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Valorizando de forma única a cultura sul brasileira e da América Latina, este projeto vai proporcionar a junção de um dos maiores quarteto das américas, o El Cuarteto, do Uruguai, com dois outros quartetos brasileiros, o Quarteto Moldura, com integrantes de Pelotas (RS) Jaguarão (RS) e Pedro Osório (RS), e o Quarteto Coração de Potro, de Lajes (SC). Apesar de representar um momento único para a música gaúcha e sulista, o projeto vai ir além: os três quartetos terão acompanhamento da Orquestra Voe, de Porto Alegre, em sua versão camerata. Serão cinco cidades entre os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Principal: Realizar quatro shows dos Quartetos em Concerto Secundários: - Realizar um show do espetáculo Quartetos em Concerto em Jaguarão, RS; - Realizar um show do espetáculo Quartetos em Concerto em Pelotas, RS; - Realizar um show do espetáculo Quartetos em Concerto em Porto Alegre, RS; - Realizar um show do espetáculo Quartetos em Concerto em Lages, SC; - Realizar um show do espetáculo Quartetos em Concerto em Santa Maria;
A música gaucha compartilha inspirações com os países vizinhos. A cultura de Argentina e Uruguai estão presentes no dia a dia dos gaúchos, ligados pela história, pela tradição, e pelos costumes, ainda atuais. São muitos os aspectos que nos unem, a culinária, a vestimenta, o mate, o campo, e claro, a música. Temos uma fronteira sem bordas, sem cerca. Dentre os diversos modelos de conjuntos musicais, o quarteto é um clássico dessa cultura latino-americana do sul (três violões e um guitarrón). Importamos justamente de nossos vizinhos milongueiros, que exportam seus talentos para o mundo desde antes, até hoje. No entanto, a milonga argentina é tangueada, mas a milonga uruguaia é a que fala diretamente com a alma campeira do gaúcho. Dessa forma os quartetos do sul do Brasil tem uma inspiração forte nos quartetos uruguaios. Um dos maiores quartetos da história do Uruguai surgiu através de Alfredo Zitarrosa, grande músico e compositor. Zitarrosa percorreu a latino-américa e era muito respeitado pela qualidade de seu trabalho. Na época da ditadura no Uruguai, 1976, se filiou ao partido da resistência e acabou sendo exilado. Em 1983 regressa e dá início a uma nova fase em sua carreira, que ele próprio considerou um dos grandes momentos de sua vida. Nesta época tocava e cantava com outros quatro grandes músicos, até falecer em 1989. Apesar da ausência de Zitarrosa, o seu quarteto não se separou e continuou a carreira como El Cuarteto, tornado-se um dos grandes nomes da música folclorica do páís, e fora dele. Esse quarteto foi inspiração para muitos músicos, incluindo os brasileiros. Jovens, que são apegados às tradições, conhecem o repertório do El Cuarteto e entendem o peso de sua história. Foi assim com o Quarteto Moldura, conjunto musical de Pelotas (RS), formado por músicos que compartilham o amor pela música gaúcha e folclorica. Vencendores de diversos prêmios desde 2010, o grupo vem amadurecendo e fazendo parcerias de sucesso em composições reverenciadas pelo público. Outro quarteto que não esconde a sua inspiração em Alfredo Zitarrosa e no El Cuarteto é o Coração de Potro, original de Lajes (SC). Santa Catarina possui uma comunidade gaúcha muito forte, assim como outros estados do Brasil. Desde 2007, o Quarteto Coração de Potro participa de festivais de canções nativas e sai vencedor em diversas categorias. Os quase 30 anos de carreira que possuem os músicos do El Cuarteto são mais do que os anos de vida de alguns dos músicos dos quartetos brasileiros. Esse encontro de gerações é algo único para quem toca e para quem escuta. Os apreciadores de música folclórica entendem o tamanho dessa junção de quartetos e do que esse momento representa para a música tradicional. Os três quartetos tocarão juntos neste projeto, unindo os precurssores com os jovens músicos, compondo um show único e compartilhado entre eles e seus repertórios. Para acompanhar os quartetos, a Orquestra Voe, de Porto Alegre, em sua versão camerata, unindo os violões aos instrumentos clássicos, elevando as composições. Este formato não é algo incomum no Uruguai e na Argentina, onde os quartetos chamam orquestras para acompanhá-los. No entando, no Brasil, trata-se de algo inovador, diferenciado. É qualificar ainda mais o trabalho desses músicos. O projeto Quartetos em Concerto prevê cinco apresentações em dois Estados diferentes. No Rio Grande do Sul serão quatro cidades: Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Jaguarão. As duas últimas são as cidades de onde os músicos do Quarteto Moldura vieram e propomos essa conexão com as raízes, além de ter um forte público, pela sua proximidade com a fronteira, para este tipo de espetáculo. Porto Alegre por ser a capital possui um bom público para as apresentações, bem como estrutura para recebê-las, e são os locais onde residem os músicos da Orquestra VOE. Em Santa Catarina, os músicos se apresentarão em Lajes, cidade com forte tradiciomalismo gaúcho e residência do Quarteto Coração de Potro. A ideia é percorrer o sul, e cruzar as colônias gaúchas na medida do possível. Um aspecto a ser ressaltado é que essas apresentações ocorrerão em teatros, de preferência espaços clássicos e tradicionais das cidades, e todas as apresentações serão abertas ao público. Todos os teatros que serão ocupados neste projeto são prédios históricos de cada uma das cidades escolhidas. Se têm essa ideia de que a música tardicionalista não ocupa teatros, ou que esse não é o espaço para esse segmento. O Quartetos em Concerto quer quebrar esse paradigma, ressaltar a qualidade do folclore e evidenciar a grandeza dessa arte e da cultura. O intercâmbio com a orquestra e o diálogo entre os quartetos abrilhanta a proposta e oferece algo único e inédito ao público. O repertório totalmente será criado e montado para esse espetáculo, fazendo convergir a sonoridade dos três quartetos com a orquestra. Esse estilo não é comumente evidenciado no Brasil e o Quartetos em Concerto quer lançar luz sobre essas outras possibilidades de fruição artística, não populares. Este projeto é de grandes proporções, assim como a importância da música tradicionalista. A logística conta com momentos de ensaio e encontros prévios dos músicos e da orquestra. Todos os custos de transporte, hospedagem e aliementação serão arcados pelo projeto. A intenção é de se aproximar do público apreciador, levar uma experiência artística inédita, ao mesmo tempo em que possibilita se contectar com as raizes e gera identificação com os locais de origem. Quando se trata de música gaúcha, os sentimentos afloram em quem compartilha esses laços, essa história, e esse pampa. Este projeto atende o artigo primeiro da Lei 8.313/91 ao: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Atende também o artigo terceiro, ao: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Todos os teatros onde ocorrerão as apresentações possuem medidas de acessibilidade física de acordo com as leis vigentes. Além disso, cadeiras serão reservadas para garantir assentos a idosos, mãe lactantes ou com crianças pequenas, PCDs, seus acompanhantes e quem mais necessitar dos mesmos. Visando atender as medidas de acessibilidade ao conteúdo, teremos uma assistente especializada em audiodescrição que atenderá invisuais ou parcialmente cegos, e tradução em libras para os espetáculos.
O projeto Quartetos em Concerto vai levar espetáculos de música folclórica e clássica pra cinco cidades diferentes em dois estados brasileiros. Todas as apresentações serão gratuitas e o acesso será livre para todos os públicos. Por descentralizar os recursos destinado à cultura e oferecer fruição artística gratuita, este projeto configura-se como democrático no quesito acesso. Além disso, a arte ofertada não é usual, focada no segmento instrumental, que não é rotineiramente disponibilizado para as pessoas. O fato deste projeto ofertar música tradicionalista e clássica instrumental já diz muito sobre abrir as possbilidade de acesso ao conteúdo. Ainda em tempo, as apresentações serão em teatros, preferencialmente tradicionais e classicos das cidades por onde o projeto passa. O grande público terá oportunidade de frequentar esses espaços, fato que não costuma ocorrer, pois sabemos que esses locais costumam ter ingressos cobrados a grandes valores, tornando-os inacessíveis à grande parte da população. Visando acrescentar à esta proposta, será contratada uma equipe profissional que irá disponibilizar na internet alguns registros audiovisuais dos espetáculos e de tudo o que se passa nesse espaço voltado para cultura. Assim, o alcance será muito maior, pois qualquer pessoa poderá acompanhar virtualmente o que está acontecendo e também fruir da programação ofertada.
PRODUÇÃO EXECUTIVA E ADMINISTRATIVA – CONFRARIA DA PRODUÇÃO (proponente) Documentos anexados ao cadastro do proponente ARTISTAS EL CUARTETO Herederos de una rica tradición en la interpretación de la guitarra, iniciándose en 1990 bajo el nombre de “Cuarteto Zitarrosa”, “El Cuarteto” ha desarrollado una vasta trayectoria musical en dónde, además de sus emprendimientos acústicos, han acompañado a diversos artistas de nuestra Hispano América, destacándose entre otros Joan Manuel Serrat, Mercedes Sosa, León Gieco, Teresa Parodi, José Luis Pepe Guerra, César Isella o Manuel Capella. Actualmente integrado por Marcel Chaves, Osvaldo Lagos, Fernando Olivera y Marcelo Caetano, “El Cuarteto” Guitarras del Uruguay, interpretando milongas, chamarras y candombes, es un grupo instrumental que identifica un estilo de guitarras “a la uruguaya”, que nació a fines de los 50 e inicio de los 60 y que acompaño a los grandes cantores populares de nuestra tierra. “El Cuarteto” con su música ha recorrido países como Argentina, Chile, Venezuela, Brasil, Puerto Rico, Méjico, Colombia y China, permitiendo llevar a diversos lugares y culturas un sello particular que les identifica y los constituye como un referente cultural de homenaje a la guitarra criolla uruguaya. QUARTETO MOLDURA Há pouco mais de dez anos atrás, quatro jovens ingressavam em um sonho de futuro promissor diante à profissão. E o Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), em Pelotas, sul do Rio Grande do Sul, foi o ponto de encontro dos mesmos. Lá, o destino reservou o cruzar de quatro caminhos, tendo por palco o CTG Rancho Grande, que acolhia sonhos antigos naquele mundo novo para muitos. O sonho de tocar as coisas de nosso chão os fez tornarem-se amigos: Richard Pereira, de Pedro Osório, Júnior Pereira de Pelotas, Thiago Souza e Matheus Simões, ambos de Jaguarão. Levavam em suas bagagens a grande inuência da fronteira, a força da música latino-americana, além da essência do nosso cancioneiro gaúcho. Participaram como grupo do primeiro evento ainda lá, já na formação de quarteto (um guitarrón e três violões) nos moldes, principalmente, uruguaios e argentinos. Hoje o grupo vem ganhando cada dia mais espaço na metade sul do Estado, tendo sua participação em festivais, em eventos e programas, como a 90a Expofeira de Pelotas, o Circuito Gaúcho de Rodeios Universitários, o programa Galpão Crioulo, o projeto Gaúchos de Sul a Norte, em Três Passos. Ainda no ano de 2016, recebeu da Câmara de Vereadores de Pedro Osório o título “Mérito Tradicionalista”, concedido anualmente a todas as pessoas, grupos ou instituições que através do seu trabalho ou da sua vivencia ajudaram a divulgar ou manter acesa a chama da tradição no município. QUARTETO CORAÇÃO DE POTRO O Quarteto Coração de Potro é um grupo musical nativista que surgiu em meados de 2007, em Lages/SC, a terra da Coxilha Rica, quando quatro jovens músicos começaram a se reunir para cantar a terra, o campo e seus costumes. Através da música tradicionalista, que é conhecida por cantar temas da natureza e do ambiente, o grupo passou a imprimir sua musicalidade na poesia, criando entre a letra e a melodia, uma música que resgata suas origens. Seu som espelha sonoridades trazidas pelo folclore latino-americano, principalmente de Alfredo Zitarrosa, Los Índios Tacunau, Hernán Figueroa Reyes, mesclados aos estilos de Noel Guarany, Cenair Maicá, Luiz Marenco, Leonel Gomez, entre outros. Em 2009, gravaram seu primeiro disco independente com o título "Tempo adentro, campo afora". Álbum muito bem recebido pelo público, chegando a ser reproduzido em novas tiragens. Em 2012, foi lançado o segundo álbum, “Pra onde vou e de onde venho". Ambos os discos foram gravados no estúdio Luvi, em Pelotas/RS com a participação de diversos poetas, músicos e intérpretes importantes. O terceiro disco, “Meu tempo, meu canto”, lançado em 2017, dessa vez gravado em Eldorado do Sul/RS, foi mais uma vez um trabalho bastante esperado pelo público cativo que acompanha o Quarteto. Este disco reflete uma evolução e maturidade sonora há tempos buscada pelo grupo e recebeu o prêmio de melhor disco do ano através de uma enquete feita pelo G1 Repórter Farroupilha. Participando de vários festivais importantes e reconhecidos na cultura do sul do país, tais como, Califórnia da Canção Nativa, Sapecada da Canção Nativa, Ponche Verde da Canção, Vigília do Canto Gaúcho, Gauderiada da Canção, Reponte da Canção e outros, conquistaram diversas premiações, ultrapassando o número de 50 troféus. Além dos festivais brasileiros, também subiram ao palco em alguns dos maiores festivais de folclore do mundo, o festival de Folklore de Cosquín e a Fiesta Nacional del Chamamé na Argentina, e também em apresentações no Uruguai. Com 10 anos de carreira, o Quarteto tornou-se referência na música nativista, por suas melodias, arranjos vocais, instrumentais e apresentações, disseminando inovações e influências musicais e culturais. Hoje, estes quatro Lageanos, Kiko Goulart, Vitor Amorim, Ricardo Bergha e Maicon Oliveira, tem um dos shows mais requisitados do cenário musical nativista e por onde tem passado, vem deixando sua marca, agregando a cada dia mais seguidores. ORQUESTRA VOE A Orquestra VOE nasceu da vontade de levar a música de concerto de forma simples para o grande público e, além disso, mostrar que uma orquestra pode ser extremamente versátil em seu repertório. A arte, através da música, sempre uniu povos e nações do mundo todo. É uma das principais formas de transmissão dos costumes e tradições de um povo, ao qual damos o nome de cultura. A música é uma das principais formas de transmissão destes valores que caracterizam e nomeiam um povo. Esta música que hoje se diz erudita ou “clássica” por diversos séculos foi uma música que mostrava como um povo cultuava suas tradições e as passava de geração em geração. A Orquestra VOE nasceu desta vontade: levar a música erudita para as pessoas de uma forma mais simples. Com leveza e material musical cuidadosamente preparado, mostramos o quanto este repertório pode ser vibrante e empolgante, nos transportando para os diversos séculos dentro da história da música e da arte. Além disso, nos preocupamos com a música de hoje e mostramos através de nossa orquestra que é possível uma orquestra de música “clássica” tocar todo tipo de repertório. Idealizada por Bruno Esperon e Henrique Amado a Orquestra VOE age como a cultura de um povo: une, traz pertencimento, entretenimento e muito conhecimento para nosso público.
PROJETO ARQUIVADO.