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PRONAC 231470Apresentou prestação de contasMecenato

Studio Drift - Vida em Coisas

MADAI PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 4,11 mi
Aprovado
R$ 3,91 mi
Captado
R$ 3,91 mi
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
30822936000169BB GESTAO DE RECURSOS - DISTRIBUIDORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S.A.1900-01-01R$ 3,91 mi

Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição de Artes Visuais
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2023-07-25
Término

Resumo

Exposição de arte do coletivo DRIFT, criado em 2007 pela dupla de artistas holandeses Lonneke Gordjin e Ralph Nauta. Desde então, eles vêm desenvolvendo esculturas, instalações e performances que colocam pessoas, ambiente e natureza na mesma frequência. Trabalhando na intersecção entre arte e design, suas obras sugerem ao público uma reconexão com o planeta. Na exposição "Studio Drift - Vida em Coisas", usando a luz como um dos elementos básicos de construção de sua arte, a dupla explora as relações entre humanos, natureza e tecnologia de forma simples e ao mesmo tempo profunda. Essa é a proposta da exposição que apresenta, pela primeira vez ao público brasileiro, a arte sensível e visionária do Studio Drift.

Sinopse

O projeto Drift- Vida em Coisas propõe a realização de uma mostra itinerante individual deste coletivo internacional nas cidades de Belo Horizonte e Brasília composta de 10 instalações de grande formatos e de diversas linguagens sendo elas: SHYLIGHTAlgumas espécies de flores se fecham à noite para se defender e preservar seus recursos. Este mecanismo natural, altamente evoluído, chama-se nictinastia e inspirou DRIFT a criar Shylight, uma escultura que desabrocha e retorna a seu estado original, criando uma coreografia fascinante que reproduz a nictinastia de flores reais. Objetos de fabricação humana tendem a ter uma forma estática, enquanto o mundo natural – incluindo os seres humanos – está sujeito a uma constante metamorfose e à adaptação a seu entorno.Shylight nasce de uma pesquisa de cinco anos dos artistas sobre como mimetizar expressões depersonalidade e emoções. Feita a partir de diversas camadas de seda, os movimentos imprevisíveis e deaparência natural concedem à obra uma coreografia sutil e graciosa, em que um objeto inanimado parece ganhar vida. FRAGILE FUTUREEm Fragile Future, DRIFT funde natureza e tecnologia em uma escultura luminosa multidisciplinar. O projetoapresenta uma visão crítica, porém utópica, sobre o futuro do planeta, em que duas evoluçõesaparentemente opostas fazem um pacto de sobrevivência. A obra é composta por três circuitos elétricos de bronze conectados a dentes-de-leão emissores de luz. Assim como a natureza, a escultura se adapta aoespaço, e pode crescer infinitamente se acrescentados novos circuitos à sua estrutura.Esta é uma obra cuja produção consome bastante tempo, já que o processo é inteiramente manual.Anualmente, o estúdio coleta cerca de 15 mil sementes de dente-de-leão durante a primavera em Amsterdã,na Holanda. Elas são coladas individualmente às luzes de LED para recriar esta versão elétrica da flor que pode ser iluminada. DANDELIGHTDentes-de-leão podem ser encontrados em quase todo o território terrestre, de campos intocados a áreasindustriais – eles são capazes de florescer até mesmo ao lado das rodovias mais movimentadas. Apesar de geralmente passarem despercebidos e serem vistos como ervas daninhas, a planta tem importantes propriedades medicinais e, observada de perto, nota-se sua estética inimitável que lembra um paraquedas.Inspirado nos processos trabalhosos que simbolizam a fragilidade da vida, Dandelight é um manifesto contra a cultura do descarte. A escultura é feita de sementes verdadeiras de dente-de-leão, que são colhidas durante a primavera na Holanda. Estas são conectadas, uma a uma, a luzes de LED. Uma pequena haste decobre conecta o LED a uma bateria, que é visivelmente integrada ao design em vez de ser ocultada, como decostume. Cada peça é feita manualmente e, portanto, única. AMPLITUDENesta instalação cinética, os artistas replicam o movimento universal infinito que encontramos na natureza,como, por exemplo, nas ondas do mar. É natural aos seres humanos alinhar-se às frequências ao seu redor.Isto determina uma busca constante por harmonia com o ambiente e é o que dita nosso ritmo natural – os batimentos cardíacos e a respiração tendem a se adaptar a este ritmo.Por meio de suas contínuas pulsações e a habilidade de refletir a luz em seu entorno, Amplitude imprime uma sensação de leveza. Cada elemento da escultura funciona como um indivíduo que atua em sua própria amplitude, ao mesmo tempo em que opera como um coletivo. A combinação dos movimentos é sincronizada e, em alguns momentos, descompassada. Movimento e elementos móveis em harmonia ou em desbalanço são onipresentes na natureza. Sem movimento, não há vida. Com Amplitude, DRIFT busca criar umaexperiência que coloque o público na mesma frequência da natureza. MATERIALISMMaterialism é um projeto de pesquisa que explora as coisas que nos cercam e os materiais que ascompõem.Desde o Renascimento, cientistas vêm investigando o mundo de forma sistemática, utilizando razão eobservação para desvendar os mistérios da natureza e entender sua materialidade. Este processo produziu uma imensa quantidade de conhecimento e avanços, ao mesmo tempo que introduz, até hoje, milhares denovas “coisas artificiais” – objetos que sustentam a nossa existência, resultantes da industrialização e docomércio, e que contêm uma série de componentes forjados pelo design. Entretanto, cada vez mais aspessoas estão alheias aos mecanismos internos e à composição dessas “coisas artificiais”.Nesta obra, DRIFT subverte as regras da engenharia da produção em massa, descontruindo produtos do cotidiano e reconstruindo-os em forma de blocos. Itens dos quais normalmente notamos apenas suafuncionalidade, tais quais um fusca, uma bicicleta e um Game Boy, até dois produtos bastante conhecidospelo público brasileiro: a Havaiana e o pandeiro, desenvolvidos especialmente para a exposição. FRANCHISE FREEDOMFranchise Freedom é uma instalação aérea imersiva que explora as rfonteiras entre natureza e tecnologia eprovoca um impactante vínculo social. A obra é uma revoada autônoma de centenas de drones que simula um bando de estorninhos. DRIFT estudou por mais de dez anos os padrões naturais de voo destes pássaros e os converteu em um software integrado aos drones. Cada um possui uma fonte de luz, e suaintensidade e cor são influenciadas pelas distâncias entre os outros elementos, ressaltando a densidade do grupo.Embora os padrões possam parecer aleatórios e a imagem de uma revoada possa remeter à liberdade, ocomportamento destas aves é inteiramente orquestrado e sujeito a muitas regras e instintos de sobrevivência.Existe uma beleza na observação das decisões repentinas de milhares de pássaros e as reações de um em relação ao outro. Se cada um agisse sozinho, o resultado seria totalmente caótico. Assim como eles, aspessoas encontram segurança em grupo, enquanto são, ao mesmo tempo, forçadas a agir de acordo comum conjunto de regras sobre as quais a sociedade funciona. EGOÉ uma escultura cinética tempo-dependente feita por um bloco de finas linhas de fibra de náilon que semove por meio de uma delicada coreografia. Sua forma, aparentemente sólida, contrasta com o material leve e movimentação fluída. Criada originalmente para a ópera L’Orfeo, da Dutch Travel Opera, a obrarepresenta a oscilação das emoções e o dinamismo do pensamento humano.Para produzir EGO, um software personalizado foi desenvolvido para possibilitar que oito motores, cadaqual com seu algoritmo, desse mobilidade ao bloco no tensionar dos fios, alternando-o entre estadosnaturais e não naturais. EGO materializa a conexão entre a performance e a instalação, na qual cadaedição apresenta uma coreografia única e inédita. CODED NATUREEsta série foi criada para descobrir e evidenciar os padrões de movimento que acontecem no mundo natural,cada um representando um código diferente no complexo processo da vida. Seja mimetizando uma revoada de estorninhos, cardumes de peixes ou padrões lineares de uma colônia de formigas, cada obra destaca a interação de um organismo ou elemento. A harmonia da vida pode ser notada em uma variedade de formas,e Coded Nature é uma expressão visual da diversidade de sinfonias harmônicas criadas e cultivadas pela natureza ao longo do tempo.Por meio de um sensor de profundidade, o computador capta o número de pessoas e os movimentos dianteda tela, refletindo no comportamento dos pássaros. A interação também influencia o bando, levando CodedNature a adotar uma atitude de autoproteção, tal qual fazem os estorninhos na natureza. DRIFTERSDrifters é um curta-metragem feito em colaboração com o diretor Sil van der Woerd. O filme se passa nos Highlands da Escócia e retrata blocos de concreto em busca de sua origem e de seu destino. Um cubo representa a unidade básica de construção, o elemento primário a partir do qual nosso ambiente edificado é construído. O cubo por si só, solto no espaço e no tempo sem referência a algo, não significa nada; estásempre em busca de fazer parte de algo maior, de se unificar.A obra é um convite à reflexão sobre a relação humana com o meio ambiente, frequentemente visto como algo estático e inanimado. A sensação de dúvida e deslocamento cria uma tensão entre humanidade e natureza, caos e ordem, possível e impossível. Drifters evidencia que, sem um contexto, ficamosdesorientados, e como o mundo e seus mecanismos seguem sendo desconhecidos para a humanidade. MAKING OF DRIFTDiversas etapas de desenvolvimento dos projetos do DRIFT podem ser observadas nesta sala, como os protótipos das lâmpadas de Shylight, a primeira versão de Fragile Future e os modelos desenvolvidos para Amplitude. Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, junto de sua equipe com mais de 60 membros e inúmeros especialistas externos, trabalham com tecnologias altamente avançadas, mas também fazem croquis à mãopara construir maquetes tridimensionais feitas de uma ampla gama de materiais. Além disso, há diversassituações em que o trabalho artesanal se faz necessário. Isto se aplica, entre outros casos, à tecelagem manual do bloco para EGO e à fixação das sementes de dente-de-leão às luzes de LED em Fragile Future.

Objetivos

O projeto "Studio Drift - A Vida em coisas" apresentará uma exposição inédita nas cidades de Belo Horizonte e Brasília do Drift. Décadas atrás, um conceito ocupava o imaginário de muitas crianças: o mundo biônico. Da Mulher Biônica ao Homem de Ferro, nessa visão do futuro, a biologia dos corpos humanos seria potencializada pela eletrônica e pela robótica, e seríamos imensamente mais fortes e poderosos, por sermos seres híbridos. Os artistas Lonneke Gordijn e Ralph Nauta criaram o DRIFT, na Holanda, em 2007. Hoje, trata-se de um pool criativo multidisciplinar, que pesquisa formas positivas do uso da tecnologia para evidenciar fenômenos da natureza e da sociedade. A palavra drift, em inglês, quer dizer "à deriva" ou "estar à mercê", mas a prática do grupo revela como essas expressões podem também ser parte de um processo ativo e criativo. Vida em Coisas é uma exposição interdisciplinar que mostra como a vida pode se manifestar em objetos criados por nós. Do voo dos pássaros à distribuição das sementes pelo ar, até o comportamento da gravidade sobre os corpos. A ideia é dar visualidade às formas de vida latente, presentes em objetos inanimados, porém, imantados pela tecnologia sensível do DRIFT. Existe uma lógica por trás da obra deles, que é a possibilidade de a natureza e a tecnologia poderem viver em harmonia. Seja pelo mundo biônico, seja pelo conceito de animismo, em que todas as coisas _ animais, fenômenos naturais e objetos inanimados _ possuem um espírito que os conecta uns aos outros. É uma construção antropológica, usada para identificar traços comuns de espiritualidade entre diferentes sistemas de crenças. Por sua vez, o DRIFT faz uma versão contemporânea de animismo, cujas coisas são impregnadas por uma alma, repleta de intenção. Essa transformação de um híbrido entre um robô e uma flor, revela o encontro entre a projeção que fazemos das coisas e aquilo que elas potencialmente podem ser. O trabalho do coletivo mostra o quanto tudo está realmente interconectado, entre o mundo natural e o mundo artificial, e como essa fronteira vem se rompendo. Ao estudar o comportamento de cada ser vivo e tentar emular artificialmente seu comportamento, passamos a criar uma escuta e uma linguagem que, em alguma dimensão simbólica, nos sincroniza entre essas dimensões. Espasmo, voo, fragmentação, respiração são códigos desse encontro de potências; cada sopro germina uma nova safra e uma coreografia da vida se desenha. As obras aqui aproximam o visitante de uma observação atenta do ritmo da vida, só que as reinventam com a combinação entre ciência, tecnologia, design e arte. Objetivos Específicos: A execução do objetivo geral do projeto se dará a partir dos objetivos específicos descritos a seguir: - Realizar uma exposição de arte internacional no qual o público brasileiro poderá ter a oportunidade de conhecer não só o trabalho do coletivo DRIFT, mas também sua riqueza de ideias e conceitos; - Democratizar e fomentar o conhecimento as práticas artísticas de artistas internacionais apresentando diferentes técnicas de trabalhos, tendo como foco questões atuais de indivíduo, civilização e ser humano; - Reunir obras que permitirão ao público conhecer a obra do DRIFT, porém o mesmo criou trabalhos com objetos brasileiros como a sandália Havaianas, uma cadeira dos Irmãos Campana, o pandeiro; Fomentar e divulgar as diferentes linguagens da arte em um espaço público, oportunizando uma grande aproximação entre arte e espectador em um ambiente coletivo, democrático e gratuito; Desenvolver uma mostra que unirá técnicas artísticas com materiais da natureza como flor, flores e materiais naturais , nos quais farão o espectador pensar sobre sua própria relação com a tecnologia e objetos do cotiadiano; - Ampliar a compreensão do espectador com os objetos do dia a dia, bem como a função da tecnologia em nossas vidas. O trabalho do coletivo DRIFT não é apenas uma obra de arte é uma proposta que faz o público observar a sua posição frente a objetos de nosso dia a dia , eles nos fazem pensar e parar para analisar a nossa própria vida; - Disponibilizar ao grande público a oportunidade de conhecer a vasta obra do coletivo, e seus pensamentos. Mostrar um trabalho profundo e de grande amplitude para o conhecimento não só da arte contemporânea, mas da nossa vida.

Justificativa

O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; A encenação espacial da luz assume importância central na exposição, de modo que as salas se transformam ora na caverna de Platão, ora no purgatório de Dante, mas sempre em um labirinto de circularidade infinita, uma das alegorias preferidas de Borges. Assim, os espaços deixam de ser recipientes tridimensionais onde se alojam objetos, e passam a ser criados pela luz; são clareiras nas quais começa a amanhecer. "Dois tipos de luz iluminam o nosso mundo. Uma vem do Sol, e a outra responde a ela _ a luz dos olhos. É somente a comunhão de ambas que nos permite ver: se faltar uma, estaremos cegos" (Arthur Zajonc). A luz do DRIFT pode esfriar, perder a cor, desbotar, congelar, ficar pesada e enlanguescer, mas também pode iluminar, brilhar e ofuscar. Pode erguer barreiras ou indicar caminhos; às vezes, é luz de retaguarda na forma de uma lanterna escurecida pela fuligem, às vezes, a proverbial luz no fim do túnel. Em sua qualidade abstrata, a luz pura revela o mundo de forma cifrada, mas nem por isso menos dramática. A luz é menos didática do que sugestiva, menos explícita do que sutil; mas, acima de tudo, desperta a fantasia do observador, que, reagindo ao estímulo visual, é instigado a buscar seu Aleph e, com isso, sua própria interpretação do mundo. Mas, não por último, a luz é também catarse, um momento purificador em meio à cacofonia do mundo. Interpretar uma exposição de arte contemporânea a partir de um conto de Borges não é apenas uma homenagem ao pináculo da literatura mundial do século XX, mas também suscita uma série de questões essenciais da estética, como a transformação de um espaço literário em espaço físico, o lidar com metáforas e símbolos em ambos os gêneros, as particularidades das estruturas narrativas e dos diversos graus de abstração nas artes ou o significado da imaterialidade na luz e na palavra. Portanto, de um lado, a exposição é uma primorosa comparação de duas formas de arte e, por outro, é um conto dentro de um conto, uma mise en abîme que reinterpreta Borges e do qual se aproxima cautelosamente, para, depois, totalmente guiada por sua luz, mergulhar em um monólogo interior. A imersão em um espaço de luz é como visitar uma catedral. Talvez estejam certos aqueles que dizem que a arte tenha substituído a religião, para o público da cidade grande. Quem aprecia o silêncio, a concentração, a contemplação e a devoção, mas evita ir à igreja por qualquer motivo, está em boas mãos nesta exposição. A cacofonia da cidade circundante é suspensa pela catarse da luz por um momento precioso. Ao mesmo tempo, o indivíduo está completamente voltado para si mesmo. Até que os olhos se acostumem com o ambiente inusitado, o visitante tateia seu caminho com muito cuidado. Aos poucos, as primeiras esculturas de luz emergem da escuridão. São desenhos enviados de mãos distantes antes de se dissolver na Terra? Ou será o brilho dos diamantes, que na lenda dos indígenas Puris nada mais são do que os restos carbonizados da sagrada árvore "Acaiaca"? Os arquitetos do barroco sabiam do efeito dramático do chiaroscuro, que nos fascina na igreja de São Bento, no Rio de Janeiro. Muito permanece oculto no jogo sutil entre luz e sombra. É como se um longo crepúsculo caísse sobre os santos. O DRIFT retoma a tradição de interiores de igrejas na pintura barroca holandesa, por exemplo, por Pieter Saenredam e Emanuel de Witte, que foram apreciados por suas manifestações complexas de matemática e luz, no século XVII. A arte contemporânea está para o Barroco como o sudário de Verônica está para o rosto do crucificado: os contornos do modelo ainda são reconhecíveis, mas a impressão ganha vida própria. Todas as grandes obras do passado, sobretudo aquelas de origem sacra, carregam em si a sua tradução virtual para o presente. Os artistas contemporâneos aprenderam a arrancar uma faísca de poesia a partir dos resíduos mais singelos e a decifrar os indícios recônditos do passado, de modo que sejamos tocados por um sopro do ar que envolvia os nossos antepassados. É quase como se houvesse um acordo secreto entre os velhos mestres e os artistas de hoje, uma tênue força messiânica, cujo eco atravessa os séculos. A luz pode nos parecer imaterial, mas nas mãos do STUDIO DRIFT ela assume uma dimensão quase física, até mesmo dolorosa, pois os contornos de suas composições cortam literalmente o espaço e qualquer matéria que pode estar nele. Mas a luz também nos confronta com uma nova experiência do tempo. Em nossa experiência diária, com o tempo correndo, o presente é apenas uma passagem constante do futuro para o passado. O efeito alienante da luz pode reestimular a atenção e prolongar a percepção para restaurar o presente e interromper a passagem do tempo por um momento precioso. O céu pode estar vazio, mas sempre estará, ao menos, cheio de luz.

Especificação técnica

N/A

Acessibilidade

Produto: Exposição de Artes ACESSIBILIDADE FÍSICA: No âmbito físico, por se tratar de obra em espaço público, a acessibilidade física é garantida pela implementação de mobiliário urbano específico pela Prefeitura. Item orçamentário: Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Disponibilizaremos QRcode dos conteúdos em todo o espaço expositivo. A navegação será feita de forma que qualquer visitante possa acessar a ouvir o conteúdo; Item orçamentário: Audiodescrição ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Não haverá impactos para deficientes auditivos, terão obras artísticas distribuídas ao longo do espaço expositivo permitindo que o deficiente auditivo se contemple com a exposição assim como os textos explicativos. Item orçamentário: Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Não haverá impactos para deficientes cognitivos, terão obras artísticas distribuídas ao longo do espaço expositivo permitindo que todos se contemplem com a exposição assim como os textos explicativos em português e inglês. Item orçamentário: Não haverá nenhum gasto no projeto conforme descrito acima. Os textos explicativos estão contemplados na rubrica de sinalização.

Democratização do acesso

Produto: Exposição de Artes - A mostra não tem cobrança de ingressos e é gratuita para todos os públicos. E em cumprimento ao Artigo 28 da IN 1/2023, a proponente irá: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; Por tratar-se de projeto sem cobrança de ingressos ou comercialização de produtos, está isento das ações de contrapartidas sociais.

Ficha técnica

Proponente – MADAI PRODUÇÕES LTDA - Realizadora, Gestora Administrativa, Gestora Financeira Criada em 2006, Madai é especializada em produzir projetos culturais e exposições de arte no Brasil e exterior. Angela Magdalena, fundadora, possui ampla experiência no setor tendo produzido mais de 80 exposições desde 1995, realizando os eventos em destaque abaixo: 2018 Ai Wei Wei Inóculo OCA Parque Ibirapuera – SP e CCBB - RJ; Farol Santander; Museu da Natureza; Serra da Capivara - PI; Museu da Cidade de Manaus; Campos de Invisibilidade; SESC Belenzinho - SP; Saramago Os Pontos e a Vista; Etnos Faces da Diversidade. 2017 Ex Africa CCBB/BH;RJ;SP;DF; Erwin Wurm O Corpo é a Casa; Examinando o Brasil 50 Anos da Revista Exame; Espaço de eventos Shopping JK Iguatemi -SP; Outras Ideias Daniel Arsham e Makoto Azuma; Oi Futuro e Aterro do Flamengo - RJ; Frestas Trienal de Artes Entre Pós-Verdades e Acontecimentos SESC Sorocaba; Espuma Kohei Nawa Japan House - SP; SUBTLE Sutileza em Papel; Japan House - SP; Eterno Efêmero Kengo Kuma; Japan House -SP; Bambu Histórias de um Japão; Japan House - SP; Flower Messenger Makoto Azum; Japan House - SP; Hugo França Um Tronco para Exú; MAC USP Ibirapuera - SP; 2016 Provocar Urbanos Inquietações sobre a Cidade; Sesc Vila Mariana - SP; Yolanda Penteado A Dama das Artes de SP; Solar da Marquesa de Santos - SP; Jogos do Sul; Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica – RJ 2015-2016 Zeitgeist Arte da Nova Berlim; CCBB - BH; RJ; BSB; Com Ciência Patricia Piccinini; CCBB;2015 Terra Comunal Marina Abramovic; Sesc Pompéia - SP; As Margens dos Mares; Sesc Pinheiros - SP; Invento As Revoluções que nos Inventaram; OCA - SP; CRU Comida Transformação e Arte; CCBB - BSB; Shirley Paes Leme Quando atitudes (trans) formam; CC Minas Tênis Club - BH;2014 Ciclo Criar com o que Temos; CCBB -SP; BSB; BH; Museu do Café - Santos; Jaraguá Caio Reisewitz; Casa da Imagem - SP; Christian Boltanski; Sesc Pompéia - SP; Tino Sehgal Essas Associações; CCBB - RJ; O Jogo só Acaba Quando Termina; Sesc Vila Mariana - SP; Turista Hotel Cristiano Mascaro; Casa da Imagem - SP; Câmara da Descompressão Edu Marin; Casa da Imagem - SP; Túneis não Mostram o Final Felipe Bertarelli; Casa da Imagem - SP;2013 Cai Guo-Qiang Da Vincis do Povo; CCBB - SP; RJ; BSB; Bauhaus Foto. Filmes; Sesc Pinheiros - SP. Alfons Hug - curador - Estudou linguística, literatura comparada e estudos culturais em Freiburg, Berlim, Dublin e Moscou. Foi curador da XXV e XXVI Bienal de Arte de São Paulo em 2002 e 2004. Hug foi o primeiro estrangeiro a fazer a curadoria deste evento artístico. Desde meados da década de 1980, Hug trabalhou como diretor dos Goethe-Institutes (Centros Culturais Alemães) em Lagos, Medellín, Brasília, Caracas e Moscou. De 2002 a 2015 ocupou esta posição no Goethe-Institute no Rio de Janeiro e de julho de 2015 a fevereiro de 2016 em Cingapura. De junho de 2016 a junho de 2017, ele foi novamente diretor do Goethe-Institute em Lagos, Nigéria. Hug é atualmente diretor do Goethe-Zentrum em Baku. Na década de 1990, Hug foi chefe do Departamento de Artes Visuais da "Haus der Kulturen der Welt" (Casa das Culturas Mundiais), em Berlim. Marcello Dantas - curador - Reconhecido designer e curador de exposições e diretor de documentários desde 1986. Seu currículo inclui uma eclética formação internacional e diversos reconhecimentos prestigiosos.Sua atividade é amplamente multidisciplinar onde os trabalhos artísticos, curadoria, a direção e a produção se convergem em áreas diversas, mas norteadas pelo encontro da Arte com a Tecnologia. Como curador de exposições de arte destacam-se as de Bill Viola, Gary Hill, Jenny Holzer, Shirin Neshat, Laura Vinci, Tunga, Peter Greenaway no Brasil. Nas grandes exposições históricas se destacam Antes – Histórias da Pré História e Arte da Africa, 50 Anos de TV e +, Paisagem Carioca, De Volta à Luz e a Escrita da Memória e Mano a Mano no Centro Cultural de la Villa de Madrid. Angela Magdalena - Direção de Produção - Realiza todo planejamento e controle das atividades ligadas a área de produção durante a etapa de produção e execução. Supervisiona os serviços de fornecedores para a realização do projeto, responsável por planejar, organizar e controlar as atividades de fabricação dos produtos da empresa, formulando e recomendando políticas e programas de produção. Suas responsabilidades são de assegurar o cumprimento das metas de produção, dentro dos padrões de qualidade, quantidade, custos e prazo estabelecidos na proposta, planejar, organizar e supervisionar as atividades de produção da exposição, dentro das especificações e padrões de qualidade estabelecidos, visando a assegurar o cumprimento dos objetivos, otimizar os recursos produtivos disponíveis, supervisionar a elaboração dos cronogramas da produção, visando a garantir a melhor alocação da mão de- obra, equipamentos e materiais, controlar as despesas gerais da etapa de produção da exposição (energia elétrica, custos de manutenção, insumos etc.). Julia Brandão - Produção Executiva – Responsável pela organização geral de produção, planejamento da programação junto a curadoria e cliente, assessoria na coordenação de implementação dos projetos curatorial, expográfia e iluminação, elaboração de cronograma e coordenação da equipe de produção, interface de informação entre curador, arquitetura, educativo, comunicação visual, designer e fornecedores para o fechamento de projetos e de orçamentos, controle orçamentário, controle e acompanhamento de prestação de contas. Logística da organização geral das exposições e também da programação. Atuou nos projetos relacionados: Produção Executiva das exposições realizadas no Farol Santander: Belo, Transitório, Intangível e Finito (Laura Vinci (Brasil) e Tundra (Rússia)) – janeiro /2018; Vazios Povoados (Rejane Cantoni, Leonardo Crescenti (Brasil) e Haroon Mirza (Inglaterra)) – maio / 2018; Luz e Arte (Gisela Motta e Leandro Lima (Brasil) e NONE Collective (Itália)) – outubro / 2018; Além do Infinito (Regina Silveira (Brasil) e Serge Salat (França)) – janeiro / 2019; Hebe Eterna (curadoria Marcello Dantas) – fevereiro / 2019; Produção Executiva e Coordenação de produção da exposição Infinitos (Rejane Cantoni, Leonardo Crescenti, Raquel Kogan), Centro Cultural Vale Maranhão – março / 2019; Coordenadora de Produção da exposição Todo poder ao povo! Emory Douglas eos Panteras Negras, SESC Pinheiros, São Paulo / SP; Coordenadora de Produção da X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo; Coordenadora de Produção da exposição Antonio Benetazzo, permanências do sensível, CCSP e CFCCT, São Paulo / SP; Coordenadora de Produção da 10ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre / RS.

Providência

DILIGÊNCIA NA ANÁLISE PREDITIVA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.

2024-09-30
Locais de realização (2)
Brasília Distrito FederalBelo Horizonte Minas Gerais