| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 04270778000171 | SANTANDER CORRETORA DE SEGUROS, INVESTIMENTOS E SERVICOS S.A. | 1900-01-01 | R$ 300,0 mil |
Em janeiro de 2024 serão celebrados 370 da rendição holandesa em Pernambuco. Considerando que o Museu do Estado de Pernambuco é um dos maiores depositórios da memória do Brasil holandês, a proposta é realizar uma exposição multimídia comemorativa contendo o acervo iconográfico, bibliográfico e arqueológico da instituição. São gravuras, mapas, panoramas, pinturas, publicações e achados arqueológicos. Serão convocadas não apenas obras coevas mas também trabalhos produzidos posteriormente ou na atualidade e Coleções complementares às do Museu, constantes em outras instituições, tais, como por exemplo, os painéis pictóricos referentes às batalhas dos Guararapes ou outras paisagens de Frans Post, assim como imagens do mural cerâmico de Brennand, podem ser adicionados de modo virtual. Para além da fruição estética das obras de valor artístico e documental, o projeto curatorial visa também oferecer ao visitante informações contextuais de caráter histórico através de uma linha do tempo
As invasões holandesas foram o maior conflito militar e político ocorrido durante o período colonial. A população de Pernambuco levantou-se contra os invasores. A “Guerra da Liberdade Divina” fundou o mito da nação brasileira, em que pela primeira vez, colonos e reinóis, índios, negros, crioulos e mulatos se juntaram, em táticas de guerrilhas, para enfrentar a expulsão do inimigo, restaurar a religião católica e o domínio da coroa portuguesa. Lutar pelo serviço de Deus era lutar pelo Rei. No imaginário, tratava-se também de uma guerra religiosa contra os homens luteranos e calvinistas dos exércitos mercenários da Companhia. O reinol João Fernandes Vieira, o mazombo André Vidal de Negreiros, o índio Antônio Filipe Camarão e o negro Henrique Dias passaram a ocupar o panteão imaginário dos heróis que lutaram com o sacrifício de seus sangues e de seus recursos próprios. Entregues à própria sorte pela Coroa portuguesa, os heróis simbolizavam a coesão e o protagonismo das camadas sociais no esforço da guerra de reconquista. Para Evaldo Cabral de Mello, a tetrarquia étnica seriam “os verdadeiros pais da pátria”. Foi quando os pernambucanos tomaram consciência da condição especial de sua vassalagem à suserania portuguesa. No imaginário social, a convicção que a restauração foi alcançada graças ao esforço da gente da terra, nada devendo à metrópole, forjou o nativismo pernambucano, notadamente da classe senhorial que se legitimava como a verdadeira “nobreza da terra”. As relações dos orgulhosos nativos da capitania com a Coroa portuguesa tornaram-se complexas, notadamente, ao longo do século XIX, nos movimentos de 1817, 1824 e 1848. Com o tempo, a governança nassoviana foi considerada uma experiência ímpar no contexto colonial. O Museu dos Estado de Pernambuco guarda inúmeros registros referentes ao Brasil holandês. Do período, há ilustrações, mapas, panoramas, gravuras e publicações coevas, notadamente a obra rara História dos Feitos Recentemente Praticados Durante Oito Anos no Brasil e Noutras Partes sob o Governo do Ilustríssimo João Maurício, Conde Nassau, etc de 1647 de Gaspar Barlaeus. Além da imagem de Nassau, há importantes registros em gravura do Almirante Lonck e do coronel Waerdenburch que participaram do ataque de tomada de Olinda e do Recife. O acervo conta com exemplares de coletes e luvas de metal trançado encontrados nos campos de guerra das batalhas de Guararapes. Há também vasos e peças de artilharia em bronze. Tijolos cerâmicos trazidos como lastro das embarcações e inscrições lapidares compõem as coleções arqueológicas, com destaque para a chamada “pedra de Jacó”, que teria sido removida da fachada de um imóvel da rua do Bom Jesus, uma importante reminiscência da comunidade judaica do Recife. Destaca-se nas coleções pictóricas o painel votivo que apresenta a posição dos terços e brigadas da infantaria em campo de guerra. Trata-se de um tríptico evocando as batalhas de Guararapes e a batalha dos montes das tabocas. A obra foi executada em 1709, para ser exposta na Câmara do Senado de Olinda. Outros painéis comemorativos às batalhas dos Guararapes estão no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (1801), na igreja de Nossa Senhora dos Militares do Recife (1781) e no Museu Histórico Nacional (1758). No Museu Nacional de Belas Artes, encontra-se a grande tela de Victor Meirelles de 1879. Pertence à coleção do Banco Santander um grande mural de autoria de Francisco Brennand retratando as batalhas heroicas contra os holandeses. Recentemente restaurado, o painel encontra-se fixado em parede externa de uma agência do Banco no bairro de Boa Viagem. Imagens de detalhes dessa obra cerâmica devem constar como uma importante leitura contemporânea da restauração heroica empreendida pelos pernambucanos. Além das cenas das batalhas dos Guararapes, símbolos da resistência dos homens da capitania, o Museu do Estado de Pernambuco conserva, de autor desconhecido, a pintura a óleo sobre madeira, Os Quatro Heróis da Insurreição Pernambucana, consagrados pelo nativismo pernambucano. As duas paisagens de Frans Post, pertencentes ao Museu, são consideradas obras preciosas da “idade de ouro” do período nassoviano. Outras pinturas do artista com cenas de Pernambuco e da Paraíba se encontram no Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, Instituto Ricardo Brennand e em outras coleções privadas. 4- A PROPOSTA: Em janeiro de 2024 serão celebrados 370 da rendição holandesa em Pernambuco. Considerando que o Museu do Estado de Pernambuco é um dos maiores depositórios da memória do Brasil holandês, a proposta é realizar uma exposição multimídia comemorativa contendo o acervo iconográfico, bibliográfico e arqueológico da instituição. São gravuras, mapas, panoramas, pinturas, publicações e achados arqueológicos. Serão convocadas não apenas obras coevas mas também trabalhos produzidos posteriormente ou na atualidade. Coleções complementares às do Museu, constantes em outras instituições, tais, como por exemplo, os painéis pictóricos referentes às batalhas dos Guararapes ou outras paisagens de Frans Post, assim como imagens do mural cerâmico de Brennand, podem ser adicionados à inteligibilidade da mostra e expostos de modo virtual. Para além da fruição estética das obras de valor artístico e documental, o projeto curatorial visa também oferecer ao visitante informações contextuais de caráter histórico através de uma linha do tempo. Desse modo, a mostra deverá contar com trechos historiográficos escolhidos de autores consagrados como Oliveira Lima, Gilberto Freyre, Antônio Gonsalves de Melo e Evaldo Cabral de Mello. Fragmentos alusivos ao tema selecionados da poética de Joaquim Cardozo e de João Cabral de Melo Neto devem ser acrescidos à mostra. O trabalho curatorial será produzido por Helena Severo e Maria Eduarda Marques e a equipe de historiadores e pesquisadores do Museu do Estado de Pernambuco.
Realizar uma exposição multimídia comemorativa em celebração aos 370 ANOS DA RENDIÇÃO HOLANDESA EM PERNAMBUCO, com duração de 2 meses contado com o acervo do Museu do Estado de Pernambuco e Coleções externas, buscando assim criar um panorama amplo sobre o período histórico tão marcante para a construção do país e sua emancipação. Para cumprimento das finalidades expressas no incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 desta lei, A PROPOSTA SE ENQUADRA nos objetivos II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; Objetivos Específicos -Formar uma bancada de pesquisa com profissionais contratados, resgates de documentos históricos, levantamento bibliográfico, pesquisas entomológicas, acervos de instituições e memória coletiva-Desenvolver material curatorial para aplicação no projeto e também para finalidades de registros bibliográfico com um documento base que ficará disponível na biblioteca do Mepe -Desenvolver conteúdo de arte educação e acessibilidade -Contribuir para manutenção do acervo do Estado, através de pequenos restauros das peças que irão para a expografia -Formar uma rede de interação com professores que acompanham os alunos das escolas públicas e privadas nas visitas, através do setor educativo do Museu. -Realizar 8 ações integrativas complementares a exposição que serão desenvolvidas pela curadoria e setor educativo Objetivos Gerais 1. Contribuir para a preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural; 2. Construir conhecimento acerca do conteúdo histórico, artístico e cultural da temática exposta; 3. Desenvolver e realizar atividades e ações de interação com o público em geral; 4. Estimular o público a visitar a exposição e o acervo do Museu do Estado; 5. Garantir acesso à arte para estudantes da rede pública e privada, pesquisadores, e público geral 6. Garantir acesso à arte para pessoas com deficiência, oferecendo todo o espaço físico do museu adaptado para receber esse público; 7. Fomentar a produção cultural do Estado através de multilinguagens 8. Contribuir na ampliação do mercado de trabalho para profissionais da área de produção cultural como: arte-educador, designer, diagramador, produtor, pintor, marceneiro, montador, entre outros
A SAMPE - Sociedade dos Amigos do Museu do Estado, tem como principal objetivo fomentar ações culturais para o Museu, contribuindo assim com sua sustentabilidade e democratização do espaço. Essas ações são somatórias a seu mecanismo funcional que é executado pela Fundação de Cultura do Estado a Fundarpe. Ao longos dos últimos 15 anos foram executados mais de 40 projetos, sendo destes, 10 realizados através da Lei Rouanet. O hiato cultural dos últimos anos foi um retrocesso de um cronograma constante de exposições e projetos que vinham edificando um plano fundamental de atrair novas gerações e camadas populacionais para o Museu. A visão da SAMPE em concordância com a gestão atual do Museu, é que quem faz os Museus são as pessoas, e para isso o equipamento tem que se manter ativo e criativo. A viabilidade de ações através da Lei Rouanet é vista como um mecanismo de devolução à população de seus direitos de gozarem de políticas públicas culturais, não apenas com a conjuntura do entretenimento, mas principalmente pela formação de identidade como estado e nação através da produção artística e da memória. Os acervos pertencem à história do Estado e, irrefutavelmente ao seu povo e por isso as exposições e mostras têm papel fundamental na formatação desse diálogo. Para cumprimento das finalidades expressas no incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 desta lei, A PROPOSTA SE ENQUADRA nos objetivos II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
A unificação das Coroas espanhola e portuguesa, em 1580, resultante da crise sucessória do trono português, após o desaparecimento de D. Sebastião, na batalha de Alcacer-Quibir, encetou um rearranjo na composição geopolítica das potências europeias. Uma das consequências diretas da União Ibérica foram as invasões holandesas no nordeste brasileiro, em razão do domínio espanhol estendido sobre a colônia portuguesa. Após terem tentado dominar o centro político da América portuguesa, a cidade de Salvador, em 1624-25, os flamengos da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais (W.I.C.) empreenderam um poderoso ataque naval à capitania de Pernambuco, o mais próspero centro econômico das possessões lusas no século XVII. Vinham em busca do açúcar produzido por mais de cento e vinte e um engenhos correntes e moentes instalados a capitania. Na manhã de 15 de fevereiro de 1630 surgiram no horizonte da costa pernambucana uma das “maiores armadas que já cruzou a equacional”, como disseram os documentos coevos. A formidável armada era composta por sessenta e cinco embarcações e mais de sete mil homens, sob o comando do almirante Hendrick Corneliszoon Lonck. Face ao vulto militar da esquadra, a conquista de Olinda e do Recife foi consumada em poucos dias. Entretanto, a rendição das praças-fortes costeiras não trouxe de imediato o controle do interior e das áreas de produção açucareira. O governador Matias de Albuquerque retirou-se para o Arraial do Bom Jesus e para o interior, de onde liderou uma guerra de resistência, lenta, inspirada nas táticas indígenas, que buscava manter o controle das áreas de produção. A resistência dos luso-brasileiros à conquista holandesa, com campanhas de emboscada, marcou a primeira fase da ocupação holandesa, que foi seguida por um período de relativa paz e prosperidade, iniciado com a chegada de João Mauricio Nassau-Siegen, em 1637, designado governador do Brasil holandês pelo Conselho da Companhia das Índias Ocidentais. O nobre alemão, membro do exército dos Países Baixos, que cultuava o bom gosto e as humanidades, liderou a chamada “ Idade de Ouro do Brasil holandês”. Homem culto e liberal, Nassau trouxe artistas e cientistas para estudar as potencialidades da terra. Os sete anos do período nassoviano foram marcados pela promoção da tolerância religiosa e pela reorganização administrativa do governo. Era necessário fixar as fronteiras da conquista ao norte e ao sul do território, que se estenderam da foz do rio São Francisco, entre Sergipe e Alagoas, ao Ceará. A reativação da economia se deu com a venda de mais de quarenta e quatro engenhos abandonados por seus proprietários, em razão da guerra, arrematados por capitais mercantis dos judeus. Muitos empréstimos foram concedidos aos produtores de açúcar. A Companhia das Índias viu expandir seus lucros com o aumento da exportação do açúcar. A fim de suprir os engenhos com a mão de obra escrava, foram organizadas expedições militares às possessões portuguesas na África. O monopólio desse comércio era uma das maiores fontes de renda da Companhia. Lutava-se para garantir o monopólio da produção e comercialização do açúcar assim como das fontes de suprimento da mão de obra escrava. Residindo no Recife desde sua chegada, o Conde de Nassau tratou de construir na Ilha de Antonio Vaz a Cidade Maurícia, que trouxe um surto de progresso para a sede do Brasil holandês. A Mauritsstad foi projetada, ao gosto do classicismo arquitetônico, por Pieter Post. Foi construído o Palácio de Friburgo e a Casa da Boa Vista. Um observatório astronômico e um templo calvinista compunham os edifícios de maior destaque da nova cidade que teve ruas cordeadas, saneamento urbano e foi ligada por pontes. Um grande jardim pomar que serviu como espaço de pesquisa para o médico Willem Piso, para o cartógrafo e astrônomo George Marcgrave e para o artista Albert Eckout. A paisagem e a topografia da conquista foram pintadas em tela por Frans Post, primeiro pintor acadêmico a registrar o panorama brasileiro. Em 1641 a produção açucareira atingiu cifras elevadas com um parque composto por cento e quarenta e nove engenhos em funcionamento na capitania de Pernambuco. Entretanto, na sequência, a euforia logo arrefeceu, em razão da queda do preço do produto na praça de Amsterdam. O governo do Brasil holandês foi obrigado a cobrar os impostos e as dívidas contraídas pelos senhores de engenho com a Companhia, de modo a garantir a manutenção do exército e do funcionamento da administração. Já em 1642 os senhores de engenho figuravam como grandes devedores da Companhia. A Coroa portuguesa e seus representantes na Bahia passaram a fomentar a rebelião junto aos proprietários endividados. Em maio de 1644, Nassau deixa o posto de governador do Brasil holandês. Abateu-se um grande descontentamento dentre os habitantes de Pernambuco e das áreas ocupadas. O fim da administração de Nassau marca o início da derrocada da conquista holandesa. Em junho de 1645 os senhores de engenho João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, com o apoio do afrodescendente Henrique Dias e do indígena Filipe Camarão, começaram a organizar a Insurreição Pernambucana ou a “Guerra da Luz Divina”, para a restituição dos territórios ocupados à suserania portuguesa. Em 3 de agosto de 1645 eclode a Insurreição na batalha do Monte das Tabocas, vencida pelas forças luso-brasileiras, que contavam com pelotões de indígenas. A fortaleza do pontal do Cabo de Santo Agostinho foi tomada de assalto pelas tropas de André Vidal de Negreiros. Na sequência, os insurretos atacaram o engenho de Ana Paes, na chamada “ batalha de Casa Forte”, em que os holandeses foram vencidos. As vitórias nas batalhas das Tabocas e na Casa Forte reativaram a confiança dos luso-brasileiros. O ano de 1646 foi de privações e de grande crise para a administração do Brasil holandês. Por razões estratégicas, foi demolida grande parte da cidade Maurícia. Os reforços trazidos pelo almirante Banckert, em 1646, trouxe algum alento à comunidade judaica do Recife. Sobre o momento de penúria, o rabino Isaac Aboab da Fonseca escreveu no Recife os primeiros versos da literatura hebraica em terras do Novo Mundo. Diante da situação do Recife, o general Schkoppe resolveu retomar a ilha de Itaparica, na Bahia. D. João IV pensou em oferecer a capitania de Pernambuco aos holandeses para salvar o resto do território colonial. Entretanto, com o Recife isolado, as lideranças pernambucanas mobilizavam a resistência junto à população. Com base na guerra de emboscada, mas com armamentos modestos, os insurretos, que passaram a contar com os reforços chegados com Francisco Barreto de Meneses, enviado de Lisboa, venceram os holandeses na tentativa de reconquistar o porto de Nazaré, no cabo de Santo Agostinho, fundamental para o abastecimento do arraial do Bom Jesus. A primeira batalha dos Guararapes ocorreu nos dias 18 e 19 de abri de 1648. Na segunda batalha dos Guararapes, ocorrida em 19 de fevereiro de 1649, o exército da Companhia perdeu muitos homens, inclusive os comandantes Hendrick von Haus e Johan van den Bricken. Este foi o maior desastre das armas holandesas no Brasil. As vitórias nos montes Guararapes selaram o destino do atlântico sul. Era impossível o retorno dos pernambucanos à sujeição ao domínio holandês. Em março de 1649, D. João IV criou a Companhia de Comércio para o Estado do Brasil, para a proteção dos navios mercantes. A frota da Companhia, em ação combinada com as tropas de Meneses, atacou a cidade Maurícia. Diante do cerco, o governo do Brasil holandês capitulou em 26 de janeiro de 1654. 2- LINHA DO TEMPO (provisória) : - 1580-1640: União Ibérica. Dinastia filipina. - 1621: Formação da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais; - 1624-25: Tomada de Salvador pelos holandeses e reconquista lusa; - 1630: Conquista de Olinda e do Recife pelos holandeses; - 1631: Incêndio de Olinda; - 1631: Tentativa de reconquista da armada luso-espanhola comandada por Antônio Oquendo; - 1632: Ataque holandês a Igarassu; - 1632: Domingos Fernandes Calabar para o lado dos invasores holandeses; -1633: Conquista holandesa da Ilha de Itamaracá; - 1634: Tomada holandesa da cidade da Paraíba; - 1635: Queda do Arraial do Cabo de Santo Agostinho; - 1637: Vitória holandesa na batalha de Mata Redonda, AL; - 1637: Chegada de João Maurício de Nassau-Siegen, governador do Brasil holandês; - 1637: Conquista de Porto Calvo AL pelos holandeses. Retirada das tropas luso-brasileiras para a Bahia; -1637: Conquista holandesa de São Jorge da Mina na costa da África; - 1639-40: Tentativa de reconquista da armada luso-espanhola do conde da Torre; -1640-41: Restauração da Independência portuguesa. Fim da União Ibérica. Tratado de Trégua entre Portugal e os Países Baixos; -1640-41: Conquista de Luanda, Sergipe e do Maranhão, por iniciativa de Nassau; - 1644: Nassau deixa o governo do Brasil holandês; - 1645: Levante liderado por João Fernandes Vieira contra os holandeses. Vitórias nas batalhas das Tabocas e de Casa Forte. Início da Insurreição Pernambucana; - 1646: Novo bloqueio holandês do litoral do nordeste; - 1647: Ocupação holandesa da Ilha de Itaparica e bloqueio a Salvador; - 18 e 19 de abril de 1648: Primeira batalha dos Guararapes; - 1648: Reconquista de Luanda por Salvador Correia de Sá; - 1648: Chega ao Recife a armada de Witte de With; - 19 de fevereiro de 1649: Segunda batalha dos Guararapes. Partida de de With; - 26 de janeiro de 1654: rendição das tropas holandesas;
EXPOSIÇÃO EM 4 GALERIAS DO MUSEU DO ESTADO DURAÇÃO: 2 MESES EVENTOS COMPLEMENTARES: 8 CATALOGO VIRTUAL: NO SITE DA FUNDAÇÃO DE CULTURA
ACESSIBILIDADE FÍSICA DO MUSEU O Museu do Estado de Pernambuco passou por uma significativa reforma no ano de 2015 para adaptar suas instalações para pessoas portadoras de necessidades especiais. Foram instalados pisos táteis, rampas de acesso, passarelas para cadeirantes e material em braile para a facilitação de acesso. Conta com dois elevadores para acesso aos pavimentos dos 2 prédios expositivos. Conta com vagas reservadas para idosos e pessoas com deficiência e banheiros adaptados ACESSIBILIDADE FÍSICA NA EXPOSIÇÃO Audio Descrição do circuito Expositivo Visitas Guiadas por mediador intérpretes de libras Vídeos com legendas em libras Material de texto expográfico com escala de fontes maiores para leitura
A gestão da memória está diretamente relacionada à gestão da informação, possibilitando com isso uma maior interação com a sociedade, corroborando para melhoria dos serviços e a qualidade nos estudos e pesquisas; geradores da sustentabilidade do acervo bibliográfico e documental. MEDIDADAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSO DO PROJETO I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); MEDIDA: O Museu do Estado oferece entrada gratuitas para idosos e grupos escolares (alunos e docentes) publicos e de instituições sociais. A gratuidade se estende a população geral todas as quartas feiras. Essa gratuidade será estendida a grupos de escolas privadas e a docentes com vinculo de institução de ensino de qualquer nível. II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; MEDIDA: A meia entrada será estendida a todos os grupos de visitantes durante a exeibição da exposição. Os valores das entradas são R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; MEDIDA: Além de vincular um video de 'passeio' da expográfico a exposição contará com um hot site durante sua execução com conteúdos de textos, fotos das obras e materiais complementares. Esse materials erá divulgado através das redes socias do MUSEU DO ESTADO DE PERNAMBUCO, da SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO e outros portais através da asseessoria de comunicação do projeto V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; MEDIDA: A exposição e suas atividades estão sempre abertas a imprenssa, seja por midia expostânea ou através da assessoria de comunicação do projeto. VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; o Caso escolha esse inciso, especifique qual será a ação paralela / VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; MEDIDA: Está prevista nas metas do projeto a execução de atividades complementares a serem realizadas pela exposição. Essas atividades serão desnvolvidas pela curadoria junto com a equipe do educativo do Museu, serão configuradas em mesas redondas, mostra de filmes, oficinas de arte com materiais diversos, tour com contadores, tour com narrativas curatoriais, apresentações musicais. IX - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público; MEDIDA: Está prevista formaçãod e professores de história da rede públuca, que é feitas, sempre nas exposições realiazadas pela SAMPE, em parceria com a Secretária de Educação do Estado de Pernambuco. Essas formaçõe acontecem com grupos de docentes agendados pela Secretária e realizado no auditório do MEPE (Museu do Estado de Pernambuco) com o auxilio do material produzido para a exposição e de bibliografia e textos complementares. Elas são conduzidas pelos curadores e/ou por historiadores lotados no corpo fucnional do Museu.
A SAMPE fará a coordenação geral do projeto, será repsonsável pela manutenção do espaço e pela disponibilização de pessoal administrativo, também faraá toda parte de controle, compras e prestação de contas, assim como gestão de RH e do monitoramento dos cumprimentos dos serviços de empresas e profissionais contratados. BREVE CURRICULO DOS CURADORES: MARIA ESDUARDA MARQUÊS Foi licenciada e bacharel em História no Departamento de História da PontifíciaUniversidade Católica do Rio de Janeiro, em 1983. Formou-se em Pós-graduação em História da Arte e da Arquitetura do Brasil na PUC Rio, em 1984. Ingressou no Programa de História Social da Cultura do Departamento de História da PUC Rio, onde obteve o título de Mestre em 2003. É autora vários artigos e ensaios sobre História da Arte e História do Brasil publicados em diversos catálogos e revistas especializadas no Brasil e no exterior. É autora do livro MiraSchendel : a Estética da Expressividade Mínima, publicado pela editora Casac Naify. Dentre os trabalhos de curadoria, destaca-se a exposição Mira Schendel Pintora, realizada no Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro e em São Paulo, respetivamente de setembro a novembro de 2011 e de dezembro a fevereiro de 2021. Em 2015 realizou a exposição Pernambuco Cena Contemporânea, no Museu do Estado de Pernambuco. A exposição A Missão Artística Francesa no Brasil e seus Discípulos foi realizada no Rio de Janeiro, em 2016, na Galeria Pinakotheke Cultural. Dentre as funções exercidas, destacam-se os cargos de Diretora Executiva da Fundação Biblioteca Nacional e Diretora de Projetos do Centro Brasileiro de Relações Internacionais – CEBRI. HELENA SEVERO elena Severo é advogada (PUC RJ) e fez mestrado de Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Em 1990 assumiu a direção do Museu da República onde desenvolveu um trabalho pioneiro que começou pela restauração do Palácio do Catete e culminou com a abertura de seus espaços para usos diversos. Em 1993 assumiu a Secretaria de Cultura do RJ onde criou e implantou projetos como a Rede Municipal de Teatros, o Sistema Integrado de Bibliotecas Comunitárias, O Museu da Cidade, o Centro de Artes Hélio Oiticica, as Lonas Culturais, a distribuidora RioFilme, os centros culturais Laurinda Santos Lobo, José Bonifácio, Parque das Ruínas, a coleção Perfis e Cantos do Rio, o Programa de Apoio e Dança Contemporânea, dentre outras iniciativas. No final de 1999 sai da Secretaria para assumir a Coordenação Nacional da Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 Anos, em São Paulo. Em 2001 é convidada para retornar ao Rio na condição de Secretaria Estadual de Cultura cargo que exerce até 2004 quando assume a Presidência da Fundação Theatro Municipal do RJ Ali, entre outros projetos, desenvolve a ideia de entregar a grandes encenadores brasileiros a direção das óperas encenadas. Aderbal Freire Filho, Moacyr Góes, Gerald Thomas entre outros tiveram a oportunidade de dirigir títulos clássicos do repertório operístico DIRCEU MARROQUIM rofessor na graduação no Departamento de Fundamentos Sócio Filosóficos da Educação da UFPE, possui Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal Ruralde Pernambuco, mestrado em Programa de Pósgraduação em História pela Universidade Federal de Pernambuco (2015). É doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), foi PAD Research Fellow na Universidade de Yale - EUA(2020), na Yale Divínity School, atuando na área de História das Religiões e das práticas religiosas. Sócio Efetivo do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano e participou do programa Training Sharing Contested Histories (2018), em Amsterdã. É autor de diversos livros, dentre eles: 1817: uma história em objetos, em parceria com George Cabral e Betânia Correa de Araújo, publicado em 2021 pelo Instítuto Arqueológico; Assembleia Legislativa: 180 anos, em 2016, com George Cabral e José Luiz Mota Menezes, Miguel Arraes de Alencar: uma vida através de imagens, em 2020; Zeppelin no Recife, em 2015, em parceria com Jobson Figueiredo.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.