| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 05914650000166 | ENERGISA RONDONIA - DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A | 1900-01-01 | R$ 300,0 mil |
A proposta visa promover um espaço pedagógico intercultural das mulheres indígenas Huni Kuin no Jordão para realização de formações e capacitações com foco no protagonismo feminino, na preservação da memória e propagação das artes, cultura e saberes do seu povo. Como produto secundário será realizado uma exposição dos produtos desenvolvidos pelas mulheres Huni Kuin durante as formações. As atividades de formação e a exposição serão de acesso gratuito ao público.
Não se aplica.
1. Objetivo Geral Promover um espaço de referência para capacitação das mulheres Huni Kuin em corte, costura e modelagem, gestão e empreendedorismo para o desenvolvimento de uma identidade autoral de moda indígena contemporânea da Associação Ainbu Daya; Incentivar e propiciar a partilha dos saberes tradicionais entre Mestras artesãs e as geração mais jovens através da capacitação em tecelagem, patrimônio cultural do mundo; 2. Objetivos Específicos a) Produto principal: Curso/Oficina/Estágio a) Criar um espaço pedagógico intercultural para as mulheres indígenas Huni Kuin no Jordão; b) Promover 03 Encontro de Capacitação com 125 mulheres ao total pelo período de 08 meses: ● 01 Encontro e Oficinas de Tecelagem; ● 01 Oficina de Moda; ● 01 Oficina de Gestão e Empreendedorismo. b) Produto secundário: Exposição de Arte a) Realizar a exposição KAPE HINÁ: FIAR, TECER E COSTURAR OS MUNDOS, durante 03 dias, com 01 desfile peças produzidas ao longo das oficinas de tecelagem e costura. A exposição será aberta ao público, com estimativa de 300 pessoas visitantes aproximadamente.
O povo Huni Kuin, também conhecido como Kaxinawá, é uma comunidade indígena que habita as regiões da Amazônia Ocidental, principalmente nos estados do Acre e do Amazonas, no Brasil, e chega até o Peru. Com uma história ancestral que remonta séculos, o povo é reconhecido pela sua conexão profunda com a terra e a natureza que os cercam. Sua cultura é rica em tradições e rituais, e transmitida através das artes, como: cantos, danças, pinturas corporais e o artesanato. O povo Huni Kuin enfrenta desafios em relação à preservação de suas terras e culturas diante de ameaças como o desmatamento e a exploração predatória, mas sua resistência e resiliência continuam a fortalecer sua identidade e contribuir para a diversidade cultural do Brasil e do mundo. Propomos encontros de troca de saberes e capacitação das mulheres Huni Kuin na tecelagem dos grafismos tradicionais, entrelaçado a moda contemporânea, gestão e empreendedorismo, propiciando o protagonismo feminino, com foco na memória, manifestação e propagação das Artes, Cultura e Saberes do seu povo. Colaborando para a expansão da cosmopolítica, fortalecimento da cultura, geração de renda e fortalecimento de vínculo entre essas mulheres. Esta proposta busca integrar aspectos tradicionais e contemporâneos, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a preservação da rica herança cultural Huni Kuin. As práticas tradicionais de tecelagem e a expressão artística por meio da moda são elementos intrínsecos à identidade cultural das Huni Kuin. A transmissão desses conhecimentos ancestrais é vital para a preservação da riqueza cultural dessa comunidade. As oficinas propostas proporcionarão um espaço para a transmissão intergeracional dessas habilidades, garantindo a continuidade e fortalecimento das tradições. O projeto visa especialmente capacitar as mulheres indígenas Huni Kuin, reconhecendo o papel crucial que desempenham na preservação da cultura e no sustento de suas famílias. Através das oficinas, as mulheres serão capacitadas não apenas nas técnicas tradicionais de tecelagem, mas também em habilidades modernas de gestão e empreendedorismo, promovendo assim seu empoderamento econômico e social. Ao integrar noções de gestão e empreendedorismo às práticas tradicionais, o projeto busca criar oportunidades econômicas sustentáveis para as mulheres Huni Kuin. A comercialização de produtos resultantes das oficinas não apenas contribuirá para o sustento das famílias, mas também incentivará práticas de comércio justo e preservação ambiental. A realização dessas oficinas não apenas impactará as mulheres individualmente, mas também fortalecerá o tecido social da comunidade. A partilha de conhecimentos e a colaboração entre os membros da comunidade Huni Kuin irão promover um ambiente de apoio mútuo e resiliência, fundamentais para o desenvolvimento sustentável a longo prazo. Ao integrar elementos tradicionais Huni Kuin com a modernidade, as oficinas proporcionaram uma oportunidade única para a promoção da diversidade cultural. A produção resultante dessas oficinas não só será um reflexo da rica herança cultural Huni Kuin, mas também abrirá caminho para a compreensão e valorização dessa cultura por parte de um público mais amplo. Ao capacitarmos essas mulheres, não apenas estamos investindo em seu futuro, mas também contribuindo para a preservação de uma parte preciosa do patrimônio cultural brasileiro. A proposta, apresenta enquadramentos aos objetivos da Lei 8.313/91, conforme abaixo elencados: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3º I _ incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;
05 passagens aereas ao total sendo: 08 passagens para Coordenadora da oficina e produtora começa com uma viagem rodoviária no sul da Bahia para o Aeroporto de Portos Seguro (bps), seguida por um voo para Rio Branco (RBR). Para chegada do município de Jordão é necessário um táxi aéreo e, posteriormente barco para a aldeia do encontro (central) Valor de R$3 .800,00 (ida e volta) x 02 pessoas = R$ 15.200,00 / Oficina de moda e gestão: 04 passagens Trajeto Aeroporto de Santos Drummond (SDU) a Rio Branco (RBR) x R$ 3.000,00 (ida e volta)= R$ R$ 12.000,00; Montagem da exposição: 02 passagem trajeto aeroporto Santos Dumont (SDU) a Rio Branco (RBR) x 6000 (ida e volta)
Projeto Pedagógico das Oficinas em anexo na proposta. Oficina de Arte Têxtil Huni Kuin O Encontro de Saberes Têxteis Tradicionais Huni Kuin valoriza e promove a transmissão intergeracional dos saberes das artes manuais ligadas a tecelagem, desde o plantio e fiação de algodão, tingimento com pigmentos naturais, produção de vestuário e confecção de ferramentas relacionadas, a memória dos grafismos ("kene"), cantos e contos. Estes conhecimentos guardam em si a cosmovisão do povo Huni Kuin e abrangem um patrimônio material e imaterial de incontestável importância. Será um grande Encontro com as 44 mestras artesãs das aldeias localizadas nas três terras indígenas da região, com 44 participantes aprendizes, durante 15 dias. Oficina de Moda As oficinas de Capacitação e Troca de Saberes em Modelagem, Corte, Costura foram idealizadas para desenvolver, através da costura contemporânea atrelada a arte da tecelagem, tradicionalmente já praticada por elas, as aptidões das mulheres a uma ferramenta prática de autonomia econômica por meio da produção de roupas próprias para uso pessoal, da comunidade e externo. Esses conhecimentos adquiridos, tal qual a memória das tecelãs, serão transmitidos para as comunidades das mulheres envolvidas. Oficina de Gestão e Empreendedorismo A oficina de Gestão e Empreendedorismo para mulheres indígenas busca fornecer conhecimentos e habilidades essenciais para o desenvolvimento de negócios e liderança em comunidades indígenas com protagonismo feminino. Portanto, ao estarem expostas a desenvolverem a produção de suas artes em produtos, vê se extremamente necessário se apropriarem da boa gestão do empreendimento desenvolvido.
Justificativa para Ausência de Acessibilidade no Projeto Huni Kuin: O projeto Huni Kuin, idealizado para beneficiar as mulheres da aldeia e suas famílias, foi concebido levando em consideração as características específicas da comunidade indígena em questão. Diversos fatores foram cuidadosamente analisados para garantir a efetividade das ações propostas, incluindo a ausência de demanda por acessibilidade física, visual ou auditiva. A seguir, apresentamos as razões que embasam essa decisão: Contexto Cultural e Comunitário: A aldeia em questão possui uma estrutura cultural e comunitária sólida, onde as atividades propostas pelo projeto são direcionadas especificamente às mulheres da comunidade. A integração social e a participação ativa das mulheres na vida da aldeia são elementos centrais, não havendo, até o momento, identificação de indivíduos com deficiências físicas, visuais ou auditivas. Participação Ativa da Comunidade Huni Kuin: O projeto foi concebido com base em um modelo participativo, envolvendo ativamente membros da comunidade na definição de suas próprias necessidades. A ausência de demanda por acessibilidade foi corroborada pelos próprios membros da aldeia, que destacaram as prioridades que não incluíam, neste momento, adaptações específicas para pessoas com deficiência. Em resumo, a ausência de demanda por acessibilidade no projeto Huni Kuin reflete a cuidadosa análise das características e necessidades específicas da aldeia, destacando a inexistência, até o momento, de indivíduos com deficiências físicas, visuais ou auditivas entre as mulheres beneficiadas. Este enfoque visa assegurar a eficácia do projeto, respeitando a autenticidade cultural e promovendo a inclusão de maneira sensível às particularidades da comunidade.
O presente projeto prevê acesso 100% gratuito a todas as suas atividades, promovendo a fruição de bens, produtos e serviços culturais para 325 beneficiadas (total). E conforme o plano de distribuição até dez por cento para distribuição gratuita entre incentivadores, patrocinadores e doadores, conforme parágrafo I do art.27 da IN 01/23. Ampliação de Acesso – Art. 28° IV – disponibilizar na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal. V – garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;
● Funções a serem exercidas pelo proponente Instituto Ainbu Daya: Responsável pelas decisões técnicas, operacionais, administrativas e financeiras do projeto. a) Bunke Huni Kuin Função no Projeto: Relações Institucionais/Assistente de Produção Currículo Resumido: liderança feminina da Aldeia Boa Vista, localizada às margens do Rio Jordão. Com sua força, determinação e capacidade de organização vem conquistando diversos espaços que antes eram de exclusividade masculina e assim tem revolucionado o papel feminino não apenas na sua aldeia, mas também se tornando precursora dos movimentos de empoderamento das mulheres em outras comunidades. Mestra artesã e tecelã, mãe de cinco filhos, coordena as jovens da aldeia na arte da tecelagem e da miçanga e também na prática dos cantos tradicionais e estudo das plantas medicinais e cantos. Através do seu trabalho já viajou por diversos lugares do Brasil e do mundo levando um pouco dos saberes das mulheres indígenas, dirigindo oficinas de tecelagem em algodão, arte em miçanga, entre outros. Também recebe em sua aldeia em vivências, festivais e visitas, pessoas interessadas em compartilhar os modos de vida e conhecimentos dela e de seu povo. b) Rita Huni Kuin Função no Projeto: Coordenadora Geral Currículo Resumido: Artista plástica, ativista e mãe. Pintora autodidata e formada em pedagogia, Rita leva a cultura de seu povo, os Huni Kuin, em seu nome e suas obras. Nascida na aldeia Chico Curumim, a artista participou da fundação do Grupo Kayatibu, coletivo que reúne jovens indígenas de diferentes aldeias em torno das artes visuais e da música. Ao lado de outras lideranças indígenas, Rita se pauta nas artes para dar visibilidade à cultura dos povos da floresta. É reconhecida pela sua contribuição pelo fortalecimento da cultura indígena, seus trabalhos já foram expostos em diversos espaços, como o Museu de Artes Modernas de São Paulo (MAM), o Museu das Culturas Indígenas e no Espaço Itaú Cultural, tendo passado pelas cidades de São Paulo, Curitiba e Uberlândia. c) Priscilla Romão Função no Projeto: Coordenadora do Projeto Currículo Resumido: Design de Moda (2010 UCAM-RJ). Atuou como assistente de figurino em TV e teatro e na área de Estilo em marcas de roupas e acessórios feminino; integrou o setor de pesquisa em moda ética e desenvolvimento sustentável e social à realidade econômica dos negócios na BE-LINKED ((2011/12 Paris-FR); Cursou Atelier de Belas Artes de Paris. Pós graduação em Design para Sustentabilidade pelo Gaia Education; Formação do Art of Hosting, abordagem para liderança pessoal e sistêmica; associada ao Instituto Guardiões da Floresta desde 2016; Tem experiência na Amazônia e envolvimento com os povos indígenas Huni Kuin e Yawanawa junto ao grupo Guardiões Huni Kuin RJ, desde 2014; cofundadora do Instituto Neos para Sociobiodiversidade (Ubatuba-SP); exerceu coordenação em diversos projeto socioculturais no Brasil; cursos em Ciências Sociai e Políticas Públicas e Direito e Política Indigenista no Brasil. Atualmente é responsável pela Coordenação Criativa e Estilo da Maloca, empresa de impacto sócio biocultural da América Indígena. d) Romina Lindêman Função no Projeto: Coordenadora de Produção Currículo Resumido: Economista por formação, é apaixonada pela vida e pela natureza e resolveu juntar sua paixão com a vida acadêmica. Fez pós-graduação em Sustentabilidade Integral pelo Instituto Visão Futuro. Sempre inquieta e dinâmica, tornou-se articuladora de redes, desde 2010, através da iniciativa Hub Rio. Trabalha com empreendedorismo de impacto e viagens experiências pela Amazônia. Adora juntar pessoas às empresas para que ideias se concretizem e os sonhos possam sair do papel. Apoia o projeto Floresta em Pé por meio de apoio aos seus guardiões. É facilitadora de metodologias, como: Comércio Sagrado e A arte de anfitriar. Foi sócia da Openeem, empresa pioneira em produção e distribuição de mercadorias à base da planta Neem, substituto natural ao veneno. Cofundadora da Preserva Mundi, marca que foi incorporada ao grupo Openeem. Empreendedora social, tradutora, produtora cultural, permacultura e ciclista. e) Izabel Goudart Função no Projeto: Coordenadora Artística Currículo Resumido: Artista visual, curadora, educadora e pesquisadora. É professora titular da UFRJ (1984-2019), onde atuou na educação de jovens, formação docente e na pesquisa e desenvolvimento de metodologias de projetos colaborativos. Premiada pelo Instituto Claro na categoria Inovar e Empreender com Novas Tecnologias na Educação em 2011, participou do Laboratório Ibero-Americano de Inovação Cidadã em 2015, coordenação do projeto colaborativo com uma equipe multidisciplinar e multicultural da América Latina, participou como colaboradora do IDDS Education Bogotá promovido pelo Instituto Massachusetts, Universidade de Cambridge (2016), programa de design de tecnologias sociais e desenvolveu diversos projetos colaborativos em escolas públicas brasileiras e no campo da arte. Coordena a residência artística Somas: processos colaborativos que integram o conhecimento ancestral e a cosmologia dos povos originários brasileiros; foi curadora da exposição Gelatina (Foto Rio, 2011), da residência e exposição Alt+ (UFG, 2017), participou de exposições e residências artísticas no Brasil e no exterior. Pós-doutorado em Mídias Interativas, Doutorado em Comunicação e Semiótica, Mestrado em Educação, é Licenciada em Química e graduanda em Artes Visuais, possui formação profissional em fotografia e vídeo.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$ 4.085,33 em 10/03/2026.