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O projeto contempla a realização de ações de formação do Museu das Culturas Indígenas - palestras, oficinas, seminário e feira - a serem oferecidas ao público gratuitamente. O Museu das Culturas Indígenas é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, sob a gestão da Organização Social proponente - Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari).
O projeto contempla a realização das seguintes ações: 1. Contextos Indígenas A cada mês, o Museu das Culturas Indígenas fará uma sessão de trabalho especial focando em um determinado contexto indígena no Brasil, seja ele uma etnia ou um território. Nestas sessões, representantes indígenas irão realizar uma palestra expositiva sobre seu povo e em seguida sugerir materiais e estratégias para que o tema seja incluído nas atividades futuras do museu. 2. Formação para autonomia comunitária e geração de renda a partir de saberes tradicionais O Museu das Culturas Indígenas oferecerá à sua comunidade múltiplas oficinas com temas diversos, com o objetivo de atender a demandas vindas dos próprios indígenas que participam da estruturação e manutenção do museu, assim como responder aos interesses do público amplo em realizar trocas e processos de aprendizagem com indígenas. As oficinas serão: - Artesanato com sementes e miçangas; - Construção de instrumentos musicais; - Geração de renda, gestão comunitária e sociobiodiversidade; - Manejo de apicultura e meliponicultora. 3. Seminário Temático O Museu das Culturas Indígenas realizará um seminário temático, que contará com palestras, rodas de conversa e exibição de filmes, ao longo de quatro dias, como oportunidade de promover a troca de experiências entre profissionais das áreas de museologia, patrimônio e mestres de saberes tradicionais indígenas, bem como intensificar os debates conceituais já existentes, sempre de maneira crítica. 4. Feira de Artesanato e Produtos Indígenas O Museu das Culturas Indígenas promoverá, de forma articulada com as oficinas de artesanato, uma feira, com duração de uma semana, da qual participarão artesãos indígenas de todo o país. O projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas” visa permitir aos diversos povos originários o compartilhamento de suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias. Por meio da arte e da cultura, o Museu das Culturas Indígenas pretende demarcar a presença indígena na paisagem cultural do Estado de São Paulo e do Brasil.
OBJETIVO GERAL As ações de formação a serem realizadas pelo Museu das Culturas Indígenas buscam promover habilidades e conhecimentos relativos aos temas e objetos do museu; fomentar o fazer artístico e técnico; contribuir com a valorização, preservação e difusão da cultura indígena e; colaborar com a acolhida e convivência dos visitantes do equipamento. O Museu das Culturas Indígenas se constitui como uma instituição museológica de caráter dialógico, participativo e de expressão de diversas vozes e culturas indígenas, criada com o propósito de articular, pesquisar, preservar e comunicar as histórias e memórias de resistência e resiliência indígena, a arte indígena e produções artísticas, intelectuais e tecnológicas dos diversos povos e etnias indígenas em São Paulo. Desta forma, o projeto "Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas", tendo em vista a temática do museu e as atividades a serem realizadas, objetiva, também, em conformidade com o art. 2º do Decreto nº 10.755/2021: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura; XI - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura brasileira. O Museu das Culturas Indígenas é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, sob a gestão da Organização Social proponente - Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), que tem como principal objetivo o desenvolvimento da área cultural, particularmente a museológica. A ACAM Portinari promove a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial. Por meio do projeto "Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas", a Associação busca contribuir para o desenvolvimento humano, a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade, assim como disposto no art. 2º, VI, do Decreto nº 10.755/2021. OBJETIVOS ESPECÍFICOS O projeto contempla a realização das seguintes ações: Curso / Oficina / Estágio 1. Contextos Indígenas A cada mês, o Museu das Culturas Indígenas fará uma sessão de trabalho especial focando em um determinado contexto indígena no Brasil, seja ele uma etnia ou um território. Nestas sessões, representantes indígenas irão realizar uma palestra expositiva sobre seu povo e em seguida sugerir materiais e estratégias para que o tema seja incluído nas atividades futuras do museu. Quantidade e carga horária: 12 palestras, com 2 horas de duração cada, totalizando 24 horas de atividades. Vagas oferecidas: 360 2. Formação para autonomia comunitária e geração de renda a partir de saberes tradicionais O Museu das Culturas Indígenas oferecerá à sua comunidade múltiplas oficinas com temas diversos, com o objetivo de atender a demandas vindas dos próprios indígenas que participam da estruturação e manutenção do museu, assim como responder aos interesses do público amplo em realizar trocas e processos de aprendizagem com indígenas. As oficinas serão: - Artesanato com sementes e miçangas; - Construção de instrumentos musicais; - Geração de renda, gestão comunitária e sociobiodiversidade; - Manejo de apicultura e meliponicultora. Quantidade e carga horária: Total: 216 horas/aula. 2.1. Artesanato com Sementes e Miçangas 2 edições com 12 horas cada, sendo que cada edição terá 3 encontros de 4 horas. 2.2. Construção de Instrumentos Musicais: Rabeca de madeira e Rabeca de cabaça 80 horas, divididas em 2 turmas, sendo que uma terá formação com duração de 30 horas (em 6 encontros), voltada para a construção de rabecas de cabaça; e outra com duração de 50 horas (em 10 encontros), voltada para a produção de rabecas de madeira; com frequência de dois encontros semanais para cada turma. 2.3. Geração de Renda, Gestão Comunitária e Sociobiodiversidade 2 edições, com 40 horas cada. 2.4. Manejo de Apicultura e Meliponicultura 2 edições, com 16 horas cada. Vagas oferecidas: 440. Seminário / Simpósio / Encontro / Congresso / Palestra 3. Seminário Temático O Museu das Culturas Indígenas realizará um seminário temático, que contará com palestras, rodas de conversa e exibição de filmes, ao longo de quatro dias, como oportunidade de promover a troca de experiências entre profissionais das áreas de museologia, patrimônio e mestres de saberes tradicionais indígenas, bem como intensificar os debates conceituais já existentes, sempre de maneira crítica. Quantidade e carga horária: 4 dias, com duração total de 21 horas. Vagas oferecidas: 30. 4. Feira de Artesanato e Produtos Indígenas O Museu das Culturas Indígenas promoverá, de forma articulada com as oficinas de artesanato, uma feira, com duração de uma semana, da qual participarão artesãos indígenas de todo o país. Duração: 7 dias. Capacidade: 1000 pessoas. O projeto "Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas" visa permitir aos diversos povos originários o compartilhamento de suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias. Por meio da arte e da cultura, o Museu das Culturas Indígenas pretende demarcar a presença indígena na paisagem cultural do Estado de São Paulo e do Brasil. Em sintonia com os valores do Museu das Culturas Indígenas, o projeto oferecerá conteúdos e ações para uma experiência enriquecedora e uma formação cidadã, garantindo acessibilidade ampla, diversa e gratuita, contribuindo para o desenvolvimento de crianças, jovens e adultos, indígenas e não-indígenas; enfim, o público em geral nas suas múltiplas dimensões e especificidades. O foco principal é uma atuação centrada nas pessoas, inspirando-as a transformações sustentáveis, tanto pessoais, como coletivas, a partir da temática tratada pelo Museu das Culturas Indígenas.
A Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), Organização Social, sediada no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Brodowski, tem como objetivo estatutário colaborar com o desenvolvimento de museus no Estado de São Paulo. Por este objetivo, concorreu para a tarefa de gerir museus estaduais através de contrato de gestão com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, que envolve atender premissas de conservação, pesquisa e difusão de acervos respeitando princípios de economicidade, transparência, qualidade técnica, responsabilidade socioambiental e com o desenvolvimento humano. Como resultado, desde 2009, os museus Casa de Portinari, Índia Vanuíre e Felícia Leirner têm a gestão realizada pela ACAM Portinari, sob contrato com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. O Auditório Claudio Santoro foi incorporado em seguida. E, o Museu das Culturas Indígenas, inaugurado em 2022, já nasce sob a gestão da Associação. Os recursos para ações museológicas estruturantes nestes equipamentos são providos pela citada Secretaria. Porém, outros recursos para projetos de melhoria, programação cultural, ações de formação e atividades continuadas de preservação, pesquisa e difusão das coleções e de atendimento de público com qualidade são buscados diretamente pela ACAM Portinari. As atividades culturais e de formação são um dos meios para que os equipamentos acima referidos atendam suas missões e, para tanto, a Associação busca patrocínios junto a sociedade para manter suas ações de apoio. Neste sentido, a utilização da Lei de Incentivo à Cultura, Lei nº 8.313/1991, é de vital importância para a viabilização do projeto "Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas". Destaca-se, ainda, que o orçamento do presente projeto não prevê quaisquer despesas já contempladas no contrato de gestão com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Tendo em vista a temática, localização e política de acesso do Museu das Culturas Indígenas, sede das ações a serem realizadas pelo presente projeto, diversas finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) estão contempladas no projeto, cabendo destacar as seguintes, em conformidade com o art. 1º da Lei nº 8.313/1991: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O Museu das Culturas Indígenas é uma conquista dos povos indígenas, um espaço de diálogo intercultural, entre povos indígenas e não indígenas, onde a memória da ancestralidade permitirá aos diversos povos originários compartilharem suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias. Por fim, para o cumprimento das finalidades expressas acima, o projeto "Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas" atenderá os seguintes objetivos, contemplando o disposto no art. 3º da Lei nº 8.313/1991: II. fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. III. preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. IV. estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. Todas as ações do projeto serão gratuitas.
Conforme informado no campo JUSTIFICATIVA, A Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), Organização Social, sediada no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Brodowski, tem como objetivo estatutário colaborar com o desenvolvimento de museus no Estado de São Paulo. Por este objetivo, concorreu para a tarefa de gerir museus estaduais através de contrato de gestão com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, que envolve atender premissas de conservação, pesquisa e difusão de acervos respeitando princípios de economicidade, transparência, qualidade técnica, responsabilidade socioambiental e com o desenvolvimento humano. Como resultado, desde 2009, os museus Casa de Portinari - que sediará o presente projeto cultural -, Índia Vanuíre e Felícia Leirner têm a gestão realizada pela ACAM Portinari, sob contrato com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. O Auditório Claudio Santoro foi incorporado em seguida. E, o Museu das Culturas Indígenas, inaugurado em 2022, já nasce sob a gestão da Associação. Os recursos para ações museológicas estruturantes nestes equipamentos são providos pela citada Secretaria. Porém, outros recursos para projetos de melhoria, programação cultural, ações de formação e atividades continuadas de preservação, pesquisa e difusão das coleções e de atendimento de público com qualidade são buscados diretamente pela Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari. As atividades culturais são um dos meios para que os equipamentos aqui em questão atendam suas missões e, para tanto, a Associação busca patrocínios junto a sociedade para manter suas ações de apoio, utilizando-se da Lei de Incentivo à Cultura, Lei nº 8.313/1991. Assim sendo, destaca-se que o orçamento do projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas” não prevê quaisquer despesas já contempladas no contrato de gestão com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Portanto, custos tais como: despesas de água e luz, a remuneração dos funcionários fixos (diretores, gerentes, supervisores, educadores etc) e terceirizados (limpeza, segurança e bombeiros), não constam da proposta orçamentária do presente projeto. DESLOCAMENTO: O projeto prevê a compra de passagens aéreas e terrestres para a vinda de palestrantes e oficineiros ao Museu das Culturas Indígenas para o desenvolvimento das atividades. Obs.: Os participantes residem em outro local e terão que vir para o museu em São Paulo. Segue a relação abaixo: Passagens Aéreas (sempre ida e volta para 2 pessoas) 1 - HK ou Yawanawa ou Ashaninka Jordão / AC - Rio Branco / AC - R$1.366,00 Rio Branco/AC - São Paulo/SP - R$2.900,00 ida e volta 2- Xukuru Kariri Palmeira dos Indios - Recife (terrestre) Recife/PE - São Paulo/SP - R$2.700,00 ida e volta 3 - Ye’ Kuana/Wapixana/Waimiri Atroari/Macuxi/Waiwai Boa Vista / RR - São Paulo/SP - R$3.448,00 ida e volta 4 - Mbya ou Kaingang Porto Alegre/RS - São Paulo/SP - R$1.501,00 ida e volta 5 - Kaiowá Campo Grande/MS - São Paulo/SP - R$1.677,00 ida e volta 6 - Pataxó Porto Seguro/BA - São Paulo/SP - R$1.600,00 ida e volta 7 - Xingu Brasília/DF - São Paulo/SP - R$ 998,00 ida e volta 8 - Tremembé (da T.I Barra do Mundaú) Fortaleza/CE - São Paulo/SP - R$1.508,00 ida e volta 9 - Kayapó Marabá/PA - São Paulo/PA - R$1.498,00 ida e volta 10 - Tukano São Gabriel da Cachoeira/AM - Manaus/AM - R$600,00 o trecho Manaus/AM - São Paulo/SP - R$ 1.696,00 ida e volta 11 - Vale do Javari Tabatinga/AM - Campinas/SP - R$ 4.200,00 ida e volta - Suzenalson e Cacique Sotero Fortaleza/CE - São Paulo/SP - R$1508 ida e volta x 2 - Membro da Rede de Museus Indígenas do Brasil - Recife Recife/PE - São Paulo/SP - R$2700,00 ida e volta - José Muniz João Pessoa - São Paulo - R$2724 (ida e volta) Passagens Terrestres 2- Xukuru Kariri Palmeira dos Indios - Recife - R$103,12 o trecho 5 - Kaiowá Dourados/MS - Campo Grande/MS - R$200,00 ida e volta 7 - Xingu (onibus) Querência - Brasília/DF - R$545,00 ida e volta 8 - Tremembé (da T.I Barra do Mundaú) Itapipoca - Fortaleza - R$23,75 9- Kayapó São Félix do Xingu/MT - Marabá/MT - R$640,00 ida e volta 12- Maxakali Bertópolis/MG - Belo Horizonte/MG - R$640,00 ida e volta Belo Horizonte/MG - São Paulo/SP - R$600,00 ida e volta - São Paulo – Bertioga – São Paulo - Suzenalson e Cacique Sotero Canindé/CE - Fortaleza/CE - R$31,05 o trecho x 2 - Elizeu Avaí/SP - São Paulo/SP R$2.500,00 ida e volta - Membro do Conselho Aty Mirim R$2.000,00 ida e volta - Susilene R$2.000,00 ida e volta - Aratuba/CE - Canindé/CE - R$150 o trecho PRODUTOS: Cabe observar que as atividades do projeto foram divididas em produto principal e secundário da seguinte forma: 1. PRODUTO PRINCIPAL (curso/oficina) - Contextos Indígenas - Formação para autonomia comunitária e geração de renda a partir de saberes tradicionais 2. PRODUTO SECUNDÁRIO (seminário/feira) - Seminário Temático - Feira de Artesanato e Produtos Indígenas DESTINAÇÃO: Após o término do projeto, o equipamento adquirido (1 projetor) permacerá no Museu das Culturas Indígenas, com a entidade sem fins lucrativos proponente do projeto, Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari. O equipamento será utilizado nas atividades do museu abertas ao público. Por fim, reiteramos novamente que O PROJETO É TOTALMENTE GRATUITO.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Livreto desenvolvido como parte da ação: “Contextos Indígenas”. Serão produzidos 12 livretos. Impressos 250 exemplares de cada. Formato: 21cmx14cm. Colorido. Tipo de papel: papel couchê, 90g/m². Quantidade de páginas: 16pp./cada. PROJETO PEDAGÓGICO O projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas” contempla a realização das seguintes ações: 1. Contextos Indígenas A atividade “Contextos Indígenas” visa enriquecer a formação tanto para a equipe do museu, formada por indígenas e não indígenas, quanto para o público amplo externo, ampliando referencial e conhecimento sobre a diversidade étnica e cultural indígena. Serão convidadas duas pessoas de cada localidade que farão uma palestra com duração de 2 horas, com recorrência mensal. 2. Formação para Autonomia Comunitária e Geração de Renda a partir de Saberes Tradicionais A oficina “Artesanato com Sementes e Miçangas”, realizada no Museu das Culturas Indígenas, terá duas edições de 12 horas cada, permitindo a inscrição de até 300 pessoas ao todo, distribuídas em três sessões de 4 horas a cada edição. As inscrições serão gratuitas e abertas ao público em geral. A oficina de "Construção de Instrumentos Musicais" será realizada na terra indígena do Jaraguá, em São Paulo/SP, ministrada por um mestre artesão. Com duração de 80 horas, permitirá a inscrição de até 40 pessoas no total, dando-se preferência ao público indígena. Para a oficina “Geração de Renda, Gestão Comunitária e Sociobiodiversidade", teremos duas edições de 40 horas cada, com 60 vagas no total. Uma delas será realizada no espaço físico do Museu das Culturas Indígenas e a outra em uma aldeia indígena do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. A oficina de “Manejo de Apicultura e Meliponicultura" realizar-se-á em duas edições de 16 horas cada, sendo uma delas na terra indígena no Jaraguá e outra na terra indígena Rio Silveira, em Bertioga/SP. Cada edição permitirá a inscrição de até 20 pessoas, dando-se preferência ao público indígena. 3. Seminário Temático O objetivo da realização do seminário temático é proporcionar uma imersão e popularização dos temas relacionados à museologia, museologia social comunitária, práticas indígenas de memória e de produção de narrativas. O evento, que terá a duração de quatro dias, no formato presencial, contará com palestras, mesas redondas, rodas de conversa e exibição de filmes. 4. Feira de Artesanato e Produtos Indígenas A Feira de Artesanato e Produtos Indígenas será um momento de expor os objetos confeccionados nas oficinas de “Formação para autonomia comunitária e geração de renda a partir de saberes tradicionais” e de divulgar trabalhos de artistas e artesãos indígenas, ao longo de sete dias. Haverá um período de chamamento para inscrições e credenciamento de artesãos interessados, sendo selecionados exclusivamente produtores indígenas. Em relação aos beneficiários e público alvo do projeto, os beneficiários das palestras da ação “Contextos Indígenas”, assim como das oficinas como um todo, são o público geral, professores indígenas e não indígenas, estudantes, pesquisadores, interessados. Os beneficiários diretos do Seminário Temático são a equipe técnica e toda a comunidade do Museu das Culturas Indígenas, além de um público mais amplo através da divulgação dos vídeos produzidos durante as atividades presenciais. A Feira de Artesanato e Produtos Indígenas pretende atingir um público amplo, trazendo visibilidade às comunidades indígenas através da venda de seus produtos e itens de cultura material. Já o conteúdo, a metodologia e a carga horária das ações previstas no projeto se apresentam da seguinte forma: 1. Contextos Indígenas A cada mês, o Museu das Culturas Indígenas fará uma sessão de trabalho especial focando em um determinado contexto indígena no Brasil, seja ele uma etnia ou um território. Ademais, um livreto será produzido a partir do conteúdo das sessões, compondo também um material que poderá servir de referência para escolas, pesquisas, políticas públicas e o público em geral. Cada uma das 12 palestras terá 2 horas de duração, totalizando 24 horas de atividades; serão dois convidados por cada etnia/localidade, sendo que estes convidados representam parcerias importantes para os indígenas presentes na configuração do museu e do Conselho Aty Mirim. 2. Formação para autonomia comunitária e geração de renda a partir de saberes tradicionais Ao todo são 4 eixos temáticos de oficinas, com somatória de 216 horas/aula. Sendo elas: 2.1. Artesanato com Sementes e Miçangas Carga horária: 2 edições com 12 horas cada, sendo que cada edição terá 3 encontros de 4 horas. Ministrantes convidados: Artesãos indígenas da T.I. Jaraguá Conteúdos: - Milhos guaranis e suas histórias; - Confecção de Pulseiras; - Confecção de Colares. 2.2. Construção de Instrumentos Musicais: Rabeca de madeira e Rabeca de cabaça Carga horária: 80 horas; divididas em 2 turmas, sendo que uma terá formação com duração de 30 horas (em 6 encontros), voltada para a construção de rabecas de cabaça; e outra com duração de 50 horas (em 10 encontros), voltada para a produção de rabecas de madeira; com frequência de dois encontros semanais para cada turma. Ministrante sugerido: Joab Martim Conteúdos: - Significados e usos da rabeca pelos Guarani; - Preparação de matéria-prima; - Modelagem dos elementos; - Montagem de rabeca de madeira. 2.3. Geração de Renda, Gestão Comunitária e Sociobiodiversidade Carga horária: 2 edições com 40 horas cada Ministrantes: Cooperativas e Associações agroextrativistas Conteúdos: - Orientação para projetos de valorização e oficinas sobre modos de produzir cultura material e imaterial; - alternativas de produção econômica, mediante o fomento ao manejo sustentável; - concepção e execução de estratégias de comercialização de produtos fruto do manejo tradicional indígena. 2.4. Manejo de Apicultura e Meliponicultura Carga horária: 2 edições com 16 horas cada Ministrantes sugeridas: Cooperativas Agropecuárias Familiares e de base comunitária no Estado de São Paulo Conteúdos: Manejo de Apicultura e Meliponicultura 3. Seminário Temático Duração total de 21 horas, ao longo de quatro dias, para o público em geral, organizado da seguinte forma: DIA 1: Roda de Conversa inaugural Tema: Museus e Povos Indígenas no Brasil: entre a gestão comunitária e a gestão compartilhada Palestra Tema: Museologia Indígena: Autogestão Museológica, Narrativas da Memória e História Sessão de Cinema Tema: Acervos e Narrativas Indígenas Filme sugerido: Duas Aldeias, Uma caminhada (Ariel Ortega e Patrícia Ferreira) Sessão de Cinema Tema: Acervos e Narrativas Indígenas Filme sugerido: O Mestre e o Divino DIA 2: Palestra Tema: Museologia e gestão de acervos Mesa Redonda Tema: Educativo e produção de narrativas Sessão de Cinema Tema: Acervos e Narrativas Indígenas Filmes sugeridos: Iauaretê, Cachoeira das Onças DIA 3: Sessão Comentada de Cinema Tema: Acervos e Narrativas Indígenas Filmes sugeridos: Os povos do Oiapoque e o Museu Kuahí - entrevista com Lux Vidal, Museu Kapinawá. Palestra Tema: Museologia e gestão de acervos audiovisuais DIA 4: Palestra de Encerramento Tema: O Museu das Culturas Indígenas e a Sustentabilidade Sessão de Cinema Tema: Acervos e Narrativas Indígenas Filme sugerido: TAVA - A casa de Pedra 4. Feira de Artesanato e Produtos Indígenas O Museu das Culturas Indígenas vai promover, de forma articulada com as oficinas de artesanato, uma feira, da qual participarão artesãos indígenas de todo o país. Haverá um período de divulgação, seguido de um período de inscrições e credenciamento de artesãos interessados, com no máximo 50 expositores. Por fim, alguns dos profissionais envolvidos no projeto pedagógico são: Sônia Ara Mirim, Joab Martim, Elizeu Caetano, Suzenalson da Silva Santos e Cacique Sotero
Acessibilidade física para todos os produtos: As atividades do projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas” - palestras, oficinas, seminário e feira - irão se valer das medidas de acessibilidade física e ao conteúdo já implantadas na edificação e atividades educativas do Museu das Culturas Indígenas. No museu há intervenções físicas e materiais, como sanitários acessíveis, elevador, piso tátil, pontos de descanso, cadeiras de rodas, além de educadores com treinamentos específicos que facilitam o livre acesso, permanência e autonomia de idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiência, observando a Lei nº 13.146/2015 e o Decreto nº 9.404/2018. Acessibilidade para deficientes visuais e auditivos para todos os produtos: Todas as ações de formação contarão com profissionais capacitados para favorecer a autonomia dos participantes, com a assistência individual que for demandada. Além disso, a assistência de intérpretes de Libras e a produção de textos em Braille ou alto contraste, medidas de acessibilidade ao conteúdo, poderão ser necessárias e serão incluídas no orçamento. Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos para todos os produtos: As ações de formação contarão com profissionais capacitados para favorecer a autonomia dos participantes, com a assistência individual que for demandada. O material de divulgação dos produtos culturais gerados pelo projeto conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade adotadas. O Museu das Culturas Indígenas conta com a assessoria da Arteinclusão Consultoria - empresa de consultoria que tem por objetivo elaborar, implantar e avaliar exposições e projetos de Acessibilidade Cultural em museus e instituições culturais, ministrar cursos de formação nas áreas de Acessibilidade Cultural e Ação Educativa Inclusiva, bem como, publicações e textos adaptados para públicos com ou sem deficiência.
DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO As atividades do projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas” estão voltadas para apoiar a missão institucional do Museu das Culturas Indígenas. O objetivo, por si, é ampliar a possibilidade de fruição de bens, produtos e ações culturais, com a oferta de atividades gratuitas, com qualidade, para a população. As atividades poderão beneficiar diretamente 1830 participantes e visitantes. E, registros audiovisuais das ações serão disponibilizados na internet, no site do museu - museudasculturasindigenas.org.br - e nas redes sociais. O Museu das Culturas Indígenas, desde sua abertura em 29 de junho de 2022, vem recebendo número considerável de visitantes. O público é composto por: estudantes, professores, pesquisadores, turistas, moradores da Grande São Paulo, além de indígenas de diversas etnias e locais do país. Todas as atividades do presente projeto serão disponibilizadas ao público gratuitamente, sendo oferecidas ao público do museu acima especificado. AMPLIAÇÃO DO ACESSO Em atendimento ao art. 24 da IN nº 1 de 2022, destacamos que o projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas”, para todas as suas atividades, atenderá aos seguintes incisos: II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas. Destacamos que todas as ações do presente projeto serão gratuitas. Além disso, serão disponibilizados registros audiovisuais das atividades nos canais de comunicação do Museu das Culturas Indígenas. O conteúdo estará disponível para redes públicas de televisão e outras mídias, as quais poderão, também, captar imagens. Tudo em conformidade com o art. 24, I e II, da IN nº 1 de 2022.
Proponente: Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari). Diretora Executiva: Angelica Policeno Fabbri. Diretor Administrativo Financeiro: Luiz Antonio Bergamo Angelica Policeno Fabbri Coordenação geral do projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas”. Museóloga com MBA em Gestão de Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, especialização em arte educação e museus pela ECA/USP e graduação em Letras. Responsável, de 1984 a 2008, pelo Museu Casa de Portinari em Brodowski, SP. Desde 2009, é diretora executiva da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari, que atua na gestão de museus e em atividades culturais e de preservação patrimonial. Responsável pelas atividades museológicas dos Museus Casa de Portinari, Índia Vanuíre, Felícia Leirner e Museu das Culturas Indígenas. Luiz Antonio Bergamo Coordenação administrativa financeira do projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas”. Graduado em Gestão Financeira pelo Claretiano - Centro Universitário de Batatais. Desde 2008, é diretor administrativo financeiro da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari, que atua na gestão de museus, atividades culturais e de preservação patrimonial. Davidson Panis Kaseker Gerente do Museu das Culturas Indígenas. Responsável pela gestão do museu e da equipe do projeto. Mestre em Museologia pela Universidade de São Paulo (PPGMUS-USP). Graduado em Letras Clássicas e Vernáculas pela USP (1983). Especialização em Administração de Empresas pela FAAP - Faculdades Armando Álvares Penteado (2000). Especialização em Gestão e Política Cultural pela Universidade de Girona/Itaú Cultural. Foi secretário municipal da Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Itapeva no período de 2007-2012 e, diretor do Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP). Ana Estrela Supervisora de Formação do Museu das Culturas Indígenas. Responsável pela supervisão e execução das ações do projeto. Antropóloga e documentarista. Doutora em Antropologia Social na Universidade de São Paulo, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, bacharel em Direito e em Música Popular, com formação complementar em Antropologia, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde 2009, atua na formação de cineastas indígenas e na elaboração e edição audiovisual com a etnia Maxakali. Também trabalhou como musicista, produtora e coordenadora da Big Band Palácio das Artes da Fundação Clóvis Salgado, em Minas Gerais, entre 2007 e 2011. É membra fundadora da Rede CineFlecha, atuando na organização de mostras e debates. Obs.: Os profissionais acima apresentados não serão remunerados pelo projeto “Ações de Formação do Museu das Culturas Indígenas”, conforme informado no campo JUSTIFICATIVA e OBSERVAÇÕES.
PROJETO ARQUIVADO.