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PRONAC 2316749Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

RESTAURAÇÃO DO COMPLEXO FERROVIÁRIO DE PINDAMONHANGABA - SP

INSTITUTO DE CULTURA DEMOCRATICA - ICD
Solicitado
R$ 6,07 mi
Aprovado
R$ 6,07 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Projetos executivos para bens imóveis tombados
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Patrimônio cultural material
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-08-01
Término
2025-08-01
Locais de realização (1)
Pindamonhangaba São Paulo

Resumo

A proposta tem como base a restauração do Armazém no complexo Ferroviário de Pindamonhangaba, SP. Este complexo, datado do século XIX e tombado pelo CONDEPHAAT, compreende a Estação Ferroviária de Pindamonhangaba e seu pátio envoltório, localizados na Praça Barão Homem de Mello. A restauração é essencial devido ao estado de abandono e degradação resultante do declínio da produção de café e do encerramento do transporte de passageiros no século XX. Atualmente, o Projeto Básico do Armazém, aprovado pelo CONDEPHAAT no Processo 80154/2018, visa recuperar o conjunto como um testemunho exemplar da arquitetura ferroviária do século XIX nas ferrovias paulistas. O tombamento se estende a diversos edifícios, incluindo a Estação Ferroviária, plataformas, caixas d'água, Armazém, Residência dos Funcionários (conhecida como "Estação Arte e Encanto") e a Praça.

Sinopse

Não se aplica.

Objetivos

Objetivo Geral: O seguinte projeto tem como principal objetivo a restauração completa da edificação com uso cultural e requalificação de uso, seguindo as diretrizes restaurativas estipuladas em laudo e projeto executivo, estrutural e complementares. Objetivos Específicos: Elaboração de Projetos Executivos: Produção dos projetos executivos, incluindo arquitetura, instalações elétricas, hidráulicas e acessibilidade.Verificação da necessidade de reforços e substituições de peças estruturais.Montagem do canteiro de obras com estruturas provisórias. Ensaios e Testes: Realização de testes laboratoriais para identificar as características originais da edificação.Análise das estruturas existentes e modernização quando necessário. Produção/Execução: Restauração das áreas de cobertura, fachadas, esquadrias, pisos e alvenarias.Modernização do sistema de águas pluviais.Demolição de muros e construções espúrias no entorno da edificação.Construção de novas alvenarias internas e instalações prediais. Esquadrias e Vidros: Manutenção e consolidação das portas/portões originais em madeira.Substituição das esquadrias não originais e instalação de novas esquadrias de aço corten.Instalação de novas esquadrias internas conforme projeto.Pisos e Impermeabilizações: Demolição completa dos pisos existentes.Execução de novo contrapiso e impermeabilização.Recomposição da base das plataformas e calçamento externo.Instalação de pisos cerâmicos nas áreas molhadas. Estruturas de Concreto: Instalação de estruturas para sustentação das caixas d'água nos novos banheiros. Forro: Instalação de forros de gesso acartonado nas novas ambiências internas.Louças, Metais e Acessórios: Instalação de louças, metais e acessórios nos novos banheiros e copa. Acessibilidade: Implementação de rotas acessíveis no passeio público.Instalação de rampa de acesso removível.Instalação de piso tátil e sinalização de alerta.Adequação do hall de entrada com sinalização tátil e Braille.Adequação de locais de exposição de acordo com as normas de acessibilidade. Limpeza Final de Obra:Realização da limpeza final após a execução total da obra.

Justificativa

As ações aqui descritas justificam-se por se tratar de um imóvel tombado CONDEPHAAT _ Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico. Nome do imóvel: Estação Ferroviária de Pindamonhangaba e seu pátio envoltório. Localização: Praça Barão Homem de Mello s/nº, Centro _ Pindamonhangaba-SP. Categoria: Ferroviário. Número do Processo: 61983/2010. Resolução de Tombamento: Resolução SC-060 de 19/12/2017. Publicação do Diário Oficial: Poder Executivo, Seção I, 21/12/2017, p. 60. O avançado estado de degradação do imóvel e uma série de intervenções que descaracterizaram-no tornam a restauração uma medida necessária para a recuperação desse patrimônio do município. Sua viabilização desempenha um papel cultural relevante ao resgatar a arquitetura ferroviária do final do século XIX em São Paulo. Além disso, a restauração do armazém, um remanescente da era de ouro das ferrovias paulistanas, contribuirá para a requalificação urbana, transformando um edifício previamente degradado e desativado em um importante marco da história da cidade. A reinserção do imóvel na paisagem urbana também ajuda a preservar o patrimônio histórico, melhorar o entorno e recuperar a memória da cidade, criando espaços de vida e cultura para a população, especialmente para idosos e pessoas com deficiência. A história do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba se confunde com a própria história da cidade, que se tornou uma rota importante para o escoamento do café no século XIX. Com o crescimento da cidade e a redução do uso das ferrovias, o Complexo Ferroviário perdeu sua finalidade original. Nas últimas décadas, suas edificações abrigaram diferentes usos, incluindo sede de ONG, estacionamento rotativo e até mesmo marginais, contribuindo para o aumento da criminalidade na cidade. O Complexo Ferroviário é valioso não apenas por seu patrimônio arquitetônico e história ferroviária, mas também por seu contexto histórico em Pindamonhangaba. A historiógrafa Ana Luiza Martins descreve que a estação e suas edificações secundárias representam um "marco urbanístico a merecer preservação e valorização funcional" e são essenciais para entender a história da cidade, do Vale do Paraíba e do Estado de São Paulo. Embora a MRS Logística S/A possua a concessão da Malha Ferroviária Sudeste desde 1996, todos os imóveis do Complexo Ferroviário estão sob a responsabilidade da Prefeitura de Pindamonhangaba, que assinou um Termo de Cessão Provisória de Uso Gratuito com a União, a verdadeira proprietária do Complexo, em 2011. Para preservar as edificações e devolver à população um espaço destinado ao lazer e à cultura, a Prefeitura de Pindamonhangaba planeja revitalizar a área e criar uma grande praça, com um anfiteatro ao ar livre e a integração de um dos antigos armazéns, como uma extensão coberta da proposta. Este memorial apresenta uma proposta de projeto básico de restauração para o antigo Armazém do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba, respeitando as premissas do processo de tombamento já registrado no CONDEPHAAT. LOCALIZAÇÃO: O Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba está situado na região central da cidade, entre as ruas Barão Homem de Melo, Rua Frederico Machado, Av. Doutor Jorge Tibiriçá (trecho do viaduto) e Rua Sete de Setembro, onde se encontra a fachada principal do antigo armazém. PESQUISA HISTÓRICA E ICONOGRÁFICA: A história do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba está intrinsecamente ligada à narrativa da Estrada de Ferro do Norte (E.F. São Paulo - Rio) e, posteriormente, à Estrada de Ferro Dom Pedro II (a partir de 1889 E.F. Central do Brasil) e à evolução da própria cidade. A historiadora Ana Luiza Martins descreve o passado da cidade, desde seu apogeu na produção cafeeira até seu posterior crescimento industrial. Acredita-se que todo o Complexo Ferroviário foi construído e inaugurado na mesma época da Estação em 1877, na área pertencente à E.F. São Paulo - Rio. O complexo foi parte de um dos projetos ferroviários mais importantes do país, destinado a escoar a produção de café cultivado nos planaltos fluminenses, paulistas e mineiros. Em 1876, a ferrovia chegou a Pindamonhangaba, causando grande comoção na cidade. A Estação passou a ser o ponto de partida da E.F. Campos de Jordão, que ligava a cidade a Campos de Jordão em 1916. Em 1921, a estação original, já sob concessão da E.F. Central do Brasil, foi demolida e substituída por uma nova. Em 1971, a E.F. Campos de Jordão ganhou sua própria estação em Pindamonhangaba para os "bondinhos" para aquela cidade. A estação da E.F. Central do Brasil ainda atendeu passageiros por alguns anos, até encerrar suas operações no início dos anos 1980, com o fim do famoso Trem de Prata. Atualmente, a linha que anteriormente servia aos trens de passageiros é usada por trens de carga operados pela MRS Logística S/A, que detém a concessão do trecho desde 1996. Desde o fim das operações com trens de passageiros na década de 1980, as edificações do Complexo Ferroviário permaneceram abandonadas e malconservadas. No entanto, a Prefeitura de Pindamonhangaba, que possui a Cessão de Uso Provisório Gratuito das edificações, está empenhada em reverter essa situação. DESCRIÇÃO DA EDIFICAÇÃO: O antigo armazém possui aproximadamente 333 m² e está atualmente descaracterizado devido ao avançado estado de degradação e ações inadequadas em seu interior. Sua estrutura original de madeira se deteriorou significativamente, e partes da cobertura desabaram, comprometendo a preservação de seu valor histórico e arquitetônico. O edifício do armazém, construído no final do século XIX, possui características arquitetônicas comuns a edifícios ferroviários da época. É uma estrutura simples, de um pavimento, com estrutura de madeira, cobertura de telhas cerâmicas e alvenaria em tijolos aparentes. Sua fachada principal possui portas de correr para o acesso de carga, com aberturas menores acima para ventilação. Não há janelas na fachada principal, mas existem pequenas aberturas de ventilação nas laterais e na parte traseira do edifício. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: A proposta de intervenção tem como objetivo a restauração do antigo armazém ferroviário, visando a sua preservação e reutilização. A restauração será realizada de acordo com as diretrizes do CONDEPHAAT para preservação de bens tombados. A restauração incluirá: Recuperação da estrutura de madeira, com a substituição de elementos comprometidos. Reconstrução das partes da cobertura que desabaram, mantendo o mesmo tipo de telha cerâmica e detalhes arquitetônicos. Restauração das portas de correr da fachada principal, mantendo as características originais. Recuperação das aberturas de ventilação nas laterais e na parte traseira do edifício. Restauração das paredes de alvenaria em tijolos aparentes, com limpeza e conserto de danos. Tratamento de patologias, como cupins e umidade. Instalação de um sistema de iluminação adequado. Preparação do espaço interno para a reutilização proposta. A proposta para a reutilização do armazém inclui a criação de um espaço multifuncional destinado a atividades culturais, exposições, eventos, oficinas e outras atividades comunitárias. O espaço manterá o caráter histórico do edifício e preservará suas características arquitetônicas, permitindo que os visitantes desfrutem de uma experiência autêntica do patrimônio ferroviário de Pindamonhangaba. É importante ressaltar que a restauração e reutilização do antigo armazém contribuirão para a preservação do patrimônio histórico da cidade, a revitalização de uma área degradada e a promoção da cultura e do lazer para a população. Além disso, o projeto propõe a criação de uma praça ao ar livre próxima ao armazém, que complementará a oferta de espaços públicos na região central de Pindamonhangaba.

Especificação técnica

A educação patrimonial é um processo que visa sensibilizar, conscientizar e informar as pessoas sobre a importância de preservar e valorizar o patrimônio cultural e histórico de uma região. No caso deste projeto, que tem uma duração de um mês, envolvendo visitas guiadas, registro de memória oral, oficina de fotografia e capacitação de mão de obra especializada, o público-alvo e as atividades propostas serão detalhados a seguir: Visitas Guiadas: Público-Alvo: Alunos do ensino médio, alunos de arquitetura, história ou áreas afins.Descrição: As visitas guiadas serão conduzidas por profissionais capacitados, incluindo especialistas em língua de sinais (Libras). Durante as visitas, os participantes terão a oportunidade de explorar o patrimônio histórico de Pindamonhangaba, incluindo edifícios, monumentos e locais de relevância cultural. Os guias fornecerão informações históricas, arquitetônicas e culturais. Registro Memória Oral: Público-Alvo: Melhor idade.Descrição: O registro da memória oral envolverá a coleta de depoimentos e histórias de pessoas idosas da comunidade que tenham experiências e lembranças relacionadas ao patrimônio histórico. Os registros serão feitos por meio de vídeos, onde os participantes compartilharão suas narrativas. Esses vídeos serão posteriormente editados para exposição pública.Oficina de Fotografia: Público-Alvo: Alunos do ensino médio ou áreas afins.Descrição: Durante a oficina de fotografia, os participantes aprenderão técnicas de fotografia e terão a oportunidade de registrar o roteiro histórico de Pindamonhangaba. Eles serão incentivados a capturar imagens que destaquem os aspectos históricos e arquitetônicos da cidade. As melhores fotos resultantes dessa oficina serão selecionadas para uma exposição posterior.Capacitação de Mão de Obra Especializada: Público-Alvo: Profissionais da construção civil.Descrição: Serão oferecidos cursos no canteiro de obras para a formação de mão de obra especializada em restauração específica em madeiramento. A capacitação será conduzida por Mestres de Obras e arquitetos residentes capacitados e qualificados na área de restauração. O objetivo é preparar profissionais para a preservação e restauração de edifícios históricos, incentivando a contratação local de até 30% da mão de obra no local.Comunicação: Descrição: Uma assessoria especializada será responsável por divulgar o processo de restauro e as atividades do projeto para o público em geral. Isso inclui a cobertura das ações da obra, a promoção das atividades de educação patrimonial e a comunicação das contrapartidas do projeto, como a capacitação da mão de obra local. A comunicação será realizada por meio de canais diversos, como redes sociais, mídia local, exposições e eventos públicos.Ao final da execução deste projeto, espera-se que os participantes tenham adquirido um conhecimento mais profundo sobre o patrimônio histórico de Pindamonhangaba e sua importância, que a comunidade tenha sido envolvida e sensibilizada para a preservação do patrimônio, e que profissionais da construção civil estejam mais bem preparados para a restauração e manutenção adequada dos edifícios históricos. A exposição das melhores fotos, os registros de memória oral e a divulgação do projeto contribuirão para a conscientização e valorização do patrimônio cultural da região.

Acessibilidade

Acessibilidade: As proposições descritas têm como objetivo o estabelecimento de rota acessível, segundo os preceitos do desenho universal, possibilitando a diversidade de público, artistas, bem como usuários em geral na organização, fomento e participação das atividades realizadas no Complexo Ferroviário, no centro, no município de Pindamonhangaba, São Paulo. A proposta visa ainda promover a locomoção de maneira autônoma, em convergência com a Legislação vigente e na promoção da diversidade de uso, bem como se deseja no âmbito das edificações públicas. “Segundo o art. 11 da Lei Federal nº 10.098/2000, regulamentada pelo Decreto nº 5.296/2004, a construção, ampliação ou reforma de edifícios de uso público e de uso coletivo devem atender aos preceitos de acessibilidade. Considera-se acessibilidade “a condição para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliário e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida”. (Art. 2º da Lei nº10.098/2000). ” (PEREIRA E LIMA). As diretrizes aqui encaminhadas buscaram convergir as orientações contidas na ABNT-NBR 9050/2020 e na Instrução Normativa n.01, de 25 de novembro de 2003, do IPHAN, que, segundo o art. 30 do Decreto Federal nº 5.296/2004, regulamentou a Lei Federal 10.098/ 2000, e deve orientar as decisões projetuais interventivas em bens patrimoniais voltas à promoção de acessibilidade em sítios históricos. 2. DESCRIÇÃO DAS AÇÕES Para a criação de uma rota acessível que interligue passeio público, acessando o edifício pela porta de entrada principal, passando pelo hall, sala de exposição, palco, salão principal, banheiros e saída de emergência, a seguir serão descritos os elementos com inclusão necessárias e aqueles com adequação pertinente. As medidas propostas visam assegurar os princípios de distinguibilidade e reversibilidade, bem como preconiza as diretrizes do restauro contemporâneo e a leis pertinentes. A rota acessível é um trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos e internos de espaços e edificações, e que pode ser utilizada de forma autônoma e segura por todas as pessoas. A rota acessível externa incorpora estacionamentos, calçadas, faixas de travessias de pedestres (elevadas ou não), rampas, escadas, passarelas e outros elementos da circulação. A rota acessível interna incorpora corredores, pisos, rampas, escadas, elevadores e outros elementos da circulação. ABNT NBR 9050-2020, pg. 52. 2.1 Ações de inclusão a. Acesso passeio público Para a promoção de acessibilidade no passeio público propõe-se adequação de parte dos pisos externos, com regularização da superfície das calçadas com o mesmo material atualmente empregado (concreto) para a promoção de superfície não trepidante. Deverão ser implantados também dois acessos a partir a partir do leito carroçável para as calçadas. Tais acesso serão promovidos com rebaixo da calçada para promoção de área de transferência. A partir desta, duas rampas, com inclinação de 8,33%, darão acesso a cota mais alta da calçada para pessoa com mobilidade reduzida ou pessoa com cadeira de rodas.1 Os rebaixos contam com inclinação de 3%, prevista pela ABNT NBR 9050/20, que deverão também ser acompanhadas adequação de níveis no jardim (I=3%) para captação de possível excedente pluvial no acesso. No perímetro externo da rota acessível será implementada piso tátil, de alerta e direcional, do tipo pinado. Sugere-se a cor preta para implantação, sendo que a definição deverá proceder de testes de cor no local, para certificar harmonização com o ambiente local e nível de destaque de cor para orientação da pessoa com baixa visão, conforme preconiza ABNT NBR 16537/16. Implementação de piso tátil em via pública. b. Acesso ao edifício Para o acesso ao hall principal a partir do passeio público propõe-se instalação de rampa de acesso removível e composta em módulos. Esta deve estar de acordo com o preconizado no item 6.6 da ABNT NBR 9050. Propõe-se a metal como material de constituição, devendo o acabamento ser em pintura eletrostática preta. Implementação de piso tátil e sinalização de alerta no pátio da estação ferroviária. Vagas de estacionamento e banheiros P.N.E. de acordo com a NBR 9050. Próximo à entrada deverá ser instalado um totem móvel com informações sobre o edifício, seus espaços e locação de rota acessível. Toda a sinalização deverá estar de acordo com o descrito na tabela 1 da ABNT NBR 9050, na página 34. As informações contidas ali devem informar além da pessoa com visão típica, a pessoa com baixa visão e pessoa com deficiência visual. c. Hall de entrada Armazém: O local deverá ser adequado com a instalação de sinalização tátil de alerta e direcionamento, conforme ABNT NBR 16537/16. As portas internas deverão ser sinalizadas conforme seu uso e, em caso de rota acessível, com símbolo internacional de acessibilidade, bem como descritivo em braile. O local de aplicação desta sinalização deve obedecer a faixa de alcance prevista na página 46 da ABNT-NBR 9050/20. 2.2 Ações de adequação: a. Uso Em atendimento ao descrito item 10.7 da ABNT NBT 9050, que descreve sobre locais de exposição: a. Todos os elementos expostos para visitação pública devem estar em locais acessíveis. b. Os elementos expostos, títulos e textos explicativos, documentos ou similares devem atender ao descrito na Seção 5. c. Os títulos, textos explicativos ou similares às informações citadas devem estar em Braille ou ser transmitidos de forma sonora. ABNT NBR 9050-2020, pg. 128

Democratização do acesso

A restauração do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba representa um marco importante na democratização do acesso à cultura e à história da cidade. Ao conectar diretamente o complexo à praça e ao edifício "Casas dos Engenheiros," que já foram restaurados, esta iniciativa abre caminho para um acesso igualitário e acessível a um patrimônio cultural importante para população e história ferroviária. Além disso, a restauração proporciona um espaço para a realização de atividades culturais, eventos e oficinas, eliminando barreiras de acesso e tornando o complexo um local aberto para toda a população. O Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba, ao longo de sua história, desempenhou um papel crucial na evolução do transporte ferroviário no Brasil. No entanto, ao passar dos anos, esse patrimônio histórico foi deixado em um estado de negligência e deterioração. As barreiras físicas que o cercavam não apenas isolavam o complexo do resto da cidade, mas também criavam barreiras simbólicas, limitando o acesso a uma rica herança cultural. A restauração do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba representa um renascimento, uma oportunidade de resgatar a história e a cultura da cidade. A conexão direta com a praça e o edifício "Casas dos Engenheiros" é o primeiro passo na democratização do acesso a esse patrimônio histórico. Esse projeto não se limita apenas à reabilitação das estruturas; ele visa transformar o complexo em um espaço ativo e dinâmico na vida da comunidade. Acessibilidade Universal Uma das mudanças mais notáveis trazidas pela restauração é a eliminação das barreiras de acesso. A conexão direta com a praça central cria um ambiente mais inclusivo, permitindo que pessoas de todas as idades e habilidades físicas explorem o complexo de forma independente. Rampas, passarelas e calçadas acessíveis garantem que o complexo seja verdadeiramente acolhedor para todos os cidadãos, promovendo a igualdade de acesso. Espaço para Atividades Culturais A restauração do complexo também inclui a adaptação de espaços para a realização de atividades culturais e eventos. O edifício "Casas dos Engenheiros" que abriga “estação arte e encanto” oferece uma estrutura apropriada para exposições, apresentações artísticas e eventos comunitários. Esses espaços se tornam plataformas para a expressão cultural e a promoção de artistas locais, enriquecendo a vida cultural da cidade. Oficinas e Educação A restauração do Complexo Ferroviário cria oportunidades para oficinas e atividades educacionais. O espaço pode ser usado para workshops que ensinem habilidades tradicionais, bem como para programas educacionais que incentivem o aprendizado da história local e nacional. Essas atividades contribuem para o enriquecimento cultural e educacional da população. Fomentando a Cultura e a Comunidade A restauração do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba não é apenas uma transformação física; é uma afirmação de que a cultura e a história da cidade pertencem a todos. A abertura do complexo à população promove a integração e o senso de comunidade. É um espaço onde as histórias do passado podem se entrelaçar com as aspirações do futuro. Promoção do Turismo Cultural O Complexo Ferroviário restaurado tem o potencial de se tornar um destino de turismo cultural. Visitantes poderão explorar o patrimônio ferroviário, conhecer a história da região e apreciar a arquitetura restaurada. Isso não apenas enriquecerá a experiência dos visitantes, mas também fomentará o desenvolvimento econômico local. Envolvimento da Comunidade A restauração do complexo envolve a comunidade de Pindamonhangaba em todo o processo. Isso cria um senso de apropriação e pertencimento ao patrimônio cultural, incentivando o cuidado a longo prazo do complexo. Eventos culturais e oficinas locais promovem o envolvimento dos cidadãos e fortalecem a identidade cultural da cidade. A restauração do Complexo Ferroviário de Pindamonhangaba é um testemunho da capacidade de revitalizar e democratizar o acesso a patrimônios históricos e culturais. A eliminação de barreiras de acesso, a criação de espaços para atividades culturais e educacionais e o envolvimento da comunidade são passos essenciais para tornar a história e a cultura acessíveis a todos. Este projeto não só transforma o complexo em um centro de cultura e história, mas também enriquece a vida da cidade, promovendo o turismo cultural e fortalecendo o senso de comunidade.

Ficha técnica

Rosana Delellis – Presidente do Instituto atua como gestora de projetos culturais na Empresa Formarte Projeto e Produção e Assessoria Eireli há mais de 25 anos especializada elaborando, executando e assessorando projetos ligados à área de restauração de Patrimônio Histórico, com importantes obras como: Projeto e Gerenciamento do Edificio Altino Arantes (Farol Santander); Projeto de iluminação e gerenciamento -Fortaleza da Barra Grande (Guaruja); Gerenciamento da Restauração da Torre do Relógio (Paranapiacaba); Elaboração de Projetos- Farol Santander Porto Alegre; Gerenciamento de obras e projeto de restauro -Casa do Engenheiro- Pindamonhangaba ;Projeto de restauro Solar do Barão e casas vizinhas- Pucc Campinas; Projetos e restauro Clube Lyra Serrano(Paranapiacaba); Projetos Chaminé Votorantim; Fachada da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SP); Gerenciamento da obra Catedral da Sé (São Paulo/SP), Gerenciamento de obras Mosteiro São Bento (Rio de Janeiro), Entre outros. Marcello Pucci – Secretario do Instituto – Atua a mais de 30 anos na área de Arquiteto e Urbanista com experiência em Projeto básico de restauro da Estação Ferroviária de Santana do Livramento/RS e antiga oficina da Estrada de Ferro Sorocabana em Itapetininga/SP;-Diagnóstico técnico das estações e armazéns ferroviários de Itapetininga/SP, Ourinhos/SP, Assis/SP, Presidente Prudente/SP, Presidente Epitácio/SP, Morretes/PR e Santana do Livramento/RS;--Gerenciamento técnico das obras de restauro do Palácio Campos Elíseos/SP para Fundação de Energia e Saneamento (2008);-Projeto de farmácia e perfumaria para o SINDALESP - Sindicato dos Funcionários e Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (2008);-Projeto de Restauro e Adequação do Memorial do Imigrante para AAMI – OSCIP (2009);Projeto de Restauro da Subestação de Energia Elétrica, residências anexas, jardim externo e galpões da Antiga Cia. Paulista de Estrada de Ferro – Complexo Ferroviário Louveira/SP para Prefeitura Municipal de Louveira/SP (2014);

Providência

PROJETO ARQUIVADO.