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Este projeto propõe a criação, edição e circulação do livro Dorothea Caspary, a Dorca - uma estrangeira no design e na publicidade brasileira sobre a trajetória dessa design judia, que teve participação ativa na cena criativa de São Paulo entre os anos 1930 e 1960.
A paixão pela vida e trabalho de Dorca iniciou quando me deparei, na Biblioteca Monteiro Lobato, pela primeira vez, com suas obras ilustradas. A partir desse encontro casual, passei a colher em bibliotecas, sites e acervos públicos e de familiares, um apanhado de livros, revistas, documentos e arquivos digitais. Esses materiais acumulados em quatro anos de pesquisa serão minha fonte de consulta e inspiração para a criação do livro. As linhas de pensamento do escrito, tecidas fio a fio, pretendem entrelaçar passagens da vida pessoal de Dorca com fatos marcantes na sua carreira como artista, designer e ilustradora. Para explorar os caminhos trilhados por ela, do nascimento, casamento e naturalização até a completa entrega à criação gráfico-visual, combinarei a linguagem poética do ensaio literário com a descrição objetiva da história e memória gráfica. O processo criativo tem a intenção de misturar passado e presente e intercruzar afetos, geografias e memórias. Cada seção do sumário buscará traçar o perfil dessa mulher, mãe e profissional que por muito tempo teve sua face encoberta pelo limo do tempo. Os capítulos irão explorar várias fases de sua vida e experiência profissional, do nascimento, ao casamento e naturalização, até a completa dedicação à criação gráfico-visual. Proposta inicial do sumário: 1) Dorothee Strauss, cidadã alemã; 2) Fuga para o Brasil; 3) Dorothea Caspary, naturalização e convívio familiar; 4) Laços estrangeiros de sociabilidade; 5) Dorca no seu estúdio de design; 6) Capista e ilustradora de editoras de São Paulo; 7) Atuação na publicidade. A construção do texto escrito vai além do propósito de alcançar o melhor conteúdo para o tema. O desafio será contar a história de Dorca a partir de seu sentido de experimentação, com o desejo de que o texto, depois de elaborado, seja fonte de inspiração para projetos de outros artistas, em linguagens como teatro, design, ilustração e arte visual. Para isso, deixarei captar com o coração e as tintas frescas das palavras os saltos de invenção técnica e artística de sua trajetória.
OBJETIVO GERAL O objetivo geral desta proposta é publicar em livro a trajetória de vida e trabalho de Dorothea Caspary nos segmentos do design editorial de livros, do design de interiores e da publicidade, com a finalidade de recompor e valorizar seus papéis como profissional, mulher e refugiada no âmbito da história e memória gráfica do design brasileiro. OBJETIVOS ESPECÍFICOS _ Publicar 650 exemplares do livro (título passível de mudança); _ Realizar 1 (um) lançamento do livro num espaço cultural de São Paulo voltado, principalmente, a pessoas ligadas a instituições culturais e/ou assistenciais que atuem na propagação da história e memória judia e/ou acolhimento de refugiados/as; _ Realizar 1 (um) lançamento do livro num espaço cultural de Maceió voltado, principalmente, a pessoas ligadas aos universo cultural e editorial (ilustradores/as, escritores/as, designers gráficos, editores/as, leitores/as).
Vivemos cercados de imagens em qualquer situação de nosso cotidiano. As criações visuais povoam o mundo de novas linhas, formas e cores e "desenham" novas maneiras de ser e estar dos seres humanos no seu habitat natural. Mas poucas vezes paramos para indagar sobre quem são seus criadores e quais suas origens e histórias. Embora influentes, designers e ilustradores/as, ficaram, muitas vezes, em segundo plano, à margem ou invisibilizados. Vistos como meros prestadores de serviço, esses profissionais raramente foram respeitados pelo valor social e simbólico de seu trabalho: pelo poder de transformar as relações de usos e trocas de uma cultura e de estimular hábitos, atitudes e imaginários no cotidiano das pessoas. Nas últimas décadas, a preocupação de rever as trajetórias e marcas autorais dessa produção vem tomando outros rumos. A grande circulação de trabalhos de história e memória gráfica do design brasileiro sinaliza a conquista de um novo lugar para designers e ilustradores/as. Escrever, publicar e lançar o livro sobre Dorca visam reparar os vazios deixados na memória e na historiografia do design. Embora citada pelo designer Alexandre Wollner como uma referência na comunicação visual do Brasil, seu nome quase nunca é mencionado em publicações da área. Alguns trabalhos como a "Capa do Livro Brasileiro", de Ubiratan Machado, e "Linha do tempo do design gráfico no Brasil", de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos, falam de suas produções apenas no meio editorial. Ao chegar no Brasil, em 1933, Dorca dominava um vasto repertório de técnicas de tipografia, desenho e gravura aprendidas em escolas de artes da Alemanha. Como uma alquimista da imagem, ela manipulou esses recursos gráficos e artísticos para criar produções visuais de abrangência local e nacional, em diversas vertentes do design. As capas e ilustrações elaboradas por ela se espalharam aos milhares e floresceram o olhar, sensibilizaram o gosto e multiplicaram os repertórios do leitorado. Ela também produziu peças publicitárias voltadas ao lazer, à saúde e ao cotidiano de mulheres de classe média e foi uma das precursoras de projetos de design de interiores, ambientando vitrines de lojas comerciais e espaços de eventos. A sobredeterminação na profissão se estendeu para a vida pessoal. Em tempos hostis à presença feminina no mundo do trabalho e de xenofobia contra imigrantes alemães, ela enfrentou preconceitos e criou suas estratégias de sobrevivência. Difícil separar a Dorca designer de seus papéis representativos de mulher e refugiada. Contar sua história aquece de esperança a luta contemporânea de outras mulheres que, apartadas de seu território, desejam um lugar de respeito e afirmação no seu ninho de refúgio. O propósito de publicar e colocar em circulação o livro está afinado com as finalidades da Lei de incentivo à Cultura de: salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e priorizar um produto cultural originário do país. A proposta também se afina com os objetivos da Lei de fomento à produção cultural e artística. A criação, edição e circulação deste livro, a partir de uma extensa pesquisa de quatro anos em acervos de memória brasileiros, vai ao encontro do propósito desta Lei de valorizar a edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes e de estimular o conhecimento dos bens e valores culturais.
Produto: Livro Dorothea Caspary - uma estrangeira no design e na publicidade brasileira, em português e alemão Especificações técnicas Formato: 21x25cm número de páginas: 200 Miolo: papel avena 80g/m², 4x4 cores Capa: dura com revestimento em papel couché 150 g/m² Sobrecapa: papel couché fosco 170g/m² Gurdas: papel offset 180g/m² Tiragem: 650 exemplares (edição brasileira) Produto: Lançamento do livro Duração: 2h Local: espaço cultural ou instituição de assistência a refugiados em São Paulo Produto: Sessões de autógrafos do livro Duração: 2h Local: espaço cultural, educativo ou de memória em São Paulo Produto: Contrapartida social Palestra em formato de bate-papo Duração: 2h Local: escola pública, de preferência, que tenha alunos refugiados
Produto: Livro Dorothea Caspary - uma estrangeira no design e na publicidade brasileira Acessibilidade de conteúdo para pessoa com deficiência visual: inserção de QR Code com link no livro físico em português que dá acesso a um audiolivro. Lançamentos em Maceió e São Paulo Acessibilidade física: o local para a realização dos lançamentos em São Paulo e Maceió serão escolhidos de modo a garantir rampas de acesso, corrimões e banheiros adaptados para pessoas com deficiência. Acessibilidade de conteúdo para pessoa com deficiência auditiva: presença de um intérprete de libras no dia dos lançamentos em São Paulo e Maceió Produto: Contrapartidas sociais Acessibilidade física: o local para a realização da palestra em formato de bate-papo numa escola pública será escolhido de modo a garantir rampas de acesso, corrimões e banheiros adaptados para pessoas com deficiência.
Os exemplares do livro irão circular de acordo com a seguinte distribuição: Edição total: 650 exemplares Livros em circulação São Paulo - 200 exemplares 100 exemplares para comercialização proponente 40 exemplares para comercialização preço popular 20 exemplares para divulgação 20 exemplares doados para patrocinadores 20 exemplares doados em caráter social ou educativo Livros em circulação Maceió - 448 exemplares 224 exemplares para comercialização proponente 89 exemplares para comercialização preço popular 44 exemplares para divulgação 44 exemplares doados para patrocinadores 47 exemplares doados em caráter social ou educativo Cota de reserva MINC - 02 exemplares Além disso, será realizada uma transmissão pela internet de um bate-papo entre a autora e um/uma mediador/a, com a ideia de ampliar o acesso ao livro. Como também haverá a divulgação de registros audiovisuais do evento de lançamento
Dirigente Simone Cavalcante de Almeida – Jornalista, escritora e produtora cultural da Universidade Federal de Alagoas. Sua abrangência de atuação foca em temas da literatura, cultura e design. Mestra em Estudos Literários (Universidade Federal de Alagoas) e doutora em Design (Universidade Anhembi Morumbi-SP). Foi editora das Edições Catavento. Realiza projetos culturais locais e nacionais, ministra palestras e oficinas sobre temas de livro, leitura e literatura e cria livros de ficção, artigos, ensaios e produções gráficas de design editorial. Escreveu o texto completo ou artigo para dezenas de livros para infância e adultos e realizou o projeto gráfico de uma centena de publicações. Função: Escrita do texto (sem custos ao projeto) Membros de equipe Claudia Regina Lopes Lins – Editora e autora com quase 30 livros publicados. Pós-graduada em Literatura Infantil e Contação de histórias na Sala de Aula (Universidade de Araraquara, Uniara - SP) e formada em Comunicação Social (Universidade Gama Filho - RJ). Realiza projetos de mediação e incentivo à leitura, voltados a educadores, crianças, adolescentes e comunidades. Já editou dezenas de títulos de literatura e coordenou/participou dos projetos: Trem das dez – leitura a todo vapor (BNB de Cultura); Audiolivro – encontro entre a memória e a imaginação (Funarte); e, pelo MINC, A vez e a voz da literatura infantil – o que pensam e escrevem seus autores, Ler é minha praia – brincando com livros infantis e Festa literária ribeirinha – leitura no balanço das águas. Função: Coordenadora editorial Ana Antunes – Desde 2016, até os dias de hoje, vem trabalhando com produção cultural de forma independente, e no período de out./2018 à maio/2019 esteve como equipe base da produtora Sue Chamusca Arte e Assessoria e desde então segue produzindo seus trabalhos e de parceiros pela sua empresa Pássaro Produções. Trabalha profissionalmente também, desde 2003, como atriz, performer, dançarina, arte educadora. Formada em Artes Cênicas - Teatro Licenciatura na Universidade Federal de Alagoas em 2009. Nos últimos seis anos tem trabalhado como iluminadora, tanto na concepção dos planos de luz como na execução técnica de iluminações de shows e espetáculos teatrais. Desde 2020 atua como coordenadora e professora de teatro na Escola Popular de Teatro, da qual também é idealizadora e fundadora, desenvolvendo além de formação em teatro político algumas intervenções artísticas pela cidade de Maceió. Em 2021 trabalhou nas equipes de Programação e Curadoria do FESTAL - Festival de Artes Cênicas da Alagoas. Janaína Araújo – Designer e professora, atualmente faz parte da equipe do Studio Pau Brasil, um grupo alagoano independente que publica histórias em quadrinhos desde 2013. Já foi premiadapela editora Graciliano Ramos e com o prêmio da Paraíba Iríneo José Guimarães para histórias em quadrinhos. Em 2023, lançou, com um grupo de mulheres nordestinas, o quadrinho Todos Santos,que também foi de produção independente. Mestre em Design, é doutoranda do Programa de Pós-Graduação da UFPE em Design. Função: Designer Renata Mendes Ribeiro de Barros - Revisora de textos, formada em Letras – Português e Inglês, com especialização em Língua Portuguesa e em Elaboração de Projetos Sociais. Atuou como revisora de livros na Editora Catavento. Atualmente, faz revisões de textos acadêmicos e literários como freelancer. Função: Revisora de português (sem custos ao projeto)
PROJETO ARQUIVADO.