensa potência. Pode ser perigoso se manejado com irresponsabilidade, sem considerar as implicações para a condição humana e para o bem-estar planetário. Quem aplica o conhecimento científico deve fazê-lo de maneira responsável, humanizante e cuidadosa. O conhecimento científico que nos levou à revolução industrial foi também um catalisador importante de desigualdades sociais, de degradação da vida como um todo e da opressão de vários grupos humanos. Enquanto alguns gozam das benesses do desenvolvimento dos smartphones e dos aviões de passageiros, outros morrem em guerras com ataques por drones e bombardeios aéreos. Pode-se dizer que a responsabilidade não é somente dos cientistas, mas também de todos os cidadãos, principalmente os de poder político. Não se pode barrar a elucidação dos fenômenos, pois essa sim é o objetivo da ciência. É inaceitável barrar a produção de conhecimento por receio que este seja usado de forma errada, outrossim é necessário que haja uma vigilância sobre as condutas de quem aplica o conhecimento científico. Por esta razão, existem, nas universidades e instituições de pesquisa científica, comitês de ética e bioética que avaliam e autorizam os objetivos e os métodos utilizados pelos pesquisadores. É importante constar que “científico” e “ciência” são termos polissêmicos. É subjetivo dizer que uma asserção é “científica” ou não. Pode-se pensar que ciência é apenas uma hipótese submetida a um experimento ou a teoria que pode ser refutada. Ainda se pode dizer que é científico aquilo que a comunidade científica julga como tal. A ciência foi descoberta? Não, ela foi criada, é um artefato, um fenômeno cultural. A ciência não foi descoberta, existem descobertas feitas trâmite sua existência e funcionamento, por meio dos procedimentos que se desenvolveram nela. Não é uma descoberta, é um advento, é uma manifestação cultural, uma atividade humana inerente à condição humana na qual há permanente e inquebrantável curiosidade. Talvez essa curiosidade seja um dos grandes catalisadores da ciência. Ademais, a grande necessidade de debelar as forças da natureza visando a um melhor desempenho geraram no ser humano essa potência de curiosidade. Talvez por meio de seleção natural daqueles que tinham essa curiosidade e, portanto, servia a eles como uma maneira para melhor legar e perpetuar seus genes. A ciência é movida por curiosidade e talvez, nas suas primícias, tenha sido somente curiosidade, principalmente em relação a natureza.. Qual é o perigo do pensamento cientificista? Bachelard (1884-1962) disse que não existe nada mais anticientífico do que o cientificismo, porque a ciência requer uma abertura de pensamento, um alargamento do horizonte do compreensível pelo pensamento racional. A ciência deve permitir uma visão do todo, uma visão do cenário geral, que não exclua as múltiplas possibilidades, porém, a visão cientificista é limitada e limitante, pois desconsidera a pluralidade dos métodos. Esse tipo de visão limitada foi um dos grandes entraves para Charles Darwin (1809-1882) fazer a exposição e o estabelecimento da sua teoria na comunidade científica da época, porque Richard Owen (1804-1892) alegava que Darwin estava fugindo dos cânones estabelecidos, que a teoria da evolução por seleção natural ia contra os paradigmas e, portanto, era inválida. Esta história corrobora o pensamento de Thomas Kuhn (1922-1996), epistemólogo, que dizia ser “científico” aquilo que a comunidade científica aceita como tal, por razões não necessariamente filosóficas ou metodológicas, as vezes por razões pessoais, subjetivas e, até mesmo, mercadológicas. Kuhn é muito assertivo no momento em que afirma ser a ciência um construto social ao qual outorga-se a chancela de qualificar proposições e teorias (BORGES, 2007). Também cumpre apontar para a insuficiência do positivismo simplista frente a complexidade dos fenômenos a serem estudados pela ciência. Na lógica positivista todo o conhecimento derivaria da experiência, que somente aquilo que pode ser “provado” pela ciência pode ser considerado válido. Contudo, muitas descobertas, sobretudo aquelas no campo da Física moderna, mostraram-se além das simplificações positivistas, uma vez que muitas teorias surgiram antes das experimentações que as elucidavam. Na concepção de Karl Popper (1902-1994) há uma modificação em relação ao positivismo, uma vez que, para o autor, o pensamento científico é aquele passível de refutação, ou seja, já não existe a ideia de que o conhecimento científico “é comprovado” e validado pela experiência empírica. Popper diz que uma hipótese pode ser refutada ou corroborada, outrossim o conhecimento científico deve estar aberto à permanente revisão. No método hipotético dedutivo uma hipótese é submetida a testes, sendo corroborada ou refutada (confirmada ou falseada). Nada pode ser comprovado, porque na ciência não existem verdades absolutas, existem apenas verdades provisórias e elas podem, por um tempo, viger até serem refutadas e substituídas por outras. Nessa perspectiva, pode-se entrar na ideia de Kuhn de que existem períodos de ciência normal e então ocorrem revoluções que desarranjam o status quo, levando, posteriormente, outros novos períodos de ciência normal. A mudança da física newtoniana para a einsteineana, do fixismo ao evolucionismo, do consciente para o inconsciente, do flogisto para a combustão são exemplos de revoluções (CHASSOT, 2004). A ciência opera dentro de regimes pré-estabelecidos até que começam a falhar as explicações para explicar os fenômenos. As revoluções surgem a partir de momentos específicos nos quais surge uma espécie de fissura e o conhecimento que a comunidade científica consagrou se esgota, implode, como foi com o geocentrismo para o heliocentrismo. Naturalmente, nem sempre é um processo tranquilo… Após uma revolução, na visão de Kuhn, a tendência é que ocorram reacomodações e que as teorias novas passem a integrar os axiomas da ciência normal. Os chineses navegaram até os confins do mundo achando que a Terra era plana. Muito se navegou considerando que o Sol girava em torno da Terra. Houve alguma evolução na biologia e na medicina se pensando que os seres vivos tinham sido criados em sete dias… Isso quer dizer que a é possível haver alguma funcionalidade tecnológica mesmo que se esteja elaborando em equívocos científicos ou sobre premissas equivocadas. Certa vez um aluno perguntou ao seu professor de ciências se agora nós temos certeza que a Terra gira ao redor do Sol. O professor respondeu que sim, que se tem tanta certeza disso quanto na época em que se pensava que o Sol girava em torno da Terra. Logo, a ciência nada mais é que nosso estado atual de ignorância. Nossa limitação também reside no fato de que os sentidos humanos não captam todos os fenômenos, pois são necessários aparelhos para identificar determinadas ondas e de equipamentos para identificar alguns fatores que a nossa visão, olfação, tato e audição não são capazes de detectar. O que mais será que existe de oculto? Até pouco tempo poucas pessoas pensavam que milhões de neutrinos estão nos atravessando, no entanto, uma câmara de neblina pode detectar sua presença. Ademais, as ideias sobre ciência de Paul Feyerabend (1924-1994) são uma lufada de ar fresco, pois alega que o conhecimento científico existe há pouco tempo e que a humanidade fez muita coisa sem ele. O conhecimento científico como se conhece hoje em dia, foi fundado por Galileu Galilei a menos de 400 anos. A ciência e seu método são criações recentes cuja contribuição se divide igualmente entre benefícios e malefícios. Feyerabend lança um pertubador questionamento sobre a respondabilidade do conhecimento científico na deterioração da biosfera. Eis algo a ser alvo de profundas relfexões. A tecnologia que brotou da nossa ciência talvez seja uma das maiores razões de nós estarmos vivendo uma extinção em massa sem precedentes na Terra. O planeta estar passando por alterações antrópicas que poderão acabar nos aniquilando pode, talvez, ser um produto do desenvolvimento tecno-científico aplicado de maneira inescrupulosa. Nosso conhecimento científico ofereceu muito pouco aos povos com os quais entraram em contato. Os orientais viveram bem sem a ciência ocidental por séculos, os pré-colombianos viveram por séculos sem a ciência européia. O que, de fato, temos é uma série de confortos, mas a que custo humano? Feyerabend diz que o conhecimento científico precisa ter uma função social - não no sentido utilitarista - uma capacidade de transformação positiva na vida das pessoas. Precisa ser construído de várias formas possíveis para que ele possa ser enriquecido e crescer, mas sobretudo, que a ciência não pode agarrar-se somente a um método. Quanto mais métodos forem desenvolvidos, melhor e mais rico se torna o conhecimento científico. Em suma, o pensamento de Feyerabend apela para o pluralismo de ideias, de métodos e a desobediência epistêmica, pois foi na trangressão das regras vigentes que Galileu, Darwin e Freud operaram as maiores revoluções do pensamento. Mas o que é a ciência, afinal? É um fenômeno cultural, e cultura é tudo aquilo que se o ser humano faz e pensa. A ciência é um fenômeno cultural construído ao longo da história de várias formas. A ciência é o que é e anda como anda devido a possibilidade de haverem várias vias para diversos métodos que nos levam a explicações nem sempre complementares e, às vezes, conflitantes mas belíssimas e potentes sobre a natureza na qual nos inserimos e da qual fazemos parte. Infelizmente a potência deste conhecimento pode conduzir a destruição da biosfera, e portanto, a ameaçar um devir sublime. Finalmente, cabe dizer que a verdadeira ciência é também um ato de consciência. O conhecimento científico é somático, cumulativo? Muitas vezes o conhecimento científico novo se sobrepõe, outras vezes antes do conhecimento novo chegar o antigo se perde por alguma razão histórica ou política. Mas o conhecimento científico pode ser acumulativo. Não necessariamente o é. Vejo como algo elíptico, espiralado, pois existem retornos e obliterações. Então ele pode ser cumulativo, mas não necessariamente o é, ele é metamórfico. Ele pode ser cumulativo, costuma ser metamórfico e ele pode ser sedimentar, a ciência vai se construindo como um mosaico, um quebra cabeças vivo. Na perspectiva de um pensamento complexo, como se pode interligar o pensamento das várias áreas da ciência? A visão da complexidade é uma visão desapaixonada, porém entusiástica e poética. É uma visão não-dogmática e altamente dialógica. Um dos maiores filtros que se pode ter da “intenção científica” de um conhecimento, de uma hipótese ou de um procedimento é a abertura ao diálogo, à crítica e à possibilidade de ser questionado, portanto não incorrendo a a expedientes dogmáticos. A visão da complexidade é seu pensamento que busca conectaré um pensamento de ampliar e conectar, ligar conhecimentos que foram separados para uma elucidação a partir de uma redução de variáveis e portanto de perceber que o próprio DNA e RNA, ou seja os nucleotídeos e as proteínas que são fenômenos que ocorrem dentro da biologia - e fazem parte do mundo físico-químico - têm propriedades linguísticas de duplicação, replicação, transcrição, tradução, expressão (MORIN, 1973). A complexidade é a visão científica de que a separação cartesiana, talvez necessariamente feita e demarcada, necessita de uma reconexão dos conhecimentos para que possam se tornar uma forma de emancipação do ser humano. Para que os saberes possam se tornar mais potentes no sentido de ampliar as possibilidades, de alargamento de visões de mundo e de democratização das expressões que cada um escolhe para sua essência. É uma percepção de que é a diferença que irmana a humanidade. O que é progresso científico? Progresso é sempre a abertura de novas possibilidades, de novos horizontes e a solução de problemas ainda insolúveis. Por exemplo, um grande progresso científico é quando um telescópio novo permite que se enxerguem nebulosas e, portanto se corroborem teorias que antes ainda não encontravam uma validação experimental e a partir dessa tecnologia surgem dados que permitem a possibilidade da emergência de novas teorias com hipóteses que ainda serão estudadas e com problemas que ainda serão solucionados.O progresso científico é a caminhada, caminante no hay camino se hace camino al andar… e só é um progresso de fato quando ele está ligado a melhoria do bem estar social. O que é o progresso da sociedade? Ele depende do progresso da ciência? Não necessariamente. O progresso da sociedade, é o bem estar social, os três S’s de Agostinho da Silva: Saúde, Sustento e Saber. Se as pessoas tiverem saúde, sustento e saber, este sustento e esse saber for advindo do conhecimento científico aplicado para tal, existe uma possibilidade de correlação do progresso científico com o progresso da sociedade. O conhecimento científico e seu progresso só poderão fazer progredir a sociedade para um fim de bem estar social, de distribuição de renda, de respeito aos direitos humanos, de educação global, de desenvolvimento sustentável se o conhecimento científico e a ciência estiverem sendo trabalhados para, utilizados para, aplicados para a melhoria da condição humana que está intrinsecamente ligada ao aprimoramento da qualidade da relação do ser humano com o meio na qual ele se insere, ou seja, o progresso da ciência não está ligado ao progresso da sociedade, mas ele precisa/deve estar. Se a ciência está progredindo e a sociedade está regredindo, se há bombas nucleares capazes de destruir dez vezes a Terra e o povo está passando fome, isso significa que a “Ciência-Golem” (CHASSOT, 2004) está em ação. Contudo, temos a convicção de que somente a força da educação crítica é capaz de deter o Golem. CAPÍTULO 2: História da Ciência Linha do tempo - Grandes Invenções e Descobertas ANTIGUIDADE 1. Tales de Mileto (624 AEC - 558 AEC) Filósofo e Matemático grego, considerado um dos fundadores do pensamento ocidental. Seu legado apresenta contribuições para a Astronomia, Matemática e a Filosofia. 2. Hipócrates (460 AEC - 377 AEC) Médico grego que lançou diversos fundamentos das ciências médicas por meio de descrições clínicas para diagnóstico e tratamento, além de teorias sobre infecções e epidemias. Também legou escritos com descrições anatômicas e procedimentais. 3. Euclides (século III AEC - ?) Matemático grego fundador daquela que ficaria conhecida como “Geometria Euclidiana”, de duas e três dimensões, na qual se pode conceber qualquer tipo de forma teoricamente. 4. Arquimedes (287 AEC - 212 AEC) Filósofo, Inventor, Físico e Matemático, conhecido principalmente pela fundação da hidrostática e da estática por meio da descrição da lei da alavanca e da lei de empuxo. 5. Eratóstenes (276 AEC - 194 AEC) Matemático, Poeta, Gramático, Geógrafo e Astrônomo. Ficou conhecido pelo experimento realizado para calcular a circunferência da Terra, proeza que logrou com êxito espantoso para a época (somente 20% de erro), visto ter utilizado matemática e materiais simples. 6. Tito Lucrécio Caro (99 AEC - 55 AEC) Poeta e Filósofo, sintetizou o materialismo atomista em sua célebre obra “De Rerum Natura”, na qual também apresentou ideias que antecederam a microbiologia, sustentando a existência de seres invisíveis que causavam doenças. Também desenvolveu uma noção rudimentar da teoria dos fótons. 7. Claudius Ptolemaeus (100 EC - 168 EC) Matemático, Astrônomo e Geógrafo. Baseando-se no sistema de mundo de Aristóteles desenvolveu um sistema geométrico-numérico para descrever os movimentos no céu. Sua obra mais conhecida é Almagesto, na qual propõe o modelo Geocêntrico. 8. Hipácia de Alexandria (? - 415 EC) Foi responsável pelo mapeamento de corpos celestes. Também aproximou conceitos filosóficos neoplatônicos ao pensamento matemático em seus escritos e aulas no Serapion. Também desenvolveu instrumentos de medida ente eles um hidrômetro. Foi comentadora da Obra de Ptolomeu e escreveu tratados na área da ágebra e matemática euclidiana. Foi perseguida e executada por fanáticos religiosos que não aceitavam suas convicções filosóficas. IDADE MÉDIA 1. Roger Bacon (1214 EC - 1292 EC) Padre, filósofo, físico, alquimista e inventor. Célebre nos seus estudos da natureza especialmente por fundamentar-se na matemática e empirismo, contribui imensamente para a óptica que permitiram que instrumentos ópticos pudessem ser inventados, como óculos, telescópio e microscópio. 2. Johannes Gutenberg (1398 EC - 1468 EC) Desenvolveu um sistema mecânico de tipos móveis (Imprensa), tendo assim papel fundamental no desenvolvimento da Renascença e da revolução científica, lançando bases a disseminação em massa da aprendizagem. 3. Nicolau Copérnico (1473 EC - 1543 EC) Astrônomo, jurista, matemámtico e médico polonês que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Sua teoria do Heliocentrismo, apresentada em seu livro “Revolutionibus”, publicado após sua morte, é considerada a base para uma das maiores revoluções científicas. 4. Giordano Bruno (1548 EC - 1600 EC) Postulou a ideia de um Universo infinito e repleto de estrelas e planetas como o Sistema Solar. Grandes contribuições para a Filosofia, a Astronomia e a Arte. 5. Galileu Galilei (1564 EC - 1642 EC) Matemático italiano que corroborou o heliocentrismo copernicano. Uso científico do telescópio, crateras da lua, fases de vênus, descobriu estrelas e satélites naturais. IDADE MODERNA 1. Anton van Leeuwoenhoek (1632 EC - 1723 EC) Cientista e óptico holandês. Um dos criadores do microscópio com aumento de mil vezes, também fez importantes observações e descrições de células e tecidos. Além disso, é o responsável pelo descobrimento das bactérias e dos protozoários. 2. Robert Hooke (1635 EC - 1703 EC) Descobrimento da Célula, invenção do microscópio composto, invenção da junta universal (ferramenta de Engenharia), construção do primeiro telescópio refrator e do gregoriano, criação da mola de ajuste fino, contribuição para o fabrico de relógios precisos, primeiro relógio portátil de corda e invenção da bomba de ar. Aperfeiçoamento do barômetro, higrômetro, anemômetro, pluviômetro, da bomba de vácuo. Projeto arquitetônico de Londres após o incêndio de 1666. Contribuições para a Zoologia, Paleontologia, Física e Astronomia (descoberta de estrelas e da rotação de Júpiter). Criação da mola e a teoria da elasticidade. 3. Isaac Newton (1643 EC - 1727 EC) Contribuições para o Cálculo e Matemática em geral, construção do telescópio refletor, descobertas na área da Óptica (reflexão e polarização da luz), criação das leis que explicam os comportamentos dos objetos. 4. Antoine Laurent Lavoisier (1743 EC - 1794 EC) Pai da Química Moderna. Descobrimento de que a água é um composto. Corroboração de que a combustão e a oxidação do oxigênio são a combinação deste gás com outros elementos. 5. Louis Pasteur (1822 EC - 1895 EC) Teoria microbiológica da doença (descoberta sobre causa e prevenção de doenças), criação da vacina antirrábica e invenção do processo de pasteurização. 6. Sophie Germain (1776 EC - 1832 EC) Pioneira na Teoria da Elasticidade e contribuição à Teoria dos Números. IDADE CONTEMPORÂNEA 1. Alexander von Humboldt (1769 EC – 1859 EC) Naturalista e geólogo prussiano (atual Alemanha) que lançou os fundamentos da Ecologia (estudo da relação entre seres vivos e seus meios), descreveu inúmeras espécies vegetais e animais, também foi o primeiro a entender a natureza como um organismo vivo. 2. Mary Anning (1799 EC – 1847 EC) Paleontóloga britânica que deu contribuições para a Paleontologia e Descoberta do primeiro Ictiossauro do Plesiossauro, entre outros fósseis. 3. Charles Darwin (1809 EC - 1882 EC) Naturalista inglês Fundador do Evolucionismo, produto de décadas de viagens a campo, coletas, comparações, descrições, teorizações e pesquisas. Descoberta da evolução biológica por meio da seleção natural do mais adaptado ao meio. Contribuições para a Antropologia, Botânica e Zoologia. 4. Gregor Mendel (1822 EC - 1884 EC) Considerado o Pai da Genética, suas pesquisas com cruzamento de ervilhas deram origem as suas famosas leis da Hereditariedade, sobre como se comportava a transmissão de caracteres hereditários. 5. Marie Curie (1867 EC - 1934 EC) Cientista franco-polonesa que descobriu dois elementos radioativos (Polônio e Rádio). Realizou pesquisas pioneiras na área de radioatividade e contribuições para a Física Nuclear e a Química Nuclear. 6. Thomas Alva Edison (1847 EC - 1931 EC) Aperfeiçoou diversas tecnologias como o fonógrafo e ditafone(que gravavam e reproduziam sons), cinematografo (primeira câmera de cinema funcional) alem da lâmpada elétrica incandescente estável. 7. Nikola Tesla (1856 EC - 1943 EC) Inventor europeu que realizou diversas contribuições para a compreensão do eletromagnetismo, criação do primeiro controle remoto e inovações para o uso prático da corrente alternada. 8. Padre Roberto Landell de Moura (1861 EC - 1928 EC) Inventor brasileiro que realizou a primeira transmissão de sons (voz humana) e sinais por ondas eletromagnéticas. 9. Alberto Santos Dumont (1873 EC - 1932 EC) Inventor brasileiro que criou e pilotou os primeiros balões dirigíveis com motor de combustão. Também o primeiro a criar e decolar um avião auto-propelido. 10. Sigmund Freud (1856 — 1939) Médico neurologista e psiquiatra, criador da psicanálise, desenvolveu uma visão biopsicossocial do ser humano. Responsável por uma revolução científica, na qual o inconsciente passou a ser considerado e estudado no tratamento dos flagelos mentais e psicológicos. 11. Albert Einstein (1879 EC - 1955 EC) Físico cuja extensa obra fora fundamental para o progresso da física moderna, tais como: Relatividade Geral, Relatividade Restrita, Efeito foto-elétrico, Moviemento Browniano, Equivalência massa-energia, Equações de campo. 12. Alan Turing (1912 EC - 1954 EC) Matemático pioneiro na área de inteligência artificial, lançando base para o desenvolvimento da informática e da criação do computador moderno. Seus trabalhos em criptoanálise também foram fundamentais para decifração de códigos nazistas durante a II Guerra Mundial. 13. Rosalynd Franklin (1920 EC - 1958 EC) Química britânica que contribuiu para a elucidação das estruturas moleculares do DNA, RNA, vírus, além de outros estudos com carvão mineral e grafite. 14. Arno Penzias (1933 - ) e Robert Wilson (1936 - ) Físicos estadunidenses que descobriram a radiação cósmica de fundo, principal evidência na qual se apoia a Teria do Big Bang. 15. César Lattes (1924 EC - 2005 EC) Matemático e Físico Experimental brasileiro descobridor do méson pi (partícula efêmera com massa entre a do elétron e a do próton). Realizou obras fundamentais na área de Física Atômica. 16. Stanley Miller (1930 – 2007) Químico estadudinense conhecido por estudar a origem da vida e pelo seu famoso experimento na qual buscou reproduzir uma atmosfera primitiva e conseguiu gerar expontaneamente aminoácidos que são meléculas orgânicas base para toda a vida na Terra. 17. Nise da Silveira (1905 — 1999) Médica psiquiatra brasileira. Ficou conhecida mundialmente por sua contribuição revolucionária aos tratamentos com doentes mentais, vista sua crítica radical à abordagens agressivas e invasivas da época. Foi pioneira no tratamento humanizado de esquizofrênicos utilizando zooterapia e arte-terapia. Junto de seus pacientes fundou o Museu das Imagens do Inconsciente. 18. Carlos Chagas (1879 -1934) Médico e microbiologista brasileiro, descobriu e descreveu o protozoário causador da tripanossomíase. 19. Niède Guidon (1933) Arqueóloga, desde o início do século 20 escavou centenas de sítios arqueológicos no estado do Piauí. Seus dados dos sítios arqueológicos indicam que o assentamento humano naquela região precedeu o então conhecido na América do Norte de dez mil anos, o que gerou controvérsias. Além disso, ela teorizou que alguns dos povos pré sapientais podem ter chegado da África em botes e jangadas, muito antes do Estreito de Bering.
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Aplicamos ao projeto medidas de acessibilidade compatíveis com a característica do projeto, e que sejam tecnicamente possíveis de serem realizadas, conforme Art. 22 e Art. 26 da IN 01/2022-SECULT/MTUR, sendo arroladas abaixo de acordo com os produtos e ações cadastrados no Plano de Distribuição. LIVRO ACESSIBILIDADE FÍSICA Sem aplicabilidade ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS Versão em PDF acessível em formato Daisy e versão digital que possa ser processada por sistemas de leitura e ampliação de tela. ITEM 12 - Desenvolvimento e programação de aplicativos multimídia. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Sem aplicabilidade ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS Sem aplicabilidade PALESTRAS ACESSIBILIDADE FÍSICA Ao(s) local(is) onde deverão ocorrer as palestras serão observadas as medidas de acessibilidade e exigido o PPCI, como condição para a realização das mesmas. Também serão readaptados os espaços retirando todo e qualquer obstáculo presente nas áreas de circulação, e redobrando a atenção para os casos de obstáculos fixos, como bancos de concreto, pilastras, muros e mesmo guias elevadas. Tal função fica de responsabilidade da produção executiva – ITEM 9 ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS Assistência pessoal para acompanhamento de PCDs visuais e cegos, idosos e pessoas com mobilidade reduzidas durante as palestras. ITEM 3 da planilha orçamentária. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Acompanhamento de Intérprete de libras, e uma palestra específica para deficientes auditivos. ITEM 5 da planilha orçamentaria. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS Assistência pessoal para acompanhamento. ITEM 3 da planilha orçamentária.
LIVRODistribuição gratuita de 100% da tiragem do livro, em atendimento ao Art. 23 da IN 01.2022 e Inciso III, Art. 27 do Decreto nº 10.755/2021. PALESTRASTodas as palestras serão gratuitas. Além destas ações de democratização de acesso, serão adotadas as seguintes medidas do art. 24 da IN nº 01/2022: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 23, no mínimo, vinte por cento dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, ao Programa Pracinhas da Cultura, a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados; II - disponibilizar na internet, registros audiovisuais das atividades de ensinode caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; III - permitir a captação de imagens das atividades e autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas;
OTROPORTO – Proponente, captação de recursos e gestão administrativa do projeto João Eduardo Keiber - 222 CONTEÚDO CRIATIVO Funções de Produção Executiva e Coordenação Geral João Eduardo Keiber, proprietário da 222 Conteúdo Criativo, é produtor cultural comdiversos projetos aprovados e executados via leis de inecentivo e fundos de apoio à cultura. É escritor. Autor de O Outro lado da palavra, Potchua Babulenka e O Herege. Idealizou e coordenou as três edições do Festival Manuel Paderio, dos três volumes do Almanaque do Bicentenário de Pelotas, das duas edições do Pelotas Jazz Festival, e das duas edições do álbum histórico Figurinhas de Pelotas e Figurinhas de Rio Grande/RS, autore produtor executivo dos projetos Porto Memória, Cruzeiro do Saber, OTROPORTO Rede de Economia Criativa, Oficinas de Música do CCMar, Laboratório Faber Sapiens, Galeria de Arte da OTROPORTO, e do Festival Spraysons. GUY BARCELLOSCoordenação pedagógica e monitoria Biólogo, Mestre e Doutor em Educação em Ciências e Matemática pela PUCRS. Seus objetivos na pesquisa consistem em estudos relacionados à Alfabetização Científica, à Educação pela Pesquisa e à Divulgação de Ciências. É autor dos livros "Manual de Implantação de Museus Escolares", "Farmacopeia Pedagógica" e de artigos sobre alfabetização científica, epistemologia e docência, museus escolares e bioquímica estrutural em periódicos da área e livros no campo da Educação e da Popularização das Ciências. Ministra palestras, oficinas e minicursos sobre implantação de museus escolares, avaliação pedagógica e projetos escolares em universidades, escolas e museus no Brasil e nos EUA. Atualmente é Coordenador Pedagógico do Porto das Artes (Sagres Agenciamentos Marítimos - Pelotas/RS), professor-voluntário no Centro de Convívio dos Meninos do Mar - Museu Oceanográfico - FURG (Rio Grande/ RS) e professor-voluntário no Instituto Estadual de Educação Paulo da Gama (Porto Alegre/RS).
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.