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O projeto prevê a montagem, temporada de estreia e circulação do espetáculo "Quem me leva para passear", de Elisa Lucinda.
Tudo acontece na cabeça da personagem Edite. Duas atrizes se revezarão no papel da personagem que está sempre diante de si mesma, de vozes da sua cabeça, e “lendo” as ações da sua vida. As histórias de Edite, do que ela vê, do que ela vive trazem as ações para a cena. Trata-se de uma cozinheira, uma mulher negra, que enquanto faz suas receitas e atende seus clientes, muitas vezes da alta burguesia pois ela é uma chef de cozinha muito conhecida que tem um buffet chamado Cozinha da Mamãe, ela faz uma espécie de narração do que vive, conversa alto dentro do seu pensamento, observando as situações que vive, refletindo sobre elas o tempo todo. Como o pensamento é virtual, digamos assim, ela pode estar em qualquer lugar e nós nunca sabemos qual será a próxima estação daquele pensamento. Ela pode estar cozinhando num congresso de tarólogos e alquimistas, quanto na casa de um alto comando de uma multinacional, ou, na Mansão de outono de Obama. Tudo é possível no mundo consciente/ inconsciente de Edite. Estarão ali em cena suas alegorias, a tela do seu pensamento, suas contradições, suas verdades, seu espírito exposto ali na frente de todos.
OBJETIVO GERAL: Promover a expansão do teatro brasileiro, dentro do território nacional, fomentar o fazer cultural dos profissionais negros, principalmente os oriundos das comunidades e periferias, autônomos, responsáveis por sua renda familiar. Contribuir para democratização do acesso à cultura, formação e multiplicação dos saberes. Realizar a montagem, produção, temporada de estreia e circulação do espetáculo teatral "Quem me leva para passear", de Elisa Lucinda OBJETIVO ESPECÍFICO: - Realizar 1 temporada com 16 apresentações na cidade do Rio de Janeiro; - Realizar 1 temporada com 16 apresentações na cidade de São Paulo; - Realizar 2 apresentações na cidade de Recife; - Realizar 2 apresentações na cidade de Salvador; - Realizar 2 apresentações na cidade de Florianópolis; - Gerar cerca de 25 postos de trabalhos diretos e 60 indiretos. - Dar prioridade a uma ficha técnica diversa, priorizando a contratação de profissionais negros;
Até 1800, a maioria das mulheres não sabiam escrever. Algumas eram alfabetizadas em casa, na casa dos pais, mas não era permitido, do ponto de vista de uma lei moral, que a mulher estudasse, que fizesse faculdade. Com isso, as mulheres não escreviam sobre si mesmas. Significou que nós fomos durante muito tempo traduzidas pela mente patriarcal que estava com a caneta, com a pena na mão. E para nossa pena, nos traduziu com um olhar de fora contaminado por todo o machismo tóxico que se instalou na civilização. Depois, as mulheres começaram a ter acesso a cultura e a escrita, mas o que chegava no mercado editorial como um todo, era só o pensamento branco. Inclusive, o pensamento das mulheres brancas sobre as mulheres negras. As brancas escreviam sobre as mulheres negras sem saber o que é ser uma mulher negra num país racista. Então a visão era de fora, a visão muitas vezes de uma sinhá, uma visão utilitária do outro, até enfim chegar a vez de se escrever com a própria voz. Pois o espetáculo "Quem me leva para passear", fala do ponto de vista de uma mulher que alimenta essa sociedade, e uma mulher preta. O olhar de uma mulher preta. Por isso estarão todas em cena em nome da liberdade de pensar e, consequentemente, de agir respeitando o outro e em nome de um debate saudável sobre quem somos e para onde vamos. Tudo através do lúdico que as dinâmicas do teatro e do pensamento tão bem representam. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;
Não se aplica
PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS 02 Temporadas com 16 apresentações, por cidade 01 Circulação por 03 cidades, com 02 apresentações por cidade DEMOCRATIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO ACESSO - 01 ensaio aberto do espetáculo antes da temporada de estreia, em cumprimento ao Art. 28º da IN Nº 1/2023 - 01 palestra em cada cidade para estudantes e professores da rede pública de ensino, em cumprimento ao Art. 30. da IN 01/2023 A palestra discute as relações étnicas e o racismo dentro do ambiente escolar através da poesia falada.
Produto Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade no aspecto arquitetônico: - Serão selecionados espaços que permitam o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou idosas aos locais onde se realizarão as apresentações do espetáculo e das oficinas formativas. Isso inclui espaços acessórios, como banheiros, áreas de alimentação e circulação; Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Em cada temporada, uma das sessões será uma sessão azul: uma sessão com luzes levemente acesas, volume um pouco mais baixo do que o habitual e sem publicidade comercial para receber pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Prevê ainda a liberação da circulação dos espectadores pelo interior da sala, bem como a entrada e a saída durante a apresentação. As sessões serão identificadas com o símbolo mundial do Autismo. A sessão azul, promove a inclusão de pessoas que também tem o direito de se divertir, mas que, normalmente, não conseguem. Uma gama enorme de pessoas é beneficiada, não só os autistas, mas idosos e pessoas típicas que tenham alguma sensibilidade sensorial. Serão contratos mediadores, capacitados para trabalhar com o público autista, que ficarão à disposição durante a sessão. Produto Contrapartida Social Acessibilidade no aspecto arquitetônico: - As palestras serão realizadas em espaços que permitam o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou idosas aos locais onde se realizarão as apresentações do espetáculo e das oficinas formativas. Isso inclui espaços acessórios, como banheiros, áreas de alimentação e circulação; Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras nas palestras
O projeto respeitará o Art. 27º da IN Nº 1/2023, contendo em seu plano de distribuição: - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. Conforme Art. 28º da IN Nº 1/2023, adotaremos a seguinte medida de ampliação de acesso: - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Será oferecido ao público em geral, 01 ensaio aberto na temporada de estreia.
FICHA TÉCNICA TEXTO - ELISA LUCINDA DIREÇÃO - GEOVANA PIRES DIREÇÃO DE PRODUÇÃO - RAFAEL LYDIO COORDENAÇÃO GERAL - CASA POEMA GESTÃO FINANCEIRA - CAROLINA VILLAS BOAS COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO - DANIEL BARBOZA ELENCO PROTAGONISTA - ELISA LUCINDA Elisa Lucinda - Texto Poeta, atriz, intérprete, jornalista e professora. Tem publicados 19 livros. Entre poesia e prosa: O semelhante, Eu te amo e suas estreias, A fúria da beleza, Vozes Guardadas, além dos romances O cavaleiro de nada, uma autobiografia de Fernando Pessoa finalista do prêmio São Paulo de Literatura em 2015, e a coleção O Pensamento de Edite, onde Quem me leva para passear, 2º livro da coleção, foi indicado ao Prêmio Jabuti 2022 na categoria Romance de Entretenimento. É também autora da coleção infantil Amigo Oculto, pela qual ganhou o prêmio Altamente Recomendável da FNLIJ. Através da Casa Poema, instituição cultural em sociedade com a atriz Geovana Pires, a multiartista desenvolve projetos que popularizam a poesia para todas as idades, como “Versos de liberdade” que ensina a palavra poética aos jovens que cumprem medidas socioeducativas, além de cursos de poesia falada para professores e profissionais de áreas diversas. Vencedora do prêmio especial do júri do festival de cinema de gramado, pelo conjunto da obra no ano de 2020. No ano seguinte, a atriz e escritora tomou posse na academia brasileira de cultura, ocupando a cadeira de Olavo Bilac, figurando entre nomes como: Zeca pagodinho, Elza soares, Christiane Torloni, Ana Botafogo, Carlinhos de jesus, entre outros. O espetáculo que deu origem ao livro Parem de falar mal da rotina, que em 2022 recebe uma edição revisada, está fazendo 20 anos de estrada com milhões de espectadores e leitores, fervorosos fãs e seguidores das inspiradas ideias dessa artista. Em janeiro de 2023 estreou a novela das 19h vai na fé, onde viveu a personagem Marlene, na rede globo. Geovana Pires - Direção Geovana Pires é atriz, diretora teatral, professora e coordenadora artística e pedagógica da Casa Poema, instituição fundada por elae pela atriz e poeta Elisa Lucinda.Iniciou sua carreira no Teatro Tablado em 1996 e se formou pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) em 2002. É diretora do espetáculo "Parem de Falar Mal da Rotina", sucesso de público. Além de ter dirigido "Solano, Vento Forte Africano" e "A paixão segundo Adélia Prado."Em 2007 fundou a Companhia da Outra com a atriz e poeta Elisa Lucinda desenvolvendo a narrativa poética no palco. A dupla viaja pelo Brasil apresentando recitais, espetáculos e oficinas cuja a ferramenta é a poesia.Geovana Pires com sua linguagem teatral e humana, usa de sua expressão e conhecimento poético para capacitar profissionais de diversas áreas como: professores, policiais, atores, menores infratores, juízes, psicólogos, advogados, dentre outros. Coordena pedagogicamente essas oficinas, ministra as aulas e palestras em diversos estados do Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho. Rafael Lydio - Direção de Produção Diretor da Paragogí Cultural, produtor e gestor cultural com mais de 10 anos de experiência. Formado pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e pós-graduado em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado pelo SENAC-SP. Possui em seu currículo produções de segmentos artísticos diversos, como festivais de música, dança, exposições, documentários, espetáculos musicais e teatro. Como produtor da Sarau Agência de Cultura Brasileira trabalhou com espetáculos recordistas em premiações, dentre eles os musicais “Gonzagão - a lenda”; “Forrobodó - Um choro na Cidade Nova”; “Ópera do Malandro”; “Auê”, “Suassuna - o auto do reino do sol”; Musical “Elza” e “Jacksons do Pandeiro”. Fez parte de grandes produções como o Rock in Rio 2013, Jornada Mundial da Juventude 2013, Festival Villa-Lobos e TOCA. Sua última produção, ainda em cartaz, é a experiência intercênica “Meu filho só anda um pouco mais lento”, com direção de Rodrigo Portella, produção da Fábrica de Eventos e Produções Artísticas. Carolina Villas Boas - Gestão Financeira Carolina Villas Boas é produtora e gestora cultural formada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com passagem pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em Lisboa, e especialista em prestação de contas e gestão financeira de projetos culturais. Possui mais de 10 anos de experiência no acompanhamento de projetos aprovados nas diversas leis de incentivo (federal, estaduais e municipais) e editais. Tem em seu currículo projetos de diversos segmentos artísticos, como exposições de arte, mostras de cinema, documentário, festival de música e espetáculos musicais, além de ter sido responsável pela prestação de contas dos projetos da produtora Sarau Cultura Brasileira, de 2013 a 2020. Atualmente ocupa a coordenação Financeira e de Leis de incentivo da Sarau. Daniel Barboza - Coordenador de Comunicação Daniel Barboza é graduado em Publicidade e Propaganda pelo Instituto Infnet. Atua como produtor de comunicação, programador visual, social media e fotógrafo. Transita tanto na produção de comunicação de projetos de grande porte, como projetos independentes e de cunho social. Produz conteúdo com ênfase nas mídias sociais e desenvolve soluções de comunicação para produtos culturais.Enquanto fotógrafo desenvolveu o seu olhar em paralelo à sua pesquisa do corpo voltado para as artes cênicas e hoje tem uma sólida e consistente trajetória com a fotografia de palco, especificamente espetáculos de teatro e dança.Destacam-se em seu portfólio trabalhos desenvolvidos para Sarau Cultura Brasileira (produção de comunicação), Cia Barca do Corações Partidos (produção de comunicação e registro fotográfico dos espetáculos: “Auê”, “Suassuna - o Auto do Reino do Sol”, “Macunaíma - uma rapsódia musical” e “Jacksons do Pandeiro”), Pagu Produções (registro fotográfico do espetáculo “Iago”), Cia Les Trois Clés (produção de comunicação e registro fotográfico do espetáculo: “A Gigantea”), Sesc Paraty (registro fotográfico de eventos, cursos e oficinas), Emú Produções (produção de comunicação e registro fotográfico do espetáculo “Mercedes” e programação visual.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.