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A proposta leva aos palcos um novo olhar sobre uma obra prima da literatura mundial: O Estrangeiro, de Albert Camus. Será construída encenação inédita, repleta de novos significados dando um contexto social e político pertinente aos nossos dias. O projeto tem como objetivo a montagem e apresentações do espetáculo teatral,apresentando à nova geração essa bela e contudente dramaturgia. Haverá ainda palestras e bate-papos sobre o tema da peça.
Meursault, o personagem de O Estrangeiro, leva uma vida banal; recebe a notícia da morte da mãe, comete um crime, é preso,julgado, tudo gratuitamente, sem sentido, sendo assim mais um homem arrastado pela correnteza da vida e da História. Seu drama pode ser lido como o drama de qualquer pessoa do seu século, que se depara com o Absurdo, ponto central da obra de Camus.Na trama, Meursault não encontra explicação nem consolo para o que acontece em sua trajetória, tudo acontece à sua revelia e nada faz o menor sentido. Ele não acha explicação na fé, religião ou ideologia, não tem onde se amparar. O que pode ser visto como uma vantagem: esse homem é livre, pode se fazer a si mesmo, sua vida está em aberto. Ele se depara, e se angustia, diante daLiberdade e do Absurdo, e quando descobre que essas duas condições são intrínsecas, finalmente encontra a paz. “Além de ser uma narrativa seca das desventuras de Meursault, condenado à morte por matar um árabe, é também uma autobiografia de todo mundo, do homem contemporâneo”, conclui Guilherme Leme. Classificação indicativa: 14 anos
OBJETIVOS GERAIS Vera Holtz e Guilherme Leme Garcia são companheiros de viagem. De uma longa e frutífera viagem. Das suas mãos brotaram espetáculos extremamente instigantes na última década. Entre eles, se destaca "O Estrangeiro", clássico de Albert Camus. Peça teatral que fez grande sucesso de público e crítica durante os quatro anos que esteve em cartaz. Rodou todo o Brasil e encerrou sua primeira versão no Festival de Edimburgo na Escócia. O Estrangeiro, em dramaturgia, é algo que se faz notar, que está na fronteira entre o conhecido e o desconhecido. É onde o mundo interior e o mundo exterior se encontram. É necessário o distanciamento para compreendê-lo, ou mesmo, interpretá-lo na sua plenitude. Voltar a Camus tem, portanto, o sabor de uma energia original. O que está em questão é a alma. Essa é nossa nova proposta. Levar aos palcos um novo olhar sobre essa obra prima da literatura mundial. O conteúdo dramático se mantém, mas a forma que será construída a encenação virá repleta de novos significados dando um contexto social e político pertinente aos nossos dias, além de apresentar à nova geração essa bela e contudente dramaturgia. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A) PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS O objetivo do projeto é viabilizar a montagem do espetáculo "O Estrangeiro", de Albert Camus, com temporada em São Paulo. São Paulo - 2 meses - 24 apresentações B) PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL Será realizada uma palestra com o tema "O processo de criação de O Estrangeiro", ministrada por membros da equipe artística do espetáculo e/ou profissional convidado, atendendo a duas turmas de 250 pessoas cada. Como ação complementar, haverá dois bate papos após o espetáculo, com 90 pessoas em cada data, totalizando 180 pessoas atendidas. Serão diferentes temas, dentro do universo do espetáculo, trazendo especialistas convidados, juntamente com o ator da peça.
Clássico precisa ser revisitado de tempos em tempos para que possamos beber da sua eternidade. A "Arte" é essencialmente a da releitura. Nada mais denso, mais abismal do que a releitura. Um livro pode ser um na véspera e outro no dia seguinte. Reler uma obra clássica é imperioso porque, por um lado, ela nos traduz a riqueza do passado, como ele foi constituído e o contexto em que aquele presente se modificou. Outro aspecto é que o clássico funciona como um instrumento que desafia o tempo. Memória e recordação não são de maneira nenhuma as mesmas coisas. A memória é o que pertence aos jovens, aquilo que está na superfície. A recordação é um atributo dos mais experientes, que construíram a estrada ao andar. Para estes é consagrada a visão distante, o que equivale dizer, a visão do poeta. São como tecelões dos tempos. Construir nova encenação de O Estrangeiro justifica-se por conta de sua obra de interesse artístico e também com um projeto que consegue alcançar classes e grupos culturais diferentes, incentivando a atividade cultural na cidade de São Paulo. O projeto atende aos diversos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 mais especificamente: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Da mesma forma, o projeto atende ao Art. 3º nos seguintes aspectos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Produto principal: Espetáculo teatral Duração do espetáculo: 60 minutos. 24 apresentações em São Paulo
Produto ESPETÁCULO DE ARTES CENICAS: ACESSIBILIDADE FÍSICA: O projeto será realizado em teatro que tenha medidas de acesso a portadores de deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. O espaço selecionado para realização da temporada será aquele que dispuser de ferramentas como rampa e/ou elevador, banheiros adaptados, sinalização adequada, lugar reservado na plateia para cadeirantes, obesos e cães guia, estacionamento com vagas reservadas, entre outros, para facilitar o acesso. Item da planilha orçamentária: Não há custo específico, pois são estruturas existentes nos teatros. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Teremos intérprete de LIBRAS . Item da planilha orçamentária: Intérprete de libras ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Haverá um QRcode com audiodescrição do espaço cênico e do teatro, disponivel para leitura com celular, ambientando o cego ou pessoa com baixa visão no espaço e com os cenários e figurinos. Item da planilha orçamentária: Não há custo específico, pois o trabalho será realizado pelos técnicos do projeto. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Haverá treinamento da equipe para interagir de forma inclusiva e acolhedora, reebendo todos os públicos. Item da planilha orçamentária: Não há custo específico pois será a própria equipe de produção e coordenação do projeto. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade Física: As palestras e bate-papos serão realizadas em espaços plenamente adaptados para portadores de deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços selecionados serão aqueles que dispuserem de ferramentas como: rampa, elevador, banheiros adaptados, entre outras. Item da planilha orçamentária: Não há custo específico, pois são estruturas existentes nos espaços selecionados para os eventos. Acessibilidade de para PcD visuais: Por se tratar de conteúdo de explanação oral, o conteúdo é automaticamente acessível para cegos e pessoas com baixa visão. Item da planilha orçamentária: Não se aplica. Acessibilidade para PcD auditivos: Teremos intérprete de LIBRAS presente nas duas palestras. Item da planilha orçamentária: Intérprete de Libras.
Como medida de ampliação de acesso, em atenção ao Art. 28 da IN nº 01/2023, informamos que a proposta irá adotar as seguintes ações: VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Haverá dois bate-papos falando sobre os diversos assuntos que fazem parte da temática da peça, discutindo também sua dramaturgia e a construção do espetáculo. Duração: aproximadamente 1h. Quantidade de pessoas: cerca de 90 pessoas em cada Ministrante: Ator do espetáculo, podendo ser acompanhado de outras pessoas da equipe e convidados PUBLICO ALVO - Público em geral Total de 180 pessoas
Proponente: Leme Produções O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, gerenciando todas as atividades e equipes, desde a pré-produção até a prestação de contas. O ator protagonista é também o idealizador do projeto e sócio da empresa proponente,e stando diretamente ligado também a concepção artística e execução do projeto. Texto: Albert CamusAdaptação: Morten KirkskovDireção: Vera HoltzInterpretação: Guilherme LemeIluminação: Aline SantiniIdentidade visual: Rogerio VelosoCenografia: Vera Holtz e Guilherme LemeFigurino: João PimentaAssesoria de imprensa: Adriana MonteiroProdução: Sergio Saboya Direção: Vera Holtz Vera Holtz é uma atriz e diretora de teatro brasileira. Iniciou a carreira artística no teatro em 1975 e, a partir do início dos anos 1980, passou a atuar também no cinema e televisão. Conquistou diversos prêmios, entre eles Prêmios Mambembe, Prêmios Shell e Prêmio Arte Qualidade Brasil. Em 1982 foi contratada pela Rede Globo, atuando em diversos programas e telenovelas da emissora. Devido à pandemia de Covid-19, fez uma pausa na carreira e voltou aos palcos teatrais em 2022, com o monólogo Ficções, em que permanece em cena durante 90 minutos. Interpretação: Guilherme Leme Iniciou no teatro amador aos 15 anos e seu primeiro trabalho profissional foi o musical Chorus Line, em São Paulo. Com a Companhia de Teatro São Paulo Brasil, da qual é um dos fundadores, participou de festivais pelo País, além de Europa e América Latina. Também dirige e produz, com mais de vinte 20 espetáculos no currículo. Como ator destaque para Máscaras, Eduardo II , Os Olhos Verdes do Ciúme, Decadência, Lulu e Medeamaterial, entre outros. Dirigiu Os Adoráveis Sem-vergonhas, A Idade da Ameixa e A Forma das Coisas. Em 2007 estrelou com Beth Goulart o espetáculo Quarttet, do qual também foi produtor, função que já havia exercido em mais quatro peças. Em mais de duas décadas de carreira, esteve em várias novelas na Globo, como Bebê a Bordo, Que Rei Sou Eu?, Vamp, De Corpo e Alma e Malhação, além de minisséries, como O Primo Basílio. No cinema, participou dos filmes Benjamim, Erotique e foi premiado em Anjos da Noite. Figurino: João Pimenta O estilista João Pimenta, mineiro de São João do Paraíso, tem sido um dos nomes mais relevantes ao longo de seis edições da Casa dos Criadores. Ele criou sua própria grife em 2003 e a sua loja na Vila Madalena e se distingue das demais pela dinâmica: está sempre criando parcerias com grafiteiros renomados e promove ações bem legais de street art.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.