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O projeto Mortos Vivos prevê a realização temporada de apresentação de espetáculo teatral. Além disso, será ofertada palestra como ação de contrapartida social.
MORTOS VIVOS é uma peça sobre a experiência de uma geração de brasileiros que cultivou o fracasso social e a indigência política como modo de vida nos últimos sessenta anos. Ao não dar nomes aos personagens, desejo que o espectador se coloque no lugar da trama, que sinta no seu eu mais profundo, oquanto cada um de nós somos responsáveis pelo estado de desgraça política e social em que nos encontramos. MORTOS VIVOS quer escarafunchar nessas feridas para... quem sabe? Classificação indicativa: 16 anos.
Objetivos gerais A proposta "MORTOS VIVOS" visa, de forma intrínseca, enriquecer o cenário cultural brasileiro e fomentar uma reflexão crítica sobre os desafios sociais e políticos que moldam nossa realidade. Por meio de uma narrativa poética, a peça busca estabelecer diálogos profundos e empáticos, utilizando personagens sem nomes para criar identificação e promover uma compreensão mais profunda das responsabilidades individuais na construção do tecido social. Além de explorar expressões artísticas sensíveis, como a tortura e o linchamento, a obra almeja desafiar estereótipos culturais, contribuindo para a construção de uma narrativa nacional mais rica e diversificada. Ao abordar uma sociedade desumanizada, "MORTOS VIVOS" aspira inspirar transformações sociais positivas, despertando o público para a urgência de construir um futuro mais justo e equitativo. O projeto está alinhado com os incisos do artigo 03º do Decreto Nº 11.453/2023: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural; Objetivos especificos Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Realizar o espetáculo "Mortos Vivos", escrito por Fernando Bonassi, durante uma temporada de dois meses na cidade de São Paulo, com apresentações de sexta a domingo. Ao todo, serão realizadas 12 apresentações por mês, totalizando 24 apresentações durante toda a temporada. Espera-se um público de 250 pessoas em cada apresentação, alcançando um total de 6.000 benefícios ao final do projeto. O valor do ingresso será de R$50 para meia entrada e R$100 para inteira. Contrapartida Social Realizar 2 palestras de 1h30 gratuita sobre Artes Cênicas e Carreira Cultural. O público total será de 500 pessoas.
A proposta cultural "MORTOS VIVOS" é uma imersão poética na experiência de uma geração brasileira que, nos últimos sessenta anos pós-ditadura, abraçou o fracasso social e a indigência política como sua narrativa de vida. Nesse palco, o Brasil revela-se como um fiasco, resultado de uma elite que, sob verniz democrático, prefere enfrentar assaltos armados a promover justiça social. A trama, sem atribuir nomes aos personagens, convida o espectador a se identificar, a sentir nas entrelinhas a responsabilidade coletiva pela situação política e social. "MORTOS VIVOS" explode em revolta, procrastinação e frustração, revelando uma sociedade desumanizada, racista, egoísta, mas, ao mesmo tempo, oferecendo uma reflexão profunda sobre nossa identidade cultural. A relevância artística e cultural desta proposta reside na capacidade de escarafunchar feridas sociais profundas, utilizando a poesia como ferramenta para questionar valores e incitar reflexões. A peça, ao confrontar elementos como a obscuridade e a decadência, busca não apenas retratar, mas também transformar, convidando a audiência a repensar e reconstruir coletivamente uma narrativa cultural mais rica e equitativa. A aceitação da proposta "MORTOS VIVOS" por uma lei de incentivo à cultura é vital para que essa expressão artística e cultural atinja seu pleno potencial transformador. Ao receber esse suporte, a peça terá a oportunidade de alcançar um público mais amplo, promovendo diálogos significativos e contribuindo para a conscientização sobre os desafios sociais e políticos que permeiam nossa realidade. Além disso, a inserção na esfera de incentivos culturais não apenas valida a importância da obra, mas também reforça o compromisso coletivo de investir em narrativas que inspirem reflexão e catalisem mudanças positivas em nossa sociedade. O projeto cumpre com as seguintes finalidades previstas no art. 1º da Lei 8.313/91: I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Para isso, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do art. 3º da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
A peça terá duração de 2h.
Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade física: O local de realização será adequado para receber pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida. Item na planilha: Não se aplica. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: No espetáculo, haverá audiodescrição dos elementos cênicos disponibilizada a partir de um QR code dado ao público. Item na planilha: Narrador de audiodescrição. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: No espetáculo, haverá a presença de intérprete de libras, para tradução simultânea do conteúdo. Item na planilha: Intérprete de libras. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: No espetáculo, haverá monitoria especializada. Item na planilha: Monitores. Produto: Contrapartida Social Acessibilidade física: O local de realização das palestras será adequado para receber pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida. Item na planilha: Não se aplica. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: Nas palestras, haverá monitores capacitados para receber e guiar pessoas com deficiência visual. Item na planilha: Monitores. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Nas palestras haverá a presença de intérprete de libras, para tradução simultânea das atividades e conteúdos. Item na planilha: Intérprete de libras. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Nas palestras, haverá monitoria especializada. Item na planilha: Monitores.
O plano de distribuição da proposta está de acordo com o disposto no Artigo 27 da Instrução Normativa MINC nº 1/2023. Como medida de ampliação do acesso, será adotado o seguinte inciso do Artigo 28 da Instrução Normativa MINC nº 1/2023: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; Será disponibilizado registro em formato de vídeo das apresentações realizadadas no projeto.
Vinícius Henrique Dias - Proponente e Coordenador-Geral Produtor, cantor e instrumentista. De 1997 a 2001, foi Contrabaixista/Backing Vocal do grupo Mega Broxas, no CD "Isso é Brasil", e do Os Kmaradas, no CD de estréia e em apresentações no Ceará Music Festival, Sabadão Especial Gugu (SBT) e Show da Virada (Rede Globo). Entre 2011 e 2013, sob o pseudônimo Winnie Lo, gravou os singles "Dancing for our lives" (Sweet Records Colômbia, Warner Music Singapore, In Records Italia) e "Here we go" (Sweet Records Colômbia, Bfuzz Records Grécia, Warner Music Brasil). Participou do "MPB – O Musical" (2016), Coral Elenco de Apoio no espetáculo "As 33 Variações de Beethoven" (2016), do Musical "Relaxa que é sexo", de Wolf Maya (2018). Em 2017, foi produtor musical do CD "Berço da Liberdade" do Philadelphia SP e dos singles do Winnie Lo. Atualmente, é Cantor/Interprete dos Singles de Versões em Samba do Bob Marley (autorizado) e Diretor Artístico e Produtor Musical responsável pela parceria firmada com a Warner Music. O proponente será responsável pela gestão de todo o processo decisório do projeto, para tal, será remunerado pela rubrica de Coordenação Geral. Nelson Baskerville - Direção É ator, diretor e autor teatral, além de artista plástico. Formado pela EAD (Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo) em 1983 e graduado em Licenciatura em Teatro pela Uni-Ítalo, Nelson trabalhou como ator e assistente de direção de Fauzi Arap durante os anos de 1980, quando integrou a premiada montagem de "Uma lição longe demais", de Zeno Wilde. Trabalhou no grupo TAPA entre 1989 e 1991 nos espetáculos "A Megera Domada", "Solness, o Construtor" e "Senhor de Porqueiral". Foi também integrante do "Núcleo dos Dez de Dramaturgia", coordenado por Luis Alberto de Abreu. Foi professor do Teatro Escola Célia-Helena durante 19 anos. Em 2008, adaptou e dirigiu “Por que a Criança cozinha na Polenta” de Agaja Veteranyi, (20 prêmios em 12 festivais pelo Brasil incluindo melhor direção, adaptação e trilha sonora). Adaptou e dirigiu com sua companhia AntiKatártiKa Teatral (AKK), “A Vida”, “1Gaivota – É Impossível Viver sem Teatro” – de Tchekhov e “A Geladeira” de Copi. Em televisão atuou na minissérie “Maysa” e nas novelas “Viver a Vida” e “Em Família”, todas de Manoel Carlos com direção de Jayme Monjardim. Atuou também nas séries “O Negócio” da HBO, “Carcereiros” de Eduardo Belmonte, “Onde está meu coração” para a Rede Globo, “Sintonia” da Netflix assim como nos longas-metragens “Doutor Gama” de Jefferson D e “Papai é Pop” de Caito Ortiz, entre outros. Marcelo Pellegrini - Direção Musical Compositor, arranjador e produtor musical. Desde 1993 compõe e produz trilhas para TV, dança, teatro e cinema. Entre as mais de 90 trilhas originais para teatro nesse período, destacam-se as longas parcerias com os seguintes diretores e grupos: José Celso Martinez Corrêa/Teatro Oficina Uzyna Uzona (Os Sertões, Cacilda!, Bacantes, Ella, Pra Dar um Fim no Juízo de Deus); LaMínima (Ordinários, Pagliacci, Mistero Buffo, O Médico e os Monstros, A Noite dos Palhaços Mudos, Piratas do Tietê, Rádio Variété, Reprise);Leonardo Moreira (O Jardim, O Silêncio depois da Chuva, Menor que o Mundo, 2 Ficções, Wiosna); Renata Melo (Simpatia, Turistas e Refugiados, Passatempo, Slices, Pessoas ao Sol). Recebeu três vezes o Prêmio Shell de Teatro – Melhor Música: em 1999, por À Margem da Vida; em 2003, por Os Sertões – A Terra, e em 2018 por Pagliacci, num total de dez indicações que recebeu ao prêmio. Sua mais recente indicação foi em 2020 pelo espetáculo A Desumanização, projeto de Maria Helena Chira, baseado na obra de Valter Hugo Mãe. Em 2013 teve uma retrospectiva do seu trabalho em teatro selecionado para a Mostra Oficial da quadrienal World Stage Design, em Cardiff, no País de Gales – Reino Unido. Nesta, que é a mais importante mostra mundial de artistas e criadores em artes cênicas, foi um dos três indicados ao Sound Design Golden Award.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.