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Este projeto tem como objetivo a realização da Cavalhada e Festa de Nossa Senhora de Nazareth, em Morro Vermelho, distrito de Caeté/MG, cujas características locais são semi-rurais e o acesso ainda é feito por estrada de terra. A Cavalhada é um espetáculo cênico-musical que colabora para a manutenção e consequente preservação de um conjunto de tradições da identidade cultural regional, e para a reafirmação dos laços comunitários locais.
Histórico e sinopse da Cavalhada e linguajar dos fogos de artifício: A corrida da Cavalhada – Por volta do meio dia, os mascarados, também conhecido como os “Bandos” realizam seu último desfile pelas ruas históricas de Morro Vermelho. Eles simbolizam o mal da cultura pagã que assombra a comunidade. À noite, o sino imperial, doado por Dom Pedro II, repica pedindo bandeira. Também neste instante, foguetes de rabo (de vara) do tipo “treme terra” riscam e rasgam o céu, elucidando a antiga forma de comunicação entre fogueteiros para “pedir bandeira” (linguajar dos fogos de artifício). Próximo ao largo, no final da Rua de Baixo, os cavaleiros mouros e cristãos se aproximam da casa onde está acolhida a bandeira. Após experimentar seus animais para saber qual dupla vai aceitar a bandeira, sendo assim, escolhidos para conduzi-la, é chegada a grande hora! Neste momento, é ateado fogo em girândola de fogos de artifício que produzem grande clarão no céu ajudando a quebrar a noite e a estremecer o vale onde se encontra o distrito. A partir deste instante a Cavalhada começa a se locomover em direção ao adro da Igreja Mãe, a Matriz. Portando bastões incandescentes também conhecidos como “chuva de prata” ou “bengalas”, o cortejo segue conduzindo a bandeira de Nossa Senhora de Nazareth por entre aclamações e fogos de artifício cruzando o céu. Ao adentrar no adro da Matriz, é calorosamente recebida por fogos de artifício, repique de sinos, aplausos, saudações de “Viva Nossa Senhora de Nazareth” e execução do hino nacional brasileiro. Depois de levantado o mastro, ocorre o trançar de fitas, diferentes evoluções dos cavaleiros e ao final, a despedida com lenços brancos. Todo o evento é acompanhado por músicas próprias. A Cavalhada de Morro Vermelho é única em seu gênero por encenar um diálogo de paz e conversão, diferentemente das outras cavalhadas, que reprisam a guerra entre mouros e cristãos. Foi fundada em 07 de setembro de 1704 junto com a banda Santa Cecília de Morro Vermelho, considerada a mais antiga de Minas Gerais. O linguajar dos fogos - Em agosto do ano 2000, foi instituído o registro de bens culturais imateriais no Brasil, ou seja, os saberes, as celebrações, formas de expressão e lugares onde ocorrem estas práticas. Um dos exemplos mais conhecidos de registro é o do “toque dos sinos e ofício de sineiros” pesquisado em algumas cidades históricas de Minas. Em Morro Vermelho, distrito de Caeté, em 2017 foi realizado um estudo inédito no país destinado a reconhecer, valorizar e proteger o “linguajar dos fogos de artifícios”, ou seja, a “comunicação não verbal” realizada a pelo menos três séculos entre fogueteiros durante a Festa e Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth. O resultado desta ação foi o registro da tradição como patrimônio imaterial municipal. No mundo barroco, os fogos sempre estiveram presentes em grande parte das festas religiosas e régias (da monarquia) destinadas a causar nos devotos e súditos, verdadeiro deslumbramento e emoção diante das comemorações muitas vezes requintadas, ruidosas e monumentais, como ocorre durante a Festa e Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth desde 1704 no Morro Vermelho. Histórico e sinopse das festividades: A história do culto a Nossa Senhora de Nazareth, teria sido introduzida na região de Morro Vermelho por volta do ano de 1700, quando teria sido edificada uma capela substituída por uma maior em 1713. Desde então, inúmeras práticas culturais e manifestações de fé passaram a ser desenvolvidas. Muitas destas heranças atravessaram os séculos e chegaram ao tempo atual, sendo exemplo disso: as cerimônias orquestradas em latim a partir do refinado repertório barroco guardado pela comunidade através de sua banda de música e orquestra. Outro importante aspecto é a decoração dos andores para o préstito dos padroeiros, cuja produção e requinte dos ornatos, produzem uma releitura interessante dos trabalhos realizados por antigos mestres do barroco e de seus trabalhos sobre a madeira, desta vez utilizando materiais e técnicas contemporâneas. A este universo, podemos ver manifestações associadas à moda a partir da recorrente troca das vestes de imagem sacra; mostra da gastronomia e a preservação de antigas receitas locais, também associadas à festa; a preservação de ofícios mantidos por mestres para a confecção de velas artesanais; corte, costura e tingimento de fitas; confecção de arcos para circo e adereços para a passarela, entre outros. Material de divulgação: programa das festividades Sinopse - Nos últimos anos, o programa impresso passou de um conteúdo unicamente com informações relacionadas aos locais e horários de ocorrência dos eventos, para um instrumento mais completo, dinâmico e colecionável. Passou a adotar a proposta de revelar as múltiplas faces das festividades, que precisam ser mais bem enxergadas, compreendidas e preservadas. São exemplos: mestres e ofícios, saberes e fazeres herdados, entre outros.
OBJETIVO GERAL: Preservar e salvaguardar a Cavalhada e Festa de Nossa Senhora de Nazareth no distrito de Morro Vermelho, no Município de Caeté/MG, assegurando o conhecimento e o a continuidade geracional dessas expressões tradicionais. Objetivos específicos: Realizar a Cavalhada e Festa de Nossa Senhora de Nazareth no distrito de Morro Vermelho, no Município de Caeté/MG, caracterizada como espetáculo cênico-musical que acontece há mais de três séculos, ininterruptamente, sendo considerada uma das mais tradicionais e antigas do Brasil, registrada como Patrimônio Imaterial. Trata-se de uma tradição de caráter ibérico com traços das identidades populares brasileiras. A Cavalhada de Morro Vermelho encena um diálogo de paz e conversão, tendo sido fundada em 07 de setembro de 1704 junto com a banda Santa Cecília de Morro Vermelho, considerada a mais antiga de Minas Gerais. A Festa de Nossa Senhora de Nazareth, que abriga a Cavalhada, contempla desfiles de mascarados ao longo do mês de agosto, missas, terços e novenas comunitárias, ensaios abertos da banda e do espetáculo no adro da Capela do Rosário. PRODUTO PRINCIPAL - Espetáculo cênico-musical: Realizar a Festa de Nossa Senhora de Nazareth no distrito de Morro Vermelho, com duração de 9 a 14 dias, contendo: 1 montagem e apresentação do espetáculo cênico-musical da Cavalhada, com participação de cavaleiros encenadores e da banda de música Santa Cecília; 1 desfile de bandos de mascarados durante o mês que antecede a festa pelas ruas da comunidade do Morro Vermelho; 1 ensaio aberto da banda de música Santa Cecília; 1 ensaio aberto da Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth; As atividades religiosas populares como missas, novenas, procissões e terços comunitários são realizadas com recursos próprios, ainda que vinculadas à Festa, sendo que as celebrações fazem parte do conjunto de expressões da Cavalhada, registrada como Patrimônio Imaterial em âmbito municipal e estadual. Público estimado: 1.500 pessoas
As Cavalhadas são representações teatrais com base na tradição ibérica, tendo sido incorporadas às festas brasileiras. Elas representam torneios medievais, em especial os corridas dos séculos VIII e IX, tendo como centrais as personificações de povos cristãos e mouros montados a cavalo. No distrito de Morro Vermelho, o folguedo teve início no ano de 1704, no adro da Igreja de N. Sra. de Nazareth, e a encenação transcorre como parte das atividades da Festa de Nossa Senhora de Nazareth, complementada por desfiles de mascarados, procissões, novenas, terços e missas festivas. Toda a comunidade participa da Festa, seja na sua preparação e ambientação com os tradicionais arcos, na produção de quitandas, bem como participando nos coros e orquestras. O espetáculo contém beleza cênica e atuação direta de músicos e cavaleiros que narram a história. Haja vista a antiguidade e importância histórica do conjunto de manifestações que compõem a Cavalhada e Festa Nossa Senhora de Nazareth, foi possível que o bem cultural alcançasse nos últimos tempos reconhecimento nacional e internacional, no entanto, a população local tem experienciado o êxodo rural. Esta realidade tem dificultado sistematicamente a transferência do conhecimento, a formação de novos mantenedores, em especial, a arrecadação de fundos para realização dos festejos tradicionais. Sem outras fontes de receita, a comissão organizadora não consegue cumprir seu papel de forma desejada na realização, manutenção e preservação da Cavalhada e Festa. A Cavalhada e Festa de Nossa Senhora de Nazareth é registrada como patrimônio imaterial do Município de Caeté/MG: inscrição nº 001, no livro de registro das celebrações, decreto municipal nº 161 de 14 de setembro de 2009. O antiqüíssimo linguajar dos fogos, que não é especificamente um show pirotécnico, é registrado como patrimônio imaterial do Município de Caeté/MG: inscrição nº 004, no livro de registro das celebrações, decreto nº 68/2019. Este patrimônio registrado está centrado em códigos e formas de diálogo entre fogueteiros, conhecimentos passados de geração em geração, formas e momentos de acionamentos dos dispositivos, tipos de dispositivos e significados. Esta manifestação foi apresentada durante simpósio realizado pela Universidade Federal de Viçosa em 2019 e é parte fundamental do espetáculo e experiência da Cavalhada. Esta proposta atende o Art. 1º da Lei 8313/91, Incisos: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. E em relação ao Art. 3º da Lei 8313/91, atende: II-fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore e III- preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção das tradições populares nacionais.
1. O proponente desempenhará as funções de coordenação geral e gestão administrativa-financeira. 2. Como a "Festa e Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth" são registradas como "patrimônio imaterial do Município de Caeté" em Minas Gerais, bem como, o "Linguajar dos fogos de artifício" - é comum durante a ocorrência dos eventos, a participação de funcionários da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio do Município e também de Membros do Conselho Municipal do Patrimônio Natural e Cultural de Caeté a fim de analisar o cumprimento das medidas de salvaguarda previstas. 3. Tem sido solicitado, pelos órgãos públicos de fiscalização e meio ambiente, laudo contendo resultado de diagnóstico das condições dos cavalos que participam da Cavalhada. Incluímos item orçamentário para tal necessidade. 4. Cabe ressaltar o espetáculo é composto por diversas expressões ao longo dos meses de agosto e setembro, e que o projeto é voltado especificamente para a montagem, preparação e apresentação das atrações de caráter cultural. O projeto não realiza pagamento por serviços e materiais para fins estritamente religiosos, sendo a Cavalhada uma festa do Patrimônio Cultural Imaterial. A apresentação da Cavalhada é cerne de toda a Festividade de Nossa Senhora de Nazareth, e para onde convergem inúmeras práticas culturais e cênicas a exemplo dos “bandos ou mascarados” que precisam desfilar em cortejo nos domingos do mês de agosto fantasiados e ao som de músicas (caixas e/ou tambores). Possuem relação direta com a apresentação cênica da Cavalhada, que representa o final das guerras e o diálogo de paz entre mouros e cristãos. Em paralelo a este universo, a Banda Santa Cecília executa músicas típicas e provenientes de repertório próprio do século XVIII local; o linguajar dos sinos; o linguajar dos fogos; entre outras inúmeras manifestações que associadas umas a outras formam a trama que compõem as festividades e se estendem ao longo de um período. É como se fosse uma apresentação em vários atos, com intervalos, troca de cenários e personagens de uma peça complexa e envolvente na qual, nenhuma parte faz sentido sem a outra. Em suma, trata-se de uma evento/obra barroca tridentina cujo texto utilizado entre os embaixadores, também pode ser inscrito como uma das “artes literárias” de época sobrevivente no século XXI. Segue link para documentário sobre a Cavalhada: https://www.youtube.com/watch?v=Uwi0yzGwO7E&t=4s
Não se aplica.
ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: Locação de banheiro adaptado para pessoas com deficiência. Acessibilidade para deficientes visuais: O espetáculo é feito com narração em áudio das cenas, sendo que o diálogo entre os cavaleiros conta a história que se desenrola. Acessibilidade para deficientes auditivos: Programa impresso contendo toda a programação e textos descritivos do conteúdo do espetáculo. Como se trata de uma festa de tradição popular com mais de 300 anos de existência, todo o espetáculo é compreendido na encenação dos cavaleiros, que representam não apenas nas falas mas nos gestos a história que se desenrola. Outros: Não há restrição para visualização do espetáculo por pessoas com deficiência intelectual ou cognitiva, sendo que ele ocorre em praça pública.
1. Durante as festividades, não existe venda de ingressos, ou seja, é permitido o livre acesso da população à todas as atividades e apresentações, sem que haja distinção de público por se tratar de um espetáculo/festa popular tradicional. 2. Bombeiros civis e auxiliares de trânsito e disponibilização de UTI móvel com médico e enfermeiro, para garantia do acesso às áreas dos festejos e segurança do público. Em atendimento ao Art. 28 da Instrução Normativa nº 01/2023 do Ministério da Cidadania, propomos as seguintes medidas de ampliação do acesso: "V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos"; "VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos,estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas", sendo: ensaios abertos da banda de música Santa Cecília no mês que antecede ao evento; e ensaios abertos da Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth no mês que antecede ao evento.
Associação Cavalhada Nossa Senhora de Nazareth (proponente) - função: coordenação geral e gestão físico-financeira A cavalhada foi fundada em 1704, sendo que em 1977 adquiriu personalidade jurídica como associação. Desde então, vem atuando na organização do evento anualmente, além de contribuir com a organização comunitária local. Sociedade Santa Cecília - função: banda de música local Foi criada na mesma data que a Cavalhada com a função de executar músicas típicas para evolução dos cavaleiros e suas embaixadas. No século XX, ampliou seu repertório e participação, apresentando-se também em outras ocasiões/eventos. Atualmente é composta de aproximadamente 30 músicas da comunidade e em união com o coral local, forma a Orquestra Santa Cecília executando refinada música sacra colonial dos séculos XVIII e XIX. Lira Cultura - função: apoio administrativo para execução do projeto A Lira Cultura atua em produção cultural e editorial, com ações de pesquisa, artes, história, antropologia, patrimônio imaterial e ambiental. Edita a revista Manzuá, do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, em parceria com o Instituto Rosa e Sertão, com temáticas relacionadas à cultura, natureza, arqueologia, economia local, história e pensamento sobre o sertão norte-mineiro, desde 2016 (www.manzua.eco.br); Realizou a coordenação da cartografia Seres-rios (seresrios.org/cartografia) de iniciativas e experiências comunitárias em torno das três bacias – Doce, Jequitinhonha e São Francisco – que expressam formas de organização, de luta em defesa das águas e dos territórios em 2021; Realizou a coordenação e produção executiva da Imersão Grande Sertão, realizada no Sesc Palladium, Belo Horizonte, 2018; Produtora executiva da circulação de aulas espetáculo do compositor Antonio Madureira (PE) em 2016 e 2018; Produtora da série de concertos “Ilumiara e os Cantos de Trabalho” em 8 espaços culturais de Belo Horizonte em 2018 e pela CAIXA Cultural SP em 2016; Coordenação executiva do Festival Internacional de Música Histórica, desde 2015 em Diamantina (musicahistoricadiamantina.com.br); Concepção e gestão executiva do projeto de restauração do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de Mesquita (séc. XVIII) da Igreja Nossa Senhora do Carmo de Diamantina/MG, inaugurado em 2014.
Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.