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O projeto prevê a realização de encontros-oficinas entre mulheres para criação em artes visuais, neste caso o artesanato, combinado com conversas e discussões sobre temáticas da vivência feminina. Acerca desse debate, serão ainda realizados podcasts que contam a história de mulheres. O projeto prevê ainda criar um site que poderá ser utilizado como expositor dos conteúdos criados durante os encontros.
Objetivo Geral Realizar encontros-oficinas para criação de materiais artesanais, contando e discutindo sobre a temática artística e feminina, além da produção de podcasts e site que divulguem parte dessas histórias e trabalhos. Objetivos específicos PRODUTO ENCONTROS - Realizar 15 encontros-oficinas de criação artesanal para mulheres em 2 cidades, totalizando 30 encontros no total do projeto - Alcançar 40 mulheres através dos encontros proporcionados pelo projeto - Proporcionar 45 horas de produção artística em cada cidade, sendo 90 horas de trabalho no total do projeto PRODUTO PODCAST - Disponibilizar 4 episódios de podcasts por cidade, relatando a história de mulheres participantes dos encontros, totalizando 8 episódios no total do projeto PRODUTO SITE - Criar 1 site para exposição dos produtos criados durante os encontros proporcionados através do projeto
Toda arte conhecida hoje carrega consigo uma história, nasceu de tempos antigos e se movimentou, moldou, até chegar ao que conhecemos hoje. Saudosas são nossas avós, nossas tias e nossas mães, que sentam conosco e nos ensinam o que as suas as ensinaram. Um reflexo que se multiplica posteriormente e cria novas culturas e experimentos, da gente, pra gente, com a gente. Uma teia, uma rede, que se cria e se expande à medida que interagimos com aquelas que andam conosco. De fato, esse projeto surge com o intuito de alcançar principalmente mulheres, em todas as suas idades e cidades, e possibilitar a elas que compartilhem seus experimentos, suas histórias, suas fórmulas de família e, que assim, se amplie a ancestralidade feminina brasileira, que nos impactou, impacta e impactará sempre. Pensando nisso, e na forma pela qual poderíamos trazer à sociedade como um todo a ampliação dessa temática, levantamos o artesanato como sendo o direcionador desse projeto, porque entendemos que esse possa alimentar uma grande comunidade entre as mulheres brasileiras, que de geração em geração repassavam os cuidados necessários para o aprendizado dessa técnica, que além de unir famílias no momento em que eram repassados de mãe pra filha, ainda serviam como autocuidado, acalmando quando executado em solitude. O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo, e reflete sob diversos povos brasileiros, seja através dos modos, costumes, manias, características ou tradicionalismo. Na sua origem, servia como meio de sobrevivência, e hoje, através de políticas públicas e da ação de diversos artesãos, atua como fomentador da economia brasileira, uma vez que contribui tanto para quem produz e vende o seu produto, quanto aos produtores de matéria prima, por exemplo. O projeto em questão prevê então a captação de mulheres para a produção de material artesanal, aumentando a rede de produtoras do item, aumentando a possibilidade de continuação da habilidade das mulheres em colocar seu pertencimento e significados em objetos, através de cores, formas e texturas diferentes, inspirando a si mesmas e a outras mulheres presentes em cada local alcançado pelo projeto. Como forma de fortalecer o resgate ancestral feminino, o projeto propõe uma artesania realizada em roda, enquanto ouvimos e contamos histórias. Ao chegar na cidade, identificaremos qual a potencialidade daquela região, e trabalharemos a partir dela. Pretende-se realizar durante esses encontros de produção dos materiais, a discussão sobre temas relacionados à temática feminina. Esses encontros serão conduzidos tanto por mulheres das próprias regiões impactadas, quanto por profissionais convidadas para tal. Umas ensinarão às outras as suas técnicas. Juntas, conduzirão o trabalho de forma que outras possam também construir, em conjunto, os trabalhos de seu interesse. Serão proporcionados encontros que discutirão a vida dessas mulheres, a importância da continuidade do trabalho artesão, formas de construir renda a partir do trabalho artístico produzido, como definir o que será produzido e vendido, entre outros pontos. Queremos apoiar e contribuir com a sensibilização e o empoderamento feminino a partir desse trabalho, quem são essas mulheres, como são as suas histórias, entre outros pontos que possam relacioná-las consigo mesmas e com as demais participantes do projeto. Durante esses encontros, as beneficiadas poderão ainda discutir acerca do entendimento do material que manuseiam, como a sua relação com o meio ambiente, como apresentar um produto e alcançar um público maior através das redes sociais. Ainda, durante a realização desses encontros, serão escolhidas algumas dessas mulheres para que elas contem suas histórias através de podcasts, com valor não só artístico, mas também humanístico, ou seja, que contem sobre seus materiais criados e sobre as suas histórias de vida, sobre como chegaram até a arte do artesanato e como se mantém a partir dele. O projeto também pretende ter um site com uma plataforma que possa servir como meio de busca dessas mulheres e dos produtos criados durante os encontros proporcionados pelo projeto. Servirá tanto como um mapeamento de onde estão essas mulheres, como um canal de divulgação desses produtos. Entendemos que o projeto aqui exposto deverá contribuir com a produção de produtos que possam fomentar a circulação da economia criativa, gerando renda para mulheres que, a partir dos debates acontecidos durante as produções, serão ainda mais autoconfiantes e conhecedoras de si e dos produtos que criam. Sendo assim, contribuindo com a arte e a economia brasileira, entendemos que esse projeto se encaixa na Lei de Incentivo à Cultura, e por este motivo, acreditamos que o mesmo possa solicitar de recursos disponibilizados por empresas para tal. Desta forma, buscando alinhar o projeto aos preceitos que regem a Lei 8.313/91, acreditamos que o projeto se enquadra ao Art. 1º, através dos incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Da mesma forma, entendemos que o projeto tem como finalidade, conforme exposto no Art. 3º, o inciso: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
ENCONTROS Acessibilidade para pessoas com deficiência física: Os espaços previstos para a realização de atividades do projeto deverão ser dotados com rampas e banheiros adaptados, a fim de possibilitar a participação de pessoas com deficiência motora ou com mobilidade reduzida. Acessibilidade para pessoas com deficiências visuais: Caso haja alguma pessoa cega ou com visão reduzida presente nas ações do projeto, serão disponibilizados monitores capacitados para atendimento da linguagem necessária para possibilitar sua participação nas atividades. Acessibilidade para pessoas com deficiências auditivas: Durante toda a realização das atividades, caso haja algum participante surdo ou com audição reduzida, serão disponibilizados intérpretes de libras para possibilitar sua participação nas atividades. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Caso haja necessidade, será contratada monitoria especializada inclusiva em casos de Pessoa com TEA e PCD intelectual. PODCAST Acessibilidade para pessoas com deficiência física: Não é necessária a previsão de acessibilidade física neste produto, uma vez que o material será disponibilizado através de arquivos de áudio. Acessibilidade para pessoas com deficiências visuais: Não é necessária a previsão de acessibilidade visual neste produto, uma vez que o material será disponibilizado através de arquivos de áudio. Acessibilidade para pessoas com deficiências auditivas: Será disponibilizada uma versão legendada no YouTube para que pessoas com deficiências auditivas possam acompanhar o material produzido. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Não é necessária a previsão de acessibilidade neste sentido, uma vez que o material será disponibilizado em formato online, podendo ser acessado por quaisquer pessoas de suas próprias casas. SITE Acessibilidade para pessoas com deficiência física: Não é necessária a previsão de acessibilidade física neste produto, uma vez que o material será disponibilizado em formato online, podendo ser acessado por quaisquer pessoas de suas próprias casas. Acessibilidade para pessoas com deficiências visuais: Será disponibilizado o recurso de descrição de imagens para possibilitar o acesso de pessoas com deficiências visuais. Acessibilidade para pessoas com deficiências auditivas: Não é necessária a previsão de acessibilidade neste sentido, uma vez que o material será disponibilizado em formato escrito. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Não é necessária a previsão de acessibilidade neste sentido, uma vez que o material será disponibilizado em formato online, podendo ser acessado por quaisquer pessoas de suas próprias casas.
Em relação ao art. 24 da IN nº 01/2022, contempla-se: III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas;
Luciane Panisson - Coordenação Geral e responsável pela gestão do processo decisório, incluindo atividade técnico-financeira Acredita na arte e na educação como espaço de diálogo e transformação de realidades. Como performer investiga o espaço relacional a partir de dispositivos sensoriais, teve sua performance DENTRO contemplada em 2020 no edital Arte como Respiro do Itaú Cultural. Atua há 30 anos como criadora e educadora na área cultural e educacional. É graduada em Licenciatura em Artes Cênicas e Mestra em Processos de Criação pelo PPGAC/UFRGS, com a pesquisa A Poética do Sensorial: procedimentos de criação da cena imagética, onde investigou o objeto concreto como recurso sensível de criação, e teve como referenciais teóricos Tadeuz Kantor, Duchamp, Georges Didi-Huberman e Élcio Rossini. Na sua formação complementar tem a dança, as artes visuais e a literatura como áreas de interesse. No Coletivo Das Flor, coordena as Oficinais de Artes Integradas destinadas a atores e não-atores, fez a curadoria das Instalações Performáticas Casulo de Brinquedos e Umbigo do Mundo de Margarida Rache, Objeto-Dobras da Minha À Tua Ação de Álvaro Viaverde e Mergulho em si de sua própria autoria, que estiverem por dois meses de 2017 na galeria do Centro Histórico e Cultural Santa Casa de Misericórdia. Dirigiu e roterizou o filme Sobre Marias e Terezas, e os espetáculos Lombay, uma fábula urbana, Das Flor, Mergulho, Kraft – oficina performática e os dois solos da atriz Eveliana Marques Ekin: Estrela d’Alva e Vai Passar, o com este último inaugura sua investigação na linguagem virtual. Ao lado da diretora e atriz Júlia Ludwig, da Cia. Circular, assina a dramaturgia e direção das ações do Projeto Bendita Sois Voz que compreende ações de fortalecimento da voz e do trabalho feminino, a partir de oficinas de dramaturgia pessoal, da composição de episódios de rádio-teatro sobre a vida de mulheres que protagonizaram ações expressivas em suas comunidades, configurando-se no ponto de vista simbólico como atos de heroísmo, em conjunto com outras ações que vem se desenhando como agentes multiplicadores de economia circular de serviços e produtos de mulheres. Suas vivências no processo educacional são como professora de Dança, Expressão Corporal e Teatro na rede pública e privada, e professora na Pós-graduação em Artes Cênicas da Faculdade Censupeg. Ao longo dos últimos 20 anos, vem desenvolvendo, em parceria com outros artistas, projetos que visam a formação de público no âmbito das Artes Cênicas. Entre os projetos destacam-se Projeto Cena em Construção, Projeto Experimentos, Palco Farroupilha e Arte À La Carte ,como territórios de criação hibrida e que evocam a coautoria do público. Júlia Ludwig Rodrigues - Coordenação Artística Iniciou seu trabalho em teatro em 1999 no Festival de Teatro de Canela (RS). Bacharel em direção teatral pela UFRGS (2008). Idealizadora da Cia Circular e uma das fundadoras e diretoras do Bloco da Laje. Através do Goethe Institut Porto Alegre dirigiu “Avenida das Maravilhas” (Projeto Transit 2020) e “Descrição de Uma Imagem” (Novos Diretores 2011). Premiada como Melhor Direção do Festival da Cidade do Rio de Janeiro por "Tempografia" (2011). Destaca-se também o espetáculo “AYÊ” contemplado com o II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras (2012). Proponente do projeto Solos Férteis no qual dirige os solos “Eu Não sou Macaco” e “Histórias Negras para Crianças de Todas as Cores”, de Dedy Ricardo, “Destecendo Penélope Bloom” de Maria Falkembach e “Habitantes d´Ela” de Renata de Lélis. Atua em “Solo Fértil Canção para o Povo em Pé”, pelo qual foi indicada a Melhor Atriz ao prêmio Açorianos 2017. Como assistente de direção trabalhou com Patrícia Fagundes, Gerardo Bejarano, Mário de Balenti, Daniel Colin, Ramiro Silveira e Mirah Laline. Como performer em intervenções urbanas atuou com Tânia Alice (RJ), Élcio Rossini, Dagmar Dornelles, Patrícia Fagundes e Thiago Pirajira (RS). Integrante do coletivo Das Flor, atuou no documentário ficcional “Sobre Marias e Terezas” e no espetáculo “Lombay - Uma Fábula Urbana”. Ao lado de Luciane Panisson desenvolve o podcast “Benditas Sois Voz”. Ministra oficinas de teatro e expressão corporal desde 2003. Nessa função recebeu os prêmios de Melhor Orientação, Melhor Roteiro Original, Melhor Sonoplastia e Melhor Espetáculo no 6° Festival de Teatro Escolar de Canela em 2003, por “Brincadeira no Escuro”, em sua primeira experiência como diretora. Atualmente é professora da A_Barca, Escola Aberta de Teatro, coordenada por Adriano Basegio.
PROJETO ARQUIVADO.