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Montagem da peça teatral "As Filhas do Falecido Coronel", que aborda temas relevantes para a contemporaneidade, como opressão sofrida pelas mulheres tendo como ponto de partida as relações familiares e suas consequências na saúde mental feminina. Serão 12 apresentações gratuitas, com realização de debates com os espectadores após a peça. Ademais, o projeto promoverá a inclusão de mulheres acima dos 60 anos na realização do espetáculo e também ações de formação de público como ensaios abertos.
Depois da morte do pai dominador, as irmãs Josefina e Constância tentam conceber uma nova vida. O esquecimento, a inabilidade para tomar decisões e a fragilidade psíquica com que enfrentam a perda, surgem envoltos pelo mistério e pela atmosfera pós-punk da montagem. A ironia cômica e absurda de Katherine Mansfield quebra o silêncio de vidas conduzidas por um angustiante e patético vazio, de destinos que anseiam por um despertar.
Objetivos gerais Produzir o espetáculo "As Filhas do Falecido Coronel", com temporada de 12 apresentações na cidade de São Paulo. Incluir mulheres da 3ª idade para que nos deem assessoria e apoio em todas as etapas do processo, valorizando seus saberes, seu tempo livre e agregando valor tanto ao projeto, quanto às suas vidas. Objetivos específicos · Realizar todas as etapas de montagem do espetáculo; · Gerar trabalho e renda para aproximadamente 60 profissionais envolvidos direta ou indiretamente com o espetáculo; · Oferecer aos espectadores uma atividade cultural coletiva, deslocando-os do automatismo individualizado da vida cotidiana; · Abordar artisticamente temas relevantes para a contemporaneidade; · Incentivar a prática de diferentes atividades entre mulheres da 3ª idade, estimulando experiências fora do âmbito doméstico. · Estimular debates com públicos diversos após o espetáculo, ainda no calor da experiência.
As Filhas do Falecido Coronel é uma adaptação do conto homônimo da escritora neozelandesa Katherine Mansfield, reconhecida como pioneira na introspecção psicológica, sobre duas irmãs solteiras de meia idade que não sabem o que fazer com as próprias vidas após a morte do pai, por quem abdicaram da juventude, da liberdade e da capacidade de pensarem por si. No entanto, qual seria a relevância de retomarmos um texto escrito em 1922? Nossa abordagem se baseia em três eixos, que identificamos como conflitos principais e que dialogam através da ironia, do humor e do mistério que beira o terror nonsense, com a contemporaneidade: 1. A opressão patriarcal. Representada pela figura alegórica do pai, que, mesmo após a morte, continua controlando a vida das mulheres que o cercavam. É uma personagem que não aparece corporificada em cena, porém sua voz ecoa em flashbacks, materializando-se, sobretudo, na memória, na psique e no corpo das filhas. Essa presença masculina determinou os comportamentos de Josefina e Constância durante toda a vida, fazendo delas mulheres infantilizadas, inseguras, desconhecedoras de suas vontades e incapazes de tomar as rédeas do próprio destino e criar para si uma existência autônoma. 2. O constrangedor vazio burguês. A vida das irmãs é permeada por rituais sociais que nada mais são do que a obediência às regras, padrões e comportamentos típicos da sociedade burguesa. Por baixo do verniz aristocrático de jantares e chás, se esconde o desejo de ruptura com toda a falsa formalidade que busca apenas mascarar uma angustiante e patética existência individual e coletiva. A "pompa e circunstância" dos hábitos sociais são, igualmente, uma forma de opressão, não condizendo inclusive, com a realidade material das irmãs _ denunciada por sua preocupação com dinheiro _ e se reflete também na relação com a empregada Kate, de quem são dependentes por serem incapazes de preparar a própria comida. 3. Os impactos das opressões na psique. Produtos de uma família e de uma sociedade opressoras, Josefina e Constância se comportam como se não tivessem recebido "autorização" para uma vida adulta plena, portanto, não desenvolveram autoestima e outras ferramentas emocionais que as libertassem do ambiente opressor em que se encontravam. Paranoicas, retraídas, medrosas, inseguras, elas têm dificuldade de se expressar, tornando-se inaptas para a vida fora do meio familiar. Após a morte do pai, se dedicam a afazeres burocráticos inúteis relacionados ao óbito para desviarem o pensamento da dor da perda, ou ainda, para desviar a atenção do fato de não estarem sentindo nada. A memória é outra questão que surge de maneira importante: como lidar tanto com o que permanece, quanto com o que escapa? Tais fatores impactam o frágil psiquismo das irmãs, que é agravado, ainda, pelo isolamento numa rotina tediosa e fútil. Nos últimos anos, o tema da saúde mental vem ganhando espaço nas discussões de diversas camadas da sociedade, sobretudo após a pandemia de COVID 19. Dados da OMS de março de 2022, apontam em todo o mundo um crescimento de 25% no número de pessoas com ansiedade e distúrbios neuropsicóticos, agravados ou desencadeados pelo isolamento imposto pela covid 19. As doenças psicossomáticas, em várias faixas etárias, chamam a atenção em toda comunidade científica, portanto, é preciso levantar a bola para o debate acerca do tema, não somente pelo ponto de vista médico, mas com um olhar voltado para as relações familiares e sociais como um todo. Construídas em cima de pilares de opressão (de gênero e classe, no caso da peça) elas são, por vezes, relações de poder que contribuem para o adoecimento psíquico das pessoas, principalmente das mulheres. Baseado em estudos, o Conselho Regional de Enfermagem afirma que estávamos, no final de 2022, vivendo uma segunda pandemia, mas dessa vez, de saúde mental. O que se pretende com este projeto é expandir _ pela perspectiva do teatro _ ainda mais o olhar sobre as temáticas apresentadas acima, o que torna notória a pertinência de sua realização, tanto no que concerne à relevância insubmissa de Katherine Mansfield na literatura feminina mundial, quanto pela capacidade de diálogo do texto com questões contemporâneas urgentes e, ainda, pela originalidade da encenação. A lei de incentivo à cultura, permite com que, através de patrocinadores e apoiadores, possamos levantar esse projeto, com qualidade, agregar valores, expandir debate e discussão com a sociedade.
Não se aplica
A produção tem a preocupação de realizar este espetáculo em teatros que possuam acesso a portadores de necessidades especiais, na plateia e nos banheiros, assim como lanchonetes presentes no lugar. Teremos duas apresentações com intérprete em libras expandindo a acessibilidade comunicacional para surdos. Essa produção tem a preocupação e está atenta à inclusão e acessibilidade.
O teatro onde a peça será realizada estará localizado em região com fácil acesso via transporte público. Rodas de conversa após as apresentações, estimulando a troca de experiências, o diálogo e a análise crítica do espetáculo. O tempo de duração do espetáculo, acrescido do debate (quando houver) não excederá os 90 minutos, favorecendo o deslocamento do espectador que resida em local mais afastado do teatro. Também estão previstos ensaios abertos sem custo adicional ao projeto, cujo público-alvo serão alunos e alunas do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Idealizador do projeto, tradutor e adaptador do texto: Mauro Schames Direção Geral: Mauro Schames Produtora Executiva: Keila Ribeiro Direção de Produção: Celia Terpins Trilha Sonora: Bruno Menegatti Elenco: Sandra Corveloni, Nicole Cordery, Keila Ribeiro, Rennata Airoldi e os músicos Bruno Menegatti e Mauro Schames. Assessora de Imprensa: Arte Plural Assessoria de Mídia Digital: Foyer Técnicos, designer e outros serão contratados posteriormente Mauro Schames: Diretor e Idealizador do projeto Bacharel em ciências da agricultura e formação no centro de pesquisa teatral do SESC; curso de Dança Butoh com a atriz Lígia Verdi, (1995); workshop para atores, no teatro João Caetano, com o diretor Gerald Thomas (1995); curso de leitura de Poesias com o ator Kiko Marques (1995/1997); workshop Butoh, com Min Tanaka, (1997); curso de história da dramaturgia – Teatro Ágora, entre outros. Desde 1991, atua em várias peças, no teatro, em séries e webséries, como os últimos trabalhos: “Valéria e os Pássaros”; “Z4” (série de TV); “O homem cordial” (longa metragem); “Prisioneiro da Liberdade”; “Pandas ou Era uma vez em Frankfurt (Experiência online); “O beijo no Asfalto”; “Tectonicas” (teatro) Direção Marcelo Lazaratto; “Cinco Poemas para a Senhora R (teatro), direção Kiko Marques (2023) Centro de Pesquisa Teatral do SESC - Consolação, com o Diretor Antunes Filho Alguns últimos trabalhos: “Z4” (série de TV). SBT/Disney; “O homem cordial” (longa metragem), direção: Iberê Carvalho (2018); “Prisioneiro da Liberdade” (longa metragem), direção Jefferson De (2019); “Pandas ou Era uma vez em Frankfurt (Experiência online), direção Bruno Kott (2020); “O beijo no Asfalto” (teatro) Direção Bruno Perillo (2020); “Tectonicas” (teatro) Direção Marcelo Lazaratto (2022); “Cinco Poemas para senhor R (teatro), direção Kiko Marques (2023). Celia Terpins - direção de produção Bióloga e Produtora Cultural desde 2003, educadora e coordenadora de 1977 a 2016; sócia-fundadora da ABM - Academia Brasileira de Musicais, associação de natureza cultural; conselheira (suplente) da CAAPC-Comissão de Averiguação e Avaliação de Projetos Culturais (área: Artes Cênicas) da Prefeitura da Cidade de São Paulo (Decreto n.º 45.595 de 2005, gestão do Secretário Municipal de Cultura, Sr. Carlos Augusto Machado Calil), de fevereiro a dezembro de 2012. Alguns Projetos: Um Dia de Circo – 2023; Sonho de uma noite Sem Palavras – Pronac; Cinco Poemas para a Senhora R – 2023; Projeto executado Proac 37/2021 Rita Braun Vive – 2023; Teatro de Ideias – com Daniel Warren – 2020 – Teatro Alfa; Oficinas Online com Daniel Warren para escolas e empresas em 2020 e 2021; Projeto Crianceiras com Márcio de Camillo – 2021; Oficinas Online para escolas e empresas com Daniel Warren com parceria com a Maurício de Sousa Produções – 2020 e 2021; Dia Branco – A Viagem de Rosa dos Ventos; William Marks Canta Elvis; A Comédia dos Erros; O Mistério no Expresso do Oriente; Festival de Arte & Talentos; Estação do Adeus; Grupo Chorus Brasil; Grupo Mil Coisas. Keila Ribeiro – produção executiva e atriz Atriz, contadora de histórias, locutora e narradora, é formada pelo Teatro Escola Macunaíma, licenciada em Letras pela UNIP, atualmente cursa o bacharelado na USP. No teatro, atuou em mais de 10 peças de teatro. Atua também em companhas publicitárias e vídeos institucionais. No canal "Em voz Alta" (Youtube) conta histórias para adultos e crianças pensarem a sociedade. Em parceria com o Grupo Botija atua, desde 2008, como atriz e palestrante na área de treinamentos, saúde do trabalhador e ações motivacionais. Participou também de atividades formativas com profissionais como Rosana Maris, Isabel Teixeira, Janaína Leite, Márcia Abujamra e Fátima Toledo. Rennata Airoldi - atriz Formada em Artes Cênicas pela UNICAMP. Teatro Musical atuou no espetáculo Os Direitos da Criança, músicas Toquinho, direção musical Daniel Rocha, texto e direção Carla Candiotto. Na TV atuou na série PSI da HBO e nas novelas Carrossel e Esmeralda do SBT entre outros. Além de inúmeras campanhas publicitárias. Atuou no cinema; A comédia divina de Toni Venturi, Cama de Gato, de Alexandre Stockler, Onde andará Dulce Veiga de Guilherme de Almeida Padro, entre outros. E no Teatro, entre outros trabalhos, atuou em Loucos por Amor de Sam Shepard e direção de Francisco Medeiros, A Pior das Intenções texto e direção de Mario Bortolotto, Atuou nas peças KA Cena Futurista de Vélimir Khlébnikov e Dr. Faustus Liga à Luz de Gerthrude Stein direção Renato Cohen, O Bilhete de Marici Salomão e direção Celso Frateschi, também em algumas peças da II Mostra Cemitério de Automôveis. Trabalhou como atriz entre 2014 e 2022 na Cia Viradalata , de repertório, ao lado da atriz e diretora Alexandra Golik. Formada em dublagem pela DUBRASIL. Atualmente trabalha como artista da voz; em dublagem, locução, narração e áudio livros e direção de narração. NICOLE CORDERY - atriz Grupo TAPA atuou: O Tambor e o Anjo, A Almanjarra, A Casa de Orates, Executivos e Camaradagem, este último eleito o Melhor Espetáculo de 2006 pelo APCA-SP. Mestrado em Dramaturgia na Sorbonne Nouvelle. No audiovisual participou da série A Vida de Rafinha Bastos (Fox), do documentário Rede Condor (Discovery), das séries Pedro e Bianca (TV Cultura), Natureza Morta (Cine Brasil), Segunda Chamada (Globo), De Volta aos 15 (Netflix), Sintonia (3ª temp., Netflix), Autoposto (2ª temp., Paramount) e Dom (3ª temp., Amazon Prime). Atuou em curtas, também. Trabalhos e prêmios: Foi indicada ao Prêmio Aplauso Brasil 2015, categoria Melhor Atriz, pela peça Ato a Quatro; ao Prêmio APCA 2015 Melhor Atriz, pela peça Dissecar uma Nevasca; ao Prêmio Aplauso Brasil 2019, categoria Melhor Atriz Coadjuvante, pela peça Nunca fomos tão Felizes; ao Prêmio Aplauso Brasil 2019, categoria Melhor Elenco, pela peça Chernobyl; ao Prêmio APCA 2021, categoria Melhor Espetáculo Digital, por Terra Medeia. Vencedora do 6º Festival Carioca de Novos Talentos do Rio de Janeiro, como Melhor Atriz, por Nem Morta. Sandra Corveloni é atriz, diretora e professora. Com 30 anos de experiência profissional na área teatral, trabalhou como atriz em vários espetáculos infantis e adultos nos quais também atuou como produtora. No Grupo TAPA trabalhou por 10 anos como atriz e diretora e como professora trabalhou nas áreas de interpretação e montagem nas escolas Macunaíma, Celia Helena, Vento Forte, Oficinas do Grupo TAPA, Uniban, TUCA, Instituto Intercultural e Escola Wolf Maia. Filmes: Linha de Passe de Daniela Thomas e Walter Salles, pelo qual ganhou o Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2008 e o prêmio do Festival de Havana. A atriz ganhou vários outros prêmios e indicações ao longo de sua carreira. Em 2010 fundou uma Cia de Teatro, a Cia D’Alma. A Cia possui 2 montagens que realizaram mais de 2000 apresentações em São Paulo, interior e outros estados. Como atriz trabalhou em curta-metragens, novelas, séries de tv e longa metragens. Teatro: Vincent River – Dir. Darson Ribeiro; Dançando em Lúnassa – Dir. Domingos Nunes; Side Man – Warren Leight - Dir. Zé Henrique de Paula; O Livro dos Monstros Guardados – de Rafael Primot – Dir. Zé Henrique de Paula; Retorno ao Deserto- Bernard Marie Kotès – Dir. Catherine Marnas. ( França / Brasil); dentre muitos outros. Bruno Menegatti é rabequeiro e violonista. Mestre em música pela USP, realizou pesquisa sobre as Bandas de Pífanos da Bahia. Graduou-se em licenciatura em música pela mesma instituição. Possui trabalhos gravados com diversos artistas e que estão disponíveis em plataformas como Spotify. Integra diversas formações e coletivos musicais e de pesquisa. Participou do elenco dos musicais “Lampião e Lancelote” e “O Bem Amado”, ambos com trilha de Zeca Baleiro e da última montagem de Morte e Vida Severina. Recentemente realizou a trilha sonora do espetáculo Banco dos Sonhos da Velha Companhia e Cinco Poemas para Senhora R e faz parte do coletivo Associação Zona Franca sediado no Bixiga.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.