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Editar e disponibilizar ao público o livroA Cintilância Espessa de Todas as Coisas que celebra a linguagem do desenho na obra do artista visual Rian Fontenele. Com apresentação e aprofundamento do critico, curador e pesquisador Agnaldo Farias, o livro olha para a coleção de desenhos do artista como um momento pivô na sua obra, marcada pela austeridade e pela sobriedade de elementos e pela presença de personagens dramatizados, os quais louvam o silêncio e a memória.
Objetivo Geral Editar e disponibilizar ao público o livro A Cintilância Espessa de Todas as Coisas que celebra a linguagem do desenho na obra do artista visual Rian Fontenele. Com apresentação e aprofundamento do critico, curador e pesquisador Agnaldo Farias, o livro olha para a coleção de desenhos do artista como um momento pivô na sua obra, marcada pela austeridade e pela sobriedade de elementos e pela presença de personagens dramatizados, os quais louvam o silêncio e a memória. Ressaltando o mergulho sobre o trabalho processual e investigativo da linguagem do desenho como ato basilar para a construção da narrativa da obra do artista. O silêncio e suas relações socais e de psicologia íntima a partir da apreensão no traço e papel, de forma contundente e clara, de corpos, fauna e flora como resistência, memória e vontade, banhados de luz e cor - encapsulando no azul suas presenças e insurgências. As figuras se encadeiam umas às outras, ambientadas em uma bruma ou na paisagem, em contraluz dura, permanente noturno. Estão envoltas por uma geografia ou vegetação nunca reconhecidas, quase como se fossem colagens de um tempo e espaço indecifráveis, abstraindo-se do mais verossímil como fundo do qual acontecia alguma coisa, da solidão de um corpo narrativo, vestido de si tão somente. Uma coreografia teatral reverenciando o ser subjetivo trágico, frágil e imenso em um realismo onírico e lírico no mergulho irrefreável de nós com nossas próprias multidões e falanges. O silêncio de algazarra de estar consigo. O temor do que nos olha à espreita em cenas de conflito, apaziguamento e festa cercados por matilhas e palavras com apreensão e desejo de liberdade, no cenário pós-pandêmico, o qual o autor de forma persistente reconstrói suas relações pessoais na reinvenção de um novo mundo dilatado e possível. Junta-se ao projeto o renomado escritor Joca Terron, usando como cenário um recorte da coleção de desenhos como um atlas a cartografia geral um recorte dos desenhos múltiplos como base para um conto inédito. O instante e a introspecção literária para o carrossel de imagens em registro, criando um caminho-trajeto sensível como uma das possíveis leituras e compreensão do universo sóbrio e austero das personagens desenhadas. Objetivo específico Editar e disponibilizar ao público 1.000 (hum mil exemplares) do livro A Cintilância Espessa de Todas as Coisas que celebra a linguagem do desenho na obra do artista visual Rian Fontenele. Contrapartida Social Realizar 05 falas artísticas, com os participantes do livro, em Fortaleza e São Paulo, sobre o tema do livro com 84 pessoas em média em cada uma delas, totalizando 420 pessoas.
Inicialmente entendemos que este projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; E também no que ressalta, no Art. 3.°, nos seus incisos : II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; Desta forma apresentamos o livro deste projeto : O livro A Cintilância Espessa de Todas as Coisas (título provisório) celebra a linguagem do desenho na obra do artista visual Rian Fontenele. Com apresentação e aprofundamento do critico, curador e pesquisador Agnaldo Farias, olhamos para a coleção de desenhos como um momento pivô na obra do artista marcada pela austeridade e pela sobriedade de elementos e pela presença de personagens dramatizados, os quais louvam o silêncio e a memória. Ressaltando o mergulho sobre o trabalho processual e investigativo da linguagem do desenho como ato basilar para a construção da narrativa da obra do artista. O silêncio e suas relações socais e de psicologia íntima a partir da apreensão no traço e papel, de forma contundente e clara, de corpos, fauna e flora como resistência, memória e vontade, banhados de luz e cor - encapsulando no azul suas presenças e insurgências. As figuras se encadeiam umas às outras, ambientadas em uma bruma ou na paisagem, em contraluz dura, permanente noturno. Estão envoltas por uma geografia ou vegetação nunca reconhecidas, quase como se fossem colagens de um tempo e espaço indecifráveis, abstraindo-se do mais verossímil como fundo do qual acontecia alguma coisa, da solidão de um corpo narrativo, vestido de si tão somente. Uma coreografia teatral reverenciando o ser subjetivo trágico, frágil e imenso em um realismo onírico e lírico no mergulho irrefreável de nós com nossas próprias multidões e falanges. O silêncio de algazarra de estar consigo. O temor do que nos olha à espreita em cenas de conflito, apaziguamento e festa cercados por matilhas e palavras com apreensão e desejo de liberdade, no cenário pós-pandêmico, o qual o autor de forma persistente reconstrói suas relações pessoais na reinvenção de um novo mundo dilatado e possível. Junta-se ao projeto o renomado escritor Joca Terron, usando como cenário um recorte da coleção de desenhos como um atlas a cartografia geral um recorte dos desenhos múltiplos como base para um conto inédito. O instante e a introspecção literária para o carrossel de imagens em registro, criando um caminho-trajeto sensível como uma das possíveis leituras e compreensão do universo sóbrio e austero das personagens desenhadas. Sobre o artista Rian Fontenele O artista visual Rian Fontenele está em muitos lugares e linguagens, mantendo sua pesquisa, o reconhecimento de uma multiplicidade colocada em ato na revisão de escolhas e tentativas, na busca laboriosa que acontece numa dispersão — rigorosa e vigorosa. No seu processo, não se poderia desenhar, assim, em um trajeto retilíneo. O percurso descontínuo pela pintura, pelo desenho, pela xilogravura, pela, pelo bordado e pela poesia assinala a inquietação errante de um artista que parece saber que não se trata de alcançar um ponto programado ou um objeto final, mas que é no processo mesmo que se permite a abertura de um espaço autoral, gestualidade e fascínio da linguagem e da imagem. Por analogia, parece jazer aí o essencial do movimento de produção de Rian Fontenele: a entrega a uma busca por vezes desconhecida o caminho dessa busca. O vazio é seu ponto de apoio, e é assim que a pluralidade do trabalho de Rian é aqui compilada: trata-se de assinalar a trajetória de um campo de questões que ganha expressão e força em diferentes linguagens. A prática do artista não cessa de lembrar que a mestiçagem de substâncias — tão heterogêneas quanto o são a materialidade do corpo —, a imagem que deste se tem e o verbo nele enxertado, instituem entre corpo, imagem e palavra uma modulação potente que, em meio a tantos azuis, dos noturnos aos pálidos, dos negros a cinzas, aponta para algo que explode e levita em todos os seus processos. Quando escava uma palavra na parede, há algo de clareira e velamento: atividade silenciosa que se revela também na espera da secagem de um quadro, no som do ateliê, no gesto corajoso que contempla a noite, na luz que emana de uma gravura. A obra de Rian não se entrega facilmente; exige contemplação. O mistério que ela porta contrasta com o conhecido do dia e carrega a presença do inefável. Reproduz-se em imagens envolvidas por uma bruma de "silêncio majestoso" . Suas pinturas são marcadas, também, pela presença de um lastro que opera pela síntese. A palavra articulada ao seu trabalho chega como convite à imagem: "a palavra tange a imagem em mim", diz o artista. E cada palavra nos faz mergulhar no silêncio, em um sutilíssimo lugar poético, no despojamento encerrado aí "com as mãos nuas" — como no poema de Orides Fontela que diz que "mãos que desnudam a estrela essencial sem ter piedade do sangue". A dimensão da sua autoria se assinala, então, de forma a rasgar no mundo uma marca, herança da formação em Barcelona, onde estudou gravuras em metal e desenhos japoneses estilo ukiyo-e _ retratos de um mundo que encontra a flutuação na imanência da vida, na beleza feminina, no teatro Kabuki, nas paisagens e nas imagens eróticas. Cada gravura japonesa leva como assinatura um ideograma; a assinatura como um carimbo que condensa em si um gesto de redução essencial: um traço, uma escritura. Se a palavra é um eixo fundamental no seu trabalho, é no momento mesmo em que faz dela uma cena cintilante, em que a imagem resplandece, que o artista compõe figurações onde a luz difusa escorre em composições do vago e do preciso — espaços pelos quais o enigma se condensa e se derrama. Neto e filho de artesãos, Rian encontra seu lugar movente na ideia de várias realidades concretas que se sustentam e se evocam ao mesmo tempo. Uma vida que se suspende para deixar passar outra vida, a qual se desloca seguindo o ritmo do traço, da letra. Nesse alinhavo de tempos, um ponto se destaca; um nó se desata e deixa ver — sobre o papel, na tela ou no corpo — a matéria silenciosa do poema. Palavra como caminho para o corpo. Corpo que começa pelas mãos que desenham com palavras, bordam no exercício dos dias, dando a ver, no tecido do bordado, o corpo que se desfaz à medida que outro se faz na grafia do invisível.
Características Técnicas do Livro Tiragem: 1.000 exemplares Formato fechado: 20x26,5 cm Formato aberto: 42x26,5 cm Miolo: 256 páginas, papel Munken 120 g/m2, impressão 4x4 cores Capa Brochura em papel Masterblank 270 g/m2, impressão 4x4 cores, verniz de proteção, serigrafia Acabamento costurado e colado Shrink individual Provas de cor de todo o livro
No que se refere aos dois aspectos de acessibilidade o projeto realizará : I - no aspecto arquitetônico - o lançamento bem como nas demais atividades deste projeto, serão realizadas em espaço que tenham recursos de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida ou idosas. II - no aspecto comunicacional - no lançamento bem como nas demais atividades deste projeto, haverá tradução em libras.
Em resposta ao que apresenta o Art. 28. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso, no inciso VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. O projeto fará palestras com o tema do livro
Agnaldo Farias - CURADOR Um dos nomes mais importantes no circuito de arte contemporânea no Brasil na área da crítica e curadoria, Agnaldo Farias é professor doutor da FAU-USP — Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, é Curador-Chefe do MON-Museu Oscar Niemeyer em Curitiba e curador da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra – Anozero'19, em Portugal. Internacionalmente, Agnaldo Farias é reconhecido como uma das principais referências sobre arte brasileira, participou como curador da 11ª Bienal de Cuenca, no Equador, curador da representação brasileira na Bienal de Veneza ao lado de Moacir dos Anjos e curador adjunto da 1ª Bienal de Johanesburgo, na África do Sul. Entre outras instituições brasileiras realizou curadoria para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Dragão do Mar, Museu Oscar Niemeyer, Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS e para a Fundação Bienal de São Paulo. Nesta última participou da 16ª e 17ª edições da Bienal de São Paulo, em 1981 e 1983, na seção de cinema da equipe do curador-geral Walter Zanini (1925-2013). Também na Bienal de São Paulo foi o curador da representação brasileira de sua 25a. edição (1992). Curador Adjunto da 23a. Bienal de São Paulo (1996). Volta a Bienal de São Paulo em sua 29° edição em 2010 à convite de Moacir dos Anjos. Atuou como assessor de artes plásticas da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo durante o secretariado de Ricardo Ohtake. Nesse período, também participou como coordenador e curador na primeira mostra Arte/Cidade (Cidade sem Janelas), em 1994, projeto este idealizado e conduzido pelo filósofo Nelson Brissac Peixoto. Recebeu o prêmio "Melhor retrospectiva" da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA, 1994, pela Exposição Nelson Leirner, e o Prêmio Maria Eugênia Franco , da Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA, pela melhor curadoria de 2011. Por fim, Agnaldo Farias é autor dos livros "As Naturezas do Artifício", sobre a obra de Amélia Toledo (São Paulo: Editora W11, 2004); livro "Daniel Senise - The piano factory". Rio de Janeiro: Andréa Jacobsen, 2003, obra indicada para o Prêmio Jabuti 2004, na categoria "Livro de Arte"; livro "Arte brasileira hoje". São Paulo, Publifolha, 2002; livro "La arquitectura de Ruy Ohtake". Madrid, Celeste, 1997. Além destas produções, foi editor e organizador do livro "Bienal 50 anos". São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2002. O autor também publica regularmente artigos e críticas em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, sendo correspondente da revista de arte espanhola "Artecontexto". Joca Reiners Terron - TEXTO CONTO INÉDITO Fundou a editora Ciência do Acidente, pela qual publicou seu primeiro livro de poemas, Eletroencefalodrama (1998). A editora também lançou seu romance de estreia, Não Há Nada Lá (2001, reeditado pela Companhia das Letras em 2011), e seu segundo livro de poemas, Animal Anônimo (2002). Terron publicou os livros de relatos Hotel Hell (Livros do Mal, 2003), Curva de Rio Sujo (Planeta, 2003), e Sonho Interrompido por Guilhotina (Casa da Palavra, 2006), além de Guia de Ruas sem Saída, novela gráfica ilustrada por André Ducci (Edith, 2012). Em 2010, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional pelo romance Do Fundo do Poço se Vê a Lua (Companhia das Letras, 2010). Publicou A Tristeza Extraordinária do Leopardo-das-Neves (Companhia das Letras, 2013), Noite Dentro da Noite (Companhia das Letras, 2017) e A Morte e o Meteoro (Todavia, 2019), entre outros. Seu último romance é O Riso dos Ratos (Todavia, maio de 2021). Rian Fontenele - ARTISTA Texto com referências na justificativa. Luis Carlos Sabadia - RESPONSÁVEL PELO PROPONENTE E PRODUTOR Luis Carlos Beltrão Sabadia, trabalha com gestão cultural, incentivos fiscais à cultura e economia criativa. É gestor de espaços culturais e atua na concepção, viabilização e gestão projetos culturais para instituições públicas e privadas. É formado em administração, pós graduado em gestão cultural e em Gestão e Inovacão em Instituições Culturais. Um dos fundadores da ONG Alpendre, foi consultor do SEBRAE, Diretor de Ação Cultural do Centro Dragão do Mar, e desde 2014 é gestor do Museu da Indústria, uma iniciativa do sistema FIEC através do SESI Ceará. Atua na política cultural em conselhos deliberativos como Conselho Estadual de Políticas Culturais (Governo do Ceará), do Conselho de Administração do Instituto Cultural Iracema – ICI (Prefeitura Fortaleza), e foi da CNIC – Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura). Foi presidente da Câmara Setorial de Economia Criativa – ADECE (Ce), preside a ong IACD e é sócio fundador da empresa Vanguardeiro.
PROJETO ARQUIVADO.