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Montagem e temporada do espetáculo "Habitando o Tempo", baseado no livro da homônimo da escritora Marília Guimarães, na cidade do Rio de Janeiro. A presente proposta conta ainda com uma oficina formativa cultural totalmente gratuita e palestras.
"Habitando o Tempo" é uma peça que traz à tona as memórias de Marilia Guimarães, uma ex-guerrilheira engajada na luta contra a ditadura militar nos anos de chumbo no Brasil, sua fuga do país e seus anos de exílio em Cuba. Suas reflexões, dores e angústia, bem como as situações que as causaram, são apresentadas em um paradoxo que envolve também as alegrias, as saudades dos amigos e a vivência com as maiores personalidades revolucionárias do século XX. Num paralelo entre o passado, o presente e o futuro, nesse monólogo, a atriz interage com inteligência artificial, hologramas e projeções. Classificação indicativa etária: 14 anos
OBJETIVO GERAL: A presente proposta tem como objetivo a realização da montagem e temporada do espetáculo "Habitando o Tempo", baseado no livro homônimo da escritora Marília Guimarães, que conta a história de pessoas que souberam ser solidárias e que ousaram viver e amar a partir de valores inegociáveis, fomentando, assim, o enriquecimento cultural dos espectadores cariocas. Além disso, a aproximação com o público será maior devido ao projeto de acessibilidade e democratização do acesso, incentivando a formação do novo público teatral, possibilitando ainda mais o teatro como lugar de debates e lugar de visita ao passado para a construção do futuro. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Realizar 32 (trinta e duas) apresentações na cidade do Rio de Janeiro;- Realizar TODAS (12) as apresentações com tradução simultânea em libras a fim de contemplar o público com deficiência auditiva no Rio de Janeiro;- Destinar 20% do total de ingressos para distribuição gratuita à população (para alunos da rede pública de ensino, ONGs, associações de crianças e de portadores de necessidades especiais);- Como contrapartida social, oferecer e realizar 4 (quatro) palestras totalmente gratuitas para alunos da rede pública de ensino;- Realizar 8 (oito) bate-papos após sessões do espetáculo.
Habitar um tempo em que os sonhos e as grandes narrativas ainda eram possíveis deixa marcas? Como uma mulher que lutou em nome da solidariedade sobrevive em um mundo marcado pelo egoísmo? Qual o diálogo possível entre uma jovem disposta a tudo para construir um Brasil melhor e uma mulher madura que vê, em meio à inércia da sociedade brasileira, o crescimento de movimentos neofascistas? A proposta da peça é teatralizar e permitir a reflexão sobre as tensões e as emoções que existem em razão de um passado que nunca foi satisfatoriamente elaborado. Busca-se, assim, especular se os sonhos daqueles que acreditavam no "fim da exploração do homem pelo homem" ainda têm algo a ensinar às pessoas marcadas pela desesperança que caracteriza o presente, abrindo um campo de discussão sobre o autoritarismo e a opressão no Brasil, expandindo o imaginário democrático e ajudando a reconfigurar as subjetividades empobrecidas em razão do mantra neoliberal de que "não existem alternativas ao atual estado das coisas". A peça, baseada no livro da escritora Marília Guimarães, que participou de um grupo armado de resistência à ditadura militar brasileira, não se resume à narrativa das aventuras de uma jovem que sonhava transformar o mundo e construir uma sociedade mais igualitária no Brasil, em meio a uma quadra histórica marcada por um golpe de Estado, pela eliminação física dos opositores e pela fome de ampla parcela da população, mas também apresenta histórias e reflexões sobre o trauma do exílio, os movimentos culturais e artísticos que nasceram na América Latina, a revolução sexual e o retorno dos movimentos de extrema-direita em todo o mundo. A perseguição no Brasil, a prisão de seu marido, os preparativos e o seqüestro do avião que levaria a narradora e seus filhos até Cuba, as experiências do exílio, o contato com revolucionários, amantes, intelectuais e traidores que passaram pela ilha caribenha, o retorno do conservadorismo e a situação do Brasil atual são elementos que integram uma peça que coloca, frente à frente, as certezas da jovem e as dúvidas de sua versão mais velha. A peça revela duas vozes que marcam o encontro do passado, do presente e das condições de possibilidade do futuro. Duas narradoras, que são e, ao mesmo tempo, não são a mesma personagem, com suas vivências, histórias, sonhos, desejos e visões de mundo, na qual o presente e o passado se deixam habitar ao mesmo tempo em que o pensamento reflexivo exposto parece sempre apontar para o futuro. Esta montagem conta ainda com plano de divulgação, democratização e acessibilidade visando alcançar sempre mais público, não sendo possível sua realização com recursos próprios. Assim, incentivando a economia criativa nacional, colabora para a valorização da arte e da cultura, além de fomentar a geração de empregos diretos e indiretos. Dessa forma, seguindo as diretrizes do Art.1 da Lei 8313/91, a presente proposta irá: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Se enquadrando ainda nos seguintes incisos do Art. 3 da mesma: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Não se aplica.
Não se aplica.
De acordo com o Art. 25 da IN n°1 de 2023, a proposta cultural tem Plano de Acessibilidade que garante: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: A escolha do teatro para execução deverá seguir as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência física e idosos, com rampas de acesso, banheiros com acessibilidade, assim como local apropriado para a sua acomodação na plateia, portas com largura adequada para passagem de cadeira de rodas e funcionários capacitados para atender adequadamente os portadores de necessidades especiais (conforme a Lei nº 13.146, de 2015). Acessibilidade para deficiente visuais: Em todas as publicações nas redes sociais, serão incluídas legendas descritivas das imagens contendo a hashtag "#pracegover" ou similares. Haverá QR code com link contendo vídeo da peça com audiodescrição. Acessibilidade para deficientes auditivos: Duas sessões com tradução simultânea em libras. CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: A escolha do teatro para execução deverá seguir as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência física e idosos, com rampas de acesso, banheiros com acessibilidade, assim como local apropriado para a sua acomodação na plateia, portas com largura adequada para passagem de cadeira de rodas e funcionários capacitados para atender adequadamente os portadores de necessidades especiais (conforme a Lei nº 13.146, de 2015). Acessibilidade para deficientes visuais: Material descritivo se necessário. Acessibilidade para deficientes auditivos: Intérprete de libras em uma palestra.
Seguindo o Artigo 27° da IN n°1 de 2023, o Plano de Distribuição conta com 10% do total de ingressos destinados exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social por meio do contato com ONGs ou projetos sociais e mínimo de 20% para comercialização a preços populares que não ultrapassem o valor do Vale-Cultura. PRODUTO CADASTRADO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS De acordo com o Artigo 28° da IN Nº1 de 2023, a proposta cultural prevê: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; PRODUTO CADASTRADO: CONTRAPARTIDA SOCIAL VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;
Nome: Janaína Souto (Janaina Cardoso Souto dos Santos) Função: Coordenação Geral OBSERVAÇÃO: As rubricas destinadas ao proponente são as de número x x x da planilha financeira. Currículo: Janaina Souto é produtora cultural desde 1997 com ampla e intensa atividade profissional, com êfase na conexão de múltiplos fazeres e plataformas culturais: teatro, cinema, vídeo, moda, shows, eventos, carnaval, samba, moda, gospel, ação social, gestão privada e pública, ensino e formação de artistas, comunicação e elaboração e implantação de projetos culturais. Em 2016, criou a Vibe Agency, através da qual ampliou suas ações no âmbito da cultura. Sua trajetória incluiu a realização de grandes eventos e articulação com a sociedade. A proposta apresentada neste edital - Mapa Cultural de Vila Isabel, é fruto de sua atuação visando conectar os fazedores de cultura da região e dialoga com a vocação e as perspectivas de desenvolvimento previsto no Plano Diretor da Cidade para o bairro de Noel Rosa, Martinho da Vila, Unidos de Vila Isabel e que tem uma tradição democrática e libertária que é contada nas calçadas musicais e ruas com nomes de personalidades da luta abolicionista no país. Nome: Miwa Yanagizawa Função: Diretora Currículo: Vencedora do Prêmio Shell de Melhor Direção por "Nastácia" (RJ, 2019). Recentemente, dirigiu a peça "Iago" (indicada ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2019), supervisionou trabalhos do Grupo XIX e do Teatro Kunyn (SP). Dirigiu "Breu" de Pedro Brício: Prêmio "Questão de Crítica" de Melhor Espetáculo e Melhor Iluminação. Foi indicado no mesmo prêmio como Melhor Direção, Autor e Cenografia. Miwa assinou a cenografia de "Breu" em parceria com Aurora dos Campos. Além de atuar no espetáculo "Nada", assumiu a direção em parceria com Adriano e Fernando Guimarães. Dirigiu o espetáculo da Cia Pequod , "A tempestade de Shakespeare", junto com Miguel Vellinho. Co-dirigiu "Rock Antygona" e "Laranja Azul", com Guilherme Leme; "Dois Cavaleiros de Verona", com Guti Fraga e "Dom Quixote de La Lapa", do Grupo Nós do Morro. Integrante da Cia Teatro Autônomo há 15 anos, participou como atriz dos espetáculos "Nú de mim mesmo"; "Deve haver algum sentido em mim que basta"; entre outros. Nome: Silvio Batistela e Sérgio Saboya (Galharufa Produções) Função: Diretor de produção Currículo: Durante seus 22 anos de carreira, criaram inúmeras parcerias com artistas com os quais desenvolveu projetos de artes cênicas, entre eles Guilherme Leme Garcia, Vera Holtz, Denise Stoklos, Angela Vieira, Luiz Melo, entre tantos outros; projetos que se apresentaram por todo o Brasil, através de patrocínios de empresas como a Oi, o Banco do Brasil, a Petrobrás, os Correios, etc. Realizou a direção de produção de algumas companhias cariocas mais importantes brasileiras: como Cia. Teatro Autônomo de 2004/08 com os espetáculos: “uma coisa que não tem nome (e que se perdeu)”, “deve haver algum sentido em mim que basta”, “e agora nada é mais uma coisa só” e “nu de mim mesmo”; a Cia PeQuod de 2007/12 com os espetáculos: “Filme Noir” Turnê na Espanha , “PeerGynt” , “Lampião”, “Marina” e Marina a sereiazinha”; o Amok Tetro de 2007/11, com os espetáculos: “O Dragão” e “Kabul” e a Cia Carroça de Mamulengos de 2007/ 14 com os espetáculos: “Historias de teatro e circo”, “Felinda” e “Pano de Roda”. É até hoje representante da Cia. franco-brasileira Dos à Deux onde produziu os espetáculos:“Auxpieds de La Lettre”, “Saudade em terras d’agua” – 2005/06 Tournée Brasil (Percorrendo 16 Estados e 32 cidades – 2008), Fragmentos do Desejo, “Ausência” – Cia Dos à Deux, com o ator Luís Melo e “Irmãos de Sangue” 2014/15 e “Gritos” 2016/17. Estes três últimos espetáculos continuam circulando pelo Brasil. Nos últimos três anos, espetáculos foram premiados e aclamados pela crítica e publico no Rio de Janeiro: GRITOS, da Cia Dos à Deux; TOM NA FAZENDA, direção Rodrigo Portella; e TEBAS LAND, dir. Victor Garcia Peralta. Idealizaram três projetos de continuidade que vêm se desenvolvendo a cada ano de trabalho. São eles: Seleção Brasil em Cena, desde 2016 – 8 edições, Cena Brasil Internacional - desde 2012 – 7 edições, e Mostra Internacional Cena Brasil, desde 2013 – 3 edições, em Avignon, França e Edimburgo, na Escócia. Nome: Rubens Casara Função: Roteirista Currículo: Escritor e juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Pós-Doutorado em Ciência Política pela Universidade Paris X, Doutor em Direito pela UNESA, Mestre em Ciências Penais, Professor Universitário e autor de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior, com destaque para: 1 – Interpretação retrospectiva: sociedade brasileira e processo penal (Rio de Janeiro, 2004); 2- Mitologia processual penal (São Paulo, 2017); 3- Estado pós-democrático: neo-obscurantismo e gestão dos indesejáveis (Rio de Janeiro, 2017). 4 – Sociedade sem lei: pós-democracia, personalidade autoritária, idiotização e barbárie (Rio de Janeiro, 2018). 5 – Contra a miséria neoliberal (São Paulo, 2021). 6 – Bolsonaro: o mito e o sintoma (São Paulo, 2020). 7 – Processo Penal do espetáculo (Florianópolis, 2018). 8 – Um fascista no Divã (São Paulo, 2021). 9 – A era pós-democrática (Porto, 2019). 10 – El estado post-democratico (Valencia, 2018). 11 – Estado posdemocrático, neoliberalismo y gestión de los inseseables (Havana, 2018)
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.