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Realizar montagem, circulaçao e temporada do espetáculo "Madalena,Alice". Aclamado pela crítica especializada, o livro descreve a relação da filha e da mãe com Alzheimer, cuidadora e paciente, a partir da própria experiência da autora e da pesquisa realizada com outras mulheres cuidadoras. Com forte força dramatúrgica, a obra se materializa agora e sobe aos palcos, com a adaptação da própria autora e direção de Luiz Antônio Rocha.
Baseado em mulheres reais, Madalena, Alice conta a história de duas mulheres que têm suas vidas transformadas pela doença de Alzheimer. A história é apresentada em duas versões: mãe e filha, paciente e cuidadora. Os dois pontos de vistas se complementam para dar conta da dura rotina enfrentada por essas mulheres invisíveis aos olhos do Estado e da sociedade. A primeira parte é narrada pela portadora da doença, Madalena, que percorre as profundezas desse lugar escuro da loucura, onde a memória toma conta de tudo e se torna o único presente. Na segunda parte, Alice, a filha, se torna sua cuidadora e vítima, tão vítima quanto a mãe. Ambas estão em busca de si e de suas memórias. Elas são uma só. Duas faces da mesma moeda. As duas narrativas se completam e dão, com força literária, um panorama da tragédia que é a doença de Alzheimer.
Obejtivo Geral Realizar a montagem e a circulação do espetáculo "Madalena, Alice" visando sua circulação por diversas cidades brasileiras, durante 04 (quatro) meses. Obejtivo Específico Realizar 12 (doze) apresentações no Rio de Janeiro (RJ) de sexta a domingo; Realizar 12 (doze) apresentações em São Paulo (SP) de sexta a domingo; Realizar 02 (duas) apresentações em Salvador (BA) de sexta a domingo; Realizar 02 (duas) apresentações em Brasília (DF) de sexta a domingo; Realizar 02 (duas) apresentações em Fortaleza (CE) de sexta a domingo; Realizar 02 (duas) apresentações em Belo Horizonte (MG) de sexta a domingo.
Encenar os medos e traumas da sociedade contemporânea é uma forma de alerta a sociedade. Através do teatro é possível refletir as angústias e os pensamentos da sociedade e criar novos rumos. O Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva, que causa a perda de memória, desorientação no tempo e espaço, incapacidade intelectual e distúrbio de linguagem, sendo o principal motivo de demência entre os idosos. A estimativa é que o número de pessoas com a doença chegue a 1,2 milhão e que até 2050 o número de casos aumente em até 500%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas será que o Brasil está preparado para cuidar de forma adequado dos seus idosos? A montagem "Madalena, Alice", da jornalista e escritora Bia Barros, mostra o impacto trágico da doença em um país em crise. O Brasil é um país que não prioriza investimentos em saúde, mas que tem setenta por cento de sua população dependente do sistema público nessa área. Pesquisa realizada pelo IPEA, mostra que 71% dos municípios brasileiros não têm instituições para idosos. Por isso, o cuidado da pessoa idosa é realizado informalmente pela família em 90% dos casos, com as mulheres ocupando a função de cuidadora em quase 85%. Falta o suporte necessário tanto aos portadores da doença quanto aos seus familiares cuidadores, estes últimos geralmente são ignorados, mas se tornam também vítimas ao terem que lidar com as relações de dependência que surgem com a presença da doença na falta de recursos financeiros e/ou psicológicos. A dificuldade de conciliar a doença do parente com trabalho e projetos pessoais, faz com que essas pessoas, em sua maioria mulheres acabem desenvolvendo várias outras doenças como depressão, síndrome do pânico, síndrome de Burnout e ansiedade. É um assunto de extrema importância que atinge diretamente a saúde das famílias e da sociedade como um todo e que merece ser debatido. Madalena, Alice se utiliza do cenário de uma doença degenerativa para abordar as delicadas, mas necessárias relações entre o estado, o sistema de saúde e a família. Num país que está envelhecendo é urgente pensar de que forma e em quais condições se dará esse processo. O teatro é uma excelente ferramenta de conscientização para expor temas relevantes como estes e suscitar o debate e a reflexão. O teatro é um laboratório para a vida, a formação de atores humanos no nosso belo mundo palco. Já dizia Hipócrates, há 2500 anos. A proposta se enquadra nos seguinte incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A proposta contemplará os seguintes objetivos do Art. 3º: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Proposta cênica Em "Madalena, Alice" a imagética dramaturgia é contada em forma de “sonho” e nos leva do irreal ao real onde a ficção e realidade se cruzam. Em uma atmosfera lúdica, a encenação foi concebida para uma atriz e uma “marionete” - uma boneca em escala humana -. A atriz veste a boneca, emprestando seu corpo, criando assim a nomenclatura da técnica” boneco siamês” ou “boneco habitável”.Optamos pelo teatro de animação por suas características lúdicas. É uma prática que permite investigar a relação entre matéria, corpo e signos para a expressão de ideias e sentimentos. Essa técnica possui a capacidade de gerar imagens e associar sentidos para uma aguçada apreciação do ser humano e do mundo que o envolve. A construção artificial que serve como um modelo de “realidade” a ser experimentada. “A marionete” ou “boneca” (aqui entendido como forma animada) é um objeto de investigação que propõe um código de comunicação. Sabemos o quanto a figura do “boneco (a)” está relacionada à própria natureza da infância, por sua força simbólica imaginativa, por sua essência factícia e sua existência tão real. A cenografia de "Madalena, Alice" é uma instalação plástica mutável servindo organicamente a dramaturgia. Composta por centenas de caixas vazias de remédio amontoadas pelo palco que se escondem em uma poltrona e uma samambaia dependurada revelando parte da realidade da história narrada. Essas pilhas de caixas de medicamentos formam labirintos de onde os personagens procuram uma saída. A luz se funde, sublinhando os espaços cenográficos criados pela trama.
NÃO SE APLICA
Seguem as medidas de acessibilidade em atendimento ao Art. 27 da IN 01/2023: Produto 1: Artes Cênicas "I - no aspecto arquitetônico, recursos de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios como banheiros, áreas de alimentação e circulação"; Acessibilidade Física: Iremos priorizar locais que sejam em espaço térreo, que possuam rampas, o que possibilita a circulação de pessoas com deficiência física, como o uso de cadeira de rodas. Banheiros adaptados ao uso de deficientes físicos. Item orçamentário: Não se aplica II - no aspecto comunicacional, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto. Acessibilidade para deficientes visuais: O projeto prevê vagas destinadas exclusivamente para pessoas com deficiência visual. Sendo que os conteúdos serão detalhados oralmente para total compreensão de conteúdo por um acompanhante. Item orçamentário: Monitores Acessibilidade para deficientes auditivos: O projeto prevê Tradução em Libras e legendas automáticas em conteúdos digitais. Item orçamentário: Intérprete de Libras Acessibilidade para deficientes intelectuais: O projeto prevê monitores preparados para lidar com as pessoas com deficiência intelectual. Item orçamentario: Monitores Produto 2: Contra partida Social "I - no aspecto arquitetônico, recursos de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios como banheiros, áreas de alimentação e circulação"; Acessibilidade Física: Iremos priorizar locais que sejam em espaço térreo, que possuam rampas, o que possibilita a circulação de pessoas com deficiência física, como o uso de cadeira de rodas. Banheiros adaptados ao uso de deficientes físicos. Item orçamentário: Não se aplica II - no aspecto comunicacional, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto. Acessibilidade para deficientes visuais: O projeto prevê vagas destinadas exclusivamente para pessoas com deficiência visual. Sendo que os conteúdos serão detalhados oralmente para total compreensão de conteúdo por um acompanhante. Item orçamentário: Monitores Acessibilidade para deficientes auditivos: O projeto prevê Tradução em Libras e legendas automáticas em conteúdos digitais. Item orçamentário: Intérprete de Libras Acessibilidade para deficientes intelectuais: O projeto prevê monitores preparados para lidar com as pessoas com deficiência intelectual. Item orçamentario: Monitores
Atendendo ao artigo 27, da IN nº 1/2023/MinC teremos: 20% (vinte por cento) para distribuição gratuita para ..."pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, tais como: negros, indígenas, povos tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família e CadÚnico"...; e para alunos da rede pública de ensino fundamental e médio. até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e 30% (trinta por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) em atendimento ao valor de 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. A distribuição gratuita será comprovada mediante apresentação de cartas/declarações subscritas pelas instituições recebedoras. Teremos ainda, uma Oficina de Interpretaçao em Fortaleza durante cinco dias. Ao final de cada sessão haverá uma conversa com a atriz sobre o processo de criação, a interpretação utilizando um ” boneco siamês” ou “boneco habitável”. Além de uma roda de conversa com um/uma especialista em Saúde Mental no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.
O proponente realizará as seguintes funções dentro do projeto: direção artística, coordenação geral e supervisão técnica financeira. Dramaturgia: Bia Barros Bia Barros nasceu em Fortaleza, no Ceará. Aos 19 anos, veio para São Paulo prestar vestibular na Universidade de São Paulo (USP), onde cursou a Faculdade de Ciências Sociais e Jornalismo, na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Trabalhou na pauta dos programas jornalísticos da TV Cultura e TV Bandeirantes. Mas, a paixão pelo Cinema levou esta cearense à Cuba, onde foi estudar Documentário e Roteiro na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV). No ano seguinte, recebeu a bolsa da Fundación Carolina para o II Curso de Desarrollo de Proyectos Cinematográficos Iberoamericanos, em Madri. Ao voltar para São Paulo, atuou como Coordenadora de Comunicação da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos. Em 2015, precisou cuidar da mãe com Alzheimer e, em função do alto grau de dependência da enferma não conseguiu mais conciliar a rotina de cuidados com o trabalho formal. A experiência inspirou-a a escrever o livro Madalena, Alice premiado com menção honrosa, no Prêmio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas obras em Língua Portuguesa, concorrendo com 722 autores e 865 obras. O livro foi lançado no Brasil, com o título “Madalena, Alice”, pela editora Nós, na Flip 2018, em Paraty. Encenação: Luiz Antônio Rocha Produtor, autor e diretor teatral foi membro do conselho da Michael Chekhov Brasil e em 2012, fez parte do júri oficial do INTERNATIONAL EMMY AWARDS realizado em Nova York. É considerado como uma das revelações na direção da cena carioca. Seus espetáculos possuem uma marca autoral de extrema simplicidade com grande sensibilidade valorizando a força do ator e da palavra. Foi considerado por Flávio Marinho no seu livro “Quem tem medo de besteirol” como um dos reinventores do gênero pela criação e direção de “Uma Loira na Lua”, uma homenagem a Lucille Ball (2004), espetáculo que lançou a atriz Alexandra Ricther e que terá nova montagem em 2020; Também dirigiu: “Eu te darei o Céu”; “A história do Homem que ouve Mozart e da Moça do lado que escuta o Homem”; “Frida kahlo, a Deusa Tehuana”; “Brimas”; “Zilda Arns, a Dona dos Lírios” e “ Paulo Freire, o Andarilho da Utopia”, solo em homenagem ao ilustre educador pelo qual está indicado ao Prêmio Shell de 2019 na categoria Inovação e Helena Blavatsky, a Voz do Silêncio de autoria da filósofa Lucia Helena Galvão. Interpretação: Marise Nogueira Atriz, mascareira e pesquisadora da linguagem do teatro de formas animadas, formada em Artes Cênicas pela UNI-RIO. Atuou em diversos espetáculos como: Rifinfin no Medelin com o Grupo Teatral Moitará; O Teatro da Grande Marionete, O Homem que Amava Caixas, Porque Nem Todos os dias são Dias de Sol?, A Lenda do Príncipe que Tinha Rosto com a Artesanal Cia de Teatro; O Evangelho Segundo Dona Zefa e Makunaíma – Outro com o Grupo Nepaa. Com a Cia PeQuod, atuou em espetáculos ganhadores do Prêmio Shell, como A Chegada de Lampião no Inferno, PeerGynt e Filme Noir, indicado ao Prêmio na categoria especial Manipulação de Bonecos. Em 2012 Marise Nogueira recebeu indicações de melhor atriz no Prêmio Zilka Salaberry, pelo espetáculo “O Homem que Amava Caixas” e no Festival de Teatro de Ponta Grossa – PR, pelo espetáculo O Evangelho Segundo Dona Zefa. Ministrou diversas oficinas de teatro e confecção de máscaras em eventos culturais nacionais e internacionais e em projetos do SESC. Criou as máscaras e fez a preparação dos atores nos premiados espetáculos da Artesanal Cia de Teatro, Por que nem todos os dias são dias de sol?, O Gigante Egoísta, O Homem que Amava Caixas e A lenda do Príncipe que Tinha Rosto. Direção de arte e cenário – Eduardo Albini Artista plástico uruguaio, participou de várias coletivas, salões, ganhou prêmios e fez algumas individuais. Tem obras em coleções particulares e acervos, entre eles a Fundação Biblioteca Nacional. É autor dos livros de imagens a “A Semente” (2010) e “Pedro Pet Plástico” (2011) Seus trabalhos já atravessaram o oceano e foram parar na Bienal de Ilustradores de Bratislava na Eslováquia. Também é colaborador do jornal Folha de S. Paulo. Recentemente foi convidado pela Fundação Biblioteca Nacional e a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em parceria com a Câmara Brasileira do Livro e com o Ministério das Relações Exteriores para participar da Feira do Livro para Crianças de Bolonha. Em 2004 estreou como cenógrafo e figurinista na peça de teatro infantil “Uma a ventura no outro mundo” e em experiência em 2014 na peça de teatro “Frida Kahlo, a Deusa Tehuana”. Também assinou o cenário e figurinos de “Paulo Freire, o Andarilho da Utopia” e “Helena Blavatsky, a Voz do Silêncio”. Ricardo Fujii – Projeto de luz Iniciou seus estudos em 1985 como assistente do cenógrafo e lighting designer Peter Gasper (1940-2014) onde participou do desenvolvimento de mais de 200 trabalhos nas áreas da iluminação cênica e arquitetônica dos quais se destacam: Rock in Rio 1 E 2; Hollywood Rock 1,2 E 3; Paul McCartney in Rio; Ópera Turandor, Aída, Tosca e Bodas de Figaro Metropolitan RJ (iluminador chefe/ano inaugural); Dezenas de trabalhos para TV Globo, TV Manchete, TV Senado, TV E, TV Bandeirantes e SBT; Iluminação arquitetônica de shopping centers, edifícios comerciais, hotéis, lojas, residências, parques, jardins, casas de espetáculos, teatros, estúdios, iluminação pública e monumental. Trabalhos recentes em TV: Novela Poliana - SBT 2019- 2020 ; Macrossérie Jezabel - Formata - Record – 2019; Xuxa Meneghel - Casablanca/Record – 2015 – 2016 Novela Os 10 Mandamentos (Primeira Fase) TV RECORD - 2014-2015; Novela Pecado Mortal - TV RECORD - 2013 ; Minisserie José do Egito - TV RECORD - 2012 – 2013; Iluminador: 2019 – Teatro – Blavatsky, a voz do silêncio – Luiz Antonio Rocha; 2017 – Teatro Natália Thimberg – Tudo Sobre Elas – Bárbara Bruno; 2017 – Show o Jovem Mágico – Gabriel Monteiro – TOUR 2017. Figurino: Markoz VieiraConfecção marionete: Bruno DantePreparação em manipulação: Marcio Nascimento
Projeto paralisado porque o proponente está INADIMPLENTE junto ao Ministério da Cultura.