Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Execução de ações para a atualização de conteúdos e instalações da exposição de longa duração do Museu Regional Delmiro Gouveia, prevendo implantação de medidas de acessibilidade para público PcD, e programa de Educação Patrimonial.
Não se aplica.
Geral - Preservar, estudar e disseminar as histórias e o legado educativo de Delmiro Gouveia, brasileiro visionário que acreditava no povo sertanejo, na cultura, no trabalho e na preservação do meio ambiente. - Interiorizar práticas museológicas e de educação patrimonial, ampliando a disseminação e preservação do patrimônio material e imaterial da Região do Sertão Alagoano. Específico Concepção, desenvolvimento e implantação de atualização da exposição de longa duração do Museu Regional Delmiro Gouveia, situado no município de mesmo nome, Estado de Alagoas; concepção, desenvolvimento e montagem de museografia; concepção e implantação de projeto acessibilidade física e cognitiva para pessoas com deficiência visual, auditiva, motora, intelectual e mobilidade reduzida; concepção e desenvolvimento de projeto educativo; concepção e desenvolvimento de projeto museológico e respectivo plano de gestão.
O Museu Regional Delmiro Gouveia funciona desde 1989 e está instalado na antiga estação de trem Delmiro-Vila da Pedra, um edifício datado da década de 1800. O museu é composto de um complexo de edifícios que somam a estação de trem, o galpão da locomotiva _ onde há um trem restaurado - um anfiteatro externo, edículas para banheiros e área externa para ações educativas, praça de alimentação e eventos. Como poderíamos justificar a necessidade de reestruturação física e de modernização conceitual e expográfica do Museu Regional Delmiro Gouveia, sem ter em mente a vida e a obra do seu patrono que tanto nos inspira e ainda nos causa espanto? Pelos feitos que realizou e pela projeção que alcançou, Delmiro Gouveia tem a dimensão das lendas. E se o revelarmos de corpo inteiro, como fez o historiador Frederico Pernambucano de Mello no seu livro Delmiro Gouveia - desenvolvimento com impulso de preservação ambiental, onde estão registradas todas as circunstâncias de importância relacionadas à sua vida e às suas realizações - desde a infância pobre no sertão do Ceará até o dia 10 de outubro de 1917, quando é assassinado no terraço de sua casa na vila da Pedra. "Três tiros de tocaia em noite clara de luz elétrica... E o que se vê, é nada menos que a morte do futuro pelas piores energias do passado". É impressionante a biografia de êxito social de Delmiro Gouveia, vindo de uma origem humilde atinge um nível altíssimo de sucesso pelas vias do comércio e da indústria, o que não era comum no seu tempo. Torna-se no final do século XIX, no Recife, um dos maiores empresários de todos os tempos. Leva, então, para o sertão, a organização capitalista e em poucos anos, como empreendedor perspicaz, faz acontecer uma verdadeira revolução civilizadora jamais vista na região. "O Delmiro aprendiz de tipógrafo, chefe de estação de serviço ferroviário, despachante de barcaças, comerciante de couro de ovelhas e cabras, criador do mercado do Derby, proprietário da Usina Beltrão de refinamento de açúcar, enfim o empresário de sucesso, visionário, amoroso, obstinado, caindo, reerguendo-se, domesticando as águas e transformando Pedra, a partir da eletrificação, num centro econômico modelar, merecedor de elogios de brasileiros e estrangeiros". O projeto de atualização da exposição de longa duração do Museu Regional Delmiro Gouveia será tão arrojado quanto o seu patrono, audacioso, moderno, tecnológico, interativo. Certamente contará a história desse brasileiro visionário, que acreditava no povo sertanejo, no trabalho e na preservação do meio ambiente. Delmiro sempre será fonte de inspiração e exemplo de determinação. A energia limpa extraída das águas do velho Chico, que há 110 anos iluminou a vila da Pedra, ainda reflete e anuncia novos tempos. O Museu Regional Delmiro Gouveia será um espaço de futuro fincado em experiências do passado, a serem vividas no presente. A solicitação de apoio ao projeto junto ao Ministério da Cultura via Lei de Incentivo, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91, atende aos Incisos:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País. Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91, atende ao Inciso:III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;
Conceito ExpográficoO processo criativo para a definição espacial foi determinado pelas necessidades programáticas referentes a atualização do museu em sua nova versão, priorizando o uso da tecnologia digital, principalmente, com ênfase na sua abrangência regional. O circuito pensado para visitação da exposição se inicia pelo Galpão da Locomotiva, segue para a Estação de Trem e finaliza com ações educativas na área externa do complexo. Galpão da LocomotivaNo Galpão da Locomotiva será apresentado um vídeo – imagem em movimento - onde a ideia é a locomotiva ser ocupada pelos espectadores, como se estivessem prontos para viajar e as imagens, projetadas nas paredes laterais do galpão, proporcionem uma experiencia imersiva da viagem de trem realizada na antiga via férrea que liga Piranhas a Delmiro Gouveia. Além das imagens, será criada uma paisagem sonora com sons da natureza, músicas e falas ilustrativas da época em que a estação estava em atividade. Em seguida o espectador segue para Estação de Trem onde está a exposição de longa duração. O galpão deverá ter sua arquitetura requalificada (recuperação de telhado, fechamentos acústicos, climatização, instalações elétricas etc) para receber os equipamentos necessários a essa experiência imersiva. Estação de Trem Delmiro – Vila da PedraSendo nosso principal edifício, este abrigará a exposição de longa duração, onde serão exibidas informações sobre a vida de Delmiro Gouveia focadas nos seus feitos empreendedores, uma vez que na cidade já existe um memorial sobre a vida do Delmiro Gouveia e não intencionamos repetir as mesmas informações biográficas. Além disso, e para enfatizar o título regional do museu, informações sobre a região sob o ponto de vista geográfico, demográfico, social e econômico.A exposição está dividida entre as duas salas existentes na estação. Na sala maior, teremos uma timeline contando a trajetória empreendedora de Delmiro Gouveia até a inauguração da Usina de Angiquinho. Neste final da timeline teremos uma grande imagem atual em vídeo de parede inteira (4m x 3,50m), da queda d’água de Angiquinho, localizada na Usina de Paulo Afonso, com o som das águas e numa escala de muito próxima à realidade, para que o espectador seja invadido pela sensação de estar de frente a queda d’água como ela realmente é. Na parede seguinte, onde estão as janelas da estação (estas estarão abertas e protegidas com vidro transparente), teremos mais informações com fotos e textos sobre Delmiro Gouveia, além de citações e frases dele e sobre ele, afixadas com signfix nos vidros. Na parede seguinte, oposta à projeção da imagem da queda d’água, teremos inserido no contexto expográfico, um mobiliário de época – uma estante em madeira e vidro - existente no acervo onde serão exibidos objetos, cartas, livros etc pertencentes ao acervo do museu. Na parte central da sala estarão todos os displays com tecnologia digital onde serão concentradas as informações sobre a região e arquivos de pesquisa complementar para os espectadores explorarem, além da cabine de operações para guarda de todos os equipamentos eletroeletrônicos, sonorização e informática. Na sala menor, já dividida em duas partes naturalmente pela arquitetura, teremos uma sala dedicada á Fabrica de Linhas, com ambientação de escritório utilizando mobiliários e objetos do acervo do museu, além de uma parede interativa com plaquinhas giratórias onde teremos fotos, citações, frases e informações sobre a fábrica, onde o espectador poderá “brincar” com a exploração destas informações. Na outra parte da sala, teremos uma sala audiovisual com alguns assentos e área de projeção, onde poderão ser exibidos vídeos e filmes sobre Delmiro Gouveia e conteúdos afins do museu, além disso utilizaremos a abertura da antiga bilheteria como visor para apresentação uma animação em vídeo com fotografias da estação quando estava em atividade. Saindo da exposição da estação, o espectador será guiado para as atividades educativas a serem realizadas no anfiteatro e área externa. O edifício, sob o ponto de vista arquitetônico, deverá receber novas instalações elétricas, climatização e recuperação de pisos, paredes, revisão de coberta e esquadrias, para que a exposição possa ser executada e tenha os equipamentos especificados, mantidos em seu perfeito funcionamento. O anfiteatro será requalificado para ser um espaço multiuso onde serão realizadas atividades educativas, bem como, eventos variados de interesse do museu. A requalificação da área prevê uma estrutura metálica com coberta em lona tensionada para amenizar os efeitos do sol no local, além do restauro das arquibancadas, confecção de assentos estofados removíveis, execução de instalações elétricas e luminotécnicas exteriores para que o espaço possa receber equipamentos eletroeletrônicos utilizados em eventos de diversas naturezas. (2) PROJETO EDUCATIVO Constitui o arcabouço para sua elaboração:• Desenvolvimento da Missão enquanto “museu educador”;• Desenvolvimento do Programa Anual de Educação que converge com a Exposição Principal;• Planejamento das Ações de Educação voltadas a cada um dos públicos de interesse, através de visitas mediadas ou oficinas: Visitas Educativas, mediadas, para o público em geral, Visitas Educativas para o público escolar, Visitas Educativas para as famílias; Visitas Educativas para turistas;• Programa de Formação de Educadores do Museu; • Desenvolvimento de Oficinas de Formação para arte-educadores, educadores e professores visitantes, sob a ótica da docência extracurricular e sua importância para a ampliação de repertório cultural e multidisciplinar; • Desenvolvimento de material educativo como kits, jogos e brincadeiras para maior ludicidade e apreensão de conteúdos;• Oficinas Inclusivas para públicos Especiais (Autismo, Baixa capacidade intelectual e todas as demais deficiências). (3) PLANO MUSEOLÓGICO Além do Projeto Detalhado de Curadoria, será elaborado o Plano Museológico que irá delimitar o repertório patrimonial, estabelecer perspectivas para as linhas de ação de salvaguarda e comunicação, além de refletir sobre a missão institucional e sugerir caminhos para as linhas de pesquisa do Museu. Na oportunidade propomos a reflexão sobre o papel do museu na pesquisa, salvaguarda e divulgação do seu patrimônio primordial: o conteúdo e seus desdobramentos. As informações recolhidas durante as pesquisas realizadas para a elaboração do conteúdo das experiências museográficas serão organizadas para que se constitua como um centro irradiador de conhecimentos sobre a temática abordada. Para isso, a equipe curatorial delimitará o repertório patrimonial do museu, estabelecendo linhas de pesquisa, salvaguarda e comunicação.
PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTEAcessibilidade física: o Museu Regional Delmiro Gouveia conta com estrutura para o acesso de cadeirantes e/ou pessoas com dificuldade de locomoção (rampas e banheiros acessíveis/adaptados);Rubricas na planilha: sem custo. Acessibilidade para PcD Visuais: Audiodescrição dos conteúdos. Rubrica na planilha: Desenvolvimento multissensorial Acessibilidade para PCD Auditivos: vídeos com a participação de intérpretes de LIBRAS Rubrica na planilha: Desenvolvimento multissensorial Acessibilidade para PCD intelectuais: Monitores qualificados para atendimento de público especial.Rubrica na planilha: Monitores.
PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTE Para atendimento ao Artigo 28 da IN 01/2023 optamos pelo Inciso IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;
O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, e será remunerado pela rubrica de mesma nomenclatura, possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional. Coordenação geral: FUNDAÇÃO MUSEU REGIONAL DELMIRO GOUVEIA Curadoria: Albertina Otávia Lacerda Malta (Betty Lacerda) Graduada em História pela Universidade Católica de Pernambuco e Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco. É Analista em Ciência e Tecnologia da Fundação Joaquim Nabuco, desde 1990, quando foi efetivada, por concurso público. Exerceu cargos de gestão, na Fundaj, desde 1987, com significativa atuação técnica na área de documentação. A partir de uma abordagem fundamentalmente voltada para a Memória, a Educação e a Cultura e com base na Ciência da Informação, tem desenvolvido projetos na Fundaj e em instituições parceiras, no âmbito da preservação de acervos documentais, em especial de coleções fotográficas, de exposições icono-documentais e publicações. É especialista em conservação e restauração de coleções fotográficas, com cursos realizados no Brasil e no exterior. Participa de comissões como a Comissão Permanente de Acervos e a de Segurança de Acervos-daambas da Fundaj, e a Câmara Técnica de Documentos Audiovisuais, Iconográficos, Sonoros e Musicais, do Conselho Nacional de Arquivos/CONARQ. É sócia fundadora da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual - ABPA. É membro do segmento notório saber, representando a Fundação Joaquim Nabuco, do CEPPC - Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Atuou na equipe da Fundação Joaquim Nabuco responsável pela montagem da exposição “O Modernizador do Nordeste”, que está atualmente no Museu Delmiro Gouveia. Projeto museográfico: Séphora SilvaSephora Silva é diretora de arte, cenógrafa e light designer. É formada em Arquitetura e Urbanismo, tem formação técnica em Audiovisual e pós-graduação em Light Design. Atua profissionalmente em todo Brasil, principalmente na cidade do Recife, onde reside. Seu foco principal é audiovisual, teatro e expografia, tendo trabalhado em produções do cinema pernambucano e realizado exposições de diversas naturezas. Ganhou prêmios de Melhor Direção de Arte com o longa-metragem Amores de Chumbo no Festival de Cinema de Triunfo (2019) e Festival Iberoamericano de Cinema de Caruaru (2019), além de prêmios com os curtas-metragens Maria e A felicidade não é deste mundo no Cinefest de Recife (2014/2015). Também foi premiada com as exposições da Oca a Catedral (2003) no 4º Salão de Design de Pernambuco. Atualmente é responsável pela expografia de reinauguração do primeiro pavimento do Museu do Homem do Nordeste, a ser finalizada em dezembro do corrente. Coordenação de produção: Dois Juntos/Márcio GuerraGestor de projetos e produtor de conteúdo com experiência no desenvolvimento e execução de exposições, eventos e projetos relacionados a cultura e educação. Na Fundação Roberto Marinho, no Rio de Janeiro, atuou na concepção e implantação do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio, além da produção de exposições temporárias e projetos na área de educação. Em São Paulo, exerceu a função de Assessor de Diretoria na Organização Social IDBRASIL, responsável pela gestão do Museu do Futebol e do Museu da Língua Portuguesa. Atualmente é sócio-diretor da Dois Juntos Consultoria e Gestão, onde segue atuando na concepção e gestão de projetos. Projeto educativo: Nayara Passos É Educadora e Pesquisadora. Graduada em Museologia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2016). Entre 2021 e 2023, foi educadora da Diretoria de Educação e Pesquisa da Oficina Francisco Brennand, onde atuou como assistente de coordenação no projeto de pesquisa Artes, Museus e Antropoceno, realizado em parceria com a UFPE e cooperação técnica com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco - FACEPE, e residente do projeto Processos de Criação em Educação, também promovido pela Oficina Francisco Brennand. Coordenou o projeto educativo da Exposição Encruzilhada: Território, memória e identidade no SESC-PE (2023), onde também foi Arte-educadora convidada no 14° Salão Único de Arte Contemporânea (2022), foi residente do projeto de acompanhamento para artistas, pesquisadores e educadores Pemba: Residência Preta - SESC-BR (2022). Neste mesmo ano, concluiu o curso de extensão em Curadoria de Exposição, promovido pela Rede de Pesquisa e Formação em Curadoria de Exposição. Foi educadora do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, entre 2016 e 2019, tendo desenvolvido o projeto Memória Social na Escola e atuou na área de Memória Social e História Local. Também foi estagiária no setor educativo da mesma instituição e bolsista do projeto de extensão Imagens fotográficas: Olhares sobre a história da UFPE no biênio 2014-2015. Foi bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (2013-2014), desenvolvendo o projeto Identificação e atribuição de valores: acervos de ciência e tecnologia das ciências da saúde na UFPE, também bolsista de cooperação técnica da FACEPE em 2014, atuando no setor de pesquisa do Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco.
PROJETO ARQUIVADO.