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PRONAC 2314865Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Festival Capital Nativista

CONFRARIA DA PRODUCAO LTDA
Solicitado
R$ 301,9 mil
Aprovado
R$ 301,9 mil
Captado
R$ 1,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
RS
Município
Pelotas
Início
2024-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Porto Alegre Rio Grande do Sul

Resumo

Realizar um festival (não competitivo) de música regional, contendo 05 shows regionais do Rio Grande do Sul.

Objetivos

Objetivo Geral: Realizar a primeira edição do Festival Capital Nativista Objetivos Específicos - realizar 05 shows de música regional/nativista/folclorica gaúcha - realizar duas oficinas de gaita ponto

Justificativa

A música gaúcha é um dos elementos culturais mais distintos e significativos do Rio Grande do Sul. Sua história está intrinsecamente ligada à tradição, ao folclore e à história do povo gaúcho, caracterizado por sua herança cultural. É uma expressão artística que transcende o mero entretenimento, sendo profundamente enraizada na identidade cultural deste Estado. Ela se destaca como uma forma de folclore vivo e autêntico, retratando os costumes, a história e o modo de vida do povo gaúcho. Diferente de qualquer outro gênero musical produzido no Brasil, a música gaúcha é singular em seu linguajar que é típico, com expressões e termos que são únicos para os gaúchos. As letras nas canções abraçam o vocabulário e as nuances do dialeto local, transmitindo a riqueza da nossa língua. Também se faz única em sua temática, pois as músicas frequentemente exploram temas relacionados à vida no campo, às tradições gaúchas, à lida campeira, ao amor, à natureza exuberante e à história do Estado. As canções servem como uma crônica viva das experiências e da identidade do povo daqui. E ainda chama atenção pela sua instrumentação única, incluindo instrumentos tradicionais como o violão, a gaita-ponto, o acordeom e o bombo leguero, além dos ritmos: vaneira, chamamé, milongas, chamarritas, rancheiras, o exclusivamente gaúcho "bugio", e ainda alguns "emprestados" da região do prata _ tão parecidos conosco em seus costumes, vestimentas, e músicas _ como a zamba e a chacarera. Esses elementos contribuem para a sonoridade distintiva desse gênero musical. Nos festivais de músicas regionais nativistas encontramos um espaço fundamental para a promoção e preservação desse gênero musical, e aqui no Estado eles são muitos! Um dos marcos iniciais dessa história foi a "Califórnia da Canção Nativa", que teve início em 1971 em Uruguaiana. Este evento pioneiro marcou o início da era dos festivais de música gaúcha e incentivou a composição de canções que retratavam as paisagens e as experiências do Rio Grande do Sul. Músicos como Lupicínio Rodrigues, Teixeirinha, César Passarinho se destacaram nesse período. Na década de 1970, o Festival de Música Nativista de Santa Rosa e o Festival de Peões de Osório ajudaram a consolidar a música gaúcha como um gênero respeitado. Artistas como Noel Guarany e Luiz Marenco emergiram como ícones. Os festivais se tornaram uma vitrine para a descoberta de novos talentos. Jovens músicos e compositores têm a oportunidade de apresentar suas criações e competir com artistas mais estabelecidos, o que contribui para a renovação constante do gênero. Hoje, os festivais de música gaúcha continuam a prosperar, e o gênero permanece uma parte vibrante e essencial da cultura do Rio Grande do Sul. Eles mantêm acesa a chama da tradição e da inovação, enriquecendo a herança musical do Estado e fortalecendo a identidade cultural dos gaúchos. Porém, estes são eventos únicos e competitivos, que expõem composições inéditas. Nos dias atuais, observamos a crescente influência de outros estilos musicais, como o sertanejo, pagode ou funk, por exemplo, que, embora tenham seu próprio mérito, às vezes obscurecem a música gaúcha, assim como outras regionalidades do país. Nas rádios, programas que ainda veiculam músicas tradicionalistas estão cada vez mais escassos. Programas de televisão quase inexistentes e fora de horários de massa _ exemplo é o clássico Galpão Crioulo, exibido desde 1982 na RBS TV (filiada local da Rede Globo), porém hoje fica limitado semanalmente às 6h de domingo. Nos próprios eventos carcaterísticos da região, como feiras do agronegócio, já têm suas programações culturais lotadas de shows sertanejos nacionais, não evidenciando a parte cultural e regional gaúcha, que tanto fala daquilo que esses homens do campo ainda vivem. Nossos artistas ficam fadados a baixos cachês e espaço em bares, apenas. Ou seja, aquilo que é produzido e mostrado nos palcos dos festivais, não tem espaço para chegar ao público, no restante das mídias e eventos no Estado, não tem espaço para difundir e perpetuar. Pensando nisso, a exemplo de outros grandes eventos que exaltam outros estilos musicais em todo o país, resolvemos criar um grande festival não competitivo para exaltar a música regional folclorica e nativista do Rio Grande do Sul. Apresentamos, então, o Festival Capital Nativista. Nesta primeira edição, pretendemos locar um espaço para shows na capital do Estado _ Porto Alegre - onde já tenhamos boa parte da estrutura pronta: a locação do espaço já compreende palco, sonorização, iluminação, paineis de LED, além de equipe de limpeza. Na programação, pretedemos oferecer 05 shows de artistas regionais ainda a escolher _ porém respeitando o limite de cachês por banda/pessoa conforme instrução normativa. Temos, em média, R$ 13.000,00 por cachê, o que cobre provavelmente mais de 90% dos cachês praticados pelos artistas e suas bandas no Estado. A escolha desses artistas será feita em pesquisa após aprovação do projeto, de acordo com a agenda de nossas opções. O evento contará com venda de ingressos, respeitando o art. 27 da normativa vigente. Os ingressos serão vendidos de forma online, em sites habituais do ramo, além da distribuição gratuita conforme plano de distribuição. A música gaúcha não é apenas uma forma de entretenimento, mas também um veículo para transmitir a história, a cultura e o orgulho dos habitantes daqui. Ao longo dos anos, ela evoluiu e se adaptou, refletindo as mudanças na sociedade e nas influências externas, mas sempre mantendo suas raízes culturais sólidas. Nossa música pode ser considerada um elemento essencial do folclore do Rio Grande do Sul, pois desempenha um papel fundamental na preservação e na transmissão das tradições culturais e históricas da região. Ela serve como um veículo que conecta as gerações, mantendo vivas as raízes do povo gaúcho e reforçando o sentimento de pertencimento à sua terra. Em suma, a música gaúcha é um patrimônio cultural precioso do Rio Grande do Sul, e sua preservação e promoção são vitais para a identidade do Estado. A realização de eventos não competitivos que destaquem a música nativista e regional é uma maneira essencial de manter viva essa tradição, restaurando seu lugar de destaque na cena musical, à medida que a cultura regional evolui e enfrenta novos desafios. Queremos promover um ambiente para se cultuar a música regional e nativista gaúcha. Um espaço onde as pessoas possam se encontrar, conviver, aproveitar, absorver a nossa regionalidade, aumentar o sentimento de pertencimento e identidade do nosso público com suas tradições. Este projeto tem um papel crucial a desempenhar, não apenas para promover os artistas locais, mas também para reconectar o público com suas raízes culturais. Ele atuará como um catalisador para uma apreciação mais profunda da música gaúcha, destacando seu valor único e sua contribuição para a identidade regional. Continua em "outras informações"...

Estratégia de execução

(Continuidade da justificativa): Este projeto se enquadra no art. 1º da Lei 8313 nos incisos: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Também atende o art. 3º em: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;

Acessibilidade

No quesito de acessibilidade arquitetônica, o local de realização possui todas as medidas necessárias para o acesso ao público, como rampas, banheiros adaptados, etc. No quesito de acessibilidade de conteúdo, haverá tradução em libras para todos os shows. Para pessoas com deficiência intelectual, a linguagem tanto da comunicação tanto da apresentação no evento será simples e objetiva. Cores com contraste e fontes básicas serão preferenciais para facilitar a comunicação e ajudar a compreender o conteúdo nos materiais de divulgação. Materiais como vídeos teasers também serão utilizados e são facilitadores à compreensão também. Haverá ainda uma acessoria especializada em audiodescrição para atender os invisuais. Lembramos que não há parte cênica em nenhum dos shows, o que facilita o acompanhamento do público invisual ou com visão parcial. Ações de contrapartida social: As oficinas serão levadas diretamente às escolas públicas, o que assegura a acessibilidade arquitetônica, uma vez que as mesmas já devem ter-se adaptado à estas condições para receber seus alunos. As oficinas contarão também com a tradução em libras e a assessoria em audiodescrição.

Democratização do acesso

O plano de distribuição do projeto já obedece as medidas previstas no art. 27 da Instrução normativa: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. Sobre o art. 30 da IN nº 11/2024, será adotada no projeto: V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; - através das oficinas de gaita ponto, esclarecidas no campo "Descrição das atividades".

Ficha técnica

PRODUÇÃO ADMINISTRATIVA E EXECUTIVA - CONFRARIA DA PRODUÇÃO (proponente) Currículo do proponente anexado nos documentos pertinentes. Rubrica de produção executiva listada nos itens da planilha orçamentária, e produção administrativa será remunerado através do item custos administrativos do projeto. ARTISTAS REGIONAIS – à definir Assim que decididos, serão informados ao Minc através de readequação de ficha tecnica, trazendo seus currículos e demais informações necessárias. RICARDO COMASSETTO - OFICINEIRO Músico, instrumentista e arranjador, natural de São Luiz Gonzaga. Começou sua carreira profissional aos 17 anos de idade. É participante ativo de festivais e já obteve premiações na maioria deles. Já atuou nos países do prata, oportunidades em que, nos anos de 2009, 2010 e 2015 e participou do maior evento de chamamé da Argentina. No ano de 2014, foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música, na categoria instrumentista. Em agosto de 2017, lança seu primeiro disco, chamado “Genuíno”. Por seu destacado ano em 2017, entre festivais e seu primeiro trabalho solo, conquista o prêmio de “Melhor Gaiteiro/Instrumentista” de 2017, através de votação popular promovida pelo Repórter Farroupilha Giovane Grizotti pelo Portal G1.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.