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Este projeto visa realizar a primeira edição do Festival Nhe’engara, um festival de música voltado à divulgação, suporte e valorização do trabalho de artistas e profissionais locais, trabalhadores independentes da cultura, no intuito de contribuir para o fortalecimento da economia cultural e do mercado da música em Pernambuco. Para além das apresentações musicais, que proporcionam a difusão do trabalho artístico e suporte econômico, o Festival visa fomentar diálogos e intercâmbio de conhecimento através de ações formativas com profissionais locais e convidados de outras regiões, bem como formar plateia. O evento, que tem foco na música instrumental brasileira, será realizado em um importante teatro histórico da cidade do Recife, com acesso gratuito às apresentações. As atividades formativas também serão gratuitas e voltadas a estudantes de música da rede pública.
O Festival Nhe'engara oferece apresentações musicais de 12 grupos artísticos em um teatro histórico da Cidade do Recife, com repertório formado, majoritariamente, por música instrumental brasileira autoral, dando suporte a artistas locais e nacionais, a trabalhadores locais do setor cultural, e oferecendo cultura à população de forma gratuita, seja pelo comparecimento ao evento, seja pela transmissão via internet. Ademais, oferece a estudantes de música da rede pública, a músicos e outras pessoas interessadas, 03 ações formativas gratuitas, fomentando intercâmbio de conhecimento entre o público e os professores convidados, proporcionando oportunidades de acesso à educação. Ao todo, serão seis dias de Festival.
OBJETIVO GERAL Realizar o Festival Nhe’engara, um evento de seis noites em um importante teatro histórico da Cidade do Recife, totalizando 12 apresentações e, dessa forma, criar um novo espaço para a divulgação e para o fortelecimento do trabalho de artistas locais e nacionais da música instrumental. Ademais, proporcionar suporte econômico a essas artistas e demais profissionais da equipe técnica do Festival, além de garantir, ao público, acesso à cultura através da música, e fomentar a formação de plateias para o gênero musical envolvido. Na área educacional, realizar três palestras/oficinas com artistas participantes do Festival, voltadas a estudantes da rede pública de ensino e com entrada gratuita mediante inscrição em formulário online. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar doze apresentações de artistas locais e nacionais, majoritariamente da música instrumental brasileira, distribuídas entre seis dias em um importante teatro da cidade do Recife; - Selecionar, através da curadoria/direção artística, seis atrações artísticas nacionais para compor a programação do Festival; - Selecionar, através da curadoria/direção artística, seis atrações artísticas locais para compor a programação do Festival; - Selecionar, para além das pessoas que constam na equipe principal, outros profissionais locais para completar a equipe técnica do Festival, inclusive um consultor de acessibilidades; - Realizar três ações formativas gratuitas voltadas, sobretudo, a músicos e estudantes de música da rede pública, oferecendo oportunidade de acesso à educação e ao conhecimento; - Contribuir, em algum grau, para a circulação de capital e para a movimentação da economia no setor cultural em Pernambuco; - Proporcionar, a artistas e profissionais da cultura, um suporte econômico, extremamente necessário no momento atual, sobretudo após dois anos de pandemia, através deste novo espaço de atuação; - Contribuir para a valorização da cultura pernambucana e dos trabalhadores que a mantêm viva; - Oferecer à população mais experiências culturais e amenizar sua carência desse tipo de evento; - Proporcionar ao público, de forma democrática, acesso à cultura e aos espaços culturais, através da gratuidade do evento; - Garantir, através da contratação de intérprete de Libras, acessibilidade à pessoas com deficiência auditiva, sendo este profissional mencionado nas peças de divulgação, bem como o recurso de texto alternativo, no intuito de contemplar a todos no convite ao festival; - Gerar, além da renda direta _ através da contratação de artistas e equipe técnica, renda indireta a outros profissionais afetados pelo Festival; - Contribuir, em algum grau, para uma descentralização geográfica de projetos realizados através da Lei de Incentivo à Cultura; - Realizar 3 ações formativas e proporcionar intercâmbio de conhecimento entre músicos e estudantes de música através dessas atividades.
Nhe’engara significa música em tupi antigo, mesma língua nativa que deu nome ao Estado de Pernambuco, local de realização do evento, e que é de inestimável valor para a língua e a cultura do país. Realizar o Festival Nhe’engara é possibilitar a valorização e o suporte econômico, através de oportunidades de trabalho, a vários profissionais da cultura que atuam em Pernambuco. Para além do panorama atual do mercado da música e da economia do país, que não é diferente em Pernambuco, artistas e trabalhadores da cultura, de forma geral, foram uma das camadas da população mais prejudicadas pela pandemia e, neste momento de recuperação, a criação de novos espaços e ferramentas culturais que dêem suporte e possibilitem uma retomada ou impulsionamento de suas carreiras profissionais é fundamental. Este Festival busca, também, ser mais um projeto a contribuir para a descentralização deste tipo de ação cultural realizada através da Lei de Incentivo à Cultura, fortalecendo a economia cultural local, estando totalmente de acordo com as novas diretrizes e vontades do Ministério da Cultura. Há uma grande quantidade de musicistas e músicos produzindo arte no Estado de Pernambuco e necessitando de novos espaços para a difusão de seus trabalhos e para a promoção de diálogos culturais, assim como outros profissionais cujas atividades estão intrinsecamente conectadas à música. É necessário que haja mais incentivo e criação de oportunidades que propiciem suporte a essas mentes criativas, ajudando-as a enfrentar as dificuldades impostas nos dias de hoje e superar adversidades agravadas pelas restrições da pandemia. A curadoria/coordenação artística do Festival está a cargo de Priscila Gama, uma musicista experiente com uma rica e diversa trajetória na música, e atenta ao atual cenário musical nacional e pernambucano, e às necessidades dos trabalhadores da cultura. Desse modo, a programação do evento contará fortemente com artistas da música instrumental que, em geral, têm menor presença nos principais festivais locais e menos acesso aos grandes meios de difusão musical. Além das atrações artísticas, serão impactados e impactadas, diretamente, pelo evento profissionais de iluminação, som, curadoria, direção, produção, assistência de produção, fotografia, videografia, design, cenografia, assessoria de imprensa, segurança, limpeza, tradução em Libras, contabilidade, entre outros, além do público e de empresas prestadoras de serviços, como as de hospedagem, passagens aéreas e gráfica. Indiretamente, haverá, também, uma série de outras e outros profissionais impactados pelo Festival. O projeto também busca, para além da promoção do diálogo cultural entre artistas, fomentar a formação de público para a música produzida em Pernambuco por artistas contemporâneos, e se preocupa em expandir ao máximo o seu alcance entre a população, através de ações de acessibilidade, como a contratação um(a) consultor(a) de acessibilidades, para auxiliar na definição das melhores estratégias, e também de intérpretes de Libras, para contemplar pessoas com deficiência auditiva. Ademais, será utilizado o recurso de texto alternativo em todas as publicações feitas em redes sociais. Como outra forma de contrapartida social, o projeto prevê três ações formativas gratuitas, assim como todas as apresentações, voltadas, sobretudo, a músicos e estudantes de música da rede pública, oferecendo oportunidade de acesso ao conhecimento, proporcionando educação ao público interessado. Deste modo, este é o projeto de uma ação que, além de efetivamente proporcionar aquilo a que se propõe _ valorização e suporte econômico de profissionais da cultura, estabelecimento de um diálogo artístico, formação de público e acesso democrático à cultura da forma mais ampla possível, serve, também e sobretudo, como vitrine e palco, literalmente, para que o trabalho dos profissionais envolvidos seja visto, divulgado e, então, reconhecido. Ademais, proporciona acesso à educação através das ações formativas. Todas as apresentações musicais e ações formativas terão acesso totalmente gratuito. É importante ressaltar, também, a necessidade de mais festivais de música instrumental na programação cultural anual do país e, sobretudo, do Estado de Pernambuco. Somos um estado detentor de um patrimônio musical de valor incalculável e um dos poucos do país com uma grande quantidade de gêneros musicais originais, como o frevo, o maracatu, a ciranda praieira, o caboclinho e o cavalo marinho, para além de outros gêneros cujas origens são compartilhadas com outros estados da Federação. No entanto, mesmo com essa riqueza cultural, o número de eventos e espaços para suprir a carência de experiências culturais da população ainda é insuficiente, sobretudo se comparado ao de outros estados, sobretudo os da região Sudeste do país. Assim, a realização do Festival Nhe’engara concretiza a criação de um necessário novo espaço de atuação para profissionais da cultura, muitos dos quais, por diversas razões, não têm acesso a outros já existentes. E, para que as ações propostas nesse projeto sejam realizadas, beneficiando o público, artistas, demais profissionais da cultura e estudantes da rede pública, o incentivo do Governo Federal, através da Lei de Incentivo à Cultura, é imprescindível.
Produto Principal – Festival/Apresentações musicais: 12 apresentações musicais gratuitas, realizadas em um histórico teatro da Cidade do Recife. Destas, seis atrações serão de outros estados, com reconhecimento nacional, e outras seis atrações serão locais. Produtos secundários – Ações formativas: serão realizadas 03 ações formativas gratuitas com artistas experientes e integrantes da programação do Festival, que compartilharão valioso conhecimento com estudantes de música da rede pública, músicos e outras pessoas interessadas. Será publicado, na internet, formulário de inscrição prévia para a etapa educativa, que deverá acontecer na mesma semana do festival, no horário da manhã.
O projeto prevê a contratação de um(a) consultor(a) de acessibilidades, para auxiliar na definição da melhor estratégia de ação nessa área, tornando seu conteúdo perfeitamente acessível a todas as pessoas interessadas. Acessibilidade de CONTEÚDO: FESTIVAL/APRESENTAÇÃO MUSICAL: O projeto prevê a contratação de intérpretes de Libras nas apresentações musicais, tornando seu conteúdo acessível a pessoas com deficiência auditiva. Prevê, ainda, a utilização de legendas para pessoas surdas e ensurdecidas em todo o material audiovisual de divulgação produzido a ser postado nas redes sociais (o custo desta medida está incluído na rubrica de edição de imagem), bem como a utilização de texto alternativo, para a descrição de imagens postadas em redes sociais. Com este recurso, será possível que pessoas cegas e com baixa visão tenham acesso à descrição das imagens a partir de sua própria ferramenta de leitura. CURSO/OFICINA: Em cada oficina haverá intérpretes de Libras que permitirão que pessoas com deficiencia auditiva tenham acesso a todo o conteúdo educativo fornecido na ocasião. Na divulgação das oficinas na internet, também serão utilizadas legendas e o recurso de texto alternativo para a descrição de imagens. Acessibilidade FÍSICA: O evento será realizado em um histórico teatro municipal cujo projeto arquitetônico cumpre todas as exigências de acessibilidade. Deverá dispor de rampas e/ou elevador, lugares reservados a pessoas com deficiência e banheiro adaptado.
Todas as apresentações terão entrada gratuita, mediante retirada prévia de ingressos. As ações formativas também serão gratuitas e voltadas, sobretudo, a estudantes de música da rede pública, a músicos e outros profissionais interessados. As inscrições das atividades educativas do Festival serão feitas através de formulário online, disponibilizado no site do Festival e através das redes sociais. Haverá transmissão pela internet através dos perfis e canais em redes sociais do Festival.
PROPONENTE / DIRETOR GERAL: Mestre em Música pela Universidade Federal da Paraíba, o compositor, cantor, arranjador, pesquisador, produtor musical e cultural Marcelo Cabral de Mello atua como músico desde 2003, tendo participado de vários grupos e projetos musicais que contribuíram, amplamente, para sua formação profissional. Participou de óperas, como O Cientista (2007), sob regência do compositor Silvio Barbato; Dido & Aeneas (2009), sob regência de Marcelo Fagerlande; O Barbeiro de Sevilla (2010), sob regência de John Neschling e Victor Hugo Toro; Gianni Schicchi (2013), sob regência de Linus Lerner; e Les Plaisirs de Versailles (2014), sob regência de Laurence Pottier. Participou, também, dos grupos corais Opus 2 e Contracantos, com os quais fez diversas viagens por Pernambuco e outros estados do Nordeste, apresentando-se com músicos e regentes internacionais, como o regente sueco Erik Westberg, e realizando a estreia de obras suas. Em 2013, participou da turnê Quinteto Violado canta Dominguinhos, apresentando-se no Recife e em Garanhuns, terra natal do músico homenageado. Em 2019 e em 2021, apresentou-se na Casa Museo Boschi di Stefano, em Milão, com a harpista Priscila Gama, interpretando canções populares do Brasil e estreando composições instrumentais próprias. Como produtor cultural, esteve à frente do projeto Mariza Johnson 80 anos, em homenagem a essa violoncelista de destaque na música armorial. Gravou, como engenheiro de som, os álbuns Afluências (2017), do duo Paula Bujes e Pedro Huff, Continent(e)s (2018), do Duo Colibri, e o EP Amelinda (2023) de Priscila Gama. Participou, em 2021, da 22ª edição do Fesival Ziriguidum em Casa, em homenagem a Alceu Valença, ao lado da harpista e cantora Priscila Gama. Como pesquisador, realizou um estudo sobre a Orquestra Criança Cidadã, que resultou em sua dissertação de mestrado em 2012. É, também, bacharel em Jornalismo e foi aluno do BA Music da Universidade de Bristol, no Reino Unido. DIRETORA ARTÍSTICA/CURADORA: Natural de Recife, a harpista, flautista e cantautora Priscila Gama iniciou seus estudos musicais no Conservatório Pernambucano de Música aos 7 anos. Em 1999 participou, cantando, da gravação do CD Pastoril, produzido pela etnomusicóloga Dinara Helena Pessoa. Desde então passou a estudar flauta doce sob a orientação de Daniele Cruz, concluindo, em 2016, o bacharelado no instrumento pela UFPE. Participou de master classes em festivais de flauta doce e de música antiga com diversos professores renomados nacional e internacionalmente. Integrou orquestras barrocas em obras regidas por Marcelo Fagerlande (RJ), Homero Magalhães Filho (RJ/França), Laurence Pottier e Sérgio Dias (RJ/PE). Em 2011 foi finalista da 17a edição do "Concurso para Jovens Solistas, Regentes e Compositores" da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre na categoria solista instrumentista. Na UFPE, participou dos grupos Flauta de Bloco, Consort de Flautas da UFPE, Coro Opus 2, Txaimus, Orquestra de Câmara da UFPE, Orquestra Sinfônica da UFPE (como harpista) e Camerata de Música Antiga. Participou, ainda, do Allegretto, Trio-Sonata (ambos do CPM) e da banda autoral Araçá Blu como vocalista e instrumentista. Foi assistente de direção durante a gravação do álbum Afluências (2016), de Paula Bujes e Pedro Huff. Estudou harpa sinfônica com Mônica Cury (RJ/PB), tendo participado de master classes com Vanja Ferreira (RJ) e Isabelle Moretti (França). Estuda, desde 2016, harpa barroca italiana com Mara Galassi, na Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, em Milão, na Itália, onde obteve, em 2021, uma graduação no instrumento e, atualmente, cursa o mestrado. Foi bolsista na Civica Scuola di Musica di Milano como editora de partituras da orquestra de música antiga da Escola. Desenvolve, paralelamente, como intérprete e cantautora, projetos de música popular brasileira, acompanhando-se à harpa, tendo lançado em Janeiro de 2023 seu primeiro trabalho autoral, o EP Amelinda, com incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife. DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Tainá Menezes iniciou seus estudos em música aos 7 anos no Conservatório Pernambucano de música, onde completou o curso regular da instituição. É graduada em Licenciatura em Música pela UFPE e Mestre em Música, Cultura e Sociedade pela mesma universidade. Trabalha como Produtora Executiva e elaboradora de projetos culturais em música desde 2013, tendo diversos projetos aprovados pelo Funcultura - PE e pelo Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife. Em 2018 foi Produtora Executiva e musicista no projeto de circulação internacional do grupo Flauta de Bloco, vencedor do editar IBERMUSICAS 2018. Teve quatro projetos aprovados enquanto proponente no Edital Nacional do Centro Cultural BNDES (RJ), sendo três deles vencedores. Em 2019, foi Produtora Executiva da Circulação Internacional pela França e Suíça do espetáculo Cantos de Trabalho, do grupo Contracantos e Contraventos. Integrou, também, a equipe de produção da Semana da Música da UFPE, de 2013 a 2017.
PROJETO ARQUIVADO.