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O projeto Para Surdo Ler é uma proposta que busca abrir as possibilidades do setor literário para pessoas surdas, iniciando pelo incentivo a produção literária através do idioma e temática necessários, tendo como resultado a inserção de crianças surdas na sociedade ao mesmo tempo que combate diversos estigmas sobre a surdez. O projeto prevê inicialmente a impressão de 2.000 exemplares do livro A Princesa que Não Sabia as Palavras, produzido em 2021 com apoio do Proac Editais e que, além de temática da surdez, tem recursos de acessibilidade para pessoas surdas acompanharem; Será elaborada pela autora e equipe uma contação de histórias baseada no livro, que será exibida nas 6 EMEBS da cidade de São Paulo. Serão distribuídos 1.000 desses exemplares em EMEBS(Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos). Pensando na formação de novos escritores surdos serão oferecidas uma sequencia de oficinas de escrita criativa em libras (o que envolverá a formação literária e a própria escrita de sinais)para pessoas surdas e a construção de um catálogo ao final das oficinas coletando 5 contos escritos por pessoas surdas. Os contos serão publicados em um pdf disponibilizado gratuitamente na internet e serão impressas 150 exemplares de uma versão física, que serão distribuídos entre os autores do livro e as escolas que participaram do projeto. Um vídeo desse processo será produzido e exibido como mini documentário.
Sinopse do livro, que será distribuído: No Reino das Acácias, onde tudo segue padrões muito estabelecidos, ser diferente é um problema, ainda mais para a Princesa Elena, que convivia diariamente com boatos de que ela não sabia as apalavras. Diante da descoberta de que existia um lugar muito especial com a chave para a realização de seus sonhos, ela parte obstinada para uma aventura ao lado de sua melhor amiga. Na travessia em busca de algo que fizesse a princesa ser como as outras pessoas, as meninas descobrem a beleza guardada nas diferenças. Nessa obra ilustrada é possível entender como alguns desafios são transponíveis diante da empatia e que a inclusão é um caminho que deve ser seguido de forma atenta e corajosa. O projeto deverá expandir o universo literário à pessoas surdas, fazendo isso com prática e respeito, uma vez que faz uso da língua brasileira de sinais.
Objetivo Geral Criar e estimular a produção literária feita por pessoas surdas, entendendo que a defasagem dessa produção se dá ainda na falta de estrutura e acessibilidade na cadeia literária de forma geral, estimulando-os tanto no papel de leitores quanto de produtores de uma literatura com identidade própria. Objetivos específicos: Distribuir 2.000 exemplares do livro A Princesa que Não Sabia as Palavras, (em uma segunda edição) dando acesso a literatura bilíngue para crianças surdas das EMEBS da cidade de São Paulo; entendendo a escassez de obras desse seguimento no mercado literário e nas bibliotecas públicas; Oferecer 8 oficinas (uma em cada EMEBS e 2 abertas ao público em geral, uma dentro da cidade de São Paulo e outra em cidade do interior) sobre escrita criativa e escrita de sinais voltadas para pessoas surdas; Selecionar 5 principais microcontos fruto das oficinas para uma publicação; Produzir documentário sobre o projeto como forma de propagar resultados e estimular projetos com mesma temática; Oferecer em cotrapartida uma oficina sobre Literatura anticapacistista; Serão oferecidas, como contrapartidas sociais, 2 oficinas, cujo nome Literatura Surda, em escolas e intituições parcerias voltadas para professores da rede publica.
Surdos não lêem português A inclusão de pessoas surdas na sociedade é algo extremamente recente. A lei de Libras, de 2002, surge para legitimar e exterminar os estigmas em relação a muita coisa. Muitos ainda se referem a Língua Brasileira de Sinais como linguagem ou até a chamam de "gestos". Mas libras é uma língua, um idioma. Idioma oficial no Brasil, que infelizmente é pouco respeitado em ambientes públicos. As dificuldades que enfrenta uma pessoa surda no dia-dia para executar tarefas comuns, como ir ao cinema ou passar por uma consulta médica é prova de que ainda existe muita luta para o setor, mas o que é pouco discutido, inclusive em termos de educação, é que para qualquer luta precisa de conhecimento. Conhecimento acadêmico, estudantil e claro, literário. A literatura ainda é uma grande barreira, os surdos são naturalmente alfabetizados em libras e a libras tem outra construção gramatical. As escolas de educação Bilíngue, as EMEBS, fazem este trabalho, e posteriormente alfabetizam os alunos, muitos deles jovens e adultos que não tiveram chances de passar pela escola, em português. Mas é preciso lembrar que o português é a segunda língua dessas pessoas e que estudar em português é algo não necessariamente natural. Falar sobre literatura para surdos é falar sobre a possibilidade que eles tenham acesso aos conteúdos literários em sua língua nativa ou que pelo menos, como acontece em A Princesa que Não Sabia as Palavras, possam ter um apoio em forma de legenda em libras para acompanhar. É comum que surdos em idade adulta não sejam alfabetizados em português e devido a falta de informação ou de uma política pública de inclusão adequada conheçam pouco da libras. Nesse caso, como todas as pessoas em fase de aprendizagem livros com as legendas em libras são potentes ferramentas para inspirar e incentivar a leitura. Sobre a representatividade nos livros A obra A Princesa que Não Sabia as Palavras conta a história de uma princesa que não sabe que é surda, que depois de uma jornada pessoal encontra não apenas a comunicação através da língua de sinais mas as possibilidades de tornar um reino inclusivo. Em todas as leituras que a autora fez em escolas de surdos essa representatividade promoveu um grande envolvimento com o texto. Não apenas crianças, como jovens e adultos se admiraram com a possibilidade da princesa, que no imaginário infantil está sempre ligada a perfeição, ser como eles. A temática inclusiva promove um encontro afetuoso entre o leitor e o livro e faz um trabalho interno, estimulando o gosto pela leitura, e externo, quando essa pessoa se sente empoderada de seu conteúdo. Em 2018 um político de extrema direita passou a incluir a libras em lives e pronunciamentos. Essa proximidade se deu porque muitas pessoas surdas, excluídas naturalmente do convívio social encontraram em algumas igrejas evangélicas o único refúgio. Desde a década de 90 as igrejas evangélicas oferecem cursos de libras e algumas delas tem permanentemente intérpretes de libras em suas celebrações, inclusive devido essa relação muitos intérpretes fazem parte das comunidades constitucional, porém é importante analisar que muitas vezes essa aproximação seja pelo fato desses espaços serem os únicos de fato preparados para receber as pessoas surdas, e a falta de qualquer tipo de informação vinda de outros lugares pode dar a falsa sensação de verdade absoluta, privando assim as pessoas surdas do senso crítico, tão necessário para a participação social, necessária até mesmo para a luta de direitos. Esse projeto prevê o incentivo à leitura para pessoas que estão tão longe dessa política pública específica que existem profissionais da educação que desconhecem suas dificuldades. É importante que cada uma delas tenha o seu exemplar do livro, se relacionem com um livro com sinais e que possam fazer uma leitura em que a personagem principal vê o mundo da mesma forma que ela. Isso é inclusão, isso é transformar o mundo através da leitura. Sobre a importância de Surdos escreverem suas próprias histórias... Existem algumas diferenças técnicas entre pessoas surdas e pessoas com deficiência auditiva, mas a mais importante e relevante é que as pessoas surdas consideram-se membros do que é chamado Cultura Surda. Como sabemos a cultura, dentre tantas definições, sugere que há uma série de hábitos e conexões entre um grupo de pessoas. A cultura surda se dá, principalmente, por conta da língua comum, ou seja, existem uma série de comportamentos e visões sobre o mundo que apenas as próprias pessoas surdas são capazes de expressar. Esse projeto entende a necessidade do empoderamento literário de pessoas surdas, não apenas para comunicarem-se entre si, mas expandirem seus universos e combater de forma ativa o capacitismo, tão frequente ainda. A partir da construção de histórias pensadas por surdos, as possibilidades da participação de pessoas surdas na sociedade se ampliarão de forma significativa. Esse convívio e a escolha por uma comunidade religiosa fazem parte da escolha individual.
O produto principal dessa porposta é a distribuição gratuita de 1.500 exemplares do livro A Princesa que Não Sabia as Palavras por escolas de surdos de toda cidade de São Paulo. Livro categorizado como infanto-juvenil, de aproximadamente 80 páginas escrito por Bruna Burkert e com recursos de acessibilidade. As oficinas acontecerão também em instituições de surdos. Apenas duas delas acontecerão para público em geral, buscando alcançar demais faixar etáreas. Cada oficina terá lotação máxima de 25 alunos. Serão selecionados 10 principais contos, frutos das oficinas para uma publicação; Essa publicação, que será de 250 livros terá distribuição gratuita, concentrando 10 livros para cada polo ou escola que participou do projeto, 10 livros para cada contista selecionado e o restante distribuído para parceiros.
Esse projeto é pensado, especialmente, para pessoas com deficiência.Todas as atividades do projeto serão pensadas em parceria com profissionais com deficiência, que incorporam essa ficha tecnica. Todas as atividades terão intérprete de libras e o mini doc produzido terá audiodescrição Será pensada também na acessibilidade das divulgações, tendo libras e legendas em todas as peças de vídeo. As atividades acontecerão em espaços que garantam a acessibilidade física para pessoas com deficiência ou moibilidade reduzida.
Todas as atividades do projeto são gratuitas e levarão em consideração a parceria com escolas públicas, promovendo a integração entre comunidade e cultura que poderá resultar na formação de plateia. A distribuição gratuita do livro, que será acompanhada da contação de histórias busca democratizar a cultura para públicos pouco lembrados nesse universo, permitindo inclusive, a inserção de novos autores.
Bruna BUrkert - Coordenação Geral Escritora, Atriz e produtora, autora dos livros A Princesa que Não Sabia as Palavras e O Riso de Luiza. É formada em Letras e Especialista em Acessibilidade Cultural, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), curso que frequentou como bolsista representante dos Pontos de Cultura do Estado de São Paulo em 2015. Em 2016 integrou a equipe de mapeamento nacional sobre acessibilidade na Rede de Pontos de Cultura, ligado ao Ministério da Cultura, como responsável pelos dados de São Paulo. Como resultado dessa pesquisa escreveu o artigo “Acessibilidade na Rede de Pontos de Cultura de São Paulo”. Publicado e apresentado no Palácio Gustavo Capanema (UFRJ) em abril de 2016 e no ENECULT – Estudo em Encontros Multidiciplinares em Cultura (UFBA) em novembro de 2016.Foi idealizadora e coordenadora do projeto Acessibilidade ao Palco, em parceria com o Polo Cultural Educação e Arte, que entre os anos de 2017 e 2019, que realizava oficinas artísticas voltadas às crianças com deficiência. Na Secretaria Municipal de Cultura, através do programa Agente Comunitário de Cultura desenvolveu uma atividade de formação em acessibilidade nas sedes das instituições de Pontos de Cultura. Como oficineira oficial da Caixa Cultural desenvolveu diversos trabalhos na área de educação e acessibilidade nos anos de 2019 e 2020. Foi integrante do grupo Ciclistas Bonequeiros entre 2016 e 2022, desenvolvendo diversas atividades teatrais inclusivas, como contação de histórias bilíngues (Histórias Gregas em Sinais e Imagens e Babar e o Reino dos Elefantes), além da peça de tetro A Princesa que Não Sabia as Palavras, de sua autoria e que incluía elenco misto (surdos e ouvintes) e inspirou o livro que seria escrito no ano seguinte com apoio do Proac. É presidente e fundadora do Instituto RIA, que desde 2019 desenvolve projetos socio culturais de inclusão de pessoas com deficiência através das artes. É atualmente coordenadora do educativo da Vila itororó. Ministra diversas oficinas voltadas para acessibilidade em instituições como SESI e SESC, além de palestras em instituições de ensino. Alice Procter - Oficineira de Escrita de Sinais É ilustradora e desenhista. Surda de nascença, tendo a libras como língua nativa e fluente em português. Lê e compreende inglês. É formada em Desenho da Moda pela Faculdade Santa Marcelina e Desing Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes. Foi professora de artes no colégio Albert Hainstain durante os anos de 2018 e 2019. Foi artista em residência no Espaço Rasgo (Arte Ciantec) em 2020. Estagiou em Estela Vilela Bookartist em 2021 e no mesmo ano foi ilustradora dos sinais de libras do livro A Princesa que Não Sabia as Palavras, sendo responsável pelas ilustrações em libras da obra. Em 2023 foi ilustradora dos sinais do livro O Riso de Luiza. Lilly Gomes - Consultoria Acessibilidade Atriz surda e formada Publicidade e Comunicação pela PUC/SP. Diretora e editora, atua como atriz em produções bilíngues desde os 14 anos. Trabalhou no filme Tinnitnus e no clipe Flutua com Jonnhy Hooker. Produtora e diretora de documentários. Cursos e workshops: Workshop com o diretor Jacqes Lagoa, Workshop com diretor Anselmo Vansconcelos, Dancça Criativa – TUCA PUC, Salão de Danca – DERDIC, Teatro – SESC Paulista, Modelo Comercial e Evento Limits Model Agency em 2011. É professora de libras e inglês na escola Skyenglish Desde 2020 é Integrante dos Ciclistas Bonequeiros, grupo de teatro inclusivo que pesquisa múltiplas linguagens no teatro que possam incluir surdo e ouvintes em mesma plateia. Foi protagonista do espetáculo A Princesa que Não sabia as palavras. Faz parte do projeto "Bike Teatro - A arte está nos sentidos", que desenvolve repertório de teatro de bonecos para crianças surdas. Foi consultora de acessibilidade dos livros A Princesa que Não Sabia as Palavras e O Riso de Luiza. .
PROJETO ARQUIVADO.