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PRONAC 2316817Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Coletivo Batucantos de Rodas de Samba Autoral

CARLA CANCINO FRANCO
Solicitado
R$ 231,0 mil
Aprovado
R$ 231,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação Música Popular Cantada
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-04-01
Término
2025-03-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

O projeto "Coletivo Batucantos de Roda de Samba Autoral"propõe a realização de rodas de samba exclusivamente autorais na cidade de São Paulo, estabelecendo um ambiente profícuo e aberto a todos os(as) compositores (as) do gênero. Serão realizados 10 (dez) encontros mensais, ao longo de 12 (doze) meses, no formato de rodas de samba participativa, que terão lugar em espaços dedicados ao samba em São Paulo, Trata-se de um projeto que estreou em 2023, após ter sido contemplado pelo ProAC 47/2022 e que agora busca continuidade. Em 2023, 70 compositores apresentaram 80 sambas autorais no projeto. A maioria (60%) dos compositores foram mulheres pretas, que nunca lançaram suas composições no mercado e assim tiveram oportunidade de apresentá-las ao público. Cerca de 600 pessoas passaram pelas rodas em 2023.

Sinopse

Espetáculo participativo de música autoral. Classificação indicativa etária: livre O projeto "Coletivo Batucantos de Roda de Samba Autoral" tem o objetivo de promover a realização de rodas de samba exclusivamente autorais na cidade de São Paulo, estabelecendo um ambiente profícuo e aberto a todos os(as) compositores (as) do gênero. Serão realizados 10 (dez) encontros mensais, ao longo de 2024, no formato de rodas de samba participativa, que terão lugar em locais que atuam como espaços privados de samba. Trata-se de um projeto de manutenção de atividades, com a realização da Edição 2024, do projeto que estreou em 2023, após ter sido contemplado pelo ProAC 47/2022, Artistas Iniciantes. Ao longo de 2023, e graças ao fomento do ProAC, o Coletivo Batucantos deu voz e vez a novos compositores e se tornou uma referência no samba autoral paulistano, com a apresentação de mais de 70 sambas (números até setembro/2022), em sua maioria inéditos. Esse acervo de composições autorais representa o fortalecimento do fazer artístico desses compositores, que encontraram na roda do Batucantos um espaço para mostrar seu trabalho. No entanto, a continuidade dessa comunidade de compositores somente será viável com o fomento público do projeto. Pretende-se realizar 10 novas rodas mensais com duração de 180 minutos, realizadas de forma gratuita e aberta a todos os compositores. Cada encontro receberá até 10 (dez) composições, com potencial, portanto, de congregar cerca de 100 (cem) canções ao longo do projeto, evidenciando o efeito multiplicador da ação iniciada em 2023. A condução das apresentações ficará a cargo de grupo de músicos formado recentemente para fomentar a composição autoral no samba e integrado por um percussionista, dois violonistas e um cavaquinista, além da cantora Carla Franco, artista e sócia individual da proponente deste projeto. Os arranjos das canções são produzidos pelo grupo Batucantos, formado por percussionista, violonista, cavaquinista e cantores. Com isso, muitos compositores recebem também a cifra da primeira harmonização de suas canções. Os instrumentistas do grupo são todos negros (pretos e pardos). Haverá filmagem e gravação de pelo menos três dos encontros a fim de que sejam captadas imagens das apresentações para produção de um audiovisual a respeito da iniciativa. O vídeo será lançado no YouTube como forma de dar visibilidade ao coletivo de compositores, para que o trabalho tenha desdobramentos e se expanda, disseminando assim a prática da roda autoral de samba. Contrapartida - "palestra-show". Classificação indicativa etária: livre. Como contrapartida será oferecida a palestra-show "O ofício de compor", ministrada pelo compositor Caio Prado e destinada a compositores iniciantes ou não com informações sobre como compor sambas. Para atender à demanda de descentralização, a contrapartida serão realizada preferencialmente em bairros afastados do centro de São Paulo e destinadas a pessoas integrantes de grupos e coletivos culturais e de associações comunitárias. Todas as atividades do projeto serão 100% gratuitas.

Objetivos

Objetivo geral: Apoiar e divulgar o trabalho de até 100 compositores com a realização de rodas de samba exclusivamente autorais na cidade de São Paulo, dando continuidade às atividades do Coletivo Batucantos, iniciadas em 2022, que estabelecem um espaço aberto a todos os(as) compositores (as) do gênero. Serão realizados 10 (dez) encontros mensais, ao longo de 2024, no formato de rodas de samba, que terão lugar em São Paulo, no Alvenaria Espaço Cultural, em Perdizes, e no Vila Sá Barbosa, no bairro da Luz, que atuam como espaços de divulgação e shows de samba. Trata-se de um projeto de manutenção de atividades, com a realização da Edição 2024, do projeto que foi contemplado pelo ProAC 47/2022. Como contrapartida, será realizada uma "palestra-show" sobre o Ofício de Compor, de forma presencial. Todas as atividades do projeto são 100% gratuitas. Para quê será realizado o projeto? Para promover diretamente o trabalho de compositores de samba, proporcionando que suas canções sejam apresentadas publicamente, recebendo arranjos musicais da banda própria do Projeto e divulgando o trabalho dos compositores das redes sociais. Objetivos específicos: 1) Apoiar o trabalho de 100 compositores Atividade/Forma de execução: Rodas autorais mensais abertas ao público com apresentação do trabalho autoral. Os compositores terão à sua disposição: arranjo das composições, execução com banda e sonorização, consultoria informal sobre composição, edição das letras de suas músicas. 2) Tirar do anonimato canções de compositores desconhecidas Atividade/Forma de execução: Divulgação do evento mensal com vídeos, fotos, flyers e as canções dos compositores. Inserção no caderno mensal de letras (impresso e digital) distribuído ao público. 3) Aumentar a adoção de um repertório autoral inédito e original nas rodas de samba Atividade/Forma de execução:Ações de promoção e divulgação junto ao público formador de opinião (críticos, músicos, sambistas) para dar conhecimento e visibilidade do repertório do álbum. Anúncios patrocinados em mídias sociais. 4) Disponibilizar conteúdo informativo pela ação de capacitação que alcançará 30 compositores na aula "O ofício de compor", ministrada presencialmente. Atividade/Forma de execução: será realizada presencialmente em equipamento público, preferencialmente, e na periferia. Conteúdo: informações sobre como compor letras e melodias, aula ministrada pelo compositor Caio Prado, autor de dezenas de sambas e integrante do Samba da Vela. 5) Alcançar de 2 mil a 3 mil pessoas com a divulgação das ações do projeto. Atividade/Forma de execução: Realização das rodas e ações de comunicação na imprensa e mídias sociais. Plano de Divulgação (detalhamento a seguir ) 6) Dar fruição à música a um público presencial de aproximadamente 500 pessoas nas rodas presenciais. Atividade/Forma de execução: realização das rodas e ações de comunicação na imprensa e mídias sociais Plano de Divulgação (detalhamento a seguir)

Justificativa

Pergunta-chave: POR QUE A LEI DE INCENTIVO À CULTURA? O projeto "Coletivo Batucantos de Roda de Samba Autoral" se enquadra nos seguintes incisos do artigo 1 da Lei de Incentivo à Cultura (8.313/1991): I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, ao realizar exibição gratuita on-line, disponibilizar ingressos gratuitos e a preços populares. (Todas as atividades - apresentações musicais - do projeto são 100% gratuitas) III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; (Por ser um projeto 100% autoral, valoriza diretamente o trabalho de criação dos compositores envolvidos). IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. (São 100 potenciais compositores englobados no projeto, além de 10 compositores convidados, universo que por sí só demonstra a pluralidade e diversidade das manifestações artíticas e sociais do projeto) V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira, (Ao propor apresentações musicais coletivas e acessíveis à população, com ingressos gratuitos, permitindo a fruição de música de qualidade) VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. (O projeto preserva a cultura ancestral do samba, ao difundi-lo, por meio de canções e informações históricas e artísticas.) VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, (O projeto, por meio de canções autorais, traz para as apresentações nossa história, nosso povo, nossa cultura, tão importantes para a formação da identidade de uma nação. Além disso, contribui para documentar um acervo inédito de canções que hoje são desconhecidas do público). IX - priorizar o produto cultural originário do País. (Propóe-se difundir e apoiar a divulgação de um acervo de canções originalmente brasileiras, tendo como pano de fundo a temática do samba e as poéticas a ele relacionadas. O samba é um gênero genuinamente brasileiro. O projeto se propõe a alcançar os seguintes objetivos do artigo terceiro da Lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Contexto Atualmente, nos bares, restaurantes e espaços de samba paulistas, predomina o repertório de samba já consagrados, os pagodes, os sambas de raiz, os chamados "sambas lado A", conhecidos do público. São raras as rodas que abrem espaço para novos compositores e poucas as iniciativas na cidade dedicadas exclusivamente ao samba autoral e abertas a qualquer interessado. Podem ser citados, além do Batucantos, movimentos como o Samba da Vela, comunidade fundada no bairro paulistano de Santo Amaro nos anos 2000, que propicia oportunidade para que compositores de samba divulguem suas obras, e a comunidade Nosso Samba de Osasco. Por que o projeto se justifica? Em 2022, o Batucantos deu início às rodas autorais abertas a compositores de modo permanente, e ao ser contemplado pelo ProAC 47/2022 passou a ter recursos para viabilizar rodas profissionalizadas, com sonorização, pagamento de cachê aos músicos, divulgação e produção audiovisual. Desde então, a comunidade recebe em sua roda mensal cerca de 10 compositores, além do compositor convidado (Chapinha da Vela, Douglas Germano, Lua Cristina, Maurinho de Jesus, entre outros), que apresenta seu repertório autoral e conversa com o público sobre o ofício de compor. Assim, os objetivos se justificam diante da necessidade e relevância ao samba autoral e da grande demanda de compositores que carecem de espaços na cidade de São Paulo para apresentarem suas criações artísticas. Todos os objetivos visam dar continuidade a um movimento, iniciado em 2021 pelo Batucantos, de valorização da música autoral e na formação contínua de um repertório vivo no cancioneiro de samba brasileiro, fortalecendo o registro da memória e da ancestralidade do gênero musical. Justificativa econômica: impacto positivo nas cadeias produtivas e de inovação Atendendo à demanda crescente por atividades de valorização da economia criativa, o projeto é relevante por seu impacto positivo na cadeia produtiva e de inovação. Por se tratar de uma iniciativa que valoriza a inovação artística ao fomentar a criação musical, o projeto tem na economia criativa um dos seus pilares, afinal propõe a disseminação de um repertório inédito, com canções de ritmos diversificados, melodias e letras originais. A inovação está justamente na criação de um ambiente musical que vai além da reprodução de canções já consagradas nas rodas de samba, procurando novas formas de comunicação e de acesso à cultura. A roda autoral é democrática e aberta a todo e qualquer compositor que queira apresentar suas composições. A capilaridade desta ação relaciona-se ao caráter plural das apresentações: em cada roda 10 novos sambas (ou canções de outros gêneros afins, 10 diferentes compositores, alcançando até 100 artistas em cada edição no projeto, de forma ativa, defendendo sua arte e representação. Não se trata da difusão de um mesmo espetáculo ao longo de 12 meses de projeto, mas de uma apresentação nova a cada encontro, criando diferentes formações e repertórios. Abre-se a oportunidade para divulgação do trabalho de compositores/cantores ao público geral, presencial e online, que terá acesso ao repertório dos artistas. Promove-se, assim, não apenas entretenimento e fruição musical, mas um caminho de fomento profissional. Além de mostrarem suas músicas, os compositores podem contar com um grupo experiente de músicos que fará os primeiros acordes das canções. Têm também acesso a informações sobre como se capacitarem profissionalmente para chegar ao mercado fonográfico, por meio da troca com outros compositores que já atuam profissionalmente e estarão presentes nas rodas como convidados para um bate-papo e uma apresentação de seus trabalhos. Além disso, poderão se beneficiar com todas as ações de comunicação do projeto, divulgando suas canções ao público geral. Aproximadamente 20 pessoas (produtores, músicos, fotógrafos, técnicos de áudio e vídeo, trabalhadores dos locais de apresentação) vinculados à Comunidade serão impactados diretamente com a geração de valor proporcionada pelo projeto à cadeia produtiva. Por atuarem na música e em atividades artísticas, estes profissionais estão entre os que mais carecem de iniciativas de fomento para sua atuação. Compõem um perfil de trabalhadores em sua maioria freelancers, com elevada rotatividade e insegurança financeira e laboral. Portanto, em muito se beneficiam ao integrar um projeto artístico anual, com ações periódicas em periodicidade pré-estabelecida. Por sua vez, as ações de acessibilidade irão fomentar a cadeia produtiva relacionada à criação de mecanismos de acesso comunicacionais e atitudinais. Por fim, uma iniciativa que valoriza o fazer criativo do artista brasileiro repercute em todo o corpo social, incentivando ações similares de valorização de minorias à margem da produção cultural.

Estratégia de execução

Segmentos culturais contemplados Música Composições musicais Arte participativa Definição do gênero musical do projeto: samba Samba - “O samba é a grande aventura de reinvenção da vida no precário”, define o historiador Luiz Antonio Simas, autor do Dicionário da História Social do Samba, produzido em coautoria com o sambista e historiador Nei Lopes. Para Simas, o gênero cria códigos de vida, com a construção de um complexo de civilidade. "E um outro elemento fundamental é que a ideia de civilização sempre pressupõe um fenômeno coletivo, que é o samba", destaca. Esta característica de gênero coletivo, que acompanha o samba desde seu surgimento, está em linha com a concepção do projeto “Coletivo Batucantos de Roda de Samba Autoral”, um trabalho que congrega diversidade de compositores, temáticas e sonoridades, criando um mosaico de composições representativas do samba e seus subgêneros. Apresentação detalhada do projeto Coletivo Batucantos de Rodas de Samba Autorais O projeto "Coletivo Batucantos de Roda de Samba Autorais" pretende se consolidar como uma iniciativa permanente de samba autoral na cidade de São Paulo. A Comunidade Batucantos surgiu em 2021, a partir do encontro da proponente (Carla Cancino Franco) com os músicos Gabriel Deodato, Edu Batata, Everton Reis, Oscar Novaes e a cantora e compositora Railídia. O Coletivo nasceu inicialmente como um grupo com um interesse comum: apresentar suas canções autorais ao público, uma vez que 5 dos 6 integrantes são compositores. Foram realizadas algumas apresentações do grupo (vídeos no portfólio) porem, como em 2021, ainda estávamos em meio à pandemia, as rodas iniciais foram mais tímidas e sem periodicidade fixa. Em 2022, porém, no seu segundo ano de existência, o Coletivo Batucantos foi contemplado no Proac 47/2022, para um projeto (2022 e 2023) de rodas de samba autorais, aberto a todos os compositores interessados em apresentar suas canções. Assim, a Comunidade se ampliou e agora recebe mensalmente dezenas de compositores. Realizada mensalmente no Vila Sá Barbosa, no bairro da Luz, em São Paulo, e no Alvenaria Espaço Cultural, em Perdizes, a roda autoral do Batucantos já é um marco no samba autoral paulistano, estabelecendo um ambiente participativo e aberto a todos os(as) compositores (as) do gênero. Somente no projeto do ProAC, em 2023, com dez rodas realizadas foram apresentados mais de 80 sambas autorais por cerca de 70 compositores. Mais da metade dos sambas são inéditos, ou seja, nunca lançados em plataformas digitais. Em sua versão 2024, o projeto mantém o formato de rodas participativas e abertas, permitindo que os compositores de São Paulo e região possam se beneficiar de apresentações coletivas para mostrar ao público suas composições. A proposta de se criar rodas de samba autoral surgiu de conversas entre os músicos do Batucantos, a partir da carência de oportunidades para apresentação de suas canções. Das centenas de eventos de samba realizados semanalmente na capital paulistana, poucos incluem no seu repertório composições autorais inéditas. “Conversando com amigos músicos, notei que quase todos eles cantam e tocam em bares e restaurantes, mas raramente mostram seus sambas autorais, por falta de oportunidade”, explica Carla Franco, jornalista, cantora e compositora, que também é idealizadora do Projeto contemplado e proponente desta nova ação. “Portanto, a iniciativa foi motivada pelo desejo de criar um espaço para novos compositores como eu, uma vez que as rodas basicamente reproduzem músicas consagradas, os chamados sambas lado A”, observa a compositora. Assim, a Comunidade trilhou o caminho de iniciativas como o Samba da Vela, porém com um formato um pouco diferente: todas as edições recebem inscrições prévias dos compositores. Isso permite que seja produzido um caderno de composições por roda, com as letras dos sambas impressas e divulgadas também por QR Code para o público. Este acervo de canções representa um repertório vivo, diversificado, pulsante e original que surpreende o público por sua variedade de conteúdo, letras poéticas, testemunhais e inspiradoras, em melodias singulares que nas rodas caem no gosto do público e são aprendidas coletivamente. Clique ou copie o link para assistir a depoimentos de vários compositores participantes sobre a importância do projeto https://drive.google.com/file/d/1CZ0i7DS1lcz4DcTC7qpwAkxhu2Z_iyUq/view?usp=sharing Depoimento do compositor Douglas Germano quando participou da roda de samba do Batucantos https://drive.google.com/file/d/1IWhtN0_dvYHsfvyYUGYn5EOhAUMBruzX/view?usp=sharing Aqui um vídeo com trechos das rodas realizadas, nas quais as mulheres pretas são a maioria. https://drive.google.com/file/d/1Tcgh1R30MB-PB_p7ht-bAjNbclj_EsCp/view?usp=sharing Acervo A experiência da realização das 8 rodas (ainda restam 2 rodas, que acontecerão em outubro e novembro) na edição 2023 teve grande repercussão na imprensa e agregou dezenas de sambistas, iniciantes ou não, em torno da ação. O projeto recebeu cerca de 70 compositores e todas as letras foram catalogadas e impressas. Criou-se assim um importante acervo da composição brasileira do gênero samba e outros similares. A manutenção da iniciativa com a edição 2024 é fundamental para que este trabalho não seja interrompido, uma vez que o Batucantos representa uma comunidade de dezenas de compositores. Para mais informações, visite o site do Projeto: https://www.batucantos.com/ Instagram: batucantos@gmail.com Detalhamento da proposta de contrapartida a) Todas as atividades deste projeto são 100% gratuitas. b) Palestra-show presencial "O ofício de compor", ministrada pelo compositor Caio Prado e destinada a compositores iniciantes ou não com informações sobre como compor sambas. A iniciativa será teórica, com informações sobre técnicas de composição, e prática, com o ministrante apresentando suas canções e contando sua história, maneira de compor e escolhas artísticas. A palestra-show será presencial, com duração de 2 (duas) horas e transmissão posterior online para alcançar o maior público possível. Gratuidade - A atividade será 100% gratuita. Público - Até 50 pessoas. Compositores iniciantes, compositores na ativa interessados em lançar seu trabalho em plataformas digitais e no conteúdo do curso. Local: São Paulo - Espaço privado (casa cultural dedicada ao samba). Transmissão posterior online.

Especificação técnica

Produto principal - Apresentação musical - roda de samba autoral com participação de compositores convidados (mediante cachê) e compositores espontâneos (que apresentarão suas músicas nos encontros). Serão realizadas 10 apresentações mensais, com ingressos 100% gratuitos como medida de ampliação do acesso aos compositores e ao público em geral. As rodas de samba são abertas, e prescindem de ingressos previamente distribuídos. Conforme ocorreu no projeto em 2022, os compositores se inscrevem previamente para cada apresentação. Cada apresentação recebe de 80 a 100 pessoas no público. A proposta de programação compreende a manutenção do projeto Coletivo Batucantos de Roda de Samba Autoral por 12 meses, seguindo descrição abaixo. Propõe-se a realização de 10 (dez) encontros ao longo do projeto, no formato roda de samba participativa, a serem realizados mensalmente em São Paulo. As apresentações terão duração de 180 minutos e serão gratuitas e abertas a todos os compositores interessados em trazer para a roda canções do gênero samba e outros gêneros e subgêneros afins (forró, axé, baião, sambas de terreiros, sambas-enredo). Os arranjos dos sambas inéditos são construídos previamente e consolidados ao longo das apresentações, e também durante os ensaios do grupo, o que torna o processo mais rico, uma vez que todos os integrantes contribuem para o resultado. Desse modo, os compositores terão a experiência de ver suas canções arranjadas e executadas por uma banda que vai acompanhá-las em todo o processo. O projeto terá sonorização própria com equipamentos de qualidade, caixas de som, microfones, pedestais, cabos, e todos os instrumentos musicais fornecidos pelo próprio projeto.

Acessibilidade

Todo o plano de acessibilidade terá consultoria de Carolina Fomin, especialista em Libras e serviços de acessibilidade com larga experiência inclusive em shows de samba. É coordenadora do curso de Pós-graduação em Tradução e Interpretação Libras/Português no Instituto Superior de Educação de São Paulo - Singularidades, que atua como Tradutora e Intérprete de Libras-Português em conferências e em diversos espaços artísticos - culturais como: Museu de Arte Moderna de SP (MAM-SP), Instituto Itaú Cultural, Museu de Arte de São Paulo (MASP), SESC, etc. É Doutora (2023) e Mestre (2018) em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem em seu currículo a interpretação em grandes festivais e de grandes nomes: Barack Obama, Ângela Davis, Erykah Badu, Coldplay, Alceu Valença, Gilberto Gil, Tiaguinho e outros. Os fundamentos da acessibilidade estão presentes no projeto desde sua origem, por meio de critérios atitudinais, uma vez que a proponente, produtora e dirigente do Coletivo, Carla Franco, é PCD e também possui visão monocular. Portanto, coordenará todas as iniciativas seguindo medidas voltadas para a redução e eliminação das barreiras existentes enfrentadas por pessoas com deficiência. A acessibilidade estará presente também na comunicação das rodas autorais, conforme será detalhado. 1) Acessibilidade atitudinal: A proponente do projeto, Carla Franco, possui visão monocular e deficiência parcial no membro inferior esquerdo, sendo pessoa sensibilizada e capacitada para o atendimento ao público com deficiência e estando à frente de todo o projeto, como produtora, cantora e compositora. 2) Acessibilidade Comunicacional: a. Produção audiovisual com recursos para deficientes auditivos e visuais. O vídeo de apresentação final das rodas terá os seguintes recursos: a1. Tradução em libras em janela própria a2. Legenda descritiva (LSE) para atender à população com deficiência auditiva com descrição de diálogos e qualquer outro elemento sonoro que possa auxiliar no entendimento do conteúdo em questão. b. Produção de peças de comunicação inclusiva, contemplando linguagem simples e demais pré-requisitos de acessibilidade para atender o máximo de pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual e psicossocial, de modo a evitar barreiras na comunicação interpessoal, escrita e/ou virtual. As peças conterão informações sobre os recursos de acessibilidade disponibilizados no projeto. Entre os itens de acessibilidade comunicacional a serem contemplados nas peças de divulgação estão: - Linguagem simples; - Tamanho de Fontes (quanto permitido pela rede social ou aplicativo); - Tipografia de Fontes; - Imagens que representem pessoas com deficiência; - Alinhamento de Textos para pessoas com autismo, dislexia e outras deficiências psicossociais; 3) Acessibilidade física: O proponente se compromete a selecionar locais para a realização das rodas que disponham de atendimento prioritário para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, como idosos, obesos, mulheres grávidas. Serão destinados assentos específicos para idosos e pessoas que necessitem de necessidades especiais.

Democratização do acesso

Todas as atividades do Projeto serão 100% gratuitas, uma vez que é destinada, principalmente, a pessoas de baixa renda, artistas e compositores que não têm acesso ao mercado musical. Contempla também ações afirmativas - gênero e deficiência: a proponente do projeto (Pessoa Física, Carla Franco, produtora do projeto) é uma mulher PCD, com visão monocular. Representantes da Comunidade: dos integrantes do Coletivo Batucantos, 80% são pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas. Expressões culturais negras: O objeto do projeto abrange prioritariamente o gênero samba, uma manifestação cultural representativa de expressões culturais negras e periféricas, além de representar também expressão cultural popular. A "palestra-show" de contrapartida, "O Ofício de Compor" será direcionada prioritariamente a compositores de coletivos de samba da periferia, e também terá transmissão posterior online para alcançar um maior número de acessos. Além disso, as rodas de samba mensais oferecem troca de informações entre os compositores sobre como lançar suas músicas, como registrá-las, além de promover parcerias entre artistas, num fórum permanente de conhecimentos.

Ficha técnica

Proponente - Carla Franco - sócia individual da C. C. Franco Editoração ME (Carfran Produções) - será a produtora do projeto, assim como atuará como musicista nas rodas e apresentadora do projeto. Ficará responsável por delegar as funções administrativas e definirá as contratações. Carla Franco é jornalista formada pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo e graduada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da (FFLCH), da mesma Universidade, advogada (formada pelo Instituto Mackenzie), produtora cultural, cantora e compositora. Durante a pandemia, porém, Carla passou a compor e a cantar sambas e canções de MPB, com letras e melodias próprias. Em 2021, fundou o Coletivo Batucantos, que nasceu como um grupo de compositores dedicado ao samba autora. Em 2021, Carla lançou seus primeiros singles de maneira independente, nas plataformas digitais. Hoje tem mais de 10 mil ouvintes mensais no Spotify. As composições da artista iniciante ressaltam a força política da música como elemento social agregador e enfatizam a resiliência e a voz da mulher, afirmando seu protagonismo no universo das rodas de samba, ambiente predominantemente masculino. Em 2022, participou pela primeira vez de festivais competitivos de música nacionais. Suas canções foram selecionadas para 17 festivais, tendo sido finalista em 10 e vencedora em 4, com o samba autoral inédito Coletivo Mulher: melhor Letra por Coletivo Mulher em Porto Ferreira (SP); canção vencedora (Coletivo Mulher) em Paranavaí (PR); sexta melhor canção em São Simão (SP); segunda melhor canção em Itamarandiba (MG). Hoje lidera diferentes iniciativas de samba autoral, entre elas o grupo iniciante Coletivo Mulher, formado por compositoras, e o Coletivo Batucantos, que nasceu em 2021. Eduardo Luiz Ferreira (Edu Batata): integrante-fundador do Coletivo Batucantos, composições, cavaco e voz Edu Batata é músico profissional há 20 anos, cavaquinista experiente, compositor apaixonado pelo samba tradicional, traz em suas composições a união do novo e do antigo, uma visão do passado sem esquecer o futuro, inspirar-se no que foi feito e vislumbrar novos caminhos para a Música Brasileira. Já compôs mais de 60 músicas, individualmente e em parceria com nomes como Maurinho de Jesus, Douglas Germano, Kiko Dinucci, Rodrigo Pirituba, Gera SP, Wilson Sucena, Carla Franco, Cadu Ribeiro. Suas composições já foram gravadas por artistas como Grazzi Brasil, Trio Gato com Fome, Metá Metá, Pegada de Gorila, Roberta Oliveira e banda Farufyno. Tem experiência profissional como arte educador, tendo atuado em oficinas culturais e arte, na cidade de São Paulo, desenvolvendo atividades de cultura e arte, por meio de oficinas de Musicalização e participação em eventos anuais com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em regime de internação nos centros da Fundação CASA – Centro Socioeducativo do Adolescente, por meio do CENPEC – Centro de Estudo e Pesquisa em Educação e Ação Comunitária. Wilson Gabriel de Lima Oliveira (Gabriel Deodato): integrante-fundador do Coletivo Batucantos, arranjos e violão Gabriel Deodato é violonista (6 e 7 cordas), professor de violão, arranjador e compositor. Inicia sua trajetória musical aos 10 anos tocando pandeiro de náilon. Com o seu pai teve as primeiras lições de violão. Na pré-adolescência já era muito requisitado a tocar nas rodas de samba. É formado em Violão Popular pelo conservatório (EMESP) Tom Jobim e licenciado pela Universidade Sant’Anna (BR). Venceu em 1° lugar o concurso de Violão do Conservatório Heitor Villa Lobos. O violão popular brasileiro e suas raízes afro-brasileiras é objeto de estudo, com ênfase na linguagem de Baden Powell e Rafael Rabello. Como arranjador, teve aulas com Gilson Peranzzetta, Amilton Godoy, Aluízio Pontes e Júlio César Figueiredo, seu atual professor de arranjo e orquestração. Participou de projetos musicais brasileiros e internacionais como: apresentação no Music Hall com o violonista Francisco Araújo; abertura do concerto do violonista Turíbio Santos, bem como residência artística musical na Suécia, onde esteve em tournée. Oscar Novaes: integrante-fundador do Coletivo Batucantos, violão 6 e 7 cordas Oscar Novaes é violonista (6 e 7 cordas), professor de violão, arranjador e compositor. Músico profissional há mais de 20 anos, atua nas rodas de samba e shows em São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente. Estudou na Emesp Tom Jobim. Compõe desde os 20 anos e já fez aproximadamente 50 canções, todas inéditas e nunca lançadas. Suas músicas são compostas individualmente ou em parcerias com grandes compositores. Atualmente, dedica-se a estruturar um repertório autoral para lançar suas composições. Já acompanhou artistas como Nelson Sargento, Wilson Moreira, Monarco, Toninho Carrasqueira, Izaias do bandolim, Diogo Nogueira, Paula Lima, entre outros. Participou de diversos shows, como as edições da Virada Cultural Paulista e de espetáculos nos CEUs e em locais tradicionais do samba em SP e no RJ, como a Casa de Francisca e o Teatro Rival (RJ), além de movimentos culturais, como o Samba do Trabalhador, entre outros. Railídia: integrante do Coletivo Batucantos como cantora, compositora A cantora Railídia é natural do Pará e vive em São Paulo há 25 anos onde desembarcou como jornalista, carreira que mantém ativa. São duas décadas atuando como cantora, trajetória consolidada especialmente na roda de samba do grupo Inimigos do Batente e no bar Ó do Borogodó. De 2004 a 2008, ela participou do Bando Afromacarrônico, idealizado pelo instrumentista e compositor Kiko Dinucci. A sonoridade das rodas de samba, os ritmos e festas tradicionais populares e as raízes musicais paraenses formaram a personalidade artística da cantora paraense. Atualmente, Railídia se dedica ao curso de Regência na ETEC de Artes de São Paulo e na pesquisa de repertório em sambas, batuques e canções do norte e do sudeste reafirmando uma interpretação vocal intensa e de forte carga emocional. Everton Reis: integrante-fundador do Coletivo Batucantos, percussão/percuteria Everton Reis começou nas rodas de samba e choro aos 10 anos e atua profissionalmente na música há 20 anos. Estudou com renomados professores, entre eles o Maestro Denis Rosa e Eduardo Nogueira, com os quais se aprofundou nos ritmos brasileiros, buscando desenvolver sonoridades características para cada ritmo — Samba, Choro, Maracatu, Baião, Xote. Assim, ao longo de sua trajetória, adquiriu linguagem e técnicas com ênfase nas variações percussivas do nosso país. Apresentou-se em várias cidades e estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Bahia, Belo Horizonte e São Paulo, com destaque para o Clube do Choro de São Paulo, Teatro Niemeyer, unidades do Sesc, além de ter participado de diversos Festivais de Música. Atua profissionalmente como músico percussionista em espetáculos de música instrumental e shows de samba e MPB, acompanhando cantores como Toninho Geraes. Cris Mariano (Projeto Brasão de Orfeu de Wilson das Neves), além de ter assinado a percussão de espetáculos teatrais. Participou também de videoclipes e de projetos audiovisuais como percussionista. Carolina Fomin, consultora de acessibilidade do Projeto e intérprete (Libras) Carolina Fomin é coordenadora do curso de Pós-graduação em Tradução e Interpretação Libras/Português no Instituto Superior de Educação de São Paulo - Singularidades e atua como Tradutora e Intérprete de Libras-Português em conferências e em diversos espaços artísticos - culturais como: Museu de Arte Moderna de SP (MAM-SP), Instituto Itaú Cultural, Museu de Arte de São Paulo (MASP), SESC, etc. É Doutora (2023) e Mestre (2018) em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.