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PRONAC 230937Apresentou prestação de contasMecenato

Livro No Corre - A cultura financeira da quebrada

IVAN GOMES BARBOSA 31281201880
Solicitado
R$ 499,2 mil
Aprovado
R$ 574,4 mil
Captado
R$ 499,2 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
30680829000143NU FINANCEIRA S.A. - SOCIEDADE DE CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO1900-01-01R$ 499,2 mil

Eficiência de captação

86.9%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2023-03-03
Término

Resumo

O livro "No Corre - A cultura financeira da quebrada" é será uma obra literária sobre as histórias, casos e dificuldades da população brasileira no que diz respeito à educação financeira. "Qual é o corre?" para quem vive com recursos escassos, dando conta de uma miríade de demandas e nunca teve formação para a educação financeira? Quais histórias estão ligadas a este drama? O livro será uma publicação impressa, com versão digital. Como subproduto vamos produzir um programa radiofônico online (podcast) sobre o tema, com a apresentação de casos reais. Além disso, vamos mapear e fomentar lideranças e empreendedores periféricos para trabalharem no projeto na produção cultural, literária e fonográfica

Sinopse

Produto: LIVRO O livro “No Corre” será uma obra literária sobre as histórias, casos e dificuldades do dia a dia da população brasileira no que diz respeito aos desafios ligados à educação financeira. "Qual é o corre?" para quem vive com recursos escassos, dando conta de uma miríade de demandas e nunca teve formação para a educação financeira? Quais histórias estão ligadas a este drama? Trata-se de um livro de não ficção da área de ciências humanas e economia criativa, que abordará aspectos técnicos e socioeconômicos relevantes sobre a cultura, práticas cotidianas e tecnologias sociais de pessoas periféricas. O livro será uma publicação impressa, com versão digital. Ambas com distribuição gratuita. DESCRIÇÃO DOS CAPITULOS • (CAPÍTULO 1 - HIISTÓRIA DA ECONOMIA NAS QUEBRADAS - Será abordado o contexto histórico de como o processo de estratégicas sociais são presentes ha história de sobrevivência das populações periféricas)• (CAPÍTULO 2 - CASOS QUE INSPIRAM - o capítulo terá histórias e casos de pessoas que tiveram estratégias que foram primordiais para a sobrevivência pessoais e de comunidades. Aqui casos de bancos circulares, mercados de troca, negócios sociais e mercadológicos serão apresentados com os atores dos casos no centro a escrita) • (CAPÍTULO 3 - DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS PARA A ECONOMIA POPULAR - aqui vamos apresentar, nas narrativas das pessoas que vivem estes desafios, suas principais dificuldades em lidar com elas) • (CAPÍTULO 4 - VIVER NO CORRE É POESIA DA VIDA - neste capítulo traremos uma antologia de poemas inéditos com o tema NO CORRE expondo que a quebrada entende da arte de viver Em resposta à diligência do dia 24/01 - Por que um livro sobre educação financeira teria valor cultural? Podemos iniciar esta resposta com uma reflexão: A cultura de um povo não se limita às suas manifestações artísticas, mas, em um conceito antropológico, é toda a produção simbólica e material deste povo: seus costumes, crenças etc. As manifestações artísticas são parte disso. Quando falamos em populações periféricas ou "de quebradas" estamos, essencialmente, falando em pessoas negras, descendentes de migrantes nordestinos, alguns indígenas e outros povos que possuem ricas tecnologias sociais de sobrevivência em uma sociedade capitalista ou, se preferirem no termo popular, em uma sociedade onde nós só "valemos aquilo que temos". Um ponto importante neste recorte é a reflexão histórica de sobrevivência destas populações, a comparação com as tecnologias contemporâneas de sobrevivência e a constatação de pontos que não mudaram ao longo dos anos. Vamos com a obra, retratar os processos de luta, econômicos, esforços financeiros e de trabalho, de saberes coletivos de sobrevivência, de pessoas periféricas que estariam fadadas à morte sem tais estratégias sociais. Vamos também refletir como crenças de meritocracia se instalaram no imaginário de pessoas periféricas assim como vamos refletir criticamente este dado constatado em pesquisa pela Fundação Perseu Abramo. Trata-se de um livro de não ficção da área de ciências humanas e economia criativa, que abordará aspectos técnicos e socioeconômicos relevantes sobre a cultura, práticas cootidianas e tecnologias sociais de pessoas periféricas, em consonância com o objetivo do artigo 3º, inciso II, da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes Para além disso, Como validar o conteúdo de uma obra literária como cultural ou não? A obra precisa ser ficcional? A obra precisa de critérios de premiações consolidadas? Se pegarmos estes pressupostos, podemos utilizar a referência do prêmio jabuti de literatura, que tem, entre suas categorias literárias, a categoria de não ficção na economia criativa. Livros produzidos com a Lei federal de incentivo à cultura já ganharam este prêmio e foram indicados a esta categoria. Ficam as aspas de Pedro Almeida, curador do prêmio jabuti, para a reflexão: “Um livro de não ficção precisa de uma experiência amadurecida, uma especialização numa determinada área e, muitas vezes, um processo psicanalítico bem resolvido com o tema para poder ser escrito.” “Vejamos: um livro escrito por um economista, voltado para a economia das famílias, sobre comportamentos que nos levam a cair em dívidas, não é fruto de uma mente criativa, mas da larga experiencia na área. Conheço dois autores que, para escrever seus livros, utilizam experiencias de 15, 20 anos em suas consultorias. Reuniram histórias reais para ilustrar cada exemplo dado. Isso tem valor. Valor de arte, de escolher como numa sinfonia a nota para cada momento. De construir, na cabeça do leitor, um processo de desenvolvimento do tema, de modo que ele possa compreender o passo que levará ao seguinte e que fará sentido. Um estímulo que amplia a compreensão e o aprendizado, sem o qual a obra se perde como uma mera coleção de informações, sem conexão umas com as outras ou com a vida real. E considero que esse valor possui características tão complexas que equivale ao valor das boas obras de ficção.” https://www.publishnews.com.br/materias/2012/05/30/68766-a-arte-na-nao-ficcao Pedro Almeida,jornalista profissional e professor de literatura, com curso de extensão em Marketing pela Universidade de Berkeley. Autor de diversos livros, atua no mercado editorial há 26 anos, foi presidente do Conselho Curador do Prêmio Jabuti entre os anos 2019 e 2020. CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA • LIVRE Produto: PROGRAMA RADIOFÔNICO Por meio de um programa radiofônico, o "Programa No Corre” vai mergulhar mais profundamente nas histórias e nos detalhes culturais das periferias no que diz respeito à educação financeira.. Vamos conversar com produtores, empreendedores, atores locais e especialistas em educação financeira, com o intuito de levar os mais diversos conhecimentos sobre o tema para diversos públicos de todo o Brasil A exemplo do livro teremos um caminho de entrevistas e contação de histórias divididos entre os temas História; Casos; Desafios e Arte de Viver DESCRIÇÃO DOS EPISÓDIOS: • (EPISÓDIO 1 E 2- HISTÓRIA DA ECONOMIA NAS QUEBRADAS) • (EPISÓDIO 3 E 4 - CASOS QUE INSPIRAM) • (EPISÓDIO 5 - DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS PARA A ECONOMIA POPULAR) • (EPISÓDIO 6 - VIVER NO CORRE É POESIA DA VIDA) CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA • LIVRE

Objetivos

Objetivo geral: Realizar o projeto No Corre com a produção de um livro e programa radiofônico (podcasts) e distribuir de maneira gratuita para toda a população brasileira. Nos enquadramos nos seguintes incisos do artigo 02 do Decreto 10.755, de 2021: V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura; Objetivos específicos: PRODUTO LIVRO - Realizar uma pesquisa e mapeamento de casos de referência para serem retratados no livro; PRODUTO LIVRO - Produzir, imprimir e distribuir gratuitamente 1.500 livros, além de criar e disponibilizar uma versão online que também será 100% gratuita e compatível com aplicativos de leitura;PRODUTO PROGRAMA RADIOFÔNICO - Produzir programa radiofônico com 6 episódios de 30 à 40 minutos em versão online com distribuição gratuita sobre o tema; TODOS OS PRODUTOS - Introduzir a literatura e a apreciação radiofônica como forma de promover a inclusão de pessoas de grupos minorizados, como pessoas PCD, mulheres, pessoas negras etc. TODOS OS PRODUTOS - Gerar impacto social transformador por meio do estímulo e fortalecimento da relação da população de baixa renda e periférica com a literatura, leitura e apreciação radiofônica e artística, por meio de discussão de temas relevantes e práticos que impactam a sua vida cotidiana. TODOS OS PRODUTOS - Distribuir todos os produtos de maneira totalmente gratuita e acessível, priorizando o acesso de pessoas de baixa renda, periféricas, PCD e pessoas negras para ampliar o consumo desses produtos culturais (literatura, programa radiofônico) entre este público. DETALHAMENTO DO OBJETIVO: O projeto No Corre visa, por meio da literatura, propor uma leitura leve e acessível para que o leitor "mergulhe" nas histórias das personagens, refletindo, aprendendo e repensando as diversas dificuldades que uma pessoa pobre enfrenta para estruturar sua vida financeira de forma saudável e construtiva. Com isso o projeto vai formar, informar e fomentar uma nova cultura de educação financeira para a população brasileira, em especial às pessoas pertencentes a grupos minorizados na sociedade, como pessoas de baixa renda, periféricas, PCDs, pessoas negras, dentre outras. Com uma abordagem multimídia, vamos produzir um livro e a produção radiofônica (podcast) Iremos desenvolver investigação, pesquisa, produção e distribuição da obra literária sobre as histórias das finanças pessoais das personagens, adequada à realidade de pessoas que vivem com poucos recursos. O projeto irá abordar temas como organização financeira, poupança e planejamento pessoal, e as consequências práticas que a falta de conhecimento sobre conceitos básicos de finanças pode trazer para pequenos negócios, procurando oferecer esclarecimentos e ferramentas práticas para apoiar as pessoas a operarem o sistema financeiro de forma mais eficiente. A metodologia de desenvolvimento do projeto inclui um mapeamento de pequenos empreendedores periféricos e de baixa renda, que conseguiram vencer algumas das barreiras e dificuldades da organização financeira, ressaltando os aprendizados mais importantes de seus processos individuais e profissionais no que diz respeito às finanças, sem deixar de lado os casos de insucesso que também serão abordados na obra. A partir de entrevistas semi-estruturadas com essas pessoas, pretendemos identificar: 1) quais as principais dificuldades que encontraram para sua organização e como conseguiram superá-las; 2) quais conhecimentos e ferramentas teriam sido úteis nesse processo caso tivessem tido uma oportunidade de formação prévia sobre educação financeira; 3) quais recomendações dão a outras pessoas que também estão tentando se organizar financeiramente e empreender. O livro será construído em torno dessa pesquisa inicial, que trará à tona uma forma empírica e prática de abordar o tema, procurando superar algumas das barreiras que as pessoas possuem com o tema a partir da identificação de outras pessoas que passam por problemas e viveram processos semelhantes ou reconhecíveis para o nosso público. O livro será distribuído de forma impressa e digital para mais de 3 mil pessoas, disseminando o acesso a esse conhecimento. Para fortalecer e apoiar a disseminação do conteúdo, produziremos também uma série radiofônica, no formato de podcast, com 10 episódios que apresentarão as principais histórias identificadas na etapa de pesquisa. Mesclando os formatos de storytelling e entrevistas, os episódios abordarão temas importantes da educação financeira e as soluções criativas e únicas desenvolvidas pelos empreendedores periféricos, que poderão apoiar nossos ouvintes a aplicar os recursos apresentados à sua vida financeira. Para potencializar a penetração do conteúdo na vida prática da população brasileira, especialmente de grupos minorizados e de baixa renda, vamos promover formação para lideranças comunitárias periféricas e pequenos empreendedores de baixa renda. Assim, além de incentivar que o conteúdo seja disseminado para novos públicos e comunidades, também engajaremos diretamente pequenos empreendedores para que apliquem os conceitos e aprendizados desenvolvidos e compilados pelo projeto para os seus próprios negócios, ampliando suas chances de sucesso e saúde financeira.

Justificativa

Em resposta à diligência do dia 24/01(completo em "sinopse da obra") - Por que um livro sobre educação financeira teria valor cultural? Podemos iniciar esta resposta com uma reflexão: A cultura de um povo não se limita às suas manifestações artísticas, mas, em um conceito antropológico, é toda a produção simbólica e material deste povo: seus costumes, crenças etc. As manifestações artísticas são parte disso. Quando falamos em populações periféricas ou "de quebradas" estamos, essencialmente, falando em pessoas negras, descendentes de migrantes nordestinos, alguns indígenas e outros povos possuem ricas tecnologias sociais de sobrevivência em uma sociedade capitalista ou, se preferirem no termo popular, em uma sociedade onde nós só "valemos aquilo que temos". Para além disso, Como validar o conteúdo de uma obra literária como cultural ou não? A obra precisa ser ficcional? A obra precisa de critérios de premiações consolidadas? Se pegarmos estes pressupostos, podemos utilizar a referência do prêmio jabuti de literatura, que tem, entre suas categorias literárias, a categoria de não ficção na economia criativa. Livros produzidos com a Lei federal de incentivo à cultura já ganharam este prêmio e foram indicados a esta categoria. Ficam as aspas de Pedro Almeida, curador do prêmio jabuti, para a reflexão: "Vejamos: um livro escrito por um economista, voltado para a economia das famílias, sobre comportamentos que nos levam a cair em dívidas, não é fruto de uma mente criativa, mas da larga experiencia na área. Conheço dois autores que, para escrever seus livros, utilizam experiencias de 15, 20 anos em suas consultorias. Reuniram histórias reais para ilustrar cada exemplo dado. Isso tem valor. Valor de arte, de escolher como numa sinfonia a nota para cada momento. De construir, na cabeça do leitor, um processo de desenvolvimento do tema, de modo que ele possa compreender o passo que levará ao seguinte e que fará sentido. Um estímulo que amplia a compreensão e o aprendizado, sem o qual a obra se perde como uma mera coleção de informações, sem conexão umas com as outras ou com a vida real. E considero que esse valor possui características tão complexas que equivale ao valor das boas obras de ficção." Por que a Literatura? A literatura é uma das formas mais potentes de educação. A leitura literária no Brasil tem o potencial de estimular o aprendizado da língua portuguesa, a criatividade, a capacidade de interpretação crítica de textos e da realidade, além de fortalecer o vínculo de crianças e jovens, que são os principais leitores, com a educação e a continuidade dos estudos. Aumentar o interesse pela literatura também é uma das chaves para estimular o mercado editorial nacional, que enfrenta graves dificuldades, tendo diminuído em 25% o faturamento de 2006 para 2018 (https://bit.ly/3hZnirT). Uma das ferramentas apontadas por especialistas para combater o desinteresse pela leitura é a conexão das obras literárias com temas relevantes para a realidade dos públicos leitores. Para João Luis Ceccantini, doutor em Letras e professor de Literatura Brasileira na UNESP, o desestímulo à leitura aumenta quando os temas das obras são distantes do interesse dos leitores. O professor afirma ainda que temas de interesse são importantes para estimular o imaginário dos leitores e para estabelecer pontes com a cultura literária erudita. A literatura e a leitura são também essenciais para ampliar o fortalecimento e desenvolvimento comunitários. De acordo com Marynalva Reis, o "bem-estar de uma comunidade está intrinsecamente relacionado com a democratização do acesso à leitura e aos movimentos artísticos e culturais, que são eficazes para o lazer e entretenimento, assim como também para o enriquecimento pessoal e valorização da diversidade cultural." (REIS, Marynalva Silva Abreu: https://bit.ly/3VrrGxn) No Brasil, ainda segundo a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", 46% da população com menos de 1 salário mínimo são leitores. Esse número demonstra que o interesse pela leitura e literatura já existe entre essa população, mas podem ser estimulados, com a ampliação da oferta de obras literárias que se relacionem com seus interesses e dialoguem com a sua realidade, além do fortalecimento de sua relação diária com a leitura. A autora e escritora Gabriela Araujo reforça a importância da produção literária com a qual o público possa se identificar e se relacionar. A força da literatura brasileira está nessa relação, que é potencializada pelas redes sociais (https://bit.ly/3FWbP4i). Esse papel de disseminação e aproximação de potenciais leitores com as obras literárias também pode ser reforçado por outros tipos de produções culturais que promovem de forma oral a relação com a leitura. É, por essa razão, que este projeto também produzirá uma série de podcasts como produto radiofônico que permitirá disseminar e estimular a leitura do conteúdo literário produzido. Sobre o tema do livro, Imagine que você se vê responsável por seu orçamento, da sua família e de todas as pessoas que te cercam. Agora pense que você nunca teve acesso a nenhum tipo de educação ou formação para organizar este orçamento. Pelo contrário, você sequer entende o conceito de "orçamento". Imagine ainda que você vive todos os dias cercado por casos de pessoas que sofreram com dívidas, com dificuldades financeiras e, mesmo assim, conseguiram criar alternativas para lidar com estas questões. Então… Segundo pesquisa da FEBRABAN, 79% da população brasileira vive sem nenhum tipo de educação ou formação financeira. Não à toa, 78% da população está endividada! Dos 21% que tiveram alguma orientação sobre educação financeira, 42% o tiveram de maneira informal ouvindo orientação dos pais e 37% sequer falam de organização financeira com seus próprios parceiros. Além do endividamento, outros fatores sociais, raciais e de gênero agravam a desigualdade de alguns grupos e impactam a sua saúde financeira: Com isso, acreditamos que uma publicação que possa unir histórias reais de pessoas que, mesmo com as dificuldades econômicas, conseguiram criar alternativas criativas para lidar com a administração financeira e, recomendações de especialistas em economia de pessoas periféricas, possa ser uma boa forma de promover, não só o acesso à literatura, como o acesso a um tema ainda pouco explorado em linguagens acessíveis para públicos periféricos. O projeto atende às diretrizes dos incisos "I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;" do art. 1 da Lei 8313/91, assim como os seguintes objetivos previstos no artigo 3º da mesma lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; e V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais." Por que populações periféricas? Por que a Lei de Incentivo à cultura? A centralização do acesso à produção de bens culturais, da fruição aos produtos artísticos e à economia criativa é notável em todas as esferas produtivas. Apesar dos esforços contínuos dos últimos anos, onde foram priorizadas produções periféricas e de pequenos produtores na Lei Federal de incentivo à cultura, ainda há um déficit para a inclusão de pessoas pobres, periféricas no centro da produção cultural. Além de fomentar este acesso, que é um dos objetivos centrais da Legislação, o tema do projeto também contribui para a solidificação de conhecimentos indispensáveis para qualquer empreendedor cultural periférico, inclusive os que serão formados pelo projeto.

Estratégia de execução

Em resposta à diligência do dia 17/01/2023, retiramos o produto secundário oficinas e workshop.

Especificação técnica

1) LivroTiragem: 1500 exemplares Formato: 13 cm x 18,2 cm Número de páginas: de 70 à 100 Capa: impressa em 4/0 cores em papel alta alvura 200g com laminação fosca Papel miolo: impressa em 4/4 cores alta alvura gramatura 90g Lombada quadrada e orelha simples 2) Programa radiofônico Publicação em todas as plataformas de streaming de áudio e em rádios e sites locais. Construído com base na tradição de produção do selo “Transmissão Direitos Humanos”, criado e ativo desde 2018, com pré-produção voltada à pesquisa de personagens, casos, histórias e conteúdos relevantes sobre educação financeira.

Acessibilidade

Além da versão online do livro que estará disponível no site do projeto, vamos produzir um programa radiofônico com acesso gratuito, que será distribuído nas redes sociais do projeto e plataformas livres. Vale ressaltar que vamos disponibilizar todos os produtos do projeto de forma que seja acessível para todos os públicos. Os livros impressos serão distribuídos gratuitamente, por meio de envio postal, eventos, debates e oficinas e também por meio de parcerias com coletivos, organizações sociais e pelos grupos mapeados pelo projeto. Cada produto do projeto terá a acessibilidade para todos os públicos, são eles: PRODUTO LIVRO ACESSIBILIDADE VISUAL - Terá versão online gratuita com possibilidade de ser lida por aplicativos de leitura para pessoas cegas e com baixa visão. Item da planilha orçamentária - 14 e 16 ACESSIBILIDADE AUDITIVA - a pessoa surda pode ler. ACESSIBILIDADE MOTORA - pessoas com mobilidade reduzida podem ler. ACESSIBILIDADE COGNITIVA NEUROINCLUSIVA - pessoas neuro-diversas poderão utilizar aplicativos de leitura ou ler o conteúdo Item da planilha orçamentária - 14 e 16 PRODUTO PROGRAMAS RADIOFÔNICOS / PODCAST ACESSIBILIDADE VISUAL - pessoas cegas e/ou com baixa visão poderão ouvir os conteúdos ACESSIBILIDADE AUDITIVA - Pessoas surdas poderão ler as transcrições dos programas disponíveis no site do projeto Item da planilha orçamentária - 16 e 44 pois o consultor ajudará no planejamento e a transcrição será feita pelo profissional de comunicação responsável pelo site. ACESSIBILIDADE MOTORA - Pessoas com dificuldades de mobilidade poderão escutar os programas ACESSIBILIDADE COGNITIVA NEUROINCLUSIVA - Pessoas com dificuldades cognitivas poderão escutar os programas

Democratização do acesso

A distribuição e a divulgação do projeto serão feitas de forma a diversificar o acesso em termos geográficos, sociais e econômicos. Vamos valorizar a cultura de grupos minorizados e realizaremos ampla disseminação dos conteúdos para todos os públicos de maneira 100% gratuita! Vamos distribuir esse conteúdo e conhecimento por todo o país (de maneira online e offline). Em nosso plano de distribuição teremos 10% dos guias impressos distribuídos para os diferentes patrocinadores e/ou para seus públicos, e os outros 90% serão distribuídos gratuitamente para grupos de pessoas com pouco acesso aos bens culturais e renda. Todos os outros produtos, incluindo o livro, serão distribuídos de maneira gratuita em versões online, possibilitando o livre acesso de populações em todo o Brasil. As formações do projeto também serão gratuitas e destinadas prioritariamente a públicos com pouco acesso aos bens culturais e baixa renda. Todo o material do projeto será publicado no site do próprio projeto sob a licença Creative Commons CC-BY-NC 3.0 BR. Desta maneira, é possível copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, além de remixar, transformar, e criar a partir do material. Em resposta à última diligência feita por este Ministério, informamos que o projeto atende integralmente o inciso I do artigo 24 da IN 01/2022 porque, além da doação de 20% de distribuição gratuita com caráter social e educativo dos livros que são o principal produto desta proposta (em cumprimento do artigo 23, inciso I, alínea a), este projeto também distribuirá mais 20% dos produtos a escolas públicas e/ou ao Programa Pracinhas da Cultura e/ou a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados: Art. 24 Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso (Anexo I): I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 23, no mínimo, vinte por cento dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, ao Programa Pracinhas da Cultura, a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados;

Ficha técnica

Principais participantes Ivan Gomes Barbosa- Coordenação Geral Homem negro, pai, formado nas quebradas da zona norte de sp, boleiro, sambista, cozinheiro, malokeiro e também profissional de Relações Públicas, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. Atuou em instituições como Sabesp, Vale, AES Brasil (atual Enel), Grupo Bonsucesso, em gestões do Governo do Estado de SP e da Prefeitura do Município de SP. Como consultor, já criou projetos como o Espaço Arvorar da Duratex, Instituto AES Brasil, captou diversos projetos, entre outras coisas… Rachel de Miranda Taveira - Coordenadora Pedagógica Mulher, mãe, filha, atriz e formada em Direito. Dedica sua vida às questões sociais, culturais, ambientais e humanas. Sempre atuou direta ou indiretamente com as temáticas de gênero, raça, classe, idade, deficiência, privação de liberdade, dentre outras vulnerabilidades. Atualmente advoga, presta assessoria e consultoria para associações de classe, culturais, de moradia e na defesa de outros direitos fundamentais. É mestre em Direito pela PUC-SP, com pesquisa sobre a relação do direito com outras áreas do conhecimento. Luísa Luz de Souza - Diretora do Podcast Mulher, advogada e historiadora, defensora de direitos humanos, sempre trabalhou no terceiro setor e se especializou na gestão de projetos sociais. Já atuou na promoção de direitos de pessoas presas e egressas do sistema penitenciário, mulheres, população em situação de rua e pessoas migrantes. Trabalhou com projetos de desenvolvimento e erradicação da pobreza e atualmente se dedica à promoção do acesso à justiça e direitos coletivos. Fundou com mais duas parceiras o Transmissão Direitos Humanos, um podcast que pensa e reflete sobre a prática em direitos humanos. A instituição proponente tem experiência em produção de comunicação, eventos, produção de podcasts e outros trabalhos sociais em parceria com outras organizações. Além disso, a gestão técnica e financeira do projeto será implementada pela instituição proponente por meio de seus prestadores de serviço e colaboradores.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-08-30
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo