Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2312484Expirado o prazo de captação parcialMecenato

Festa Italiana de Belo Horizonte - Ano XV

ASSOCIAÇÃO DE CULTURA ÍTALO BRASILEIRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS – ACIBRA/MG
Solicitado
R$ 498,8 mil
Aprovado
R$ 498,8 mil
Captado
R$ 315,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (3)
CNPJ/CPFNomeDataValor
60395589000104Brazul Transporte de Veículos Ltda1900-01-01R$ 200,0 mil
19199348000188SADA TRANSPORTES E ARMAZENAGENS LTDA1900-01-01R$ 85,0 mil
03625353000175Streparava Componentes Automotivos Ltda1900-01-01R$ 30,0 mil

Eficiência de captação

63.2%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Dança
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2023-12-08
Término

Resumo

Este projeto visa a realização da tradicional Festa Italiana de Belo Horizonte, realizada continuamente no calendário artístico-cultural da capital mineira, com um dia de intensa programação para um público estimado de 30.000 pessoas para esta 16ª Edição, tendo a oferta de apresentações musicais, danças folclóricas, interações circenses e a oferta de um espaço gastronômico. Todas as ações do projeto serão ofertadas de forma gratuita e acessível a todos os públicos.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: Realizar a XVI Festa Italiana em Belo Horizonte, articulando um evento com apresentações musicais, ações artísticas e gastronômicas durante 1 (um) dia na capital mineira. O evento será totalmente gratuito e com acessibilidade completa, beneficiando um público estimado de 20.000 pessoas. OBJETIVOS ESPECÍFICOSRealizar um evento, com 1 dia de intensa programação artístico-cultural nos segmentos da musica instrumental, das artes cênicas e do patrimonio material de nosso estado - a Cozinha Mineira, para 20.000 pessoas, totalmente gratuito e acessível, ofertando:• 2 shows com artistas de renome regional/nacional e internacional da música instrumental italo-brasileira;• 1 apresentação de Djs locais• 2 ações multiculturais _ Tombo da Polenta e a Pisa da Uva;•1 ação de Baile Italiano a céu aberto;• Intervenções artísticas de Danças Folclóricas tipicas das culturas italo-brasileiras;OBJETIVOS QUALITATIVOS• Incentivar e disseminar o setor artístico, cultural e da cozinha mineira e italiana do Estado fundamentando na contratação de artistas locais e regionais;• Contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva da gastronomia e da cultura mineira, em especial de Belo Horizonte, símbolo fortalecido após o reconhecimento como Cidade Criativa de Gastronomia pela Unesco, em 2019;• Fomentar a regionalização da produção cultural com o engajamento de mão de obra de trabalho local;• Consolidar o projeto junto à comunidade local e regional, no propósito de um reconhecimento difundido e se torne mais uma opção para a família, jovens e interessados, bem como mais uma opção de trabalho e inserção cultural para todos;• Oferecer um enriquecimento e expansão cultural, promovendo o evento de completa gratuidade, com acessibilidade a PCD’s.

Justificativa

A imigração europeia, em Minas Gerais, é caracterizada pelas peculiaridades da economia mineira. O deslocamento do trabalho escravo para o trabalho livre ocorreu no final do século XIX. A província mineira apresentou, durante esse século, a maior população livre e escrava do Brasil. Em 1870, o sentimento antiescravagista pressionava o governo brasileiro a iniciar o processo de imigração para a substituição da mão de obra escrava e, além disso, fazia-se necessário povoar o território e criar um mercado assalariado para movimentar a economia do país. Buscando viabilizar a imigração, o governo elaborou uma série de medidas para atrair o imigrante para o solo nacional, utilizando-se, dentre outros recursos, de propagandas que veiculavam uma imagem do Brasil como uma espécie de "Terra Prometida". Na Itália, tais propagandas surtiram o efeito esperado visto que naquela época, era um país agrícola bastante limitado e pouco industrializado. Fugindo da guerra e da fome, acreditando nas promessas do governo brasileiro e idealizando um futuro próspero na América, muitos italianos vieram para o Brasil. Podemos discorrer que foi "a miséria a verdadeira causa da emigração transoceânica entre 1880 e a Primeira Guerra Mundial"; Tais ações sugestionam aos incentivos promovidos pelo governo brasileiro, os efeitos de uma primeira "modernização" do campo na Itália, pelo menos no Norte do país. Em Minas Gerais, houve uma predominância acentuada de imigrantes italianos _ 47.096 (quarenta e sete mil e noventa e seis) pessoas durante o período de 1894 à 1901. Desse contingente, atraídos, principalmente, pela propaganda das vantagens da emigração, veiculada por contatos estabelecidos pelo governo mineiro com grupos privados, incumbidos de arregimentar trabalhadores estrangeiros em seus países de origem, vários imigrantes italianos se fixaram, já no início da construção da capital mineira, no arraial do Curral Del Rey. Outros tantos, que já se encontravam no Brasil, em cidades do interior do estado de Minas Gerais ou em outras partes do país, empregados, sobretudo, nas lavouras de café do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, migraram para a região onde se iniciaria a construção da Nova Capital de Minas, em busca de oportunidades de trabalho na construção civil. Além disso, muitos vieram com a intenção de atuar como empreendedores no comércio, na indústria ou na prestação de serviços, considerando o vasto campo de possibilidades de se estabelecer negócios, em uma cidade que carecia de pioneiros em todas as áreas e onde a concorrência era nula ou mínima. Ao chegarem à capital, os imigrantes, especialmente aqueles que vieram diretamente da Itália, tiveram dificuldades em estabelecer diálogos com os naturais de Belo Horizonte, devido a multiplicidade de províncias e comunas e, consequentemente, de dialetos, cada grupo identificava-se pela procedência, como, por exemplo: vênetos, beluneses, veroneses, bergamascos, lombardos, vicentinos, etc. A emigração para o Brasil acabou favorecendo a reunião desses grupos sob designação única: "italianos", pois a auto-identificação dos imigrantes como italianos, e não como vênetos ou lombardos, trentinos ou campanos, sicilianos ou calabreses, etc., verificou-se somente aqui no Brasil, entre outras razões, pelo fato de os brasileiros _ ou os imigrantes de outras origens _ os identificarem como tais. Tal obstáculo da comunicação foi superado com a fundação, em 1897, ano de inauguração da cidade, da Società Operaia Italiana de Beneficenza e Mutuo Socorso, em dois lotes, cedidos pela Prefeitura de Belo Horizonte. O contato do imigrante italiano, portador de diferentes dialetos, com o novo ambiente cultural e linguístico da capital que emergia, resultou na busca pelo ajuste aos costumes locais, concebendo formas alternativas de comunicação e criando modos de sociabilidade que permitira a sua interação com a comunidade belo-horizontina. Os valores ligados à religiosidade, trabalho e solidariedade eram advindos do empreendimento familiar do quais sobrepunham às pretensões individualistas. A coesão e os investimentos em prol da coletividade são aspectos encontrados na vida comunitária das colônias italianas. Assim, teve papel decisivo na orientação dos valores morais e na conduta de organização da comunidade, quer intermediando o envio dos filhos para estudar em seminários, protagonizando o papel de educadora e formadora através da escola local, ou pela disseminação de valores. Foi, também, espaço de convivência e discussão dos problemas da comunidade, bem como espaço de cultura, com apresentações de corais, teatro, música e filmes. A imigração italiana tem, então, papel fundamental na formação cultural e social de nosso Estado, deixando como legado uma cultura do trabalho baseada na cooperação, solidariedade e confiança e um protagonismo de organização social e participação ativa do desenvolvimento local da capital mineira. Aspectos que ainda hoje são percebidos como traços marcantes desse grupo, que se diferencia das demais localidades onde os imigrantes não fizeram história. Neste contexto, a proposta do presente projeto é trazer benefícios culturais interligando as diferentes linguagens da arte seja ela na música e nas artes cênicas, bem como da cultura alimentar através da culinária regional e suas diferentes raízes, insumos e manifestações. A utilização do local público favorece um intercâmbio de interação e entretenimento. A arte e suas manifestações estarão ali representadas em suas vertentes fazendo com que o público se sinta livre e incluso a participar e desfrutar de todas as atividades propostas e oferecidas. Com uma temática da cultura como sensorial, o projeto visa buscar dentro de cada indivíduo o seu melhor em relação a arte, demonstrando de maneira clara e sucinta a importância da vida inserida no engajamento social, trazendo novas tendências de interação, pertencimento e valorização de suas manifestações artísticas. Ademais, nos últimos anos, temos visto em nosso estado a crescente valorização da gastronomia como primordial patrimônio cultural de nossa gente. Afinal de contas, a Cozinha Mineira resguarda antigas tradições, expressa saberes e técnicas que são passadas de geração para geração, remonta a fundação de nossas cidades e territórios, conta a história do povo com a terra e com o meio natural, explica parte das relações sociais e econômicas de cada tempo, funde-se com a arte para transformar o status, exerce-se nos festejos populares, nos costumes alimentares cotidianos e na fruição das atividades culturais das nossas cidades. Desta forma, cabe ressaltar o papel considerável da Festa Italiana de Belo Horizonte para o fortalecimento do patrimônio cultural gastronômico de Minas Gerais. Realizado por 14 edições, a Festa Italiana sempre teve a missão clara de apresentar, em Belo Horizonte, a riqueza e a diversidade da Cozinha Mineira e da Cozinha Italiana expressadas em nossas terras mineiras. E pode-se afirmar, depois de todas estas edições, que o projeto vem logrando este resultado e vem fazendo ainda mais, podendo ser considerado uma síntese dos inúmeros patrimônios que estão espalhados por Minas Gerais, assim como de outras regiões do país. Em cada edição, novos chefs e restaurantes e demais referenciados da gastronomia local e regional, apresentam seus preparos, produtores do norte ao sul trazem seus produtos, oportunizando ao público descobrir as especificidades locais não apenas pelos sabores, mas também pelas histórias e tradições compartilhadas. Por fim, é importante destacar o reconhecimento de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, em 2019. Para conquistar o título, a capital mineira apostou nos diversos festivais e eventos gastronômicos realizados na cidade anualmente - dentre os quais, a tradicional Festa Italiana de Belo Horizonte, assim como na "cultura de boteco", nos mercados, na comida de rua, mas mesas de casa e na importância da cadeia produtiva da gastronomia que gera mais de 54 mil postos de trabalho, movimentando algo em torno de R$ 4,5 bilhões por ano. Tal feito foi possibilitado não apenas pelo conjunto de atributos que Belo Horizonte possui, com capacidade única de sintetizar todos os territórios mineiros, mas, também, devido às inúmeras políticas públicas para o setor, no que devemos registrara enorme importância do reconhecimento da gastronomia e da cultura alimentar como uma das áreas representadas nos mecanismos de fomento à cultura no estado, em especial na Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Dessa maneira, o projeto FESTA ITALIANA DE BELO HORIZONTE se coloca como um dos importantes agentes dessa cadeia que, ano após ano, vem colocando Belo Horizonte e Minas Gerais em destaque no país e, agora, também no mundo. Afinal, a Rede de Cidades Criativas reúne pouco mais de 180 municípios em esfera mundial e, no Brasil, Belo Horizonte tem o privilégio _ ao lado de Belém, Florianópolis e Paraty _ de fazer parte deste significativo e restrito grupo dos que possuem o título de Cidade Criativa da Gastronomia. Desta forma, a parceria com o Ministério da Cultura e Lei Federal de Incentivo à Cultura é indispensável para a realização e o sucesso do projeto, que contribuirá para a valorização e divulgação de expressões artísticas mineiras. Este projeto na sua propositura promove nos termos do Art. 1° da Lei 8.313/91 no que se refere:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercíciodos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorizaçãode recursos humanos e conteúdos locais; Para cumprimento do Art. 1°, tendo como objetivos conforme o Art.3° da referida lei:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Portando, se enquadra no Art. 18 da Lei 8.313/91 , conforme §3 alíneas:a) artes cênicas;c) música erudita ou instrumental;

Especificação técnica

O presente projeto visa à realização da XVI Festa Italiana em Belo Horizonte, evento este consagrado pelo público belorizontino e reconhecido tradicionalmente no calendário de eventos do estado em especial por sua representatividade, confraternização e integração das comunidades italiana e mineira. Como ações estruturantes, o evento realizará uma programação nas diversas linguagens da cultura e arte com qualidade artística nos gêneros ítalo-brasileiros, contemplando a participação de artistas/grupos/bandas de renome local/ regional e de renome nacional/internacional que se apresentarão no palco principal do festival. Com as ações de mídias, interligadas à qualidade artística o projeto pretende atrair públicos de outras regiões do estado para a capital Belo Horizonte, beneficiando ainda o setor de serviços, promovendo a geração /distribuição de renda e fomentando a cadeia turística e receptiva de eventos. Desta forma, a XVI Festa Italiana em Belo Horizonte através de suas ações, beneficiará artistas, população belorizontina, turistas presentes na cidade e todo o comércio, setor de serviços e produtores de produtos artesanais. Fomentará o intercâmbio cultural de maneira leve e subliminar e promoverá a cultura e arte disseminando no âmbito sensorial as ações da música, da gastronomia e sobretudo à valorização da memória e do patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. MÚSICA:A cultura italiana sempre foi muito presente no Brasil, ajudou o país a criar a própria identidade. Está na mesa, nos sotaques, na música. Na música, o flerte entre italianos e brasileiros tem a ver com paixão e saudade. Uma canção, palavras compostas com arte e harmonizadas por uma modulação. A definição, de Dante Alighieri, é do século 14. Certamente o grande poeta de Florença ouvia os cantos do teatro medieval que, quase três séculos depois, ajudaram a criar a ópera. Este gênero melodramático mais tarde inspirou as canções populares. Também e especialmente, foi Nápoles, com as suas melodias e cenários, a influenciar o que o mundo inteiro conheceu como música romântica: a música popular italiana. Longe dos conservatórios, no meio do povo, ao vivo e em branco e preto, a música popular italiana estourou em 1958, no Festival de San Remo, com uma das canções ainda hoje mais tocadas no mundo.Domenico Modugno, autor do maior sucesso do país na indústria do disco, trazia outra grande novidade: a forma de cantar. “Canta com garganta cheia e as mãos abertas. Uma coisa que nunca se viu. Antigamente a mímica dos grandes interpretes era mais sossegada. Ele chega abrindo os braços e cantando ‘volare, cantare’. Em 1968, Roberto Carlos defendeu, em San Remo, a música de Sergio Endrigo, “Canzone per te”, e ganhou o primeiro lugar. O Brasil festejou quase como uma vitória de Copa do Mundo. Podemos afirmar que o que une o Brasil e a Itália é o “amor pela melodia, além do ritmo”.E é com esta premissa que a XV Festa Italiana em Belo Horizonte promoverá um verdadeiro intercâmbio cultural ao ofertar 03(três) apresentações musicais compreendendo: uma apresentação de renome internacional (Itália) e duas apresentações de músicos/grupos regionais da música ítalo-brasileira. Das Intervenções Culturais O Tombo da PolentaO angu é uma comida que está sempre presente nas mesas dos mineiros. Ainda discutindo sobre a origem dos alimentos, muito se diz no Brasil que o angu é brasileiro e a polenta é italiana. A polenta é, inclusive, bastante consumida no norte da Itália, principalmente na Emilia-Romagna, Lombardia e Vêneto. Conta-se que o angu que conhecemos por aqui nas Minas Gerais é originário da África e foi trazido e incorporado na cozinha mineira pelos escravos. No entanto, o que difere os dois é somente o ingrediente. O angu é feito com o fubá fino e para a polenta, se usa o fubá grosso. Independentemente do tipo de fubá utilizado, entendemos que o que intensifica a manutenção desses hábitos, cultura e identidade é a memória do fazer. Pois os descendentes valorizam essa continuidade. A culinária representa identidades que não se diluem com o contato multicultural. Ao contrário, ela permanece como marca de resistência à aculturação absoluta.Desta forma, a ação proposta do Tombo da Polenta é um locus de identificação, onde as diretrizes são determinadas pelos nonnos e nonas participantes deste grande ato em um processo que se caracteriza pela identificação cultural, principalmente, por meio dos alimentos. A comida é entendida como uma mistura de culturas, mas que não se limita a isso, pois se estende a todo o evento da XV Festa Italiana de Belo Horizonte. Os fazeres e as práticas conduzem a história em torno da polenta, colocando este alimento como centro das atenções da cultura que, hoje, pode-se definir como sendo ítalo-brasileira. A combinação de sabores que conta uma trajetória, também, testemunha o sofrimento dos imigrantes, afinal, para muitos antepassados tinham a polenta como único alimento e sustento. O velho ritual de preparo era ao redor do fogo e reunia a família e amigos. Na hora inteira que demorava o seu cozimento, o braço do cozinheiro cansava com o peso da massa e muitas vezes necessitava de ajuda. Dessa forma, a receita e o segredo da polenta eram passados de geração em geração. O ambiente de preparação da polenta proporcionava encontros familiares, entre parentes e amigos, um rito de comensalidade e de hospitalidade que talvez possa se perder na vida contemporânea. O comer a polenta em família ou entre amigos é carregado de significados sociais da cultura italiana: as relações familiares e de manutenção da italianidade entre os atores sociais envolvidos, seja no contexto dos imigrantes ou entre os descendentes. Nesse viés, sentir, viver e sofrer, pelo passado, é uma busca para os descentes e todos os participantes desta grande festividade. A polenta constitui-se uma metáfora da vida, da sobrevivência e da vitória nas dificuldades, a fim de manter vivo o legado dos antepassados. Ainda que, para isso, se faça uma novaconstrução do passado, inserindo-se nos relatos, entrecruzando os tempos, de modo a viver a cultura. Os nonnos e nonnas, aqui, trazem consigo uma representação do passado imaginado pelos mais novos, celebrada no processo de se obter a polenta, desde o plantio, até o alimento pronto. O Tombo da Polenta, portanto, se encaixa como um caso de memória coletiva aplicada, assim como a forma de trabalho que a viabiliza. Isto porque, acaba sendo uma reprodução do passado com as características do presente, ocorrendo uma transformação histórica e social aplicada. Na ação, todos participam porque foram ensinados a fazê-lo. Sendo assim, este fazer se coloca como elemento da memória que não cai no esquecimento, é apenas realocado no tempo. Portanto, a presente ação produz um significado plural, dentro das tradições locais, visto que há dois segmentos de participantes que a reverenciam de forma diferente: os nonnos já cristalizados na tradição; e os jovens, que buscam a sua ressignificação, no presente, projetando-se, no passado, não vivido – advindo das tradições familiares privadas. Os ensinamentos dos mais velhos, consequentemente, representam o acesso dos mais jovens à memória do passado. São as marcas, fontes do presente, a respeito de um passado que não pode ser acessado pelas fontes orais tradicionais, cabendo, então, a combinação de fontes. O fazer da polenta é o ponto de partida dessa tradição, uma história de longa duração de permanências e transformações dialéticas; um lugar pertencente às trocas culturais regionais. Assim, o tempo presente, dentro dessa longa duração, é o elemento de conexão com o passado, analítico com a cultura, transformador, renovador e mantenedor dos fazeres. Andiamo a Ballare – Danças Folclóricas e Típicas e O Grande Baile A fim de resgatar, preservar e divulgar a tradição e a cultura italiana o projeto convidará grupos folclóricos que demonstrarão toda a beleza e riqueza do folclore italiano através de danças típicas de várias regiões da Itália. As apresentações visam apresentar em cada passo e em cada coreografia os costumes desta vasta cultura italiana que está presente e enraizado nas diversas comunidades de nosso estado. Além das apresentações de danças folclóricas e típicas que serão apresentadas no palco principal, o projeto para esta 15ª edição, trará um ineditismo ao promover um grande Baile a céu aberto. A comemoração de quinze anos da tradicional Festa Italiana visa ofertar uma banda típica de baile de gala em que transformará a avenida numa grande celebração frente as festividades e na valorização da historia e da cultura ítalo-brasileira retratadas através das ultimas quinze edições da Festa Italiana de Belo Horizonte. Eixo Curatorial das apresentações em palco: Há muitas danças folclóricas italianas, mas a Tarantella é um ícone instantaneamente reconhecido como uma imagem da cultura italiana. Além dos movimentos distintos e acompanhamento musical, a dança tarantella tem uma história colorida de origem. "Tarantella" tem origem no Sul da Itália (Mediterrâneo). Na época era conhecida como a "dança da tarântula", pois os camponeses que eram mordidos pela tarântula, uma espécie de aranha venenosa, começavam a dançar furiosamente por muitas horas, ao som dos tambores e da viola, mantendo, assim, viva a circulação do sangue, superando a crise até sarar. Era impossível resistir ao ritmo obsessivo e sem trégua dos acordes. As melodias sensuais provocavam uma espécie de transe e o som dava asas aos impulsos mais profundos e incontroláveis. Com o tempo, a "Tarantella" foi se expandindo pelas outras Regiões da Itália. As danças da Região Norte receberam influência francesa, austríaca, alemã e suíça, enquanto, que as da Região Sul receberam influências espanhola, grega, árabe e cigana. Hoje, a "Tarantella" se transformou no conhecido ritmo energético e vital, acompanhada ao som do "tamburello" (pandeiros) e também da "macchera" (castanholas). Trajes Típicos Como premissa de valorizar e difundir os costumes e tradições ao mesmo tempo em que promover o intercâmbio cultural e a troca de experiências entre os participantes, o projeto contribuirá para este resgate com apresentação de trajes típicos das diversas regiões italianas e das diversas regiões mineiras à época da imigração italiana dos séculos XVIII e XIX. Eixo Curatorial: O uso e difusão de trajes típicos iniciou-se após o centenário da imigração, nos anos 70. As roupas camponesas da região do Tirol datam a sua maioria, do final do século 18 e início do século 19, após a reforma do Landesordnung (ordenamento territorial), pois a região de Trento pertenceu ao Império Austríaco de 1363 até 1918. Até essa reforma, os camponeses eram proibidos de utilizar, nas suas vestimentas, tecidos considerados “de luxo”, como a seda e o veludo, devendo restringir-se a tecidos feitos em casa. Com o fim dessa proibição levou ao surgimento de grande variedade de vestiário festivo da população rural. No caso da região tirolesa, cada vale tinha seu modo particular de vestir, com características comuns entre todos.Com a emigração, muitos camponeses vieram com as suas famílias para o Brasil. Em sua bagagem trouxeram memórias desses trajes típicos, muitos sendo confeccionados aqui, reproduzindo a história e cultura daquela região emigrada.

Acessibilidade

Devido as tipografias urbanas e o evento ser proposto para espaços públicos (via pública) serão realizadas adequações estruturais de forma a facilitar o acesso de todo o público PCD. O projeto terá plena acessibilidade àqueles que possuem limitações e/ou deficiência conforme o Art. 42 da IN 5/2025 No que se refere à estrutura do evento, o projeto adotará para a maior comodidade e acessibilidade: Produto Festival/bienal/mostra(somente estruturas) / Apresentação Musical I - no aspecto arquitetônico:* rampas de acesso;* espaços especiais para cadeirantes serão instalados de maneira provisória no espaço público onde será realizado o evento.* banheiros químicos adaptados para o público PCD,* cadeiras especiais reservadas para o público PCD, idosos, gestantes, lactantes e pessoas com mobilidade reduzida serão disponibilizados. Produto Festival/bienal/mostra(somente estruturas) / Apresentação Musical II - no aspecto comunicacional e de conteúdo do projeto Deficiencia Visual e Intelectual: Assistentes estarão a disposição para acompanhamento e orientação do público com mobilidade reduzida e PCD;Deficiência Auditiva: Intérprete de LIBRAS serão contratados para que possam acompanhar o público PCD nas ações previstas pelo projeto, bem como orientá-los em todo o espaço do evento;Deficiência Visual: Utilização de piso tátil, mapas táteis e informações em Braille em áreas estratégicas com auxilio na orientação e mobilidade dentro do espaço do eventoDeficiencia Intelectual: Disponibilização de informações sobre o show, o local e as atrações em linguagem clara e acessível, com textos curtos e objetivos, sem termos técnicos ou informações complexas.

Democratização do acesso

Em atenção ao Art. 46 da IN 5/2025 cumpre esclarecer que todas as ações previstas para a 16ª Festa Italiana de belo Horizonte serão ofertadas gratuitamente a todos os grupos e de todas as camadas sociais, sem distinção de raça, credo, etnia, gênero e outros. Por ser realizado em espaço público, serão observadas todas as normativas e legislações vigentes, que permitam a plena fruição das ações a serem elencadas. O projeto buscará junto aos órgãos competentes todas as licenças necessárias, bem como, o acompanhamento das ações que visem a garantia da segurança dos participantes, em especial, nos órgãos do Corpo de Bombeiros e Policia Militar. Para o cumprimento da ampliação de acesso conforme estabelecido no Art.47 da IN 5/2025 o projeto adotará: III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;

Ficha técnica

ACIBRA MG - Proponente - Gestão Financeira e Geral A fundação da Associação de Cultura Ítalo-Brasileira de Minas Gerais, em 2002, é consequência da grande presença italiana em Belo Horizonte e em Minas Gerais. A Acibra MG tem mais de 200 italianos e descendentes entre seus sócios fundadores. Os italianos e seus descendentes se reuniram para dar corpo à Associação de Cultura Ítalo-Brasileira de Minas Gerais-ACIBRA, que tem o intuito de preservar a história da presença italiana em Minas Gerais, além de compartilhar com os mineiros a imensa cultura da Itália. São objetivos da ACIBRA: favorecer e fortalecer a integração entre brasileiros e italianos, na área consular de Belo Horizonte; resgatar e incentivar a tradição, cultura, folclore e história italianos e sua integração com a cultura brasileira;estimular e desenvolver atividades culturais, cívicas, recreativas, sociais e desportivas. É missão da ACIBRA atuar como elemento propulsor de desenvolvimento e de integração cultural entre as sociedades brasileira e italiana do Distrito Consular de Belo Horizonte, favorecendo, também, o crescimento da atividade sóciocultural da Região Ao longo de seus 16 anos de história, a Associação segue trabalhando pela preservação da história dos imigrantes italianos em Minas Gerais, assim como pela divulgação e compartilhamento da riquíssima cultura italiana com imigrantes, descendentes e amantes dos costumes da Itália. Entre as atividades promovidas pela Associação está a maior celebração de rua entre a Itália e o Brasil, a Festa Tradicional Italiana de Belo Horizonte, que reúne mais de 40 mil pessoas para comemorar o dia da República Italiana e a integração entre as culturas. Profissional: Anisio Ciscotto (Vice Presidente ACIBRA)Função: Coordenador Geral Escritor e historiador, pós-graduado em História e Culturas Politicas pela UFMG e autor de varios livros sobre imigração italiana em Minas Gerais. Profissional: Silvana Rizzioli (Conselheira ACIBRA)Função: Diretora de Cultura/ArtísticaFormada em Administração de Empresas pela Università degli Studi di Torino, Pós-graduada em Ciências da Informação, Business Administration and Marketing pela Universidade de Palatine (Ilinois) EUA e Gestão Estratégica de Recursos Humanos pela Universidade Federal de Santa Catarina, Silvana Arrivabeni Rizzioli trabalha há mais de 40 anos na área educacional e de Recursos Humanos.De 1992 a 1996, foi Diretora Geral da Fundação Torino, trabalhou na transformação da escola em instituto bi-cultural e internacional, promoveu a integração com o MEC-Ministério de Educação e Cultura do Brasil e implementou novos cursos legalmente reconhecidos pelo Ministério de Educação e Cultural da Itália e do Brasil. De 1997 até 2002, ela foi responsável pela área de Educação e Cultura da Fiat Automóveis, quando promoveu uma rede integrada de universidades e empresas, com um total de mais de 90 instituições em nível regional, nacional e internacional. Profissional/Empresa: Eberty Salles (Pulsar Brasil)Direção MusicalExperiência Profissional:° Promoção e Divulgação Carnabelô° Diretor Executivo e Produtor Artístico do Pop Rock Café, Pop Art Music e Bhar Savassi (ago2010‐ set2014), com centenas de eventos culturais promovidos nestas casas, que contam com extensaprogramação semanal. entre eles, Jotta Quest , Pato Fu, Skank, Nando Reis, Wilson Sideral, FábioPorchat, Biquini Cavadão, Jhonnie Bravo, Raimundos, Emmerson Nogueira e diversos outros.° Produtor Artístico do Carnaval de Pompéu de 2011 a 2014 com realização de bandas de renomenacional e internacional do cenário carnavalesco.° Produtor Executivo da Festa da Cerveja de Divinopolis de 2002 a 2011° Produção do Festival Pop Rock Brasil de 2002 a 2006Alfredo Henrique Rodrigues Carmona dos SantosProdução GeralFormado em Administração de Empresas com enfasê em Gestão de Negocios pela faculdade Promoveem 2010. Atuante com eventos culturais desde ano 2009 quando então contratado pela HGM Promoçõesltda como Assistente de Eventos até Janeiro de 2012.Consolidado na aérea de eventos coorporativos eculturais em Agosto de 2012 na MAC Promoções e Eventos onde passou por varios evoluções (Produtorde Eventos , Organizador de Eventos , Coodenador Eventos e desde 2016 Gestor de eventos.Comtérmino de vinculo empregaticio em Abril do presente ano.Experiência ProfissionalFHist – Festival de História de Diamantina. 04 Edições entre 2011 á 2017 (bienal).Carnaval Ouro Preto 2018- Carnaval Patrimônio voltado para a Família, uns dos carnavais decidades Históricas mais relevantes do pais.Heider RezendeFunção: Coordenador AdministrativoProfessor licenciado em Ciências Biológicas;Pós graduado em Produção Cultural Arte e Entretenimento pela Unyleya.É diretor de Operações da Pomar Cultural desde 2017 atuando em projeto culturais e esportivos no âmbito de produção e gestão financeira.- Gestão Administrativa Financeira do Carnaval Patrimônio das Cidades Históricas de Ouro Preto ( 2018, 2019 e 2020)- Direção Artística do Projeto Integração Cultura e Arte – PRONAC- Gestão Cultural do Projeto Made in Minas Gerais (Anos 2019, 2020 e 2023)- Gestão Financeira e Consultoria Técnica no Projeto Restauração da Estação Ferroviária de Santos Dumont – PRONAC185299;- Palestrante e ministrante de conteúdos acerca da Leis de Incentivo a Cultura e Esporte ( Como elaborar projetos culturais,Gestão de Projetos e Produção Cultural) – Ano 2022/2023;Osvaldo V M NetoFunção: Curadoria para o eixo do patrimonio cultural materialGastronomo pela Faculdade Promove - 2015- Pós Graduação em Gestão Gastronomica - em andamentoAtuante no ramo da culinária mineira desde 2016, atualmente ministrando cursos de confeitaria e doces mineiros através de plataformas digitais/ virtuais;- Participou do programa televisivo "Que Seja Doce" canal GNT - 6 Temporada EP 7- Ministrante na escola de confeitaria Ana Silvia Valadão - BH Período de 2018/2020;- Atuou na produção do Foodie Experience 2014;- Estágio no evento Foodie Experience 2015; Raissa Romualdo Pinto Função: Designer e Coordneadora de ComunicaçãoBACHARELADO EM DESIGN DE AMBIENTES | ESCOLA DE DESIGN DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS | BELO HORIZONTE - MG | 2010-2014; CURSO LIVRE DE ESPECIALIZAÇÃO EM ARTES DIGITAIS | ESCOLA DE GAME E ENTRETENIMENTO - RED ZERO | BELO HORIZONTE - MG | 2015-2016;PRODUÇÃO E COORDENAÇÃO DA AÇÃO PROMOCIONAL DEVASSA, NO CARNAVAL DE BELO HORIZONTE - MG | 2019;ARTE FINALISTA NO CARNAVAL DE OURO PRETO - MG | 2019;ARTE FINALISTA NO CARNAVAL DE TIRADENTES - MG | 2019;ARTE FINALISTA NO CARNAVAL DE DIAMANTINA - MG | 2019;CRIAÇÃO DE CENOGRAFIA E MAQUETE ELETRÔNICA PARA EVENTO "BATUQUE AÇÃO E ARTE", REALIZADO EM ALFENAS - MG | 2018;CRIAÇÃO DE CENOGRAFIA E MAQUETE ELETRÔNICA PARA ATIVAÇÃO DE MARCA NO EVENTO "BLOQUINHO DA LAGOA", REALIZADO EM NOVA LIMA - MG | 2018;CENOGRAFIA DE ESTANDE PARA O ESTÚDIO MÁCULA TATTOO SHOP NO EVENTO "FICC - FESTIVAL DE CERVEJA E CULTURA", REALIZADO EM BELO HORIZONTE - MG | 2017

Providência

DILIGÊNCIA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.PROJETO LIBERADO PARA DECISÃO DO ANALISTA.

2026-03-30
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais