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O festival discutirá as crescentes formas de violência de gênero impulsionadas pelo avanço da tecnologia, sobretudo pelo uso da Inteligência Artificial. O evento busca não apenas abordar o problema de forma pedagógica (por meio de palestras, debates e cartilha), mas também explorar como a arte pode oferecer perspectivas e soluções para o desafio.
O festival realizará uma exposição de artes visuais, com trabalhos de cinco artistas mulheres convidadas a produzir obras únicas e exclusivas sobre a intersecção da inteligência artificial e violência de gênero na contemporaneidade. Além disso, o evento contará com uma programação educativa, com quatro painéis e duas palestras, que discutirão os malefícios e impactos da Inteligência artificial na vida das meninas e mulheres. No evento também será lançada uma cartilha/e-book digital com dicas de segurança e boas práticas para mulheres e meninas que sejam vítimas desse tipo de violência digital, com protocolos de acolhimento e de canais de denúncia.
Objetivos gerais -Realizar um festival com potencial de escala de informação e incidência em políticas públicas.-Evidenciar a questão da violência de gênero que mulheres e meninas sofrem pelo uso mal intencionado da inteligência artificial por terceiros.-Revelar como é urgente uma regulamentação sobre essa questão que tem feito tantas vítimas. Objetivos específicos -Produzir um festival artístico e pedagógico abordando questões relacionadas a violência de gênero e inteligência artificial;-Distribuir de forma gratuita o festival para o máximo da população por meio da transmissão ao vivo e gravação disponibilizada no Youtube.-Produzir e distribuir de forma gratuita na internet uma cartilha digital com dicas de segurança e boas práticas do que fazer caso seja vítima de algum tipo de violência digital, com protocolos de acolhimento e de canais de denúncia-Promover debates sobre o tema em escolas públicas do município de São Paulo e apresentar para 300 alunos e professores da rede pública de ensino a Cartilha Digital sobre o que fazer quando se é vítima de um crime digital e quais são os canais de denúncia e protocolos de acolhimento.
Nudes falsas produzidas por IA Generativa, fóruns propagando ódio contra mulheres, Redpills, Incel, perseguição e stalking pelas redes sociais, conteúdo íntimo vazado em sites de pornografia são alguns crimes que meninas e mulheres brasileiras têm sido submetidas com o avanço da tecnologia. Com o aumento do uso da internet, redes sociais e ferramentas como IA generativa cada vez mais acessíveis, as formas de violência de gênero se atualizam e se reinventam, expondo, vitimando e revitimizando mulheres e meninas em contextos até pouco tempo inimagináveis. Segundo a Agência Brasil, entre 2021 e 2022 houve um aumento de 251% nos casos de misoginia e opressão contra mulheres no meio cibernético. Lamentavelmente, neste ambiente existem grupos e comunidades especializadas em manifestar desprezo às mulheres, inclusive com incitações de violência física e psíquica. Este é o caso dos Incels (ou celibatários involuntários), como são conhecidos grupos de extremistas que alimentam fóruns e chats na internet com discursos de ódio contra mulheres e também em oposição a homens que voluntariamente se relacionam com elas. Apesar de não ser um grupo organizado, esses agressores atuam sempre em conjunto. Em 2014, um ataque de Incel ficou conhecido mundialmente: Elliot Rodger matou seis pessoas a tiros e facadas, na Califórnia, e se matou em seguida. Ao planejar o assassinato em massa, que ele chamou de "Dia da Retribuição", Elliot disse que "não tinha outra alternativa a não ser se vingar da sociedade" que lhe "negava" amor e sexo. Outra questão que tem chamado atenção nas fronteiras da tecnologia e violência de gênero é a Inteligência Artificial (IA). Apesar de trazer benefícios para a sociedade através da velocidade das respostas e das automatizações das máquinas e acessórios, percebe-se que o uso desse tipo de tecnologia pode também ter muitos lados negativos, ainda pouco debatidos. Por exemplo, uma das problemáticas que tomou recentemente o noticiário é o uso da IA para a criação de falsos nudes através da Inteligência Artificial, conhecido como pornô deep fake. Segundo reportagem da BBC, no Rio de Janeiro mais de 20 alunas foram vítimas desse crime, outros jovens estudantes em Pernambuco, Belo Horizonte e Minas Gerais também sofreram essa violação em 2023. A tendência é que o número de vítimas desse tipo de crime aumente, pela falta de uma regulamentação fiscal sobre os usos e limites dessa nova tecnologia e a impunidade dos autores da transgressão. Com este festival, queremos discutir questões como as acima apresentadas com um público especializado em temas relacionados à violência de gênero, comunicação e tecnologia, contribuindo para a conscientização de toda a sociedade, sobretudo de pessoas em idade escolar, e propondo alternativas que prezam pela segurança de mulheres e meninas. Além disso, por meio da arte e do diálogo com artistas, vamos pautar essa temática de forma acessível e criativa, fomentando a difusão da questão. Diante desses fatos, o projeto apresentado necessita do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para o financiamento de suas ações, enquadrando-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais para ampliar a visibilidade sobre esse tema, trazendo especialistas para discutirem como as novas tecnologias têm sido utilizadas, os cuidados e os caminhos para combater a violência de gênero e não de forma exclusivamente pedagógica, mas como a arte pode nos auxiliar a enxergar caminhos para solucionar o problema
O Festival será presencial, realizado em um único dia, com transmissão online, feita a partir de equipamentos modernos. As obras visuais serão impressas em tamanho A3. A Cartilha com informações sobre denúncia e boas práticas será digital para maior acesso da população e totalmente gratuita.
O Festival contará com intérprete de libras durante todo evento, e terá recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e/ou idosas, além de espaços acessórios como banheiro, área de circulação e locais de alimentação próximos. Item Orçamentário: Intérprete de libras.
A transmissão ao vivo do festival será disponibilizada de forma gratuita e irrestrita na plataforma YouTube. Vamos disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais do festival e de outros eventos referentes ao produto principal.
Coordenação Geral do projeto: Proponente AZMINA A Revista AzMina é uma organização de jornalismo independente. Fundada em 2015, AzMina desenvolve projetos a fim de conscientizar cidadãos e lideranças sobre a importância de promover e proteger os direitos das mulheres, ampliar o autoconhecimento e a autoestima de mulheres e produzir evidências para mudanças voltadas à equidade de gênero e raça. Usamos a tecnologia para criar projetos como o Elas no Congresso, o MonitorA e o aplicativo PenhaS, que informam, acolhem e ajudam a combater e prevenir os mais diversos tipos de violência de gênero. Em 2022, através da Lei Rouanet, AzMina lançou a websérie documental “Elas.Lab” que destaca a atuação de mulheres na ciência. No mesmo ano, através do PROMAC, AzMina lançou a websérie documental “Por elas, por Nós” que, em cinco episódios, apresenta as histórias de mulheres em diferentes campos de atuação que promovam mudanças em favor da igualdade de gênero. Direção editorial: Bárbara Libório é jornalista especializada em investigação e tem mais de dez anos de carreira em veículos da mídia tradicional e independente. É mestre em Mídias Criativas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutoranda em Comunicação na Universidade Metodista de São Paulo. Foi editora da Revista Época, do Aos Fatos e do Canal Meio. Como repórter, passou por IstoÉ, iG e Folha de S.Paulo. N’AzMina, Bárbara criou os premiados projetos Elas no Congresso (observatório dos direitos das mulheres no Legislativo) e MonitorA (monitoramento da violência política de gêneros nas redes sociais nas eleições de 2020 e 2022). Em 2023, já como diretora de conteúdo do Instituto AzMina, participou da produção da websérie documental "Por Elas, Por Nós" e da idealização de outros projetos audiovisuais da organização, incluindo a direção de conteúdo dos vídeos veiculados no YouTube, no site e nas redes sociais do instituto. Direção audiovisual: Nathalia Cariatti é diretora de audiovisual na Revista AzMina, sendo a coordenadora e diretora de todos os programas do veículo, publicados em seu canal no Youtube. Já atuou como diretora e editora no Trip TV, programa semanal das revistas Trip e Tpm. Já produziu, dirigiu e foi montadora de programas e documentários para UOL, History Channel, Prefeitura de São Paulo e dirigiu webdocumentários patrocinados para as marcas Nike, Gol Linhas Aéreas, Buscofem e Quem disse Berenice? Tem experiência com a cobertura de gênero, em narrar subjetividades femininas e histórias de mulheres. Produtora Executiva: Verena Paranhos é gerente de captação e parcerias na Revista AzMina. Nos últimos dois anos, ajudou a equipe a captar mais de R$ 7,5 milhões e gerenciou projetos em parceria com organizações do terceiro setor e big techs. Tem graduação em Jornalismo (Facom/Ufba) e pós-graduação em Administração (FGV). Possui 14 anos de experiência em comunicação, com foco em marketing e negócios digitais. Coarelizadora PrograMaria: A PrograMaria é uma startup focada na formação e no engajamento de mulheres na área de tecnologia. Atualmente, possui dois pilares: foco na formação delas e engajamento e conexão entre profissionais e empresas. A PrograMaria tem cursos online de introdução à programação para as mulheres que não possuem nenhum conhecimento na área de tecnologia e não colocam nenhum pré-requisito para que elas iniciem o estudo e possam dar o primeiro passo. Queremos desmistificar a ideia de que tecnologia é uma área apenas para homens. Consultora de tecnologia: Iana Chan é fundadora e CEO da PrograMaria. Apaixonada por tecnologia e educação, formada em jornalismo pela ECA/USP, é fundadora da PrograMaria, negócio de impacto social com a missão de trazer mais diversidade de gênero para a área da tecnologia e eleita a melhor startup de Impacto Social no Startup Awards, além de ter recebido o Prêmio Geração Glamour na categoria Tecnologia e vencedora da Etapa Brasil do World Summit Awards 2023 na categoria "Aprendizagem e Educação" . Trabalhou em grandes empresas como Editora Abril, Fundação Victor Civita e na Liga Ventures. Foi considerada pela revista Wired como uma das 50 pessoas que expandiram a criatividade no Brasil, e eleita Profissional Tech do Ano pelo Prêmio Mulheres Que Transformam, além de receber o prêmio Protagonista Digital pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.